Trabalho decente e crescimento econômico

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 8 diz: “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 8 diz: “Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods8 e notícias sobre o tema abaixo.

Refugiado malinês, treinado pelo Projeto Design for Peace Artisan, trabalha em sua criação. Foto: ACNUR/6M Productions

Artesanato feito por refugiados é destaque em feira da Alemanha

Móveis customizados, joias, sacolas bordadas. Esses são alguns dos produtos vendidos na feira comercial mais importante da Alemanha. Não são produtos artesanais comuns. Para os refugiados que os criaram, podem ser a chave para uma nova vida em segurança.

Com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), artesãos deslocados de 11 países apresentaram seus produtos na feira anual Ambiente, que aconteceu no início de fevereiro em Frankfurt.

Realizado pela ONG Repórter Brasil em parceria com a SEDUC e com apoio da OIT e do MPT, o projeto tem como objetivo promover a discussão sobre o tema do trabalho escravo na rede estadual de ensino do Maranhão. Foto: OIT

Escolas do Maranhão desenvolvem atividades de prevenção ao trabalho escravo

Realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) do Maranhão e com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto “Escravo, nem pensar!” é focado na prevenção ao trabalho escravo e já está em sua segunda edição.

Por meio da iniciativa, escolas da rede estadual desenvolverão este ano atividades de prevenção ao trabalho escravo com alunos e pessoas da comunidade. O Maranhão é o principal estado de origem de trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil.

No Moçambique, a agricultura familiar é uma fonte de renda importante para as mulheres. Foto: PMA / Molly Slotznick

ONU defende acesso a meios de produção e incentivos públicos para agricultores familiares

Em reunião na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, pediu mais apoio para os agricultores familiares, responsáveis pela produção de mais de 80% da comida consumida no planeta. Governos devem garantir acesso a recursos e incluir pequenos produtores em programas de compras públicas.

As remessas, dinheiro que os trabalhadores migrantes enviam para suas famílias em seus países de origem, são cruciais para apoiar milhões de pessoas nos países desenvolvidos. Foto: FIDA (arquivo)

No Dia Mundial da Justiça Social, agência da ONU pede proteção a trabalhadores migrantes

Muitos trabalhadores migrantes acabam presos em empregos inseguros, insalubres e de baixa remuneração, disse o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira (19), pedindo a adoção de diretrizes para uma governança nacional, regional e global dos migrantes.

“A maior parte da migração hoje está ligada, direta ou indiretamente, à busca por oportunidades de trabalho decente”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em mensagem para o Dia Mundial da Justiça Social, anualmente observado em 20 de fevereiro.

Tendo como tema neste ano “Trabalhadores em deslocamento: a busca por justiça social”, a data foca nos 150 milhões de trabalhadores migrantes do mundo, muitos dos quais enfrentam exploração, discriminação, violência e falta de proteções básicas.

ONU pede combate à evasão fiscal para financiamento dos objetivos globais. Foto: Agência Brasil

ONU chama países em desenvolvimento a combater a evasão fiscal em prol dos objetivos globais

Os países precisam fortalecer a efetividade de seus regimes tributários para liberar recursos domésticos necessários para garantir a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promover o crescimento econômico inclusivo, disseram na sexta-feira (16) as Nações Unidas e as principais organizações econômicas e financeiras internacionais.

“Peço à comunidade internacional que estabeleça mecanismos eficazes para combater a evasão fiscal, a lavagem de dinheiro e os fluxos financeiros ilícitos, para que os países em desenvolvimento possam mobilizar melhor seus próprios recursos”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Grandi parabenizou os países da região por manterem uma política de "fronteiras abertas". Foto: ACNUR

No Brasil, alto-comissário da ONU elogia política de refúgio da América Latina e do Caribe

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, elogiou nesta segunda-feira (19) em visita a Brasília (DF) a política de refúgio dos países de América Latina e Caribe. As declarações foram feitas na abertura da reunião de consultas regionais sobre o novo Pacto Global para Refugiados, que está sendo discutido pelos Estados-membros das Nações Unidas.

