Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

Do Brasil ao Senegal: brasileira a serviço da ONU promove direitos dos refugiados

“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em depoimento ao organismo internacional, ela explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Mulheres e crianças congolesas chegam a Chissanda, Lunda Norte, em Angola, após fugir de ataques de milícias na Província de Kasai, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Pumla Rulashe

Congoleses expulsos de Angola estão retornando para ‘situação desesperadora’, diz ACNUR

Cidadãos congoleses forçados a atravessar a fronteira de volta à República Democrática do Congo (RDC) após serem expulsos da vizinha Angola “estão retornando para uma situação desesperadora”, disse nesta terça-feira (16) um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A movimentação em massa de pessoas segue uma decisão do governo angolano de expulsar migrantes congoleses, muitos deles trabalhando informalmente na mineração no nordeste do país.

Atletas refugiados dividem o palco com o presidente do COI, Thomas Bach, em Buenos Aires. Foto: ACNUR/Lorey Campese

Equipe Olímpica de Refugiados irá competir nos Jogos de Tóquio em 2020

A Equipe Olímpica de Refugiados competirá nos Jogos de Tóquio de 2020, após a estreia inédita nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A confirmação da participação no maior evento internacional esportivo veio durante a 133ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), ocorrida na capital da Argentina, Buenos Aires, na terça-feira (9).

Yusra Mardini, atleta olímpica refugiada e embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), disse que a decisão dará aos refugiados uma nova chance de sonhar.

Refugiados participam de Feirão do Emprego em São Paulo. Foto: Governo de São Paulo (Arquivo)

Oficinas em SP capacitam profissionais envolvidos no acolhimento de refugiados e migrantes no Brasil

A Escola Superior do Ministério Púbico da União (ESMPU) recebe até 19 de outubro inscrições para oficinas em São Paulo com o objetivo de capacitar atores envolvidos em acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil.

As oficinas, que ocorrem de 25 a 27 de outubro, são gratuitas e abertas ao público externo.

A ação é promovida por rede da qual fazem parte Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Agricultores trabalham em plantação em Kalu, na Etiópia. Foto: FAO/Tamiru Legesse

FAO: migração do campo para a cidade deve ser escolha, não necessidade

Um novo relatório sobre migração lançado nesta segunda-feira (15) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugere que as políticas públicas não devem impedir ou acelerar a migração do campo para a cidade, mas maximizar a contribuição da migração rural para o desenvolvimento econômico e social dos países, minimizando seus custos.

“Não podemos ignorar os desafios e os custos associados à migração”, observa o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, em referência ao relatório. “O objetivo é fazer da migração uma escolha, não uma necessidade, e maximizar os impactos positivos, minimizando os negativos”.

Cerca de 400 famílias foram abrigadas em um campo de refugiados improvisado no norte de Idlib, na Síria, após fugir da violência no início de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: ONU pede acesso irrestrito a Idlib e Afrin para envio de ajuda humanitária

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al Za’atari, pediu no início de outubro (4) que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário irrestrito às cerca de 13 milhões de pessoas que precisam de assistência vital, especialmente nas cidades de Idlib e Afrin.

“Não há mais confrontos armados em muitas cidades e territórios sírios, mas essa ameaça ainda existe em algumas áreas, e as pessoas ainda estão assustadas e inseguras”, ressaltou.

Em abril, venezuelanos desembarcaram em São Paulo no primeiro processo de interiorização apoiado por agências da ONU - Foto: Reynesson Damasceno/ACNUR

Cáritas organiza mutirão de atendimento a venezuelanos em São Paulo

O Centro de Referência para Refugiados da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) organizou na quarta-feira (10) um mutirão para cadastrar e encaminhar venezuelanos recém-chegados à capital paulista para os quatro programas de atendimento que a organização oferece: assistência, integração local, proteção e saúde mental.

As pessoas atendidas chegaram a São Paulo entre setembro e outubro, por meio do programa de interiorização coordenado pela Casa Civil do governo federal, que conta com o apoio da Agência da ONU Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O chefe do ACNUR, Filippo Grandi, visitou uma família venezuelana em Las Delicias, Cúcuta, hospedada por famílias colombianas que foram deslocadas pelo conflito armado. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

Agência da ONU para Refugiados intensifica assistência a venezuelanos na Colômbia

Em visita à Colômbia, o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, afirmou na quinta-feira (11) que a comunidade internacional deve fazer mais para ajudar os milhares de venezuelanos que cruzam fronteiras em busca de proteção internacional.

“O fluxo constante de venezuelanos que entram na Colômbia gera enormes desafios para atender as necessidades humanitárias de todos”, afirmou Grandi, ao visitar o município de Villa del Rosario, Norte de Santander, no domingo (14). “O ACNUR está comprometido em expandir sua presença e ajuda na região”.

