Arquivo da tag: Água potável e saneamento

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 6 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 6 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods6 e notícias sobre o tema abaixo. Para mais informações sobre iniciativas, contexto e estudos, clique aqui.

Arte: Rede Brasil do Pacto Global

Setor privado brasileiro apresenta desafios de sustentabilidade nacionais na sede da ONU

A segunda edição do encontro SDGs in Brazil ocorreu na terça-feira (16) na sede da ONU, em Nova Iorque, com o objetivo de discutir os avanços e desafios brasileiros para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Cerca de 25 representantes dos setores público e privado do país participaram dos debates, junto a membros de agências das Nações Unidas.

Na área ambiental, os debates abordaram como os negócios devem lidar com a crise climática; as florestas como geradoras de prosperidade; os desafios de água e saneamento no Brasil e a relação da prática mineradora com os ODS.

A portuguesa Marina Lobo foi a vencedora do Festival de Filmes ODS em Ação, na categoria “Protegendo o nosso planeta” com a animação “Aquametragem”. Foto: ONU News/Reprodução

Portuguesa vence festival de filmes na ONU com animação sobre o desperdício de água

A portuguesa Marina Lobo foi premiada com a animação “Aquametragem” no Festival de Filmes ODS em Ação, competição que destaca iniciativas de pessoas e organizações no mundo em prol dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A obra vencedora da categoria “Protegendo o nosso planeta” foi produzida com o objetivo de sensibilizar o mundo para uma mudança de comportamento no modo de consumo de água e para um uso eficiente que contribua para uma maior sustentabilidade hídrica.

Marina recebeu o prêmio na sede da Organização, em Nova Iorque. Em entrevista à ONU News, a animadora explicou que a nova geração inspirou a obra em curta-metragem, que foi produzida pela Agência de Energia e Ambiente de Lisboa.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

PNUD: miséria priva 3,8% dos brasileiros de condições básicas de vida

Em 2015, 3,8% da população brasileira, o equivalente a quase 7,8 milhões de pessoas, vivia em situação de pobreza multidimensional — isto é, sofria privações no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados. A estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em seu mais recente relatório sobre as múltiplas faces da miséria.

O trabalho conjunto dará prioridade aos estados mais vulneráveis e poderá ser estendido a outros territórios posteriormente, dependendo das necessidades. Foto: UNICEF

Venezuela: 2,8 milhões terão acesso melhorado a água potável com apoio do UNICEF

Mais de 2,8 milhões de pessoas, incluindo crianças, adolescentes e famílias venezuelanas, receberão acesso melhorado a água potável como resultado de um acordo de colaboração assinado nesta semana entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o governo da Venezuela.

Como parte do acordo com o Ministério do Poder Popular para a Gestão da Água, o UNICEF vai trabalhar na expansão do abastecimento de água por meio do fortalecimento e reparação de redes de abastecimento, tanques e outras fontes alternativas, bem como o fortalecimento de redes prioritárias de saneamento. Também fornecerá assistência técnica e cooperação no monitoramento da qualidade da água, entre outros.

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

Organismo da ONU completa 25 anos de gestão de riscos ambientais em crises humanitárias

Há 25 anos, a pedido dos países, a ONU Meio Ambiente e o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) formaram a Unidade Conjunta de Meio Ambiente.

Com a tarefa de lidar com as dimensões ambientais de emergências humanitárias, o organismo apoia países que enfrentam desastres naturais, acidentes graves, crises políticas e conflitos armados, buscando respostas harmonizadas entre as necessidades da população e a preservação ambiental.

Empreendedora australiana desenvolveu aplicativo que ensina conceitos de biologia e ecologia para crianças, por meio de um jogo eletrônico. Foto: My Green World

Australiana usa tecnologia para promover educação ambiental de crianças

A australiana Natalie Kyriacou, fundadora e diretora-executiva da empresa My Green World, foi finalista do prêmio Jovem Campeão da Terra de 2018, da ONU Meio Ambiente. A empreendedora tem uma missão: lembrar as pessoas da conexão intrínseca que elas possuem com a natureza e mostrar como a empatia pela biodiversidade é fundamental para o futuro da vida na Terra.