Grandi cumprimentou os países latino-americanos e caribenhos por manterem uma política de “fronteiras abertas e por oferecerem proteção àqueles de dentro e de fora da região, especialmente agora, quando os números de refugiados estão aumentando”.

Adriana Carvalho, gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, fala da necessidade de investimentos em meninas nas áreas de ciência e tecnologia. Foto: ONU Mulheres/Amanda Talamonte

ONU defende aumentar participação de mulheres em ciência e tecnologia

A ONU Mulheres, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a empresa de análise para decisões de crédito Serasa Experian promoveram no início de fevereiro (5) evento em São Paulo para discutir formas de aumentar a participação das mulheres e meninas na ciência e na tecnologia.

Em 2017, a ONU Mulheres fez o alerta global de que as mulheres estão fora dos principais postos de trabalho gerados pela revolução digital. Elas têm somente 18% dos títulos de graduação em Ciências da Computação e são, atualmente, apenas 25% da força de trabalho da indústria digital.

O relatório combina exemplos de empresas de todo o mundo com uma análise aprofundada de 10 corporações em oito países, incluindo o Brasil. Foto: FAO/Ubirajara Machado

Políticas laborais de apoio a quem tem filhos beneficiam trabalhadores e empresas, diz relatório

Estudo de subsidiária do Banco Mundial analisou políticas laborais de países latino-americanos, caribenhos e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para apoiar quem tem filhos e conclui que elas beneficiam tanto profissionais quanto as empresas.

Além de discutir as vantagens dos programas de suporte para mães e pais, o relatório apresenta várias recomendações para empresas que desejam implementá-los ou aprimorá-los.

Agricultores em um campo de arroz no distrito de Dhading, na região central do Nepal. Foto: FIDA/Anwar HossainAgricultores em um campo de arroz no distrito de Dhading, na região central do Nepal. Foto: FIDA/Anwar Hossain

Novo projeto da ONU beneficiará mais de 14 mil agricultores familiares no Nepal

Espera-se que milhares de agricultores familiares se beneficiem de uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Nepal que utiliza uma abordagem inovadora para capacitar os agricultores e agregar valor aos seus produtos.

Iniciativa contribuiu para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 e 2 – que tratam do fim da pobreza em todas as suas formas; e o fim da fome e alcance da segurança alimentar, respectivamente.

Índice de desmatamento na América Latina e Caribe é segundo maior do mundo. Foto: Eduardo Santos / Flickr (CC)

Pesquisadores dizem que fundamentos do direito à terra no Brasil geram desmatamento e violência

Para os pesquisadores André Sant’Anna e Carlos Young, no Brasil, há uma tradição vinculando a reivindicação do direito à posse da terra ao estabelecimento de um uso produtivo para os territórios de interesse. Isso estimula o desmatamento, usado como ferramenta para a expansão da fronteira agrícola. O estudo foi publicado em periódico do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo da ONU (IPC-IG).

Professora Amivi Kafui Tete-Benissan (esquerda) ensina biologia celular e bioquímica na Universidade de Lomé, na capital do Togo. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

Maioria dos países está longe de alcançar paridade de gênero na ciência, dizem agências da ONU

A maioria dos países, industrializados ou não, está longe de alcançar a paridade de gênero nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, em todos os âmbitos do sistema educacional. O alerta foi feito pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, e pela diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, em mensagem conjunta para a ocasião do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro.

“É difícil para as meninas acreditarem em si mesmas como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras quando as imagens que veem nas mídias sociais, nos livros didáticos e na publicidade refletem os papéis estreitos e limitantes de gênero”, disseram as oficiais da ONU.

Secretário-geral da ONU fala durante abertura do Fórum Global sobre Engajamento e Empoderamento para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na Universidade de Yonsei, em Seul. Foto: ONU/Mark Garten

Em Seul, chefe da ONU diz que objetivos globais precisam ser caminho para globalização justa

O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou na quinta-feira (8) a importância do engajamento e do empoderamento para transformar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) em benefícios para todas as pessoas no mundo, e pediu para todos os setores das sociedades se envolvam ativamente nessa empreitada.

