Arquivo da tag: Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

Obra da exposição “Percepções”, do artista Gabriel Archanjo (PI). Foto: Acervo Pessoal

ONU Mulheres apoia projeto que leva artes plásticas a venezuelanas em Roraima

O escritório da ONU Mulheres no Brasil apoiou o projeto “Amazônia das Artes”, do qual faz parte a exposição “Percepções”, do artista plástico piauiense Gabriel Archanjo, que ficou em cartaz no SESC Roraima, em Boa Vista (RR), de julho a agosto. A exposição foi viabilizada em parceria com a Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Mais de 20 mulheres refugiadas e migrantes dos abrigos Rondon I e São Vicente, convidadas pela ONU Mulheres, e mulheres trans do abrigo Latife Salomão, convidadas pelo Exército, conferiram em julho a abertura da exposição no SESC Roraima, que reuniu cerca de 50 pessoas. Para muitas venezuelanas, o evento foi o primeiro contato com a cultura brasileira.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

ONU Mulheres participa de sessão solene da Câmara por 13 anos da Lei Maria da Penha

A Câmara dos Deputados promoveu na quinta-feira (29), em Brasília (DF), sessão solene pelos 13 anos da Lei Maria da Penha. O evento teve participação da gerente de programas da ONU Mulheres no Brasil, Joana Chagas, que lembrou na ocasião a importância do movimento feminista e da atuação da sociedade civil no combate à violência de gênero no país.

Joana lembrou que o Brasil tem se destacado como um dos pioneiros na criação de mecanismos governamentais e serviços especializados de atendimento a mulheres em situação de violência, como o Conselho Nacional de Direitos da Mulher e a delegacia especializada. Também mencionou a legislação avançada do país e importantes políticas públicas sob liderança da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Dados do Atlas da Violência de 2019 apontaram 4.963 assassinatos de mulheres em 2017 no Brasil – maior número dos últimos dez anos. O levantamento também indicou um aumento de quase 30% da taxa de assassinatos de mulheres negras no país.

Em 10 anos, mais de 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados no estado de São Paulo. Foto: Fora do Eixo (CC)

Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência será lançado em SP

Será lançado nesta quinta-feira (5) em São Paulo (SP) o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, uma iniciativa de Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A articulação tem como objetivo elaborar diagnósticos sobre a questão dos homicídios de adolescentes no estado, definir indicadores e fomentar políticas públicas intersetoriais voltadas à prevenção.

Entre 2008 e 2017, o estado teve redução da taxa de homicídios da população em geral, passando de 15,3 para cada 100 mil habitantes em 2008 para 10,6 a cada 100 mil habitantes em 2017 (SIM/Datasus). A taxa de homicídios entre adolescentes, contudo, não caiu nesse período — em 2008, era de 19,1 mortes por 100 mil e, em 2017, de 19,6 a cada 100 mil. Nesses dez anos, mais de 6,8 mil adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados em São Paulo.

Secretário-geral da ONU coloca flores em túmulos de capacetes-azuis em Mavivi, leste da República Democrática do Congo, em 1º de setembro de 2019. Foto: ONU/Martine Perret

Em visita à República Democrática do Congo, Guterres reafirma apoio à missão da ONU no país

No segundo dia de sua visita à República Democrática do Congo (RDC), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou no domingo (1) a coragem dos congolenses e o sacrifício feito pelos capacetes-azuis da ONU que deram suas vidas para protegê-los.

Guterres falou em coletiva de imprensa na cidade de Beni, que está no epicentro da epidemia de ebola do país. Ele mencionou a falta de segurança e outros problemas graves que a região está sofrendo, como sarampo, malária e cólera.

“Espero que a minha presença aqui reafirme o meu apoio total à MONUSCO (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo), na luta contra grupos armados que espalham medo e morte”, disse Guterres, em francês, língua oficial da RDC.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR e parceiros lançam relatórios em SP sobre educação de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança na próxima quarta-feira (4), às 10h, na sede da Associação Compassiva (Rua da Glória, 900, São Paulo), o relatório global “Stepping Up: Refugee Education in Crisis” (Intensificando: Educação de Refugiados em Crise, em tradução literal).

O documento mostra que, globalmente, à medida que as crianças refugiadas crescem, as barreiras que impedem o acesso à educação se tornam mais difíceis de serem superadas.

Como resultado, mais da metade das crianças refugiadas em idade escolar no mundo não está matriculada em escolas. De acordo com o ACNUR, do total de 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões não frequentam a escola.

