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Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Cerca de 50 mulheres refugiadas participaram da série de workshops do Empoderando Refugiadas em São Paulo no segundo semestre de 2019. Foto: Fellipe Abreu

Empoderando Refugiadas encerra série de workshops sobre educação financeira

Após uma série de treinamentos realizados no segundo semestre de 2019, as mulheres do Empoderando Refugiadas estão capacitadas para a segunda etapa do projeto, que prevê dinâmicas de empregabilidade com representantes de empresas. O último workshop aconteceu na sexta-feira (8) no banco ABN AMRO, em São Paulo, e abordou o tema de educação financeira.

O Empoderando Refugiadas está em sua quarta edição e trabalha a empregabilidade de mulheres em situação de refúgio em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR), além do engajamento de empresas na contratação de migrantes e refugiados. O projeto é uma parceria entre Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres.

Plano para refugiados e migrantes venezuelanos e países anfitriões busca 1,35 bilhão de dólares

A Agência das ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançam hoje um plano regional para captar 1,35 bilhão de dólares para responder às crescentes necessidades humanitárias de refugiados e migrantes venezuelanos na América Latina e no Caribe e nas comunidades que os hospedam.

O Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP) de 2020, lançado na capital colombiana, Bogotá, é uma ferramenta de coordenação e captação de recursos estabelecida e implementada por 137 organizações. Eles estão trabalhando em toda a região, com o objetivo de atingir quase quatro milhões de pessoas – incluindo refugiados e migrantes venezuelanos e comunidades anfitriãs – em 17 países.

Participantes aprovam uma das propostas discutidas na Conferência Municipal de Políticas Para Imigrantes - Foto: Miguel Pachioni/ACNUR

Em São Paulo, Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes discute políticas de integração

Entre os dias 8 e 10 de novembro, foi realizada a 2ª Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes em São Paulo, sob o lema “Somos Todos Cidadãos”, para avaliar e discutir propostas de integração dessa população no município.

Organizada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, por meio do Conselho Municipal de Imigrantes e da Coordenação de Políticas para Imigrantes e Promoção do Trabalho Decente, a Conferência discutiu mais de 400 propostas que foram produzidas em etapas prévias. Nesta etapa, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizou três encontros junto aos parceiros Aldeias Infantis, Associação Compassiva e Cáritas São Paulo.

ONU e setor privado apresentam boas práticas de contratação de refugiados no Rio de Janeiro

Na 5ª edição do lançamento da plataforma Empresas com Refugiados, 60 pessoas se reuniram no espaço da WeWork no Rio de Janeiro para apresentar boas práticas de contratação, sensibilização e atuação em rede. O evento foi realizado no início de novembro pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global.

“Somos trabalhadores, temos muitas contribuições para dar. Não queremos só receber assistência, e sim mostrar que temos mãos, mente e coragem para trabalhar, como fazíamos no nosso país”, afirmou a venezelana Victoria Velasquez, de 58 anos.

XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas - Foto: divulgação

Fundo de População da ONU participa de seminário internacional de universidades

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou, na última semana, do XI Seminário Internacional do Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, em Manaus, para explicar o papel da agência na assistência humanitária e no apoio a migrantes e refugiados. Com foco na internacionalização universitária, o Grupo Coimbra reúne 88 instituições.

Realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o evento contou com a presença de representantes universitários de 28 países, entre eles Colômbia, Costa Rica, Equador, Argentina, Cuba, Estados Unidos, Itália, Japão, Angola, Moçambique, Nicarágua e Suíça.

Evento de lançamento da Cartilha de Informações reuniu servidores públicos, representantes do sistema financeiro e sociedade civil, além de refugiados e migrantes. Foto: ACNUR | Alan Azevedo.

Cartilha de Informações Financeiras para Refugiados impulsiona integração econômica no Brasil

Cartilha de Informações Financeiras para Migrantes e Refugiados traz orientações sobre Sistema Financeiro Nacional, abertura de contas e aquisição de crédito, colaborando para a inserção laboral e financeira de refugiados e migrantes.

