Arquivo da tag: Água potável e saneamento

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 6 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 6 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods6 e notícias sobre o tema abaixo. Para mais informações sobre iniciativas, contexto e estudos, clique aqui.

Garota venezuelana em centro apoiado pelo UNICEF na periferia de Caracas. Foto: Eduardo Párraga/UNICEF

UNICEF precisa de US$64,5 milhões para apoiar crianças venezuelanas em sete países

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) precisa de 64,5 milhões de dólares par apoiar seu trabalho em prol de crianças venezuelanas em sete países: Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Trinidad e Tobago e Panamá. É o que aponta o relatório global Ação Humanitária para Crianças, lançado em 4 de dezembro.

Para apoiar o governo brasileiro na resposta à crise migratória, desde maio de 2018 o UNICEF no Brasil abriu um escritório em Boa Vista e já expandiu suas ações para os migrantes venezuelanos também no Amazonas e Pará.

A atuação do Fundo acontece em cinco áreas prioritárias: atenção primária à saúde; nutrição; água, saneamento e higiene; educação formal e não formal; e proteção da criança.

Prêmio homenageia ações da iniciativa privada brasileira que trabalham o tema do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6), Água potável e Saneamento. Foto: Amritanshu Sikdar/CC.

Rede Brasil do Pacto Global anuncia finalistas do Prêmio Cases de Sucesso em Água e Saneamento 2019

Quinze projetos da iniciativa privada foram anunciados como os finalistas do Prêmio Cases de Sucesso em Água e Saneamento 2019, da Rede Brasil do Pacto Global.

Prêmio teve como objetivo reconhecer os melhores projetos inovadores desenvolvidos por membros do Pacto Global Brasil que privilegiem práticas de sustentabilidade na área de água e saneamento em suas operações e cadeias de abastecimento, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6).

Vencedores serão reconhecidos em uma publicação que será lançada no próximo dia 11 de dezembro, em evento em São Paulo com especialistas em gestão hídrica eficiente; representantes de empresas; do governo; de organizações não-governamentais; e instituições ligados ao setor da água, saneamento básico e higiene no país.

O Guia Metodológico de Cálculo de Pegada Hídrica em Edificações está disponível gratuitamente para download. Foto: PNUD

PNUD e parceiros lançam guia que calcula quantidade de água utilizada na construção civil

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram esta semana em São Paulo (SP) um guia que permite calcular a quantidade de água utilizada na construção de edificações.

O Guia Metodológico de Cálculo de Pegada Hídrica em Edificações está disponível gratuitamente para download.

Falta de saneamento contribui para disseminação de doenças. Foto: EBC

Quase 16 milhões de latino-americanos e caribenhos não têm acesso a banheiros

Um total de 15,5 milhões de pessoas se veem forçadas a defecar a céu aberto na América Latina e no Caribe, uma prática que pode poluir o meio ambiente e espalhar doenças, alertou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na terça-feira (19), Dia Mundial do Banheiro.

Pessoas com renda mais baixa, grupos em situação de vulnerabilidade, populações rurais e povos indígenas são os mais afetados pelo saneamento deficiente.

Condições de trabalho inseguras também são comuns para esvaziadores manuais e mecânicos de fossas sépticas e latrinas. Foto: Sharada Prasad CS

Relatório aponta trabalho precário no setor de saneamento de países em desenvolvimento

Um relatório conjunto de Organização Internacional do Trabalho (OIT), Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde (OMS) e WaterAid destacou as condições inseguras e indignas dos trabalhadores do setor de saneamento em vários países em desenvolvimento.

Os trabalhadores que atuam na limpeza de banheiros, fossas, caixas de esgoto e na operação de estações de bombeamento e de tratamento geralmente enfrentam alto risco de exposição a patógenos fecais, salientou o documento. Segundo o relatório, pouco foi feito pelos países para proteger os direitos desses profissionais.

PNUMA recebe prêmio pelos seus esforços em integrar dados de observação terrestre em um aplicativo web global. Foto: Guillen Perez/CC.

ONU Meio Ambiente recebe prêmio por trabalho sobre ecossistemas de água doce

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) foi premiado pela Earth Observations for the Sustainable Development Goals (“Observações da Terra para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, na tradução livre) pelos seus esforços em integrar dados de observação terrestre em um canal de monitoramento on-line.