Mãe e criança venezuelana no abrigo de Pintolândia em Boa Vista, norte do Brasil. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ARTIGO: Situação de refugiados e migrantes venezuelanos precisa de maior atenção global

Em artigo, o representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, afirma que somente através de uma resposta regional coerente, previsível e harmonizada é que os países da América Latina e do Caribe poderão enfrentar o desafio humanitário e responder às necessidades de um número crescente de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Embora reconheça o direito soberano dos Estados em decidir quais medidas tomar para permitir o acesso a seus territórios, incentivo os países da região a preservar o acesso ao refúgio e a fortalecer os mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.” Leia o artigo completo.

Bairro de Cratar em Áden, no Iêmen (18 de novembro de 2018). Foto: OCHA/Giles Clark

Violência agrava situação no Iêmen, em meio à falta de financiamento humanitário

A situação no Iêmen é “muito delicada” disse a principal oficial humanitária da ONU no país. Nos últimos três dias, ao menos 13 pessoas foram mortas e pelo menos 70 ficaram feridas durante confrontos nas províncias de Áden e Abyan.

“Famílias estão encurraladas em suas casas por causa do conflito e não conseguem obter alimentos e atendimento médico”, disse Lise Grande, coordenadora humanitária do Iêmen, na quinta-feira (22).

“Já fomos forçados a encerrar programas de vacinação e atendimento médico, além de reduzir serviços de proteção para vítimas de violência sexual e de gênero”, disse. “Se os doadores não honrarem suas promessas, 22 programas vitais vão ser encerrados nas próximas semanas.”

Iniciativa foi resultado de parceria entre Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), com apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan. Foto: Luciana Queiroz

Atendimento oftalmológico e doação de óculos beneficiam 120 refugiados no Rio

Em ação solidária realizada em 21 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), cerca de 120 refugiados e solicitantes de refúgio de países como Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Síria, Nigéria, Marrocos e Cuba, entre outros, receberam atendimento oftalmológico gratuito e, em muitos casos, um novo par de óculos.

​A iniciativa foi resultado de uma parceria entre o Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), que, com o apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan, levou seu projeto “Como você vê o mundo?” ao encontro das pessoas em situação de refúgio. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Bahia e Maranhão trocam experiências de combate ao trabalho escravo contemporâneo

Representantes da Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (COETRAE) da Bahia e do Maranhão, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, do Ministério Público do Trabalho (MPT) do estado e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniram-se na quarta-feira (28) em São Luís para avaliar a experiência da Bahia no resgate de trabalhadores encontrados em condição análogas à escravidão e no referenciamento de políticas públicas a partir do resgate.

O oficial de projetos do escritório da OIT no Brasil, Erik Ferraz, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito conjuntamente por OIT e MPT do Maranhão. “São desenvolvidos apoios técnicos a entidades do governo, execução de ações voltadas à sensibilização e capacitação de agentes públicos para que saibam o que é o trabalho escravo e como combatê-lo”, disse.

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

ACNUR inicia credenciamento de imprensa para 1º Fórum Global para Refugiados, em Genebra

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão em Genebra uma reunião mundial sobre refugiados: o primeiro Fórum Global de Refugiados (GRF, da sigla em inglês). A conferência global de dois dias é a primeira reunião em nível ministerial a dar seguimento à implementação prática do Pacto Global sobre Refugiados, firmado na ONU, em Nova Iorque, em dezembro de 2018.

Hoje, mais de 70 milhões de pessoas são deslocadas à força pela violência e perseguição em todo o mundo. O objetivo do Fórum Global de Refugiados é acelerar as ações de governos, setor privado, instituições e organizações internacionais, setor não governamental e sociedade civil na implementação do novo Pacto Global sobre Refugiados. O Fórum Global para Refugiados tem como objetivo gerar compromissos impactantes e outras promessas desses atores, voltados para a realização de mudanças tangíveis de políticas e práticas a longo prazo para melhorar a vida dos refugiados e das comunidades de acolhida em todo o mundo.

UNFPA realizou sessão com foco específico em mulheres idosas e mulheres migrando sozinhas. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA realiza sessão informativa em Roraima com idosas e mulheres migrando sozinhas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão Social de Boa Vista, por meio do Centro de Referência de Assistência Social, participou de um encontro com mulheres refugiadas e migrantes no abrigo Rondon 3, da Operação Acolhida, em Roraima.

A Operação Acolhida é a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada no Brasil por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, um grupo mulheres idosas e de mulheres migrando sozinhas ou com filhos receberam sessões informativas sobre violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e sobre o acesso aos serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Com apoio do UNFPA, Meninas Guerreiras desenharam o próprio uniforme. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens venezuelanas jogam amistoso com time de futebol feminino de Roraima

O time de futebol feminino Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela, formado por adolescentes e jovens venezuelanas, jogou no sábado (24) um amistoso em Boa Vista (RR) com jogadoras brasileiras profissionais que fazem parte do time de futebol feminino Atlético Roraima.

