Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Migrantes detidos na cidade de Zawiya, na Líbia. Foto: IRIN/Mathieu Galtier

Compra e venda de migrantes africanos na Líbia revolta comunidade internacional

Após divulgação de imagens de migrantes africanos sendo vendidos como escravos na Líbia, secretário-geral das Nações Unidas expressou indignação e solicitou às autoridades que investiguem urgentemente a situação – e levem os responsáveis à justiça.

“A escravidão não tem lugar no mundo. O acontecido na Líbia representa um dos abusos aos direitos humanos mais revoltantes e pode ser considerado um crime contra a humanidade”, disse António Guterres.

Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR, Kristin Davis dialoga com refugiados rohingya em Bangladesh. Foto: ACNUR/Andy Hall

Atriz norte-americana Kristin Davis pede ação urgente por crianças rohingya em Bangladesh

No marco do Dia Mundial da Criança, a atriz norte-americana e Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Kristin Davis, pediu na segunda-feira (20) atenção global e recursos financeiros para aumentar a ajuda humanitária a crianças refugiadas rohingya em Bangladesh.

“Para mim, a parte mais chocante da crise de refugiados rohingya é o número de crianças que tiveram que abandonar suas casas. Mais da metade dos refugiados no campo são crianças”, disse a atriz após visita ao campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh.

Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Relatório da ONU aponta violações de direitos de milhares de pessoas deslocadas em Darfur

O relatório detalha a situação das pessoas deslocadas de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, um período marcado por uma campanha militar do governo que levou ao deslocamento civil em massa.

Presença inadequada e, em alguns casos, a ausência total de instituições policiais e judiciais em áreas onde as pessoas deslocadas se estabeleceram levaram a graves violações dos direitos humanos, indicou a ONU.

Segundo o porta-voz do ACNUR, mais de 100 refugiados rohingya morreram afogados em naufrágios e incidentes com embarcações desde o início da crise, em 25 de agosto. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

ONU alerta para mortes no mar em meio a fuga de pessoas rohingya de Mianmar

Refugiados continuam fugindo de Mianmar em direção a Bangladesh, após quase três meses desde o início da violência, no final de agosto. Segundo o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), por desespero, muitos estão usando formas inseguras de transporte para escapar.

ONU aponta para “padrão de atrocidades generalizadas”, citando estupros – incluindo coletivos – “nudez pública forçada e escravidão sexual em cativeiro militar direcionada a mulheres e meninas rohingya”.

Foto de arquivo de 2008 mostra crianças afro-colombianas deslocadas no assentamento ‘Familias en Acción’ no Pacífico, perto do porto de Tumaco. As comunidades afro-colombianas, na costa colombiana do Pacífico, sofreram altos níveis de violência. Foto: ACNUR/Marie-Helene Verney

Colômbia: suspensão do conflito com ELN teve impacto positivo

Missão da ONU estabeleceu equipes de verificação do cessar-fogo entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN) que estão em operação atualmente. Em diversas regiões na Colômbia a situação humanitária da população foi impactada de forma positiva pela suspensão do confronto armado; em outras, desafios graves permanecem.

Em comunicado separado, agência da ONU para refugiados alertou para assassinatos de líderes comunitários. Subsecretário-geral da ONU visitou o país. para avaliar rumos do acordo de paz.

ONU apoia venezuelanos que estão em Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Venezuelanos em Roraima começam a receber doações arrecadadas no Rio de Janeiro

Abrigo em Boa Vista, onde estão migrantes e solicitantes de refúgio não indígenas, já recebeu os alimentos não perecíveis. Apenas este ano, estima-se que cerca de 20 mil venezuelanos já tenham solicitado refúgio no Brasil. Entre esses, aproximadamente 14 mil registraram sua solicitação em Roraima.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem trabalhado em parceria com outras agências da ONU, governo estadual e federal de Roraima e instituições da sociedade civil para oferecer assistência humanitária aos venezuelanos em situação de vulnerabilidade.

Na Líbia, dezenas de migrantes dormem em cela de centro de detenção em Trípoli. Foto: ACNUR

Detenção de migrantes na Líbia é um ‘ultraje à consciência da humanidade’, diz ONU

O apoio da União Europeia (UE) à guarda costeira da Líbia, o que resultou na detenção de milhares de migrantes em condições “degradantes”, é “desumano”, disse na terça-feria (14) o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al Hussein.

“Os relatores ficaram chocados com o que testemunharam: milhares de homens, mulheres e crianças definhando, traumatizados e empilhados uns nos outros, trancados em hangares sem acesso às necessidades básicas e despojados de sua dignidade humana”, disse um porta-voz do ACNUDH em uma coletiva de imprensa em Genebra.