Suprimento de emergência é transportado por caminhões para distribuição em Malakal, Sudão do Sul. Foto: PMA/Gabriela Vivacqua

Primeiro comboio fluvial em 5 anos entrega ajuda da ONU a áreas remotas no Sudão do Sul

Pela primeira vez desde o início da guerra civil no Sudão do Sul, em 2013, um comboio da ONU conseguiu transportar milhares de toneladas de alimentos por um rio, tendo como destino pessoas em sete áreas de difícil acesso, economizando milhões de dólares em voos onerosos.

O comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) transportou pouco mais de 750 toneladas de alimentos e suprimentos nutricionais pelo rio Sobat, um importante afluente do Nilo Branco.

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, visita comunidade de famílias venezuelanas em Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

ONU aumenta apoio a venezuelanos e elogia ‘solidariedade extraordinária’ da Colômbia

Com a ajuda da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Colômbia está mostrando “solidariedade extraordinária” com os deslocados da Venezuela em meio à crise econômica e política do país, disse o chefe da agência, Filippo Grandi, na terça-feira (9).

Em visita à Colômbia e a outros países da América Latina, o alto-comissário da ONU para os refugiados chamou a situação de “chocante” e elogiou a Colômbia por abrigar e cuidar dos venezuelanos em momentos críticos.

Paluku encontrou abrigo no terreno de Jeanne, que hospeda cerca de 80 pessoas deslocadas pela violência. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Falta de recursos ameaça assistência humanitária na República Democrática do Congo

Quando homens armados atacaram sua aldeia, Agnes, de 42 anos, só pensava em levar as seis filhas para um lugar seguro. Ela morava na cidade de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

No país, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) presta assistência humanitária à população deslocada, mas o organismo recebeu apenas 31% dos US$ 369 milhões necessários para ajudar os congoleses vítimas de violência.

Crianças assistem a aula na Primary Mohammed School do Zongo, na República Democrática do Congo, em novembro de 2015. Metade dos estudantes são refugiados da República Centro Africana. Foto: ACNUR/ Colin Delfosse

Refugiados sofrem com falta de financiamento para emergências no mundo todo

A alocação de recursos para refugiados e apátridas em todo o mundo está se tornando cada vez mais escassa. Com pouco mais da metade das necessidades de financiamento atendidas, as dificuldades e os riscos enfrentados por muitos refugiados, pessoas deslocadas e comunidades de acolhida têm se agravado. Esta é a realidade apontada por novo relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo serviço de relações com doadores e mobilização de recursos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças e adolescentes refugiados, solicitantes de refúgio e da comunidade local treinam juntos nas instalações esportivas de Oluta, no México. Foto: ACNUR/The RET

ONU promove atividades esportivas em comunidades que recebem refugiados no México

Mais de 450 solicitantes de refúgio que deixaram suas casas devido à violência em El Salvador, Guatemala e Nicarágua aguardam há meses em comunidades no estado mexicano de Veracruz uma resposta do governo do país para seus pedidos de refúgio.

Como estratégia para reduzir a ansiedade provocada pelo longo tempo de espera, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), junto a governos locais e organizações da sociedade civil como “The Ret”, promovem atividades esportivas direcionadas sobretudo a meninas, meninos e adolescentes.

Denis Mukwege e Nadia Murad receberam o Prêmio Nobel da Paz de 2018. Fotos: ONU

Embaixadora da ONU e médico congolês vencem Nobel da Paz por luta contra violência sexual

Nadia Murad, ativista dos direitos dos yazidis e primeira Embaixadora para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico de Pessoas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e Denis Mukwege, ginecologista que ajuda as vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo (RDC), receberam o Prêmio Nobel da Paz de 2018 nesta sexta-feira (5).

A decisão de dar o prestigiado prêmio em conjunto tem o potencial de ajudar a acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra, disse a ONU — uma causa muito importante para o trabalho da Organização.

Refugiados rohingya, incluindo mulheres e crianças, atravessam fronteira de Mianmar para Bangladesh pelo distrito de Cox’s Bazar. Foto: UNICEF/LeMoyne

ONU pede cooperação entre países para lidar com deslocamento recorde no mundo

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, pediu na quarta-feira (3) um impulso para revigorar o multilateralismo a fim de conter os crescentes conflitos e o aprofundamento das crises que têm levado um número recorde de pessoas a deixar suas casas no mundo todo.

Desde que assumiu o cargo, no início de 2016, Grandi disse que os conflitos internos cresceram e que as crises se intensificaram — impulsionadas pelas rivalidades regionais e internacionais e alimentadas por pobreza, exclusão e mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, a linguagem política “tornou-se dura, dando espaço para discriminação, racismo e xenofobia”.

