Arquivo da tag: Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe de direitos humanos da ONU diz que repressão pode piorar situação na Bolívia

A alta-comissária de direitos humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, manifestou no sábado (16) preocupação com a possibilidade de intensificação da crise na Bolívia caso polícia e exército não atuem de acordo com as normas e padrões internacionais de uso da força.

“O país está dividido e as pessoas dos dois lados do espectro político estão com muita raiva. Em uma situação como esta, ações repressivas por parte das autoridades simplesmente aumentarão essa raiva e podem prejudicar qualquer caminho possível rumo ao diálogo”, declarou.

“A mídia é o único recurso das comunidades sem voz”, afirmou a rede ACM. Foto: StockSnap/Pixabay.

Capacitação promovida pela Missão da ONU na Somália inspira campanha de rádio em prol da inclusão

Workshop de dois dias sobre estratégia e engajamento de mídia promovido pela Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM) capacitou grupos a usarem as tecnologias de comunicação a seu favor. Integrantes da rede dos Ativistas de Comunidades Marginalizadas (ACM) que participaram do treinamento da ONU criaram uma campanha de rádio para impulsionar a inclusão social na Somália.

As sessões de 15 minutos serão transmitidas por emissoras de rádio de todo o país, incluindo dois canais de televisão, e cobrirão tópicos como igualdade e não discriminação, participação política, empoderamento de mulheres, igualdade de acesso à educação, saúde, emprego e atividade econômica, direitos sociais e culturais.

Na sociedade somali, dividida por clãs, as minorias são excluídas da participação política, do emprego e do acesso à justiça. O objetivo da campanha intitulada “Igualdade e justiça para todos” visa incentivar governos e organizações da sociedade civil a advogar pelos direitos das minorias e a construir políticas e estratégias eficazes.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Sede da ONU lembra Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres

A comemoração oficial das Nações Unidas para o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro) ocorrerá na próxima segunda-feira (25), na Câmara do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Sob a liderança do secretário-geral da ONU, António Guterres, a campanha terá 16 dias de ativismo com o tema “Pinte o mundo de laranja: Geração Igualdade contra o estupro!”. A campanha dura até 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos. O evento na sede da Organização será transmitido ao vivo pela Internet.

UNICEF apresentará no evento um panorama sobre avanços e desafios para a garantia dos direitos de crianças e adolescente no Brasil e no estado do Rio de Janeiro. Foto: Fora do Eixo (CC)

Evento no Rio reafirma compromissos com direitos de crianças e adolescentes no Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), realiza na quinta-feira (21) o evento “30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança: Reafirmando Compromisso”.

Tratado mais ratificado da história, por 196 países, a Convenção sobre os Direitos da Criança colocou crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. No Brasil, ela inspirou o Artigo 227 da Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (lei 8.069/90).

Jovem de Pernambuco foi o único a receber dois prêmios no Festival PLURAL+: "Vídeo" e "Prevenção da Xenofobia". Foto: ONU News.

Jovem brasileiro é premiado em festival de vídeo da ONU

Patrick Melo foi finalista e premiado em Nova York pelo vídeo produzido para o Festival PLURAL+, das Nações Unidas. O jovem pernambucano de 20 anos registrou no curta “Brasileiro, mas não jogador de futebol” algumas angústias de pessoas que são vítimas de preconceito quando migram. Na última-quarta (13), na sede da ONU, Melo foi o único reconhecido com dois prêmios: “Vídeo” e “Prevenção da Xenofobia”.

Segundo os organizadores, em um mundo frequentemente marcado pela intolerância e por divisões culturais, o concurso busca reconhecer os jovens como agentes poderosos da mudança social, capazes de estimular o respeito à diversidade. A iniciativa é promovida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pela Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC).

