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A ONU participa ativamente dos processos de negociação para solucionar a questão israelo-palestina. Além disso, a ONU dá assistência a cinco milhões de refugiados da Palestina e mantém, entre outros serviços, centenas de escolas, clínicas, centros de distribuição de alimentos em dezenas de campos de refugiados e outros locais no Líbano, Síria, Jordânia, Gaza e Cisjordânia. Estas ações ocorrem por meio da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

 

 

Confira abaixo notícias relacionados ao tema.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

Violações de Israel em Gaza podem constituir crimes de guerra, diz comissão

A comissão independente das Nações Unidas sobre protestos no Território Palestino Ocupado afirmou no fim de fevereiro (28) que soldados israelenses cometeram violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, algumas destas possivelmente representando crimes contra a humanidade.

A comissão apresentou relatório focado em manifestações na Faixa de Gaza ocorridas de 30 de março a 31 de dezembro de 2018, durante as quais 189 palestinos foram assassinados, incluindo 35 crianças.

“A Comissão possui bases sensatas para acreditar que, durante a Grande Marcha do Retorno, soldados israelenses cometeram violações de lei internacional de direitos humanos e lei humanitária internacional. Algumas destas violações podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, e devem ser imediatamente investigadas por Israel”, disse o presidente da Comissão, Santiago Canton, da Argentina.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, fala ao Conselho de Segurança sobre a situação na região, incluindo a questão palestina. Foto: ONU/Loey Felipe/Arquivo

Perspectiva de paz ‘se apaga a cada dia’ em Gaza e Cisjordânia, diz enviado da ONU

A presença de violência e radicalismo no Território Palestino Ocupado está crescendo, e a perspectiva de paz sustentável está se apagando a cada dia, disse nesta quarta-feira (20) um enviado sênior das Nações Unidas para a região ao Conselho de Segurança.

Numa avaliação em tom sombrio, Mladenov caracterizou a esperança de uma solução pacífica de dois Estados como “escassa”. Segundo ele, o extremismo está em crescimento e o risco de guerra aumentou.

O enviado especial condenou a violência e o terror na região ao longo dos últimos meses, que resultaram na morte de 40 crianças assassinadas por forças israelenses, e no disparo de 18 foguetes de militantes palestinos em direção a Israel. Houve uma onda em violência envolvendo colonos no último ano, disse ele, com 20 incidentes registrados de colonos israelenses ferindo palestinos ou danificando suas propriedades.

Palestina vende azeitonas e outros alimentos em Jerusalém em novembro de 2018. Foto: ONU/Reem Abaza

Guterres reitera defesa à solução de dois Estados para conflito Israel-Palestina

Uma solução pacífica e justa para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meio de dois Estados “vivendo lado a lado em paz e segurança”, reiterou na sexta-feira (15) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Em discurso ao Comitê das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, criado pela Assembleia Geral da ONU em 1975, Guterres afirmou que “com base em resoluções relevantes da ONU, princípios de longa data, acordos prévios e lei internacionais”, Jerusalém deve ser a capital de ambos os Estados.

O palestino Hamid, de oito anos, olha para a cidade de Hebron da cobertura de sua casa. Foto: UNICEF/Ahed Izhiman

Guterres diz esperar novo acordo após Israel interromper missão internacional de observação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua gratidão à missão internacional de observação Presença Internacional Temporária em Hebron (TIPH), na Cisjordânia, após Israel decidir não renovar seu mandato.

Destacando um comunicado conjunto emitido pelos países que contribuem à TIPH – Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Turquia – o secretário-geral da ONU expressou esperança de “que um acordo possa ser alcançado pelas partes para preservar a longa e valiosa contribuição da TIPH à prevenção de conflito e à proteção de palestinos em Hebron”.

