Energia limpa e acessível

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 7 diz: “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 7 diz: “Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods7 e notícias sobre o tema abaixo.

Cidade do Panamá. Foto: Flickr (CC)/Matthew Straubmuller

ONU e União Europeia ajudam Panamá a adotar meios de transporte elétricos

A ONU Meio Ambiente, a União Europeia e o governo do Panamá lançaram neste mês (9) uma parceria para tornar mais verdes e sustentáveis os meios de transporte do país centro-americano. Projeto visa popularizar a mobilidade elétrica. Segundo estimativas das Nações Unidas, se a atual frota de ônibus e táxis da Cidade do Panamá fosse substituída por veículos elétricos, seria possível impedir a liberação de 8,5 milhões de toneladas de CO2 até 2030.

Elefante na selva, em Gana. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Chefe ambiental da ONU pede mais esforços contra mudanças climáticas e destruição da natureza

Em entrevista às Nações Unidas, o chefe da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, cobrou que países e setor privado acelerem esforços contra as mudanças climáticas e a perda de vida silvestre. Dirigente lembrou que 2017 foi o primeiro ano em que a energia solar gerou mais eletricidade do que o uso de petróleo, carvão e gás somados. Marco histórico deve estimular mudanças mais amplas rumo a modelos de crescimento econômico sustentáveis.

Zona central de Brasília iluminada por lâmpadas de LED. Foto: Agência Brasília/Gabriel Jabur

Banco Mundial: eficiência energética é fundamental para futuro com cidades sustentáveis

O Projeto de Instrumentos Financeiros para Cidades com Eficiência Energética do Brasil, que une o Banco Mundial e a Caixa, tem o objetivo de alavancar capital do setor privado para investimentos nas áreas de indústria e iluminação pública urbana nos próximos 15 anos.

Por meio da iniciativa, centros urbanos brasileiros poderão criar subprojetos para substituir completamente as atuais lâmpadas de vapor de sódio por LED. Já as indústrias poderão modernizar sistemas de bombeamento, motores, fornos e outros tipos de equipamentos.

Marie Chatardová, presidente do ECOSOC, durante o Fórum Político de Alto Nível, na ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU vê progresso a passos lentos para cumprir novas metas de desenvolvimento

Se quiserem cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) dentro do prazo, até 2030, países precisarão acelerar o progresso rumo a um mundo mais justo. O alerta é da presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), Marie Chatardová, que participou nesta semana do Fórum Político de Alto Nível da ONU.

Embora a miséria tenha alcançado níveis equivalentes a um terço do registrado em 1990, o problema ainda afeta 10,9% da população mundial. Apesar de 71% das pessoas de todo o planeta tenham eletricidade, valor que representa um aumento de 10% em comparação com os últimos anos, 1 bilhão de indivíduos permanecem “no escuro”.

Nesta edição do fórum, 47 países apresentarão seus relatórios nacionais voluntários sobre o processo de implementação e acompanhamento dos ODS. Foto: ONU

Fórum político sobre desenvolvimento sustentável começa na sede da ONU, em NY

Representantes de governos, sociedade civil e setor privado reúnem-se em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas, até a semana que vem (18) para o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável.

Nesta edição do Fórum, 47 países apresentarão seus relatórios nacionais voluntários sobre o processo de implementação e acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A delegação brasileira apresentará documento que indica os avanços nacionais no alcance da Agenda 2030. Representantes do governo também participarão de eventos paralelos, workshops para a elaboração de revisões voluntárias nacionais e acompanharão discussões sobre exemplos de implementação dos ODS.

Na África, pela primeira vez, o acesso está crescendo mais depressa do que a população. Foto: Banco Mundial/John Hogg

Banco Mundial e Caixa firmam parceria para melhorar eficiência energética do Brasil

Um novo instrumento financeiro permitirá que o Brasil eleve seu investimento em infraestrutura urbana e garanta a sustentabilidade do consumo e produção de energia. O projeto FinBRAZEEC, do Banco Mundial e Caixa Econômica Federal, espera mobilizar mais de US$ 1,1 bilhão com o setor privado e fundos climáticos para criar novos mercados nas áreas de iluminação pública e eficiência energética industrial.

Durante evento em Brasília, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, oficializou a adesão da pasta à Rede Brasil do Pacto Global. Foto: Rede Brasil do Pacto Global

Ministério da Indústria oficializa adesão à Rede Brasil do Pacto Global

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) é o primeiro órgão federal brasileiro a se comprometer com o Pacto Global para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Em evento na quarta-feira (20) em Brasília, o ministro Marcos Jorge de Lima oficializou a adesão da pasta à Rede Brasil do Pacto Global.

O ministério e a secretaria-executiva da iniciativa da ONU já contam com um plano de trabalho para prover mais serviços ao setor privado, a exemplo de oficinas de capacitação para pequenas e médias empresas sobre a implantação dos ODS.