Segundo o diretor-geral da OIM, António Vitorino, “Esses jovens cineastas não permitiram que as narrativas negativas sobre migração – tão popularizadas na mídia contemporânea – os privassem de empatia”. Com crescente interesse e participação a cada ano, o PLURAL + se tornou a principal plataforma global de distribuição de mídia da ONU para jovens.

Para participar é necessário enviar proposta, conforme orientações do edital, até 27 de novembro. Foto: PNUD

PNUD seleciona projetos que promovam desenvolvimento sustentável em AM e PI

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou edital para seleção de projetos nos estados do Amazonas e do Piauí. O objetivo é identificar experiências e metodologias de inovação alinhadas às cadeias de produção locais.

As propostas vencedoras receberão 100 mil reais cada uma para ampliar, aprimorar ou dar continuidade a projetos que promovam o desenvolvimento sustentável da região. O prazo para inscrição é 27 de novembro.

A iniciativa de remoção de minas terrestres liderada por mulheres foi lançada e financiada pelo Serviço de Ação contra Minas das Nações Unidas (UNMAS). Foto: UNMAS

Grupo de mulheres retira minas terrestres de província afegã afetada por conflito

Um grupo de mulheres, usando coletes e protetores faciais, percorre as montanhas acidentadas da província de Bamyan, no Afeganistão. Elas utilizam detectores de metais pesados sobre o solo rochoso.

Elas se ajoelham, raspam meticulosamente suas ferramentas afiadas no chão. Desafiam assim as rígidas normas de gênero de seu país, formando o primeiro grupo de mulheres a trabalhar na retirada de minas terrestres.

Cerca de 50 mulheres refugiadas participaram da série de workshops do Empoderando Refugiadas em São Paulo no segundo semestre de 2019. Foto: Fellipe Abreu

Empoderando Refugiadas encerra série de workshops sobre educação financeira

Após uma série de treinamentos realizados no segundo semestre de 2019, as mulheres do Empoderando Refugiadas estão capacitadas para a segunda etapa do projeto, que prevê dinâmicas de empregabilidade com representantes de empresas. O último workshop aconteceu na sexta-feira (8) no banco ABN AMRO, em São Paulo, e abordou o tema de educação financeira.

O Empoderando Refugiadas está em sua quarta edição e trabalha a empregabilidade de mulheres em situação de refúgio em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR), além do engajamento de empresas na contratação de migrantes e refugiados. O projeto é uma parceria entre Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres.

Representante Especial da ONU no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, visita a Praça Tahrir em Bagdá para conversar com manifestantes. Foto: UNAMI.

Iraquianos pagam ‘preço impensável’ para serem ouvidos, diz representante da ONU no Iraque

“O que testemunhei nas ruas nos últimos dias é um acúmulo de frustração com a falta de progresso nos últimos 16 anos”, relatou a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert.

A representante visitou, na última terça-feira (12), o Conselho de Representantes em Bagdá, capital do país. No encontro com as lideranças iraquianas, Hennis-Plasschaert, que também é a chefe da Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI), fez um minuto de silêncio pelas vidas que foram ceifadas durante os protestos.

O Iraque é palco, desde 1º de outubro, de intensas manifestações. A população reivindica desde o fim da corrupção nos serviços públicos até uma reforma mais ampla do sistema político, incluindo a alteração da Constituição. A representante da ONU lembrou aos parlamentares que, com total respeito à soberania do Iraque, a UNAMI propôs uma série de medidas concretas para a construção de confiança e uma reforma no país.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, em discurso no Fórum da Paz de Paris - Foto: Christelle Alix/UNESCO

Guterres: multilateralismo deve resistir aos desafios de hoje e do futuro

Em discurso no Fórum da Paz de Paris, na segunda-feira (11), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o multilateralismo deve se adaptar para responder aos desafios de hoje e de amanhã, lembrando que “os conflitos persistem, criando sofrimento e deslocamento”. Sua fala aconteceu enquanto celebrações do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, aconteciam em diversos países.

