Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Salim Mohammadi (ao centro) conversa com novos amigos no centro da comunidade local. Foto: ACNUR/Gordon Welters

Voluntários ajudam refugiados a reconstruir suas vidas na Alemanha

Na cidade de Neu Wulmstorf, no norte da Alemanha, cerca de 300 refugiados e solicitantes de asilo se reúnem mensalmente com os residentes do município para receber aconselhamento sobre trabalho, educação e moradia. Os encontros são organizados pela Welcome to Neu Wulmstorf, rede de apoio a vítimas de deslocamento forçado. Para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), sociedade civil alemã respondeu à altura dos desafios trazidos pela chegada de refugiados ao país.

Bora e seus filhos se preparam para deixar a África do Sul e ir para a França. Foto: ACNUR/James Oatway

Família congolesa deixa tragédia para trás e recomeça a vida na França

Depois de fugir da violência na República Democrática do Congo e de perder o marido e o irmão na África do Sul, Bora Riziki e seus filhos estão indo para a Europa em busca da oportunidade de recomeçar suas vidas em segurança.

Ela e os filhos Amina, de 5 anos, e Ibrahim, de 7, estão deixando uma casa perto da Cidade do Cabo para recomeçar a vida nova na França, por meio de um programa de reassentamento da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Com formulários em mãos, refugiados sul-sudaneses recentemente chegados exigem ser registrados em centro de recepção no distrito de Arua, norte de Uganda. Foto: ACNUR/Jiro Ose

ONU apela por US$1,4 bilhão para 1,8 milhão de refugiados que fugiram do Sudão do Sul

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) pediram no início dessa semana (15) aos doadores internacionais que aumentem o apoio financeiro para ajudar mais de 1,8 milhão de refugiados que fugiram do conflito em curso no Sudão do Sul. Até o momento, apenas 14% do orçamento de 1,4 bilhão de dólares solicitados para sul-sudaneses fugindo da guerra foi financiado.

Para a OIT, mudanças no mercado de trabalho demandam novas formas de governança para garantir emprego decente para todas e todos. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Transformações do trabalho demandam garantia de direitos, dizem especialistas

O papel do trabalho na sociedade contemporânea passa por transformações significativas, impulsionadas principalmente pelas tecnologias de informação e comunicação e pela crescente flexibilização das relações trabalhistas. Tais mudanças demandam novas formas de governança com vistas a garantir o trabalho decente para todas e todos nas próximas décadas.

Essa foi a conclusão de pesquisadores e especialistas reunidos na quinta-feira (18) no Rio de Janeiro para o “4º Diálogo Nacional sobre o Futuro do Trabalho”, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Refugiadas receberam informações sobre acesso a ensino superior, técnico e profissionalização no Brasil. Foto: Rede Brasil Pacto Global/Fellipe Abreu

Refugiadas vivendo em São Paulo recebem orientações para ingressar no ensino superior e técnico

Na semana passada, em São Paulo, refugiadas da Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Nigéria e Moçambique participaram de mais uma rodada do projeto “Empoderando Refugiadas”, coordenado pela ONU.

Foi o terceiro encontro da iniciativa em 2017. No evento, realizado na sede da consultoria jurídica EMDOC, estrangeiras conheceram oportunidades de capacitação em universidades brasileiras e outras instituições.

Imagem: UNICEF

UNICEF: 300 mil crianças refugiadas e migrantes viajaram desacompanhadas em 2015-2016

Em novo relatório, o Fundo das Nações para a Infância (UNICEF) aponta que o número global de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas atingiu um recorde, aumentando quase cinco vezes desde 2010,

Nos últimos dois anos, 200 mil crianças pediram refúgio, sozinhas, em 80 países. Segundo o UNICEF, no mesmo período, 100 mil menores desacompanhados foram presos na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Também no biênio 2015-2016, 170 mil adolescentes, meninos e meninas solicitaram asilo na Europa sem a companhia dos pais ou outros responsáveis.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Em dia internacional, ONU defende igualdade de direitos e mais acesso a serviços para pessoas LGBTI

Por ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), dirigentes da ONU fizeram um apelo por mais respeito ao amor em toda a sua diversidade. Agências da ONU defenderam o fim da discriminação, ainda responsável por excluir pessoas LGBTI dos serviços de saúde, do mercado de trabalho e da proteção institucional para famílias e casais.

