Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Da esquerda para a direita, Florence Bauer (UNICEF), general Eduardo Pazuello, Stéphane Rostiaux (OIM) e Irina Bacci (UNFPA). Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Agências da ONU recebem prêmio por resposta humanitária à crise venezuelana

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), junto ao Exército Brasileiro, foram reconhecidos pelo Ministério dos Direitos Humanos brasileiro pelas ações conjuntas de atendimento a pessoas vindas da Venezuela. A premiação foi concedida nesta quarta-feira (21), em Brasília (DF).

Migrantes e refugiados resgatados no Mediterrâneo aguardam desembarque em Pozzalo, na Itália. Foto: ACNUR/F. Malavolta

Mudanças de regras ameaçam direitos de migrantes na Itália, dizem relatores especiais

O aperto nas regras de migração proposto pela Itália terá um sério impacto sobre a vida dos migrantes e é motivo de grande preocupação, afirmaram nesta quarta-feira (21) especialistas em direitos humanos da ONU, instando o governo a reverter o rumo.

“A abolição do status de proteção humanitária, a exclusão dos solicitantes de refúgio do acesso a centros de acolhimento com foco na inclusão social e a duração prolongada da detenção em centros de retorno prejudicam fundamentalmente os princípios internacionais de direitos humanos e certamente levarão a violações da lei internacional de direitos humanos”, disseram os especialistas independentes.

Evento organizado pelo governo chileno em parceria com a OIM para receber migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. Foto: OIM

ONU promove oficinas no Chile sobre oportunidades de emprego para venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o governo do Chile organizaram dois eventos neste mês em Santiago e na cidade nortenha de Antofagasta para informar refugiados e migrantes que chegam da Venezuela para o Chile sobre o processo de certificação trabalhista, o acesso a treinamentos oferecidos pelo governo e dar orientações relativas à educação financeira.

Estas iniciativas são parte do Plano Regional de Ação da OIM, lançado em abril deste ano para apoiar governos que recebem cidadãos da Venezuela nas Américas e no Caribe. O plano segue o fortalecimento da resposta regional perante o fluxo de venezuelanos, dando apoio aos esforços que governos iniciaram em toda a região.

Acampamento de refugiados rohingya em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: OIM/Olivia Headon

ONU constrói acomodações temporárias para refugiados rohingya em Bangladesh

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou na terça-feira (20) que aprimorou estruturas nos acampamentos de refugiados rohingya em Bangladesh para acomodações temporárias destinadas a situações de emergência.

Na primeira fase do projeto, apoiado pela União Europeia, 70 prédios comunitários estarão disponíveis para acomodar temporariamente mais de 4.500 pessoas.

Quase 1 milhão de rohingya vivem atualmente em Cox’s Bazar, após fugirem de violência e perseguições promovidas pelas forças de segurança em Mianmar.

Jefferson, de 18 anos, da Venezuela (à direita), trabalha no McDonald’s em São Paulo, Brasil. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni.

Solicitantes de refúgio venezuelanos fortalecem mercado de trabalho brasileiro

Iniciativas inovadoras criadas no Brasil pelo setor público — envolvendo governo federal, estados e municípios, em colaboração com empresas, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros locais — estão promovendo o acesso ao mercado de trabalho para refugiados e migrantes venezuelanos em diversos setores econômicos, como indústria, serviços, varejo, construção e agricultura.

Desde 2015, 3 milhões de pessoas deixaram a Venezuela. Até o momento, mais de 150 mil venezuelanos entraram no Brasil por Roraima, estado localizado no norte do país, e mais de 75 mil solicitaram refúgio.

Meninas fazem lição de casa em frente a tenda em campo de refugiados sírios no oeste de Erbil, no Iraque. Foto: UNICEF/Romenzi

Crianças migrantes e refugiadas do mundo estão sendo excluídas da educação, diz relatório

Crianças migrantes e refugiadas enfrentam duras dificuldades para frequentar escolas e acessar a educação, revelou novo relatório das Nações Unidas divulgado na terça-feira (20), que destacou também falhas estruturais nos sistemas nacionais de ensino, que muitas vezes excluem crianças em situação de deslocamento.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), fatores como escolas não certificadas, idioma diferente e recursos limitados estão mantendo crianças refugiadas e migrantes longe do aprendizado e de perspectivas de um futuro melhor.