Botes feitos com bambus e galões de água levam rohingyas para Bangladesh. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Relatora da ONU critica decisão da Índia de deportar muçulmanos rohingya para Mianmar

Uma especialista em direitos humanos da ONU expressou na terça-feira (2) preocupação com a decisão do governo indiano de deportar sete homens rohingya para Mianmar, afirmando que seu retorno forçado pode constituir uma devolução que viola a lei internacional.

“O governo indiano tem a obrigação legal internacional de reconhecer plenamente a discriminação institucionalizada, a perseguição, o ódio e as graves violações dos direitos humanos que essas pessoas enfrentaram em seu país de origem e fornecer-lhes a proteção necessária”, disse a relatora da ONU.

Venezuelanos que vivem na Praça Simón Bolívar, em Boa Vista, fazem fila para receber alimentos fornecidos por membros da comunidade local. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

UNICEF e OIM apontam desafios enfrentados por crianças e adolescentes venezuelanos no Brasil

Estudo publicado nesta terça-feira (2) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que crianças venezuelanas que chegam ao Brasil devido à crise econômica e social no país vizinho encontram dificuldades para frequentar a escola.

Do universo de crianças e adolescentes venezuelanos analisados, 63,5% não têm acesso à educação por razões que incluem falta de vagas, altas distâncias e custos. O estudo também relatou casos de crianças e adolescentes expostos a atos de violência.

Mulheres e crianças na fila para obter registro em Pagak, Alto Nilo, Sudão do Sul. Foto: UNICEF / Pires

UNAIDS e União Africana anunciam cooperação para eliminar violência sexual em contextos humanitários

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a União Africana comprometeram-se a melhorar a colaboração para eliminar a violência sexual e baseada em gênero, prevenir o HIV e proteger a saúde e os direitos das mulheres em contextos humanitários.

O UNAIDS apoiará a União Africana no desenvolvimento de um plano de ação conjunto com as Nações Unidas. O plano incluirá o desenvolvimento de ferramentas de treinamento e conscientização para funcionários em operações de manutenção de paz e garantia de melhores taxas de notificação sobre exploração sexual e violência contra mulheres e meninas.

Estudos mostram que a violência contra mulheres e meninas aumenta durante períodos de conflito, com o estupro e outras formas de violência sexual sendo muitas vezes uma prática comum durante a guerra.

O ator mirim Zain Al Raffeaa, de 13 anos, posa para um retrato em Beirute, no Líbano. Foto: ACNUR/Sam Tarling

Refugiado deixa a guerra na Síria e brilha no tapete vermelho de Cannes

Sorrindo timidamente em uma câmera de televisão, antes de subir ao palco e encarar a platéia lotada do Festival de Cinema de Cannes, Zain Al Rafeaa nunca imaginara receber os aplausos de estrelas do cinema. “Fiquei paralisado, totalmente paralisado”, conta o refugiado sírio, de apenas 13 anos. O menino interpreta o papel principal do filme Capharnaum, que recebeu o prêmio do júri de Cannes em maio último.

Uma família de migrantes olha pela janela e tira fotos enquanto empreendem sua jornada para o reassentamento. Foto: OIM/Musa Mohammed

Migração: governos precisam ‘fazer o trabalho duro’ de transformar palavras em ação

Enquanto líderes mundiais se reuniam na quarta-feira (26) nas Nações Unidas para discutir o primeiro acordo global projetado para gerenciar melhor a migração internacional, uma voz importante sobre os direitos dos migrantes os incitou a “fazer o trabalho duro” de transformar palavras em ação.

Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, previsto para ser formalmente adotado em dezembro, em Marrakech, compreende 23 objetivos abrangendo todos os aspectos da migração – incluindo a melhoria da disponibilidade de vias legais, a promoção de padrões trabalhistas éticos, o combate ao tráfico e a facilitação de retornos dignos.

O presidente espanhol, Pedro Sanchez Perez-Castejon, fala durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Espanha: agora é a hora de liderança cooperativa, não de retórica nacionalista

O mundo está enfrentando enormes desafios globais, disse o presidente espanhol, Pedro Sánchez Pérez-Castejón, à Assembleia Geral da ONU na quinta-feira (27), lembrando que os tempos atuais “não precisam de nacionalismo ou de retórica não inclusiva”.

“Agora é a hora de cultivar uma nova liderança cooperativa, baseada não apenas na vontade de ouvir os outros, mas também na prontidão em entender suas motivações”, disse, observando que “nenhuma pessoa sozinha tem o monopólio da verdade”.

