Arquivo da tag: Fome zero e agricultura sustentável

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número dois diz: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”. Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods2 e notícias sobre o tema abaixo.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número dois diz: “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods2 e notícias sobre o tema abaixo.

Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Brasil tornou-se referência na América Latina e Caribe. Foto: Wokandapix/CC.

FAO, Brasil e governos de América Latina e Caribe compartilham práticas de alimentação escolar

Para conhecer a experiência brasileira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), representantes desta área dos governos do Chile e do Panamá se reuniram em Brasília com dirigentes do Escritório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e outros atores.

A visita técnica, que aconteceu entre 9 e 13 de setembro, foi promovida no âmbito do projeto de Cooperação Internacional Consolidação de Programas de Alimentação Escolar, uma iniciativa da FAO e do governo brasileiro para promover a troca de experiências com demais países.

Ativo no Brasil há mais de 60 anos, o PNAE atende diariamente mais de 42 milhões de crianças e jovens. O Programa tem cobertura universal e tornou-se uma iniciativa de alimentação escolar referência na América Latina e Caribe.

Maria do Carmo Vieira Araujo, 50, Ednalva Maria de Jesus, 31, e Dilma Jesus Panteleon, 40, descascam raízes de mandioca na Cooperativa na Aldeia Marcação Kiriri, perto de Ribeira do Pombal, no Estado da Bahia (12 de abril de 2016). O projeto permitiu mulheres a trabalhar, socializar, processar e vender os seus produtos de modo a sustentar a sua comunidade. O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Semiárida da Bahia (Projeto Pró-semiárido), cofinanciado pelo FIDA, tem trabalhado com o povo Kiriri para permitir que eles utilizem seu conhecimento tradicional e tradições como fundamento para construir seu sustento. Foto: IFAD/Lianne Milton/Panos

Lideranças debatem na Bahia projetos da ONU para desenvolvimento rural

O acesso a água e a mercados, assim como os resultados dos projetos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no Brasil e na América Latina, foram tema do primeiro dia do Encontro de Líderes Rurais e Gestores de Projetos FIDA no Mercosul Ampliado. O evento teve início na terça-feira (17), em Juazeiro, no Semiárido baiano, e reuniu 80 pessoas de sete países latino-americanos.

Na Bahia, o FIDA financia o Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa é parte de um conjunto de compromissos do estado para avançar na erradicação da pobreza, levando serviços e investimentos diretamente para a população.

Bernardo Andrade é um dos cinco finalistas da América Latina e Caribe no prêmio global Jovens Campeões da Terra. Foto: ONU Meio Ambiente

Brasileiro é finalista de prêmio global da ONU com projeto de bioconstrução no Semiárido

O arquiteto brasileiro Bernardo Andrade usou a bioconstrução para reduzir os impactos ambientais da construção civil no Semiárido. Ele criou um protótipo de casas de baixo custo que utilizam recursos locais, como madeira e terra, e se adaptam às necessidades da população local. O modelo foi projetado para minimizar uso de recursos, reutilizar água e materiais e integrar práticas agrícolas regenerativas e sustentáveis.

Bernardo é um dos cinco finalistas latino-americanos e caribenhos do prêmio global Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente. Leia entrevista sobre o projeto.

Interior do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Festival Geração do Amanhã discute no Rio o que podemos fazer hoje por um futuro melhor

Agências da ONU no Brasil apoiam a realização no sábado (14) no Rio de Janeiro (RJ) do Festival Geração do Amanhã. Organizado por TV Globo em parceria com GloboNews e Museu do Amanhã, o evento reflete sobre o futuro do planeta e as ações que podem ser feitas agora para ajudar a construir um mundo melhor.

O festival tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que participa com o “Viva os ODS”, um jogo de tabuleiro para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entre as crianças.

Nas regiões atingidas pela seca na Somália, famílias estão abandonando suas casas e se deslocando para cidades ou territórios onde chegam as assistências. Foto: Eropean Union - Anouk Delafortrie.

