Arquivo da tag: Igualdade de gênero

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5 diz: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 5 diz: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods5 e notícias sobre o tema abaixo. Dentro do Sistema ONU, quem lidera o tema é a ONU Mulheres. Acesse o site da agência no Brasil (www.onumulheres.org.br).

Nos dias 15 e 16 de dezembro, a caravana Tá no Rumo passou pelo município de Capitão Leônidas Marques. Foto: Trópico/Vino Carvalho

Campanha leva informações sobre saúde sexual e direitos a 2 mil jovens no Paraná

Cerca de 2 mil pessoas, a maioria adolescentes, já passaram pelas atividades da caravana “Tá no Rumo”. A ação visitou sete municípios do oeste do Paraná em novembro e dezembro de 2019, levando informação sobre saúde, afetividades e sexualidade. A partir de março de 2020, outros oito municípios receberão as atividades.

A ação é parte do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, uma parceria entre a ITAIPU Binacional e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

UNAIDS: acesso à saúde não pode ser privilégio dos mais ricos do mundo

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está participando de vários eventos na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, para destacar a necessidade de os governos cumprirem seus compromissos de realizar a cobertura universal de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás.

“Os serviços de saúde financiados publicamente são o maior equalizador da sociedade”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente mulheres e meninas, que perdem o direito à saúde primeiro e precisam arcar com o ônus de cuidar de suas famílias.”

Equipe da ONU Mulheres durante as discussões do setor privado sobre igualdade de geração no Quênia. Foto: ONU Mulheres/Kennedy Okoth

ONU Mulheres anuncia temas para o Fórum Geração Igualdade

A ONU Mulheres, movimentos feministas do mundo, governos do México e da França anunciaram na semana passada (15) os temas das Coalizões de Ação do Fórum Geração Igualdade que acontecerá na Cidade do México e em Paris este ano.

As Coalizões de Ação são parcerias com governos, sociedade civil, organizações internacionais e setor privado para catalisar a ação coletiva, impulsionar o investimento público e privado e fornecer resultados positivos para mulheres e meninas em todo o mundo.

Elitânia de Souza da Hora, 25 anos, era ativista dos direitos humanos e uma promissora liderança jovem da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vitória, no município de Cachoeira, na Bahia. Foto: Reprodução internet.

ARTIGO: 1 mês sem Elitânia e a naturalização da violência contra a mulher

Em artigo, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Band, lembra que há mais de um mês Elitânia de Souza da Hora, uma jovem negra e quilombola, estudante de Serviço Social, foi assassinada a tiros na Bahia. O principal suspeito é seu ex-namorado, que foi preso.

“A voz de Elitânia não é a primeira que é calada no país. Assim como ela, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2018. Entre elas, 61% eram negras e 52,3% dos assassinatos foram cometidos por arma de fogo.” Leia o artigo completo.

Equipe do Fundo de População da ONU (UNFPA) e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Pará (COSEMS/PA) na Casa da ONU, em Brasília (DF). Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

UNFPA firma parceria com secretarias municipais do Pará em saúde da mulher

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Pará (COSEMS/PA) firmaram na segunda-feira (13), em Brasília (DF), uma parceria que visa promover atividades conjuntas, como intercâmbios técnicos e capacitações, para promover os direitos e a saúde de adolescentes, jovens e mulheres nos municípios do estado.

A representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, enfatizou que o COSEMS do Pará é a porta de entrada no estado para alcançar zero mortes maternas evitáveis, zero necessidades insatisfeitas de contracepção e zero violência contra mulheres e meninas.

Trabalho doméstico não remunerado, mais frequentemente realizado por mulheres, têm grande importância na economia dos países, segundo a ONU Mulheres. Foto: ONU Mulheres.

Participação laboral é menor entre mulheres com baixa escolaridade na América Latina

Mulheres latino-americanas com baixa escolaridade têm menor participação no mercado de trabalho em comparação com aquelas com nível educacional avançado, segundo estudo divulgado por CEPAL e OIT. Na maioria dos países da região, a taxa de participação laboral das mulheres desse grupo é inferior a 45%, enquanto entre as mulheres com alta escolaridade chega a 80%.  