Para ele, o multilateralismo deve estar em rede e próximo às pessoas, trabalhando de mãos dadas com organizações regionais, mas também com instituições financeiras internacionais, bancos de desenvolvimento e agências especializadas. Também deve ser inclusivo com a plena participação da sociedade civil, incluindo jovens, empresas, círculos acadêmicos e filantrópicos, e combater a desigualdade de gênero, com uma estratégia para alcançar a paridade bem antes de 2030.

Plano para refugiados e migrantes venezuelanos e países anfitriões busca 1,35 bilhão de dólares

A Agência das ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançam hoje um plano regional para captar 1,35 bilhão de dólares para responder às crescentes necessidades humanitárias de refugiados e migrantes venezuelanos na América Latina e no Caribe e nas comunidades que os hospedam.

O Plano Regional de Resposta a Refugiados e Migrantes (RMRP) de 2020, lançado na capital colombiana, Bogotá, é uma ferramenta de coordenação e captação de recursos estabelecida e implementada por 137 organizações. Eles estão trabalhando em toda a região, com o objetivo de atingir quase quatro milhões de pessoas – incluindo refugiados e migrantes venezuelanos e comunidades anfitriãs – em 17 países.

O diretor da ABC, Embaixador Ruy Pereira; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do RS, Leany Lemos; a representante-residente do PNUD, Katyna Argueta; e o governador do RS, Eduardo Leite. Foto: Pedro Maziero

PNUD assina acordo para ajudar a modernizar gestão pública gaúcha

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Estado do Rio Grande do Sul, o PNUD e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) firmaram, nesta segunda-feira (11), um acordo de cooperação técnica internacional que visa à modernização e à promoção de inovação na gestão pública no estado.

O diretor da ABC, Embaixador Ruy Pereira; a representante-residente do PNUD, Katyna Argueta; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, participaram do evento, em Brasília.

Conselho de Segurança marca transição dos 15 anos das forças de paz da ONU no Haiti

Após 15 anos de manutenção da paz no país caribenho, o Conselho de Segurança da ONU mantém seu compromisso de fortalecer e estabilizar o país. Com foco no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas continuarão apoiando o Haiti e sua população, com uma transição ininterrupta de manutenção para a construção da paz.

O novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) trabalhará com o governo e parceiros em antigas questões herdadas do período de manutenção da paz, como a eliminação da cólera e a abordagem de casos de exploração e abuso sexual, incluindo casos de paternidade.

Fazem parte do Programa Paraná Seguro as cidades de Curitiba e Região Metropolitana, além de cidades do eixo Londrina e Maringá e da região de fronteira do estado. Foto: Augusto Janiscki Junior/CC.

UNODC participa do primeiro Workshop do Programa Paraná Seguro

Realizado em 30 de outubro na sede da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária em Curitiba (PR), primeiro workshop do Programa Paraná Seguro reuniu representantes da Secretaria da Segurança Pública; da Guarda Municipal de São José dos Pinhais; da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho; do 6º Comando Regional da Polícia Militar; e das corregedorias das polícias Civil e Militar.

O Programa Paraná Seguro é executado pelo estado com o apoio técnico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa tem como objetivo contribuir para a redução dos índices de criminalidade violenta de jovens entre 15 a 24 anos, localizados em 27 municípios paranaenses.

Evento foi o primeiro dos cinco workshops que o Paraná vai realizar para discutir resultados. Segundo o analista de programa do UNODC, Eduardo Pazinato, iniciativa também está em fase de implantação no estado do Espírito Santo.

ONU e setor privado apresentam boas práticas de contratação de refugiados no Rio de Janeiro

Na 5ª edição do lançamento da plataforma Empresas com Refugiados, 60 pessoas se reuniram no espaço da WeWork no Rio de Janeiro para apresentar boas práticas de contratação, sensibilização e atuação em rede. O evento foi realizado no início de novembro pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em parceria com a Rede Brasil do Pacto Global.

