Arquivo da tag: Trabalho decente e crescimento econômico

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 8 diz: “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 8 diz: “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods8 e notícias sobre o tema abaixo.

Políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo. Foto: UNICEF

UNICEF: empresas e governos precisam investir nas famílias para reduzir pobreza

As empresas e os governos precisam investir urgentemente nas famílias para reduzir a pobreza e estabelecer as bases para o desenvolvimento saudável das crianças e o sucesso dos adultos no trabalho, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em um novo caderno de recomendações delineando as mais recentes evidências sobre políticas em prol das famílias.

O documento afirma que políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação no trabalho, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Em Manaus, ONU promove fórum sobre inserção de refugiados e migrantes no mercado de trabalho

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global promovem em Manaus (AM), no próximo 26 de julho, o Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes. Evento vai esclarecer dúvidas sobre a contratação de estrangeiros no Brasil. Objetivo é mobilizar o setor privado para apoiar a resposta humanitária do país à chegada de venezuelanos.

O texto analisa como a proteção social pode colaborar para que as mudanças de paradigma nos meios de produção sejam menos traumáticas para a sociedade. Foto: Flickr/WorldSkills (CC)

Proteção social pode preparar trabalhadores para a quarta revolução industrial

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG, na sigla em inglês), o professor da Universidade de Londres Terry McKinley analisa os impacto da chamada quarta revolução industrial no mercado de trabalho e o papel das políticas sociais neste novo cenário.

Mckinley vê nos programas de proteção social voltados à capacitação de mão de obra o potencial para frear os impactos negativos da revolução digital nos mercados de trabalho. Em relação às políticas sociais com foco na transferência de renda, políticas de treinamento e desenvolvimento humano seriam mais eficazes para evitar que a automação tenha consequências nefastas nos índices de desemprego e nos salários.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU

Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu nesta segunda-feira (15) a nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”.

“Nossas medidas para abordar essas tendências preocupantes terão que ser mais enérgicas, não apenas em escala, mas também em termos de colaboração multissetorial”, disseram oficiais de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no documento.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

Artigo mapeia benefícios das políticas de transferência de renda para o crescimento inclusivo

Com o objetivo de diminuir a pobreza e as desigualdades sociais, os países em desenvolvimento devem focar suas políticas de assistência e proteção social para o crescimento inclusivo. Mas como mensurar a eficácia dessas políticas públicas? Como assegurar que o investimento seja bem gasto e funcione para melhorar a vida daqueles que precisam?

Em artigo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), os autores Luis Henrique Paiva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e Santiago Falluh Varella, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), abordam a literatura empírica acerca dos impactos da proteção social em aspectos comportamentais microeconômicos, que acabam tendo efeitos no crescimento econômico.

O artigo “Os impactos dos benefícios da proteção social em comportamentos potencialmente relacionados ao crescimento inclusivo: uma revisão de literatura” analisa efeitos das políticas de proteção social em pontos como consumo e poupança, oferta de mão de obra, educação, fertilidade, migração e inovação e tomada de risco.

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e, em países em desenvolvimento, como o Brasil, vem ocorrendo muito rapidamente. Foto: EBC

População latino-americana e caribenha deverá diminuir a partir de 2059, diz ONU

A população da América Latina e Caribe alcançará seu teto em 2058, com 767,5 milhões de pessoas. A partir daí, a tendência será de diminuição no número de habitantes — fenômeno associado à diminuição da fecundidade e a saldos migratórios negativos.

De acordo novo informe da comissão econômica da ONU para a região, em 2047, os idosos — com 65 anos ou mais — vão superar o número de indivíduos com menos de 15 anos. Em 2050, um em cada cinco latino-americanos e caribenhos será idoso.

ONU: 10% mais rico dos trabalhadores brasileiros concentram 41% de toda renda salarial

A proporção da renda concentrada está menor do que o observado no triênio 2004-2006, mas, desde 2012, o Brasil não registrou variações significativas nessa taxa que é um sintoma da distribuição desigual dos salários entre as parcelas mais ricas e pobres.

