Arquivo da tag: Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Estádio Urbano Caldeira - Vila Belmiro. Foto Wikimedia Commons/Nelson R. de Lima Filho (CC)

ACNUR e Santos FC firmam parceria para inclusão de pessoas refugiadas no esporte

Como pontapé inicial da parceira, 11 crianças refugiadas de diferentes nacionalidades entrarão em campo com os jogadores do Santos na partida contra o Red Bull Bragantino, quinta-feira (23), às 19h15, na Vila Belmiro, em Santos (SP), no primeiro jogo da equipe pelo Campeonato Paulista de Futebol 2020.

Após a entrada em campo, as crianças acompanharão os jogos das arquibancadas com seus pais, proposta que será mantida ao longo do ano. A partir de fevereiro, as crianças refugiadas já poderão ser inscritas nas 60 escolas de futebol franquiadas, em 13 unidades da federação.

Canarinhos na Praça da Antena de TV, em Brasília (DF). Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Coral de crianças Canarinhos da Amazônia apresenta-se no Palácio do Planalto

O coral infantil Canarinhos da Amazônia, que reúne crianças brasileiras e venezuelanas e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), foi convidado pelo governo federal para se apresentar no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), ao lado do mais alto escalão do Executivo brasileiro.

O evento marcou a troca de comando da Operação Acolhida, a resposta humanitária do governo brasileiro ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos.

UNAIDS: acesso à saúde não pode ser privilégio dos mais ricos do mundo

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está participando de vários eventos na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, para destacar a necessidade de os governos cumprirem seus compromissos de realizar a cobertura universal de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás.

“Os serviços de saúde financiados publicamente são o maior equalizador da sociedade”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente mulheres e meninas, que perdem o direito à saúde primeiro e precisam arcar com o ônus de cuidar de suas famílias.”

Refugiada somali Asha Abdikadir Ahmed, 42, cozinha usando briquetes energeticamente eficientes em seu restaurante em Bur Amino, Etiópia. Foto: ACNUR/Eduardo Soteras Jalil

Ervas daninhas viram fonte de energia na Etiópia

Quando a somali Asha Abdikadir Ahmed cozinhava com lenha, seu restaurante ficava cheio de nuvens de fumaça. Mas agora, quando ela coloca um briquete no fogo, além de não produzir fumaça, o fogo dura toda a manhã.

“O briquete é melhor do que a lenha que eu estava usando antes. É mais barato e mais eficiente”, diz Asha, de 42 anos, que dirige seu próprio restaurante no campo Bur Amino para refugiados somalis. O local fica no sul da Etiópia e Asha está lá desde que foi inaugurado, em 2011. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio cultiva flores e constrói vida nova no Líbano

Várias vezes por semana, quando as rosas estão em plena floração, o refugiado sírio Salem al-Azouq e sua família se levantam ao amanhecer para a colheita manual no Vale do Bekaa, no Líbano. As vívidas flores cor de rosa ficam mais perfumadas no ar fresco da manhã.

Além de garantir o sustento da família, as flores mantêm viva a conexão com sua terra natal. Durante a maior parte de sua vida, Salem trabalhou com o pai em sua fazenda em Damasco. Eles cultivavam as famosas “rosas de damasco”, que levam o nome da capital da Síria. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças em pátio de um abrigo transformado em escola em Ar-Raqqa, na Síria. Foto: UNICEF/Bakr Alkasem

Conflito na Síria apagou sonhos das crianças do país, diz novo relatório da ONU

Quase nove anos de conflito na Síria roubaram a infância de meninos e meninas e os sujeitaram a “violações incessantes ​​de seus direitos”, incluindo assassinato, mutilações, deslocamento, recrutamento forçado, tortura, estupro e escravidão sexual.

As conclusões estão no último relatório da Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria, divulgado nesta quinta-feira (16).

