Arquivo da tag: Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

A venezuelana Alida Rodríguez (à esquerda), ao lado da brasileira Helena Maria de Araújo. Foto: Arquivo Pessoal

Refugiada venezuelana retoma vida no Rio trabalhando como cuidadora de idosos

Cuidar do outro é essencialmente um ato de amor. Por isso, através do trabalho de cuidadora de idosos, a refugiada venezuelana Alida Josefina Rodríguez diz ter reencontrado a alegria e a paz. Ela conseguiu emprego em dezembro do ano passado, por intermédio do Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da organização Cáritas RJ. Não apenas sua vida mudou, como a de toda a família para a qual ela agora trabalha.​

Formada em Medicina, mas impedida de trabalhar como médica antes da revalidação do diploma, ela procurou o PARES em busca de uma especialização que tivesse relação com sua profissão original e que a ajudasse na inserção no mercado de trabalho brasileiro.

O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

‘Interiorização é a nossa esperança por melhores oportunidades’, diz venezuelano no Brasil

Eram quatro horas da manhã e muitas pessoas dormiam no abrigo Rondon 2, um alojamento do governo para venezuelanos em Boa Vista (RR). Mas cerca de 200 moradores da residência já estavam de pé e mal conseguiam controlar a ansiedade e a animação: dali a poucas horas, os refugiados e migrantes se mudariam para outros estados brasileiros.

O grupo participou da mais recente etapa do programa de interiorização, realizada na última quarta-feira (13). O projeto do governo federal tem o apoio da ONU Brasil.

Relatório da CEPAL abordou impactos das mudanças demográficas nos países da América Latina e do Caribe nas políticas públicas. Foto: EBC

CEPAL: mudanças demográficas na América Latina terão impactos nas políticas públicas

A dinâmica demográfica da maior parte dos países da América Latina e do Caribe teve mudanças profundas que afetaram o crescimento, a estrutura etária e a distribuição territorial da população, o que poderá ter consequências no desenho e implementação de políticas públicas. A conclusão é do primeiro relatório regional sobre a implementação do Consenso de Montevidéu sobre População e Desenvolvimento.

O documento, elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) por mandato dos países-membros da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da região, tem como objetivo dar conta do avanço na implementação das medidas prioritárias do Consenso de Montevidéu, observando as heterogeneidades que existem entre os países da região quanto a seu grau de implementação.

Acesso a água potável e saneamento é tema de relatório da ONU. Foto: Vicki Francis/Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID)

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo são privadas do direito à água

O acesso à água e ao saneamento é reconhecido internacionalmente como um direito humano. Ainda assim, mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem dos serviços mais básicos.

Lançado às vésperas do Dia Mundial da Água, o último Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos explora os sinais de exclusão e investiga formas de superar as desigualdades.

“O acesso à água é um direito vital para a dignidade de todos os seres humanos”, declarou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay. “Ainda assim, bilhões de pessoas continuam sendo privadas desse direito”.

Agência da ONU constrói fábrica de têxteis para cidadãos deslocados na RD Congo

“Eu adoro costurar”, conta a congolesa Clémence, de 20 anos, enquanto passa os dedos pelo tecido com o qual trabalha. O artesanato têxtil trouxe alegria e um novo propósito para a vida dessa jovem. Com um projeto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela pôde recomeçar a vida em sua vila natal, dez anos após fugir de casa por causa da violência no leste da República Democrática do Congo.

Oficina em Brasília (DF) discutiu o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha. Foto: OIM

OIM realiza oficina em Brasília (DF) sobre políticas de combate à escravidão moderna

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na semana passada (12 e 13) em Brasília (DF) uma oficina para discutir o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha.

A iniciativa contou com a participação de representes governamentais de Brasil e Colômbia, bem como de representantes de OIM, Embaixada Britânica, Organização dos Estados Americanos (OEA) e pesquisadores de Brasil, Colômbia e Venezuela.

Vinte representantes do setor privado participaram na quinta-feira (14) de uma oficina de treinamento em São Paulo (SP) sobre a inclusão de migrantes internacionais no mercado de trabalho brasileiro. Foto: OIM

Oficina em São Paulo aborda integração de migrantes no mercado de trabalho

Vinte representantes do setor privado participaram na quinta-feira (14) de uma oficina de treinamento em São Paulo (SP) sobre inclusão de migrantes internacionais no mercado de trabalho brasileiro. O objetivo foi esclarecer mitos e tirar dúvidas sobre o processo de contratação, prestação de assistência, documentação, além de abordar benefícios e importância do processo de integração e da diversidade para o desenvolvimento de estratégias corporativas.

