Igualdade de gênero

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5 diz: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5 diz: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods5 e notícias sobre o tema abaixo. Dentro do Sistema ONU, quem lidera o tema é a ONU Mulheres. Acesse o site da agência no Brasil (www.onumulheres.org.br).

Mãe segura recém-nascido em maternidade de Dhaka, em Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

OMS publica novas diretrizes para reduzir intervenções médicas desnecessárias no parto

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta quinta-feira (15) novas diretrizes sobre padrões globais de atendimento às mulheres grávidas, com o objetivo de reduzir o uso desnecessário de algumas intervenções médicas como, por exemplo, a cesárea.

“Queremos que as mulheres deem à luz em um ambiente seguro, com profissionais qualificados e em unidades bem equipadas. No entanto, a crescente ‘medicalização’ de processos normais de parto estão minando a capacidade das mulheres de dar à luz, e afetando negativamente sua experiência de parto”, disse Nothemba Simelela, diretora-geral assistente para família, mulheres, crianças e adolescentes da OMS.

Reunião comunitária em Aurangabad, na Índia. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

ONU: sem ações pela igualdade de gênero, mundo não alcançará objetivos globais

Sem o rápido progresso para a igualdade de gênero e ações reais para acabar com a discriminação contra mulheres e meninas, a comunidade global não será capaz de manter a promessa de “não deixar ninguém para trás” no caminho para pôr fim à pobreza, proteger o planeta e avançar na prosperidade até 2030, de acordo com novo relatório das Nações Unidas lançado na quarta-feira (14).

“Este é um sinal urgente para a ação, e o relatório recomenda os caminhos a seguir”, disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, no lançamento do documento “Transformando promessas em ação: Igualdade de Gênero na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

Mobilização online com vlogueiras negras foi uma das ações digitais inovadoras da ONU Mulheres em 2017 para afirmar o protagonismo das mulheres negras e a priorização delas nas agendas globais das Nações Unidas. Foto: ONU Mulheres/Mara Silva

ONU Mulheres apresenta ações de comunicação em defesa dos direitos das mulheres

Representante da ONU Mulheres apresentou práticas da organização para engajar usuários na promoção de uma Internet com mais respeito e diversidade no Brasil, durante o evento Hub Dia Mundial de Internet Segura 2018, promovido pela organização não governamental Safernet em São Paulo no início de fevereiro (6).

A agência da ONU apresentou maneiras de promover mobilizações online e conteúdos colaborativos sobre direitos das mulheres. Com o tema “Crie, conecte e compartilhe respeito”, o encontro reuniu as principais organizações da sociedade civil, empresas de tecnologia e iniciativas para tornar a Internet mais inclusiva.

Adriana Carvalho, gerente dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, fala da necessidade de investimentos em meninas nas áreas de ciência e tecnologia. Foto: ONU Mulheres/Amanda Talamonte

ONU defende aumentar participação de mulheres em ciência e tecnologia

A ONU Mulheres, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a empresa de análise para decisões de crédito Serasa Experian promoveram no início de fevereiro (5) evento em São Paulo para discutir formas de aumentar a participação das mulheres e meninas na ciência e na tecnologia.

Em 2017, a ONU Mulheres fez o alerta global de que as mulheres estão fora dos principais postos de trabalho gerados pela revolução digital. Elas têm somente 18% dos títulos de graduação em Ciências da Computação e são, atualmente, apenas 25% da força de trabalho da indústria digital.

O relatório combina exemplos de empresas de todo o mundo com uma análise aprofundada de 10 corporações em oito países, incluindo o Brasil. Foto: FAO/Ubirajara Machado

Políticas laborais de apoio a quem tem filhos beneficiam trabalhadores e empresas, diz relatório

Estudo de subsidiária do Banco Mundial analisou políticas laborais de países latino-americanos, caribenhos e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para apoiar quem tem filhos e conclui que elas beneficiam tanto profissionais quanto as empresas.

Além de discutir as vantagens dos programas de suporte para mães e pais, o relatório apresenta várias recomendações para empresas que desejam implementá-los ou aprimorá-los.