“O direito dessas crianças à educação de qualidade, mesmo que cada vez mais reconhecido no papel, é desafiado diariamente em salas de aula e negado por alguns governos”, disse a agência da ONU em comunicado à imprensa, anunciando seu novo Relatório Global de Monitoramento da Educação.

O GEM 2019 analisa o impacto da movimentação de pessoas nos sistemas educacionais e mostra que milhões de crianças refugiadas em todo o mundo não têm acesso à educação. Foto: PMA

UNESCO divulga relatório sobre impactos da migração nos sistemas educacionais

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançará em Berlim, na Alemanha, na terça-feira (20), o Relatório de Monitoramento Global da Educação 2019, cujo tema deste ano é “Migração, deslocamento e educação: construir pontes, não muros”.

No Brasil, o documento será apresentado ao público no dia seguinte (21), no Memorial da América Latina, em São Paulo, SP, das 13h30 às 17h30.

Refugiados rohingya caminham por uma trilha durante uma forte chuva de monções no campo de refugiados de Kutupalong, no distrito de Cox's Bazar, em Bangladesh, para milhares de rohingya fugiram no último ano. Foto: ACNUR/David Azia

Bangladesh diz que refugiados rohingya não serão devolvidos à força para Mianmar

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) elogiou nesta sexta-feira (16) a confirmação de autoridades de Bangladesh de que refugiados rohingyas não serão devolvidos para Mianmar contra vontade, em meio a relatos de recorrentes violações de direitos humanos no país.

Centenas de milhares de muçulmanos rohingyas fugiram de Mianmar para os acampamentos de Cox’s Bazar, em Bangladesh, desde agosto de 2017, em meio a amplos e sistemáticos atos de violência contra eles por parte das forças de segurança do país.

O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, trabalha para garantir a proteção dos refugiados e busca soluções que os permitam reconstruir suas vidas. Foto: ACNUR

Agência da ONU desmistifica sete mitos sobre refugiados e solicitantes de refúgio

Enquanto o mundo testemunha um dos maiores níveis de deslocamento já registrados na história — com 68 milhões de refugiados e deslocados internos globalmente —, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) desmistifica sete mitos sobre essa população.

Refugiados são pessoas que foram forçadas a fugir de seu país de origem por sofrer perseguição individualizada — motivada por elementos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou pertencimento a determinado grupo social — e/ou para escapar de situações de grave violação de direitos humanos, como conflitos armados e guerras civis.

O ACNUR trabalha para garantir a proteção dos refugiados e busca soluções para que eles possam reconstruir suas vidas. Leia o texto completo.

A Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD), em parceira com o Grupo de Trabalho sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da UnB e o UNFPA, promoveram as discussões. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Debate em Brasília discute adoção de Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular

Com o objetivo de ampliar as discussões nacionais em torno da adoção do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, evento em Brasília (DF) reuniu na quarta-feira (14) especialistas para debater o primeiro compromisso internacional concebido para que os países e comunidades possam lidar melhor com a migração.

No início de dezembro (10 e 11), a Conferência de Marrakech vai reunir autoridades dos Estados-membros das Nações Unidas para a adoção do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular. O relato é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que participou do encontro.

Refugiados e solicitantes de refúgio na fronteira da Hungria. Foto: ACNUR/Zsolt Balla

Especialistas da ONU suspendem visita à Hungria após acesso negado à fronteira

Especialistas das Nações Unidas em direitos humanos adotaram a medida sem precedentes de suspender uma visita oficial à Hungria, após terem acesso negado às “zonas de trânsito” de Röszke e Tompa, na fronteira com a Sérvia, onde migrantes e solicitantes de refúgio, incluindo crianças, estão sendo privados de liberdade.

“Não pode haver dúvida de que manter migrantes nestas ‘zonas de trânsito’ constitui privação de liberdade de acordo com lei internacional”, disseram Elina Steinerte e Sètondji Roland Adjovi, membros do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária. “Nós recebemos uma série de relatos confiáveis a respeito da falta de medidas contra detenção arbitrária nestas instalações”.

A angolana Ruth Mariana, em trecho de vídeo exibido durante a peça, escrita após pesquisa que incluiu uma viagem à fronteira com a Venezuela. Foto: Divulgação

Refugiada angolana estreia nos palcos em peça no Rio sobre vida dos refugiados

Em cartaz no Teatro Sesc Copacabana desde o dia 8 de novembro, a peça “Kondima – Sobre Travessias” é uma mistura de documentário e teatro, ficção e realidade. Trata do drama das pessoas refugiadas pelo olhar delas mesmas, intercalando histórias contadas por quatro atores e a exibição de vídeos de notícias e relatos de refugiados de várias partes do mundo, como Síria, Haiti, Venezuela e Uganda.