Este é o quinto encontro da série de oficinas lançadas em dezembro pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o apoio do Fundo da OIM para o Desenvolvimento (IDF, na sigla em inglês), sendo a quarta realizada com atores corporativos na capital paulista. As oficinas foram idealizadas a partir dos resultados de uma pesquisa da OIM, em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global da ONU para empresas e direitos humanos.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Violência e destruição continuam provocando sofrimento entre sírios, diz Angelina Jolie

A violência e a destruição na Síria continuam a infligir sofrimento a milhões de pessoas, alertou nesta sexta-feira (15) a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, no aniversário de oito anos do conflito.

Desde o início da crise, em março de 2011, metade da população da Síria foi deslocada à força. Mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados em toda a região e milhões estão deslocados internamente.

“Ao chegarmos a mais um ano desse conflito devastador, meus pensamentos estão com o povo sírio. Penso, especialmente, nos milhões de sírios que sofrem com a condição de refugiado na região, nas famílias deslocadas no interior do país e em todos que sofrem com ferimentos, traumas, fome e a perda de familiares”, disse a enviada especial do ACNUR em comunicado.

Bandeira da Nova Zelândia vista na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres pede que países se posicionem contra ódio após ataques em mesquitas na Nova Zelândia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou a comunidade internacional a se posicionar contra o “ódio antimuçulmano”, após ataques a tiros em massa na sexta-feira (15) na Nova Zelândia. Os ataques miraram duas mesquitas e deixaram ao menos 49 mortos e diversos feridos, alguns em estado crítico.

“Estou entristecido e condeno veementemente os ataques a tiros contra pessoas inocentes, conforme rezavam pacificamente em mesquitas na Nova Zelândia”, tuitou o chefe da ONU, expressando suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas”.

“Hoje, e todos os dias, devemos nos posicionar contra ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância e terror”, afirmou.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Família síria volta para casa e encontra cidade destruída pela guerra

A vida como refugiada nunca foi fácil para Zahida, de 35 anos. Mãe de cinco filhos, ela cuida sozinha das crianças desde que seu marido desapareceu há alguns anos na guerra da Síria.

No Líbano, onde vivia após fugir da guerra, ela diz que as ofertas de trabalho eram escassas e o valor do aluguel, muito alto. No entanto, ao voltar para sua terra natal, Zahida se deparou com novas dificuldades.

Após oito anos de conflito, refugiados retornam aos poucos para regiões da Síria onde se sentem seguros. Para muitos deles, o retorno é difícil e repleto de desafios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Susan estoca as prateleiras com sabão em suas instalações em Zarqa, na Jordânia. Foto: ACNUR/Mohammad Hawari

Refugiada síria recomeça vida na Jordânia com fabricação de sabão

“Minha história começa com 20 dinares (R$ 110) e uma lata de azeite”, diz Najwa, de 42 anos, descrevendo como um simples ato de bondade a ajudou a superar a tragédia pessoal e recuperar o controle de sua vida como refugiada síria na Jordânia.

Dessa pequena doação inicial, Najwa construiu um negócio de fabricação de sabão que fornece a ela e a outras quatro mulheres uma renda vital, e que recentemente começou a exportar suas primeiras encomendas para a China. Leia o relato completo feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fatima com os filhos Lawand, de 15 anos, Laith, de 7, e Simaf, de 4. Foto: ACNUR/ Érico Hiller

Família síria retoma vida em São Paulo após viver quatro anos na Jordânia

Fatima e sua família fugiram da guerra na Síria. Eles viveram por quatro anos na Jordânia, em condições precárias, esperando a guerra acabar. Até que decidiram viajar ao Brasil e recomeçar suas vidas em São Paulo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A guerra na Síria continua a provocar a maior crise de deslocamento do mundo. Mais de 12 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas: metade da população. São oito anos de guerra, mais de 5,6 milhões de refugiados sírios registrados e mais de 6 milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria.