O aplicativo web criado pelo PNUMA com a ajuda de parceiros – como o Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia; Google; NASA; Agência Espacial Europeia; entre outros – permite o monitoramento e a geração de relatórios oficiais sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, “Água portável e Saneamento”, especificamente o indicador 6.6: “interromper a degradação e a destruição de ecossistemas relacionados à água e auxiliar a recuperação dos que já estão degradados”.

O trabalho foi um esforço conjunto das Divisões de Ciência e de Ecossistemas do PNUMA e reforça a importância das parcerias e dos usos inteligentes da tecnologia para o alcance dos ODS até 2030.

Plano para refugiados e migrantes venezuelanos e países anfitriões busca 1,35 bilhão de dólares

A Agência das ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançam hoje um plano regional para captar 1,35 bilhão de dólares para responder às crescentes necessidades humanitárias de refugiados e migrantes venezuelanos na América Latina e no Caribe e nas comunidades que os hospedam.

O Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP) de 2020, lançado na capital colombiana, Bogotá, é uma ferramenta de coordenação e captação de recursos estabelecida e implementada por 137 organizações. Eles estão trabalhando em toda a região, com o objetivo de atingir quase quatro milhões de pessoas – incluindo refugiados e migrantes venezuelanos e comunidades anfitriãs – em 17 países.

As cidades de todo o mundo querem ser resilientes. Mas o que isso significa?

Pequenas ou grandes, as cidades de todo o mundo têm desafios comuns, em especial os trazidos pela rápida urbanização e pelas mudanças climáticas. As Nações Unidas estimam que 4 bilhões de pessoas – mais da metade da população global – vivem nos centros urbanos. Até 2050, mais de dois terços da população mundial viverá nas cidades, o que gerará uma demanda crescente por moradias acessíveis, sistemas de transporte bem conectados e outras infraestruturas e serviços, além de empregos.

Além disso, o aumento da temperatura global intensifica os riscos de elevação do nível das águas, deslizamentos de terra, secas, furacões e outros desastres, que podem levar 100 milhões de pessoas à extrema pobreza.

A boa notícia é que, com conhecimento e criatividade, os centros urbanos estão encontrando formas de enfrentar novos e antigos problemas com menos perdas e maior capacidade de recuperação. Em outras palavras, criando resiliência. O relato é do Banco Mundial.

“Nossos Campeões e Jovens Campeões de 2019 se atrevem a sonhar mais; eles se esforçam mais e vão mais longe. Suas ações falam mais alto que palavras”, Inger Andersen, diretora Executiva do PNUMA. Foto: PNUMA.

Pioneiros globais recebem maior prêmio ambiental da ONU

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) homenageou oficialmente 12 agentes de mudança ambiental de todo o mundo com o prêmio ‘Campeões da Terra’ e ‘Jovens Campeões da Terra’ de 2019 das Nações Unidas.

O Campeões da Terra – principal prêmio ambiental da ONU – é entregue anualmente a líderes destacados do governo, sociedade civil e setor privado cujas ações tiveram um impacto positivo no meio ambiente.

A cerimônia de premiação, realizada em Nova Iorque em 26 de setembro, reconheceu os premiados nas categorias Inspiração e Ação; Liderança em Políticas; Visão Empresarial; e Ciência e Inovação.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU detalha impactos e oportunidades ambientais da resposta humanitária em Roraima

A ONU Meio Ambiente atua em Roraima, estado brasileiro que recebe alto fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, analisando os impactos e oportunidades ambientais relacionados à resposta humanitária no estado.

Segundo Dan Stothart, oficial regional de assuntos humanitários da ONU Meio Ambiente, os impactos estão ligados à forma como a provisão de alimentos e abrigo afeta o meio ambiente, como na geração de resíduos.

Já as oportunidades referem-se à chegada crescente de venezuelanos indígenas, por exemplo. “Podemos ajudar a integrá-los às comunidades venezuelanas brasileiras apoiando a agricultura local, a segurança alimentar e a gestão ambiental, como meio de facilitar a transição.” Leia a entrevista completa.

Esta será a primeira vez que um país da América Latina sedia o evento internacional, que promove o debate sobre o acesso da população à água tratada. Foto: Reprodução | Pacto Global.