“Estou chocado com o flagrante desrespeito pelas leis da guerra e pela Convenção dos Direitos da Criança por todas as partes envolvidas no conflito”, afirmou o presidente da Comissão, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

A primeira iniciativa conjunta será o processo de certificação de políticas migratórias locais desenvolvidas por estados e municípios. Foto: ACNUR

OIM e UFRGS assinam parceria para certificação de políticas migratórias locais

A primeira iniciativa conjunta entre Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) será o processo de certificação de políticas migratórias locais desenvolvidas por estados e municípios.

A OIM já vem atuando para a construção de ferramentas que permitam aos governos apreciarem a abrangência de suas políticas migratórias, destravando o potencial da migração para o desenvolvimento em benefício dos migrantes e das comunidades de acolhida.

A Comunidade Batista de Pacaraima, com o apoio do ACNUR, da União Europeia e da Operação Acolhida, oferece três refeições diárias para as mais de 116 pessoas acolhidas pelo projeto. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Projeto em Pacaraima (RR) acolhe refugiados e migrantes em situação de rua

O casal de brasileiros Gideão Ferreira de Vasconcelos e Sandra Santos de Vasconcelos abriram as portas da Comunidade Batista de Pacaraima (RR) para acolher famílias venezuelanas.

“Já oferecíamos alimentação para algumas famílias que viviam nas ruas, mas, após alguns conflitos entre a população local e a comunidade venezuelana, decidimos abrir as portas da igreja e abrigar o máximo de pessoas possível”, diz Sandra ao contar sobre como o projeto começou, ainda em 2018. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Omar faz o acompanhamento de pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade, como é o caso da jovem Johanny Castillos*, grávida de 8 meses. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Promotores comunitários fortalecem rede de proteção a refugiados e migrantes em Manaus

Aos 70 anos, o venezuelano Omar percorre as ruas de Manaus (AM) há mais de dois prestando assistência a refugiados e migrantes que chegam à cidade. Seja no acompanhamento de pessoas para emissão de documentos ou indicando acesso a serviços públicos, ele está sempre a postos para ajudar seus conterrâneos.

Ele é um dos dez promotores comunitários que fazem parte do projeto Outreach Volunteers em Manaus, uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em parceria com a Cáritas Manaus, que promove oficinas de capacitação para que mais líderes comunitários possam levar adiante informações sobre direitos e auxiliar pessoas em situação de deslocamento forçado.

Mustafa e seu filho do lado de fora de sua mercearia improvisada no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiado sírio é forçado a deixar tudo para trás pela quinta vez

A vida de refugiado não é novidade para o sírio Mustafa, de 36 anos. Ele nasceu em Ras al Ain, região próxima da fronteira norte da Síria com a Turquia. Desde o começo do conflito, em 2011, já somam cinco as vezes que ele e sua família foram obrigados a deixar o país rumo ao Iraque. Após o mais recente episódio de violência, ele diz não ter certeza se retornará.

“Nas vezes anteriores, eu sabia que voltaríamos em breve. Ficaríamos no Iraque por três ou quatro meses até que a situação melhorasse”, explicou. “Mas desta vez não acho que será tão fácil. Perdemos nossa casa, nossos móveis, nossas mercadorias, nossa terra, nosso carro. É uma situação muito difícil”, contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO). Foto: MONUSCO

ONU: violência na República Democrática do Congo pode representar crimes contra humanidade

Uma investigação conduzida pelo Escritório Conjunto de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNJHRO) na República Democrática do Congo descobriu que pelo menos 701 pessoas foram mortas e 168 ficaram feridas após ataques envolvendo as comunidades Hema e Lendu, na província de Ituri, no nordeste do país.

Os ataques foram realizados entre dezembro de 2017 e setembro de 2019. Os números também apontam que pelo menos 142 pessoas foram vítimas de violência sexual, a maioria mulheres e crianças da comunidade Hema.

O presidente do COI, Thomas Bach, concede a Taça Olímpica ao Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi. Foto: COI/ Christophe Moratal

ACNUR é homenageado com a Taça Olímpica por contribuição ao esporte

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu, na última sexta-feira (10), a Taça Olímpica do Comitê Olímpico Internacional (COI) por seu trabalho de apoio a refugiados e comunidades de acolhida por meio do esporte e pela promoção dos valores olímpicos em todo o mundo.