A menor participação laboral das mulheres com baixa escolaridade pode estar relacionada à pobreza monetária e à falta de tempo, que em alguns lares de baixa renda formam um ciclo vicioso difícil de superar, afirmou o estudo.

As mulheres de famílias de baixa renda costumam estar sujeitas a uma maior demanda de tempo de trabalho doméstico e cuidados que as limita em sua busca de emprego e restringe suas possibilidades de inserção e permanência no mercado de trabalho. 

União dos Escoteiros do Brasil é parte do movimento ElesPorElas – HeForShe em defesa dos direitos de mulheres e meninas Foto: Escoteiros do Brasil

ONU Mulheres promoverá oficinas para escoteiras e escoteiros em Foz do Iguaçu (PR)

A igualdade entre homens e mulheres, meninos e meninas é parte da programação do 16º Jamboree Iberamericano e do 3º Camporee Scout Interamericano, que acontecerá de 4 a 10 de janeiro de 2020, em Foz do Iguaçu, Paraná.

O conteúdo será articulado nas oficinas ElesPorElas – HeForShe, promovidas pela ONU Mulheres e pela União dos Escoteiros do Brasil, para escoteiras e escoteiros de 11 a 17 anos. Nos encontros, é aguardada a presença de mais de 6 mil pessoas.

Quirguiz Anastasia Divinskaya é nova representante da ONU Mulheres Brasil

A ONU Mulheres Brasil anunciou nesta segunda-feira (23) que a quirguiz Anastasia Divinskaya assumiu o posto diplomático de representante da organização no país, incorporando-se ao escritório em Brasília (DF).

Com 19 anos de experiência profissional nas Nações Unidas em igualdade de gênero, empoderamento das mulheres e direitos humanos, Divinskaya foi representante da ONU Mulheres Ucrânia. Lá, liderou a criação do escritório no país, o qual possui amplo portfólio programático com ações na região da Ásia Central e Europa.

Ação do projeto do Pró-Semiárido na Bahia.

Caderneta agroecológica contabiliza trabalho de agricultoras na Bahia

O I Encontro das Guardiãs da Agrobiodiversidade do Semiárido Baiano foi realizado até quarta-feira (18) em Senhor do Bonfim (BA) reunindo mais de 300 agricultoras familiares para discutir temas como caderneta agroecológica (contabilização da produção das mulheres), feminismos, empoderamento e autonomia.

O encontro foi uma realização da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vincula à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do Pró-Semiárido, projeto fruto do acordo de empréstimo feito entre o Governo do Estado da Bahia e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas.

Ita Tin é presidente-executiva do Clue, aplicativo de monitoramento menstrual. Foto: Clue/Divulgação

Aplicativo de monitoramento menstrual adere a aliança pela saúde do UNFPA

O aplicativo de monitoramento menstrual Clue é um dos mais novos membros e signatários da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil. O aplicativo para celular, além de trazer previsões sobre menstruação, tensão pré-menstrual (TPM) e janela de fertilidade, também mostra informações sobre o corpo feminino com conteúdo educativo.

Em nota, Ita Tin, presidente-executiva do Clue, ressaltou a importância de o aplicativo ser um parceiro oficial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil.

“Os compromissos firmados sob a aliança nos ajudarão a contar ainda mais histórias sobre saúde reprodutiva, menstrual e sexual desde uma perspectiva brasileira, o que se alinha com a missão geral do Clue de promover o empoderamento e a autonomia de mulheres e pessoas com ciclos”, diz.

"A masculinidade não é natural, nem unívoca, mas produzida em contextos históricos e reproduzida ritualmente no cotidiano”, Osmundo Pinho, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Foto: Egg Studios NY/Unplash.

Repensando masculinidades: especialistas sugerem boas práticas no enfrentamento à violência de gênero

É necessário que sociedade repense a normalidade com a qual encara o comportamento masculino violento, uma vez que ele afeta negativamente principalmente as mulheres, mas também os homens.

De acordo com o 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, sendo 61% delas mulheres negras e 52,3% dos assassinatos foram cometidos com arma de fogo.