Somália tem pior colheita desde 2011; 2 milhões de pessoas estão sob risco de fome

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou no início de setembro (3) que a colheita de cereais deste ano na Somália é a pior desde 2011. A organização atribui este resultado a padrões climáticos instáveis, ou “choques do clima”.

A comunidade humanitária internacional e o governo somali lançaram conjuntamente um “Plano de Resposta à Seca” que cobrirá o período de junho a dezembro de 2019.

Apesar disso, os 487 milhões de dólares recebidos até o momento representam menos da metade do que se avalia como o necessário.

Foto: Valdir Dias, Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Coletores de sementes restauram Cerrado de MG e resgatam tradições locais

“Berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”. Assim é conhecido o Cerrado, bioma que abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias do país. Com mais de 50% de seu território original devastado, o Cerrado e suas comunidades lutam para a preservação da biodiversidade, considerada a savana do mundo mais rica em espécies.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, da região do Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso, é um exemplo do que vem sendo feito para a recuperação do Cerrado. Saiba mais no relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram nesta terça-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. Foto: UNICEF

ONU e parceiro fornecem ajuda humanitária a milhares de deslocados no sudeste da Síria

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram na quarta-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. A comida foi distribuída a todos os civis no campo, e suprimentos nutricionais foram fornecidos para as crianças.

A distribuição foi a segunda fase de uma extensa operação cujo objetivo é aliviar o sofrimento de milhares de pessoas que ficam presas na fronteira entre a Síria e a Jordânia há anos. A primeira fase foi uma missão preparatória, em agosto de 2019, para avaliar as necessidades prioritárias da população de Rukban e identificar civis que desejam e buscam apoio para deixar a área.

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.

Noventa por cento do território da América Latina e do Caribe podem ser considerados rurais. Foto: Lianne Milton

Pesquisas analisam desafios agrícolas, alimentares e ambientais de América Latina e Caribe

Como será a América Latina e o Caribe com dois graus a mais de temperatura? Quais são os novos padrões alimentares na região? Qual é a situação atual das mulheres e dos povos indígenas? Quais são as tendências de migração, recursos naturais e desenvolvimento territorial? Como a agricultura da região deve mudar para atender à demanda global por alimentos?

Essas muitas outras perguntas são abordadas pelos autores da Série 2030 Alimentos, Agricultura e Desenvolvimento Rural na América Latina e no Caribe, apresentada nesta terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Instituto do Instituto de Estudos do Peru (IEP).

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão. Foto: OIT

Pequenos agricultores da Paraíba apresentam cultivo sustentável do algodão

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão.

Os agricultores foram anfitriões da visita técnica ao município paraibano de Alagoa Grande, a última etapa da viagem ao estado realizada por cerca de 30 representantes de países da América Latina e da África.

Tais nações são parceiras dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O objetivo do projeto é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. Foto: Secom MT/Mayke Toscano

Paraíba compartilha boas práticas de cultivo do algodão com Colômbia, Mali e Moçambique

Localizada no município paraibano de Esperança, a comunidade de Capeba reúne cerca de 300 famílias que, por meio do associativismo, se organizam para criar meios de subsistência frente ao desafiador sertão da Paraíba. São produtoras de várias culturas, entre elas o algodão, principal gerador de renda da região.

No início de setembro (4), Capeba foi cenário de troca de conhecimentos e experiências sobre associativismo e produção de algodão entre pequenos produtores familiares e um grupo de representantes de Colômbia, Mali e Moçambique.

Esses países são parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Agricultores familiares de Minas Gerais. Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

FAO defende impulso a sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis no Brasil

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pretende ampliar o incentivo a alimentos saudáveis e a sistemas alimentares sustentáveis nos próximos anos no Brasil, disse na semana passada (6) o representante da organização no país, Rafael Zavala, durante o 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Curitiba (PR).

Zavala ressaltou que é preciso aumentar a diversidade da produção, impulsionando, por exemplo, a produção de frutas, setor que gera empregos, fomenta hábitos alimentares mais saudáveis e contribui para a manutenção da biodiversidade. “O mercado exigirá menos suco de laranja e mais diversidade, o que vai incluir sucos detox e açaí, por exemplo. Se beneficiam disso os pequenos agricultores e as cooperativas”, disse.