Produtores rurais, aterros sanitários e indústrias relacionadas à agropecuária podem produzir biogás. Foto: CIBiogás

UNIDO e parceiros apresentam em Foz do Iguaçu projeto para impulsionar biogás no Brasil

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e parceiros apresentam na quarta-feira (6) durante o Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR), projeto que incentiva e fortalece o uso de biogás no Brasil, com foco na região Sul do país.

O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis por meio da promoção da energia de biogás e de soluções de mobilidade baseadas em tecnologias de biogás e biometano.

Tubulação de gás de xisto na Pennsylvania, nos Estados Unidos. Foto: Flickr/Max Phillips

ONU pede cautela no uso de fraturamento hidráulico para extrair gás de xisto

O fraturamento hidráulico para extração de gás natural de xisto, também conhecido como “fracking”, deve ser usado com cautela, segundo um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Segundo a entidade, o principal componente do gás de xisto, o metano, tem um potencial de aquecimento global 28 vezes maior do que o dióxido de carbono encontrado em outros combustíveis fósseis.

Rede de distribuição de energia elétrica. Foto: EBC

No Rio, PNUD e Furnas realizam encontro sobre geração de energia e desenvolvimento sustentável

No Dia Mundial da Energia, celebrado em 29 de maio, FURNAS receberá em sua sede, no Rio de Janeiro, um evento gratuito e aberto ao público sobre geração de energia e desenvolvimento sustentável. Atividades serão realizadas em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lança o Glossário do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 7 — Energia Limpa e Acessível. Publicação foi patrocinada por Furnas.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

Economia verde pode gerar milhões de empregos na América Latina e no Caribe, diz OIT

A necessidade de enfrentar as mudanças climáticas, a sobre-exploração de recursos naturais e a poluição dos ecossistemas torna urgente a transição para uma economia verde, que tem o potencial de gerar milhões de empregos na América Latina e no Caribe e mitigar os custos laborais derivados de problemas ambientais, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira (21).

“Há oportunidades enormes numa economia verde, mas também um potencial de destruição de postos de trabalho. Portanto, devemos garantir que os trabalhadores tenham acesso à proteção social, adquiram o conjunto correto de qualificações e que as economias tenham a capacidade de fazer a transição entre indústrias tradicionais e indústrias mais verdes”, afirmou o diretor regional da OIT”, afirmou o diretor regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Da esquerda para a direita: Javier Cortés, Tim Mohin e Carlo Pereira, secretário-executivo da Rede Brasil do Pacto Global, durante o lançamento do documento “Estratégia ODS nas Empresas: Soluções e Oportunidades”. Foto: Fellipe Abreu

Pacto Global lança publicações para empresas brasileiras cumprir metas da ONU e combater corrupção

Em São Paulo, a Rede Brasil do Pacto Global lançou nesta semana (16) um guia para orientar empresas a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Em fórum que reuniu cerca de 400 representantes do setor privado, iniciativa também divulgou publicações sobre combate à corrupção e sobre o engajamento do setor elétrico na promoção da sustentabilidade.

Modelo de máquina frigorífica ("chiller") foi apresentado ao setor supermercadista durante a feira APAS Show 2018. Foto: UNIDO

Brasil apresenta modelo de máquina frigorífica que promove eficiência energética e sustentabilidade

Um modelo de máquina frigorífica (“chiller”) com alta capacidade de refrigeração, eficiência energética e ambientalmente adequado, produzido por uma empresa brasileira, foi apresentado ao setor supermercadista durante a feira APAS Show 2018, que reuniu 738 expositores de 19 países, no início de maio, em São Paulo.

A iniciativa é parte do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH) para o setor de manufatura de equipamentos de refrigeração e ar-condicionado, projeto implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a Eletrofrio.

Projetos de energia renovável e de eficiência energética nos países em desenvolvimento pode apoiar o Acordo de Paris, segundo relatório da ONU Meio Ambiente. Foto: EBC

OIT prevê que 24 milhões de empregos serão criados na economia verde no mundo até 2030

Ao menos 24 milhões de novos postos de trabalho serão criados no mundo até 2030 se as políticas certas para promover uma economia verde forem implementadas, afirma novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda-feira (14).

De acordo com a publicação, a ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará na criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de 6 milhões de postos de trabalho em outros setores.

Na África, pela primeira vez, o acesso está crescendo mais depressa do que a população. Foto: Banco Mundial/John Hogg

ONU e parceiros lançam estudo sobre progressos no setor de energia

Novo estudo mede avanços no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 7, que avalia temas como fontes renováveis e acesso a eletricidade.

O documento destaca que ainda falta aumentar o uso de energias renováveis para transporte e aquecimento. Ambos os setores respondem por 80% do consumo em todo o mundo.

Nesse indicador, o Brasil se destacou nos últimos anos. Foi o único país, entre os 20 maiores consumidores de energia, que ultrapassou consideravelmente a média global do uso de renováveis em todas as utilizações: eletricidade, transportes e aquecimento.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, em discurso na abertura do Fórum Boao para a Ásia, ocorrido na província de Hainan, no sul da China. Foto: ONU China/Zhao Yun

Na China, chefe da ONU pede globalização mais justa e ação contra mudança climática

O mundo precisa agir para disseminar os benefícios da globalização de forma mais justa, enquanto evita os perigos do protecionismo, disse o chefe das Nações Unidas na quarta-feira (11) durante visita à China.