A disputa ocorreu no campo esportivo do abrigo Rondon 3, em Roraima, e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com apoio da Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil — e do Atlético Roraima.

O time das Meninas Guerreiras faz parte de um projeto de esporte apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Visão Mundial, Operação Acolhida e o UNFPA na resposta humanitária em Roraima.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

Ao menos 40 refugiados e migrantes desaparecem em naufrágio na costa da Líbia

Ao menos 40 pessoas desapareceram na costa da Líbia no mais recente naufrágio envolvendo barco que transportava refugiados e migrantes para a Europa, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na terça-feira (27). A organização renovou seu pedido para que os países tomem medidas com o objetivo de salvar vidas.

“Não podemos conceber estas tragédias como inevitáveis”, disse o enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. “A solidariedade precisa se transformar em ações que previnam mortes no mar e a perda de esperança que leva pessoas a arriscar suas vidas.”

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Florence Idiongo, refugiada de Lotuko, no Sudão do Sul, em frente a uma de suas casas recém-construídas no assentamento de Kalobeyei, no Quênia. Foto: ACNUR/Will Swanson

Agência da ONU financia construção de casas em campo de refugiados do Quênia

Quando a sul-sudanesa Florence Idiongo se uniu aos milhares de refugiados que buscavam proteção no Quênia há três anos, ela teve que viver em uma barraca de plástico com 12 pessoas, incluindo seus filhos, irmãos e outros parentes.

O ambiente era quente, superlotado e oferecia o mínimo de proteção para sua família, que precisava vigiar constantemente alimentos e pertences. “Às vezes, tínhamos que cozinhar dentro da barraca durante as temporadas de chuvas e era muito arriscado para a saúde das crianças”, contou.

Mas a situação mudou. Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela teve acesso a recursos para se juntar a outros 1 mil refugiados que estavam construindo suas próprias casas, mais seguras, no assentamento de Kalobeyei.

Em 20 de agosto, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) participou de audiência pública na Câmara dos Deputados organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

ONU participa de audiência na Câmara sobre políticas públicas para refugiados

A resposta humanitária do Brasil e a solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela têm sido positivas. E apenas com o trabalho de todos os atores envolvidos será possível manter uma resposta que atenda às crescentes necessidades de proteção destas pessoas. Esta foi a mensagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 20 de agosto, em Brasília (DF).

No entanto, embora o Brasil venha sendo considerado um país referência na forma como tem respondido ao fluxo de venezuelanos, ainda há grande dificuldade de conseguir inserir essa população no mercado de trabalho nacional, alertou a agência da ONU.

“Os dados sobre a população de refugiados reconhecidos no Brasil nos permitem afirmar que (eles) têm alto nível de educação. É uma população majoritariamente masculina e jovem, e que já vem com diploma de seu país de origem”, disse o oficial de meios de vida do ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio Almeida. No entanto, 25% deles estão desempregados ou desocupados, segundo estudo da organização.

Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. Foto: Johney Lindoso Tavares

Manaus realiza encontro estadual de adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal

Manaus (AM) sediou esta semana (26 e 27) o Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. O evento é parte de uma estratégia global do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de engajamento e mobilização para a participação de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos.

A iniciativa teve a finalidade de fortalecer os processos de mobilização de adolescentes nos municípios que participam da edição 2017-2020 do Selo UNICEF. Hoje, na Amazônia Legal, 429 Núcleos Adolescentes foram formalizados, com a mobilização de mais de 5 mil meninos e meninas.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Criança iemenita sofre de desnutrição grave aos quatro meses de idade. Foto: Giles Clarke | OCHA.

ONU encerra programas humanitários no Iêmen devido à falta de recursos

As Nações Unidas anunciaram na semana passada (21) que estão sendo forçadas a encerrar diversos programas humanitários no Iêmen, devido ao fato de o dinheiro prometido pelos Estados-membros não ter sido efetivamente pago à Organização.

“Estamos desesperados pelo financiamento prometido”, disse Lise Grande, a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o Iêmen. “Quando o dinheiro não chega, pessoas morrem”, completou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros membros da organização posam com as três vítimas de terrorismo que falaram em evento oficial do Dia Internacional. Foto: UN Photo | Eskinder Debebe.