Professora Amivi Kafui Tete-Benissan (esquerda) ensina biologia celular e bioquímica na Universidade de Lomé, na capital do Togo. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

Maioria dos países está longe de alcançar paridade de gênero na ciência, dizem agências da ONU

A maioria dos países, industrializados ou não, está longe de alcançar a paridade de gênero nas disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, em todos os âmbitos do sistema educacional. O alerta foi feito pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, e pela diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, em mensagem conjunta para a ocasião do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro.

“É difícil para as meninas acreditarem em si mesmas como cientistas, exploradoras, inovadoras, engenheiras e inventoras quando as imagens que veem nas mídias sociais, nos livros didáticos e na publicidade refletem os papéis estreitos e limitantes de gênero”, disseram as oficiais da ONU.

Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

Especialista da ONU pede que El Salvador amplie ações de combate a homicídios

El Salvador precisa urgentemente tomar passos mais efetivos para prevenir assassinatos e acabar com o ciclo vicioso de impunidade que perpetua esses crimes, disse um especialista das Nações Unidas na terça-feira (6).

Ao final de uma visita oficial, Agnes Callamard, relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, enfatizou em comunicado os duradouros e complexos desafios de segurança do país, incluindo uma das maiores taxas de assassinato do mundo, a maioria das quais atribuída a gangues.

Agências da ONU promovem ação de Carnaval sobre prevenção, direitos sexuais e reprodutivos

O que #ÉbomSaber para curtir um Carnaval de forma saudável e protegida? Desde quarta-feira (7), diversas dicas sobre prevenção, saúde e direitos sexuais e reprodutivos começam a ser veiculadas nas redes sociais com o objetivo de incentivar a disseminação de informações importantes para foliões e foliãs.

Ao longo de duas semanas, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), com apoio das redes sociais da ONU Brasil, irão divulgar vídeos e conteúdos interativos em forma de quiz e enquetes, como parte da iniciativa #ÉbomSaber.

Latifatou Compaoré , de 14 anos, foi salva da mutilação genital feminina por sua mãe, uma vítima dessa prática que se recusou a deixar sua filhar ser submetida ao procedimento. Foto: UNFPA/Luca Zordan

Cerca de 68 milhões de meninas e mulheres sofrerão mutilação genital até 2030, diz Fundo de População da ONU

Caso nada seja feito, as estimativas atuais de 3,9 milhões de meninas mutiladas por ano subirão para 4,6 milhões. Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou dados atualizados sobre essa forma de violência nesta terça-feira (6), Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

Data mobilizou dirigentes da ONU, como o secretário-geral António Guterres, a enviada para Juventude, Jayathma Wickramanayake, e a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, que condenaram a prática.

Foto: Paula Molina e Henrique Fernandes/Divulgação

ARTIGO: A responsabilidade sobre o assédio é do assediador

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, afirma que quando as mulheres compartilham suas histórias de assédio sexual e criam uma rede de apoio, mostrando para o mundo a dimensão do problema, o papel dos homens é ouvir.

Segundo ela, apenas ouvindo, reconhecendo o problema e se responsabilizando por ajudar a eliminá-lo, que os homens poderão apoiar as mulheres. Leia o artigo completo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante coletiva de imprensa na sede da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

ONU não vai tolerar assédio sexual na organização, diz António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as Nações Unidas não tolerarão o assédio sexual “a qualquer tempo e em qualquer lugar” dentro da organização.

Segundo Guterres, o assédio sexual está enraizado nos desequilíbrios de poder históricos entre homens e mulheres. O chefe da ONU disse que tem plena consciência da cultura machista que permeia os governos, o setor privado, as organizações internacionais e mesmo áreas da sociedade civil.

Uma das medidas das Nações Unidas já foi colocada em prática: pela primeira vez na história, as mulheres são maioria nos cargos de direção do Secretariado da ONU.

