Arquivo da tag: Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Paweł Adamowicz, prefeito de Gdansk, fotografado em janeiro de 2018. Foto: ACNUR/Rafal Kostrzynski

Agência da ONU lamenta assassinato de prefeito polonês pró-refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (14) estar “profundamente chocada e triste” pela morte de Pawel Adamowicz, o prefeito da cidade polonesa de Gdansk, que foi esfaqueado no domingo, durante um evento de caridade a céu aberto. De acordo com o organismo internacional, o líder municipal recebia correspondências com discurso de ódio por causa de seus posicionamentos a favor dos refugiados.

Apoio ao Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial é parte de projeto de parceria entre UNFPA, ACNUR e União Europeia. Foto: UNFPA Brasil/Paola Bello

Roraima: ONU e Exército de Salvação inauguram centro para refugiados e brasileiros vítimas de violência

A partir da próxima sexta-feira (18), Boa Vista (RR) ganha um novo espaço de convívio para pessoas brasileiras, refugiadas e migrantes que sofreram violência baseada em gênero ou outras violações de direitos humanos. Será inaugurado o Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial, uma iniciativa vinculada ao Projeto Pontes do Exército de Salvação, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com financiamento da União Europeia.

O venezuelano Johnny José Gonzalez posa para uma foto na DOXS Logística, no centro de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Com emprego e aulas de português, refugiados reconstroem suas vidas em São Paulo

Johnny José Gonzalez, de 50 anos, era dono de uma construtora na Venezuela, seu país de origem. Hoje, cerca de oito meses após chegar ao Brasil, o engenheiro civil trabalha numa empresa de logística em Guarulhos.

Sua trajetória é um exemplo de como projetos de empregabilidade e capacitação podem ajudar refugiados e migrantes a recomeçar a vida num novo país. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A saudita Rahaf Mohammed al-Qunun chega ao Aeroporto Internacional de Pearson, em Toronto, e é recebida pela ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, à direita, e pela funcionária da COSTI, Saba Abbas, à esquerda. Foto: ACNUR/Annie Sakkab

Canadá garante refúgio para jovem saudita que fugiu da família, diz ONU

A saudita Rahaf Mohammed al-Qunun, de 18 anos, aterrissou no sábado (12) no Canadá, que decidiu conceder refúgio à jovem. A menina havia fugido de sua família no Kuwait para tentar chegar à Austrália, mas teve seu passaporte retido durante o trajeto, ao passar pelo aeroporto de Bangcoc, na Tailândia. Em solo tailandês, Rahaf se barricou num quarto de hotel para evitar deportação e pediu socorro pelo Twitter.

Khazneh Said, conhecida como Um Qasem, vista no acampamento de Khan Dunoun, na zona rural de Damasco, na Síria. Foto: UNRWA/Taghrid Mohmmad

Refugiada palestina de 84 anos lembra vida no exílio

Nascida em 1934 na Palestina, Um Qasem abandonou seu vilarejo há mais de 70 anos, quando sua vida de refugiada teve início. Começava então uma série de deslocamentos que teriam por destino final o acampamento de Khan Dunoun, na zona rural de Damasco, na Síria, onde a idosa reside até hoje.

Um Qasem é mãe de oito filhos e avó de mais de 30 netos, todos nascidos em situação de deslocamento. Ao longo das décadas na diáspora, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) sempre esteve lá para apoiar a refugiada e sua família.

Barco com refugiados e migrantes no Mediterrâneo, resgatado pela Marinha italiana logo após o registro fotográfico. Foto: Marinha da Itália/Massimo Sestini

ONU: mais de 30 mil migrantes morreram no mundo em travessias irregulares em 2014-2018

Pelo menos 30.510 pessoas morreram em migrações irregulares entre 2014 e 2018, aponta o Projeto Migrantes Desaparecidos, da Organização Internacional para as Migrações (OIM). Mais de 19 mil mortes e desaparecimentos foram causados por afogamento, não apenas no Mar Mediterrâneo, mas também no Rio Grande, entre a fronteira dos Estados Unidos e México, na Baía de Bengala do Oceano Índico e em outras rotas por mar.

