Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Numeir (na extrema direita) reencontra os parentes no aeroporto. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Com ajuda da ONU, adolescente sírio reencontra a família na Alemanha

Com medo de ser recrutado pelo exército, Numeir fugiu da Síria, seu país de origem, quando tinha apenas 15 anos. “Dizer adeus foi terrível”, conta o jovem sobre o momento de se despedir dos pais e irmãos, incluindo a caçula da família, Anmar, de apenas quatro anos à época. Vivendo na Alemanha desde 2015, o sírio conseguiu trazer os parentes para o país europeu em maio último, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No campo de Nduta, na Tanzânia, vivem 125 mil refugiados burundineses. Como há carência de salas de aula, as crianças estudam embaixo de árvores. Há uma professora para cada 200 alunos. Só 7% do apelo humanitário do ACNUR para 2017 foi financiado. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Agência da ONU inaugura exposição no Rio sobre refúgio e migração forçada

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) inaugura na próxima quarta-feira (15) a mostra “Faces do Refúgio”, que leva para o Centro Cultural dos Correios 52 fotografias sobre migrações forçadas. Essa é a primeira vez em que a exposição desembarca na capital fluminense. Iniciativa aborda as principais crises de deslocamento da atualidade, em países como Síria, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Mianmar.

Angelina Jolie durante viagem a Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR

ARTIGO: Uma carta de Mossul

Em artigo para a imprensa norte-americana, a atriz e enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, alerta que Mossul, no Iraque, ainda é um cenário apocalíptico de ruínas, mais de um ano após o fim dos confrontos entre governo e Estado Islâmico.

Artista cobra apoio da comunidade internacional para reconstruir a cidade, que foi esquecida pelo mundo, segundo Jolie. A enviada especial questiona por que a recuperação do município não mereceu a mesma atenção que a Europa recebeu na sequência da Segunda Guerra Mundial.

Manifestante diante da Guarda Nacional da Venezuela, em protesto em maio de 2017. Foto: Wikimedia Commons/Efecto Eco

Equador declara emergência com a chegada de 30 mil venezuelanos em agosto

O governo do Equador declarou estado de emergência nesta semana (8) devido ao deslocamento contínuo de venezuelanos para o país. Decisão contempla as províncias de Carchi, Pichincha e El Oro. Apenas na primeira semana de agosto, cerca de 30 mil venezuelanos chegaram ao território — mais de 4 mil por dia. Desde o começo do ano, 547 mil venezuelanos entraram na nação equatoriana pela fronteira com a Colômbia.

Bandeira do Paraguai. Foto: Flickr (CC)/Tetsumo

Paraguai é 1º país das Américas a aprovar lei especial para proteção de pessoas sem nacionalidade

O Senado do Paraguai aprovou na quinta-feira (19) uma lei específica para estabelecer procedimentos de determinação da apatridia — quando uma pessoa não tem nacionalidade. Medida foi elogiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

É a primeira vez em que um parlamento na América Latina adota legislação especial sobre o tema. Texto define normas para a proteção dos indivíduos sem cidadania, além de facilitar seu processo de naturalização.

Equipes de militares preparam operações de mergulho para resgatar meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna em Chiang Rai, na Tailândia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos/Jessica Tait

Tailândia dá cidadania para meninos e professor de futebol resgatados em caverna

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou a decisão do governo tailandês de conceder cidadania a três meninos que foram resgatados da caverna de Tham Luang em julho último, quando fortes chuvas deixaram 12 adolescentes e seu professor presos em galerias subterrâneas, em Chiang Rai. Os jovens integravam o time de futebol Javalis Selvagens. O docente de educação física e técnico da equipe, Ekapol Chanthawong, também receberá a nacionalidade tailandesa.

Famílias venezuelanas deixam país de origem em busca de melhores oportunidades de vida. Foto: ACNUR

ONU elogia decreto da Colômbia para regularizar situação de 442 mil venezuelanos

Na Colômbia, a ONU elogiou a promulgação do decreto presidencial 1.288, que autoriza a distribuição de permissões especiais de permanência para os 442.462 venezuelanos em situação migratória irregular. O documento dá aos estrangeiros a oportunidade de permanecer legalmente, por dois anos, em território colombiano. Com o registro, migrantes e refugiados também terão acesso aos serviços nacionais básicos de educação e saúde, além de poderem trabalhar.

Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

ONU e setor privado promovem integração de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro

Teve início na quinta-feira (8), em São Paulo, a terceira edição do Empoderando Refugiadas, um projeto das Nações Unidas para promover a inserção de mulheres refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. A iniciativa deverá atender 50 estrangeiras, que participarão de oito sessões de coaching e quatro workshops sobre carreira e empregabilidade. Programa tem apoio da ABN AMBO, Carrefour, Facebook, Pfizer, Renner e Sodexo.