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, na floresta de Mabira, em Uganda. Foto: UN-REDD

ONU Meio Ambiente conta como Uganda tem protegido sua principal floresta tropical

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, localizada na floresta de Mabira, em Uganda. Para complementar sua renda, elas coletam folhas de palmeiras e tecem tapetes que posteriormente são tingidos com produtos naturais. A floresta também lhes fornece água, medicamentos e lenha para combustível.

Mabira é uma das poucas florestas tropicais remanescentes de Uganda, cobrindo uma área de cerca de 300 quilômetros quadrados. Uma das maiores reservas do país, abriga espécies ameaçadas. No entanto, Mabira corre riscos por conta do aumento populacional, da alta demanda por carvão vegetal e da invasão agrícola. O governo do país tem combatido a degradação, por meio de mapeamento, proteção e manejo florestal. Leia o relato da ONU Meio Ambiente.

Projeto Viva o Semiárido fortalece negócios de pequenos agricultores no Piauí. Foto: FIDA/Manoela Cavadas

Projeto no semiárido do Piauí eleva em 32% renda das famílias do sertão

Um estudo de resultados econômicos do Programa Viva o Semiárido comprovou que houve um aumento de renda de 32% entre as 100 mil pessoas participantes do projeto no Piauí. As informações foram divulgadas na semana passada, durante visita dos supervisores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas ao estado, com o objetivo de verificar a aplicação dos recursos do fundo.

O oficial de programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, contou que o programa, que será encerrado em junho de 2020, foi mais longe do que o programado. A meta era que chegasse a 22 mil famílias beneficiadas, mas hoje ultrapassa 23 mil, representando mais de 100 mil pessoas impactadas em 86 municípios do semiárido piauiense.

Enquanto o conflito no Iêmen continua matando civis, a vida de bebês recém-nascidos em enfermaria de hospital de Áden corre perigo. Foto: UNICEF/Saleh Baholis

Especialistas da ONU veem possíveis crimes de guerra cometidos no Iêmen

A coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, descreveu na segunda-feira (2) os ataques aéreos na cidade de Dhamar como “hediondos”, considerando o número de mortes como “chocante”. “Estes são tempos difíceis para o Iêmen”, declarou. “Há dias de confrontos e ataques no sul do país com centenas de mortos.”

Paralelamente, um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU apontou a possibilidade de crimes de guerra estarem sendo cometidos no país. “Todas as partes (envolvidas) no conflito são responsáveis por inúmeras violações de direitos humanos, da lei internacional e humanitária”, disse Kamel Jenoubi, presidente do painel de especialistas. “Algumas destas violações podem configurar crimes de guerra.”

Delegações conheceram o Projeto Algodão da Paraíba e outras iniciativas de desenvolvimento do setor algodoeiro de pequena escala. Na foto, produtor de algodão da Paraíba. Foto: Governo da Paraíba

Delegações de Colômbia, Mali e Moçambique conhecem algodão sustentável da Paraíba

Delegações de países de América Latina e África, parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com Brasil, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizaram esta semana visitas técnicas à Paraíba com o objetivo de conhecer a cadeia de produção do algodão envolvendo pequenos produtores, associativismo e inovações tecnológicas.

Um dos objetivos da visita foi proporcionar aos produtores de Colômbia, Mali e Moçambique um maior conhecimento prático sobre organização, associativismo e inovação nas áreas de pesquisa, produção, extensão rural e agricultura familiar brasileira.

A reunião lembrou que Brasil, como um dos primeiros países a assumir o compromisso com a Década de Ação sobre a Nutrição, se comprometeu internacionalmente com a melhora da qualidade da alimentação da população e com a promoção de um sistema alimentar sustentável. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

FAO e governo brasileiro promovem curso sobre programas de alimentação escolar

O novo curso “Educação Alimentar e Nutricional vinculada a Programas de Alimentação Escolar”, promovido em cooperação por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e governo brasileiro, foi lançado no fim de agosto (28).