Fundação Bill&Melinda Gates e Water.org participam de evento sobre saneamento básico em SP

Duas fundações mundialmente importantes na busca pela garantia da dignidade humana através do saneamento básico estarão presentes na edição brasileira do 19º Encontro Mundial de Saneamento – World Toilet Summit, a ser realizado de 17 a 19 de novembro no hotel Renaissance, na cidade de São Paulo.

A Water.org, liderada pelo ator norte-americano Matt Damon e pelo engenheiro Gary White, já ajudou 22 milhões de pessoas a ter acesso à água segura, enquanto que a fundação Gates, criada pelo casal responsável pela Microsoft, atua em diversas regiões do planeta impulsionando o saneamento básico, a educação e a redução das desigualdades.

Esta será a primeira vez que um país da América Latina sedia o evento internacional – que reunirá especialistas, representantes do governo, iniciativa privada e terceiro setor para debater a situação do acesso da população à água tratada.

A erradicação da pobreza até 2030 é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: Renato Jorge Marcelo

PNUD discute desafios para erradicação da pobreza no mundo até 2030

A erradicação da pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares, é peça-chave para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Em 2000, o mundo comprometeu-se a reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza, o que resultou, nos anos seguintes, em ganhos notáveis em desenvolvimento humano.

Até 2015, a pobreza havia sido reduzida significativamente, o acesso ao ensino básico e os resultados da saúde melhoraram, bem como houve progresso na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres e meninas.

No entanto, a erradicação da pobreza extrema continua a ser um desafio, com mais de 700 milhões de pessoas vivendo, globalmente, com menos de 1,90 dólar por dia e mais da metade da população global vivendo com menos de 8 dólares por dia. Leia mais na nota do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Rede Brasil do Pacto Global premia boas práticas em água e saneamento

A Rede Brasil do Pacto Global recebe até 18 de outubro inscrições para prêmio no setor de água e saneamento (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6). A iniciativa tem o objetivo de reconhecer melhores projetos desenvolvidos por membros da rede que privilegiem práticas de sustentabilidade.

É permitido inscrever projetos em andamento ou já finalizados nas categorias água, saneamento, higiene e direitos humanos; eficiência hídrica em cadeias diretas de operações e suprimentos; proteção e restauração de ecossistemas; ação coletiva.

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: ONU/Marcia Weistein

Encontro de Alto Nível marca 30 anos da Convenção dos Direitos da Criança

Desde a adoção da Convenção dos Direitos da Criança, há 30 anos, criou-se solidariedade “internacional sem precedentes”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em evento comemorando o aniversário do documento na sede da ONU em Nova Iorque nesta quarta-feira (25).

A Convenção é o acordo internacional de direitos humanos mais vastamente ratificado em toda a história e uma conquista emblemática.

O encontro de alto nível durante a 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU foi organizado para celebrar o 30º aniversário dos Direitos da Criança, destacando o progresso feito em avançar para vidas saudáveis e sustentáveis e pedindo que os Estados-membros reforcem seus compromissos com a causa, ao mesmo tempo em que reconheçam novos desafios.

Dr. Jack Sim, fundador da World Toilet Organization, criador do Encontro Mundial de Saneamento, e principal nome por trás do Dia Mundial do Banheiro. Foto: Pacto Global.

Fundador de cúpula mundial sobre saneamento básico participa de evento em São Paulo

O fundador do World Toilet Summit – encontro internacional que reúne especialistas para debater saneamento básico — chega ao Brasil para participar de evento em preparação para a primeira edição latino-americana do Encontro Mundial de Saneamento.

Jack Sim é também fundador da World Toilet Organization e principal nome por trás da criação do Dia Mundial do Banheiro (lembrado em 19 de novembro).

O evento de aquecimento para o encontro global acontece na segunda-feira (23), em São Paulo (SP), e é uma iniciativa da World Toilet Organization e do Instituto Trata Brasil, com apoio do governo do estado de São Paulo e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas.

A brasileira Anna Luisa Santos, de 15 anos, é uma das finalistas do prêmio Jovens Campeões da Terra, da ONU Meio Ambiente. Foto: ONU Meio Ambiente

Brasileira vence prêmio global da ONU com solução solar para purificar água

A brasileira Anna Luisa Beserra, de 21 anos, fundadora do Aqualuz, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente por desenvolver um dispositivo que purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.

