Arquivo da tag: Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Migrantes venezuelanos em Roraima antes de embarcar para outras cidades brasileiras. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

OIM organiza oficinas para inclusão de migrantes no setor privado em Santa Catarina

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza, na próxima quinta-feira (25), oficina para a inserção de migrantes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho brasileiro em Florianópolis (SC). O evento visa esclarecer mitos e dúvidas sobre o processo de contratação, prestação de assistência, e documentação. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online.

Migrantes e refugiados desembarcam de navio no porto de Benghazi, na Líbia. Foto: OIM/Nicole Tung

ONU elogia compromisso de países da UE com reassentamento de refugiados

Os chefes das duas agências das Nações Unidas para refugiados e migrantes pediram o fim de “detenções arbitrárias” na Líbia, após um acordo nesta terça-feira (23) entre países da União Europeia. O acordo tem o objetivo de fornecer um porto seguro aos refugiados e migrantes que viajam pelo Mediterrâneo, através de um novo mecanismo de reassentamento.

“A violência em Trípoli nas últimas semanas tornou a situação mais desesperadora do que nunca, e há necessidade de ações críticas”, destacaram António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), e Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Embora detalhes específicos não tenham sido divulgados, agências de notícias relataram que 14 países da UE chegaram a um acordo provisório para alocar refugiados e migrantes de forma mais igualitária dentro do bloco.

Embarcação da organização Sea Watch resgata refugiados e migrantes no Mar Mediterrâneo. Imagem de 2016. Foto: ACNUR//Hereward Holland

Itália: relatores da ONU criticam criminalização dos regates de migrantes

Especialistas em direitos humanos da ONU manifestaram preocupação neste mês (18) com a detenção e a imputação de processos criminais contra a alemã Carola Rackete, capitão da embarcação de resgate de migrantes Sea-Watch 3.

A navegadora foi presa em junho último depois de aportar em Lampedusa, na Itália, com 40 migrantes a bordo do navio. Em julho, Carola foi solta, mas a ativista continua enfrentando acusações na Justiça.

Menina síria refugiada é atendida em centro de saúde para refugiados apoiado pelo ACNUR no Egito. Foto: ACNUR/Scott Nelson

ONU e parceiros financiam atendimento médico para mais de 10 milhões de refugiados

Em meio aos níveis recordes de deslocamento forçado no mundo, cerca de 10,5 milhões de refugiados receberam tratamento médico em programas de saúde pública financiados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros no ano passado, de acordo com dados do Relatório Anual de Saúde Pública Global do ACNUR, publicado na semana passada (18).

“Com a maioria dos refugiados (84%) abrigada em regiões em desenvolvimento, onde serviços básicos estão sobrecarregados, sistemas nacionais de saúde precisam de maior apoio para garantir que refugiados e comunidades anfitriãs possam ter acesso a atendimentos de saúde essenciais que salvam vidas”, disse o alto-comissário assistente de operações do ACNUR, George Okoth-Obbo.

A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil

OIM apoia segunda conferência municipal de políticas para migrações em São Paulo

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) fornecerá apoio técnico para a 2ª Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, que ocorrerá em 8 e 10 de novembro em São Paulo (SP). A agência da ONU dará suporte à preparação, elaboração de documentos internos e sistematização de propostas surgidas a partir do evento.

“Pesquisas indicam que uma boa governança migratória exige a inclusão efetiva de governos municipais e estaduais, com participação dos próprios migrantes na definição e implementação das políticas que os afetam. São Paulo aponta um caminho interessante para muitos outros municípios brasileiros que estão enfrentando desafios semelhantes”, afirma o coordenador de projetos da OIM em São Paulo, Guilherme Otero.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Pesquisa aponta riscos enfrentados por venezuelanos em deslocamento

Uma pesquisa sobre venezuelanos que deixaram seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou prostituição.

Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada nesta sexta-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, nas quais pessoas eram perguntadas sobre suas experiências.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Em Manaus, ONU promove fórum sobre inserção de refugiados e migrantes no mercado de trabalho

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global promovem em Manaus (AM), no próximo 26 de julho, o Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes. Evento vai esclarecer dúvidas sobre a contratação de estrangeiros no Brasil. Objetivo é mobilizar o setor privado para apoiar a resposta humanitária do país à chegada de venezuelanos.

Festival Global de Migração de 2017 no Níger; evento acontece simultaneamente em diversos países do mundo e, no Brasil, ocorre no Rio de Janeiro e em Roraima. Foto: OIM/Festival Global de Migração

OIM abre inscrições para festival internacional de cinema sobre migrações

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) abriu esta semana inscrições para o Festival Global de Cinema sobre Migração. O evento ocorre anualmente em dezembro em mais de 100 países e é a principal iniciativa cultural do mundo sobre o tema.

Podem participar realizadores de longas e curtas-metragens de todo o mundo e de todos os gêneros: ficção, documentário e animação. O festival é uma oportunidade de cineastas e cinéfilos do mundo todo apreciarem obras sobre migração de uma perspectiva educacional e de entretenimento – sejam histórias dramáticas, tristes ou engraçadas. O prazo para inscrições é 9 de agosto.

O cortejo da leitura do livro “Amal e a viagem mais importante da sua vida”, da Editora Caixote, aconteceu durante a Flip, pelas ruas históricas de Paraty (RJ). Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Refugiados participam da Festa Literária Internacional de Paraty

O tema do refúgio esteve presente na programação da 17ª edição da Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip, que aconteceu entre 10 e 14 de julho. Como um dos destaques da programação educativa, um barco navegou pelas águas do oceano Atlântico para contar a história de uma criança refugiada síria que atravessou as águas do Mediterrâneo em busca de proteção. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

Enviado da ONU diz que Iêmen pode estar próximo do fim da guerra

Com o Iêmen mais uma vez em um momento crucial, o enviado especial da ONU que está tentando facilitar o processo de paz disse nesta quinta-feira (18) aos membros do Conselho de Segurança que apesar dos perigos de ser otimista, ele não pode deixar de pensar que o país pode estar finalmente se aproximando do fim da guerra.

“Uma autoridade muito importante da região disse recentemente que essa guerra pode terminar em um ano”, afirmou Martin Griffiths. “Entendo isso como uma instrução”, acrescentou, apontando para recentes reuniões positivas com a liderança tanto da coalizão pró-governo quanto do movimento rebelde houthi, que expressou “desejo unânime” de avançar em direção a uma solução política rapidamente.

Requerentes de refúgio em centro de recepção de Debrecen, na Hungria. Foto: ACNUR/Béla Szandelszky

Relator da ONU diz que migrantes estão sendo usados como bodes expiatórios na Hungria

Expressando profunda preocupação sobre como as migrações e os próprios migrantes estão sendo politizados e usados como bodes expiatórios na Hungria, um especialista independente em direitos humanos das Nações Unidas pediu na quarta-feira (16) que o governo acabasse imediatamente com sua abordagem de “crise” para as questões migratórias.

“Os migrantes são retratados como perigosos inimigos nos discursos oficiais e públicos deste país”, disse Felipe González Morales, relator especial para os direitos humanos dos migrantes, em comunicado divulgado após o término de sua visita oficial à Hungria.

Uma criança da Costa do Marfim posa para foto enquanto seus pais recebem informações no Centro de Trânsito de Repatriação Voluntária do ACNUR na Costa do Marfim. Foto: ACNUR/David Azia

Agência da ONU detalha seis dados sobre refúgio no mundo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) monitora dados sobre o refúgio no mundo para que organizações e governos possam agir em suas respostas de emergência.

“O que estamos vendo nesses números é mais uma confirmação de uma tendência crescente de longo prazo no número de pessoas que precisam de segurança contra a guerra, o conflito e a perseguição”, disse o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi.

Quase 70,8 milhões de indivíduos foram deslocados à força em todo o mundo como resultado de perseguição, conflito, violência ou violações de direitos humanos em 2018. Leia outras informações relevantes sobre essa população.