A iniciativa de treinamento de profissionais, técnicos e gestores públicos de El Salvador, Honduras, Peru e República Dominicana faz parte dos esforços para desenvolver programas sustentáveis ​​de alimentação escolar em toda a região da América Latina e do Caribe.

Projeto de Cooperação Sul-Sul promove o trabalho decente em países produtores de algodão na África e na América Latina, como parte do Programa de Parceria Brasil/OIT para a Promoção da Cooperação Sul-Sul. Foto: Flickr/Kimberly Vardeman

Brasil troca experiências sobre cadeia do algodão com países latino-americanos e africanos

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) — do Ministério das Relações Exteriores —, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) organizaram na sexta-feira (30) uma visita técnica à sede EMBRAPA Arroz e Feijão, em Goiás, para delegações de países da América Latina e da África, que participam de projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro, OIT e FAO.

O encontro teve a finalidade de aproximar produtores, cientistas, pesquisadores e agrônomos da cadeia produtiva do algodão de Brasil, Colômbia, Mali e Moçambique. Técnicos da EMBRAPA apresentaram os principais desafios do Brasil em produção de algodão, sistemas de produção, tecnologias e controle de doenças e pragas.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

ARTIGO: Agricultura familiar desempenha papel central na conquista de objetivos globais

Em artigo, o representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Julio Berdegue, afirma que sem territórios rurais prósperos e inclusivos, a região da América Latina e Caribe não será capaz de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), já que 78% das 169 metas dos ODS dependem exclusivamente ou principalmente de ações realizadas em áreas rurais do mundo.

“Esta agenda que olha para o futuro e que acerta as contas com o passado supõe romper radicalmente com dois preconceitos fortemente arraigados na região: o que aponta que a agricultura familiar carece de potencial produtivo e que, portanto, deve ser tratada como um atraso social; e outro, extraordinariamente pernicioso, que supõe que serviços de baixa qualidade são suficientes para a agricultura pobre”. Leia o artigo completo.

O algodão é produzido por cerca de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados do mundo. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

OIT e parceiros apresentam resultados de cooperação técnica no setor algodoeiro

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) participam até quinta-feira (29) do 12º Congresso Brasileiro do Algodão em Goiânia (GO), onde apresentam resultados da cooperação técnica do Brasil com outros países de África e América Latina nesse setor.

“O algodão é um dos principais produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda, especialmente em países em desenvolvimento. O setor ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento econômico e social nos programas nacionais de redução da pobreza de diversos países parceiros do Brasil na África e na América Latina”, disse o embaixador Ruy Carlos Pereira, diretor da ABC.

Os projetos de cooperação são desenvolvidos em parceria com 13 instituições públicas brasileiras, contam com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e são executados com agências especializadas das Nações Unidas, como OIT, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Centro de Excelência Contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Projeto Cotton Victoria, na Tanzânia. Foto: ABC

Setor algodoeiro brasileiro compartilha boas práticas com países em desenvolvimento

Quarto produtor mundial de algodão e segundo maior exportador global desse produto, o Brasil tem compartilhado seu conhecimento com outros países que também têm na cotonicultura uma importante fonte de renda para seus agricultores.

Nesse contexto, o projeto “Apoio ao desenvolvimento do setor algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul”, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), utiliza experiências e conhecimentos disponíveis no Brasil para contribuir com o crescimento do setor algodoeiro em nações em desenvolvimento.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FAO apoia plano de impulso à agricultura familiar na América Latina e Caribe

Declarada pela Assembleia Geral da ONU no fim de 2017, a Década da Agricultura Familiar foi lançada esta semana na América Latina e Caribe, em evento na República Dominicana com o objetivo de ajudar a região a implementar plano global de impulso ao setor.

O Plano Global de Ação da Década na América Latina e no Caribe abrange o período 2019-2028 e tem o apoio de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa serve como um guia geral, mas cada região deve adaptá-lo para criar soluções de acordo com desafios e potenciais de sua agricultura familiar.