Diariamente, migrantes venezuelanos ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima em busca de uma vida melhor. Foto: EBC

Rio de Janeiro envia donativos para migrantes venezuelanos em Roraima

O governo de Roraima, por meio da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (SETRABES), receberá na sexta-feira (17) donativos vindos do Rio de Janeiro destinados aos migrantes venezuelanos que estão em Roraima. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Os donativos, arrecadados por meio de ação realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Política para Mulheres e Idosos do Rio de Janeiro em parceria com a comunidade venezuelana do estado, chegaram a Roraima em quatro lotes entre os dias 10 e 14 de novembro.

Os moradores da antiga vila de Vunidogoloa foram obrigados a se deslocar devido ao risco de inundações e erosão costeira. Foto: Nansen Initiative, via UNOCHA

ONU alerta para aumento do deslocamento forçado provocado por mudança climática

À medida que o número de pessoas deslocadas em todo o mundo devido a eventos relacionados ao clima continua a crescer, as Nações Unidas e seus parceiros estão focados em abordagens regionais para responder à questão dos “refugiados do clima”.

A média anual de deslocados por mudanças climáticas entre 2008 e 2016 chegou a 25,3 milhões, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Norueguês de Refugiados. Os cinco países que têm a maior proporção de sua população afetada pelos deslocamentos são todos Estados insulares: Cuba, Fiji, Filipinas, Tonga e Sri Lanka.

Alicia Bárcena e Noam Chomsky. Foto: CEPAL

CEPAL cita necessidade de novo modelo de desenvolvimento em fórum com Noam Chomsky

A América Latina e o Caribe precisam avançar rumo a um novo paradigma de desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade ambiental como motor do crescimento. O atual modelo, o capitalismo, não funciona.

As declarações foram feitas na quarta-feira (15) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, durante fórum realizado na Cidade do México ao lado de personalidades como o linguista e filósofo Noam Chomsky.

O campo de Zaatari, na Jordânia, fez a mudança para energia limpa no dia 13 de novembro, inaugurando a maior usina de energia solar já construída num campo de refugiados. Foto: ACNUR/Yousef Al Hariri

Campo na Jordânia inaugura maior usina de energia solar construída em assentamento de refugiados

A maior usina de energia solar já construída em um campo de refugiados foi inaugurada no início da semana (13), na Jordânia. Instalado nos arredores do acampamento de Zaatari, o sistema levará mais energia para mais de 80 mil refugiados sírios que vivem no local. A nova fonte de energia também vai permitir à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) economizar cerca de 5,5 milhões de dólares. A verba será reinvestida em outros projetos de assistência humanitária.

Refugiadas sírias participam de feira gastronômica no Rio de Janeiro. Foto: ACNUR/Diogo Felix

Refugiados no Rio celebram formação em empreendedorismo com venda de produtos

Em comemoração à formatura das duas primeiras turmas do projeto Coletivos de Refugiados Empreendedores (CORES), o Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas do Rio de Janeiro realiza na sexta-feira (17) um happy hour de apresentação dos negócios criados ou desenvolvidos por seus participantes.

O evento, que ocorrerá no espaço Nex Coworking Rio (Glória), a partir das 16h, será uma oportunidade para que os brasileiros conheçam e apoiem empreendimentos de refugiados residentes na cidade, de acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, anunciou a parceria com o ACNUR durante sua palestra do evento Inspira BB. Foto: Julio Rua

ONU fecha parceria com banco brasileiro para facilitar integração financeira de refugiados

Três agências do Banco do Brasil localizadas no centro de São Paulo terão funcionários treinados especialmente para atender refugiados e facilitar a concessão de microcrédito para essa população. O anúncio da parceria entre a instituição financeira e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) foi feito no sábado (4) e tem como objetivo facilitar a integração financeira de pessoas refugiadas no país.

Volker Türk, alto-comissário assistente do ACNUR para proteção, visita refugiados no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold.

Mianmar: população rohingya precisa ter garantias de retorno seguro, afirma oficial da ONU

O alto-comissário assistente para proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk, concluiu na terça-feira (7) sua visita a Bangladesh com um apelo pela diminuição do impacto de refugiados em comunidades de acolhida, e pelo respeito ao direito dos rohingya de retornarem para casa.

Durante sua visita de cinco dias, Türk reuniu-se com alguns dos cerca de 600 mil refugiados forçados a fugir devido a atos de violência em Rakhine, ao norte de Mianmar, desde meados de agosto. Ele testemunhou em primeira-mão a relação entre deslocamento forçado e apatridia.