Mulheres em frente à casa em que moram no centro de Gaza. Palestinos do enclave enfrentam dificuldades para atender as necessidades básicas de seus filhos, como alimentação, saúde e habitação. Foto: PMA/Wissam Nassar

Chefe de agência da ONU alerta para intensificação da crise humanitária em Gaza

Problemas “alarmantes e crescentes” que afetam refugiados palestinos podem desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, afirmou na terça-feira (29) o chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

“Fornecemos assistência alimentar para 1 milhão de pessoas em Gaza, o que representa metade da população do enclave. A UNRWA fornece esta assistência alimentar a cada três meses”, explicou Pierre Krähenbühl.

“Este é um número com o qual o mundo deveria ficar chocado, porque nos anos 2000 fornecíamos assistência alimentar para 80 mil. Então, nós passamos de 80 mil pessoas em nossa lista de assistência alimentar para 1 milhão. Por quê? Por conta da dinâmica do conflito e do bloqueio que dizimou setores inteiros da economia de Gaza”.

O palestino Hamid, de oito anos, olha para a cidade de Hebron da cobertura de sua casa. Foto: UNICEF/Ahed Izhiman

Cisjordânia: ONU alerta para impacto da ocupação israelense na educação de palestinos

Representantes de agências da ONU expressaram preocupação na quarta-feira (30) com o grande número de incidentes dentro ou próximos de escolas palestinas na Cisjordânia, incluindo confrontos entre alunos e forças de segurança e atos de violência de colonos israelenses.

Pronunciamento de organismos internacionais também alerta para a situação de professores que são parados em postos de checagem, o que prejudica as atividades de ensino.

Construção no assentamento israelense de Ariel, na Cisjordânia. Foto: Annie Slemrod/IRIN

Ação global é necessária para conter avanço de assentamentos israelenses, diz relator especial

A comunidade internacional precisa tomar medidas decisivas em resposta à recente intensificação israelense de assentamentos na Cisjordânia ocupada, incluindo em Jerusalém Oriental, que representa um claro desprezo à solução de dois Estados, afirmou um relator especial das Nações Unidas nesta quarta-feira (30).

“Se estes passos adicionais de assentamentos de Israel forem deixados sem respostas pela comunidade internacional, estaremos passando o último retorno na estrada à anexação”, disse Michael Lynk, relator especial das Nações Unidas sobre a situação de direitos humanos no território palestino ocupado desde 1967.

Hospital de Ash Shifa, Gaza, em 11 de maio de 2018. Foto: OCHA

Agravamento da crise de combustíveis coloca vidas em risco na Faixa de Gaza

Um agravamento da crise de combustíveis na Faixa de Gaza está colocando vidas de pacientes em risco, conforme o fornecimento de energia elétrica para centros cirúrgicos está sob constante ameaça, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (21).

“A escassez aguda de combustíveis está esgotando rapidamente as capacidades do sistema de saúde em Gaza, que enfrenta escassez crônica de remédios, suprimentos e eletricidade”, disse Gerald Rockenschaub, chefe do escritório da OMS para Cisjordânia e Gaza.

Refugiada palestina em abrigo no campo de Khan Dunoun, Síria (2015). Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

ONU pede fundos para aliviar situação humanitária em Gaza e Cisjordânia

A necessidade de ajuda ao território palestino ocupado aumentou após um ano de “séria deterioração na situação humanitária”, disse o coordenador das Nações Unidas para a região, Jamie McGoldrick, em comunicado na segunda-feira (17).

Os comentários de McGoldrick foram divulgados como parte do Plano de Resposta Humanitária de 2019 para o território palestino ocupado, que pede 350 milhões de dólares para ajudar 1,4 milhão de pessoas.

Jamie McGoldrick (segundo à esquerda), coordenador humanitário da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, visita um paciente em hospital da Faixa de Gaza. Foto: OCHA/Mustafa El Halabi

Coordenador humanitário da ONU alerta para falta de energia elétrica na Faixa de Gaza

Os habitantes da Faixa de Gaza estão vivendo com apenas quatro horas de energia elétrica por dia, devido à escassez de combustível, o que torna sua situação “terrível”, conforme se aproximam os meses de inverno. O alerta foi feito na terça-feira (23) pelo coordenador humanitário das Nações Unidas para o território palestino ocupado, Jamie McGoldrick.