Lançada na última quinta-feira (7) pelo Banco Central, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a cartilha também serve para sensibilizar e orientar as próprias instituições financeiras acerca dos direitos dos refugiados, avaliou o ACNUR.

“Trabalhei empreendendo por 27 anos na Venezuela. Agora, com a cartilha, vou ter informações de como obter crédito, que será fundamental para expandir meu negócio”, Ismael Navas (54), venezuelano no Brasil. O material será distribuído em locais onde há grande fluxo de migrantes e refugiados, e a versão web já está disponível nos sites do Banco Central, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do ACNUR.

A venezuelana Almeris, de 20 anos, viajou com seu filho de apenas dois anos e o marido por cerca de 40 horas em um ônibus até Boa Vista. Foto: ACNUR | Alexandre Pereira.

Operação Acolhida em Manaus inaugura espaço com serviços de documentação e interiorização para refugiados e migrantes venezuelanos

Inaugurado na última terça-feira (5), em Manaus, novo Posto de Interiorização e Triagem (PITRIG) da Operação Acolhida visa fornecer, em um único espaço, assistência para milhares de venezuelanos que passam pela cidade devido ao alto fluxo migratório de seu país.

“Quando decidimos deixar a Venezuela, nossa esperança era encontrar apoio aqui para vivermos e termos trabalho. Desde então não tínhamos documentos para isso, como CPF e Carteira de Trabalho. Foi quando soubemos que este posto seria aberto e poderia nos ajudar”, Almeris (20), venezuelana em Manaus.

O posto foi idealizado pelo Comitê Federal de Assistência Emergencial do governo federal e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Organização Internacional para Migrações (OIM); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); entidades da sociedade civil e atores municipais e estaduais. Espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, na região Centro-Sul de Manaus.

Mahamadou Sankareh, da Gâmbia, mora em Roma, na Itália, e trabalha no Centro de Refugiados Joel Nafuma. Foto: PNUD | Lena Mucha.

Novo relatório do PNUD revela dados do perfil dos jovens que migram irregularmente da África para Europa

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entrevistou 1.970 migrantes de 39 países africanos vivendo em 13 países europeus. O objetivo era esclarecer por que as pessoas migram por canais irregulares e o que vivenciam quando o fazem.

Intitulado ‘Escalando Muros: Vozes de migrantes africanos irregulares para a Europa’, o documento foi produzido para preencher lacunas na base de dados global e mostrar uma imagem mais clara do motivo pelo qual os migrantes irregulares se mudam da África para a Europa.

Esse é o segundo de uma série de relatórios do PNUD que documentam as jornadas das jovens e dos jovens africanas e africanos. O primeiro explorou o que leva alguns migrantes aos braços do extremismo violento.

Decisão de Pierre Krähenbühl foi anunciada em Nova Iorque. Foto: Unrwa | Francesca Pezzola.

Chefe da UNRWA entrega carta de demissão do cargo a secretário-geral da ONU

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Krähenbühl, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (6).

A carta de demissão foi entregue horas após o chefe da UNRWA ter sido afastado do cargo com base numa investigação interna sobre sua gestão e a de outros líderes da agência.

Em nota, porta-voz do secretário-geral informou que inquérito exclui fraudes ou apropriação indevida de fundos.

Integrantes do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPA. Foto: UFPA/Alexandre de Morais

ACNUR celebra abertura de vagas para refugiados na Universidade Federal do Pará

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza a Universidade Federal do Pará (UFPA) pela inclusão de um processo seletivo direcionado às pessoas refugiadas, imigrantes, asilados, apátridas, vítimas de tráfico humano e outros estrangeiros que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

De acordo com a responsável pelas atividades do ACNUR no Pará, Janaína Galvão, o Processo Seletivo Especial (PSE) Migre está alinhado com a Estratégia de Educação 2030 do ACNUR, que “busca assegurar que pessoas refugiadas tenham acesso ao ensino superior e que suas necessidades específicas de aprendizado sejam trabalhadas por meio de soluções locais inovadoras”, afirmou.