Maha Mamo, jovem apátrida e refugiada no Brasil, participou das reuniões. Foto: ACNUR/ Santiago Bernaudo

Países latino-americanos e caribenhos pedem proteção a refugiados e fim da apatridia

Representantes de países latino-americanos e caribenhos reuniram-se no início de novembro (2 e 3) em Buenos Aires, na Argentina, para uma reunião regional com o objetivo de discutir programas de asilo de qualidade às pessoas refugiadas e a erradicação da apatridia — quando um indivíduo não é considerado nacional por nenhum Estado.

O evento foi organizado pelo Ministério das Relações Exteriores da Argentina e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). A reunião faz parte da avaliação trienal do Plano de Ação do Brasil de 2014, uma série de diretrizes para responder aos novos desafios da proteção internacional e da busca de soluções às pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio, deslocadas e apátridas na América Latina e no Caribe nos próximos 10 anos.

A primeira turma do projeto Jovem Aprendiz Refugiado, promovido pelo grupo Mulheres do Brasil, exibe seus diplomas ao lado das professoras que os acompanharam ao longo de dois meses. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Em São Paulo, adolescentes refugiados concluem curso para se tornarem jovens aprendizes

Em São Paulo, 24 adolescentes da Síria, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Congo Brazzaville e Angola concluíram nesta segunda-feira (6) o projeto Jovem Aprendiz Refugiados. Ao longo de dois meses, a turma participou de formações que abordaram habilidades para a entrada no mercado de trabalho. Em cerimônia de entrega dos diplomas, os alunos contaram como a capacitação os permitiu transformar as incertezas do passado em conhecimentos para o futuro. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em Uganda, mais de 85% dos refugiados que chegam são mulheres e crianças. Foto: ACNUR/ Jiro Ose

Agência da ONU pede que líderes encontrem soluções para conflitos mundiais

O alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, pediu na sexta-feira (3) que líderes internacionais encontrassem soluções políticas para os conflitos mundiais, com o objetivo de permitir que o crescente número de pessoas forçadas a se deslocar possa voltar para casa.

Falando ao Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque, Grandi disse que uma sucessão de grandes e novas crises causou amplos deslocamentos em praticamente todas as regiões do mundo.

ONU apoia integração e inclusão laboral de indígenas venezuelanos em Roraima

A partir desta sexta-feira (3), o Centro de Atendimento ao Turista da Orla Taumanan em Boa Vista (RR) terá um espaço permanente para exposição e venda de artesanato do povo indígena Warao. A inauguração do espaço será celebrada pela exposição “Warao – Gente da Água, Em Movimento”, que reúne fotografias, desenhos e grafismos, e ficará em exibição até 3 de dezembro.

A iniciativa é parte de uma parceria da Universidade Federal de Roraima (UFRR) com Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre outros parceiros.

Mahmuda, psicóloga do ACNUR, conversa com Nurus Salam, de 22 anos, refugiado rohingya sobrevivente de um naufrágio perto de Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Agência da ONU leva assistência psicológica para refugiados rohingya em Bangladesh

Quando o barco de pesca abarrotado de pessoas parou de funcionar durante a tempestade, Nurus Salam foi arremessado ao mar segurando seu único filho. Ele o agarrou tão forte quanto podia, mas as ondas afrouxaram seus braços. De repente, Abdul, de dois anos, se foi. “Quando fecho os olhos, eu continuo ouvi-lo a chorar: ‘papai, papai'”, lamenta o sobrevivente, que deixou seu país de origem, Mianmar, devido à perseguição ao povo rohingya.

Nurus, de 22 anos, está entre os 27 sobreviventes de um naufrágio ocorrido próximo à costa de Bangladesh. Ele é um dos rohingya que recebem assistência psicológica da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mulheres refugiadas e solicitantes de refúgio recebem orientações para prevenir o câncer de mama e participam de discussões sobre outros cuidados para sua saúde sexual e reprodutiva. Foto: ACNUR/Diogo Felix

No Rio, refugiadas recebem orientações sobre como prevenir câncer de mama e DSTs

Uma roda de conversa especial reuniu na terça-feira (31) 25 mulheres de diferentes países na sede do Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas do Rio de Janeiro. No marco da campanha mundial Outubro Rosa, que aborda os cuidados de prevenção do câncer de mama, profissionais da rede municipal de saúde do Rio estiveram na organização, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), para falar sobre a doença com refugiadas e solicitantes de refúgio.

Menino sul-sudanês em centro de recepção de refugiados em Imvepi, Uganda. Foto: ACNUR/David Azia

Agência da ONU e editora firmam parceria em prol das pessoas refugiadas

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Editora Melhoramentos, que tem entre seus produtos as diferentes edições do Dicionário Escolar Michaelis, firmaram parceria para apoiar a proteção e a assistência de refugiados no Brasil e no mundo.