De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), a agricultura é uma das principais fontes globais de emissões de gases de efeito estufa. Transformar este setor é essencial para enfrentar as mudanças climáticas, e a agricultura familiar pode desempenhar um papel central nesse processo.

Criança iemenita sofre de desnutrição grave aos quatro meses de idade. Foto: Giles Clarke | OCHA.

ONU encerra programas humanitários no Iêmen devido à falta de recursos

As Nações Unidas anunciaram na semana passada (21) que estão sendo forçadas a encerrar diversos programas humanitários no Iêmen, devido ao fato de o dinheiro prometido pelos Estados-membros não ter sido efetivamente pago à Organização.

“Estamos desesperados pelo financiamento prometido”, disse Lise Grande, a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o Iêmen. “Quando o dinheiro não chega, pessoas morrem”, completou.

A perda e desperdício de alimentos gera entre 8 a 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos por seres humanos. Foto: Flickr/Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (cc)

FAO: reduzir desperdício de alimentos contribui para combate às mudanças climáticas

A perda e o desperdício de alimentos gera de 8% a 10% de todas as emissões de gases de efeito estufa produzidos por seres humanos, de acordo com novo relatório sobre mudanças climáticas, o primeiro a destacar a relação estreita entre esse fenômeno e os fracassos do sistema alimentar. O tema está sendo discutido na edição de 2019 da Semana do Clima da América Latina e Caribe, que acontece em Salvador (BA), até sexta-feira (23).

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) adverte há anos sobre a magnitude deste problema: quase um terço de todos os alimentos que produzimos — 1,3 bilhão de toneladas por ano — é perdido ou desperdiçado.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Banco Mundial

FAO protege os meios de subsistência sustentáveis, preservando a Amazônia

A Amazônia abriga a maior área de floresta tropical remanescente em nosso planeta. Com quase o dobro do tamanho da Índia, essas florestas desempenham um papel vital na regulação do clima global e na prestação de outros serviços, como a purificação da água e a absorção de carbono.

Mais de 33 milhões de pessoas vivem na Amazônia e cerca de 420 comunidades indígenas dependem diretamente de seus recursos para cobrir suas necessidades de água e alimentos, bem como para sua subsistência. Esses meios e estilos de vida estão intrinsecamente relacionados à preservação das florestas e à conservação de sua biodiversidade. A Amazônia abriga mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos.

O projeto de Integração de Áreas Protegidas da Amazônia (IAPA), liderado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apoia a comunidade de gerentes de parques na América Latina e Caribe de áreas protegidas da Amazônia (RedParques) e garante supervisão eficaz e colaboração entre estas áreas.

Na Argélia, a inclusão de mulheres nas capacitações está entre as maiores conquistas da parceria. Foto: ABC

Publicação celebra parcerias de cooperação técnica entre Brasil e África

Publicação lançada por Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) teve como objetivo celebrar parcerias que impulsionaram o desenvolvimento de países da África e marcaram as relações entre brasileiros e africanos.

O texto sobre cooperação técnica entre Brasil e cinco países da África, disponível em português, inglês e francês, mostra como os brasileiros passaram a atuar como atores relevantes da Cooperação Sul-Sul, mecanismo de interação entre países em desenvolvimento que tem adquirido importância crescente nas últimas décadas.

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

FAO lista 7 segredos sobre a importância das florestas para planeta e humanidade

As florestas estão silenciosamente trabalhando em segundo plano, secretamente limpando nossa água, filtrando nosso ar e nos protegendo das mudanças climáticas.

Elas são anjos da guarda de mais de 1 bilhão de pessoas, fornecendo alimentos, medicamentos e combustível para aqueles que não podem ter acesso a esses recursos. Elas abrigam mais de três quartos da biodiversidade terrestre e muitas das pessoas mais pobres do mundo.

As florestas desempenham um papel fundamental em nossas vidas. Papel que nem sequer reconhecemos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) listou sete de seus segredos mais bem guardados.