Distribuição de alimentos na Venezuela. Foto: NRC | Ingebjørg Kårstad.

Chefe de Ajuda Humanitária da ONU chega à Venezuela

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, chega nesta segunda-feira (04) à Venezuela para avaliar a situação no país, que enfrenta crise política desde 2015. O objetivo é reforçar a colaboração entre vários parceiros humanitários.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 4,5 milhões de pessoas já deixaram suas casas na Venezuela. Esta crise político-econômica gerou a segunda maior leva de refugiados do mundo, atrás apenas da Síria.

Família de refugiados Rohingya em abrigo em Kutupalong, Bangladesh - Foto: Andrew McConnell/ACNUR

ACNUR lança estratégia de energia limpa e renovável para refugiados

Energia limpa e renovável nos campos de refugiados e locais de hospedagem. A iniciativa é parte da Estratégia Global de Energia Sustentável do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, e tem por objetivo impulsionar o acesso dos refugiados à energia segura e sustentável, minimizando o impacto ambiental.

O ACNUR estima que mais de 90% dos refugiados nos campos têm acesso limitado à eletricidade. Como resultado, muitos refugiados queimam lenha ou carvão para suprir as necessidades domésticas básicas, enquanto as instalações comunitárias e de apoio são frequentemente alimentadas por geradores a diesel. Essas fontes de energia têm custos ambientais e financeiros altos.

A Estratégia de Energia Sustentável tem duração de quatro anos e se baseia em iniciativas atuais para integrar o acesso à energia sustentável e minimizar o impacto ambiental nas operações de campo do ACNUR em todo o mundo.

A Casa Miga em Manaus oferece um espaço seguro para que migrantes e refugiadas venezuelanas possam recomeçar a vida no Brasil. Foto: ACNUR/João Machado

Embaixador da Irlanda visita projeto da ONU que acolhe migrantes em Manaus

O Embaixador da Irlanda no Brasil, Sean Hoy, visitou a Casa Miga em Manaus e disse que levará o exemplo do projeto da Operação Acolhida para outros integrantes da comunidade diplomática.

A Casa Miga abriu as portas em agosto de 2018, coordenada pela organização não-governamental Manifesta LGBTQ+, com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da União Europeia.

Com capacidade para 16 pessoas, o local é o abrigo de referência para o acolhimento de pessoas da comunidade LGBTI em Manaus.

Crianças venezuelanas na praça Simon Bolívar, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e UE reafirmam compromisso de proteger refugiados e migrantes venezuelanos

A Conferência Internacional de Solidariedade sobre a crise de refugiados e migrantes venezuelanos, realizada em Bruxelas na segunda e terça-feira (28 e 29), enviou uma forte mensagem de apoio a essa população, bem como aos países e comunidades anfitriões de América Latina e Caribe.

Embora tenham reconhecido o direito soberano dos Estados de administrar suas fronteiras, os participantes enfatizaram a importância de preservar o acesso ao asilo, fortalecendo mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.

Também defenderam a necessidade de os países manterem políticas flexíveis de entrada, continuando a regularização e o fornecimento de documentos aos refugiados e migrantes venezuelanos, facilitando o reagrupamento familiar. A conferência foi presidida por União Europeia, ACNUR e OIM.

Marta Duque (de camisa azul clara) com alguns dos refugiados e migrantes venezuelanos que recebe em sua casa. Foto: ACNUR | Hélène Caux.

Colombiana transforma sua casa em abrigo temporário para ajudar refugiados e migrantes venezuelanos

Há dois anos, Marta Duque, de 56 anos, decidiu transformar sua casa em um abrigo para refugiados e migrantes venezuelanos. No espaço improvisado, eles se recuperam para continuar até o destino final.