Em entrevista ao UN News, ele lembrou ter testemunhado em um hospital infantil local a queda de energia elétrica durante uma cirurgia de emergência, o que deixou pacientes e médicos no escuro por quase um minuto antes de um gerador ser acionado.

Crianças em meio a destroços de casas demolidas por autoridades israelenses na comunidade de Abu Nwar, na Cisjordânia. Foto: UNRWA

Procuradora do TPI diz que demolição iminente de vilarejo palestino pode constituir crime de guerra

A procuradora encarregada de supervisionar o Território Palestino Ocupado para o Tribunal Penal Internacional (TPI) declarou nesta quarta-feira (17) que seu escritório está mantendo um “olhar atento” à demolição de um vilarejo palestino na Cisjordânia planejada por autoridades israelenses, alertando que, de acordo com a lei internacional, isto pode constituir um “crime de guerra”.

Aproximadamente 190 pessoas, metade delas crianças, moram em Khan al-Ahmar, um vilarejo localizado nos arredores de Jerusalém Oriental. De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o vilarejo é um de dezenas afetados por um plano israelense de reorganização de assentamentos, que irá criar uma área urbana contínua de Jerusalém Oriental a Jericó.

A subsecretária-geral das Nações Unidas para as Comunicações Globais, Alison Smale (primeira da esquerda para a direita), participa do Seminário Internacional de Mídia das Nações Unidas sobre Paz no Oriente Médio, em Moscou, Rússia, em 5 de setembro de 2018. Foto: ONU/Shymaa El-Ansary

Palavras são mais fortes que armas, diz chefe da ONU em seminário sobre paz no Oriente Médio

O debate sobre como resolver o conflito entre Israel e Palestina e promover a paz no Oriente Médio é um lembrete de que palavras têm mais poder que armas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para o Seminário Internacional de Mídia sobre a Paz no Oriente Médio deste ano, que ocorreu em Moscou, no início de setembro (5 e 6). O evento foi organizado pelo Departamento de Informação Pública das Nações Unidas e parceiros.

Jamie McGoldrick (segundo da esquerda para a direita), vice-coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio e coordenador humanitário para os Territórios Palestinos Ocupados, visita paciente no hospital de Al-Quds, em Gaza (arquivo). Foto: OCHA/Mustafa El Halabi

Gaza: serviços essenciais estão prestes a ser interrompidos devido à falta de combustível

Os suprimentos de combustível de emergência fornecidos pelas Nações Unidas para instalações essenciais em Gaza estão se esgotando rapidamente, alertou no domingo (22) um importante oficial de ajuda humanitária da ONU.

“Pelo menos um hospital foi forçado a fechar por algumas horas, e os serviços estão sendo drasticamente reduzidos em outros”, disse Jamie McGoldrick, coordenador humanitário do Território Palestino Ocupado.

Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a deterioração da situação nos territórios palestinos ocupados em 18 de maio em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Uso da força contra manifestantes palestinos em Gaza foi ‘totalmente desproporcional’, diz ONU

Uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi encerrada nesta sexta-feira (18) com uma resolução dos Estados-membros para investigar semanas de violência na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, que deixou quase 100 palestinos mortos e milhares de feridos.

O rascunho da resolução pediu que o Conselho “investigue todas as alegadas violações e abusos da lei humanitária internacional e da lei de direitos humanos internacional” nos territórios palestinos ocupados e, particularmente, na Faixa de Gaza, desde 30 de março. A data marcou o início das manifestações na fronteira com Israel, denominadas “Grande Marcha do Retorno”.

Hospital de Ash Shifa, Gaza, em 11 de maio de 2018. Foto: OCHA

Serviços médicos de Gaza estão sobrecarregados e sem medicamentos, diz ONU

Equipes médicas em Gaza estão ficando sem materiais para atender os feridos, após o dia mais mortífero de protestos neste ano contra a ocupação realizados na fronteira com Israel, disseram agências da ONU na terça-feira (15).