Cerca de 90 adolescentes e mulheres participaram da oficina de artes marciais promovida pelo UNFPA. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Venezuelanas participam de oficina de caratê em Roraima

“Todas com o braço direito na frente. Vamos dar três golpes mudando os braços”. Entre gritos, sorrisos e palmas, cerca de 90 adolescentes e mulheres venezuelanas participaram de uma oficina de artes marciais promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Pacaraima (RR).

Realizada num abrigo de passagem para refugiados e migrantes, a atividade aconteceu na última sexta-feira em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, 8 de março.

A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova Iorque, é a mais jovem deputada da história dos EUA, aos 29 anos. Foto: Flickr/Dimitri Rodriguez (CC)

Bachelet elogia aumento do número de congressistas mulheres nos EUA

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou na semana passada (6) que, apesar de progressos significativos em alguns países, desigualdades continuam impulsionando violações de direitos humanos em muitas regiões.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Bachelet destacou preocupações no mundo todo, embora tenha elogiado conquistas importantes, como o número recorde de mulheres no Congresso dos Estados Unidos.

A nova onda de mulheres conquistando assentos no Congresso norte-americano em janeiro são “passos importantes para diversidade”, disse. “Ela inclui a primeira congressista norte-americana muçulmana, a primeira congressista nativo-americana e a mulher mais jovem eleita ao Congresso. Eu saúdo todas as mulheres poderosas do mundo e o modelo que apresentam à próxima geração”.

Projeto SensibilizArte animou posto de triagem em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

Em Boa Vista, estudantes de Medicina promovem brincadeiras em posto para venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) surpreendeu venezuelanos num posto de triagem com música e uma atividade lúdica para crianças. Treze voluntários vestidos de palhaços animaram o centro de atendimento com performances artísticas para mais de 200 pessoas. Iniciativa realizada neste mês (1º) foi fruto de parceria da agência da ONU com a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina (IFMSA).

Filippo Grandi conversa com jovem sírio que voltou para Souran. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Alto-comissário alerta para necessidades humanitárias de sírios que estão voltando para casa

Durante passagem pela Síria, o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, explicou a oficiais do governo de Bashar Al-Assad que o acesso humanitário é importante para que a ONU leve assistência a pessoas que fugiram de suas casas por causa da guerra, mas estão retornando.

Estima-se que mais de 1,4 milhão de indivíduos internamente deslocados – que deixaram as comunidades onde viviam, mas não o território nacional – voltaram para os seus lares na Síria em 2018.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Pedidos de refúgio de venezuelanos sobem para mais de 400 mil no mundo

Em decorrência da situação na Venezuela, o número de pedidos de refúgio de cidadãos venezuelanos em todo o mundo aumentou exponencialmente. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) avalia que desde 2014 mais de 414 mil pedidos de refúgio foram apresentados por venezuelanos em todo o mundo, sendo que cerca de 60% (248 mil) apenas em 2018.

Dois terços dos pedidos de refúgio de venezuelanos foram feitos em países na América Latina. Os demais, se concentraram na América do Norte e na Europa.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Visita de equipe da ONU à Venezuela pode abrir caminho para missão oficial no país

Uma equipe de direitos humanos das Nações Unidas dará início a uma visita oficial à Venezuela na segunda-feira (11) a convite do governo, possivelmente abrindo caminho para uma missão oficial em Caracas conduzida pela alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Cinco membros da equipe irão viajar pelo país de 11 a 22 de março, afirmou nesta sexta-feira (8) o escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH), em meio a uma crise prolongada por conta de uma economia sem força, instabilidade política e violentas manifestações contra o governo.

Interiorização de venezuelanos no Brasil. Foto: Casa Civil/Governo Federal

Estão abertas inscrições para evento em Porto Alegre sobre acolhimento de refugiados

Entre os dias 18 a 20 de março, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá o evento “Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil”, organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

O ciclo de atividades terá início com a oficina “Imprensa no Combate à Xenofobia contra Refugiados e Migrantes”, promovida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Conectas Direitos Humanos.

As inscrições para o simpósio e as oficinas vão até as 12h do dia 1º de março.

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito. Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo

Pais sírios lutam para criar filhos com paralisia cerebral; vídeo

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito.

Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo.