Todas as noites, ela e sua equipe de cerca de dez voluntários preparam panelas gigantes de sopa para “os caminhantes”, como são chamados localmente os migrantes da Venezuela que se deslocam centenas ou até milhares de quilômetros a pé por uma estrada sinuosa e montanhosa até a Colômbia.

Segundo dados do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, mais de 4 milhões de venezuelanos já deixaram seu país desde 2015, fugindo de insegurança e violência; perseguição e ameaças; escassez crônica de alimentos e medicamentos; e um colapso dos serviços básicos.

Evento na Fiocruz em Brasília contou com apoio da OPAS/OMS e reuniu representantes do UNFPA e ACNUR. Foto: UNFPA Brasil | Thais Rodrigues.

ONU participa de debate sobre políticas de saúde em contexto de migração

Organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, da Fiocruz Brasília, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, o 10º Ciclo de Debates sobre Sustentabilidade de Políticas para Migrantes reuniu representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O evento aconteceu na última quinta-feira (24), na Fiocruz em Brasília, e discutiu o quadro das migrações, a resposta brasileira ao fluxo migratório de venezuelanos no norte do país e a importância da atenção à saúde nas fronteiras – em especial da população em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres, crianças, idosos, indígenas e pessoas LGBTI+.

Abeer Khreisha, vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen, do ACNUR, em sua casa na Jordânia. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

ONU premia voluntária jordaniana pelo seu trabalho em auxílio a refugiados sírios

Abeer Khreisha é conhecida como “mãe dos sírios” por ajudar refugiados que chegam à Jordânia escapando do conflito na Síria.

A senhora de 50 anos trabalha há 20 como voluntária em um centro comunitário na cidade de Madaba, ajudando jordanianos e sírios em situação de vulnerabilidade. Ela mantém contato regular com as famílias que apoiou e realiza doze visitas domiciliares por dia para se certificar de que estão bem.

Por esse trabalho, ela foi a vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen 2019, concedido anualmente pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em reconhecimento àqueles que se esforçam para apoiar refugiados e pessoas deslocadas ao redor do mundo.

Mulher síria é confortada por funcionária do ACNUR após chegar ao campo de refugiados de Bardarash em Duhok, Iraque. Foto: ACNUR | Rasheed Hussein Rasheed.

“Isso não é vida”, senhora de 64 anos relata momentos de angústia ao escapar dos conflitos no nordeste da Síria

Cerca de 900 a 1.200 pessoas chegam ao campo de Bardarash, no Iraque, por dia, relatou a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Segundo oficiais da agência, é provável que o campo atinja sua capacidade máxima nesta semana.

Para lidar com o fluxo contínuo, autoridades regionais curdas estão planejando abrir mais campos. O ACNUR está registrando todos os recém-chegados e, juntamente com seus parceiros, fornece serviços de saúde e proteção, incluindo apoio psicossocial e serviços específicos para crianças desacompanhadas e pessoas com necessidades específicas.

À medida que o número de sírios que fogem do nordeste do país rumo ao Iraque chega a 10 mil, recém-chegada conta sobre o que viu no caminho e sobre o medo do inverno que se aproxima. A reportagem é do ACNUR.

Durante o segundo semestre de 2019, o Empoderando Refugiadas promove workshops temáticos para mulheres refugiadas em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR). Foto: Fellipe Abreu

Refugiadas são treinadas em leis trabalhistas e canais de denúncia de violência de gênero em SP

A conscientização sobre o direito trabalhista brasileiro e as possibilidades de enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil foram temas de workshop realizado no escritório de advocacia Mattos Filho, em São Paulo (SP), na última terça-feira (22).

O encontro reuniu profissionais do Direito e as participantes da quarta edição do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, com foco na empregabilidade de mulheres em situação refúgio no Brasil.