Mulheres refugiadas e coachings brasileiras participam do segundo encontro do projeto Empoderando Refugiadas deste ano, realizado na sede do escritório Mattos Filho, em São Paulo. Foto: ACNUR /Fellipe Abreu

Projeto Empoderando Refugiadas promove workshop em SP sobre direitos e cultura brasileira

As mulheres em situação de refúgio que participam do projeto Empoderando Refugiadas, de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, estiveram reunidas na segunda-feira (24) para acompanhar o workshop “Direitos e Cultura Brasileira”, realizado na sede do escritório de advocacia Mattos Filho, em São Paulo.

O treinamento, que integra a programação anual do projeto, contribuiu para informar as mulheres sobre seus direitos a fim de promover sua inserção no mercado de trabalho brasileiro.

Esta foi forçada a fugir de Nizi, sua cidade natal na República Democrática do Congo, com o marido e dois filhos pequenos. Eles retornaram a Tchomia na província de Ituri, mas não podem voltar a Nizi por causa da violência contínua. Foto: ACNUR / Natalia Micevic

ENTREVISTA: Precisamos de novo acordo global para refugiados, diz chefe de proteção do ACNUR

O chefe de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk, detalha como um novo acordo global sobre o tema ajudará tantos os refugiados quanto as comunidades de acolhimento.

O Pacto Global é uma resposta à necessidade da comunidade internacional de se unir e ajudar os países que são particularmente afetados pelos movimentos de refugiados, afirmou. Leia a entrevista completa.

Representantes de instituições internacionais e profissionais de diferentes cidades globais realizam visita ao Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI), em São Paulo. Foto: ACNUR/ Miguel Pachioni

Agência da ONU para Refugiados realiza reunião em SP para certificação de Cidades Solidárias

Instituições internacionais e representantes de prefeituras de oito países de diferentes continentes se reuniram nesta semana, em São Paulo, para debater a estratégia de Cidades Solidárias da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O objetivo foi reconhecer os esforços e as dificuldades que diferentes cidades globais têm vivenciado, e discutir critérios para fortalecer os mecanismos de proteção e integração de pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas, propiciando assim as diretrizes para o reconhecimento de Cidades Solidárias.

Hospitais públicos da Venezuela operam com falta de remédios e outros produtos médicos. Foto: IRIN/Meridith Kohut

Conselho de Direitos Humanos pede que Venezuela aceite assistência humanitária

Em sua primeira resolução específica sobre a Venezuela, o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quinta-feira (27) que o país aceite a entrada de assistência humanitária. Medida tem por objetivo resolver a falta de comida e de remédios na nação sul-americana. O texto expressa preocupação com “as graves violações de direitos humanos” em meio a uma crise “política, econômica, social”.

Foto: MDS/Rafael Zart

Mais 122 venezuelanos são transferidos nesta quinta-feira para SP e RS

A estratégia de interiorização alcança hoje um total de 2.328 venezuelanos migrados para outros estados da federação. Cento e vinte e duas pessoas foram transferidas nesta quinta-feira (27) em voos para o Rio Grande do Sul (40 venezuelanos para a cidade de Cachoeirinha e 52 para a cidade de Chapada) e para São Paulo (30 venezuelanos).

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados brasileiros. Todos aceitam, voluntariamente, participar do programa e são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil — inclusive com CPF e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

Brasileira ganha prêmio empresarial por promover inclusão de refugiadas

A brasileira e diretora de Operações da Foxtime, Danielli Pieroni, é uma das vencedoras da premiação SDG Pionners, do Pacto Global da ONU. A iniciativa reconhece lideranças empresariais empenhadas em promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

A profissional foi premiada na segunda-feira (24) em Nova Iorque pelo projeto Empoderando Refugiadas, que ajuda mulheres estrangeiras no Brasil a se inserir no mercado de trabalho local.

O cirurgião sul-sudanês Evan Atar é o vencedor do Prêmio Nansen do ACNUR de 2018. Ele é a única alternativa de assistência de saúde para mais de 200 mil pessoas, incluindo 144 mil refugiados. Foto: ACNUR/ Will Swanson

ONU premia cirurgião sul-sudanês que atende deslocados por conflitos e perseguições

O cirurgião sul-sudanês Evan Atar Adaha foi o vencedor deste ano do Prêmio Nansen, concedido pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Conhecido como Dr. Atar, ele está sendo homenageado por seu compromisso de 20 anos no atendimento médico a pessoas forçadas a fugir de conflitos e perseguições no Sudão e no Sudão do Sul, bem como nas comunidades que as acolhem.

Atar mora em Bunj, nordeste do Sudão do Sul, onde administra o único hospital em funcionamento da cidade. Ele e sua equipe atendem mais de 200 mil pessoas, sendo 144 mil refugiados do estado do Nilo Azul do Sudão e cerca de 53 mil moradores do Condado de Maban, no Sudão do Sul.