Refugiados & Migrantes

 

Acesse abaixo todas as notícias sobre o tema do refúgio, da apatridia e dos deslocamentos forçados. Acesse também o site do ACNUR Brasil (www.acnur.org.br) e a página especial da ONU sobre o tema (em inglês): refugeesmigrants.un.org

Onda de violência na República Centro-Africana leva a deslocamento de milhares para a vizinha República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Simon Lubuku

Violência recente na República Centro-Africana já levou à fuga de 160 mil refugiados para a RD Congo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) alertou neste mês que ondas recentes de violência têm levado milhares de pessoas a fugir da República Centro-Africana e buscar segurança na vizinha República Democrática do Congo. No início de julho, a organização Médicos Sem Fronteiras relatou às Nações Unidas que um bebê foi morto a tiros por militantes em um hospital na cidade centro-africana de Zemio. Posto de atendimento abrigava mais de 7 mil deslocados internos.

Funcionária da OIM conversa com uma migrante em um centro de recepção. Foto: OIM

ONU faz apelo para melhorar proteção de refugiados e migrantes em travessias perigosas

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu 412 milhões de dólares para ajudar a melhorar a proteção de refugiados e migrantes que cruzam o Deserto do Saara e o Mar Mediterrâneo, bem como para apoiar países europeus que prestam assistência a solicitantes de asilo.

Nos seis primeiros meses deste ano, mais de 2.171 refugiados e migrantes morreram ou estão desaparecidos no Mediterrâneo, enquanto comunicado do UNICEF criticou medidas na Itália que podem piorar ainda mais a situação de resgate.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que cerca de 80% das migrantes nigerianas que chegam à Europa pela costa da Itália são vítimas potenciais do tráfico sexual, destacando os níveis “chocantes” de abuso e violência enfrentados por meninas e mulheres da Nigéria.

Centro de detenção em Nauru. Foto: ACNUDH / N. Wright

ONU critica duramente políticas da Austrália para a detenção de refugiados

Em pronunciamento feito na segunda-feira (24), o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, criticou a Austrália por suas políticas de detenção “offshore”. Operações impedem populações deslocadas que chegam pelo mar sem visto válido de ter acesso a procedimentos de refúgio. Desde que entrou em vigor, em 2013, diretivas levaram ao encarceramento de 2,5 mil refugiados e requerentes de asilo na Papua-Nova Guiné e em Nauru.

Parceria entre a OIT e a UNIVAG levou conhecimentos de gastronomia para 32 mulheres haitianas que vivem no Brasil. Foto: OIT

Culinárias do Brasil e do Haiti se misturam em projeto da OIT para a capacitação de migrantes

Em Cuiabá, 32 mulheres haitianas participaram de um curso de gastronomia brasileira e mato-grossense. Formação oferecida pela Universidade de Várzea Grande (UNIVAG), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), também ensinou às migrantes como empreender. Turma criou uma marca própria de biscoitos a partir de receita típica do Brasil, incrementada com tradições do Haiti.

Campanha 'Talentos Invisíveis' aborda desafios que refugiados enfrentam para se inserir no mercado de trabalho brasileiro. Imagem: Agência África

Campanha destaca qualificações profissionais de refugiados que buscam emprego no Brasil

Em parceria com o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR) e a empresa EMDOC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nas redes sociais a campanha “Talentos Invisíveis”, uma ação inédita para facilitar o ingresso de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. Até o final do ano passado, o Brasil abrigava 9.552 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo governo federal.

Rabah Mahmoud Ali (à direita) e sua família ao lado de fora da casa destruída no leste de Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR/Caroline Gluck.

Em meio a ruínas da guerra em Mossul, moradores começam a reconstruir suas vidas

No ano passado, enquanto a batalha de Mossul, no Iraque, devastava tudo ao seu redor, Rabah Mahmoud Ali e sua família foram expulsos de casa por militantes armados. Depois que as forças iraquianas retomaram o controle da cidade, eles retornaram e se defrontaram com uma triste realidade: o telhado e o primeiro piso de sua casa haviam sido danificados por bombas, seus pertences saqueados e todas as vidraças estavam quebradas. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O alto-comissário do ACNUR, Filippo Grandi, se encontra com Masoota Hatu, de 55 anos. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Alto-comissário da ONU para refugiados encoraja reconciliação entre comunidades de Mianmar

Em outubro de 2016, cerca de 20 mil pessoas foram deslocadas nos arredores de Maungdaw, em Mianmar, em uma operação de segurança organizada em resposta a diversos ataques a postos de fronteira. Também no mesmo país, na região de Sittwe, 120 mil indivíduos ainda moram em campos para deslocados internos. Esse contingente teve de deixar seus lares durante uma onda de violência cujo estopim foi em 2012.