Salsabil e sua família vieram da Síria para recomeçar em São Paulo. Hoje, trabalham com culinária árabe. Foto: ACNUR/Érico Hiller

ACNUR e Caritas lançam mapeamento de pessoas em situação de refúgio em São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) lançaram na quarta-feira (23) o relatório “Georreferenciamento de Pessoas em Situação de Refúgio Atendidas pela Caritas Arquidiocesana de São Paulo em 2018”. Os dados foram levantados a partir dos atendimentos a pessoas em situação de refúgio pelo Centro de Referência para Refugiados da Caritas SP no último ano.

Das 84 nacionalidades atendidas pela Caritas em 2018, cinco países representam quase 70% do total de pessoas, sendo eles Angola (20%), Venezuela (19,8%), República Democrática do Congo (13,6%), Síria (10,7%) e Nigéria (4,15%). Ainda, é possível destacar que a maior parte das pessoas em situação de refúgio vive na zona leste da capital paulista (55%), mesmo que Sé e República sejam as localidades com maior número absoluto de residentes – 521 e 466, respectivamente.

Menina de 4 anos caminha por campo de Bardarash, em Duhok, no Iraque. Ela é um dos milhares de refugiados que fugiram dos confrontos no nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Hossein Fatemi

Conflito no nordeste da Síria já deslocou 180 mil pessoas; necessidades se multiplicam

Depois de quase duas semanas de combates no nordeste da Síria, agências humanitárias da ONU estimam que cerca de 180 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas ou abrigos, incluindo 80 mil crianças, todas necessitando desesperadamente de assistência.

As chegadas de refugiados ao norte do Iraque continuam. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que mais de 7,1 mil chegaram desde segunda-feira passada (14). A maioria está abrigada no campo de Bardarash, cerca de 140 km a leste da fronteira Iraque-Síria.

A ONU e seus parceiros estão ampliando a assistência para salvar vidas, apesar dos contínuos obstáculos de segurança. Alimentos e cobertores estão sendo distribuídos a cerca de 580 mil civis nas províncias de Raqqa e Hasakeh, e estão sendo feitos esforços para fornecer serviços essenciais, em preparação para o início do inverno.

A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil

Documento aponta São Paulo como exemplo de boas práticas na gestão das migrações

A liderança da capital paulista na gestão das migrações e suas boas práticas são destaques do “Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória”, que será lançado na quarta-feira (23).

Além de apontar práticas positivas em seis áreas temáticas, o documento traça oportunidades de avanços em governança migratória. O lançamento é fruto de parceria entre Organização Internacional para as Migrações (OIM), Prefeitura de São Paulo e Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.

“Uso a música para que elas se divirtam e não se sintam entediadas”, Koat Reath, professor sul-sudanês do campo de refugiados Jewi, na Etiópia. Foto: ACNUR | Eduardo Soteras Jalil.

Professor do Sudão do Sul dedica sua vida para ensinar crianças refugiadas

Mesmo com turmas superlotadas – às vezes com até 100 crianças em uma sala – e livros insuficientes, o professor Koat Reath (41) utiliza a música para conseguir manter a atenção dos estudantes. A energia do professor muitas vezes é a mesma de seus alunos, que possuem entre cinco e 15 anos de idade.

A precariedade do acesso à educação nos campos de refugiados na Etiópia é uma das preocupações do chefe do escritório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Gambella, Patrick Kawuma.

Apenas dois terços das crianças do Sudão do Sul que estão na Etiópia têm acesso à escola primária e a grande maioria – 86% – não frequenta o ensino médio. A reportagem é do ACNUR.

Os venezuelanos Gabriel e Rosalva interpretam os personagens Javier e Alejandra na nova série da Globo, Segunda Chamada. Foto: Globo/Mauricio Fidalgo

Dupla da Venezuela se reinventa para atuar na série ‘Segunda Chamada’, da Globo

Rosalva e Gabriel tiveram que deixar a Venezuela em momentos distintos e, no Brasil, não imaginavam que teriam a oportunidade de contracenar com grandes nomes da teledramaturgia. Eles interpretam os personagens Javier e Alejandra na nova série da TV Globo, “Segunda Chamada”. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A série, escrita por Carla Faour e Julia Spadaccini, destaca a história de cinco professores que, dedicados à educação de jovens e adultos, superam dificuldades do ensino público para melhorar as condições de vida dos alunos.