O esporte é um pilar crucial da missão do ACNUR de proteger e capacitar crianças e jovens deslocados, além de promover a inclusão social e as boas relações com as comunidades de acolhida.

Voluntários Karmele Villarroel Labanda (ajoelhada) e Begoña Herrero entretêm a família em um passeio de um dia ao Museu Guggenheim em Bilbao. Foto: ACNUR/Markel Redondo

Comunidades na Espanha abrem suas portas para famílias de refugiados sírios

“As pessoas me perguntam: ‘o que você está fazendo consigo mesma ao ajudar essas pessoas?’ E eu digo: ‘o correto seria: o que elas estão fazendo por mim?’ Elas mudam você e te ajudam a pensar de uma maneira diferente”, disse a voluntária basca Begoña Herrero, que apoia famílias sírias.

Um programa-piloto de patrocínio comunitário visa prestar assistência a cinco famílias de refugiados instaladas no País Basco, uma comunidade autônoma no norte da Espanha. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O ator Liam Neeson viajou para a fronteira com a Venezuelana em Pacaraima (RR), onde os venezuelanos recém-chegados recebem informações sobre pedidos de asilo e autorizações de residência. Foto: UNICEF

Ator Liam Neeson pede apoio a crianças refugiadas e migrantes em visita à fronteira Brasil-Venezuela

Embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o ator norte-irlandês Liam Neeson se uniu à organização para pedir à comunidade internacional mais apoio às crianças e adolescentes refugiados e migrantes da Venezuela que precisam de assistência na América Latina e no Caribe.

Neeson realizou uma visita de quatro dias à região da fronteira brasileira com a Venezuela, onde se encontrou com crianças e famílias venezuelanas vulneráveis, bem como brasileiros afetados pelo aumento dos fluxos migratórios.

A artesã Doreles Maria, que espera ter nos produtos alternativa de geração de renda. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Venezuelanos produzem artesanato com materiais recicláveis em Manaus (AM)

Em novembro, uma oficina do projeto Reciclo apresentou para 15 pessoas venezuelanas que moram em Manaus (AM) métodos inovadores e de baixo custo para produção de artigos como cadernetas, caixas recicladas e até luminárias.

Fruto de uma parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com a ONG Hermanitos e a Fundação Pedro Jorge, a ação busca facilitar a integração local e estimular a geração de renda sustentável para a comunidade venezuelana na cidade, incluindo mulheres e pessoas LGBTI em situação de vulnerabilidade.

Vumuli, de 35 anos, do lado de fora de uma igreja usada como abrigo temporário para pessoas deslocadas internamente em Drodro, província de Ituri, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/John Wessels

Milhares fogem de conflitos no leste da República Democrática do Congo

Há mais de seis meses, grupos armados tem sido os responsáveis por assassinatos, estupros e sequestros que já forçaram mais de 300 mil pessoas a abandonar seus lares na República Democrática do Congo.

As comunidades locais são acolhedoras, mas seus hospitais e escolas estão sobrecarregados. Cerca de 16 mil pessoas deslocadas internamente, principalmente mulheres e crianças, chegaram à cidade de Drodro nos últimos meses. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados assistem à aula de português. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

UniSantos abre processo seletivo para bolsas de estudos destinadas a refugiados

A Universidade Católica de Santos (UniSantos) recebe até 22 de janeiro inscrições para o concurso de bolsas de estudos para refugiados e solicitantes de refúgio.

Desde 2003, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) implementa a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) em cooperação com centros universitários nacionais e com o CONARE. A UniSantos é uma das 19 universidades brasileiras conveniadas que compõem o quadro da CSVM.

Centro inaugurado em Manaus oferece apoio para refugiados e migrantes na cidade. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Posto em Manaus (AM) atende mais de 5 mil refugiados e migrantes em dois meses

Com cerca de 224 mil venezuelanos no país, a coleta dos dados facilita a resposta local, apoia a adequação de serviços básicos como saúde, educação e abrigamento, e auxilia o mapeamento de fluxos de mobilidade internamente.