Pablo Mattos, representante do ACNUR, durante sua fala no Senado. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Situação dos refugiados no Brasil entra em pauta no Senado Federal

O Brasil tem se tornado uma referência internacional em resposta humanitária desde o início da Operação Acolhida. Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), conciliando esforços com outras agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil, a força-tarefa do Governo Federal foi criada para lidar com o crescente fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, reforçando o histórico do país como uma nação que acolhe pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Mesmo com resultados expressivos até o momento, há muitos desafios diante da entrada diária de 500 venezuelanos, em média, por Roraima. A questão foi tema de debate das Comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos do Senado em audiência pública realizada na quarta-feira (10), em Brasília (DF).

Flávia Muniz, da ONU Mulheres Brasil, no I Seminário Estadual de Políticas Públicas, organizado pela Universidade Federal de Roraima. Foto: ONU Mulheres/Tamara Jurberg

Em Roraima, ONU Mulheres apoia Seminário Estadual de Políticas Públicas

Situação das mulheres, demandas sociais e capacidade de resposta das políticas públicas à igualdade de gênero estiveram em destaque em encontro acadêmico organizado pela Universidade Federal de Roraima, nos dias 27 e 28 de junho, em Boa Vista (RR).

O I Seminário de Políticas Públicas para Mulheres da Cidade, do Campo, das Florestas e das Águas de Roraima reuniu cerca de 250 pessoas. Foi organizado pela Coordenação de Políticas para Mulheres do Estado de Roraima e teve o apoio da ONU Mulheres Brasil e de outras instituições.

O aumento do fluxo de cidadãos e cidadãs da Venezuela para o Brasil desencadeou novas demandas de atuação para a ONU Mulheres no Brasil. Pela primeira vez, a entidade participa de uma ação humanitária no país para apoiar as mulheres na sua retomada de vida por meio do empoderamento e da igualdade de gênero.

Um barco superlotado com refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Imagem de 2014, feita por um fotógrafo a bordo do San Giorgio, um navio da Guarda Costeira Italiana. Foto: ACNUR/Alfredo D’Amato

ONU critica punição de ONGs que resgatam migrantes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta quinta-feira (11) que ONGs não sejam penalizadas por resgates no Mediterrâneo. As entidades defenderam ainda que países da Europa retomem as operações de salvamento de refugiados e migrantes no oceano que separa o continente do norte da África.

“Todos os esforços devem ser feitos para prevenir que pessoas resgatadas no Mediterrâneo sejam desembarcadas na Líbia, que não pode ser considerada um porto seguro”, ressalta o pronunciamento das instituições, que lembraram o ataque aéreo recente a um centro de detenção para estrangeiros em Trípoli.

Formação é feita com vários parceiros da força-tarefa da logística humanitária. Foto: UNFPA Brasil

Oficinas capacitam profissionais em Roraima no combate à exploração sexual de crianças

As oficinas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) sobre como prevenir casos de exploração sexual e abuso de crianças e adolescentes têm como alvo não apenas militares envolvidos na força-tarefa da Operação Acolhida, mas também civis e profissionais da ONU que trabalham dentro dos abrigos em Roraima, lidando diretamente com pessoas migrantes e refugiadas.

No último fim de semana de junho, 94 profissionais da Visão Mundial, contratados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para atuar em espaços educativos nos abrigos, passaram pela formação.

A venezuelana Daniela Rojas, de 21 anos, passou pelo processo de interiorização e hoje vive no sul do país. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

UNFPA apoia transexuais venezuelanos em Roraima com informações sobre direitos

O atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Roraima, no caso específico das pessoas transexuais em deslocamento, visa fornecer informações e traçar uma estratégia de prevenção de violência de gênero e em saúde sexual.

As pessoas transexuais são informadas de todos os seus direitos no país e das políticas públicas existentes. Por exemplo, tomam conhecimento do direito ao nome social e o direito à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), como a existência de ambulatórios de saúde integral para pessoas transexuais, a possibilidade de tratamento hormonal, entre outros serviços.