A falta de água potável é uma realidade que afeta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Com o filtro Aqualuz, a água de cisternas é purificada por meio de raios solares, e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.

A invenção é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testada apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O Aqualuz já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

Bernardo Andrade é um dos cinco finalistas da América Latina e Caribe no prêmio global Jovens Campeões da Terra. Foto: ONU Meio Ambiente

Brasileiro é finalista de prêmio global da ONU com projeto de bioconstrução no Semiárido

O arquiteto brasileiro Bernardo Andrade usou a bioconstrução para reduzir os impactos ambientais da construção civil no Semiárido. Ele criou um protótipo de casas de baixo custo que utilizam recursos locais, como madeira e terra, e se adaptam às necessidades da população local. O modelo foi projetado para minimizar uso de recursos, reutilizar água e materiais e integrar práticas agrícolas regenerativas e sustentáveis.

Bernardo é um dos cinco finalistas latino-americanos e caribenhos do prêmio global Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente. Leia entrevista sobre o projeto.

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.

A brasileira Anna Luisa Santos, de 15 anos, é uma das finalistas do prêmio Jovens Campeões da Terra, da ONU Meio Ambiente. Foto: ONU Meio Ambiente

Jovem brasileira é finalista de prêmio global da ONU com tecnologia para purificar água

Para combater a escassez de água potável no Semiárido nordestino, região em que morava, a brasileira Anna Luisa Santos, de 15 anos, criou o Aqualuz, uma tecnologia que purifica água por meio de radiação ultravioleta.

O dispositivo é acoplado às cisternas (reservatórios de coleta de chuva comumente utilizados no Semiárido brasileiro) e elimina 99,9% das bactérias, sem usar nenhum produto químico.

A inovadora é uma das finalistas do prêmio Jovens Campeões da Terra, da ONU Meio Ambiente, e conversou com a agência das Nações Unidas sobre sua empresa e o tema da segurança hídrica para as próximas gerações. Leia a entrevista completa.

Filme da campanha aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de famílias que tiveram vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico. Foto: Reprodução

Rede Brasil do Pacto Global lança mais um vídeo de campanha sobre objetivos globais

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas lançou na terça-feira (27) o segundo vídeo da campanha “O Futuro que a Gente Quer”, que visa aumentar o engajamento do setor privado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No curta-metragem, a série aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de duas famílias, uma da região metropolitana do Recife (PE) e outra do sertão de Pernambuco, que tiveram suas vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico.

Pesquisa da equatoriana Maricela Granda utiliza caule de banana para absorver hidrocarbonetos na água. Foto: Maricela Granda

Equatoriana usa restos de banana para purificar água poluída na Amazônia

Durante a Semana Mundial da Água, a ONU Meio Ambiente conversou com Maricela Granda, uma jovem biotecnóloga equatoriana que está desenvolvendo uma forma de purificar água usando restos de banana.

Granda usou seu conhecimento para estudar a possibilidade de o caule da banana ser usado como material absorvente para hidrocarbonetos na água. Sua ideia é fazer um filtro que possa ser instalado nas residências locais para levar água limpa para as áreas afetadas pela poluição.
Leia a entrevista.

Os indicadores sociais mostram que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental. Foto: UNICEF

UNICEF aponta principais desafios para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia

Análise realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental.

Além disso, a taxa de gravidez na adolescência é alta, e as meninas e os meninos na região estão vulneráveis às mais variadas formas de violência, incluindo abuso, exploração sexual, trabalho infantil e homicídio.

Quando todas essas variáveis são avaliadas a partir de um recorte de raça e etnia, percebe-se que entre os grupos minoritários, como indígenas e quilombolas, o quadro é ainda mais grave. Leia a análise completa.

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Mulheres fazem fila para pegar água no Sudão do Sul - Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU pede aumento do investimento em água e saneamento nos países mais pobres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Água — um mecanismo interagencial que coordena ações do Sistema das Nações Unidas para alcançar metas relacionadas ao tema — alertaram nesta terça-feira (27) para a urgente necessidade de aumentar os investimentos com o objetivo de fortalecer sistemas de saneamento básico, com destaque para água potável e esgotamento sanitário.