Cicatrizes do terrorismo ‘são profundas’, diz chefe da ONU ao prestar homenagem às vítimas

As cicatrizes do terrorismo “são profundas” e, por mais que possam diminuir com o passar do tempo, “elas nunca desaparecem”, disse o chefe da ONU na última quarta-feira (21), em sua mensagem para marcar o segundo Dia Internacional de Lembrança e Tributo às Vítimas de Terrorismo.

Na estreia da exposição fotográfica para marcar a data, na sede da ONU em Nova Iorque, o secretário-geral disse que a ameaça terrorista e o extremismo violento estão “entre os nossos desafios mais complexos”.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua deve cessar represálias contra jornalistas, dizem especialistas em direitos humanos

O governo da Nicarágua deve cessar represálias contra funcionários da Radio Dario e acabar com a censura a outros trabalhadores da mídia, disseram nesta segunda-feira (26) relatores de direitos humanos das Nações Unidas.

“Alegações recentes mostram a repressão sistemática de jornalistas e trabalhadores da mídia, que relataram terem sido assediados, silenciados, ameaçados e agredidos”, disseram os especialistas.

Ataques contra a mídia e os defensores de direitos humanos aumentaram consideravelmente desde abril de 2018. Especialistas da área estão preocupados com o impacto que tais ações têm não só nas liberdades de expressão e de reunião pacífica mas também na redução acelerada do espaço cívico em um momento crítico para a sociedade nicaraguense.

O UNICEF solicitou mais de US$ 70 milhões para fornecer assistência humanitária vital para 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Foto: UNICEF

Venezuela: UNICEF busca US$70 milhões para dar assistência humanitária a 900 mil crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) solicitou mais de 70 milhões de dólares para fornecer assistência humanitária vital a 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Novos financiamentos nas próximas semanas são essenciais para que o UNICEF e seus parceiros atendam às necessidades humanitárias essenciais de crianças e famílias dentro do país.

“Cerca de 3,2 milhões de crianças na Venezuela precisam de ajuda humanitária, pois as condições em todo o país continuam a se deteriorar”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “Estamos aumentando nosso trabalho para ajudar crianças e famílias que estão lutando contra a escassez de alimentos e o acesso limitado a serviços essenciais como saúde, água potável e educação”.

Evento de lavagem do Cais do Valongo, em 2015. Foto: Milton Guran

Em dia internacional, UNESCO lembra que luta contra escravidão é universal e contínua

Em mensagem para o Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, disse honrar a memória de homens e mulheres que revoltaram-se no atual Haiti em 1791 e abriram caminho para o fim da escravidão. “Honramos a memória deles e a de todas as outras vítimas da escravidão, as quais eles representam”, declarou.

“A luta contra o tráfico e a escravidão é universal e contínua. É a razão pela qual a UNESCO liderou os esforços para lançar o Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição. Este dia especial reconhece a luta decisiva daqueles que, submetidos à negação de sua própria humanidade, triunfaram sobre o sistema escravista e afirmaram a natureza universal dos princípios da dignidade humana, liberdade e igualdade.”

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

ONU lança guia sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram um guia técnico sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes. O documento traz informações sobre prevenção, redução de danos e tratamento ao HIV, cuidado e apoio a essas pessoas, além de dados estatísticos.

Foto: Marília Capellini, Assessoria de Imprensa TJMS

ONU e CNJ lançam edital para identificação biométrica de presos

O programa Justiça Presente — parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para atuar em problemas estruturais do sistema prisional brasileiro — publicou nesta semana edital para aquisição de kits para coleta biométrica da população privada de liberdade em todo o país.

A identificação biométrica facilitará a individualização da pena e permitirá uma padronização nacional dos dados, melhorando a gestão prisional e evitando erros nas informações sobre as mais de 800 mil pessoas sob custódia do Estado.

Secretário-geral da ONU lembra Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença. Foto: Mark Garten/UN Photo

‘Mundo precisa acabar com perseguição a grupos religiosos’, diz chefe da ONU em Dia Internacional

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu na quinta-feira (22) o fim da perseguição a grupos religiosos em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a data é lembrada como o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença.

Aprovada em maio pela Assembleia Geral da ONU, a resolução que instaurou o Dia Internacional contou com o apoio do Brasil e de outros sete países, que alertaram para o aumento de atos de intolerância e de violência com base na religião e na crença das vítimas.

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Yumiko aprende sobre algumas das atividades neste centro infantil em Alepo. Foto: ACNUR/Hameed Maarouf

Trabalhadora humanitária escreve diário sobre vida cotidiana em Alepo, na Síria

A japonesa Yumiko Takashima trabalha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Síria — a mais de 8,7 mil km de sua cidade natal, Tóquio. Ela se juntou à organização vinte anos atrás e trabalhou em lugares como Timor Leste, Sudão, Tailândia, Afeganistão, entre outros. Desde 2018, está em Alepo.