Depois que 58 palestinos foram assassinados e outros 1,3 mil ficaram feridos por forças israelenses na segunda-feira, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, disse que medicamentos que salvam vidas eram “urgentemente necessários”.

Palestinos feridos em protestos de 14 de maio de 2018 recebem atendimento médico em Gaza. Foto: OCHA

Conselho de Segurança pede calma após assassinato de palestinos pelas forças de Israel em Gaza

O Conselho de Segurança da ONU, em reunião de emergência na terça-feira (15), pediu calma na Faixa de Gaza após o assassinato de dezenas de palestinos na segunda-feira (14) durante protestos perto da fronteira com Israel.

“Para a população de Gaza, ontem foi um dia de tragédia”, disse o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, aos membros do Conselho.

De acordo com a imprensa internacional, ao menos 60 pessoas, incluindo seis crianças, foram assassinadas e mais de 1,3 mil ficaram feridas na segunda-feira no enclave palestino ocupado por Israel, cujas tropas utilizaram munição letal, balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

ONU condena violência das forças de segurança israelenses contra palestinos em Gaza

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou nesta terça-feira (15) o que chamou de “terrível e mortal” violência na Faixa de Gaza na segunda-feira (14), quando ao menos 58 palestinos foram mortos e 1,3 mil foram feridos com munição letal pelas forças de segurança israelenses na área próxima à cerca que separa a Faixa de Gaza de Israel.

“Ressaltamos, novamente, que a força letal só pode ser usada como último recurso, não como primeiro, e somente quando há uma ameaça imediata à vida ou de ferimentos graves. Uma tentativa de se aproximar, atravessar ou danificar a cerca não representa ameaça à vida ou de ferimentos graves e não é motivo suficiente para o uso de munição real. Este é também o caso no que diz respeito ao lançamento de pedras e de coquetéis molotov à distância contra forças de segurança bem protegidas localizadas atrás de posições defensivas”, disse o porta-voz do ACNUDH.

Palestinos durante a recente ‘Grande Marcha do Retorno’. Foto: Hosam Salem/Al Jazeera

‘Gaza está prestes a explodir’, alerta enviado da ONU ao Conselho de Segurança

O conflito entre Israel e Palestina continua sem perspectivas de uma solução política e “Gaza está prestes a explodir”, disse o enviado da ONU na região, pedindo aos dois lados que evitem novos confrontos ao longo da fronteira do enclave. Pelo menos 35 pessoas já foram mortas nos últimos protestos pacíficos dos palestinos – todos da Palestina, incluindo crianças.

“Toda semana, testemunhamos casos de uso de força letal [por Israel] contra manifestantes desarmados”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos. “Alertas das Nações Unidas e outros aparentemente não foram atendidos, já que a abordagem das forças de segurança a cada semana não parece ter mudado.”

Crianças em uma escola da ONU em Gaza. Foto: UNRWA/Rushdi Al Saraj

ONU condena resposta de Israel a protestos de palestinos em Gaza

Forças israelenses usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se reuniram em Gaza por ocasião do Dia da Terra para pedir seu direito de voltar para suas casas. A maioria da população de Gaza – submetida a um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo abrangente por Israel nos últimos 10 anos – é composta por palestinos que foram expulsos à força de suas casas e terras desde 1948.

“Lembramos a Israel de suas obrigações de garantir que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes e que, no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal a armas de fogo por parte da lei, resultando em morte, pode significar um assassinato intencional, uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra”, acrescentou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Jovem palestino protesta contra a ocupação em al-Ma’sara, em julho de 2009. Foto: AFPS14/Flickr/CC

ONU: Israel e comunidade internacional devem acabar com ocupação israelense na Palestina

Um relatório do organismo das Nações Unidas sobre comércio e desenvolvimento, UNCTAD, afirma que a ocupação do governo de Israel na Palestina empobreceu o povo palestino e negou-lhes o direito ao desenvolvimento. A pesquisa destaca os custos econômicos da ocupação para a agricultura, pesca, mineração, turismo, comunicações, manufatura, recursos hídricos e capital humano da Palestina.