Sírios deslocados aguardam para receber auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no campo de Al Hol, em Hassakeh, na Síria. Foto: ACNUR/Hisham Arafat

ONU alerta para aumento das mortes e deslocamentos de civis na Síria

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) expressou profunda preocupação nesta sexta-feira (11) com relatos de aumento de mortes de civis, incluindo mulheres e crianças, e deslocamento em larga escala em meio a renovados confrontos no enclave de Hajin, na província de Deir-ez-Zor, no leste da Síria.

O ACNUR e parceiros estão em solo todos os dias para identificar necessidades e fornecer assistência de proteção, especialmente para crianças desacompanhadas ou separadas de seus pais e que precisam de assistência médica. Equipes da agência distribuem tendas, itens de alívio e assistência de inverno para recém-chegados a assentamentos improvisados.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil. Foto: OIM

OIM recebe inscrições para segunda edição de curso sobre migrações internacionais

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Defensoria Pública da União (DPU) abriram nesta quinta-feira (10) o período de inscrições para a segunda edição do curso de educação à distância “Uma Introdução às Migrações Internacionais”.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil.

A oferta inicial é de 100 vagas, que serão preenchidas por atores de sociedade civil, poder público e serviços universitários de assistência a migrantes ou de organizações congêneres. As inscrições devem ser feitas pelas organizações até 22 de janeiro.

No acampamento de Dalhamiya, no Líbano, 60 das 110 tendas foram afetadas pelas chuvas e queda de neve. Algumas estão severamente alagadas. Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sanchez

ONU: neve e tempestades deixam refugiados sírios em situação ‘miserável’ no Líbano

No Líbano, tempestades e queda de neve levaram a uma deterioração das condições de vida e de moradia para dezenas de milhares de sírios. O coordenador humanitário da ONU no país, Philippe Lazzarini, afirmou nesta quinta-feira (10) que alguns acampamentos foram completamente alagados, deixando os refugiados em situação “miserável”. Estima-se que o território libanês acolha entre 1,2 milhão a 1,3 milhão de sírios, dos quais 70% vivem abaixo da linha da pobreza.

Interior do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. Foto: Museu da Imigração de SP

SP: programa de residência artística seleciona refugiados, solicitantes de refúgio e migrantes

O Museu da Imigração de São Paulo recebe inscrições de migrantes internacionais (imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio) para seu programa de residência artística. Para a edição de 2019 da iniciativa, que terá o tema “acolhida”, serão selecionados até dois artistas.

Os escolhidos vão participar de uma imersão nas atividades e rotinas da instituição, a fim de desenvolver projeto(s) de artes visuais (incluindo linguagens como pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, produção digital e instalação).

Um homem com um bebê de um ano de idade desembarca do navio de resgate Sea Watch, em Malta. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

ONU celebra desembarque de refugiados salvos no Mediterrâneo, mas critica demora de países europeus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou nesta quarta-feira (9) a notícia de que 49 refugiados e migrantes resgatados, a bordo dos navios Sea Watch 3 e Albrecht Penck, desembarcaram com segurança em Malta.

Mas o organismo também expressou preocupação com a demora em encontrar uma solução para o impasse no Mediterrâneo — o Sea Watch 3 ficou mais de 18 dias no oceano, sem poder atracar, mesmo transportando mulheres e crianças. Situação foi considerada “inaceitável”.

A queniana Purity Soinato Oiyie escapou de uma mutilação genital e do casamento infantil quando tinha apenas 10 anos. Hoje, ela sonha em abrir uma escola para meninas em sua comunidade, Maasai. Foto: ONU Mulheres

Seis coisas que aprendemos com a luta das mulheres em 2018

O ano de 2018 foi marcado pela resistência das mulheres. Do lançamento do fundo de amparo jurídico #TimesUp para combater o assédio sexual nos locais de trabalho nos Estados Unidos, ao prêmio Nobel da Paz entregue àqueles que combatem o uso da violência sexual como arma de guerra, o ano passado teve como tema central a defesa dos direitos das mulheres. Ativistas da igualdade de gênero do mundo todo estão levantando suas vozes para denunciar a desigualdade e unir as comunidades por um futuro melhor para todas a todos.