Seleção de Angola posa para a foto com o troféu de campeã da etapa Rio de Janeiro da Copa dos Refugiados 2018. Foto: ACNUR/MiguelPachioni

Angola vence etapa Rio de Janeiro da Copa dos Refugiados

A equipe de Angola venceu no último final de semana (4) a etapa carioca da Copa dos Refugiados 2018. Inédito no Rio de Janeiro, o torneio foi realizado pela ONG África do Coração com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Campeonato teve a participação de 150 jogadores refugiados e migrantes, que representaram, além do Estado angolano, Guiné-Bissau, Haiti, República Democrática do Congo, Senegal, Síria, Venezuela e Colômbia.

Hospital de Al-Thawra, em Hodeida, no Iêmen, em foto de abril de 2017. Foto: OCHA/Giles Clarke

Ataque contra hospital eleva risco de nova epidemia de cólera no Iêmen

Um ataque mortal contra um dos últimos hospitais em funcionamento no Iêmen, na cidade portuária de Hodeida, colocou centenas de milhares de pessoas sob risco, prejudicando os esforços para prevenir uma terceira epidemia de cólera no país afetado pela guerra, disseram oficiais da ONU na sexta-feira (3).

“Tudo o que estamos fazendo para tentar acabar com a maior epidemia de cólera do mundo está sob risco”, disse a coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, completando que todos os dias novos casos de cólera são identificados.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

ONU amplia resposta humanitária enquanto milhares fogem da violência na Nicarágua

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu nesta terça-feira (31) solidariedade internacional e apoio à Costa Rica e a outros países que acolhem refugiados e solicitantes de refúgio da Nicarágua, enquanto milhares de cidadãos desse país fogem de tensões políticas, violência e graves violações de direitos humanos.

Segundo o porta-voz do ACNUR, William Spindler, que falou a jornalistas em Genebra, nos últimos meses, o número de solicitações de refúgio feitas por nicaraguenses na Costa Rica e em outros países vizinhos teve aumento exponencial.

O venezuelano Yofre, de 35 anos, participa de um encontro promovido pelo ACNUR no CTA São Mateus para mapear as oportunidades de empregabilidade dessa população. Foto: ACNUR/MiguelPachioni

Venezuelanos acolhidos em SP encontram oportunidades de emprego

O sonho de obter uma vaga no mercado de trabalho aconteceu em tempo recorde para 81 do total de 287 venezuelanos que viajaram de Boa Vista a São Paulo por meio do processo de interiorização do governo federal, iniciado em abril deste ano.

A conquista de um trabalho é resultado do esforço pessoal dos próprios venezuelanos, de serviços oferecidos pelo poder público e pela sociedade civil, assim como da sensibilização do setor privado, como parte das iniciativas de integração do crescente número de pessoas venezuelanas que chegam ao Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fred, venezuelano da etnia Warao, apresenta projeto de ensino desenvolvido em parceria da Secretaria Municipal de Educação de Belém com os indígenas. Foto: Evento reuniu imprensa, sociedade civil e poder público para debater acolhimento de venezuelanos no Pará. Foto: ESPMU/Amanda Aguiar

Agências da ONU debatem acolhimento de venezuelanos indígenas no Pará

A Rede de Capacitação a Refugiados e Migrantes, formada por ONGs e agências da ONU, promoveu na semana passada, em Belém, uma série de debates e oficinas sobre deslocamento forçado. Atividades mobilizaram funcionários públicos, jornalistas e instituições da sociedade civil para discutir os desafios de receber venezuelanos indígenas da etnia Warao, recém-chegados ao Pará. Autoridades locais estimam que 236 indígenas da Venezuela vivem na capital paraense.

Países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se comprometeram a combater o tráfico de pessoas. Foto: EBC

Em dia mundial, chefe da ONU pede prioridade para os direitos das vítimas de tráfico humano

Em mensagem para o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, lembrado nesta segunda-feira (30), o secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou atenção para os grupos mais vulneráveis a esse tipo de crime — crianças, jovens, migrantes, refugiados, meninas e mulheres. Dirigente alertou que as vítimas correm risco de sofrerem outras violações, como abusos sexuais e tráfico de órgãos.

UGANDA/2017 — A professora Bako Zulaika mostra seus materiais de ensino no lado de fora de sua tenda, em escola primária no campo de refugiados de Bidi Bidi frequentada por mais de 48 mil crianças em março de 2017. Foto: ACNUR/David Azia

Faces do Refúgio: série fotográfica da ONU aborda deslocamento forçado no mundo

A cada três segundos, alguém, em algum lugar no mundo, é obrigado a deixar sua casa para trás. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 68,5 milhões de pessoas vivem longe de seus locais de origem devido a guerras, conflitos e perseguições. Para conscientizar a população brasileira sobre os desafios que esses indivíduos enfrentam, o organismo internacional promove a exposição itinerante Faces do Refúgio.

