Palestina

A ONU participa ativamente dos processos de negociação para solucionar a questão israelo-palestina. Além disso, a ONU dá assistência a cinco milhões de refugiados da Palestina e mantém, entre outros serviços, centenas de escolas, clínicas, centros de distribuição de alimentos em dezenas de campos de refugiados e outros locais no Líbano, Síria, Jordânia, Gaza e Cisjordânia. Estas ações ocorrem por meio da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

 

 

Confira abaixo notícias relacionados ao tema.

Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre a deterioração da situação nos territórios palestinos ocupados em 18 de maio em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Uso da força contra manifestantes palestinos em Gaza foi ‘totalmente desproporcional’, diz ONU

Uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi encerrada nesta sexta-feira (18) com uma resolução dos Estados-membros para investigar semanas de violência na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza, que deixou quase 100 palestinos mortos e milhares de feridos.

O rascunho da resolução pediu que o Conselho “investigue todas as alegadas violações e abusos da lei humanitária internacional e da lei de direitos humanos internacional” nos territórios palestinos ocupados e, particularmente, na Faixa de Gaza, desde 30 de março. A data marcou o início das manifestações na fronteira com Israel, denominadas “Grande Marcha do Retorno”.

Hospital de Ash Shifa, Gaza, em 11 de maio de 2018. Foto: OCHA

Serviços médicos de Gaza estão sobrecarregados e sem medicamentos, diz ONU

Equipes médicas em Gaza estão ficando sem materiais para atender os feridos, após o dia mais mortífero de protestos neste ano contra a ocupação realizados na fronteira com Israel, disseram agências da ONU na terça-feira (15).

Depois que 58 palestinos foram assassinados e outros 1,3 mil ficaram feridos por forças israelenses na segunda-feira, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, disse que medicamentos que salvam vidas eram “urgentemente necessários”.

Palestinos feridos em protestos de 14 de maio de 2018 recebem atendimento médico em Gaza. Foto: OCHA

Conselho de Segurança pede calma após assassinato de palestinos pelas forças de Israel em Gaza

O Conselho de Segurança da ONU, em reunião de emergência na terça-feira (15), pediu calma na Faixa de Gaza após o assassinato de dezenas de palestinos na segunda-feira (14) durante protestos perto da fronteira com Israel.

“Para a população de Gaza, ontem foi um dia de tragédia”, disse o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, aos membros do Conselho.

De acordo com a imprensa internacional, ao menos 60 pessoas, incluindo seis crianças, foram assassinadas e mais de 1,3 mil ficaram feridas na segunda-feira no enclave palestino ocupado por Israel, cujas tropas utilizaram munição letal, balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

ONU condena violência das forças de segurança israelenses contra palestinos em Gaza

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou nesta terça-feira (15) o que chamou de “terrível e mortal” violência na Faixa de Gaza na segunda-feira (14), quando ao menos 58 palestinos foram mortos e 1,3 mil foram feridos com munição letal pelas forças de segurança israelenses na área próxima à cerca que separa a Faixa de Gaza de Israel.

“Ressaltamos, novamente, que a força letal só pode ser usada como último recurso, não como primeiro, e somente quando há uma ameaça imediata à vida ou de ferimentos graves. Uma tentativa de se aproximar, atravessar ou danificar a cerca não representa ameaça à vida ou de ferimentos graves e não é motivo suficiente para o uso de munição real. Este é também o caso no que diz respeito ao lançamento de pedras e de coquetéis molotov à distância contra forças de segurança bem protegidas localizadas atrás de posições defensivas”, disse o porta-voz do ACNUDH.

Palestinos durante a recente ‘Grande Marcha do Retorno’. Foto: Hosam Salem/Al Jazeera

‘Gaza está prestes a explodir’, alerta enviado da ONU ao Conselho de Segurança

O conflito entre Israel e Palestina continua sem perspectivas de uma solução política e “Gaza está prestes a explodir”, disse o enviado da ONU na região, pedindo aos dois lados que evitem novos confrontos ao longo da fronteira do enclave. Pelo menos 35 pessoas já foram mortas nos últimos protestos pacíficos dos palestinos – todos da Palestina, incluindo crianças.

“Toda semana, testemunhamos casos de uso de força letal [por Israel] contra manifestantes desarmados”, disse o alto-comissário da ONU para os direitos humanos. “Alertas das Nações Unidas e outros aparentemente não foram atendidos, já que a abordagem das forças de segurança a cada semana não parece ter mudado.”