Em 88,8% dos casos, o autor era o companheiro ou o ex-companheiro da vítima. Leia a reportagem do UNFPA Brasil.

Venezuelanas abrigadas nos espaços da Operação Acolhida participaram de uma oficina de fotografia promovida pela agência. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo.

Fundo de População da ONU promove atividades com venezuelanas pelo fim da violência contra mulheres

Em marco à campanha global dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, escritórios do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Roraima e em Manaus promoveram atividades com mulheres venezuelanas para abordar o tema dentre a população refugiada e migrante vivendo no país.

Atividades envolveram parceiros e demais agências do sistema ONU no Brasil, como a ONU Mulheres e a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), e incluíram oficina de fotografia, exposição de retratos, rodas de conversa e debates sobre saúde sexual e reprodutiva. Segundo o chefe de escritório do UNFPA em Roraima, Igo Martini, “mulheres e meninas defensoras dos direitos humanos deram visibilidade às suas lutas de todos os dias”.

Em Pacaraima, cidade na fronteira entre os dois países que concentra grande parte do fluxo migratório, uma dos encontros promovidos pela agência foi uma roda de conversa com homens para debater masculinidades e combater à violência baseada em gênero em suas comunidades.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Gestores são capacitados a prevenir e responder à violência de gênero em RR e AM

O escritório regional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para América Latina e Caribe realizou em novembro oficina de formação de combate à violência de gênero para gestores que trabalham na assistência humanitária em Manaus (AM), Boa Vista e Pacaraima (RR).

“Temos observado que, com a resposta ao atual fluxo migratório proveniente da Venezuela, o número de pessoas enfrentando incidentes de violência baseada em gênero tem aumentado consideravelmente”, disse Victoria Laroche, especialista em violência baseada em gênero em emergência do escritório regional do UNFPA.

“Por isso a importância de fortalecer as capacidades de resposta em cada país que recebe pessoas deste fluxo migratório, para que a prevenção e a resposta seja a mais adequada possível”, completou.

Foto: ONU Mulheres/Pornvit Visitoran

Dia Internacional das Mulheres de 2020 terá como foco a igualdade de direitos

Em 2020, o Dia Internacional das Mulheres (8 de março) terá como tema “Eu sou a Geração Igualdade: concretizar os direitos das mulheres”.

O consenso global emergente é de que, apesar de alguns progressos, as mudanças reais têm sido lentas para a maioria das mulheres e meninas em todo o mundo.

Hoje, nenhum país pode afirmar ter alcançado a igualdade de gênero. Vários obstáculos permanecem inalterados na lei e na cultura, de acordo com a ONU Mulheres.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Luxemburgo apoia programa da ONU para empoderamento de mulheres venezuelanas no Brasil

Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, liderado por ONU Mulheres, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Roraima.

O acordo foi assinado este mês (12) pela secretária-geral assistente das Nações Unidas e diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, e pelo embaixador Christian Braun. A assistência humanitária tem duração estimada de dois anos, com contribuição de 600 mil euros do governo de Luxemburgo ao programa conjunto implementado pelas três agências da ONU no Brasil.

No Rio de Janeiro, oficinas com trabalhos manuais e rodas de conversas propiciaram a construção de vínculos entre mulheres que vivenciaram relacionamentos abusivos. Foto: CARJ/Luiza Trindade.

ACNUR e parceiros promovem atividades em SP e Rio sobre prevenção à violência de gênero

No contexto da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, mobilização global liderada pelas Nações Unidas anualmente entre 25 de novembro e 10 de dezembro, a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e parceiros promoveram debates e capacitações em prevenção à violência de gênero.

Oficinas ocorreram nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para as equipes de trabalho e a população refugiada e migrante, com o intuito de assegurar os direitos e a participação de mulheres cis, trans e travestis nos espaços onde circulam.

Iniciativa também promoveu atividades culturais, em que mulheres refugiadas e migrantes puderam se expressar artisticamente, compartilhar histórias e superar traumas relacionados à violência de gênero. No Rio, resultado do trabalho poderá ser conferido no Sesc Madureira, a partir do dia 21 de dezembro.