Sob ocupação, o povo e o governo palestino não estão autorizados a realizar tarefas essenciais necessárias para o desenvolvimento econômico e social. Isso os impede de desfrutar do direito humano inalienável ao desenvolvimento, cuja base sustenta que toda pessoa e todos os povos têm o direito de participar, contribuir e desfrutar livremente de desenvolvimento econômico, social, cultural e político.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Chefe da ONU pede investigação sobre mortes na fronteira entre Israel e Gaza

“Esta tragédia sublinha a urgência de revitalizar o processo de paz, visando criar as condições para um retorno a negociações significativas para uma solução pacífica que permita aos palestinos e israelenses viverem lado a lado pacificamente e em segurança”, disse o chefe da ONU, António Guterres, reafirmando a prontidão das Nações Unidas para apoiar o processo.

Um representante da ONU pediu que Israel defenda suas responsabilidades sob o direito internacional, enfatizando que a força letal só deve ser usada como último recurso, com quaisquer fatalidades resultantes devidamente investigadas pelas autoridades.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio. Foto: ONU/Loey Felipe

Chefe da ONU diz não haver alternativa à solução de dois Estados entre Israel e Palestina

Depois de mais de um século de hostilidades incluindo 50 anos de contínua ocupação militar, israelenses e palestinos ainda não estão perto da paz, disse um enviado especial das Nações Unidas nesta terça-feira (20), alertando que, enquanto muitos na região estão perdendo a esperança em uma mudança positiva, os inimigos da paz estão cada vez mais confiantes.

Também presente em reunião do Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou o apoio da Organização para uma solução de dois Estados, declarando que “não há plano B”.

Relator especial da ONU criticou decisão da Suprema Corte israelense que isentou oficiais de segurança de investigação criminal sobre tortura contra um preso palestino. Foto: IRIN

Relator da ONU critica decisão israelense de isentar agentes acusados de tortura

O relator especial da ONU para a tortura, Nils Melzer, expressou nesta terça-feira (20) sua máxima preocupação com uma decisão de dezembro da Suprema Corte de Israel de isentar agentes de segurança de uma investigação criminal apesar de evidências do uso de “técnicas de pressão” coercitivas contra um preso palestino.

“Esta decisão estabelece um perigoso precedente, minando gravemente a proibição da tortura”, disse o especialista. “Ao isentar supostos perpetuadores de investigação criminal e processo, a Corte Suprema essencialmente deu a eles uma ‘licença para torturar’ sancionada judicialmente”.

Refugiados da Palestina em abrigos temporários construídos pela UNRWA. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Solução de dois Estados é mais importante do que nunca no Oriente Médio, diz secretário-geral da ONU

O consenso internacional sobre uma solução de dois Estados para acabar com o conflito entre Israel e Palestina pode erodir “em um momento em que é mais importante do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (6), chamando a “questão palestina” de um dos temas não resolvidos há mais tempo na agenda das Nações Unidas.

Após décadas, “a convergência e o consenso global podem estar ruindo, tornando a ação conjunta mais difícil”, enfatizou Guterres, lembrando que a expansão ilegal de assentamentos na Cisjordânia ocupada é “um importante obstáculo para a paz” que precisa ser “interrompida e revertida”.

Crianças e adolescentes participam do lançamento da campanha #DignityIsPriceless. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Agência da ONU para refugiados da Palestina lança campanha de doações; participe

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) lançou nesta semana (22) uma campanha de doações para mobilizar apoio de pessoas e instituições que queiram financiar as atividades do organismo internacional.

A iniciativa #DignityIsPriceless (Dignidade não tem preço, em tradução livre para o português) quer angariar fundos para os serviços de saúde e educação oferecidos pela UNRWA a 5 milhões de refugiados palestinos. Saiba como participar.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

Relatores da ONU elogiam retomada do fornecimento de energia elétrica em Gaza

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas elogiaram o anúncio de que os cortes de energia elétrica impostos a Gaza nos últimos seis meses foram interrompidos, mas alertaram que muito mais precisa ser feito para aliviar o sofrimento da população do enclave palestino.