Crianças em uma escola da ONU em Gaza. Foto: UNRWA/Rushdi Al Saraj

ONU condena resposta de Israel a protestos de palestinos em Gaza

Forças israelenses usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se reuniram em Gaza por ocasião do Dia da Terra para pedir seu direito de voltar para suas casas. A maioria da população de Gaza – submetida a um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo abrangente por Israel nos últimos 10 anos – é composta por palestinos que foram expulsos à força de suas casas e terras desde 1948.

“Lembramos a Israel de suas obrigações de garantir que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes e que, no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal a armas de fogo por parte da lei, resultando em morte, pode significar um assassinato intencional, uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra”, acrescentou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Chefe da ONU pede investigação sobre mortes na fronteira entre Israel e Gaza

“Esta tragédia sublinha a urgência de revitalizar o processo de paz, visando criar as condições para um retorno a negociações significativas para uma solução pacífica que permita aos palestinos e israelenses viverem lado a lado pacificamente e em segurança”, disse o chefe da ONU, António Guterres, reafirmando a prontidão das Nações Unidas para apoiar o processo.

Um representante da ONU pediu que Israel defenda suas responsabilidades sob o direito internacional, enfatizando que a força letal só deve ser usada como último recurso, com quaisquer fatalidades resultantes devidamente investigadas pelas autoridades.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio. Foto: ONU/Loey Felipe

Chefe da ONU diz não haver alternativa à solução de dois Estados entre Israel e Palestina

Depois de mais de um século de hostilidades incluindo 50 anos de contínua ocupação militar, israelenses e palestinos ainda não estão perto da paz, disse um enviado especial das Nações Unidas nesta terça-feira (20), alertando que, enquanto muitos na região estão perdendo a esperança em uma mudança positiva, os inimigos da paz estão cada vez mais confiantes.

Também presente em reunião do Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou o apoio da Organização para uma solução de dois Estados, declarando que “não há plano B”.

Relator especial da ONU criticou decisão da Suprema Corte israelense que isentou oficiais de segurança de investigação criminal sobre tortura contra um preso palestino. Foto: IRIN

Relator da ONU critica decisão israelense de isentar agentes acusados de tortura

O relator especial da ONU para a tortura, Nils Melzer, expressou nesta terça-feira (20) sua máxima preocupação com uma decisão de dezembro da Suprema Corte de Israel de isentar agentes de segurança de uma investigação criminal apesar de evidências do uso de “técnicas de pressão” coercitivas contra um preso palestino.

“Esta decisão estabelece um perigoso precedente, minando gravemente a proibição da tortura”, disse o especialista. “Ao isentar supostos perpetuadores de investigação criminal e processo, a Corte Suprema essencialmente deu a eles uma ‘licença para torturar’ sancionada judicialmente”.

Refugiados da Palestina em abrigos temporários construídos pela UNRWA. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Solução de dois Estados é mais importante do que nunca no Oriente Médio, diz secretário-geral da ONU

O consenso internacional sobre uma solução de dois Estados para acabar com o conflito entre Israel e Palestina pode erodir “em um momento em que é mais importante do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (6), chamando a “questão palestina” de um dos temas não resolvidos há mais tempo na agenda das Nações Unidas.

Após décadas, “a convergência e o consenso global podem estar ruindo, tornando a ação conjunta mais difícil”, enfatizou Guterres, lembrando que a expansão ilegal de assentamentos na Cisjordânia ocupada é “um importante obstáculo para a paz” que precisa ser “interrompida e revertida”.

Crianças e adolescentes participam do lançamento da campanha #DignityIsPriceless. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Agência da ONU para refugiados da Palestina lança campanha de doações; participe

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) lançou nesta semana (22) uma campanha de doações para mobilizar apoio de pessoas e instituições que queiram financiar as atividades do organismo internacional.

A iniciativa #DignityIsPriceless (Dignidade não tem preço, em tradução livre para o português) quer angariar fundos para os serviços de saúde e educação oferecidos pela UNRWA a 5 milhões de refugiados palestinos. Saiba como participar.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

Relatores da ONU elogiam retomada do fornecimento de energia elétrica em Gaza

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas elogiaram o anúncio de que os cortes de energia elétrica impostos a Gaza nos últimos seis meses foram interrompidos, mas alertaram que muito mais precisa ser feito para aliviar o sofrimento da população do enclave palestino.

“Esta retomada dos níveis de eletricidade anteriores a junho de 2017 vão diminuir o sofrimento dos 2 milhões de habitantes de Gaza”, disse o relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Michael Lynk. “Nos últimos seis meses, a população de Gaza teve acesso à energia elétrica por aproximadamente quatro horas por dia e, frequentemente, por menos do que isso”.

ONU: status de Jerusalém precisa ser definido por negociação entre Israel e Palestina

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reafirmou nesta quarta-feira (6) sua defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos, pouco depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como capital de Israel e determinar a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade.

“Jerusalém é uma questão de status final que precisa ser resolvida por meio de negociações diretas entre as duas partes, com base em resoluções relevantes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, levando em conta as preocupações legítimas tanto do lado palestino como israelense”, disse Guterres em comunicado.

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Com ‘otimismo cauteloso’, oficial da ONU cita desenvolvimentos positivos no conflito Israel-Palestina

O secretário-geral assistente da ONU para assuntos políticos, Miroslav Jenca, reportou na quarta-feira (18) ao Conselho de Segurança alguns desenvolvimentos positivos no conflito entre Israel e Palestina, especialmente em relação aos esforços de reconciliação intra-palestinos.

Sob o acordo, a Autoridade Nacional Palestina deve assumir o controle das fronteiras da Faixa de Gaza a partir de 1º de novembro. Uma declaração divulgada pelo Egito, que facilitou o acordo, destacou que o governo palestino deve assumir todas as suas responsabilidades na gestão do enclave a partir de 1º de dezembro.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, apresenta relatório anual sobre o trabalho da Organização na Assembleia Geral. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral da ONU, Guterres pede união dos países pela paz

Em seu discurso para a reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou nesta terça-feira (19) as diversas ameaças — incluindo o perigo nuclear, a mudança climática e os conflitos em andamento — que precisam ser superadas para criar um mundo melhor para todos.

Guterres disse que a migração segura não pode ser limitada a uma elite global, e enfatizou a necessidade de se fazer mais para enfrentar seus desafios. Refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes não são o problema, e sim os conflitos, as perseguições e a pobreza, declarou. Diante desse cenário, disse Guterres, a ONU lançou iniciativas de reforma da própria Organização.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (esquerda), e o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/ Katrin Hett

Em visita à Palestina, Guterres diz que solução de dois Estados é único caminho para a paz

Em visita à Palestina, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira (29) uma solução política para o conflito no Oriente Médio que coloque fim à ocupação israelense e crie um Estado palestino independente, convivendo em paz e segurança ao lado de Israel.

“É minha profunda convicção de que é essencial reiniciar um processo político de negociação sério e confiável visando a esse objetivo — a solução de dois Estados — como também é importante criar condições palpáveis para melhorar a situação da população palestina”, disse Guterres em Ramallah.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

ONU manifesta preocupação com deterioração dos direitos humanos em Gaza

Além dos cortes energia que afetam os serviços de saúde, água e saneamento, a falta de transparência sobre o uso de recursos e a repressão à liberdade de expressão acentuam a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza. Para o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Israel, o Estado da Palestina e as autoridades de Gaza não estão cumprindo suas obrigações de proteger os direitos humanos.

Mulheres palestinas andam perto do muro que separa a Cisjordânia de Israel. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Relatores da ONU pedem que Israel reconsidere acusações contra ativista palestino

Expressando preocupação com a retomada de acusações, algumas muito antigas, contra o ativista de direitos humanos palestino Issa Amro, dois relatores independentes das Nações Unidas pediram que Israel siga estritamente as leis internacionais.

“Segundo as informações que nos foram disponibilizadas, muitas das acusações contra (Issa) Amro parecem ser direcionadas ao seu direito garantido por lei de protestar pacificamente contra a ocupação quinquagenária israelense”, disseram Michael Lynk e Michel Forst.

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Fim da ocupação israelense é único caminho para a paz, dizem oficiais da ONU

Para marcar os 50 anos do conflito árabe-israelense, altos oficiais das Nações Unidas declararam na quinta-feira (29) que o fim da ocupação é o único meio de estabelecer as bases para uma paz duradoura que satisfaça as necessidades de segurança dos israelenses e as aspirações dos palestinos por um Estado soberano.

“Essa é a única maneira de alcançar os direitos inalienáveis da população palestina”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para fórum realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

UNRWA promove eventos recreativos com o objetivo de diminuir o estresse de crianças na Faixa de Gaza. Foto: UNRWA

Secretário-geral rebate críticas feitas à agência da ONU para refugiados da Palestina

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com críticas recentes feitas à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e sobre a integridade de suas operações.

Segundo o porta-voz de Guterres, Farhan Haq, o secretário-geral expressou seu apoio à agência e sua admiração pelo papel que ela tem em fornecer serviços essenciais e proteção aos direitos de milhões de refugiados palestinos no Oriente Médio.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: Fórum Econômico Mundial/Boris Baldinger

Legislação de Israel que legaliza assentamentos na Cisjordânia viola direito internacional, diz ONU

Secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou fortemente aprovação da Lei de Regularização de Assentamentos pelo órgão legislativo de Israel, o Knesset. Ele disse que o projeto viola o direito internacional e afirmou que a medida terá consequências legais de longo prazo para o país.