Debate promovido por UNESCO, ONU Mulheres e Serasa Experian discute empoderamento das mulheres na ciência e tecnologia. Foto: EBC

ONU e Serasa promovem debate em SP sobre mulheres na ciência

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a ONU Mulheres e a Serasa Experian, empresa brasileira de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, realizam nesta segunda-feira (5) em São Paulo o evento “Por um Planeta 50-50 em 2030: Mais Mulheres e Meninas na Ciência & Tecnologia”, com o objetivo de promover o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero nessas áreas. O debate é transmitido ao vivo pela Internet.

Membros do Conselho Consultivo do UNFPA. Foto: UNFPA/Débora Klempous

Fundo de População das Nações Unidas no Brasil empossa Conselho Consultivo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) empossou oficialmente na semana passada (31) em São Paulo seu Conselho Consultivo, grupo formado por 14 profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente nas áreas em que atuam.

O principal objetivo do Conselho é constituir um espaço plural, de incentivo e apoio à identificação, articulação e proposição de estratégias, parcerias e soluções inovadoras para o UNFPA.

Campanha aborda diferenças entre paquera e assédio. Imagem: SPM-BA/ONU Mulheres

Com apoio da ONU, Bahia faz campanha contra a violência de gênero no Carnaval

“Cantada pode, assédio não. Olhar pode, constranger não. Na boa pode, à força não”. A diferença entre o assédio e a paquera saudável é o mote da campanha Respeita as Mina, criada pelo governo da Bahia para o Carnaval 2018. Iniciativa é da Secretaria estadual de Políticas para as Mulheres em parceria com a ONU Mulheres Brasil. Estratégia promoverá ações de conscientização e terá apoio do trio Respeita as Mina, puxado pelas baianas Pitty, Larissa Luz e Karina Buhr.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Brasil ratifica Convenção 189 da OIT sobre trabalho doméstico

O governo brasileiro depositou na quarta-feira (31) no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o instrumento formal de ratificação da Convenção número 189 sobre trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para a OIT, a ratificação da Convenção nº 189 representa um passo importante que apoia uma série de medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de fornecer proteções fundamentais aos trabalhadores domésticos.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil — mais do que em qualquer outro país do mundo. A maior parte é mulher, indígena e afrodescendente.

Em todo o mundo, mais de 1 bilhão de pessoas deixam seus lares. Grande parte deste contingente são mulheres acompanhadas de filhos e filhas. Em viagens dentro do mesmo país ou em na busca por oportunidades em outras nações, são mulheres que, acima de tudo, buscam por humanidade. Elas somos nós.

ONU lança vídeo sobre maternidade e migração em campanha contra xenofobia em Roraima

As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira (1º) o terceiro vídeo da campanha contra a xenofobia implementada pela ONU em Roraima. A produção audiovisual aborda os desafios da maternidade em situações de migração e refúgio.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do estado (UFRR) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 42% das venezuelanas que migraram para o Brasil vieram sozinhas com seus filhos e são responsáveis financeiras pelo lar.

A irmã Angélique Namaika em Dungu, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/B.Sokol

A freira e a bicicleta: apoio a mulheres e meninas congolesas

A irmã Angélique Namaika recebeu o Prêmio Nansen para os refugiados em 2013 por ajudar mulheres e meninas deslocadas na República Democrática do Congo. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está à procura de uma nova heroína ou herói que apoie os refugiados.

O Prêmio Nansen do ACNUR visa reconhecer o trabalho de indivíduos e/ou grupos para ajudar pessoas em situação de refúgio. Você conhece alguém com esse perfil? As inscrições vão até dia 8 de fevereiro; saiba mais.

Foto: UNAIDS

Publicação de Harvard traz artigos sobre direitos humanos e HIV

Uma seção especial sobre HIV foi publicada em dezembro pelo periódico Health and Human Rights Journal, do Centro de Saúde e Direitos Humanos da universidade norte-americana de Harvard, informou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A publicação traz 11 artigos sobre temas como estigma e discriminação relacionados com o HIV, desigualdade de gênero e efeitos do abuso e da criminalização de populações-chave.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Tema do Dia Internacional da Mulher deste ano celebra ativistas rurais e urbanas

A ONU Mulheres anunciou na quarta-feira (30) que o tema do Dia Internacional da Mulher deste ano é “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Em 2018, o 8 de março ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança, disse a agência da ONU.