Mulheres empreendedoras posam em frente aos produtos feitos a partir de figuras femininas histórias e atuais. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Campanha pelo fim da violência de gênero dá voz a refugiadas e migrantes venezuelanas

“Vivi muitos anos sofrendo violência, sem ao menos perceber”. “Não entendia que os gritos e palavras rudes eram também um tipo de violência”. “O que mais me doía era quando ele usava meus filhos contra mim”. “Nós mulheres somos penalizadas por tentar manter a família unida, por tentar fazer o certo”.

As autoras destas frases são refugiadas e migrantes venezuelanas que participaram, no último dia 10, em um dos eventos promovidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros para marcar o fim dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em Boa Vista, capital de Roraima.

Direitos humanos: jovens fotógrafos retratam uma outra favela

Matheus Affonso é um fotógrafo e designer gráfico de 20 anos que mora no bairro de Nova Holanda, parte do complexo de favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Ele retrata a comunidade LGBT do entorno onde vive. Jacqueline Fernandes é uma jornalista de 33 anos que vive no bairro Riachuelo, também localizado em uma região periférica da cidade. Ela mantém um portal de comunicação comunitária. Os dois são jovens fotógrafos que registram, com um novo olhar, o dia a dia das comunidades cariocas.

Ambos participaram em novembro das oficinas de fotografia do projeto Imagens do Povo, uma iniciativa da organização não governamental Observatório de Favelas que visa criar novas representações de territórios periféricos e desconstruir estigmas.

O resultado desse trabalho fez parte de uma exposição no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), realizada por Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) para celebrar o Dia dos Direitos Humanos.

Quito, capital do Equador. Foto: Reiseuhu/CC.

Especialista da ONU pede urgência na implementação de lei que garante direitos a mulheres no Equador

Em seu primeiro comunicado após visita de 11 dias ao Equador, a relatora especial das Nações Unidas sobre violência contra mulheres, a croata Dubravka Šimonović, afirmou que cortes orçamentários propostos e falta de coordenação entre órgãos relevantes estão dificultando a implementação de uma nova lei que garante direitos abrangentes a mulheres do país sul-americano.

Segundo a especialista, estatísticas recentes do governo indicam que sete em cada dez mulheres no Equador sofreram violência psicológica ou física e 642 foram registradas como vítimas de feminicídio desde 2014.

No comunicado, Šimonović também pediu que o Equador liberte cerca de 250 mulheres presas sob acusações relacionadas a aborto. “Isso é contrário aos padrões internacionais e deve ser tratado com urgência”, apontou.

Phumzile Mlambo-Ngcuka é subsecretária geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres. Foto: ONU

ARTIGO: Estupro — um custo intolerável à sociedade

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka afirma que, em muitos países, as mulheres sabem que são mais propensas a serem consideradas culpadas do que vítimas quando denunciam a violência sexual e precisam lidar com o sentimento injustificado de vergonha.

“Junto com a criminalização do estupro, precisamos colocar a vítima no centro da questão e responsabilizar os estupradores. Isso significa fortalecer a capacidade das autoridades responsáveis para investigar esses crimes e apoiar as sobreviventes por meio do processo de justiça criminal, com acesso à assistência jurídica, polícia e serviços de justiça, bem como serviços de saúde e sociais, especialmente para as mulheres marginalizadas.” Leia o artigo completo.

No último mês de março, milhares de jovens foram às ruas em 123 países para pedir medidas urgentes contra as mudanças climáticas. O Brasil não ficou de fora da paralisação, conhecida pelo nome “Fridays for Future” (Sextas pelo futuro).

No Dia dos Direitos Humanos, Nações Unidas celebram ativismo de jovens do mundo todo

As Nações Unidas estão enfatizando a importância dos jovens em liderar o caminho para um futuro melhor para todos no Dia dos Direitos Humanos deste ano, celebrado nesta terça-feira (10).

Os jovens estão “dando vida aos direitos humanos”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para a data.

“Globalmente, os jovens estão protestando, se organizando e se manifestando: em defesa do direito a um ambiente saudável, pela igualdade de direitos de mulheres e meninas, de participar da tomada de decisões e de expressar suas opiniões livremente”, afirmou.