“Somos trabalhadores, temos muitas contribuições para dar. Não queremos só receber assistência, e sim mostrar que temos mãos, mente e coragem para trabalhar, como fazíamos no nosso país”, afirmou a venezelana Victoria Velasquez, de 58 anos.

Evento de lançamento da Cartilha de Informações reuniu servidores públicos, representantes do sistema financeiro e sociedade civil, além de refugiados e migrantes. Foto: ACNUR | Alan Azevedo.

Cartilha de Informações Financeiras para Refugiados impulsiona integração econômica no Brasil

Cartilha de Informações Financeiras para Migrantes e Refugiados traz orientações sobre Sistema Financeiro Nacional, abertura de contas e aquisição de crédito, colaborando para a inserção laboral e financeira de refugiados e migrantes.

Lançada na última quinta-feira (7) pelo Banco Central, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a cartilha também serve para sensibilizar e orientar as próprias instituições financeiras acerca dos direitos dos refugiados, avaliou o ACNUR.

“Trabalhei empreendendo por 27 anos na Venezuela. Agora, com a cartilha, vou ter informações de como obter crédito, que será fundamental para expandir meu negócio”, Ismael Navas (54), venezuelano no Brasil. O material será distribuído em locais onde há grande fluxo de migrantes e refugiados, e a versão web já está disponível nos sites do Banco Central, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do ACNUR.

O guia procura preencher a lacuna da falta de compreensão entre os profissionais da educação sobre como desempenhar melhor o papel da educação na construção de sociedades justas e pacíficas. Foto: Edward Lich/CC.

UNESCO e UNODC lançam guia sobre o papel da educação na construção de sociedades justas e pacíficas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançaram, nesta quinta-feira (7), o guia “Fortalecimento do Estado de Direito por meio da educação” para formuladores de políticas.

A publicação apresenta orientações para gestores e educadores que queiram trabalhar temas de justiça, direitos humanos e combate à corrupção com estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Emebet e seus filhos retornaram à Etiópia. Foto: OIM.

OIM lança Manual da Reintegração para auxiliar assistência aos retornados

A Organização Internacional para Migrações (OIM) lançou hoje (7) um guia sobre reintegração para auxiliar profissionais e organizações na oferta de assistência aos migrantes que optam ou necessitam retornar aos seus países.

De acordo com a agência, os “retornados” muitas vezes sofrem para se readaptar enquanto reconstroem suas vidas de volta ao país de origem. O “Manual da Reintegração: um guia prático para a concepção, implementação e o monitoramento da assistência à reintegração” compartilha as experiências da agência e de seus parceiros no auxílio aos retornados.

O guia contou com o apoio financeiro do Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e inclui módulos em níveis individual, comunitário e estrutural que focam nas dimensões econômicas, sociais e psicossociais da reintegração.

A venezuelana Almeris, de 20 anos, viajou com seu filho de apenas dois anos e o marido por cerca de 40 horas em um ônibus até Boa Vista. Foto: ACNUR | Alexandre Pereira.

Operação Acolhida em Manaus inaugura espaço com serviços de documentação e interiorização para refugiados e migrantes venezuelanos

Inaugurado na última terça-feira (5), em Manaus, novo Posto de Interiorização e Triagem (PITRIG) da Operação Acolhida visa fornecer, em um único espaço, assistência para milhares de venezuelanos que passam pela cidade devido ao alto fluxo migratório de seu país.

“Quando decidimos deixar a Venezuela, nossa esperança era encontrar apoio aqui para vivermos e termos trabalho. Desde então não tínhamos documentos para isso, como CPF e Carteira de Trabalho. Foi quando soubemos que este posto seria aberto e poderia nos ajudar”, Almeris (20), venezuelana em Manaus.

O posto foi idealizado pelo Comitê Federal de Assistência Emergencial do governo federal e conta com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Organização Internacional para Migrações (OIM); Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); entidades da sociedade civil e atores municipais e estaduais. Espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h, na região Centro-Sul de Manaus.