Construído em torno das terras agrícolas, o campo de refugiados de Mantapala, perto de Nchelenge, no norte da Zâmbia, foi construído em 2018 para até 20 mil pessoas. Foto: ONU Meio Ambiente

Dados e tecnologias ambientais ajudam a melhorar o planejamento em crises humanitárias

Atualmente, todos aqueles que trabalham na área ambiental têm na ponta dos dedos uma combinação de dados e tecnologias ambientais globais e técnicas de ciência de dados. Estas ferramentas têm o potencial de criar insights que podem apoiar um futuro sustentável e transformar profundamente nosso relacionamento com o planeta.

Durante décadas, a ONU Meio Ambiente tem trabalhado com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e parceiros como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para dar sentido aos dados ambientais com o objetivo de melhorar o planejamento humanitário.

A bordo de um navio italiano, sírio segura o filho de um ano que aguarda atendimento médico. Eles foram resgatados no meio do Mediterrâneo. Foto: A. D´Amato/ ACNUDH

Uma criança migrante morre ou desaparece todos os dias no mundo, diz relatório da ONU

Em torno de 1,6 mil crianças migrantes foram consideradas mortas ou desaparecidas entre 2014 e 2018, afirma um levantamento recente publicado por agências das Nações Unidas. Número indica que, por dia, quase um menino ou menina perdeu a vida ou sumiu durante deslocamentos. Organismos internacionais alertaram que a quantidade real de óbitos e desaparecimentos deve ser mais alta devido à subnotificação.

Bigoa Choul fugiu do Sudão do Sul quando era criança e foi reassentada pelo ACNUR na Austrália com 11 anos. A poesia a ajuda a dar sentido à sua vida. Foto: ACNUR/Heidi Woodman

Poeta sul-sudanesa reflete sobre décadas de exílio e fuga da violência

A sul-sudanesa Bigoa Chuol, de 28 anos, não sabe detalhes sobre como sua família foi forçada a sair de casa, mas ouviu histórias sobre como foi colocada em um balde e carregada na cabeça de parentes mais velhos enquanto se afastavam dos tiros.

A poeta nasceu em 1991, durante uma difícil jornada que levou sua família de uma guerra brutal no sul do que então era o Sudão para a segurança na Etiópia e, posteriormente, para o Quênia e o reassentamento na Austrália. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Campo de refugiados em Cox's Bazar transformou-se em mar de lama após chuvas, com algumas áreas completamente inundadas. Foto: PMA/Gemma Snowdon

Abrigos de refugiados rohingya em Bangladesh são destruídos por enchentes

As fortes chuvas de monção em Bangladesh inundaram o assentamento de Cox’s Bazar, lar de mais de 900 mil refugiados rohingya, destruindo cerca de 273 abrigos e ferindo 11 pessoas, informou a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), na sexta-feira (5). O imenso campo de refugiados foi atingido por três dias de chuva sem parar, e aguaceiros mais fortes são esperados para toda a próxima semana, com quatro meses da temporada de monções ainda por vir.

Voluntários treinados por ACNUR e parceiros trabalharam durante toda a noite na quarta-feira (3) sob chuva forte para ajudar famílias em necessidade urgente. Em alguns casos, isso envolveu o resgate de refugiados de abrigos destruídos pelos 26 deslizamentos de terra relatados.

Em Boa Vista, migrantes e refugiados venezuelanos que viviam acampados na praça Simón Bolívar foram transferidos para dois abrigos temporários. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Países latino-americanos adotam plano para integração de refugiados e migrantes venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebraram nesta segunda-feira (8) a adoção de um plano para facilitar a integração de refugiados e migrantes venezuelanos na região.

O plano foi adotado durante a 4ª Reunião Técnica Internacional do Processo de Quito, realizada em 4 e 5 de julho em Buenos Aires, Argentina.