“(A globalização) trouxe muitos benefícios — a integração das economias mundiais, a expansão do comércio, importantes avanços nas comunicações e na tecnologia”, disse. “Mas muitas pessoas foram deixadas para trás”, completou, lembrando que a “desigualdade é sistêmica e crescente”.

“Mas uma coisa precisa estar bem clara: não tornaremos a globalização mais justa pelo isolamento, protecionismo ou exclusão”, disse. “Problemas globais precisam de soluções multilaterais globais”.

Nove em cada dez das maiores aquisições por parte de empresas estrangeiras na região no ano passado ocorreram no Brasil, sendo que sete envolviam compradores chineses. As aquisições referiram-se a empresas dos setores elétrico, petrolífero, de infraestrutura (transmissão de gás) e do agronegócio. Foto: EBC

Neoenergia firma convênio com UNICEF para promover direitos de crianças e adolescentes

A empresa do setor elétrico Neoenergia firmou nesta quinta-feira (5) no Rio de Janeiro parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) com o objetivo de promover os direitos das crianças e dos adolescentes no Semiárido brasileiro e disseminar conceitos de uso seguro e eficiente da energia elétrica.

A intenção é difundir, para professores dos municípios situados no Semiárido nordestino, orientações sobre uso eficiente da energia, alinhadas aos conhecimentos sobre os direitos da criança e do adolescente. O projeto deve mobilizar 150 escolas em municípios de Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O campo de Zaatari, na Jordânia, fez a mudança para energia limpa no dia 13 de novembro, inaugurando a maior usina de energia solar já construída num campo de refugiados. Foto: ACNUR/Yousef Al Hariri

Energia solar agregou mais capacidade de geração elétrica que combustíveis fósseis em 2017

O setor de energia solar dominou como nunca antes a nova capacidade de geração elétrica em 2017, informou relatório “Tendências globais no investimento em energias renováveis 2018”, publicado pela ONU Meio Ambiente nesta quinta-feira (5).

A energia solar atraiu muito mais investimento: 160,8 bilhões de dólares, ou seja, 18% mais na comparação com o ano anterior, e mais que qualquer outra tecnologia.

A força impulsionadora por trás da onda de investimento solar do ano passado foi a China, que agregou 53 GW — mais da metade do total — e investiu 86,5 bilhões de dólares, um aumento de 58% em relação ao ano anterior.

Mumbai à noite. Índia quer melhorar eficiência no consumo de energia para iluminação urbana e doméstica. Foto: Flickr (CC)/Ville Hyvönen

ONU e Índia apostam na iluminação de LED para diminuir emissões de gás carbônico

A Índia é o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Um dos grandes vilões no país é a matriz energética pouco sustentável e ainda muito dependente do carvão. Cerca de 70% das emissões da nação vem do setor de energia.

Mas o gigante do Sul asiático tem empreendido esforços para reduzir sua pegada de carbono. Uma das frentes de atuação é o investimento em eficiência elétrica — o país quer ser o primeiro no mundo a suprir todas as suas necessidades de iluminação com o uso de LEDs.

Mulheres em campo de refugiados em Darfur do Norte, beneficiárias da iniciativa de acesso seguro a combustíveis e energia do PMA. Foto: UNAMID/Albert González Farran.

Desenvolvimento em países mais pobres depende de acesso a energia, diz relatório da ONU

Expandir o acesso a fontes adequadas, confiáveis e acessíveis de energia é essencial para os países mais pobres do mundo saírem dessa condição, segundo relatório divulgado no fim de novembro (22) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

De acordo com o documento, os 47 países menos desenvolvidos do mundo estão ficando muito atrás dos países em desenvolvimento no que se refere ao fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. Embora tenham feito grandes progressos nos últimos anos, para atingir o objetivo global de acesso universal à energia até 2030 precisam aumentar em 350% sua taxa anual de eletrificação.

Parceria da ONU Meio Ambiente com o BNP Paribas tem como um dos focos o financiamento à agricultura familiar em países emergentes. Na foto, agricultores familiares de Minas Gerais. Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

ONU e BNP Paribas fecham acordo para financiamento de projetos sustentáveis em países emergentes

A ONU Meio Ambiente e o banco BNP Paribas assinaram na terça-feira (12) em Paris um memorando de entendimento para desenvolver projetos sustentáveis que abordem desafios ambientais e sociais nos países emergentes.

O BNP Paribas atuará como assessor de mercados de capitais e de estruturação dos Fundos de Finanças Sustentáveis, e levará ao programa capital de investidores institucionais, como fundos de pensão e de investimento. Já a ONU Meio Ambiente garantirá que os impactos ambientais e sociais dos projetos financiados sejam positivos.