Mahamadou Sankareh, da Gâmbia, mora em Roma, na Itália, e trabalha no Centro de Refugiados Joel Nafuma. Foto: PNUD | Lena Mucha.

Novo relatório do PNUD revela dados do perfil dos jovens que migram irregularmente da África para Europa

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entrevistou 1.970 migrantes de 39 países africanos vivendo em 13 países europeus. O objetivo era esclarecer por que as pessoas migram por canais irregulares e o que vivenciam quando o fazem.

Intitulado ‘Escalando Muros: Vozes de migrantes africanos irregulares para a Europa’, o documento foi produzido para preencher lacunas na base de dados global e mostrar uma imagem mais clara do motivo pelo qual os migrantes irregulares se mudam da África para a Europa.

Esse é o segundo de uma série de relatórios do PNUD que documentam as jornadas das jovens e dos jovens africanas e africanos. O primeiro explorou o que leva alguns migrantes aos braços do extremismo violento.

Jornalistas cobrem debate da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU | Laura Jarriel.

UNESCO: 90% dos autores de assassinatos contra jornalistas continuam impunes

Na véspera do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade de Crimes contra Jornalistas (2 de novembro) deste ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lançou um novo relatório com dados da violência praticada contra esses profissionais em todo o mundo.

Segundo o documento “Ataques intensificados, novas defesas”, número de jornalistas assassinados aumentou 18% em cinco anos, entre 2014 e 2018, e quase 90% dos responsáveis por essas mortes ainda não foram condenados.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirma que a agência “condena todos os que colocam jornalistas em risco, todos os que matam jornalistas e todos os que não fazem nada para impedir essa violência”.

Acordo foi assinado pelos diretores da Enamat, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho; e da ABC, embaixador Ruy Pereira; e pelo representante-residente adjunto do PNUD, Carlos Arboleda. Foto: Vanessa Beltrame/PNUD

PNUD firma cooperação para estudos sobre jurisdição trabalhista

O PNUD firmou um acordo de cooperação técnica com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas voltados a compreender o modo como diferentes países organizam sua jurisdição trabalhista, por meio de análises comparativas com o Brasil.

O acordo, que conta com a parceria da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), contempla a compreensão dos aspectos que influenciam o desempenho dos magistrados do Trabalho, por meio de avaliação do processo e do modelo formativos adotados pelas escolas judiciais.

Exposição “Ojidu – Árvore da Vida Warao” em cartaz no museu A CASA com abertura no dia 7 de novembro e visitação até 20 de dezembro. Foto: Benjamin Mast.

São Paulo recebe exposição com artesanato de indígenas venezuelanas Warao vivendo no Brasil

Realizada pelo museu A CASA em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI); União Europeia e governo federal, a exposição “Ojidu – Árvore da Vida Warao” reúne artesanato indígena venezuelano produzido pelas mulheres Warao vivendo no Brasil.

Entre 7 de novembro e 20 de novembro, museu A CASA exibe as peças feitas em palha de buriti, árvore nativa da Amazônia brasileira e venezuelana de importância central na vida dos Warao. As peças estarão à venda no museu e o dinheiro arrecadado apoiará novas ações de geração de renda para essa população.

Desde 2016, venezuelanos Warao chegam ao Brasil em busca de proteção e refúgio. Atualmente, estima-se que pelo menos 4.500 indígenas dessa etnia vindos da Venezuela encontram-se refugiados no Brasil.

Distribuição de alimentos na Venezuela. Foto: NRC | Ingebjørg Kårstad.

Chefe de Ajuda Humanitária da ONU chega à Venezuela

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, chega nesta segunda-feira (04) à Venezuela para avaliar a situação no país, que enfrenta crise política desde 2015. O objetivo é reforçar a colaboração entre vários parceiros humanitários.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 4,5 milhões de pessoas já deixaram suas casas na Venezuela. Esta crise político-econômica gerou a segunda maior leva de refugiados do mundo, atrás apenas da Síria.