O alerta foi feito no contexto da Semana Mundial da Água (25 a 30 de agosto), durante a qual o setor se reúne em Estocolmo, na Suécia, para sua conferência anual. Na ocasião, a OMS lançou em nome da ONU Água um novo relatório revelando que sistemas governamentais frágeis e falta de recursos financeiros e humanos estão comprometendo a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo – e minando os esforços para garantir saúde para todas as pessoas.

Agricultores coletam água potável no vilarejo de Badnoogo, em Burkina Faso. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

OMS pede mais pesquisas sobre microplásticos e redução da poluição por esses materiais

Após publicar, na quarta-feira (21), uma análise de pesquisas atuais sobre microplásticos em água potável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu uma avaliação adicional desses materiais e de seu potencial impacto na saúde.

O organismo internacional também solicitou uma redução na poluição por plásticos para beneficiar o meio ambiente e reduzir a exposição humana.

Segundo a OMS, mais pesquisas são necessárias para obter uma avaliação precisa sobre os impactos da exposição a microplásticos e seus potenciais efeitos na saúde.

Entre elas, o desenvolvimento de métodos padronizados para medir partículas de microplásticos na água; mais estudos sobre as fontes e ocorrência de microplásticos em água potável; e a eficácia de diferentes processos de tratamento.

Ações como coleta seletiva, sistemas para evitar o desperdício de água e licitações que seguem critérios de sustentabilidade são exemplos de iniciativas que podem ser submetidas ao processo seletivo. Foto: Pedro França/Agência Senado

Rede Brasil do Pacto Global participa de debate sobre água e saneamento em SP

O Brasil, que concentra 12% do volume mundial de água doce do mundo, tem 35 milhões de habitantes sem acesso à água. O país corre contra o tempo para se ajustar às metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6 (água potável e saneamento), diante de entraves que prejudicam a gestão hídrica.

Esses e outros pontos serão discutidos na quinta-feira (22), às 18h, no Painel “Água & Saneamento: Não deixar ninguém pra trás” do Fórum Virada Sustentável em São Paulo (SP).

A Rede Brasil do Pacto Global será anfitriã do debate que reunirá especialistas para identificar os principais desafios na área e entender a importância de parcerias entre setores no desenvolvimento e execução de soluções e tecnologias inovadoras.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

São Paulo sedia em novembro principal evento internacional sobre saneamento básico

As organizações World Toilet Organization e Instituto Trata Brasil promovem em novembro em São Paulo (SP) a primeira edição latino-americana do World Toilet Summit, principal evento internacional sobre saneamento básico.

Com o título “World Toilet Summit – Saneamento Básico na América Latina: não deixar ninguém para trás”, a 19ª edição acontece entre os dias 17 e 19 de novembro no Hotel Renaissance, e tem apoio institucional da Rede Brasil do Pacto Global, além das secretarias de Relações Internacionais e de Turismo do estado de São Paulo.

Acnayeli (centro), de 9 anos, fugiu da violência na Venezuela e vive agora com sua mãe e irmã em Cúcuta, na Colômbia (abril de 2019). Foto: UNICEF/Arcos

Agência humanitária da ONU lança novo plano de resposta à crise venezuelana

A agência humanitária das Nações Unidas lançou nesta quarta-feira (14) um novo plano de resposta que pretende ajudar cerca de 2,6 milhões de venezuelanos até o fim do ano, quase a metade deles, jovens.

Lembrando que o plano “só representa um número limitado de pessoas em necessidade”, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que são necessários 223 milhões de dólares de doadores para atingir esse objetivo.

Indígena da etnia Bororo Boé durante os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Em Manaus, UNESCO promove seminário sobre conhecimentos indígenas de gestão da água

No marco das celebrações do Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado em 9 de agosto, a UNESCO promove na sexta-feira, em Manaus (AM), o seminário ‘Conhecimento Indígena para a gestão integrada da água na América Latina e Caribe’.

Encontro discute os aspectos técnicos, jurídicos, socioculturais, econômicos e políticos das práticas de gestão hídrica dos povos originários da região.