No Brasil, representantes das Nações Unidas alertaram para a violência motivada pela orientação sexual em evento na sede nacional do organismo, localizada em Brasília.

Refugiados sírios aguardam ônibus para a Turquia na tentativa de fugir de confrontos próximos à cidade de Cobani. Foto: ACNUR / I. Prickett

Crimes de guerra continuam ocorrendo na Síria, alerta presidente de comissão da ONU

Enquanto não há solução para o conflito sírio, crimes de guerra continuam a ser perpetuados no país, disse o presidente da Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre a Síria, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio).

Em março, relatório da comissão concluiu que tanto o governo sírio como os grupos armados de oposição cometeram crimes de guerra na batalha por Alepo durante o ano passado. Outra investigação recente também apontou o uso de gás sarin em um ataque ocorrido no início de abril no país.

Fátima segura seu filho, Jad, enquanto conversa com trabalhadora humanitária. Deslocada pelo conflito sírio, Fátima ficou extremamente fragilizada durante a gravidez. Foto: PMA/Hussam Al Saleh

ONU alerta para perigos e desafios enfrentados por mães vivendo em zonas de conflito

A maternidade deveria ser uma época de alegria, mas, para muitas mulheres que vivem em zonas de conflito, ela vem acompanhada de perigo.

No domingo (14), dezenas de países do mundo comemoram o Dia das Mães. É um dia para celebrar as mães de todos os lugares, mas também um momento para refletir sobre os riscos que muitas delas ainda encontram em sua jornada para a maternidade — e o que podemos fazer em relação a isso.

Durante palestra na Universidade de Brasília, refugiados e migrantes tiveram a oportunidade de tirar dúvidas específicas sobre seus direitos trabalhistas. Foto: ACNUR/Flávia Faria.

Palestras sobre direitos trabalhistas reúne refugiados e migrantes em Brasília

Se muitos brasileiros desconhecem a legislação trabalhista do país e acabam expostos a situações de exploração indevida da mão-de-obra, não é difícil de imaginar que refugiados e migrantes buscando uma vaga no mercado formal enfrentem obstáculos e abusos por não conhecerem seus direitos.

Palestras informativas realizadas em Brasília pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) abordaram a inserção ao mercado de trabalho formal e indicaram ferramentas para reivindicação de direitos laborais.

O presidente colombiano Juan Manuel Santos (direita) cumprimenta o embaixador do Uruguai, Elbio Rosselli, (esquerda) no encontro com os membros do Conselho de Segurança da ONU. Foto: Missão da ONU/Juan Manuel Barrero.

Em visita à Colômbia, Conselho de Segurança da ONU reafirma apoio ao processo de paz do país

Em visita oficial à Colômbia na semana passada, uma delegação do Conselho de Segurança da ONU reafirmou o apoio ao processo de paz que pôs um fim ao conflito de 52 anos no país sul-americano.

Os representantes dos 15 Estados-membros do órgão se reuniram com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que agradeceu o apoio e a assistência para alcançar um cessar-fogo na região.

Refugiados que trabalharam na orientação do público posam para foto na abertura da quinta edição do Festival Path, o maior festival de inovação da América Latina, realizado em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em São Paulo, iniciativa apoiada pelo ACNUR leva refugiados para o maior festival de inovação da América Latina

Realizada em São Paulo no último fim de semana, a quinta edição do Festival Path recebeu 16 refugiados que vivem na cidade e vêm de países como Síria, Colômbia, Camarões e Mali. Eles trabalharam na organização do maior evento de inovação e criatividade da América Latina e, durante as palestras e apresentações culturais, tiveram a oportunidade de fazer contatos profissionais.

Participação foi promovida pelo Programa de Apoio para a Recolocação de Refugiados (PARR), uma iniciativa que conta com o suporte do ACNUR.

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a sair de suas casas; entre elas, 21 milhões são refugiadas. Em uma pequena cozinha na cidade de Nova Iorque, refugiados de 11 países diferentes estão se comunicando e contribuindo para sua nova nação por meio do que sabem melhor fazer: a comida. A ‘Eat Offbeat’ contrata cozinheiros caseiros apaixonados e os treina como chefs profissionais que concebem, preparam e entregam refeições étnicas autênticas.

Em Nova Iorque, refugiados reconstroem a vida como chefs de cozinha

De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a sair de suas casas; entre elas, 21 milhões são refugiadas.