Confrontos na Síria deixaram a maior parte do país em ruínas. Foto: ACNUR/Susan Schulman

Secretário-geral da ONU condena ataques terroristas no sudoeste da Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente nesta quinta-feira (26) os atentados suicidas ocorridos na cidade de Sueida, localizada no sudoeste do país e controlada pelo governo sírio, e que deixaram centenas de mortos e feridos.

De acordo com a imprensa internacional, os ataques foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico, ou Da’esh, que defende território na região após uma ampla ofensiva do governo.

Para o casal Jan e Sonia, seus filhos e sobrinha, a casa no abrigo Rondon I representa uma nova fase em suas vidas. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Agências da ONU e governo inauguram novo abrigo para venezuelanos em Roraima

O Governo Federal e organismos das Nações Unidas inauguraram em Boa Vista, na última sexta-feira (20), o décimo abrigo temporário para venezuelanos em Roraima. Com capacidade para 600 pessoas, as instalações contam com as unidades habitacionais “Better Shelter” (Moradia Melhor, em tradução livre), já utilizadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em operações humanitárias e instaladas pela primeira vez na América Latina.

Em abril, venezuelanos desembarcaram em São Paulo no primeiro processo de interiorização apoiado por agências da ONU - Foto: Reynesson Damasceno/ACNUR

Venezuelanos serão transferidos de Boa Vista para quatro capitais nesta terça-feira (24)

Em nova etapa do processo de interiorização, venezuelanos serão transferidos nesta terça-feira (24) de Boa Vista (RR) para outras quatro capitais. Foram abertas 131 vagas em abrigos de Cuiabá (24), Brasília (50), São Paulo (21) e Rio de Janeiro (36).

A interiorização é uma iniciativa criada para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros.

O processo tem o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Família aguarda distribuição de suprimentos do UNICEF na cidade de Hodeida, no Iêmen. Foto: UNICEF

ONU alerta para condições ‘críticas’ em cidade portuária do Iêmen

Funcionários da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Iêmen disseram nesta sexta-feira (20) que a cidade portuária de Hodeida continua “um ambiente difícil” para a entrega de ajuda humanitária a milhares de pessoas deslocadas por intensos confrontos nesta semana.

Hodeida — a principal porta de entrada de alimentos e ajuda humanitária para uma população à beira da inanição — tem sido palco de confrontos entre os rebeldes Houthi, que controlam o porto, e as forças governamentais apoiadas por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.

Acampamento nos arredores do Hospital Geral em Bunia, a capital da província de Ituri da República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Violência étnica já deslocou 150 mil pessoas desde abril na RD Congo

No nordeste da República Democrática do Congo, a região de Tchomia transformou-se no palco de mais uma crise de deslocamento forçado, provocada pela violência étnica. O local fica na rota para Uganda e, por isso, virou caminho para os congoleses que precisaram fugir para o país vizinho. Mas ao decidir voltar para seu território de origem, esses refugiados descobriram que os confrontos continuavam. O relato é Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

ONU elogia acordo que põe fim a impasse envolvendo embarcação de migrantes no Mediterrâneo

O chefe da agência da ONU para refugiados, Filippo Grandi, acolheu de forma cautelosa nesta quinta-feira (19) a decisão de diversos países da União Europeia de receber cerca de 450 migrantes que estavam em uma embarcação no Mar Mediterrâneo há dias, alertando, no entanto, que acordos “navio por navio” não são sustentáveis.

As declarações foram feitas depois de França, Alemanha, Itália, Malta, Espanha e Portugal colocarem fim a um impasse envolvendo o desembarque dos migrantes — que partiram da Líbia —, concordando em recebê-los e processar quaisquer pedidos de refúgio.

Embarcação da organização Sea Watch resgata migrantes e refugiados no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Espanha supera Itália e Grécia e se torna principal entrada de migrantes pelo Mediterrâneo

Quase 51 mil migrantes e refugiados entraram na Europa pelo mar até 15 de julho, uma forte queda frente os quase 110 mil do mesmo período do ano passado, informou na segunda-feira (16) a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Na mesma etapa de 2016, esse número estava em quase 242 mil.

A Espanha tornou-se o principal ponto de entrada para migrantes que atravessam o Mediterrâneo, ultrapassando Itália e Grécia.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Com apoio da ONU Brasil, centro governamental em Pacaraima recebe venezuelanos

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Localizado a poucos metros da fronteira, o local começou a operar no dia 18 de junho. O centro também oferece informações, serviços sociais e de saúde para aqueles que escolheram permanecer no Brasil.