Representantes de 14 governos latino-americanos e caribenhos, assim como de agências das Nações Unidas, organizações de cooperação internacional, organismos regionais, bancos de desenvolvimento e entidades da sociedade civil participaram da reunião, convocada pelo governo argentino.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em 5 de julho de 2019. Foto: UN News/Reprodução

Venezuela: única forma de sair da crise é pelo diálogo, diz chefe de direitos humanos da ONU

“A única maneira de sair desta crise é se unir, dialogar”. Esta foi a mensagem entregue por Michelle Bachelet, chefe de direitos humanos da ONU, ao governo da Venezuela nesta sexta-feira (5), durante discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, coincidindo com a publicação de um novo relatório das Nações Unidas sobre o país.

O relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), foi pedido pelo Conselho de Direitos Humanos, em resposta às preocupações de longa data dos Estados-membros.

Além de detalhar como as instituições do Estado têm sido “progressivamente militarizadas” na última década, o documento afirma que as forças civis e militares venezuelanas teriam sido responsáveis ​​por “detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura” de críticos do governo; violência sexual e de gênero nas prisões e “uso excessivo da força durante manifestações”.

Os sírios deslocados internamente coletam itens de socorro distribuídos pelo ACNUR e por ONGs locais na vila de Babnes, perto de Alepo. Foto: ACNUR/Antwan Chnkdji

ONGs parceiras são mais cruciais do que nunca, diz alto-comissário do ACNUR

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, convocou organizações não governamentais de todo o mundo a trabalharem juntas para combater discursos “tóxicos” que representam um perigo não apenas para os refugiados, mas também para “as próprias fundações de nossa sociedade global”.

“Precisamos fornecer uma resposta moral e estratégica a essas tendências”, disse Grandi a 500 representantes de cerca de 300 organizações da sociedade civil que trabalham em mais de 80 países.

Ele discursava na sessão de abertura da Consulta Anual da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com Organizações Não Governamentais, na última quarta-feira (4), uma reunião de três dias em Genebra, na Suíça.

Gonzalez conversa com os atuais moradores do Centro Transitório de Acolhimento (CTA), em São Paulo, onde morava. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Mais de 40% dos refugiados no Brasil dizem ter sofrido discriminação, revela pesquisa

Um levantamento realizado por universidades parceiras da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostra que 41% dos refugiados vivendo no Brasil já sofreram algum tipo de discriminação. Das vítimas de preconceito e agressões, 73,5% associaram o episódio ao fato de serem estrangeiros. Questões raciais também apareceram como causa da discriminação — em 52% dos casos relatados.

Os números fazem parte do Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil, a primeira pesquisa em escala nacional que retrata as condições de vida de pessoas em situação de refúgio no território brasileiro. Para a elaboração do estudo, foram realizadas 487 entrevistas em oito estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas — e no Distrito Federal.

Jogadores brasileiros, venezuelanos e haitianos que participaram do Futebol Show posam com profissionais do ACNUR para uma foto após os jogos. Foto: ACNUR/Aline Maccari

Em Boa Vista, torneio de futebol reúne jogadores brasileiros, venezuelanos e haitianos

Oswaldo Dias é venezuelano e apaixonado por esportes. No Brasil, o senhor de 60 anos promove há quase três décadas o Futebol Show, evento que reúne ex-jogadores, amadores e apaixonados pela modalidade. A iniciativa mobiliza pessoas de várias idades e nacionalidades. No último domingo (30), o projeto ganhou reforço — refugiados participaram da edição do encontro realizada em Boa Vista (RR).

Etíopes vivendo como deslocados internos na região de Kercha, na Etiópia. Foto: UNOCHA/Tinago Chikoto

Chefe da ONU condena assassinato de autoridades etíopes em tentativa de golpe

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os assassinatos do chefe do Estado-Maior do Exército da Etiópia, Seare Mekonnen, e do governador da região de Amhara, Ambachew Mekonnen. Ambas as vítimas eram aliados do primeiro-ministro Abiy Ahmed. Homicídios aconteceram na semana passada, em meio ao que as autoridades do país africano descreveram como uma tentativa fracassada de golpe regional.