O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Torcedores brasileiros, refugiados e migrantes foram ao estádio do Pacaembu para prestigiar a final da 4ª Copa dos Refugiados. Foto: ACNUR/Gabo Morales.

Jogos da final da Copa de Refugiados acontecem no feriado prolongado em SP

A inédita final da Copa do Brasil de Refugiados será realizada nos dias 18 e 20 de novembro, envolvendo as equipes finalistas das três etapas regionais da competição, realizadas em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

As seleções de Líbano, Angola e Níger disputarão o torneio final ao lado da equipe Malaika, um time sub-20 formado por jovens refugiados de diferentes nacionalidades.

Com o tema “Não me julgue antes de me conhecer”, o campeonato de futebol realizado pela ONG África do Coração, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), já está em seu quinto ano.

Refugiada rohingya de Mianmar senta-se ao lado de dois de seus quatro filhos em abrigo no campo de Nayapara, sudeste de Bangladesh. Foto: ACNUR/Chris Melzer

Retorno para Mianmar colocará rohingyas sob sério risco de violações, diz Bachelet

A alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu na terça-feira (13) para o governo de Bangladesh cessar planos de repatriar mais de 2.200 refugiados rohingyas para Mianmar, alertando que os retornos seriam violação à lei internacional e colocaria as vidas e liberdades dos refugiados em sério risco.

Os refugiados em Cox’s Bazar são vítimas de violações de direitos humanos cometidas em meio à violência que eclodiu em agosto de 2017 e que levou à fuga de mais de 725 mil pessoas. Muitos testemunharam assassinatos de familiares e queimas de suas casas e vilarejos. Refugiados afirmaram repetidamente que não desejam retornar sob as condições atuais.

Refugiados e migrantes participam de evento em São Paulo para aprender técnicas de empreendedorismo. Foto: ACNUR.

Agência da ONU lança plataforma de serviços para refugiados no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou na terça-feira (13) no Brasil a plataforma Help.ACNUR.Org, cujo objetivo é prover informações confiáveis e atualizadas sobre os serviços disponíveis para pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio e apátridas que vivem no país.

A plataforma terá informações sobre oportunidades de trabalho, questões sobre documentação e outros temas de interesse dessa população.

Refugiada síria, Lucia Loxca recebe seu diploma em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná. Foto: Grupo MARIOS/Divulgação.

UFPR terá processo seletivo com 10 vagas suplementares para refugiados e migrantes

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou na sexta-feira (9) por unanimidade resolução que prevê a criação de um processo anual de seleção para pessoas refugiadas e migrantes com visto humanitário que desejem cursar graduação na instituição.

Em 2013, a UFPR firmou termo de parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para a implementação da Cátedra Sérgio Vieira de Mello. No ano seguinte, teve início o Programa de Extensão e Pesquisa “Política Migratória e Universidade Brasileira”, com a finalidade de desenvolver políticas de acolhimento e de inserção de pessoas refugiadas e migrantes nos cursos de graduação e pós-graduação, atuando também no processo de revalidação de diplomas de estrangeiros.

Amina, da comunidade Makonde, era apátrida, mas hoje vive com a cidadania queniana. Na foto, ela exibe sua carteira de identidade do Quênia. Foto registrada em março de 2017, em Kwale, no Quênia. Foto: ACNUR/Modesta Ndubi

Em aniversário de campanha, ACNUR pede ação mais rápida dos países para acabar com apatridia

Quatro anos após o lançamento da campanha #IBelong, para erradicar em uma década a apatridia no mundo, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) pediu hoje (13) que países tomem medidas mais rápidas e concretas para cumprir esse objetivo.

Ser apátrida significa não ter uma nacionalidade e, consequentemente, estar privado de todos os direitos que derivam do pertencimento a uma nação, como o acesso à educação, saúde, trabalho e propriedade privada.

Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar. Foto: ACNUR

Venezuelanos recebem certificados de curso de qualificação profissional em Manaus

Cerca de 100 venezuelanos solicitantes de refúgio que vivem em Manaus (AM) receberam na segunda-feira (5) os certificados de conclusão dos cursos de qualificação profissional oferecidos pelo projeto Oportunizar, iniciativa lançada em agosto, fruto de uma parceria entre a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Centro de Ensino Técnico (CENTEC).

A cerimônia de formatura aconteceu no Palacete Provincial, no centro da cidade. O objetivo do projeto é aumentar as chances de acesso dos venezuelanos solicitantes de refúgio a empregos e renda, por meio da oferta de cursos de qualificação e oficinas voltadas para desenvolvimento profissional.

Refugiadas participam de treinamento em mídias sociais e empreendedorismo na Estação Hack, do Facebook. Foto: Fellipe Abreu

Projeto em SP treina refugiadas para empreendedorismo e uso de mídias sociais

Cerca de 50 mulheres em situação de refúgio reuniram-se na sexta-feira (9) na Estação Hack, centro de inovação do Facebook, em São Paulo, para o último workshop da edição 2018 do Empoderando Refugiadas, projeto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres. A iniciativa promove a inserção de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. O tema do encontro foi empreendedorismo e as ferramentas oferecidas pelas mídias sociais.

O estádio Jesús Martínez 'Palillo', na Cidade do México, foi transformado em abrigo para migrantes e refugiados da caravana da América Central. Na foto, uma mulher segura um cartaz com a pergunta "Você tem medo de voltar para o seu país?". Foto: UNIC México/Antonio Nieto

ONU diz que EUA têm obrigação de receber pedidos de asilo de migrantes ilegais

Em resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de negar asilo político a migrantes entrando ilegalmente nos Estados Unidos, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na sexta-feira (9) que o país tem obrigação de dar proteção e assistência a solicitantes de refúgio. O chefe de Estado anunciou o novo decreto em meio ao deslocamento da caravana de migrantes e refugiados que atravessam a América Central e o México rumo aos EUA.

O jovem Opangi, de cinco anos, no campo de Tchomia, após fugir da violência armada. Imagem registrada na República Democrática do Congo, em 2006. Foto: Marcus Bleasdale

Exposição fotográfica aborda crimes de guerra, trauma e sobrevivência

Genocídios, guerras e crimes contra a humanidade podem destruir sociedades e indivíduos. Para discutir abertamente as consequências da violência e buscar formas de superá-la, o Tribunal Penal Internacional (TPI) promove a mostra fotográfica online “Trauma, cura e esperança” (em tradução livre para o português), com imagens de conflitos armados e crises de deslocamento forçado na República Democrática do Congo, Uganda, Geórgia e outros países.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Grécia precisa agir frente a situação humanitária ‘repugnante’ em centros de refugiados, diz ONU

Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Hassan Naser, de 61 anos, foi obrigado a fugir de casa em Áden, no Iêmen, há três anos e, agora, vive com esposa e quatro filhos na casa de parentes na capital, Sanaa. Foto: ACNUR

Apoio de agência da ONU para refugiados é essencial para salvar vidas no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) intensificou os esforços para garantir que as pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen tenham acesso a recursos para suprir suas necessidades mais urgentes de abrigo e proteção.

Até o momento, o ACNUR utilizou mais de 41 milhões de dólares, beneficiando 700 mil deslocados internos, retornados e comunidades receptoras afetadas pelo conflito, bem como 130 mil refugiados e solicitantes de refúgio no país.

O Iêmen está enfrentando uma catástrofe humanitária. Sem ajuda, mais vidas serão perdidas pela violência, por doenças que poderiam ser tratadas ou pela simples falta de comida, de água e de abrigo, alertou a agência da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cinema pode ajudar a criar empatia por refugiados, diz diretor brasileiro

Em cartaz no Festival do Rio, o documentário THF: Aeroporto Central transporta o espectador para os terminais do Tempelhof, um aeroporto construído na Berlim dos anos 1920 e transformado em 2015 num abrigo para refugiados.

Em entrevista à ONU Brasil, o diretor do filme, o brasileiro Karim Aïnouz, discute o papel do cinema em meio à ascensão da extrema direita na Europa e fala sobre o drama de refugiados vivendo na Alemanha.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Saleh, de 4 meses, é admitido no principal centro de saúde de Hodeida em abril de 2017, junto com sua mãe, Nora. Cerca de 500 mil crianças e 2 milhões de mães no Iêmen estão sob risco de morrer devido à desnutrição severa provocada pelo conflito no país. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU: fome no Iêmen pode colocar a vida de até 2 milhões de mães em risco

As dificuldades de acesso a alimentos no Iêmen e outras privações provocadas pelo conflito podem levar ao pior caso de fome da história e colocar em risco a vida de até 2 milhões de grávidas e lactantes, informou na quinta-feira (1) a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, o UNFPA.