O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Foto: OIM

OIM realiza em São Paulo primeira oficina de formação sobre emigração e retorno

Nos dias 21 e 22 de outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza a primeira oficina de formação para multiplicadores sobre o tema de emigração e retorno, em São Paulo (SP). A capacitação é destinada a parceiros da Rede de Referenciamento no Apoio e Reintegração de Brasileiros Retornados, formada por entidades públicas, privadas e ONGs de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os principais estados de destino dos brasileiros retornados apoiados pela OIM.

A atividade vem em complemento à atuação da OIM de apoio ao retorno dos brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade no exterior. Nos últimos três anos, foram mais de 2 mil beneficiários, muitos dos quais receberam apoio direto para sua reintegração por meio da abertura de pequenos negócios, tratamentos de saúde ou educação profissionalizante.

Refugiada síria abraça seu filho após chegar em segurança à ilha de Lesbos, na Grécia, em 2015. A mãe e o filho da foto viajaram a partir da Turquia pelo Mar Egeu, em um bote inflável. Foto: ACNUR/Achileas Zavallis

ONU pede que Europa amplie esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu que os Estados europeus intensifiquem seus esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes, que passam por viagens difíceis e perigosas e enfrentam riscos quando chegam à Europa, incluindo acomodações inseguras e falta de cuidados adequados.

A Grécia recebeu a maior parte dos refugiados e migrantes na região do Mediterrâneo este ano — mais do que Espanha, Itália, Malta e Chipre juntos. Até o momento, mais de 12.900 crianças chegaram à Grécia por via marítima, incluindo quase 2.100 crianças desacompanhadas ou separadas dos familiares.

As condições nos centros de recepção superlotados e insalubres nas ilhas gregas do mar Egeu são extremamente preocupantes, alertou o ACNUR.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas recebem treinamento em SP para entrar no mercado de trabalho

O Espaço Fit Carrefour recebeu no dia 26 de setembro, em São Paulo (SP), o primeiro workshop da quarta edição do Empoderando Refugiadas – iniciativa de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres que trabalha a empregabilidade de mulheres em situação de refúgio no Brasil.

Especialistas em recrutamento e inclusão do setor privado conversaram com as participantes sobre técnicas de entrevista, elaboração de currículos e objetivos profissionais.

O treinamento é o primeiro de uma série de workshops que serão realizados no segundo semestre de 2019, focados no temas de mercado de trabalho, legislação brasileira, empreendedorismo, mídias sociais e educação financeira. Cada encontro é recebido por uma empresa parceira e conta com a participação de profissionais do mercado.

Sírios deslocados, que deixaram suas casas na cidade fronteiriça de Ras al-Ain, recebem ajuda humanitária em 12 de outubro de 2019 na cidade de Tal Tamr, interior da província de Hasakeh, nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Delil Souleiman

Agência da ONU para Refugiados amplia ajuda no nordeste da Síria

Desde a escalada da violência no nordeste da Síria na semana passada, equipes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestaram assistência a 31.800 pessoas. Em Al-Hassakeh e Tal Tamer, o ACNUR distribuiu cobertores e outros itens essenciais de assistência a cerca de 20.250 pessoas em três campos de deslocados internos e a outras 11.550 pessoas que vivem em abrigos comunitários.

O ACNUR também enviou ajuda adicional, incluindo cobertores para 52.000 pessoas, lonas para 15.000 e lâmpadas solares para 20.000 pessoas em Qamishli. Através de parceiros de proteção, continua realizando avaliações em abrigos comunitários em Al-Hassakeh, Tal Tamer e Ar-Raqqa.

Muitas famílias recém-deslocadas se estabeleceram nas comunidades anfitriãs e suas necessidades também estão sendo avaliadas. Entre as necessidades imediatas de proteção identificadas estão a falta de documentação, uma vez que as pessoas saem de casa sem documentos e outros pertences. Famílias também foram separadas.