Crianças têm aulas em tenda em Idlib, norte da Síria. Emergências humanitárias privam crianças de saúde, nutrição, acesso a água e saneamento, educação e outras necessidades básicas. Foto: UNICEF/Watad

Síria: mais de 11 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária em 2019

Níveis desconcertantes de necessidades humanitárias ainda persistem na Síria, afirmou na terça-feira (26) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) a membros do Conselho de Segurança.

De janeiro a dezembro do ano passado, cerca de 25 mil pessoas foram deslocadas da província de Deir-ez-Zor, no sudeste do país, para o acampamento de Al Hol. A situação humanitária em Rukban também continua se deteriorando. Assistência humanitária adicional está sendo preparada para acomodar 42 mil pessoas.

Além disso, intensas inundações no nordeste e noroeste destruíram abrigos em acampamentos para pessoas deslocadas internamente. Em Idlib, mudanças de controle em algumas áreas levaram à suspensão de fundos, reduzindo serviços de saúde para alguns civis.

Jenifer, Alberto e seus três filhos Javier, de seis anos, Akia, de quatro, e Yara, de um. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Família vítima de sequestro foge da Venezuela e encontra segurança no Brasil

A família de Jenifer é uma das muitas que chegaram ao Brasil pelo município roraimense. Depois de serem vítimas de um sequestro relâmpago na Venezuela e sofrerem ameaças ao seu filho autista, ela e o marido Alberto juntaram o resto de suas economias para atravessar o país, desde Macaray até Pacaraima (RR).

Na viagem, trouxeram os três filhos — Javier, de seis anos, Akia, de quatro, e Yara, de um. Os cinco percorreram 1.800 km de ônibus. O relato é da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Still de 'Roma', do diretor Alfonso Cuarón, em que é possível ver a protagonista Cleo, interpretada pela indicada ao Oscar de Melhor Atriz, Yalitza Aparicio. Imagem: Alfonso Cuarón

Poder econômico está estreitamente ligado à cor da pele, afirma vencedor do Oscar Alfonso Cuarón

Em entrevista à ONU, o cineasta mexicano Alfonso Cuarón, vencedor do Oscar desse ano nas categorias Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Filme Estrangeiro por Roma (2018), afirmou que os povos indígenas estão entre os grupos menos privilegiados de seu país de origem.

O filme que lhe rendeu o reconhecimento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood aborda a marginalização das mulheres indígenas no México, representadas pela protagonista Cleo, uma empregada doméstica numa casa de classe média.

Mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará. Foto: EBC

Pará reafirma compromisso com UNICEF pelos direitos das crianças

A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Florence Bauer, visitou nesta semana o estado do Pará, onde se reuniu na quinta-feira (21) com o governador Helder Barbalho. Dirigentes discutiram o apoio do estado ao Selo UNICEF, iniciativa que estimula e reconhece projetos municipais voltados para os direitos das crianças e adolescentes.

O Selo UNICEF é voltado para municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira. Dos 644 municípios que aderiram ao projeto na região amazônica, 115 são do Pará.

Haitianos em São Paulo. Foto: EBC

Agência da ONU promove oficina sobre papel dos municípios na inclusão e gestão migratórias

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) concluiu nesta sexta-feira (22), em Brasília (DF), uma oficina sobre governança migratória e políticas de integração de estrangeiros no nível municipal. Voltada para gestores públicos, a formação foi realizada em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Capacitação faz parte de projeto da agência da ONU para aprimorar a resposta local à chegada de migrantes.

De acordo com dados das autoridades nacionais de migração e outras fontes, os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,7 milhões de venezuelanos. Foto: OIM

Número de refugiados e migrantes da Venezuela no mundo atinge 3,4 milhões

O número de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo atualmente é de 3,4 milhões, informaram nesta sexta-feira (22) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela, com mais de 1,1 milhão. O país é seguido por Peru, com 506 mil; Chile, 288 mil; Equador, 221 mil; Argentina, 130 mil; e Brasil, 96 mil. México e países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Os países da região demonstraram uma tremenda solidariedade aos refugiados e migrantes da Venezuela e implementaram soluções engenhosas para ajudá-los. Mas esses números ressaltam a pressão sobre as comunidades anfitriãs e a necessidade contínua de apoio da comunidade internacional, num momento em que a atenção mundial está voltada para os acontecimentos políticos dentro da Venezuela”, disse Eduardo Stein, representante especial de ACNUR-OIM para refugiados e migrantes venezuelanos.