Para facilitar esses serviços em Manaus (AM), um novo Posto de Interiorização e Triagem foi inaugurado há dois meses para atender a comunidade refugiada e migrante, com serviços de documentação, registro, vacinação e encaminhamento para a estratégia de interiorização.

Os visitantes da exposição puderam conversar diretamente com as artesãs para compreender melhor o processo de produção das peças. Foto: A CASA/Rodrigo João

Palha do buriti ganha vida na mão de artesãs indígenas venezuelanas em Roraima

As venezuelanas indígenas warao Marcelina e Hermínia tiveram em novembro uma semana repleta de novidades. Abrigadas em Roraima, elas fizeram sua primeira viagem de avião e chegaram a São Paulo, onde expuseram o artesanato que produzem a partir da palha do buriti.

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONG Fraternidade — Federação Humanitária Internacional (FFHI) e da União Europeia, o artesanato com palha de buriti tem se tornado uma fonte de renda para essa população.

Refugiados de Somália, Síria e Eritreia, libertados de centros de detenção na Líbia, passam pelo procedimento de evacuação com funcionários do Centro de Acolhimento e Partida do ACNUR em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Mohamed Alalem

Líbia: ACNUR manifesta preocupação com bombardeios perto de suas instalações

Os bombardeios perto de uma grande instalação administrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Trípoli, capital da Líbia, na quinta-feira (2), provocaram profunda preocupação pela segurança dos refugiados e requerentes de refúgio no país.

Após notícias de que três morteiros caíram perto do seu Centro de Acolhimento e Partidas (GDF), Jean-Paul Cavalieri, chefe de missão do ACNUR para a Líbia, emitiu um comunicado pedindo que todos os lados do conflito no país protejam civis e a infraestrutura civil.

Harlen e sua filha, Camilla. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Do outro lado da fronteira

Quem olha para a venezuelana Harlen Barrios, de 31 anos, natural de Bolívar, sabe reconhecer o excelente desempenho que hoje ela tem na atenção e acolhimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam à Operação Acolhida em Pacaraima (RR). Nem imaginam que, há menos de dois anos, ela estava do outro lado da fronteira.

Hoje Harlen faz parte da equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na cidade, atuando como assistente de campo 1, dando atenção a refugiados e migrantes que chegam à fronteira com a Venezuela.

Saleema trata mães e bebês no Holy Family Hospital, Paquistão. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiada afegã quebra barreiras para realizar sonho de ser médica

O monitor cardíaco produz uma batida lenta e constante, enquanto um grupo de médicos se reúne em torno de uma mesa de operação. A luz ilumina o estômago de uma mulher.
Com um aceno de cabeça, a Dra. Saleema Rehman sinaliza que está pronta.

Refugiada afegã no Paquistão, a jovem de 28 anos enfrentou uma vida inteira de barreiras em sua busca por educação. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centro vocacional apoiado pela OIT na Zâmbia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Ação conjunta de ONU e parceiros visa apoiar refugiados e comunidades anfitriãs

Os Países Baixos, o Grupo Banco Mundial – incluindo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional (IFC) – o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram em dezembro a Parceria PROSPECTS, um programa internacional que visa melhorar o acolhimento e a proteção de refugiados e comunidades anfitriãs.

A parceria visa mudar o paradigma de uma abordagem humanitária para uma abordagem de desenvolvimento, em resposta a crises de deslocamento forçado. A iniciativa está fundamentada no consenso do Pacto Global sobre Refugiados de que ajudar os refugiados e as refugiadas e suas comunidades anfitriãs a prosperar, e não apenas sobreviver, reduzirá o risco de estadias prolongadas e diminuirá a dependência dos refugiados em ajuda humanitária.