Em 11 de outubro de 2019. na Síria, mulher e criança sentam debaixo de caminhão enquanto população deslocada de Ras al-Ain chega a Tal Tamer, fugindo da violência. Foto: UNICEF/Delil Souleiman

Operação militar turca no nordeste da Síria pode libertar membros do Estado Islâmico

A incursão militar turca em andamento no nordeste da Síria pode, involuntariamente, levar à libertação de dezenas de pessoas associadas ao grupo terrorista Estado Islâmico, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres pediu uma redução imediata dos combates, que deixaram muitas vítimas civis e deslocaram até 160 mil pessoas em menos de uma semana.

“Ele também observa com séria preocupação o fato de que as operações militares atuais possam levar à libertação não intencional de indivíduos associados ao Estado Islâmico, com todas as conseqüências que isso pode acarretar”, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (14) por seu porta-voz.

Crianças refugiadas rohingya no campo de refugiados de Balukhali, no distrito de Cox's Bazaar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Brian Sokol

ACNUR lista 5 ações que ajudam a garantir futuro melhor para crianças refugiadas

Metade dos refugiados do mundo são crianças. Muitas passam a infância inteira longe de casa, às vezes separadas de suas famílias. Em situações de crise e deslocamento, correm o risco de se tornarem vítimas de várias formas de abuso, violência, exploração, tráfico ou recrutamento militar.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha para garantir que crianças, adolescentes e jovens sejam protegidos e que seus direitos sejam assegurados.

O premiê etíope, Abiy Ahmed, fala durante fórum sobre liberdade de imprensa em Addis Ababa. Foto: UNESCO/Vintage Pixels

Secretário-geral da ONU elogia escolha de premiê etíope para Nobel da Paz

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou nesta sexta-feira (11) a escolha do premiê etíope, Abiy Ahmed, como vencedor do prêmio Nobel da Paz por seus esforços para resolver duas décadas de conflito com a Eritreia.

“Eu afirmei muitas vezes que ventos de esperança estão soprando cada vez mais fortemente em toda a África. O primeiro-ministro Abiy Ahmed é uma das principais razões para isso”, afirmou o chefe da ONU, em comunicado.

Criança caminha no campo de Al Hol, nordeste da Síria. O campo abriga mais de 70 mil pessoas, das quais mais de 90% são mulheres e crianças. Foto: OCHA/Hedinn Halldorsson

Civis ‘não podem ser um alvo’, diz ACNUR após escalada militar no norte da Síria

O aumento das operações militares no nordeste da Síria obrigou dezenas de milhares de civis a procurar abrigo, disse a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) nesta quinta-feira (10), um dia depois de a Turquia ter lançado ataques aéreos e uma ofensiva terrestre na fronteira entre os dois países.

A chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) também manifestou preocupação com os últimos desenvolvimentos no país devastado pela guerra, decorrentes da decisão anunciada no domingo (6) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as tropas norte-americanas da região.

Fábio Porchat conduz bate-papo com refugiados transmitido ao vivo pelo Facebook

Na próxima segunda-feira (14), às 17 horas, os atores Fábio Porchat e Kaysar Dadour participam de um bate-papo sobre refúgio promovido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e transmitido ao vivo pela página do @ACNURPortugues no Facebook.

Também participarão da conversa Prudence Kalambay, modelo, atriz e ativista congolesa; Yilmary de Perdomo, terapeuta ocupacional na Venezuela que se transformou em empreendedora no Brasil; e Miguel Pachioni, assessor de Informação Pública do ACNUR Brasil. O bate-papo, que tem o apoio do Facebook e de Porchat, faz parte da campanha #GenteDaGente e tem o objetivo de desmistificar estereótipos sobre os refugiados.