Acnayeli (centro), de 9 anos, fugiu da violência na Venezuela e vive agora com sua mãe e irmã em Cúcuta, na Colômbia (abril de 2019). Foto: UNICEF/Arcos

Agência humanitária da ONU lança novo plano de resposta à crise venezuelana

A agência humanitária das Nações Unidas lançou nesta quarta-feira (14) um novo plano de resposta que pretende ajudar cerca de 2,6 milhões de venezuelanos até o fim do ano, quase a metade deles, jovens.

Lembrando que o plano “só representa um número limitado de pessoas em necessidade”, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que são necessários 223 milhões de dólares de doadores para atingir esse objetivo.

Centro da ONU apoia Gâmbia a mobilizar recursos para agricultura familiar

O Centro de Excelência contra a Fome da ONU enviou nesta semana uma equipe para a Gâmbia, onde especialistas vão traçar um plano de mobilização de recursos para a agricultura familiar.

O objetivo da viagem é impulsionar a produção de pequenos agricultores, por meio de estratégias que conectem esses camponeses a mercados. O país africano produz apenas 50% da comida que consome, o que deixa seus cidadãos dependentes das importações.

Colheita de milho em Sertão Santana (RS). Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini/CC

Aliança empresarial publica guia sobre sustentabilidade no setor de alimentos e agronegócio

A Rede Brasil do Pacto Global — aliança corporativa alinhada aos valores da ONU — lançou na quarta-feira (31) um guia para que empresas de alimentação e o agronegócio adequem suas atividades produtivas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O chamado Manual do Replicador vai ajudar companhias do setor a buscar modelos mais responsáveis de cultivo e fabricação de alimentos.

Família brasileira durante a amamentação do recém-nascido. Foto: UNICEF/Libório

UNICEF: apenas 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no início da vida

Apenas quatro em cada dez bebês no mundo são alimentados exclusivamente com o leite materno nos primeiros seis meses de vida, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estatística foi divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta quinta-feira (1º), data em que tem início a Semana Mundial de Amamentação.

Nos países de renda média e alta, 23,9% das crianças são alimentadas somente com o leite da mãe em seu primeiro semestre após o nascimento. No Brasil, o índice foi estimado em 38,6%, de acordo com o UNICEF e a OMS.

À esquerda, Qu Dongyu, diretor eleito da FAO, ao lado de José Graziano da Silva, à direita, atual chefe da agência da ONU. Foto: FAO/Alessandra Benedetti

Diretor-geral da FAO transmite o cargo ao chinês Qu Dongyu

As políticas públicas e os programas de proteção social são fundamentais para reduzir a fome no mundo, enquanto a qualidade de nossos alimentos deve ser melhorada, afirmou nesta quarta-feira (31) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, no ato de transmissão do cargo em seu último dia à frente do organismo da ONU.

Seu sucessor, o chinês Qu Dongyu assumirá o cargo na quinta-feira (1º) para um mandato que irá durar até 31 de julho de 2023.

Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. Foto: FAO/Alessia Pierdomenico

FAO pede medidas fortes para combater a pandemia global da obesidade

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, fez um apelo por medidas mais duras para combater a pandemia global da obesidade, pedindo o uso de políticas fiscais e legais concretas para promover dietas mais saudáveis.

“É inacreditável, mas é difícil encontrar e comprar alimentos saudáveis ​​em nossas cidades hoje”, disse Graziano, acrescentando que existem inúmeras ferramentas políticas para melhorar a acessibilidade a dietas mais saudáveis.

O Além do Algodão é uma iniciativa conjunta entre a Agência Brasileira de Cooperação, o Instituto Brasileiro do Algodão e o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos. Representantes do projeto visitaram comunidades em Moçambique. Foto: PMA

Representantes do projeto Além do Algodão visitam agricultores de Moçambique

Representantes do Além do Algodão, projeto do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) para fortalecer a cadeia do algodão em quatro países africanos, iniciaram na semana passada (15) visitas a escolas e agricultores familiares das províncias de Tete e Manica, em Moçambique.

O projeto visa apresentar novos canais de comercialização institucionais e privados aos agricultores familiares, incentivando a diversificação de cultivos e garantindo, além do consumo de subsistência, a venda dos excedentes nos próprios territórios.