Em novo relatório sobre a desigualdade de renda, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que metade de todos os empregados no mundo — em torno de 1,6 bilhão de pessoas — ganham apenas 200 dólares por mês, e os rendimentos mensais dos 10% mais pobres somam apenas 22 dólares.

Mercado de alimentos em San Lucas Tolimán, na Guatemala. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

FAO: América Latina e Caribe vão responder por mais de 25% das exportações agrícolas globais até 2028

Até 2028, a América Latina e o Caribe vão responder por mais de 25% das exportações globais de produtos agrícolas e pesqueiros, segundo um novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Publicação ressalta expansão do protagonismo regional em meio à desaceleração na produção e nas trocas em nível mundial.

Mulheres da equipe do UNFPA participaram da atividade para aprimorar conhecimento em gestão de projetos. Foto: UNFPA Brasil

Equipe de assistentes do UNFPA Brasil é certificada em curso para gestão de projetos

Ampliar conhecimentos e fortalecer as capacidades das profissionais que trabalham no mundo corporativo e em gestão de projetos. Estes são os principais focos da rede “Elas Projetam”. No final de maio, funcionárias da equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil marcaram presença no curso preparatório para a certificação do Prince2 Foundation, metodologia de gestão de projetos.

Representantes da UNESCO e Fundação Renova durante reunião para formalizar a parceria em projeto de desenvolvimento sustentável em Mariana (MG) e outros 38 municípios. Foto: UNESCO

UNESCO firma parceria com fundação responsável por reparar impactos da tragédia de Mariana

A Fundação Renova e a Representação da UNESCO no Brasil firmaram na quinta-feira (4), em Brasília (DF), um projeto de cooperação técnica internacional para promover o desenvolvimento sustentável de comunidades de Mariana (MG) e de outros 38 municípios atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão em novembro de 2015.

A falta de água potável, a perda de casas, empresas, animais e plantações, bem como a suspensão da pesca, estão entre os principais danos diretos causados pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão. O desastre deixou impactos ao longo dos 670 quilômetros que o rio Doce e seus afluentes percorrem até alcançar o mar.

Cidade do Rio de Janeiro. Foto: Flickr/John Skodak (CC)

Agência da ONU participa do maior evento brasileiro sobre propriedade intelectual

No Rio de Janeiro (RJ), o escritório brasileiro da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) — uma agência das Nações Unidas — participa em agosto do 39º Congresso Internacional de Propriedade Intelectual da ABPI — a Associação Brasileira para o tema.

Evento reunirá mais mil especialistas e profissionais da América Latina para discutir desafios trazidos pelo novo contexto geopolítico global e pelas tecnologias digitais.

Carol Correa, de 17 anos, recebe certificado das mãos da assistente sênior de soluções duradouras do ACNUR, Marília Cintra Correa. Foto: ACNUR/Allana Ferreira.

Cursos capacitam jovens venezuelanos para mercado de trabalho no norte do Brasil

Mesa posta, microfones ligados, pais ansiosos com os celulares nas mãos e prontos para registrarem o momento mais esperado do dia. Após um mês de aulas, seus filhos concluíam cursos profissionalizantes para ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Todos os alunos e alunas, assim como seus pais, são oriundos da Venezuela e chegaram ao Brasil em busca de assistência e proteção.

Em uma cerimônia simples, a primeira turma de capacitação para jovens refugiados e migrantes venezuelanos da capital roraimense recebeu seus certificados de conclusão de curso. Ao todo, 20 alunos participaram das atividades em Boa Vista.

As Oficinas de Orientação para o Mundo do Trabalho são uma iniciativa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Serviço Jesuíta a Migrante e Refugiados (SJMR), que identificou e selecionou todos os participantes.

A ideia é fomentar a participação do público lusófono nos cursos oferecidos pelo UNESCO-IIPE, a fim de intercambiar experiências entre os profissionais brasileiros e os da América Latina e conectá-los a outros projetos da região. Foto: EBC

Instituto da UNESCO lança programas virtuais de formação para profissionais da educação

O escritório para a América Latina do Instituto Internacional de Planejamento Educacional da UNESCO (UNESCO-IIPE) oferece cursos de formação, pesquisa e cooperação técnica em planejamento e gestão educacionais destinados ao público de língua portuguesa e direcionados ao Brasil.