A jovem desenvolveu uma plataforma digital de conteúdos pedagógicos sobre biologia e ecologia, adaptados para crianças. Outro produto da sua companhia é o aplicativo World of the Wild, que ensina conceitos de conservação por meio de um jogo eletrônico.

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul. Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

VÍDEO: A escolha impossível de Charity no Sudão do Sul

O terrível dilema vivenciado por Charity Arko – dar a seus filhos água suja ou nenhuma água – não deveria fazer parte da realidade de nenhuma mãe no mundo. Por isso, o UNICEF construiu um poço de água potável perto da casa de Charity, em Juba, capital do Sudão do Sul.

Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Em Nova Iorque, empresariado brasileiro apresenta iniciativas para cumprir metas da ONU

O setor privado do Brasil mostrará ao mundo, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o que vem fazendo para avançar em sustentabilidade. Em 16 de julho, a Rede Brasil do Pacto Global — aliança corporativa alinhada a valores da ONU — reunirá CEOs e gestores do país e de outras nações para discutir boas práticas do empresariado brasileiro na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil. Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano. Foto: Lubo Minar/Unsplash/CC

Planeta perde 24 bilhões de toneladas de solo fértil todos os anos, alerta ONU

Em uma mensagem em vídeo divulgada para o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, marcado nesta segunda-feira (17), o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o mundo perde anualmente 24 bilhões de toneladas de terra fértil.

Além disso, a degradação da qualidade do solo é responsável por uma redução do produto interno bruto (PIB) de até 8% ao ano.

“Desertificação, degradação da terra e seca são grandes ameaças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo” – alertou Guterres – “particularmente mulheres e crianças”. Ele disse que é hora de mudar “urgentemente” essas tendências, acrescentando que proteger e restaurar a terra pode “reduzir a migração forçada, melhorar a segurança alimentar e estimular o crescimento econômico”, bem como ajudar a resolver a “emergência climática global”.

Prêmio Jovens Campeões da Terra receberá votos do público para escolher vencedores. Foto: PEXELS

Brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais.

Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova Iorque.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

ARTIGO: A agenda incompleta do saneamento básico

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil, Rafael Muñoz, lembra que o país precisa investir anualmente uma média de 26 bilhões de reais nos próximos 14 anos para alcançar as metas de garantir 99% de abastecimento de água e 92% de esgotamento sanitário para a população até 2033, conforme os Planos Nacionais de Segurança Hídrica e Saneamento Básico. Isso é mais do que o dobro do que o país investe hoje: cerca de 12 bilhões de reais ao ano.

“O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos, situação pior do que em Argentina, Colômbia e México, e só melhor do que na Índia entre os BRICS.” Leia o artigo completo.

Usina de energia eólica. Foto: Flickr (CC)/Alex Abian

Dia Mundial do Meio Ambiente promove energias renováveis e tecnologias verdes

Governos, indústria, comunidades e indivíduos em todo o mundo lembraram na quarta-feira (5) o Dia Mundial do Meio Ambiente, o maior evento anual das Nações Unidas para impulsionar ações ambientais, incentivando o compromisso mundial para proteger o planeta.

As celebrações deste ano, realizadas sob o tema “poluição do ar”, convidaram as pessoas a explorar energias renováveis e tecnologias verdes e a melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões em todo o mundo.

Liderada pela China, anfitriã das celebrações em 2019, a mobilização para #CombaterAPoluiçãoDoAr culminou em um recorde de 6.206 eventos e compromissos registrados no site oficial da ONU Meio Ambiente para a data. No Brasil, 240 atividades foram cadastradas, cobrindo quase todo o território nacional.

Estiagem de 2001 arrasou produção agropecuária na Nicarágua. Foto: FAO

ARTIGO: O divisor de águas

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alerta para o agravamento das secas e estiagens, que ameaçam a segurança alimentar e a produção da população rural.

Dirigente aponta que a convivência com a falta d’água será fenômeno comum em muitas partes do mundo — o que exigirá políticas públicas para lidar com o estresse hídrico e uma visão que considere a água como um bem comum.

Acesso a água e saneamento em espaços públicos é tema de desafio online para jovens. Foto: Banco Mundial/Allison Kwesell

Cidades latino-americanas criam aliança para melhorar gestão de recursos hídricos

Mais de 100 representantes de megacidades latino-americanas, de empresas de água e saneamento e de universidades reuniram-se em São Paulo (SP) nesta semana (7 e 8) em evento organizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para discutir desafios e soluções relacionados à gestão da água diante das mudanças climáticas. O encontro também debateu a criação de uma Aliança Regional de Megacidades para a Água e o Clima.

Os representantes das cidades concordaram que mesmo tendo características específicas, as soluções para garantir segurança hídrica nas megacidades podem ser compartilhadas. Participaram da conferência representantes de Bogotá, Buenos Aires, Cidade do México, Rio de Janeiro, São Paulo, Lima e Santiago.

Usina de dessalinização em Al Khaluf, Omã. Foto: Wikimedia Commons

ONU alerta contra impactos ambientais da dessalinização para fornecimento de água doce

Você sabia que vários países, como as Maldivas, Malta e as Bahamas, satisfazem todas as suas necessidades de consumo de água por meio da dessalinização, isto é, com a transformação da água do mar em água doce?

Mas essa fonte pouco convencional de água tem seus riscos para o meio ambiente. Subprodutos da dessalinização são tóxicos para a natureza e suas formas de vida. O relato é da ONU Meio Ambiente.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Evento em SP discute mudanças climáticas e gestão da água nas megacidades latino-americanas

Mais de 100 representantes de megacidades latino-americanas, assim como de universidades e empresas de água e saneamento, reúnem-se em São Paulo (SP) esta semana (7 e 8) para discutir desafios e soluções relacionados à gestão da água diante das mudanças climáticas.

A Conferência América Latina: Megacidades, Água e Mudança Climática acontece na Prefeitura de São Paulo, no auditório do Edifício Matarazzo (Viaduto do Chá, 15 – Centro, São Paulo – SP).

O evento é realizado pela sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), pelo Escritório Regional da UNESCO para Ciências na América Latina e Caribe (UNESCO em Montevidéu) e pelo Escritório da UNESCO no Brasil, no âmbito do Programa Hidrológico Internacional da Organização (IHP, na sigla em inglês).

Comitê lança publicação com recomendações e estratégias sobre uso de medicamentos e “medicalização da vida”. Foto: ONU

Doenças resistentes a medicamentos poderão causar 10 milhões de mortes por ano no mundo

Uma pesquisa da ONU revelou na segunda-feira (29) que, até 2050, 10 milhões de pessoas no mundo poderão morrer a cada ano devido a doenças resistentes a medicamentos. Segundo o levantamento, infecções que não respondem a remédios já são responsáveis por pelos menos 700 mil óbitos anualmente. Dessas mortes, 230 mil são causadas por formas de tuberculose capazes de sobreviver a diferentes fármacos.

Esquema de irrigação restaurado tem aumentado a produtividade de agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão. O projeto opera sob o comando do Ministério da Agricultura, Irrigação e Pecuária e trabalha para melhorar a produtividade agrícola, aprimorando a eficiência do uso da água. A iniciativa recebe apoio financeira do Fundo Afegão de Segurança de Reconstrução.

Afeganistão: com apoio do Banco Mundial, novo canal de irrigação traz desenvolvimento; vídeo

Esquema de irrigação restaurado tem aumentado a produtividade de agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão. O projeto opera sob o comando do Ministério da Agricultura, Irrigação e Pecuária e trabalha para melhorar a produtividade agrícola, aprimorando a eficiência do uso da água. A iniciativa recebe apoio financeira do Fundo Afegão de Segurança de Reconstrução. Confira nesse vídeo.

Sessenta por cento dos resíduos e três quartos do uso de recursos e emissões de gases de efeito estufa vêm das cidades. Foto: EBC

Cúpula das Cidades pede abordagem integrada para infraestrutura urbana

Embora os Estados-membros tenham adotado uma resolução sobre infraestrutura sustentável na Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA), em março, a Cúpula das Cidades reforçou no mesmo mês em Nairóbi, no Quênia, a importância da ação local e a necessidade de uma abordagem integrada para a infraestrutura urbana.

Sessenta por cento dos resíduos e três quartos do uso de recursos e de emissões de gases de efeito estufa vêm das cidades, o que as torna ótimos lugares para promover o consumo e a produção sustentáveis.

Mas preservar o bem-estar de uma população cada vez mais urbana, incluindo pessoas que ainda não têm acesso a moradias e serviços básicos acessíveis e adequados, é tão importante quanto a busca por atingir as metas de desenvolvimento sustentável. Uma abordagem integrada à infraestrutura urbana poderia ajudar a fazer as duas coisas, de acordo com a ONU Meio Ambiente.

Criança lava o rosto no Sudão do Sul (2018). Foto: UNICEF/Meyer

Falta de água e saneamento deixa milhões de vidas em risco no mundo, diz OMS

Mais de 2 bilhões de pessoas enfrentam riscos graves à saúde porque serviços básicos de água não estão disponíveis em um em cada quatro hospitais no mundo, afirmaram as Nações Unidas nesta quarta-feira (3), em apelo para países fazerem mais para prevenir a transmissão de doenças infecciosas evitáveis.

Em primeira avaliação sobre o assunto, o relatório Higiene, Saneamento e Água em Instalações de Assistência de Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), também mostra que um em cada cinco centros de assistência de saúde não possui banheiro ou latrina. O problema afeta ao menos 1,5 bilhão de pessoas, o que provavelmente reflete uma falta de instalações em comunidades como um todo.

À esquerda, o chefe da FAO, José Graziano da Silva. À direita, o papa Francisco. Foto: FAO

Acesso à água é indispensável para erradicar fome, diz chefe da FAO em carta ao papa Francisco

Em carta enviada ao papa Francisco neste mês (1º), o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, ressaltou que o acesso à água potável e ao saneamento é indispensável para a eliminação da pobreza e da fome.

Os dados mais recentes das Nações Unidas mostram que cerca de 4 bilhões de pessoas — quase dois terços da população mundial — enfrentam escassez grave de água pelo menos um mês ao ano.

Relatório da CEPAL apresenta panorama sobre o desenvolvimento sociodemográfico, econômico e ambiental dos países da região. Foto: EBC

CEPAL lança anuário com dados sobre situação socioeconômica e ambiental da América Latina

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou na quinta-feira (28) o Anuário Estatístico da América Latina e do Caribe 2018, disponível em seu site, no qual apresenta um panorama sobre o desenvolvimento sociodemográfico, econômico e ambiental dos países da região.

O relatório destacou desigualdades de gênero nos países da região, evidenciadas pela falta de autonomia econômica das mulheres. Enquanto 28,1% das mulheres latino-americanas e caribenhas de 15 anos ou mais não conta com renda própria, 13,2% dos homens estão em situação similar.

Quanto às condições de moradia e serviços básicos, 95% da população da América Latina e do Caribe dispõe de luz elétrica, 86% têm acesso à água por tubulação, enquanto apenas 65% dispõe de um sistema de esgoto.

Cerrado. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

PNUD promove recuperação do Cerrado brasileiro para proteger ciclos hidrológicos

Conhecido como “berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das 12 regiões hidrográficas do país e abastece seis das oito grandes bacias brasileiras. Mas o bioma também é conhecido pelos altos índices de degradação ambiental — a devastação da sua cobertura vegetal já alcançou 52%. O desmatamento afeta o ciclo hidrológico dos ecossistemas, prejudicando o abastecimento da população.

Ciclone Idai foi o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas. Foto: UNICEF

UNICEF: Mais de 1,5 milhão de crianças precisam de ajuda em Moçambique, Malauí e Zimbábue

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 3 milhões de pessoas, das quais mais da metade são crianças, precisem urgentemente de ajuda humanitária em Malauí, Moçambique e Zimbábue após a passagem do ciclone Idai – o pior desastre a atingir o sudeste da África em pelo menos duas décadas.

O UNICEF lançou na quarta-feira (27) um apelo para arrecadar 122 milhões de dólares para ajudar em sua resposta humanitária a crianças e famílias afetadas pela tempestade e seus efeitos nos três países atingidos pelos próximos nove meses. Saiba como doar.