Em uma pequena cozinha na cidade de Nova Iorque, refugiados de 11 países diferentes estão se comunicando e contribuindo para sua nova nação por meio do que sabem melhor fazer: a comida. A ‘Eat Offbeat’ contrata cozinheiros caseiros apaixonados e os treina como chefs profissionais que concebem, preparam e entregam refeições étnicas autênticas.

Confira nessa reportagem especial da TV ONU.

Migrantes e refugiados resgatados no Mediterrâneo aguardam desembarque em Pozzalo, na Itália. Foto: ACNUR/F. Malavolta

Mais de 43 mil refugiados e migrantes já cruzaram o Mediterrâneo em 2017, diz ACNUR

Desde a última sexta-feira (5), 6 mil refugiados e migrantes chegaram à Itália pelo Mediterrâneo. O contingente elevou para mais de 43 mil o número total de pessoas que já se arriscaram pelo mar em 2017 para aportar em solo europeu.

Os dados foram divulgados pelo alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, que alertou no último domingo (7) para as mortes e desaparecimentos, registrados desde o início do ano, de mais de 1,1 mil indivíduos durante a travessia.

Foto do 14º Acampamento Terra Livre, em abril de 2017, em Brasília. Crédito da foto: Apib Comunicação/Flickr/CC

Brasil recebe centenas de recomendações para combater violações aos direitos humanos

Estados-membros das Nações Unidas fizeram nesta terça-feira (9) mais de 240 recomendações de direitos humanos ao Brasil, em meio à Revisão Periódica Universal (RPU).

Grande parte das recomendações refere-se à segurança pública. Os países pediram uma reformulação do sistema penitenciário brasileiro e o combate à violência e ao abuso policial, especialmente contra a população negra e pobre.

Os países também pediram o combate à violência contra os povos indígenas, o impulso à demarcação de terras e a participação dessa população nas decisões.

Leia aqui reportagem completa com todas as principais recomendações feitas ao Brasil por mais de cem países.

Armando atualmente vive em um abrigo na fronteira sul do México e recebe assistência jurídica do ACNUR. Foto: ACNUR

Após perder perna, refugiado hondurenho encontra esperança no México

Depois de perder uma perna em um acidente de trem enquanto fugia da violência em Honduras, Armando, de 23 anos, tenta agora se reunir com sua família no México e retomar seu sonho de ser músico.

Diante da chegada de centenas de pessoas da América Central ao México, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com o governo e a sociedade civil local para melhorar a capacidade de recepção e fortalecer programas de assistência humanitária.

Foto: Festival Path

Em São Paulo, refugiados participarão do maior festival de inovação da América Latina

Numa iniciativa inédita, o Festival Path – maior evento de inovação da América Latina – abre suas portas para os refugiados que vivem no Brasil. No próximo fim de semana — 6 e 7 de maio —, refugiados de diferentes nacionalidades e com sólida formação profissional e acadêmica participarão do evento como monitores e terão a oportunidade de entrar em contato com empresários e pessoas inseridas no mercado de trabalho brasileiro. Participação foi viabilizada com a ajuda da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Haitianos em São Paulo. Foto: EBC

ONU e sociedade civil pedem sanção sem vetos da Lei de Migração

Mais de 100 entidades da sociedade civil e organizações internacionais como as Nações Unidas enviaram na semana passada (26) uma carta ao presidente brasileiro, Michel Temer, pedindo a sanção sem vetos da chamada Lei de Migração, já aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A nova lei garante acesso igualitário e livre a trabalho, benefícios sociais e seguridade social a migrantes, eliminando discriminações e garantindo a eles os mesmos direitos assegurados aos brasileiros, como participar de protestos e se filiar a sindicatos.

Centro antigo de Havana, Cuba. Foto: Wikicommons/Emmanuel Huybrechts

Cuba precisa de medidas mais eficazes contra tráfico de pessoas, diz especialista da ONU

Especialista independente elogiou, no entanto, o recente Plano Nacional de Ação de Cuba para prevenir e combater o tráfico de seres humanos e proteger as vítimas (2017-2020), uma abordagem multidisciplinar e coordenada. “O verdadeiro desafio será a implementação das medidas contidas no documento, especialmente as dedicadas à identificação e ao apoio às vítimas, respeitando seus direitos humanos”, disse Maria Grazia Giammarinaro.