Instrutor de serigrafia Betuel Santos na Fábrica Social em Brasília - Foto: Thais Rodrigues/UNFPA

UNFPA estuda parceria com projeto de qualificação profissional em Brasília

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou o Programa Fábrica Social, que leva qualificação a pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade, e estuda uma possível cooperação técnica com o projeto. A iniciativa, criada em 2013, funciona na região no Distrito Federal e opera sob responsabilidade da Subsecretaria de Integração de Ações Sociais (SIAS), da Secretaria do Trabalho.

Atualmente, 876 pessoas – 80% mulheres com idade entre 29 e 40 anos – de baixa renda estão sendo capacitadas. Os cursos duram cerca de um ano, em módulos de 80 horas, e oferecem uma bolsa auxílio (transporte e alimentação).

5ª Semana do Bebê tem o apoio do UNICEF e aborda direitos de gestantes, mães e seus bebês no sistema prisional do Rio de Janeiro. Foto: Renata Caldeira / Ponte.

Evento para debater maternidade no sistema prisional do Rio de Janeiro conta com apoio do UNICEF

Entre 5 e 7 de dezembro, a Unidade Materno Infantil (UMI), no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ), recebe a 5ª Semana do Bebê.

Evento é promovido pelo governo do estado do Rio de Janeiro por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

Objetivo é discutir o bem-estar e os direitos das gestantes, mães e bebês no sistema prisional do estado, com o tema “Ser mãe é transformar a vida em um novo começo”. Edição deste ano conta com rodas de conversa sobre direitos sexuais e reprodutivos; oficinas; atividades com familiares; e momentos de cuidados de beleza, incluindo desfile das mães e gestantes no último dia do evento.

Representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, visitou terreiro Unzó Maiala. Foto: UNFPA Brasil/Midiã Noelle

Equipe do UNFPA visita terreiro e promove diálogos sobre saúde sexual e reprodutiva na Bahia

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na sexta-feira (29), em Salvador (BA), de três diálogos estratégicos com o objetivo de ampliar e acompanhar as ações desenvolvidas em parceria no estado.

As visitas foram realizadas para acompanhar iniciativas desenvolvidas com o intuito de garantir às mulheres acesso a informações sobre métodos contraceptivos e saúde sexual e reprodutiva.

Jovens recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva de oficiais do UNFPA em Pacaraima, Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

UNFPA realiza oficinas de saúde sexual e reprodutiva com refugiados e migrantes em Roraima

No mês de novembro, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil promoveu encontros com pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas vivendo na cidade de Pacaraima (RR), município fronteiriço entre os dois países.

Em parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional – Brasil (AVSI Brasil) e a equipe médica do Exército Brasileiro atuando na Operação Acolhida, o UNFPA realizou formação com jovens sobre saúde sexual e reprodutiva, especificamente sobre a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); a gravidez não intencional; e o uso dos métodos contraceptivos.

Elitânia de Souza da Hora, 25 anos, era ativista dos direitos humanos e uma promissora liderança jovem da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vitória, no município de Cachoeira, na Bahia. Foto: Reprodução internet.

Agências da ONU pedem que caso de jovem assassinada na Bahia seja investigado e solucionado

Representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil e da ONU Mulheres divulgaram nesta terça-feira (3) uma nota sobre o assassinato da estudante Elitânia de Souza da Hora, de 25 anos, na cidade de Cachoeira, Bahia.

Elitânia era uma liderança da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vitória, localizada na mesma cidade em que foi violentamente assassinada a tiros na última quarta-feira (27), a despeito de uma medida protetiva concedida pela Justiça em prol de sua segurança. A suspeita é de que a jovem tenha sido vítima de feminicídio.

Quando mulheres e meninas não têm acesso a serviços de saúde reprodutiva, insumos e informações, têm menos poder de escolha sobre seus corpos. Foto: UNFPA/Solange Souza

UNFPA: equidade de gênero é chave para desenvolvimento sustentável

A uma plateia de defensores públicos e procuradores, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, afirmou que a equidade de gênero é chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a defesa dos direitos humanos.

Astrid lembrou que a igualdade de gênero é um dos principais temas que norteiam o Plano de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), ocorrida em 1994, no Cairo.