Além de estarem mais expostos ao risco de morte violenta intencional, os negros e negras também integram o grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde. Foto: EBC

Negros têm maior incidência de problemas de saúde evitáveis no Brasil, alerta ONU

Mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, hanseníase e tuberculose. Estes são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais, alertaram as Nações Unidas na segunda-feira (29), com base em dados oficiais.

“A população negra não é uma população doente”, explica Lúcia Xavier, coordenadora da organização de mulheres negras Criola. “O que acontece é que ela vive com menos qualidade. O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida”, afirma.

Mãe e filha em centro de saúde apoiado pelo UNFPA. Agência presta serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e neo-natal. Foto: UNFPA Namíbia/Emma Mbekele

Fundo de População das Nações Unidas no Brasil dá posse a Conselho Consultivo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), agência da ONU especializada em demografia, juventude e saúde sexual e reprodutiva, realiza na próxima quarta-feira (31) evento oficial em São Paulo para dar posse a seus conselheiros e conselheiras. O encontro é fechado ao público.

O Conselho Consultivo é formado por 14 pessoas reconhecidas nacional e internacionalmente nas áreas em que atuam. Seu principal objetivo é constituir um espaço plural, de incentivo e apoio à identificação, articulação e proposição de estratégias, parcerias e soluções inovadoras para o Fundo de População da ONU.

Participação de meninas em ciências exatas e tecnológicas é tema de edital da ONU Mulheres e parceiros. Foto: Fuzileiros Navais dos Estados Unidos/Ida Irby

ONU apoiará projetos brasileiros para inclusão de meninas nas áreas de exatas e tecnologia

A ONU Mulheres e instituições parceiras anunciaram nesta semana (23) os ganhadores de um edital que disponibilizará recursos para projetos de inserção de meninas nas áreas de tecnologia e ciências exatas. Entre as dez iniciativas selecionadas, estão programas de capacitação em robótica, desenvolvimento de games e aplicativos, oficinas de mídias digitas e software livre e experimentos com plantas medicinais.

Na Bélgica, adolescente afegã sonha em empoderar meninas de seu país de origem, o Afeganistão. Foto: ACNUR/Humans of Amsterdam/Fetching_Tigerrs

Na Bélgica, adolescente afegã sonha com igualdade entre homens e mulheres no seu país de origem

‘No Afeganistão, as meninas não recebem o mesmo tratamento que os meninos. Meu maior sonho na vida é poder abrir uma escola para mulheres, onde possam aprender a ler e a escrever.’

Aos 16 anos, a afegã Madina vive como refugiada na Bélgica, onde encontrou segurança para reconstruir sua vida após fugir de situações de violência em seu país de origem. Para o futuro, deseja empoderar as meninas do Afeganistão.

Campanha #CarnavalSemAssédio mobiliza foliões pelo fim da violência contra as mulheres. Imagem: Divulgação

ONU apoia campanha #CarnavalSemAssédio

Paquerar, beijar e se divertir fazem parte do Carnaval, mas há uma condição inegociável: é preciso respeitar o outro. É preciso que haja consentimento.

Em defesa dessa ideia, a ONU Mulheres se uniu à campanha #CarnavalSemAssédio, do Catraca Livre. Iniciativa vai mapear os locais de grandes cidades em que as mulheres são mais vulneráveis a abusos. Outra frente da mobilização é a cobrança de providências do poder público. Em 2017, só no Rio de Janeiro, uma mulher era agredida no Carnaval a cada 4 minutos.

Casa de repouso para idosos financiada pelo governo de Moçambique. Foto: Banco Mundial/Eric Miller

Com apoio do Brasil e ONU, Moçambique avança na proteção dos direitos das mulheres

Moçambique começou 2018 com mais justiça para as mulheres. O país acaba de concluir um projeto de dois anos para combater a violência de gênero. Iniciativa de cooperação Sul-Sul contou com a parceria do Brasil e de organismos das Nações Unidas. Com o programa, a nação africana conseguiu capacitar agentes públicos de saúde, justiça, segurança e assistência social, além de implementar métodos padronizados de atendimento a vítimas de abuso.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Respeito pela diversidade étnica e religiosa será pilar das minhas ações, diz chefe da ONU

Em reunião com os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o chefe da Organização, António Guterres, apresentou na terça-feira (16) 12 áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa, o combate às mudanças climáticas e a promoção da migração segura. Um 13º ponto elencado pelo dirigente como transversal a todas as temáticas é o empoderamento das mulheres.