Torneira pública abastece mil famílias em El Alto, na Bolívia. Imagem: Frame de vídeo do Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Projeto busca melhorar saúde de mulheres e crianças indígenas de Argentina, Bolívia e Paraguai

Com apoio do Brasil e coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a iniciativa “Rumo à saúde universal da população do Grande Chaco Sul-Americano” foi implementada em 2017 e prioriza 19 municípios de sete províncias de Argentina, Bolívia e Paraguai. Cerca de 400 mil pessoas vivem nesta área; aproximadamente 30% delas fazem parte de comunidades indígenas.

A meta do projeto é reduzir as mortes maternas, neonatais e infantis (crianças com menos de 5 anos). Um dos principais elementos da iniciativa é desenhar e fortalecer serviços de saúde culturalmente apropriados para as populações indígenas e rurais que habitam a região e derrubar as barreiras de acesso à atenção.

Menino olha para a câmera, enquanto (à esquerda) a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, fala com pessoas deslocadas internamente durante visita a uma escola secundária usada como abrigo em 22 de março de 2019, em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/Prinsloo

UNICEF envia ajuda para pessoas afetadas por ciclone Idai em Moçambique

“Estamos numa corrida contra o tempo para ajudar e proteger as crianças nas áreas devastadas pelo desastre em Moçambique”, afirmou a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, no final de uma visita a Beira, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai.

O UNICEF está preocupado com o fato de que inundações, combinadas com condições de superlotação nos abrigos, falta de higiene, água estagnada e fontes de água infectadas, coloquem crianças e famílias em risco de doenças como cólera, malária e diarreia.

Participantes celebram encerramento da 63ª sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres na sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Comissão da ONU aprova documento final para garantir proteção social às mulheres

O órgão das Nações Unidas dedicado exclusivamente à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres finalizou na sexta-feira (22) sua sessão anual com um acordo sobre maneiras de salvaguardar e melhorar o acesso de mulheres e meninas a sistemas de proteção social, serviços públicos e infraestrutura sustentável.

A 63ª sessão da Comissão sobre a Situação de Mulheres (CSW63) tradicionalmente reúne defensoras dos direitos das mulheres de todo o mundo na sede da ONU em Nova Iorque para duas semanas de diálogos, painéis e eventos. A sessão foi concluída com um forte compromisso de Estados-membros para garantir que serviços, infraestrutura e sistemas de proteção social sejam projetados e usados para prevenir a discriminação e criar um “campo nivelado” para mulheres e meninas.

Ciclone Idai em Moçambique, Zimbábue e Malauí: saiba como ajudar

O ciclone tropical Idai chegou à terra durante a noite de 14 para 15 de março de 2019, perto da cidade de Beira, província de Sofala, no centro de Moçambique. O ciclone provocou chuvas torrenciais e ventos nas províncias de Sofala, Zambézia, Manica e Inhambane.

A cidade da Beira, na província de Sofala, região central de Moçambique, perdeu a comunicação. O impacto total do ciclone ainda está por ser estabelecido. No entanto, os relatórios iniciais indicam pelo menos 500 mortos e danos significativos na infraestrutura em Beira e arredores.

O ciclone Idai continuou em terra como uma tempestade tropical e atingiu o leste do Zimbábue com fortes chuvas e fortes ventos. A tempestade causou ventos fortes e precipitação intensa nos distritos de Chimanimani e Chipinge, causando inundações ribeirinhas e repentinas e mortes subsequentes, bem como destruição de meios de subsistência e propriedades.

Saiba aqui como ajudar.

Cecilia Borges e seu filho Fernandinho Armindo caminham por um assentamento informal destruído em Beira, Moçambique. Foto: UNICEF/de Wet

ONU pede apoio internacional para Moçambique após ciclone deixar 400 mil desalojados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, cobrou mais apoio da comunidade internacional a Moçambique, onde enchentes e um ciclone na semana passada desalojaram 400 mil pessoas e deixaram outras 259 mortas, segundo dados obtidos por agências das Nações Unidas.

Em pronunciamento nesta sexta-feira (22), o chefe das Nações Unidas enfatizou que, mesmo com a liberação de 20 milhões de dólares do Fundo de Resposta de Emergências da Organização, mais recursos são necessários para enfrentar as consequências do desastre.