Família de refugiados Rohingya em abrigo em Kutupalong, Bangladesh - Foto: Andrew McConnell/ACNUR

ACNUR lança estratégia de energia limpa e renovável para refugiados

Energia limpa e renovável nos campos de refugiados e locais de hospedagem. A iniciativa é parte da Estratégia Global de Energia Sustentável do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, e tem por objetivo impulsionar o acesso dos refugiados à energia segura e sustentável, minimizando o impacto ambiental.

O ACNUR estima que mais de 90% dos refugiados nos campos têm acesso limitado à eletricidade. Como resultado, muitos refugiados queimam lenha ou carvão para suprir as necessidades domésticas básicas, enquanto as instalações comunitárias e de apoio são frequentemente alimentadas por geradores a diesel. Essas fontes de energia têm custos ambientais e financeiros altos.

A Estratégia de Energia Sustentável tem duração de quatro anos e se baseia em iniciativas atuais para integrar o acesso à energia sustentável e minimizar o impacto ambiental nas operações de campo do ACNUR em todo o mundo.

António Guterres defende mediação para reduzir conflitos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a mediação e o diálogo estão tendo resultados positivos na redução de conflitos, sobretudo no continente africano. Nesta quinta-feira (31), ele participou da abertura da 6ª Conferência de Mediação de Istambul, na Turquia, onde citou como exemplos os casos do Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Eritreia, Madagáscar e República Centro-Africana.

O secretário-geral destacou, porém, os muitos desafios ainda existentes, como divisões na comunidade internacional, que contribuem para a imprevisibilidade e a insegurança; além de nacionalistas e extremistas que estão explorando divisões entre pessoas para aumentar o risco de confrontos violentos.

Yilmara e Ghazal, ex-participantes do Empoderando Refugiadas, compartilharam suas experiências com o empreendedorismo gastronômico. Foto: ACNUR | Fellipe Abreu.

Mulheres refugiadas compartilham experiências sobre empreendedorismo em São Paulo

No Museu da Imigração de São Paulo, workshop do Projeto Empoderando Refugiadas reuniu na última segunda-feira (28) mulheres refugiadas e profissionais do mercado para um debate sobre empreendedorismo.

O encontro foi realizado em parceria com Migraflix e MRV, e contou com a presença e depoimentos de refugiadas que abriram seus negócios na área da gastronomia depois de participarem de edições anteriores do projeto.

O Empoderando Refugiadas é uma iniciativa conjunta da Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres com foco na empregabilidade de mulheres em situação de refúgio no Brasil.

Naledi Pandor, ministra da África do Sul, Nadia Murad, Nobel da Paz, Pramila Patten, representante especial do secretário-geral para violência sexual em conflito, e Denis Mukwege, Nobel da Paz. Foto: Mark Garten/ONU

ONU lança fundo global para vítimas de violência sexual em conflito

Em evento comemorativo aos 10 anos do mandato do Conselho de Segurança para ajudar a prevenir violência sexual em conflito, a ONU lançou um fundo global para vítimas. A cerimônia aconteceu na sede da ONU nesta quarta-feira (30), em Nova Iorque.

Os vencedores do prêmio Nobel da Paz Nadia Murad e Dennis Mukwege participaram no evento. Nadia foi a primeira vítima de tráfico a servir como embaixadora da Boa Vontade da ONU, depois de ter sido sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Dennis Mukwege é um médico congolês que se especializou no tratamento de mulheres violadas por milícias durante a guerra civil.

Crianças venezuelanas na praça Simon Bolívar, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e UE reafirmam compromisso de proteger refugiados e migrantes venezuelanos

A Conferência Internacional de Solidariedade sobre a crise de refugiados e migrantes venezuelanos, realizada em Bruxelas na segunda e terça-feira (28 e 29), enviou uma forte mensagem de apoio a essa população, bem como aos países e comunidades anfitriões de América Latina e Caribe.