Malala conversa com Anwar Ahmad Ayesh sobre suas experiências. Foto: ACNUR/Cengiz Yar

Malala alerta para necessidade de investimento em educação nos países em conflito

Durante sua primeira visita à região do Curdistão no Iraque na terça-feira (11), a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai fez um apelo aos líderes mundiais para que invistam na educação das crianças que vivem em países atingidos por conflitos.

“A educação não pode ser deixada de lado. Especialmente em países que estão enfrentando conflitos. A educação é um direito humano básico. Todos os líderes globais provêm educação às suas crianças, então, precisamos provê-la a essas crianças também”, disse a Mensageira da Paz da ONU, durante visita a campo de deslocados iraquianos. O relato foi feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M'bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

ONU alerta para recorde de deslocamento forçado de crianças na África Ocidental e Central

Com mais de 7 milhões de crianças na África Ocidental e Central arrancadas de suas casas todos os anos devido à violência, à pobreza e às mudanças climáticas – e com projeções de que esse número continuará a aumentar –, o UNICEF pediu mais esforços para garantir que as crianças migrantes e deslocadas sejam protegidas da exploração e do abuso. A agência da ONU observou que quase um terço desse número permaneceu na África Subsaariana, e menos de uma em cada cinco foi para a Europa.

Crianças se banham em um lago formado por poços de escavação em Bentiu, Sudão do Sul. Em todo o país, apenas 41% das crianças têm acesso a água segura e limpa. Foto: UNICEF / Hatcher-Moore

Cinco anos após a independência do Sudão do Sul, crianças têm infância negada

Sudão do Sul está em conflito desde dezembro de 2013, com ao menos 2,5 mil crianças mortas ou feridas, e mais de 2 milhões de crianças deslocadas ou procurando refúgio em países vizinhos. Centenas também foram estupradas e sexualmente abusadas.

“O dia de independência de um país deve ser celebrado. No entanto, hoje, no Sudão do Sul, não haverá comemoração para os milhões de crianças envolvidas nesse conflito”, disse Mahimbo Mdoe, representante do UNICEF no país, por ocasião do dia da independência do país, 9 de julho.

Mateo, de 5 anos, e sua família tiveram que fugir da violência das gangues em Honduras. Foto: Jordan Hay

Hondurenha busca refúgio no México para proteger filhos da violência das gangues

Emily tinha toda uma vida em Honduras quando seus filhos passaram a ser ameaçados por membros de gangues, os chamados “maras”. Ela mesma chegou a ser agredida por um dos criminosos e, para sobreviver, decidiu deixar mãe e irmão para trás e proteger seus quatro filhos.

No México, a família teve que dormir nas ruas, mas logo foi acolhida por um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, seus filhos recebem apoio psicológico e, o mais velho, conseguiu um emprego em território mexicano. Leia o relato feito pela agência da ONU.

Dois meninos, um de 16 anos e outro de 12, coletam água de uma tubulação danificada nos arredores de Juba, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

UNICEF alerta: crescem taxas de cólera e diarreia no Sudão, Sudão do Sul, Somália e Iêmen

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirmou que acesso, recursos e segurança são urgentemente necessários para garantir assistência humanitária a milhares de crianças que sofrem com cólera e diarreia em Iêmen, Sudão, Sudão do Sul e Somália.

O quadro se agrava com as taxas crescentes de desnutrição nesses países, que “podem ser mortais para as crianças”, afirmou o porta-voz da agência da ONU, Christophe Boulierac, em uma reunião com a imprensa em Genebra.