Guterres também alertou sobre a crescente desigualdade no mundo todo, e disse que esse sentimento de “ser deixado para trás” mina a confiança das pessoas, comunidades e regiões nos governos, assim como em organizações internacionais como a ONU.

Investimentos chineses na América Latina e no Caribe estão concentrados nos setores de mineração e hidrocarbonetos. Foto: Flickr/Cassandra Sarmanho (CC)

CEPAL vê alta do investimento chinês na América Latina e no Caribe em 2017

Em 2017, o estoque de investimentos diretos chineses nos países latino-americanos e caribenhos alcançou cerca de 115 bilhões de dólares, avanço de 46% frente ao ano anterior, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Entre 2005 e 2017, o investimento estrangeiro direto proveniente da China mostrou forte concentração, tanto em termos de setores (com mineração e hidrocarbonetos representando cerca de 80%), como de países de destino (Brasil, Peru e Argentina receberam 81% do total).

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

Número de migrantes mortos na fronteira entre México e EUA permanece alto, diz ONU

O número de migrantes que morreram ao tentar atravessar a fronteira entre México e Estados Unidos em 2017 permaneceu alto apesar da forte queda do número de prisões, disse a agência de migrações das Nações Unidas na terça-feira (6).

Em comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que os números da Patrulha de Fronteiras norte-americana indicam que 341.084 migrantes foram presos na fronteira sul do país em 2017, contra 611.689 em 2016 — uma queda de cerca de 44%. No entanto, o ano de 2017 registrou 412 mortes, comparadas a 398 em 2016.

“O aumento das mortes é especialmente preocupante, já que os dados disponíveis indicam que bem menos migrantes entraram nos EUA via fronteira com o México no ano passado”, disse Frank Laczko, diretor do centro global de análises de dados sobre migração da OIM.

UNCTAD prevê que multinacionais norte-americanas repatriação recursos aos Estados Unidos após reforma tributária. Foto: EBC

Reforma tributária dos EUA pode levar à repatriação US$2 trilhões, diz ONU

Relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) prevê que as multinacionais norte-americanas poderão repatriar ao menos 2 trilhões de dólares após reforma tributária promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que cortou impostos a empresas e reduziu o custo para levar de volta recursos que estavam fora do país.

O impacto nos estoques de investimentos globais dependerá das ações de um relativamente pequeno número de grandes multinacionais que, juntas, detêm a maior parte dos recursos no exterior. Apenas cinco empresas de tecnologia (Apple, Microsoft, Cisco, Alphabet e Oracle) respondem por mais de 530 bilhões de dólares de recursos externos — um quarto do total estimado de ativos líquidos disponíveis para repatriação.

Olivia Nankindu, de 27 anos, gerencia colheita em Kyotera, Uganda. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

ONU alerta para risco de países menos desenvolvidos não atingirem objetivos globais

Os países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês), nações que precisam de mais atenção da comunidade internacional, não atingirão os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável a menos que ações urgentes sejam tomadas, disse novo estudo das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira (5).

“A comunidade internacional deve fortalecer seu apoio aos países menos desenvolvidos, em linha com o compromisso de não deixar ninguém para trás”, disse Paul Akiwumi, diretor da divisão da UNCTAD para África, países menos desenvolvidos e programas especiais.

Debate promovido por UNESCO, ONU Mulheres e Serasa Experian discute empoderamento das mulheres na ciência e tecnologia. Foto: EBC

ONU e Serasa promovem debate em SP sobre mulheres na ciência

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a ONU Mulheres e a Serasa Experian, empresa brasileira de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, realizam nesta segunda-feira (5) em São Paulo o evento “Por um Planeta 50-50 em 2030: Mais Mulheres e Meninas na Ciência & Tecnologia”, com o objetivo de promover o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero nessas áreas. O debate é transmitido ao vivo pela Internet.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.