Arte: Rede Brasil do Pacto Global

Setor privado brasileiro apresenta desafios de sustentabilidade nacionais na sede da ONU

A segunda edição do encontro SDGs in Brazil ocorreu na terça-feira (16) na sede da ONU, em Nova Iorque, com o objetivo de discutir os avanços e desafios brasileiros para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Cerca de 25 representantes dos setores público e privado do país participaram dos debates, junto a membros de agências das Nações Unidas.

Na área ambiental, os debates abordaram como os negócios devem lidar com a crise climática; as florestas como geradoras de prosperidade; os desafios de água e saneamento no Brasil e a relação da prática mineradora com os ODS.

A portuguesa Marina Lobo foi a vencedora do Festival de Filmes ODS em Ação, na categoria “Protegendo o nosso planeta” com a animação “Aquametragem”. Foto: ONU News/Reprodução

Portuguesa vence festival de filmes na ONU com animação sobre o desperdício de água

A portuguesa Marina Lobo foi premiada com a animação “Aquametragem” no Festival de Filmes ODS em Ação, competição que destaca iniciativas de pessoas e organizações no mundo em prol dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A obra vencedora da categoria “Protegendo o nosso planeta” foi produzida com o objetivo de sensibilizar o mundo para uma mudança de comportamento no modo de consumo de água e para um uso eficiente que contribua para uma maior sustentabilidade hídrica.

Marina recebeu o prêmio na sede da Organização, em Nova Iorque. Em entrevista à ONU News, a animadora explicou que a nova geração inspirou a obra em curta-metragem, que foi produzida pela Agência de Energia e Ambiente de Lisboa.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

PNUD: miséria priva 3,8% dos brasileiros de condições básicas de vida

Em 2015, 3,8% da população brasileira, o equivalente a quase 7,8 milhões de pessoas, vivia em situação de pobreza multidimensional — isto é, sofria privações no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados. A estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em seu mais recente relatório sobre as múltiplas faces da miséria.

O trabalho conjunto dará prioridade aos estados mais vulneráveis e poderá ser estendido a outros territórios posteriormente, dependendo das necessidades. Foto: UNICEF

Venezuela: 2,8 milhões terão acesso melhorado a água potável com apoio do UNICEF

Mais de 2,8 milhões de pessoas, incluindo crianças, adolescentes e famílias venezuelanas, receberão acesso melhorado a água potável como resultado de um acordo de colaboração assinado nesta semana entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o governo da Venezuela.

Como parte do acordo com o Ministério do Poder Popular para a Gestão da Água, o UNICEF vai trabalhar na expansão do abastecimento de água por meio do fortalecimento e reparação de redes de abastecimento, tanques e outras fontes alternativas, bem como o fortalecimento de redes prioritárias de saneamento. Também fornecerá assistência técnica e cooperação no monitoramento da qualidade da água, entre outros.

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

Organismo da ONU completa 25 anos de gestão de riscos ambientais em crises humanitárias

Há 25 anos, a pedido dos países, a ONU Meio Ambiente e o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) formaram a Unidade Conjunta de Meio Ambiente.

Com a tarefa de lidar com as dimensões ambientais de emergências humanitárias, o organismo apoia países que enfrentam desastres naturais, acidentes graves, crises políticas e conflitos armados, buscando respostas harmonizadas entre as necessidades da população e a preservação ambiental.

Empreendedora australiana desenvolveu aplicativo que ensina conceitos de biologia e ecologia para crianças, por meio de um jogo eletrônico. Foto: My Green World

Australiana usa tecnologia para promover educação ambiental de crianças

A australiana Natalie Kyriacou, fundadora e diretora-executiva da empresa My Green World, foi finalista do prêmio Jovem Campeão da Terra de 2018, da ONU Meio Ambiente. A empreendedora tem uma missão: lembrar as pessoas da conexão intrínseca que elas possuem com a natureza e mostrar como a empatia pela biodiversidade é fundamental para o futuro da vida na Terra.

A jovem desenvolveu uma plataforma digital de conteúdos pedagógicos sobre biologia e ecologia, adaptados para crianças. Outro produto da sua companhia é o aplicativo World of the Wild, que ensina conceitos de conservação por meio de um jogo eletrônico.

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

VÍDEO: A escolha impossível de Charity no Sudão do Sul

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul.

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.