Na ocasião, 179 países concordaram que os direitos reprodutivos fazem parte dos direitos humanos, e que a desigualdade entre homens e mulheres são uma barreira para o exercício de ambos. Quando mulheres e meninas não têm acesso a serviços de saúde reprodutiva, insumos e informações, têm menos poder de escolha sobre seus corpos.

António Guterres interage com os alunos da ReDI School for Digital Integration. Sem fins lucrativos, a escola facilita a integração e busca de trabalho por refugiados na indústria de TI. Foto: ONU / Tobias Hofsaess

Guterres destaca papel da ONU para garantir uma Internet gratuita e segura

O secretário-geral da ONU, António Guterres, participou na última terça-feira (26) do 14º Fórum de Governança da Internet das Nações Unidas. Organizado pelo governo da Alemanha, o tema deste ano “Um mundo. Uma rede. Uma visão” marcou o trigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim.

O secretário-geral destacou a ONU como a “plataforma apropriada” para enfrentar esses desafios globais e encorajou os participantes do fórum a compartilhar conhecimentos sobre políticas e a concordar com alguns princípios comuns básicos, entre outras recomendações.

Depois de comerem juntas, participantes do Femme Debout cantam e dançam em Bangui, República Centro-Africana. Foto: ACNUR | Adrienne Surprenant.

Com apoio do ACNUR, mulheres na República Centro-Africana criam grupo para superar efeitos da guerra

Na República Centro-Africana, um conflito entre grupos armados muçulmanos e cristãos se espalhou pelo país em 2013. Afetadas pelos traumas e perdas causados por anos de conflito no país, mulheres criaram um grupo para cuidar umas das outras e discutir seus problemas e conquistas.

Chamado “Femme Debout” (“Mulheres de Pé”, na tradução livre), o grupo se reúne semanalmente sob a liderança de Florence Atanguere, uma mãe e viúva de 51 anos centro-africana. Ela e as demais mulheres foram vítimas de terríveis atos de violência, incluindo assassinatos brutais de membros da família e violência sexual.

Apoiada pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), por meio da agência parceira PARET, a associação tem 175 integrantes, cristãs e muçulmanas, que convivem em paz. Na associação, elas aprendem habilidades diferentes e dispõem de um fundo financeiro que as auxilia em momentos de emergência.

Combate à discriminação racial e às desigualdades de gênero será foco das próximas parcerias entre o UNFPA e os governos da Bahia e de Salvador. Foto: Marcha Mundial das Mulheres Bahia/Facebook (via EBC)

UNFPA firma parceria com Bahia para defender igualdade racial e direitos das mulheres

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) assinou na quarta-feira (27), em Salvador (BA), dois termos de cooperação técnica com órgãos do Governo do Estado da Bahia, com o objetivo de impulsionar ações de saúde sexual e reprodutiva, igualdade racial e de defesa dos direitos das mulheres.

O acordo foi firmado com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O evento de assinatura dos termos teve a presença da nova representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant.

À esquerda: Ajna Jusic, Presidente da Associação "Filhos Esquecidos da Guerra"; no centro: Phumzile Mlambo-Ngcuka, Diretora Executiva da ONU Mulheres; e à direita, Maria Luiza Ribeiro Viotti, chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, discursa na comemoração oficial do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres. Foto: ONU | Evan Schneider.

ONU: Violência contra mulher é uma barreira para um futuro de paz para todos

A comemoração oficial das Nações Unidas para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro) ocorreu na última segunda-feira (25), na Câmara do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Evento deu início aos 16 Dias de Ativismo contra a violência de gênero, que neste ano tem como tema “Geração Igualdade contra o estupro!”, e contou com a presença de oficiais das Nações Unidas – que prestaram solidariedade a vítimas de violência contra mulher e a ativistas que trabalham para acabar com essa violação.

Segundo a vice-secretária geral da ONU, Amina Mohammed, o estupro e outras formas de violência de gênero “causam enormes prejuízos econômicos, políticos e sociais a indivíduos, famílias e Estados-nação, e continuam sendo um obstáculo para atingir a igualdade, o desenvolvimento, a paz e o cumprimento dos direitos humanos de mulheres e meninas”.