Refugiados sírios são resgatados no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR/A. D’Amato

Crise econômica e abusos na Líbia têm forçado refugiados e migrantes a fugir para a Europa

Cerca da metade das pessoas que chegam à Líbia está em busca de trabalho, mas acabam sendo forçadas a fugir para a Europa para escapar de risco de morte, instabilidade, condições econômicas difíceis, assim como exploração e abusos generalizados no país. A conclusão é de novo estudo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre fluxos de refugiados e migrantes.

Os cidadãos estrangeiros que estão indo para a Líbia fazem parte de um fluxo migratório misto, ou seja, composto por pessoas vindas de diferentes contextos, mas que viajam juntos pelas mesmas rotas, muitas vezes com o auxílio de contrabandistas e gangues criminosas. Os grupos são compostos por refugiados, solicitantes de refúgio, migrantes econômicos, menores desacompanhados, deslocados por motivos de catástrofes ambientais, vítimas de tráfico humano, entre outros.

Sahar Amar, de 22 anos, e seus filhos Hamood, de 6 anos, Amar, de 3, e Zahra, de 10 meses. Foto: ACNUR/Cengiz Yar

Viúvas da guerra de Mossul enfrentam novos desafios do deslocamento forçado

Quando foi forçada a deixar seu bairro na parte ocidental de Mossul, Asmaa Mahmood, de 25 anos, seu marido e suas duas filhas enfrentaram o fogo cruzado entre os militantes em combate. A família acabou sendo capturada e, em seguida, separada. Duas semanas depois de chegar ao campo Hammam Al-Alil, ela soube que seu marido havia sido morto.

Viúvas como Asmaa estão entre as mais de 900 mil pessoas que foram forçadas a fugir desde que as operações militares para a retomada da segunda maior cidade do Iraque tiveram início há nove meses.

Filme "After Spring", de Steph Ching e Ellen Martinez (EUA), selecionado no concurso de 2016. Foto: Divulgação

Cineastas brasileiros podem concorrer a prêmio internacional de filmes sobre migração

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) recebe até 17 de setembro inscrições para um concurso internacional de cinema sobre migração. Podem concorrer cineastas profissionais e amadores de 92 países, entre eles o Brasil, que submetam filmes de ao menos 25 minutos sobre o tema “a promessa e os desafios da migração e a contribuição dos migrantes para suas novas comunidades”.

Serão aceitos filmes que desafiem as percepções negativas e os estereótipos sobre os migrantes e retratem ações positivas e receptivas das comunidades de acolhimento.

Irmãs sírias que vivem no Brasil há quase dois anos posam para uma foto depois de terem plantado uma muda de uma espécie típica da Mata Atlântica em São Paulo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

Crianças refugiadas participam de plantio de árvores da Mata Atlântica em São Paulo

Em São Paulo, o primeiro sábado de julho amanheceu sem sol, com frio e a famosa garoa. Mas para um grupo de cerca de 50 crianças refugiadas e brasileiras, isso pouco importava. Todas acordaram com uma missão especial: plantar mudas nativas da Mata Atlântica no Parque do Rodeio, zona leste da capital paulista. Atividade contou com a participação do ator Victor Fasano e da organização não governamental I Know My Rights (IKMR), parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A feira também foi uma oportunidade de promover interação entre refugiados, migrantes e brasileiros. Foto: ACNUR/Diogo Félix.

Migrantes são grupo prioritário da agenda de desenvolvimento sustentável, diz CEPAL

Os migrantes sofrem simultaneamente diversas carências e discriminações, sendo um grupo prioritário da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, disse a diretora da divisão de desenvolvimento social da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Laís Abramo.

A diretora chamou a atenção para os fatores estruturais que estão na origem dos diferentes fluxos migratórios na América Latina, como a pobreza e as múltiplas dimensões da desigualdade, assim como a precariedade dos mercados de trabalho e os déficits de trabalho decente.

Refugiados nigerianos retornam de Camarões e aguardam para se registrar no campo de Banki, nordeste da Nigéria. Foto: ACNUR/Romain Desclous

ONU alerta para repatriação forçada de nigerianos refugiados em Camarões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) demonstrou na quinta-feira (29) preocupação com o retorno forçado de refugiados em Camarões para o nordeste da Nigéria, em meio à ausência de condições para o retorno seguro dessas populações.

“O retorno involuntário de refugiados precisa ser evitado sob quaisquer circunstâncias”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, em comunicado enviado à imprensa.