Astrid Bant visitou também a ocupação Kaubanoko, em Boa Vista. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

UNFPA: refugiados e migrantes precisam ter acesso a contraceptivos e parto seguro

A nova representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, visitou Roraima no fim de novembro para conhecer o trabalho desenvolvido pela equipe de assistência humanitária no estado.

Na ocasião, ela constatou que, entre os desafios da atuação da agência da ONU, está a necessidade de garantir o parto seguro a mulheres refugiadas e migrantes que chegam ao país grávidas e em situação de vulnerabilidade.

Além disso, é necessário assegurar o planejamento reprodutivo e acesso a contracepção a outro grupo de mulheres que, sem informação e serviços, estão expostas à gravidez não intencional.

Indígenas da etnia warao que vieram da Venezuela estão em situação de vulnerabilidade social nas ruas e praças públicas de Belém. Foto: Flickr/Amazônia Real/Catarina Barbosa (CC)

UNICEF e Sociedade de Pediatria se unem para cuidado de crianças venezuelanas no Pará

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape) definem agenda de ação comum a ser desenvolvida com foco em crianças migrantes em Belém e Santarém (PA).

Antônio Carlos Cabral, especialista em Saúde, HIV e Primeira Infância do UNICEF na Amazônia, e Vilma Francisca Hutim Gondim de Souza, presidente da Sopape, definiram em encontro realizado em Belém ações prioritárias para a primeira infância e o desenvolvimento de competências da rede que trabalha com refugiados e migrantes nos abrigos em Belém e Santarém.

Marileth Aellano, Nieves Gutierrez e Gerinez Perez tiveram a ideia de usar material descartável para transforar o que seria lixo em obra de arte. Foto: ACNUR / Allana Ferreira

Refugiadas venezuelanas criam presépio natalino com materiais recicláveis em Boa Vista

Pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas transferidas para o abrigo Rondon 2, em Boa Vista (RR), tiveram uma surpresa natalina. Na entrada do espaço, um grande presépio feito de materiais recicláveis que seriam jogados no lixo levou ao abrigo o espírito de Natal.

Trabalhado durante um mês, as venezuelanas Marileth Aellano, Nieves Gutierrez e Gerinez Perez coletaram, limparam e arranjaram os materiais recicláveis para criar a obra inspirada em memórias e esperanças. Trabalharam noite e dia no projeto até, finalmente, concluí-lo poucos dias antes do Natal. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: OIM

OIM lança site para facilitar reintegração de brasileiros que retornam ao país

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou na sexta-feira (20) o portal www.reintegracaobrasil.com, que reúne informações para a reintegração de migrantes brasileiros que retornam ao país.

Entre 2016 e 2018, mais de 2 mil brasileiros retornaram ao país apoiados pela OIM. Em Portugal, Bélgica e Irlanda, as três nações europeias que participam do projeto, o Brasil estava entre os cinco principais países de origem de migrantes retornados.

Funcionários do ACNUR e moradores do bairro pintam o chão da praça. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Brasileiros e venezuelanos atuam juntos em Pacaraima para melhorar comunidade de acolhida

Começou cedo. No último sábado (14), enquanto os moradores de Pacaraima (RR) acordavam, um mutirão comunitário na cidade brasileira localizada na fronteira com a Venezuela iniciava a limpeza e reforma da praça esportiva do bairro de Suapi.

Promovido por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), associação de moradores do bairro e Prefeitura, o mutirão contou com mais de 150 brasileiros e venezuelanos. Além da limpeza da praça, outras atividades promoveram a convivência pacífica no município que testemunha o impacto do maior fluxo de deslocamento forçado da história recente da América Latina.

Metodologia apoia desenvolvimento sustentável em meio a aumento dos fluxos migratórios

A chegada de um grande grupo de migrantes a um território traz consigo um contingente de capacidades, potencialidades e desafios. Esta é a premissa do “Desenvolve! Integrando territórios”, metodologia elaborada em sua versão piloto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Boa Vista (RR).

Pensado a partir de um conjunto multimídia de plataformas conectadas entre si, o projeto tem por objetivo elaborar planos e estabelecer redes para o desenvolvimento local.