“Esta retomada dos níveis de eletricidade anteriores a junho de 2017 vão diminuir o sofrimento dos 2 milhões de habitantes de Gaza”, disse o relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Michael Lynk. “Nos últimos seis meses, a população de Gaza teve acesso à energia elétrica por aproximadamente quatro horas por dia e, frequentemente, por menos do que isso”.

ONU: status de Jerusalém precisa ser definido por negociação entre Israel e Palestina

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reafirmou nesta quarta-feira (6) sua defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos, pouco depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel e determinar a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade.

“Jerusalém é uma questão de status final que precisa ser resolvida por meio de negociações diretas entre as duas partes, com base em resoluções relevantes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, levando em conta as preocupações legítimas tanto do lado palestino como israelense”, disse Guterres em comunicado.

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Com ‘otimismo cauteloso’, oficial da ONU cita desenvolvimentos positivos no conflito Israel-Palestina

O secretário-geral assistente da ONU para assuntos políticos, Miroslav Jenca, reportou na quarta-feira (18) ao Conselho de Segurança alguns desenvolvimentos positivos no conflito entre Israel e Palestina, especialmente em relação aos esforços de reconciliação intra-palestinos.

Sob o acordo, a Autoridade Nacional Palestina deve assumir o controle das fronteiras da Faixa de Gaza a partir de 1º de novembro. Uma declaração divulgada pelo Egito, que facilitou o acordo, destacou que o governo palestino deve assumir todas as suas responsabilidades na gestão do enclave a partir de 1º de dezembro.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, apresenta relatório anual sobre o trabalho da Organização na Assembleia Geral. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral da ONU, Guterres pede união dos países pela paz

Em seu discurso para a reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou nesta terça-feira (19) as diversas ameaças — incluindo o perigo nuclear, a mudança climática e os conflitos em andamento — que precisam ser superadas para criar um mundo melhor para todos.

Guterres disse que a migração segura não pode ser limitada a uma elite global, e enfatizou a necessidade de se fazer mais para enfrentar seus desafios. Refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes não são o problema, e sim os conflitos, as perseguições e a pobreza, declarou. Diante desse cenário, disse Guterres, a ONU lançou iniciativas de reforma da própria Organização.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (esquerda), e o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/ Katrin Hett

Em visita à Palestina, Guterres diz que solução de dois Estados é único caminho para a paz

Em visita à Palestina, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira (29) uma solução política para o conflito no Oriente Médio que coloque fim à ocupação israelense e crie um Estado palestino independente, convivendo em paz e segurança ao lado de Israel.

“É minha profunda convicção de que é essencial reiniciar um processo político de negociação sério e confiável visando a esse objetivo — a solução de dois Estados — como também é importante criar condições palpáveis para melhorar a situação da população palestina”, disse Guterres em Ramallah.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

ONU manifesta preocupação com deterioração dos direitos humanos em Gaza

Além dos cortes energia que afetam os serviços de saúde, água e saneamento, a falta de transparência sobre o uso de recursos e a repressão à liberdade de expressão acentuam a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. Para o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Israel, o Estado da Palestina e as autoridades de Gaza não estão cumprindo suas obrigações de proteger os direitos humanos.

Mulheres palestinas andam perto do muro que separa a Cisjordânia de Israel. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Relatores da ONU pedem que Israel reconsidere acusações contra ativista palestino

Expressando preocupação com a retomada de acusações, algumas muito antigas, contra o ativista de direitos humanos palestino Issa Amro, dois relatores independentes das Nações Unidas pediram que Israel siga estritamente as leis internacionais.

“Segundo as informações que nos foram disponibilizadas, muitas das acusações contra (Issa) Amro parecem ser direcionadas ao seu direito garantido por lei de protestar pacificamente contra a ocupação quinquagenária israelense”, disseram Michael Lynk e Michel Forst.