Uma parte da receita obtida com a venda dos dicionários será revertida ao ACNUR como forma de contribuir para a proteção e fornecimento de itens de necessidade básica para pessoas refugiadas.

Na cidade de Cox’s Bazar, em Bangladesh, aconteceu a segunda maior campanha de vacinação contra o cólera da história. O objetivo é imunizar os mais de 500 mil rohingyas que chegaram ao país desde agosto, fugindo de Mianmar. No total, 900 mil doses da vacina serão aplicadas pelo Ministério da Saúde do país, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF. Confira nesse vídeo

Em Bangladesh, ONU realiza uma das maiores operações de sua história contra o cólera

Na cidade de Cox’s Bazar, em Bangladesh, aconteceu a segunda maior campanha de vacinação contra o cólera da história. O objetivo é imunizar os mais de 500 mil rohingyas que chegaram ao país desde agosto, fugindo de Mianmar. No total, 900 mil doses da vacina serão aplicadas pelo Ministério da Saúde do país, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF. Confira nesse vídeo.

Os países das Américas do Norte e Central comprometeram-se a fortalecer as medidas de proteção para solicitantes de refúgio, deslocados internos e refugiados durante a conferência regional em Honduras. Foto: ACNUR / Scarleth Durón

Agência da ONU elogia América Central e México por impulso à Declaração de Nova Iorque

A América Central e o México têm liderado o impulso à Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, adotada em setembro de 2016 com o objetivo de desenvolver um pacto global para uma migração segura, ordenada e regular.

A declaração foi feita pelo alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, durante a Conferência Regional de San Pedro Sula, encerrada na quinta-feira (26) em Honduras. “Isso mostra que estas não são apenas aspirações elevadas, mas que, com vontade política e apoio, podem se traduzir em resultados alcançáveis, concretos e mensuráveis”, disse.

Equipe do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) esteve presente no show de aniversário de 72 anos da ONU no Rio. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Show de aniversário dá visibilidade ao trabalho da ONU no Brasil

O show para comemorar o aniversário das Nações Unidas, realizado na terça-feira (24) na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, contribuiu para divulgar o trabalho da ONU localmente e para integrar a Organização à vida cultural da cidade, na avaliação das agências que contribuíram para que o evento acontecesse.

O encontro reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a apresentação musical da banda Bomoko, formada por refugiados de Angola e da República Democrática do Congo, e de representantes do coletivo Baixada Nunca se Rende, composto por mais de 100 artistas da Baixada Fluminense.

Participantes do XIII Encontro Nacional das Redes Solidárias para Migrantes e Refugiados estiveram juntos nos dias 17, 18 e 19 de outubro em Brasília. Foto: Victoria Hugueney.

Evento em Brasília reúne propostas para ampliar acesso de migrantes à educação e ao trabalho

Organizações que atuam na proteção, integração e defesa dos direitos de pessoas refugiadas e migrantes apresentaram durante evento em Brasília (DF) na semana passada sugestões para ampliar o acesso dessa população ao ensino superior e ao mercado de trabalho.

No evento, uma mesa de debates sobre a situação migratória de venezuelanos reuniu representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho, além de voluntários que atuam na linha de frente em Roraima. O encontro teve o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Em Bangladesh, um voluntário do ACNUR recolhe informações de Mohammad Busho, um refugiado de 80 anos vindo de Mianmar. A coleta de dados é feita com um aplicativo de smartphone que contribui para agilizar o fornecimento de assistência. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Banco Mundial e ACNUR criarão novo centro de dados sobre refúgio

O Banco Mundial e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) criarão um novo centro estatístico sobre pessoas em situação de deslocamento forçado e sobre as comunidades que as acolhem. Plataforma começará a operar em meados de 2018. Objetivo é coletar dados com qualidade e periodicidade a fim de orientar países na implementação de políticas de longo prazo.

Segundo os dois organismos da ONU, mais de 90% dos refugiados vivem em países em desenvolvimento e mais da metade é considerada deslocada por um período de mais de quatro anos. O cenário, avaliam as instituições, exige que as intervenções pontuais sejam combinadas a estratégias duradouras.

UNICAMP assinou convênio para se integrar à Cátedra Sérgio Vieira de Mello do ACNUR. Foto: EBC

UNICAMP incorpora-se à Cátedra Sérgio Vieira de Mello da ONU

A Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) é a mais recente instituição de ensino superior a se incorporar à Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que promove educação, pesquisa e extensão acadêmica voltada à população em condição de refúgio.

Para a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, a iniciativa prova o compromisso das universidades locais de promoverem pesquisas sobre temas globais, como o refúgio, permitindo o avanço da agenda de direitos humanos em todas as suas frentes.