Amina trabalha em sua máquina de costura no campo de refugiados de Domiz, no Iraque. Foto: ACNUR/Rasheed Hussein Rasheed

Costureira síria cultiva clientela fiel em campo de refugiados no Iraque

A síria Amina trabalha em uma oficina no meio de um grande campo de refugiados na região do Curdistão do Iraque. Ela usa pedaços de tecidos coloridos, que são pendurados nas paredes e prateleiras empilhadas, para fazer roupas sob medida para seus clientes.

Os negócios podem estar crescendo agora, mas quando Amina começou a trabalhar como costureira, era uma questão de sobrevivência. A mulher de 39 anos morava com o marido e seus sete filhos na capital síria, Damasco, quando sua vida foi virada de cabeça para baixo a partir do início do conflito, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU detalha impactos e oportunidades ambientais da resposta humanitária em Roraima

A ONU Meio Ambiente atua em Roraima, estado brasileiro que recebe alto fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, analisando os impactos e oportunidades ambientais relacionados à resposta humanitária no estado.

Segundo Dan Stothart, oficial regional de assuntos humanitários da ONU Meio Ambiente, os impactos estão ligados à forma como a provisão de alimentos e abrigo afeta o meio ambiente, como na geração de resíduos.

Já as oportunidades referem-se à chegada crescente de venezuelanos indígenas, por exemplo. “Podemos ajudar a integrá-los às comunidades venezuelanas brasileiras apoiando a agricultura local, a segurança alimentar e a gestão ambiental, como meio de facilitar a transição.” Leia a entrevista completa.

Alto-comissário da ONU para refugiados enfatiza importância da luta contra apatridia

O alto-comissariado da ONU para refugiados, Filippo Grandi, alertou nesta segunda-feira (7) que os recentes avanços na luta pelo fim da apatridia — uma das principais causas de privação de direitos humanos para milhões de pessoas em todo o mundo — estão sendo ameaçados pelo aumento de formas prejudiciais de nacionalismo.

“Há cinco anos, a conscientização pública sobre apatridia e os danos que ela causa ainda eram insignificantes. Isso está mudando, e hoje a perspectiva de acabar com a apatridia nunca esteve tão próxima”, disse Grandi.

“E, no entanto, o progresso está longe de ser garantido: formas prejudiciais de nacionalismo e manipulação do sentimento anti-refugiados e migrantes – essas são tendências poderosas internacionalmente que correm o risco de reverter o progresso.”

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU. Foto: ACNUR

Acordo incentiva municípios brasileiros a acolherem pessoas venezuelanas

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil assinou, na quarta-feira (2), em conjunto com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o governo federal, um protocolo de intenções para incentivar municípios brasileiros a acolherem pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela. O objetivo é ampliar a assistência humanitária com foco na integração à sociedade e à economia brasileiras.

“A parceria com a Confederação Nacional dos Municípios é uma conquista nesse processo, por sua capacidade única de sensibilizar e mobilizar os municípios brasileiros para a recepção de pessoas refugiadas e migrantes. Esses municípios terão a oportunidade de integrar à sua população pessoas que aportam capacidades, formações e experiências profissionais variadas”, afirmou o coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

O alto-comissário reforçou o apoio do ACNUR ao México na abordagem das causas dos movimentos de migração e refugiados da América Central. Foto: ACNUR

Em visita ao México, alto-comissário da ONU pede mais apoio à resposta aos refugiados

Durante visita de quatro dias ao México, o alto-comissário da ONU para refugiados, Fillipo Grandi, reuniu-se com refugiados e requerentes de refúgio no norte e sul do país.

Na ocasião, eles falaram sobre atos de violência, abuso e perseguição promovidos por quadrilhas criminosas que os forçaram a abandonar seus países de origem.

“O México enfrenta desafios e preocupações crescentes como resultado de mudanças nas políticas dos Estados Unidos, que levaram a um aumento significativo no número de indivíduos que decidem solicitar asilo no México, colocando uma pressão adicional a um sistema de asilo já sobrecarregado”, explicou Grandi.