Com o encerramento de 2018, a ONU Mulheres lembrou histórias de algumas das ativistas que se levantaram contra injustiças, desafiaram estereótipos e inspiraram a todos. Leia a reportagem completa.

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Saudita que buscava refúgio e se barricou em hotel na Tailândia está ‘em lugar seguro’, diz ACNUR

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

Favorecer o acesso e a adaptação de jovens refugiados no ambiente escolar é uma importante diretriz do ACNUR, dialogando com as políticas públicas implementadas pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

SP lança documentos para orientar acolhimento de alunos refugiados e migrantes

Integrar alunos refugiados e migrantes nas escolas estaduais é uma das responsabilidades da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Além de culturas e tradições diferentes, as crianças e adolescentes de fora do país dão maior pluralidade à rede de ensino.

A pasta desenvolveu documentos para nortear o atendimento desses estudantes dentro das unidades escolares. Lançados em 2018, os materiais contribuem para auxiliar as escolas desde o momento da matrícula até o acolhimento em sala de aula.

“O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, reconhece a importância da produção destes materiais para facilitar o ingresso e adaptação de crianças e jovens refugiados ao contexto escolar, sendo a escola um espaço fundamental de aprendizados e sociabilidades para o desenvolvimento humano integral”, afirma Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR em São Paulo.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ONU pede esclarecimento da Índia sobre retorno de família rohingya a Mianmar

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.

Migrantes que atravessavam o Mar Mediterrâneo são resgatados por navio belga. Foto: Frontex/Francesco Malavolta

Agência da ONU pede que países ajudem 49 refugiados presos no Mar Mediterrâneo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu no último dia de 2018 para Estados-membros da ONU fornecerem locais seguros para desembarque de 49 refugiados e migrantes, incluindo crianças pequenas, a bordo de embarcações de resgate no mar Mediterrâneo.

Um navio de uma organização não governamental chamado The Sea Watch 3 tem 32 pessoas a bordo desde 22 de dezembro, enquanto outras 17 foram resgatadas pelo Sea Eye em 29 de dezembro.

A perigosa jornada pelo Mediterrâneo é feita por milhares de pessoas que tentam chegar à Europa em busca de uma vida melhor.

Bertine Bahige deu aulas de matemática por dez anos, antes de se tornar diretor de uma escola de ensino fundamental em Gillette, no Wyoming. Foto: ACNUR/Cynthia Hunter

De criança refugiada em Moçambique a diretor de escola nos Estados Unidos

Bertine Bahige viu sua vida mudar da noite para o dia quando sua cidade, no leste da República Democrática do Congo, foi invadida por rebeldes que o recrutaram para fazer parte de um grupo armado. Ele tinha apenas 13 anos.

Após conseguir fugir do seu país, o menino chegou a Moçambique, onde viveu por cinco anos num campo de refugiados. O jovem foi encaminhado para um programa de reassentamento, que o transferiu para os Estados Unidos, onde Bertine teve a oportunidade de cursar faculdade e se tornar professor.

Crianças venezuelanas cantam músicas tradicionais de seu país. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Crianças venezuelanas participam de coral em abrigos de Boa Vista

Na semana que antecedeu o Natal, os Canarinhos da Amazônia, coral formado por 50 crianças e adolescentes venezuelanos, se apresentaram em seis dos dez abrigos de Boa Vista que acolhem refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia os Canarinhos da Amazônia desde 2017, quando estabeleceu seu escritório em Boa Vista para responder mais adequadamente ao fluxo de venezuelanos na região.