Mariam Souleye Maiga (em vermelho) com um grupo de ex-refugiadas. Foto: ACNUR/Mark Henley

ONU e União Europeia viabilizam poços de água em cidade afetada por conflito no Mali

Depois do conflito deslocar moradores de Gao, cidade do Mali de pouco mais de 100 mil habitantes, associações comunitárias passaram a ajudar pessoas a retornar à cidade e recomeçar suas vidas com o apoio de um financiamento da União Europeia.

No sol quente de uma manhã de março, risadas ecoam enquanto 20 mulheres se juntam para coletar água para preparar o almoço. O poço foi instalado em 2018 com financiamento do Fundo Fiduciário de Emergência da União Europeia para a África e por meio da gestão da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O investimento faz parte de um dos dois dutos que custaram 21,5 mil euros e foram instalados no ano passado.

Crianças rohingya brincam no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/ Roger Arnold

ONU e parceiros instalam pontos de água potável em campos de refugiados em Bangladesh

Durante meses, após fugir da violência em Mianmar tendo como destino Bangladesh, o refugiado rohingya Nurul Salam e sua esposa, Lalu Begum, tinham de consumir água que frequentemente deixava toda a família doente, com dores de garganta e diarreia.

Agora, graças a um sistema de água recentemente instalado movido a energia solar, eles estão entre as milhares de pessoas no assentamento de refugiados de Kutupalong, em Cox’s Bazar, que podem caminhar até um estande, abrir a torneira e encher um balde com água potável.

O sistema é uma das oito iniciativas instaladas no último semestre por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), OXFAM, Médicos Sem Fronteiras e a agência não governamental de Bangladesh BRAC, atendendo um total de 40 mil pessoas. Existem planos para instalar outras dez redes no próximo ano, o que beneficiará mais de 80 mil refugiados.

Ações como coleta seletiva, sistemas para evitar o desperdício de água e licitações que seguem critérios de sustentabilidade são exemplos de iniciativas que podem ser submetidas ao processo seletivo. Foto: Pedro França/Agência Senado

ARTIGO: Dia Mundial da Água 2019 — ‘Não deixar ninguém para trás’

Em artigo para lembrar o Dia Mundial da Água, 22 de março, a assessora de gestão corporativa do Pacto Global da ONU no Brasil, Giuliana Moreira, alerta que cerca de 35 milhões de cidadãos não têm acesso a água potável no país. Ainda segundo a especialista, 100 milhões de brasileiros não possuem saneamento adequado.

Giuliana defende o engajamento do setor privado na busca por soluções que contribuam para o uso sustentável dos recursos hídricos e para a universalização dos serviços de água e saneamento.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

UNICEF: mais crianças morrem por água não tratada do que por violência no mundo

Crianças menores de 15 anos que vivem em países afetados por conflitos prolongados têm, em média, quase três vezes mais chances de morrer de doenças diarreicas causadas pela falta de água potável, saneamento e higiene do que por violência direta, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (22).

“As chances já estão contra as crianças vivendo em conflitos prolongados – com muitas incapazes de chegar a uma fonte de água segura”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “A realidade é que há mais crianças que morrem por falta de acesso a água potável do que por balas”.

Agricultores coletam água potável no vilarejo de Badnoogo, em Burkina Faso. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Em dia mundial, ONU pede acesso universal a serviços de água e saneamento

Dirigentes da ONU pediram nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água, que países “não deixem ninguém para trás” no acesso a serviços de água potável e saneamento básico.

Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pessoas no mundo vivam sem água própria para o consumo humano.

Organização alerta que degradação ambiental, crescimento populacional e mudanças climáticas poderão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos recursos hídricos.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

Relator defende abordagem de direitos humanos para diminuir desigualdades no acesso a água e saneamento

Em pronunciamento para o Dia Mundial da Água, 22 de março, o relator da ONU Léo Heller alertou que uma em cada três pessoas no mundo ainda não tem acesso a água potável e mais da metade da população global não tem saneamento adequado.

O especialista cobrou que países atendam às necessidades dos grupos mais vulneráveis e desprovidos desses serviços, invertendo a lógica tradicional de priorizar a oferta de esgotamento sanitário e abastecimento para quem pode pagar.