Trabalhadoras domésticas usam o celular para manter a rede de contatos Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Federação das trabalhadoras domésticas renova site em parceria com ONU Mulheres

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) está com site novo no ar. A plataforma é resultado de trabalho conjunto entre ThoughtWorks, empresa especializada em desenvolver plataformas digitais, Fenatrad e ONU Mulheres.

O site foi pensado para ser um ambiente digital no qual trabalhadoras domésticas possam acessar informações e notícias da categoria, legislação trabalhista e localização de sindicatos e associações parceiras.

ISA.bot é um robô digital que oferece informação sobre violência de gênero e promove internet mais segura para mulheres

ONU Mulheres apoia robô digital que leva segurança on-line para mulheres em situação de violência

Está no ar uma robô programada para oferecer informação sobre a violência de gênero e promover uma internet mais segura para todas as mulheres. Este é a missão da ISA.bot, lançada nesta segunda-feira (25) pela organização Think Olga e o Mapa do Acolhimento, projeto do Nossas.Org, com apoio da ONU Mulheres, Facebook e Google, dentro dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

A campanha é realizada em todo o mundo entre 25 de novembro e 10 de dezembro. O nome ISA é um acrônimo das palavras Informação, Segurança e Acolhimento.

Para ativar a ISA.bot basta chamá-la no Messenger da Página da ISA.bot no Facebook (www.facebook.com/chama.isa.bot), e também no Google Assistente.

Procissão em Copenhague, na Dinamarca, alerta para violência contra a mulher. Foto: ONU Mulheres/Nicolai Zoffmann

Luta contra o estupro é tema de Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

A violência contra mulheres e meninas é a violação de direitos humanos mais comum no mundo. Muitas vezes, casos não são denunciados por conta de impunidade, vergonha e desigualdades de gênero, destacou a ONU em mensagem para o Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres, lembrado nesta segunda-feira (25).

Os números mostram uma realidade assustadora: um terço de todas as mulheres e meninas no mundo enfrentaram violência física ou sexual durante a vida. Metade das mulheres mortas em todo o mundo foram assassinadas por seus parceiros ou familiares, e a violência perpetuada contra mulheres é a causa de morte e geração de incapacidade mais comum entre mulheres em idade reprodutiva.

Cúpula de Nairóbi gera compromissos para garantir direitos de mulheres e meninas no mundo

A Cúpula de Nairóbi foi concluída na semana passada na capital queniana com compromissos para acabar com todas as mortes maternas no mundo, assim como atender as necessidades de contracepção e de combate à violência de gênero e práticas nocivas contra mulheres e meninas até 2030.

“A Cúpula de Nairóbi representa uma visão renovada da comunidade trabalhando em conjunto para agir e cumprir. Juntos, faremos dos próximos dez anos uma década de ação e resultados para mulheres e meninas, mantendo seus direitos e escolhas no centro de tudo o que fazemos”, disse a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem.

Instalação artística na Cidade do México homenageia as mulheres vítimas de feminicídio. Obra foi realizada para o Dia Internacional da Mulher de 2018, lembrado em 8 de março. Foto: ONU Mulheres/Dzilam Mendez

CEPAL: 3,5 mil mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina e Caribe em 2018

Ao menos 3.529 mulheres foram assassinadas em 2018 por razões de gênero em 25 países da América Latina e do Caribe, segundo dados oficiais compilados anualmente pelo observatório de igualdade de gênero da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Quatro das cinco taxas mais altas de feminicídio na América Latina foram registradas nos países do norte da América Central (El Salvador, Honduras e Guatemala) e na República Dominicana.

Os dados foram divulgados no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que dá início aos 16 dias de ativismo até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

ONU: trabalho decente é instrumento de combate à violência contra mulheres

O Ministério Público do Trabalho (MPT), o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e a ONU Mulheres promovem na segunda-feira (25) palestra em Brasília (DF) sobre trabalho no âmbito da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.

Serão apresentadas as principais iniciativas das Nações Unidas para promover o engajamento das empresas no processo de garantir às mulheres uma vida livre de violências. O encontro é aberto ao público e não é necessário realizar inscrição prévia.