Agora, o instituto lança as novas edições em língua portuguesa de três de seus Programas Virtuais de Formação, que terão início em 17 de julho. As inscrições já estão abertas. Serão oferecidas bolsas de estudo a alguns profissionais de educação em todos os estados brasileiros para os programas de Políticas Digitais em Educação, Políticas de Avaliação em Educação e Políticas Docentes.

O IIPE é um instituto especializado da UNESCO que tem como mandato fortalecer as capacidades dos Estados-membros no planejamento e na gestão de seus sistemas educacionais.

Colheita de soja. Foto Jonas Oliveira/ANPr

Fundo verde para financiar produção de soja sustentável no Brasil é lançado em Londres

O primeiro mecanismo financeiro do mundo a oferecer títulos verdes para financiar a produção sustentável da soja no Brasil foi lançado na quinta-feira (4) durante a Semana da Ação Climática em Londres (London Climate Action Week).

O Responsible Commodities Facility (Fundo de Commodities Responsáveis, em tradução livre), apresentado na Bolsa de Londres (London Stock Exchange), pretende fornecer linhas de crédito de juros baixos para produtores brasileiros de soja e milho comprometidos em utilizar pastos degradados e evitar o desmatamento e a retirada de mata nativa para agricultura. Para os produtores, a iniciativa oferecerá um complemento importante às linhas de crédito oficiais (crédito rural).

O instrumento financeiro é gerido pela empresa Sustainable Investment Management (SIM), com sede em Londres e no Rio de Janeiro, com o apoio do governo britânico e um acordo de colaboração com a ONU Meio Ambiente.

Gonzalez conversa com os atuais moradores do Centro Transitório de Acolhimento (CTA), em São Paulo, onde morava. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Mais de 40% dos refugiados no Brasil dizem ter sofrido discriminação, revela pesquisa

Um levantamento realizado por universidades parceiras da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostra que 41% dos refugiados vivendo no Brasil já sofreram algum tipo de discriminação. Das vítimas de preconceito e agressões, 73,5% associaram o episódio ao fato de serem estrangeiros. Questões raciais também apareceram como causa da discriminação — em 52% dos casos relatados.

Os números fazem parte do Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil, a primeira pesquisa em escala nacional que retrata as condições de vida de pessoas em situação de refúgio no território brasileiro. Para a elaboração do estudo, foram realizadas 487 entrevistas em oito estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas — e no Distrito Federal.

A OMPI recebeu o instrumento de adesão do Brasil ao protocolo relativo ao Acordo de Madri referente ao registro internacional de marcas. Foto: pixabay/vanmarciano (CC)

Brasil adere a sistema internacional de marcas de agência das Nações Unidas

O Brasil aderiu ao sistema internacional de marcas administrado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), um serviço global de propriedade intelectual que ajuda os titulares a protegerem e promoverem suas marcas em 121 países.

Segundo a OMPI, os titulares de marcas no exterior terão mais comodidade e preços mais baixos na proteção de suas marcas no Brasil, através de um só depósito, via Sistema de Madri. Já os titulares brasileiros terão a possibilidade de registrar marcas em 120 outros países, através de um só pedido.

Manipulação no mundo digital preocupa painel da ONU. Foto: PEXELS (CC)

Pesquisador brasileiro alerta para riscos de manipulação dos usuários no mundo digital

Para se beneficiar das tecnologias digitais, países precisam não apenas universalizar o acesso à Internet, mas capacitar cidadãos para atuar na rede e compreender os riscos do mundo online, como a perda de privacidade e a manipulação da informação para fins políticos e econômicos.

A avaliação é do brasileiro e especialista em inteligência artificial Edson Prestes, que integra o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital. Saiba mais na matéria do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio).

Trabalhadores da construção civil em hidrelétrica no Vietnã. Foto: Banco Mundial/Mai Ky

Estresse térmico no trabalho deve custar US$ 2,4 tri ao ano para economia global

Um aumento no estresse térmico no trabalho, ligado às mudanças climáticas, deve ter impacto massivo sobre a produtividade e provocar perdas econômicas globais, notavelmente na agricultura e na construção civil, disseram especialistas das Nações Unidas na segunda-feira (1).

O custo total dessas perdas será de 2,4 trilhões de dólares a cada ano, segundo o relatório “Working On a Warmer Planet” (Trabalhando em um Planeta mais Quente, em tradução livre), da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento é baseado em um aumento de apenas 1,5°C na temperatura global até o fim deste século.

O estresse térmico ocorre geralmente acima de 35°C, em locais onde a umidade é alta. Excesso de calor no trabalho é um risco ocupacional à saúde e em casos extremos pode levar à insolação, que pode ser fatal.

O uruguaio Martin Rama é o novo economista-chefe do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe (ALC). Foto: Acervo Pessoal

Uruguaio é novo economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe

O uruguaio Martin Rama é o novo economista-chefe do Banco Mundial para a região da América Latina e Caribe (ALC), informou o organismo internacional na segunda-feira (1).

Segundo o Banco Mundial, as prioridades de Rama serão oferecer liderança intelectual para as questões de desenvolvimento enfrentadas pela região, promover trabalhos analíticos de alta qualidade e aconselhar a equipe administrativa em temas de desenvolvimento.

Rama é formado em economia pela Universidade da República (Uruguai) e possui PhD em macroeconomia pela Université de Paris I na França.

O representante da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) para Brasil, Alessandro Amadio. Foto: UNIDO

UNIDO: parques industriais contribuem para países atingirem objetivos globais

Em muitos países em desenvolvimento, os parques industriais são vistos como ferramentas importantes para a industrialização inclusiva e sustentável e, portanto, fundamentais para o progresso nacional nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Eles podem ajudar os países a enfrentar o desafio do desenvolvimento inclusivo e sustentável através da colaboração aprimorada, e promover os objetivos globais por meio de novas parcerias.

A opinião é do representante da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) no Brasil, Alessandro Amadio. Em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), Amadio declarou que os parques industriais devem ser considerados ferramentas inestimáveis ​​para melhorar o desenvolvimento produtivo, promover o aprendizado tecnológico e a inovação, criar empregos e atrair investimentos, gerando vantagens comparativas e competitivas. Leia a entrevista completa.

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

Grupo reúne-se em Recife para discutir trabalho decente na cadeia do gesso

O Grupo de Trabalho Gesso 2030 (GT Gesso 2030), cujo objetivo é promover o trabalho decente na cadeia do gesso no Brasil, reúne-se na terça-feira (2) em Recife (PE) para mais uma rodada de adesões, em articulação com o governo do estado.

Até agora, quatro construtoras e associações presentes na mesa de diálogo “Avanços e Desafios rumo à Promoção do Trabalho Decente – Análise Situacional da Cadeia do Gesso”, ocorrida no fim de maio, aderiram formalmente ao grupo — Tenda, MRV, ABRAINC e Odebrecth assinaram ao termo de adesão.

O GT Gesso 2030 foi criado em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e o Ministério Público do Trabalho (MPT) a partir de uma proposta da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como uma estratégia para a promoção do trabalho decente na cadeia do gesso.

Vista de Santa Luzia, interior da Paraíba. Foto: Wikimedia Commons/Otoniel Jr (CC)

Curta-metragem mostra história de mulheres quilombolas apoiadas pelo FIDA na Paraíba

A história de vida de um grupo de mulheres quilombolas da região de Santa Luzia, interior da Paraíba, que recebe apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), por meio do projeto Procase, é o tema de um vídeo documentário gravado pelo Semear Internacional.

O curta-metragem contará a trajetória das mulheres que foram deixando o Quilombo do Talhado em direção à cidade sem abandonar a arte da fabricação de louças de barro, desenvolvendo ainda mais a atividade.

A previsão é de que o vídeo seja lançado em outubro deste ano no Brasil e logo depois em países de Europa, América Latina e África, com versões legendadas em inglês e espanhol para serem exibidas nas regiões que recebem apoio do FIDA.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens na maior parte dos países. Foto: Agência Brasil

Especialistas da ONU pedem ações de empresas pela igualdade de gênero no setor privado

Um grupo de especialistas das Nações Unidas instou na quarta-feira (26) governos e empresas a adotarem medidas transformadoras para eliminar a discriminação contra mulheres e meninas, além de alcançar igualdade de gênero substancial no contexto de atividades empresariais.

Em novo relatório ao Conselho de Direitos Humanos, os especialistas propuseram diretrizes para Estados e empresas considerarem ao implementar os Princípios Guia das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.

Líderes da cúpula do G20 em Osaka, no Japão. Foto: G20 Osaka Summit 2019

Chefe da ONU pede maior compromisso do G20 com ação climática e cooperação

O encontro anual do G20, grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, começou nesta sexta-feira (28) em Osaka, no Japão, em meio ao que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, descreveu como “um momento de altas tensões políticas”.

“Temos o aquecimento global, mas também temos o aquecimento político global, e isso pode estar relacionado a conflitos comerciais e tecnológicos, a situações em diversas partes do mundo, como no Golfo”, disse Guterres a jornalistas, antes de discursar à cúpula. Ele se referia aos recentes ataques a petroleiros em torno do Estreito de Ormuz e do Golfo do Omã.

A respeito das “incertezas sobre a economia global”, Guterres destacou conflitos comerciais, altos índices de dívidas, mercados financeiros possivelmente instáveis e o risco de desaceleração do crescimento mundial.

Navios em Porto de Radès, na Tunísia. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

UNCTAD: novo acordo deve impulsionar comércio entre países africanos

Atualmente, o comércio entre países africanos é de apenas 15% do total regional, em comparação com cerca de 47% entre países das Américas, 61% da Ásia e 67% da Europa, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

No entanto, a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), que entrou em vigor em maio, pode mudar radicalmente esse cenário, segundo a conferência da ONU.

Se o acordo for totalmente implementado, o Produto Interno Bruto (PIB) da maioria dos países africanos poderá aumentar de 1% a 3% quando todas as tarifas forem eliminadas, de acordo com estimativas da UNCTAD.

Participantes do workshop em frente ao restaurante Congolinária, do refugiado congolês Pitchou Luambo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

ACNUR e IFC promovem encontro com instituições de microcrédito em São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da International Finance Corporation (IFC), organismo do Grupo Banco Mundial, realizaram em São Paulo, nos dias 11 e 12 de junho, um workshop de inclusão financeira voltado para facilitar o acesso ao microcrédito por parte das pessoas refugiadas que vivem no Brasil.

De acordo com uma recente pesquisa publicada pelo ACNUR sobre o perfil socioeconômico da população refugiada no país, verificou-se que os refugiados têm capacidade escolar acima da média brasileira e mais de 79% dos entrevistados afirmaram ter disposição para empreender, sendo que 22% já realizam atividades empresariais.

O jornalista Vladimir Herzog. Foto: EBC

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até o próximo dia 20 de julho para inscrever suas produções e concorrer ao 41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos.

A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Janete Dantas, no centro, com a mãe, Maria Nilda, à direita, e sua irmã, Mayla, à esquerda, na fazenda da família. Foto: Lianne Milton

Registro de produção mostra importância das mulheres na agricultura familiar brasileira

Uma ideia simples — uma caderneta de quatro colunas para mulheres da agricultura familiar brasileira registrarem o quanto de sua produção é vendida, distribuída, trocada ou consumida — teve impactos positivos de longo alcance em suas vidas. A estratégia mudou a forma como elas e seus parceiros valorizam sua própria produção, ajudando-os a se beneficiar de políticas governamentais destinadas à agricultura familiar. O relato é da ONU Mulheres.

Vista aérea de Fortaleza (CE). Foto: Jade Queiroz, MTUR

Conferência internacional debate economia verde em Fortaleza

A economia verde oferece uma série de oportunidades de erradicar a pobreza e apoiar o crescimento econômico, preocupações específicas dos países do Sul Global. Além disso, melhora a inclusão social e o bem-estar humano e cria oportunidades de emprego e de trabalho decente para todos, mantendo o funcionamento saudável dos ecossistemas do planeta.

Para debater o tema, governos, iniciativa privada e sociedade civil de países da América Latina reúnem-se em Fortaleza (CE) na Conferência Ministerial Regional das Américas sobre Economia Verde, que ocorre até esta quarta-feira (26).