Embora tenham reconhecido o direito soberano dos Estados de administrar suas fronteiras, os participantes enfatizaram a importância de preservar o acesso ao asilo, fortalecendo mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.

Também defenderam a necessidade de os países manterem políticas flexíveis de entrada, continuando a regularização e o fornecimento de documentos aos refugiados e migrantes venezuelanos, facilitando o reagrupamento familiar. A conferência foi presidida por União Europeia, ACNUR e OIM.

Encontro do Comitê Constitucional da Síria acontece no Palais Wilson, em Genebra. Foto: ONU | Jean-Marc Ferré.

Comitê Constitucional da Síria é “momento histórico”, afirma enviado especial da ONU

Em processo apoiado pelas Nações Unidas, 150 representantes – 50 do governo, 50 da oposição e 50 da sociedade civil – começaram hoje (30) a discutir, em Genebra, bases para a nova constituição da Síria.

Através do Comitê, os representantes sírios irão discutir a nova lei fundamental do país árabe, que enfrenta uma guerra desde 2011. O papel da ONU será somente facilitar o processo, com apoio do Secretariado e relatórios apresentados ao Conselho de Segurança.

Em nota, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse esperar que “as partes cooperem com boa fé para uma solução”; que respeitem as resoluções das Nações Unidas; e que demonstrem “um forte compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territoriais do país”.

Programa de Controle de Contêineres do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) celebra 15 anos de comércio global mais seguro. Foto: Alexander Kliem/CC.

ONU comemora comércio global mais seguro nos 15 anos do Programa de Controle de Contêineres

O Programa de Controle de Contêineres (CCP, na sigla em inglês), implementado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pela Organização Mundial de Aduanas (OMA), comemora 15 anos de combate ao movimento transfronteiriço de mercadorias ilícitas.

O programa auxilia os governos na construção das capacidades de seus órgãos localizados na fronteira em detectar mercadorias ilícitas; apoia na arrecadação justa de impostos, por meio da detecção de um grande número de bens comerciais não declarados ou declarados falsamente; e assegura a aplicação dos instrumentos da ONU, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Desde sua criação, em 2004, as mais de 100 unidades do CCP em todo o mundo apreenderam uma grande variedade de bens ilegais, incluindo carregamentos relacionados à pesca, à floresta, à vida selvagem e a outros crimes ambientais. Neste ano, o programa foi vencedor do prestigiado prêmio “Prémio Bureau International des Containers (BIC)”.

Marta Duque (de camisa azul clara) com alguns dos refugiados e migrantes venezuelanos que recebe em sua casa. Foto: ACNUR | Hélène Caux.

Colombiana transforma sua casa em abrigo temporário para ajudar refugiados e migrantes venezuelanos

Há dois anos, Marta Duque, de 56 anos, decidiu transformar sua casa em um abrigo para refugiados e migrantes venezuelanos. No espaço improvisado, eles se recuperam para continuar até o destino final.

Todas as noites, ela e sua equipe de cerca de dez voluntários preparam panelas gigantes de sopa para “os caminhantes”, como são chamados localmente os migrantes da Venezuela que se deslocam centenas ou até milhares de quilômetros a pé por uma estrada sinuosa e montanhosa até a Colômbia.

Segundo dados do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, mais de 4 milhões de venezuelanos já deixaram seu país desde 2015, fugindo de insegurança e violência; perseguição e ameaças; escassez crônica de alimentos e medicamentos; e um colapso dos serviços básicos.

Evento na Fiocruz em Brasília contou com apoio da OPAS/OMS e reuniu representantes do UNFPA e ACNUR. Foto: UNFPA Brasil | Thais Rodrigues.