Desde julho de 2018, o ACNUR e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) têm aportado recursos adicionais no projeto em parceria com a União Europeia, por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP, da sigla em inglês).

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/Mark Garten

Em mensagem de Ano Novo, chefe da ONU alerta para perigos das mudanças climáticas e dos conflitos armados

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

Na República Democrática do Congo, conflito e pobreza aumentam chance do casamento infantil

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

Nigéria registra mais de 2 mil pessoas deslocadas internamente em 24 horas

Após fugirem de ataques terroristas, assim como confrontos entre forças do governo e milícias, mais de 2 mil nigerianos recém-deslocados chegaram ao já sobrecarregado acampamento conhecido como Teacher’s Village, em Maiduguri, capital do estado nigeriano de Borno.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) relatou na quinta-feira (27) que o aumento de ataques cometidos por grupos armados não estatais no nordeste da Nigéria está provocando novos deslocamentos, especialmente em Borno.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que 15 mil crianças permanecem separadas de suas famílias ou desaparecidas, cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul. O UNICEF disse que mais de 4 milhões de pessoas foram deslocadas pelos combates no país, a maioria crianças. Desde o início do conflito, a agência da ONU e parceiros reuniram cerca de 6 mil crianças com seus pais ou responsáveis. Ele disse que cada reunificação é o resultado de meses e, muitas vezes, anos de trabalho para rastrear integrantes desaparecidos da família.

No Sudão do Sul, 15 mil crianças estão separadas das famílias ou desaparecidas; vídeo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que 15 mil crianças permanecem separadas de suas famílias ou desaparecidas, cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul.

O UNICEF disse que mais de 4 milhões de pessoas foram deslocadas pelos combates no país, a maioria crianças.

Desde o início do conflito, a agência da ONU e parceiros reuniram cerca de 6 mil crianças com seus pais ou responsáveis. Ele disse que cada reunificação é o resultado de meses e, muitas vezes, anos de trabalho para rastrear integrantes desaparecidos da família.

Na segunda fase do processo de interiorização, 233 venezuelanos vivendo em Boa Vista foram levados a São Paulo e Manaus. Foto: ACNUR

Ministério do Desenvolvimento Social e ACNUR renovam acordo de cooperação

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, assina nesta sexta-feira (28) a renovação do acordo de cooperação do MDS com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para garantir acesso aos direitos sócio-assistenciais de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil em situação de vulnerabilidade e risco. O vice-representante da ACNUR no Brasil, Federico Martínez, estará presente.

O convênio, vigente desde agosto de 2018, permite o gerenciamento das medidas de identificação, recepção e acolhimento, incluindo orientação dos cidadãos que atravessam a fronteira, cadastro de pessoas e atendimento social nos postos e abrigos temporários em vários estados do país.

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

Relator da ONU pede investigação da morte de menina migrante em centro de detenção nos EUA

Um especialista da ONU expressou nesta segunda-feira (24) sua profunda preocupação com a morte de uma menina migrante guatemalteca de 7 anos, enquanto ela estava sob a custódia de autoridades de imigração nos Estados Unidos.

O relator especial da ONU para os direitos humanos dos migrantes, Felipe González Morales, pediu uma investigação completa sobre como Jakelin Ameí Caal morreu. Ele também enfatizou que os EUA deveriam parar de deter crianças com base em seu status migratório.

As empreendedoras receberam cestas com produtos doados pelos parceiros do Consulado da Mulher e foram premiadas com dinheiro para compra de utensílios para o aprimoramento dos seus negócios. Foto: ACNUR/Emerson Castro Araújo Ferreira

Assessoria ajuda venezuelanas a desenvolver seus próprios negócios em Manaus

Quatro mulheres refugiadas e solicitantes de refúgio da Venezuela tiveram a oportunidade de apresentar, no início de dezembro (6), em Manaus (AM), projetos de empreendedorismo gastronômico que marcam o recomeço de suas vidas no Brasil.