Presente à sessão de abertura, a representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Katyna Argueta, lembrou um elemento crucial para garantir que a economia verde tenha impacto positivo na sociedade. “A Agenda 2030 é nossa linha de visão ‘aspiracional’. Assim, a transição para um modelo de economia verde deve estar totalmente alinhada com a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, portanto, deve ser buscada para o benefício de todos”.

Catadores de materiais recicláveis que trabalham para a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE). Foto: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes

Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) recebe prêmio da ONU por iniciativa com catadores

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) ganhou o prêmio internacional da ONU por excelência de gestão do serviço público. A premiação do United Nations Public Service Awards de 2019 é dirigida a iniciativas públicas que promovam ações de destaque nas áreas de direitos humanos e erradicação da pobreza.

Atualmente, 75 catadores integram o Programa de Coleta Seletiva de Jaboatão dos Guararapes. Segundo a prefeitura da cidade, a iniciativa mudou a vida de catadores que anteriormente trabalhavam informalmente e sob condições insalubres no “Lixão da Muribeca”, que foi desativado em 2009. A Prefeitura passou a empregar formalmente alguns dos catadores do lixão e outros que trabalhavam nas ruas da cidade.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Em 1919, das cinzas da guerra, nasceu uma visão do mundo onde trabalhadores, empregadores e governos poderiam – juntos – construir um mundo de paz universal, baseado na justiça social. Deste sonho surgiu a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que há 100 anos promove a justiça social e promove o trabalho decente.

OIT completa 100 anos promovendo justiça social e trabalho decente no mundo

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos realizando um mandato dedicado à promoção da justiça social e do trabalho decente no mundo todo.

Em um cenário em que mais de 190 milhões de pessoas estão desempregadas e mais de 300 milhões trabalham, mas continuam na extrema pobreza, o mandato da OIT torna-se ainda mais importante globalmente.

Para responder a esses desafios, a organização criou a Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho, cujo relatório foi publicado em janeiro. As recomendações feitas neste relatório são um dos insumos para a discussão sobre este tema na Conferência Internacional do Trabalho, a ser concluída em Genebra na próxima sexta-feira (21).

Foto: OIM/Amanda Nero

ONU reconhece importância das remessas enviadas por migrantes para atingir objetivos globais

Na ocasião do Dia Internacional das Remessas Familiares, proclamado pela Assembleia Geral em junho de 2018, a Rede da ONU sobre Migração, que reúne 38 entidades do Sistema das Nações Unidas, une-se à comunidade mundial para reconhecer a fundamental contribuição dos trabalhadores migrantes e de suas famílias em relação à implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Em 2018, os trabalhadores migrantes enviaram aproximadamente 529 bilhões de dólares às suas famílias em países de baixa e média renda, o que representa um aumento de 8,8% em comparação com 2017, de acordo com dados do Banco Mundial. Os fluxos de remessas aumentaram em todas as regiões, principalmente na Europa e na Ásia Central. O relato é da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Fundo de População da ONU pede mais investimentos nos 165 milhões de jovens da América Latina e Caribe

A América Latina e o Caribe têm hoje aproximadamente 165 milhões de pessoas entre dez e 24 anos de idade, de um total de 658 milhões de habitantes da região. Isso significa que uma em cada quatro pessoas da região é jovem. No caso do Brasil, são 49 milhões de jovens e adolescentes, cerca de 30% do total de latino-americanos e caribenhos nessa faixa etária.

Investir nesta população, garantir que ela tenha acesso à saúde — incluindo à saúde sexual e reprodutiva —, à educação e ao mercado de trabalho é investir no futuro e em sociedades mais produtivas, aponta publicação lançada nesta terça-feira (18) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil. Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano. Foto: Lubo Minar/Unsplash/CC

Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos, alerta ONU

Em uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil.

Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano.

“Desertificação, degradação da terra e seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo” – alertou Guterres – “particularmente mulheres e crianças”. Ele disse que é hora de mudar “urgentemente” essas tendências, acrescentando que proteger e restaurar a terra pode “reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico”, bem como ajudar a resolver a “emergência climática global”.