A crise humanitária no Iêmen é uma das piores no mundo, com três quartos da população necessitando de algum tipo de assistência e proteção, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Após viverem na rua por três meses, Marcelo (nome fictício) e sua família foram atendidos no centro de registro e documentação de Boa Vista e encaminhados para um dos abrigos da cidade. Foto: ACNUR/Flávia Faria

Centros de registro e identificação atendem mais de 20 mil venezuelanos em Roraima

Coletar informações precisas de quem chega a um novo país é fundamental para proteger as pessoas mais vulneráveis. E para os venezuelanos que chegam a Roraima, ser registrado e documentado pelas autoridades brasileiras é o primeiro passo para regularizar sua situação no país, acessar serviços básicos e facilitar a identificação e resposta a necessidades e vulnerabilidades adicionais.

Para fortalecer a resposta liderada pelo governo federal e tornar mais eficaz a coordenação entre os diferentes atores humanitários, dois centros públicos de registro e documentação estão em pleno funcionamento no estado: um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e outro em Boa Vista, capital roraimense.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas apoiam os centros de registro e documentação, onde atuam órgãos públicos como a Polícia Federal, a Receita Federal e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social – além de organizações da sociedade civil.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Cursos profissionalizantes formam primeiras turmas de venezuelanos em Manaus

O Centro de Ensino Técnico (CENTEC) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam na segunda-feira (5) a formatura dos primeiros alunos participantes do projeto Oportunizar, que qualifica venezuelanos solicitantes de refúgio para atuarem no mercado de trabalho local.

Ao todo, 100 pessoas foram capacitadas para as funções de auxiliar de cozinha e confeitaria; auxiliar administrativo; manicure, pedicure e designer de sobrancelha; além de instalador de refrigeração e climatização doméstica.

Aula de defesa pessoal faz parte de projeto da ONU e instituições de Roraima para abordar o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual. Iniciativa é voltada para venezuelanas e venezuelanos LGBTI. Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo

Em Roraima, ONU apoia aulas de defesa pessoal para mulheres e indivíduos LGBTI da Venezuela

Em Boa Vista (RR), agências das Nações Unidas e instituições locais oferecem aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres e pessoas LGBTI que deixaram a Venezuela. Projeto visa diminuir os riscos de violência de gênero ou motivada por questões de orientação sexual. Com encontros semanais previstos até 15 de dezembro, o programa também promove diálogos sobre temas de saúde e desigualdades entre homens e mulheres.

Crianças desacompanhadas estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção aos Estados Unidos. Na foto, são retratados nas ruas de Tapachula, Chiapas, México, em 21 de outubro de 2018. Foto: UNICEF México

Comitês da ONU pedem proteção dos direitos humanos de migrantes da América Central

Estados de trânsito e de destino têm a obrigação de proteger os direitos humanos de migrantes da América Central, independentemente de seus status de migração, disseram na sexta-feira (26) dois comitês de especialistas das Nações Unidas sobre direitos humanos.

Durante os últimos dias, milhares de homens, mulheres e crianças estão caminhando rumo aos Estados Unidos pelo México, em busca de oportunidades e segurança. Durante a jornada, eles podem ser vítimas de extorsões cometidas por autoridades de segurança e grupos criminosos, assim como estar sob risco de roubos, violência sexual e morte.

Pessoas deslocadas internamente durante distribuição de alimentos no local de proteção de civis da ONU em Malakal, Sudão do Sul. Foto: OIM/Bannon

Campanha visa reduzir suicídios desencadeados pela guerra no Sudão do Sul

Especialistas em saúde mental acreditam que o impacto negativo na saúde mental dos civis afetados pelo conflito no Sudão do Sul tem sido devastador. Estima-se que 2 milhões de pessoas tenham fugido para países vizinhos e 1,9 milhão tenham sido internamente deslocados.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros estão desenvolvendo um plano de ação conjunto para prevenir a ocorrência de suicídios entre a população do país, detectando pessoas que estejam sob maior risco e construindo um sistema de referência.