O governo israelense aprovou a construção de mais de 6 mil novos assentamentos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental. Além disso, a Lei de Regularização de Assentamentos legaliza as casas de mais de 4 mil colonos em dezenas de postos ilegais construídos em terras palestinas privadas em toda a Cisjordânia.

Obras no assentamento israelense de Israel, localizado na Cisjordânia. Foto: IRIN/Annie Slemrod

Novos assentamentos de Israel na Cisjordânia podem ser ‘obstáculo à paz’, diz chefe da ONU

Em pronunciamento nesta quarta-feira (1), o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com o anúncio recente do governo de Israel sobre a construção de 5 mil novas unidades residenciais na Cisjordânia. A medida foi descrita como um “obstáculo” à paz entre palestinos e israelenses e também como uma “ação unilateral” que pode inviabilizar a solução de dois Estados.

Reparação do sistema de água no campo de Jabalia, no norte de Gaza. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

ONU pede recursos para palestinos deslocados por conflito na Síria e nos territórios ocupados

Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) lançou apelo internacional por 813 milhões de dólares para financiar a ajuda emergencial à crise nos territórios ocupados palestinos, incluindo Jerusalém Oriental. Verba também se destinará a atender as necessidades de refugiados palestinos afetados pelo conflito na Síria, incluindo os que estão deslocados no Líbano e na Jordânia.

ONU condena ataque terrorista em Jerusalém

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou duramente o ataque terrorista em Jerusalém no domingo (8), no qual quatro israelenses morreram e 15 ficaram feridos.

“A violência e terror não trarão uma solução para o conflito israelo-palestino – muito pelo contrário. Todos os responsáveis por tais atos devem ser levados à justiça, condenados e rejeitados. Não se deve permitir que os seus atos retenham a necessidade de um renovado compromisso de diálogo”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Muro que segrega os palestinos, na Cisjordânia. Foto: hjl/Flickr/CC

Estudo da ONU revela número recorde de demolições nos territórios palestinos em 2016

Estudo concluído recentemente pelas Nações Unidas mostrou que autoridades israelenses demoliram ou ocuparam 1.089 propriedades palestinas na Cisjordânia — incluindo Jerusalém Oriental — em 2016, removendo 1.593 palestinos e afetando as vidas de outros 7.101. Trata-se do maior número de demolições e remoções na Cisjordânia desde que o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) começou a registrar essas informações, em 2009.

Mulheres palestinas caminham próximo ao muro construído por Israel na região, perto de Ramallah, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

População palestina deve dobrar nos próximos 30 anos, diz agência da ONU

A população palestina deve dobrar de tamanho até 2050, afirmou novo relatório lançado este mês pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que examinou as mudanças demográficas e as oportunidades de desenvolvimento em todo o território palestino ocupado.

De acordo com o relatório Mudança Demográfica da Palestina até 2030: Oportunidades para o Desenvolvimento, a população atual da região de 4,7 milhões deve chegar a aproximadamente 6,9 milhões em 2030, e a 9,5 milhões em 2050.

Colona e soldado israelenses em um assentamento na Cisjordânia. Foto: IRIN/Andreas Hackl

ONU critica projeto de lei em Israel que legaliza colônias construídas em propriedades de palestinos

Projeto de lei em Israel propõe a legalização “retroativa” de assentamentos israelenses construídos de forma ilícita em propriedades privadas de palestinos na Cisjordânia. Ao menos 570 mil colonos israelenses moram em cerca de 130 assentamentos e 100 colônias — consideradas ilegais pelo próprio Estado de Israel — na região. Nova legislação violaria direito internacional, segundo a ONU.

Muro que segrega os palestinos, na Cisjordânia. Foto: ONU/UNRWA

Relator da ONU critica projeto de lei israelense que legaliza assentamentos na Cisjordânia

O novo projeto de lei israelense que prevê legalizar assentamentos temporários na Cisjordânia ocupada, caso seja aprovado, será mais um golpe nas esperanças de paz na região, de acordo com um especialista em direitos humanos das Nações Unidas.

Michael Lynk, relator especial da ONU para a situação de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, expressou profunda preocupação com a proposta de legalizar mais de 100 assentamentos ilegais na Cisjordânia. O projeto foi aprovado em uma primeira votação no parlamento israelense (Knesset) em 16 de novembro.