Oli Ahmed, de 53 anos, sua mãe, Gul Zahar, de 90, e seu filho, Mohammad Siddiq, de 25, no abrigo da família em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

‘Em toda a minha vida, não tive nem cinco minutos de paz’

Quatro gerações de uma família de refugiados rohingya descrevem como a apatridia tem paralisado suas vidas — e compartilham a esperança de retornar a Mianmar.

As autoridades de Bangladesh e Mianmar assinaram em novembro de 2017 um acordo sobre repatriamento voluntário dos refugiados.

No entanto, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), as condições ainda não são propícias para o retorno, uma vez que as causas que levaram os rohingya a fugir não foram abordadas e nenhum progresso foi feito no tratamento de sua exclusão ou negação de direitos.

O Projeto Manaus é realizado pela Defensoria Pública da União (DPU) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), com financiamento da União Europeia. Foto: UNODC

Seminário em Manaus discute combate ao contrabando de migrantes

O seminário “Tráfico de Pessoas, Contrabando de Migrantes e Mobilidade Humana” marcou na sexta-feira (13) o encerramento dos trabalhos do Projeto Manaus no auditório da sede do governo do Amazonas.

O Projeto Manaus é realizado por representantes da Defensoria Pública da União (DPU) e Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC) como parte da Ação Global contra o Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes (Glo.Act), sendo financiado pela União Europeia.

Deportação é solução ‘inviável’ para migração, critica relator da ONU

Deportar migrantes é mais trabalhoso e mais caro do que abordagens baseadas em direitos humanos, como a regularização migratória. A avaliação é do relator especial da ONU sobre os direitos dos migrantes, Felipe Morales. Especialista ressalta que famílias não devem nunca ser separadas, a não ser que a medida favoreça os interesses da criança. Menores também não podem ser presos por causa do próprio status migratório ou de seus parentes.

Funcionários do Google se voluntariam para compartilhar conhecimentos e contribuir para que refugiados aperfeiçoem seus currículos, na sede da empresa em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados aperfeiçoam currículo em oficinas da Google e ONU

Em parceria com a Google, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) promoveu em São Paulo três oficinas para orientar mais de 30 refugiados na preparação dos seus currículos. Realizadas na semana passada, atividades buscaram aperfeiçoar o modo como os estrangeiros apresentam suas experiências profissionais, talentos e conhecimentos em diferentes idiomas. Objetivo da iniciativa é ampliar a inserção desses profissionais no mercado brasileiro.

Louise Arbour (esquerda), representante especial do secretário-geral da ONU para a migração internacional; a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed (centro), e o presidente da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, (direita), participam de evento especial para aprovação do texto do pacto global para a migração. Foto: ONU/Mark Garten

Estados-membros da ONU aprovam primeiro pacto global sobre migração

Pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado nesta sexta-feira (13).

“Nunca poderíamos imaginar que eles sequestrariam nossos filhos”, diz Faiza (no centro, de saia vermelha), sentada com outras mães que tiveram suas crianças raptadas. “Eles devem estar mortos agora”. Foto: ACNUR/Colin Delfosse

Mães de crianças desaparecidas quebram silêncio na República Democrática do Congo

“Os rebeldes invadem as nossas aldeias, levam nossos filhos e desaparecem com eles”, conta Augustine. “Eles estupram as meninas e as cortam em pequenos pedaços com facões.”

Há seis anos, a congolesa não vê sua filha. No província de Tanganyika, na República Democrática do Congo, a história se soma a de outras mães que tiveram seus filhos raptados. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Chefe da ONU diz que migração não é crime e cobra apoio a novo pacto global

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (12), em Nova Iorque, que migrar não é crime e sim, um “motor de crescimento” das economias de todo o mundo. Em coletiva de imprensa, o chefe da Organização pediu apoio da comunidade internacional ao novo pacto global sobre migração segura, ordenada e regular. Amanhã (13), o documento será avaliado para aprovação pela Assembleia Geral.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ARTIGO: os rohingya são vítima de limpeza étnica; o mundo está falhando

Em artigo publicado no jornal The Washington Post, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre os relatos assustadores que ouviu este mês em Bangladesh por parte de refugiados rohingya, que fugiram da violência generalizada no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Os abusos sistemáticos dos direitos humanos pelas forças de segurança em Mianmar no ano passado foram projetados para incutir terror na população rohingya, deixando-a com uma escolha terrível — ficar, temendo a morte, ou deixar tudo para sobreviver”, disse Guterres. Leia o artigo completo.