ONU participa de debate sobre políticas de saúde em contexto de migração

Organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, da Fiocruz Brasília, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, o 10º Ciclo de Debates sobre Sustentabilidade de Políticas para Migrantes reuniu representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O evento aconteceu na última quinta-feira (24), na Fiocruz em Brasília, e discutiu o quadro das migrações, a resposta brasileira ao fluxo migratório de venezuelanos no norte do país e a importância da atenção à saúde nas fronteiras – em especial da população em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres, crianças, idosos, indígenas e pessoas LGBTI+.

Abeer Khreisha, vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen, do ACNUR, em sua casa na Jordânia. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

ONU premia voluntária jordaniana pelo seu trabalho em auxílio a refugiados sírios

Abeer Khreisha é conhecida como “mãe dos sírios” por ajudar refugiados que chegam à Jordânia escapando do conflito na Síria.

A senhora de 50 anos trabalha há 20 como voluntária em um centro comunitário na cidade de Madaba, ajudando jordanianos e sírios em situação de vulnerabilidade. Ela mantém contato regular com as famílias que apoiou e realiza doze visitas domiciliares por dia para se certificar de que estão bem.

Por esse trabalho, ela foi a vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen 2019, concedido anualmente pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em reconhecimento àqueles que se esforçam para apoiar refugiados e pessoas deslocadas ao redor do mundo.

Campanha de vermifugação foi uma das iniciativas de conscientização sobre hábitos de higiene para a população indígena do abrigo Pintolândia. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR difunde hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas venezuelanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) juntamente com a Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) têm formulado campanhas de conscientização para difundir hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas Waraos e Eñepá vivendo em Roraima.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima vivem mais de mil indígenas venezuelanos em centros de abrigamento emergencial para refugiados e migrantes. As campanhas do ACNUR visam auxiliar o processo de adaptação desses povos à nova realidade que os cerca.

Em Pintolândia, abrigo dedicado exclusivamente a indígenas em Boa Vista, os trabalhos de conscientização envolveram atividades artísticas, como a produção e a exposição de desenhos seguida de debate, e uma campanha de vermifugação apoiada por entidades parceiras.

“Conversei pela primeira vez com meu companheiro sobre sexualidade”, conta migrante venezuelana depois de participar de formação do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, UNFPA promove formação em saúde sexual e reprodutiva a mulheres venezuelanas

Keibelin Yanez, 27, migrou da Venezuela para o Brasil em 2017 e participa das formações em saúde sexual, reprodutiva e direitos promovidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Roraima.

Ela e o esposo decidiram sair da Venezuela quando Keibelin descobriu estar grávida do terceiro filho. Segundo ela, o que ganhavam em seu país de origem mal dava para cuidar das duas crianças que já tinham.

A participação nas formações oferecidas pela ONU ofereceu à Keibelin a possibilidade de cuidar melhor de sua saúde e da saúde de sua família. A reportagem é do UNFPA Brasil.

Mulher síria é confortada por funcionária do ACNUR após chegar ao campo de refugiados de Bardarash em Duhok, Iraque. Foto: ACNUR | Rasheed Hussein Rasheed.

“Isso não é vida”, senhora de 64 anos relata momentos de angústia ao escapar dos conflitos no nordeste da Síria

Cerca de 900 a 1.200 pessoas chegam ao campo de Bardarash, no Iraque, por dia, relatou a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Segundo oficiais da agência, é provável que o campo atinja sua capacidade máxima nesta semana.

Para lidar com o fluxo contínuo, autoridades regionais curdas estão planejando abrir mais campos. O ACNUR está registrando todos os recém-chegados e, juntamente com seus parceiros, fornece serviços de saúde e proteção, incluindo apoio psicossocial e serviços específicos para crianças desacompanhadas e pessoas com necessidades específicas.

À medida que o número de sírios que fogem do nordeste do país rumo ao Iraque chega a 10 mil, recém-chegada conta sobre o que viu no caminho e sobre o medo do inverno que se aproxima. A reportagem é do ACNUR.