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da guerra na Síria desde 2011, buscando segurança em Turquia, Líbano, Jordânia e outros países. Milhões estão deslocados dentro da Síria.

Yumiko contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) como é viver e trabalhar em um país que enfrenta um dos mais sangrentos conflitos armados do mundo.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Em 1947, 17 países-membros se reuniram para assinar protocolos para retificar as Convenções de Genebra - Foto UN Photo

Convenções de Genebra completam 70 anos

Lembrando o aniversário de 70 anos das Convenções de Genebra, o presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Jacek Czaputowicz , as descreveu como “peças vitais para limitar brutalidade em conflitos armados”. Czaputowicz é ministro das Relações Exteriores da Polônia, país que está na presidência do Conselho durante o mês de agosto.

No período seguinte à Segunda Guerra Mundial, o tratado, composto por quatro Convenções e três Protocolos Adicionais, estabeleceu os padrões legais internacionais para tratamento humanitário durante tempos de guerra. Os padrões foram aceitos em 12 de agosto de 1949 e, com algumas exceções, ratificados por 196 países ao redor do mundo.

Equipe do Líbano posa para foto coletiva com medalhas de campeão da etapa Porto Alegre. Foto: ASAV/Matheus Kiesling

Porto Alegre conhece vencedores da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019

Mais que um torneio de futebol, a 3ª Copa dos Refugiados e Imigrantes Porto Alegre (RS) fez do Estádio Passo D’Areia um verdadeiro palco de confraternização entre povos e culturas. A competição foi realizada no domingo (18), reunindo cerca de 200 participantes entre refugiados e migrantes representando Angola, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Guiné Bissau, Haiti, Líbano, Nigéria, Palestina, Peru, Senegal e Venezuela.

A equipe do Líbano conquistou o torneio, mas foram as arquibancadas, com centenas de pessoas torcendo e incentivando, que fizeram um espetáculo à parte no qual a solidariedade e a integração social mostraram que todos saíram vencedores. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Maikel José Yepez, de 23 anos, trabalha como monitor no Espaço Amigo da Criança que o UNICEF mantém em Roraima para atender crianças em situação de rua. Foto: UNICEF/João Laet

Monitor do UNICEF relata atendimento a crianças venezuelanas que chegam a Roraima

Era manhã quando um menino venezuelano de 7 anos chegou sozinho à Rodoviária Internacional de Boa Vista (RR). Ele havia pegado carona da Venezuela até o Brasil e desembarcado na capital roraimense com sintomas de malária.

Ao chegar à rodoviária – um dos principais pontos de informação para refugiados e migrantes em Boa Vista –, encontrou ajuda no Espaço Amigo da Criança, montado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela organização Visão Mundial.

“Graças a Deus não aconteceu nada, porque, se esse menino chega aqui e não entra no espaço, ele estaria nas ruas correndo muitos riscos”, contou o venezuelano Maikel José Yepez, de 23 anos, monitor do espaço responsável pelo atendimento das crianças. Leia o relato completo.

Convidados estavam em um casamento em Cabul quando um homem-bomba detonou explosivos, matando e ferindo civis.

Massacre no Afeganistão ofusca 100 anos de independência

Cem anos após sua independência, o Afeganistão encontra-se em um “momento decisivo” de sua história, disse o chefe da missão da ONU no país na segunda-feira (19) após uma série de ataques terroristas nos últimos dias, entre eles um atentado suicida que matou 63 civis e feriu mais de 180 pessoas durante um casamento.

Tadamichi Yamamoto, chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), disse que apesar de décadas de conflito, a população afegã continua comprometida em ter uma nação pacífica, próspera, estável e que defenda os direitos humanos tanto de homens como de mulheres.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.

Mais de 500 mil refugiados rohingya recebem documento de identidade em Bangladesh

Mais de 500 mil refugiados rohingya de Mianmar foram registrados em um exercício conjunto das autoridades de Bangladesh e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), informou na semana passada (16) o porta-voz da organização, Andrej Mahecic, em Genebra.

Para muitos desses refugiados, é a primeira vez que têm um cartão de identidade. Os cartões biométricos, à prova de fraude, estão sendo emitidos conjuntamente pelas autoridades de Bangladesh e pelo ACNUR a todos os refugiados com mais de 12 anos de idade.

Existem mais de 900 mil refugiados rohingya vivendo em assentamentos no sudeste de Bangladesh, dos quais aproximadamente 741 mil fugiram de uma violenta repressão por parte das forças armadas de Mianmar desde agosto de 2017.