Atriz Cate Blanchett detalha experiências durante visitas a campos de refugiados do ACNUR

Em entrevista exclusiva, a atriz australiana Cate Blanchett fala sobre suas experiências com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), as pessoas que conheceu durante suas visitas de campo e sobre como ser mãe colaborou e inspirou seu trabalho com refugiados.

“Por ser mãe, você cria uma conexão imediata e empática com a experiência das mães refugiadas e o que elas precisam fazer, os extremos pelos quais precisam passar para tentar normalizar suas experiências, tão frágeis para elas quanto para seus filhos”.

Oficina reuniu mulheres venezuelanas que trabalham com liderança comunitária em abrigo da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil

Em Boa Vista, oficina explica para venezuelanas como denunciar violência de gênero

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) reuniu cerca de 40 venezuelanas para uma oficina sobre violência de gênero em contextos de migração. As participantes eram mulheres responsáveis pela proteção e mobilização comunitária do Abrigo Jardim Floresta, mantido pela Operação Acolhida do governo federal brasileiro. Também estiveram presentes moradores que atuam na gestão do alojamento.

Unidade de habitação utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência é apresentada na exposição “Em casa, no Brasil”, no Rio de Janeiro. Foto: ACNUR/Diogo Felix.

Exposição no Rio mostra modelo de casas utilizadas como abrigo para venezuelanos em Roraima

Exposição no Centro Cultural Correios mostra até domingo (7) no Rio de Janeiro (RJ) a Unidade de Habitação para Refugiados (RHU, na sigla em inglês), um modelo de casa sustentável utilizado em Roraima para abrigar atualmente cerca de 3 mil pessoas venezuelanas.

Além de ver a residência — concebida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), empresa social Better Shelter e Fundação IKEA —, os visitantes podem ler e ouvir depoimentos de pessoas refugiadas que vieram para o Brasil e responderam à pergunta: “o que lhe faz se sentir em casa, estando longe de casa?”.

A exposição seguirá posteriormente para várias unidades do Sesc no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a casa segue exposta até o dia 10 de julho no Sesc Osasco.

O UNFPA lidera a ação de prevenção e resposta à violência baseada em gênero e atua na promoção do acesso à saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Fundo de População da ONU dá orientações de saúde para venezuelanos transferidos de Roraima

Antes de serem transferidos para outros estados do Brasil, refugiados e migrantes venezuelanos que vivem em Roraima recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre violência de gênero.

A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que apoia o programa de interiorização do governo federal por meio de sessões informativas para mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, idosas ou com deficiência.

Jesus Villarroel e Ricardo Alfonzo Roca, fundadores do grupo. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Venezuelanos LGBTI montam grupo de arte em abrigo da Operação Acolhida em Roraima

Jovens venezuelanos LGBTI que cantam, dançam, interpretam e desenham encontraram, dentro de um abrigo da Operação Acolhida em Roraima, uma forma de se unirem durante o difícil processo de deslocamento ao Brasil, seja como migrante ou como refugiado.

Com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), eles batizaram o coletivo de “DiverTsarte”. “É um grupo, mas somos família, união e estabilidade. Essa sigla significa diversidade, diversão e arte”, justifica o representante, Jesus Daniel Villaroel, de 26 anos.

A professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos, foi atendida pela equipe do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU apoia saúde mental de refugiados e migrantes venezuelanos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realiza atendimento a refugiados e migrantes que enfrentam difíceis jornadas até chegar ao Brasil. Esse foi o caso da professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos.

“As pessoas do Fundo de População das Nações Unidas me ajudaram muito, com rodas de conversa, com um lugar onde eu pudesse falar. Estou muito grata por toda ajuda”, resume.

A professora não pretende regressar à Venezuela. Ela e a família conseguiram uma vaga em um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR) e agora estão na fila por uma oportunidade de interiorização. “Só espero me recuperar, e que meus filhos cresçam bem”, afirma.