O evento simbolizou o encerramento da primeira etapa da assessoria de empreendedorismo, conduzida pelo Consulado da Mulher, ação social da empresa Consul, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Um migrante senta-se em um ponto de luz entrando por uma das duas únicas janelas em um centro de detenção, localizado na Líbia, em 1º de fevereiro de 2017. Na época da visita do UNICEF, 160 homens estavam detidos no local. Foto: UNICEF/Romenzi

Relatório coloca luz sobre horrores enfrentados por refugiados e migrantes na Líbia

Refugiados e migrantes estão sendo alvo de “horrores inimagináveis” a partir do momento que entram na Líbia, durante a estadia no país e – se conseguirem chegar tão longe – suas tentativas de cruzar o Mediterrâneo, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira (20) pela missão política nas Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) e pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Os colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da PARES Cáritas RJ, parceiro do ACNUR, a oferta de graduação gratuita oferecida pela UNISANTOS a pessoas em situação de refúgio. Foto: ACNUR

Irmãos colombianos concluem faculdade em Santos (SP) com bolsa integral para refugiados

Os irmãos colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da organização Cáritas no Rio de Janeiro, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a oferta de graduação gratuita destinada a pessoas em situação de refúgio.

Agora, eles estão prestes a ser formar, juntos, em Relações Internacionais, graças a uma bolsa de estudos oferecida pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS).

O Pacto Global para a Migração foi adotado na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (20), com 152 votos a favor, cinco contra e 12 abstenções. Foto: ONU/Manuel Elias

Assembleia Geral da ONU adota oficialmente Pacto Global para a Migração

A Assembleia Geral das Nações Unidas endossou oficialmente na quarta-feira (19) o Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, um acordo não vinculante adotado em Marrakesh em 20 de dezembro por 164 Estados-membros e descrito pelo chefe da ONU, António Guterres, como um “mapa para prevenir sofrimento e caos”.

O secretário-geral da ONU explicou em comunicado divulgado após a votação que o documento “reafirma os princípios fundamentais de nossa comunidade global, incluindo soberania nacional e direitos humanos universais, enquanto aponta o caminho em direção à ação humana e sensata para beneficiar países de origem, de trânsito e de destino, assim como os próprios migrantes”.

Os refugiados e solicitantes de refúgio, assim como os migrantes que vivem em São Paulo, participam de processos de consulta com o poder público para aprimorar as políticas de acolhimento e integração na maior metrópole da América do Sul. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Um terço dos migrantes com ensino superior no mundo tem qualificação excessiva para trabalho que realizam

Mais de um terço dos migrantes com ensino superior do mundo considera ter qualificação excessiva para o trabalho que desenvolvem nos países em que vivem. A conclusão é de estudo publicado nesta quinta-feira (20) por Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundação Education Above All.

O documento estima que apenas 30% dos migrantes e refugiados que vivem nos países da Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico (OCDE) e têm qualificações de ensino superior obtidos fora da Europa e da América do Norte ocupam posições de alta qualificação. Menos de 15% deles acreditam que seu trabalho está à altura do seu nível educacional.

José chegou ao Equador perto do Natal de 2017. Ele vive com o vírus HIV e precisou fugir da Venezuela, onde estava recebendo medicamento antirretroviral vencido. Quase 900 mil venezuelanos chegaram ao Equador em 2018. Assim como José, cerca de 20% deles têm necessidades especiais: são grávidas, crianças e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. Graças à lei equatoriana, essas pessoas podem receber tratamento. Confira a história de José neste vídeo da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.

VÍDEO: No Equador, um novo começo para José

José chegou ao Equador perto do Natal de 2017. Ele vive com o vírus HIV e precisou fugir da Venezuela, onde estava recebendo medicamento antirretroviral vencido.

Quase 900 mil venezuelanos chegaram ao Equador em 2018. Assim como José, cerca de 20% deles têm necessidades especiais: são grávidas, crianças e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. Graças à lei equatoriana, essas pessoas podem receber tratamento.

Confira a história de José neste vídeo da Agência da ONU para Refugiados, ACNUR.