Em coletiva de imprensa após o pronunciamento, Guterres afirmou que “o respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” de suas ações.

Mulher indígena no Brasil. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar

FAO critica preconceito de gênero, classe e etnia enfrentado por mulheres indígenas

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, pediu nesta sexta-feira (12) o fim da “discriminação tripla” enfrentada pelas mulheres indígenas, suscetíveis a preconceito e exclusão por seu gênero, por serem de povos originários e por serem pobres. Em fórum regional, no México, chefe da agência da ONU defendeu o empoderamento social e econômico desse grupo.

Foto: UNESCO

Guia de educação em sexualidade da ONU enfatiza igualdade de gênero e direitos humanos

Perto de completar dez anos, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, teve esta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Com base em uma análise das melhores práticas no mundo, o guia mostra que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornar mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva. Também é essencial no combate à evasão escolar de meninas provocada por gravidez ou casamento precoce.

Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará

A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.

Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa 50 dias em diferentes municípios da região nordeste do estado, já tendo lecionado em comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.

Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, “O Valente não é Violento”, currículo interdisciplinar disponível na Internet que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas.

Meninos passam em frente a edifícios destruídos em Maarat al-Numaan, na província de Idlib. Foto: UNICEF/Giovanni Diffidenti

Equipes humanitárias da ONU alertam para situação de civis no norte da Síria

Equipes humanitárias das Nações Unidas e seus parceiros na Síria expressaram na quarta-feira (3) profunda preocupação com a proteção e o bem-estar de dezenas de milhares de civis nas províncias de Hama e Idlib, norte do país, após confrontos deixarem mortos, feridos e deslocados na região.

De acordo com um porta-voz da ONU, na terça-feira (2), sete pessoas foram assassinadas e ao menos 18 ficaram feridas após um ataque aéreo atingir a cidade de Khan Elsobol, sul de Idlib. No mesmo dia, 25 pessoas ficaram feridas e diversas lojas foram danificadas quando bombardeios atingiram o principal mercado da cidade de Jisr-Ash-Shugur, no oeste da mesma província.

Menina iraquiana em aula na província de Dohuk, no Iraque. Foto: UNICEF/Mackenzie

Novas leis sobre casamento no Iraque podem privar crianças de sua infância, criticam dirigentes da ONU

Dirigentes das Nações Unidas expressaram preocupação com propostas de lei no Iraque que não definem com clareza a idade mínima para homens e mulheres poderem casar. Para representantes da ONU, ao não determinar explicitamente que é necessário ter 18 anos para celebrar um matrimônio, legislação se configura como retrocesso do país, ameaçando compromissos já firmados pelo Estado iraquiano para combater a violência sexual.

Apesar de a mortalidade materna ter caído 43% na América Latina e 30% no Caribe de 1990 a 2010, o progresso foi insuficiente para alcançar o objetivo de redução de 75% estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Foto: OPAS/OMS

‘Nenhuma mulher deve morrer no processo de se tornar mãe’, diz diretora da OPAS

Um enfoque baseado em direitos humanos que utilize instrumentos legais internacionais pode ajudar no esforço de redução da mortalidade materna nas Américas, disseram especialistas durante simpósio realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no início de dezembro (8) em Washington.

Apesar de a mortalidade materna ter caído 43% na América Latina e 30% no Caribe de 1990 a 2010, o progresso foi insuficiente para alcançar o objetivo de redução de 75% estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas em 2015. “Isso é um reflexo da desigualdade dentro e entre os países, e também uma negação dos direitos humanos daquelas mulheres que morreram por conta de algo tão natural com dar a luz”, disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne.