Arquivo da tag: Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

Agências da ONU e AVSI aguardam chegada de comitiva interministerial no abrigo Rondon 2, o centro de trânsito para famílias venezuelanas que serão interiorizadas. Foto: ANUCR/Victoria Hugueney

Governo federal visita venezuelanos atendidos pela ONU em Roraima e prorroga ajuda até 2020

Uma comitiva com cinco ministros do governo federal visitou nesta quinta-feira (17) as instalações de acolhimento e recepção a venezuelanos da Operação Acolhida em Boa Vista, Roraima, e anunciou a prorrogação do programa até março de 2020.

Durante a visita, as autoridades conheceram o trabalho humanitário conjunto desenvolvido por agências do Sistema ONU no Brasil, o Exército brasileiro e organizações da sociedade civil. A comitiva incluiu o governador de Roraima, Antonio Denarium, a Secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj, além membros do Exército, de outros órgãos federais e de organizações internacionais.

Crianças no campo para deslocados internos de Thea Chaung, no estado de Rakhine, Mianmar. Foto: OCHA (arquivo)

Especialista da ONU expressa preocupação com violência crescente em Mianmar

A especialista em direitos humanos das Nações Unidas para Mianmar, Yanghee Lee, expressou preocupação nesta sexta-feira (18) com a crescente onda de violência nos estados de Rakhine e Chin. Desde novembro de 2018, o Exército de Mianmar, conhecido como Tatmadaw, e a organização armada étnica Exército Arakan estão em intenso conflito.

A relatora da ONU alertou para um agravamento da perseguição a grupos étnicos e civis inocentes. Lee também lembrou os recentes bloqueios na região à circulação de agências humanitárias. Esse tipo de medida para impedir a entrega de assistência é considerado uma violação do direito internacional.

Prédios destruídos na cidade de Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF

ONU nega acusações de profanação em igrejas históricas de Mossul

O Serviço de Ação Anti-Minas das Nações Unidas (UNMAS) no Iraque negou na quinta-feira (17) as acusações de que suas equipes haviam removido explosivos em duas igrejas históricas de Mossul “de maneira bárbara e arbitrária”. As queixas, publicadas nesta semana no site de uma ONG, a Organização Hammurabi de Direitos Humanos (HHRO), acusavam o organismo da ONU de “crimes não menos graves e desrespeitosos do que crimes do Estado Islâmico”.

Cartum, capital do Sudão. Foto: Flickr (CC)/Christopher Michel

ONU expressa preocupação com repressão violenta de protestos no Sudão

Relatos confiáveis do uso excessivo da força pelas autoridades, incluindo armas de fogo, para reprimir manifestantes no Sudão são “profundamente preocupantes”, afirmou nesta quinta-feira (17) a chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet. Desde dezembro, protestos ocorreram em diferentes cidades pelo país africano, com ao menos 24 mortos em meio às manifestações. Até 6 de janeiro, as autoridades haviam confirmado a prisão de no mínimo 816 indivíduos.

Acampamento para pessoas deslocadas internamente devido a confrontos na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Ley Uwera

Confrontos entre comunidades deixam quase 900 mortos na República Democrática do Congo

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou na quarta-feira (16) que, segundo relatos recebidos pela ONU, ao menos 890 pessoas morreram após brutais confrontos entre comunidades no mês passado na República Democrática do Congo.

Relatos sugerem que o massacre aconteceu entre 16 e 18 de dezembro em quatro vilarejos no território de Yumbi, na província de Mai-Ndombe, em aparentes confrontos entre as comunidades Banunu e Batende.

Michelle Bachelet acrescentou ser essencial “garantir justiça para as vítimas destes ataques terríveis, mas também prevenir novos episódios de conflitos entre comunidades e responder à raiva e aos sentimentos de injustiça que podem levar a ciclos repetidos de violência entre comunidades”.

Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Especialistas pedem que Irã garanta cuidados médicos para prisioneiras em greve de fome

Seis especialistas em direitos humanos pediram na quarta-feira (16) que o Irã dê acesso apropriado a serviços de saúde para Nazanin Zaghari-Ratcliffe e Narges Mohammadi. As duas mulheres fazem greve de fome em um protesto que pode ser motivado pela falta de cuidados médicos. Ratcliffe não recebeu assistência após encontrar caroços nos seios. Mohammadi sofre de embolia pulmonar e já teve hemorragias e convulsões.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU pede financiamento recorde para direitos humanos em ‘era de grande turbulência’

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu na quarta-feira (16) que os países aumentem suas contribuições em 2019 para financiar o que descreveu como “o programa de trabalho mais ambicioso já feito por meu escritório”.

O programa de trabalho para 2019 do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) irá focar em áreas essenciais e em todas as regiões, disse Bachelet. O objetivo é fortalecer o Estado de Direito e a responsabilização; proteger e expandir o espaço cívico; conter discriminações de todos os tipos; integrar os direitos humanos com mais força às políticas e programas de desenvolvimento; e apoiar a proteção de direitos em situações de conflito e insegurança.

Mulheres e homens de uma comunidade local, no Lesoto, participam de consultas para os planos de desenvolvimento locais contra os impactos da ação climática e insegurança alimentar. Foto: FAO (arquivo).

Guterres detalha as cinco prioridades das Nações Unidas em 2019

Mesmo diante de “ventos contrários”, as Nações Unidas “fizeram uma diferença real” em 2018 e precisarão fazer ainda mais em 2019, conforme o planeta enfrenta “um mundo de problemas”, segundo mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgada na quarta-feira (16), que citou cinco prioridades para o ano.

Entre os sucessos do ano passado, ele citou progresso em direção à paz no Iêmen, na Península Coreana e no Sudão do Sul; e entre as ex-inimigas Etiópia e Eritreia.

Ele também destacou o “resultado bem-sucedido” da conferência da ONU sobre o clima em dezembro na Polônia, na qual houve consenso geral sobre como implementar o Acordo de Paris para o clima, de 2015.

Foto: ONU Mulheres/ Márcio Veltri

Fórum reúne lideranças empresariais no Rio para discutir igualdade de gênero no setor privado

O II Fórum WEPs Rio de Janeiro reuniu cerca de 180 pessoas na capital fluminense no fim de novembro (30) para discutir os principais desafios na implementação dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs, na sigla em inglês), além de boas práticas nas empresas para promover a igualdade de gênero e o empoderamento econômico das mulheres.

O evento foi promovido pela ONU Mulheres em parceria com a Petrobras Distribuidora, por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios”, iniciativa de ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho e União Europeia (UE). O encontro teve o apoio da Rede Brasil do Pacto Global.

Criados em 2010 pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global da ONU, os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres têm se tornado referência para que as empresas implementem políticas para a promoção da igualdade de gênero no local de trabalho, no mercado e na comunidade.

Porto de Hodeida no Iêmen, uma das principais portas de entrada de mercadorias e assistência humanitária para o país. Foto: OCHA/Giles Clarke

Conselho de Segurança cria missão da ONU para monitorar cessar-fogo no Iêmen

Em votação unânime, o Conselho de Segurança aprovou nesta quarta-feira (16) a criação de uma missão da ONU no Iêmen, responsável por apoiar um acordo de cessar-fogo na cidade portuária de Hodeida. A decisão do organismo também amplia para 75 o número de observadores internacionais que acompanham a trégua. Atualmente, em torno de 20 profissionais no terreno inspecionam a suspensão das hostilidades.

Meninas sírias abrigam-se em tenda de campo de refugiados no norte do país. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Sírios enfrentam frio extremo e falta de assistência médica perto da fronteira com Jordânia

As condições em um acampamento sírio improvisado próximo à fronteira com a Jordânia estão “cada vez mais desesperadoras” e “se tornaram uma questão de vida ou morte”, alertaram na terça-feira (15) autoridades das Nações Unidas, após ao menos oito crianças morrerem no local por conta do frio extremo e falta de assistência médica.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Hervé Verhoosel, ecoou um alerta do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de que crianças com poucos meses de vida estão morrendo devido às duras condições de inverno no assentamento de Rukban, que recebeu assistência pela última vez em novembro.

Meninos etíopes em praia do Djibuti. Foto: OIM/Muse Mohammed

Mendicância e prostituição afetam crianças migrantes em situação de rua no Djibuti

Mendigar, lavar carros ou se prostituir fazem parte da realidade de muitas crianças em situação de rua no Djibuti, aponta uma pesquisa divulgada na terça-feira (15) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM). A publicação faz parte de um esforço da agência da ONU para mapear e entender os movimentos irregulares de migrantes na região do Mar Vermelho, que banha parte da costa nordeste da África e também o Oriente Médio.

Centro de Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

Quênia: Nações Unidas condenam ataque terrorista em Nairóbi

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e a presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, condenaram na terça-feira (15) um ataque terrorista mortal em Nairóbi, capital do Quênia, e disseram se solidarizar com o povo queniano.

De acordo com relatos da mídia, o ataque aconteceu em um complexo de hotéis de luxo de Nairóbi, o DusitD2, no bairro de Westlands, onde diversos agressores armados abriram fogo e invadiram o local. Segundo relatos, o ataque foi reivindicado pelo Al-Shabaab, grupo islâmico extremista ligado à Al Qaeda e que realizou muitos ataques na África na última década. De acordo com a mídia internacional, 15 pessoas foram mortas no ataque.

Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé em Haia, no Tribunal Penal Internacional, em 15 de janeiro de 2019. Foto: TPI

TPI absolve ex-presidente da Costa do Marfim de crimes contra a humanidade

O Tribunal Pena Internacional (TPI) absolveu nesta terça-feira (15) o ex-presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, de crimes contra a humanidade. A decisão da corte diz respeito a confrontos sangrentos que aconteceram no país africano na sequência de eleições presidenciais em 2010, provocando a morte de cerca de 3 mil marfinenses. A votação elegeu o atual presidente Alassane Ouattara, que derrotou Gbagbo.

As acusações contra o dirigente incluíam assassinato, estupro e perseguição. Segundo a corte, a promotoria do caso “falhou em apresentar provas suficientes” que mostrassem que tanto Gbagbo quanto o coacusado Charles Blé Goudé haviam cometido crimes contra civis, em acordo ou em prol de uma política de Estado ou organizacional.

Legumes e frutas frescos num mercado em Skopje, na Antiga República Iugoslava da Macedônia. Foto: FAO/Robert Atanasovski

Chefe da FAO pede mudanças profundas nos sistemas de alimentação para garantir dietas saudáveis

A fome, a obesidade e outras formas de má nutrição seguirão em aumento se não houver uma mudança profunda nos sistemas alimentares, afirmou nesta terça-feira (15) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Segundo o último relatório da FAO, a fome afetou 821 milhões de pessoas em 2017 em todo o mundo e a proporção da obesidade em adultos chegou a 13,3% em 2016 — o equivalente a 672 milhões de pessoas.

Depois de mais de dois anos como refém do Boko Haram no nordeste da Nigéria, uma das meninas de Chibok relata as terríveis condições que vivenciou. Foto: UNICEF Nigéria

ARTIGO: ‘Mulheres invisíveis’ — quando a casa não é um santuário

Em artigo, a especialista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Nika Saeedi, alerta para os desafios na reintegração de mulheres e meninas que se associaram de alguma forma com grupos terroristas ou que têm parentes homens alistados nesses movimentos.

Um novo relatório da ONU aponta que essas mulheres e meninas são alvo de estigma e raiva quando voltam para suas comunidades — o que agrava o risco de ingressarem novamente em grupos extremistas.

A birmanesa Aung Ja foi vítima do crime de tráfico de pessoas para a China. No país, os criminosos a obrigaram a engravidar. Foto: ONU Mulheres/Stuart Mannion

Birmanesa vítima de tráfico de pessoas conta sua história à ONU Mulheres

Aung Ja tinha 18 anos quando uma mulher de Myitkina, norte de Mianmar, a convenceu a aceitar um emprego em uma fábrica chinesa. Ela foi resgatada em 2017 e agora participa de um programa de prevenção ao tráfico de pessoas, apoiado pela ONU Mulheres.

“(A intermediária) convenceu minha tia de que eu conseguiria um trabalho na China. Eu havia largado a escola e não estava fazendo nada, então, precisava de um trabalho. Ela me mostrou uma fotografia de uma fábrica de celulares e de uma fábrica de sapatos. Mas, quando cheguei à China, em maio de 2017, eles me forçaram a engravidar. Me deram pílulas por dez dias para preparar meu útero”, contou. Leia a reportagem completa.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Bachelet pede que governo da Guatemala respeite liberdades democráticas

Com manifestações esperadas em diversas cidades da Guatemala nesta semana, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu na segunda-feira (14) que o governo guatemalteco garanta a liberdade de expressão e de opinião e o direito à associação e reunião pacíficas.

“Liberdade de expressão, sem medo de represálias e intimidação, é a espinha dorsal da democracia”, afirmou Bachelet. “Uma cultura de direitos humanos e paz é fortalecida quando grupos sociais diversos podem se expressar em espaços públicos e podem exercer livremente seus direitos”.

Kiara, de cinco anos, trabalha como vendedora num transporte público em Buenos Aires, Argentina. Foto: UNICEF/Sebastian Rich

Chefe de direitos humanos diz que o mundo está longe de garantir futuro melhor para as crianças

Alguns países estão longe de dar um futuro melhor para as crianças, que continuam morrendo precocemente ou são vítimas de pobreza, tráfico ou escravidão, afirmou nesta segunda-feira (14) a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Em discurso de abertura da 80ª Sessão do Comitê sobre os Direitos da Criança – que revisa os históricos das nações de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança –, Bachelet destacou que 2019 marca os 30 anos da adoção do documento.

Manifestação estudantil na Venezuela. Foto: Kira Kariakin/Flickr/CC (fevereiro de 2014)

ONU vê cenário de ‘polarização’ na Venezuela

O porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, afirmou nesta segunda-feira (14) que a recuperação da Venezuela depende dos próprios venezuelanos e das suas instituições, bem como de uma solução pacífica negociada, que reforce a governança democrática.

Questionado por jornalistas sobre a detenção por algumas horas do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, durante o final de semana, o representante da ONU disse que os acontecimentos dos últimos dias ressaltam a polarização no país.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para as conversas entre Grécia e a Antiga República Iugoslava da Macedônia, Matthew Nimetz. Foto: ONU /Rick Bajornas

Enviado especial elogia progresso em discussões sobre nome da Macedônia

O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para a disputa de nomenclatura entre Grécia e a Antiga República Iugoslava da Macedônia (ARIM), Matthew Nimetz, elogiou a decisão do Parlamento da ARIM de ratificar um acordo sobre um novo nome para o país, após uma disputa que dura 28 anos.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (11), Nimetz elogiou o Parlamento da Antiga República Iugoslava da Macedônia e os cidadãos do país – que aprovaram a mudança de nome em referendo feito em setembro de 2018 – pela ação e pela maneira democrática que o processo foi conduzido.

Equipes de emergência respondem a ataque contra Ministério das Relações Exteriores da Líbia em Trípoli. Foto: UNSMIL

Chefe humanitária da ONU na Líbia manifesta preocupação com mortes de civis

O agravamento dos confrontos na cidade rica em petróleo de Derna, na Líbia, está se tornando uma fonte crescente de preocupação, afirmou na sexta-feira (11) a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o país, após a intensificação das hostilidades terem resultado na mortes de civis.

Combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico tomaram Derna em 2014, após uma sequência de batalhas pelo controle da cidade, envolvendo o Exército nacional da Líbia, milícias locais e o Conselho da Shura dos Mujahidins, uma coalizão de militantes islâmicos que defende a aplicação da sharia (lei islâmica).

Chefe da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala, Iván Velásquez. Foto: CICIG

Órgão anticorrupção da ONU rebate acusações do governo da Guatemala

Em carta ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a autoridade sênior da ONU encarregada da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), Iván Velásquez, respondeu às acusações feitas pelo governo para justificar a decisão de expulsar a entidade do país.

“Desde sua criação, em 2007, a CICIG tem trabalhado resolutamente de acordo com seu mandato, acompanhando instituições nacionais para identificação e desmantelamento de organizações ilegais e aparatos clandestinos de segurança, assim como promovido reformas legais e institucionais para impedir seu reaparecimento”, escreveu Velásquez.

Velásquez destacou que, apesar deste trabalho, “campanhas de difamação e ameaças aumentaram” desde a apresentação de casos envolvendo poderosos atores políticos e econômicos do país.

Bandeiras da Coreia do Norte na capital Pyongyang. Foto: Flickr/Stephan (CC)

Relator faz alerta sobre momento crítico para os direitos humanos na Coreia do Norte

Refletindo sobre avanços que levaram a um apaziguamento das tensões na Península Coreana no ano passado, o relator especial das Nações Unidas sobre a situação de direitos humanos na Coreia do Norte afirmou nesta sexta-feira (11) que 2019 representa um “teste crítico, não só para a paz e a desnuclearização, mas para os direitos humanos” no país asiático.

Tomás Ojea Quintana expressou sérias preocupações com o sistema de campos de prisioneiros políticos e lembrou que o sistema de controle norte-coreano inclui a vigilância e o monitoramento de cidadãos comuns.

Helen Tavares. Foto: Livres & Iguais/Kriollscope

‘Ser LGBT significa lutar contra preconceito e violência todo dia’, diz ativista cabo-verdiana

Helen Tavares sabia que ela era diferente, mas levou muito tempo para aceitar sua própria identidade sexual e de gênero por causa da pressão e expectativas sociais. Embora a homossexualidade não seja ilegal em Cabo Verde, as pessoas LGBT sofrem preconceito e violência.

Aos 29 anos, Tavares é hoje a presidente da Associação LGBT em Santiago, uma organização cabo-verdiana que recebe apoio da campanha das Nações Unidas Livres & Iguais. No país, a iniciativa é coordenada pela ONU Mulheres.

Sírios deslocados aguardam para receber auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no campo de Al Hol, em Hassakeh, na Síria. Foto: ACNUR/Hisham Arafat

ONU alerta para aumento das mortes e deslocamentos de civis na Síria

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) expressou profunda preocupação nesta sexta-feira (11) com relatos de aumento de mortes de civis, incluindo mulheres e crianças, e deslocamento em larga escala em meio a renovados confrontos no enclave de Hajin, na província de Deir-ez-Zor, no leste da Síria.

O ACNUR e parceiros estão em solo todos os dias para identificar necessidades e fornecer assistência de proteção, especialmente para crianças desacompanhadas ou separadas de seus pais e que precisam de assistência médica. Equipes da agência distribuem tendas, itens de alívio e assistência de inverno para recém-chegados a assentamentos improvisados.

Jean Pierre Lacroix, chefe de operações de paz da ONU (o segundo da esquerda para a direita), durante coletiva de imprensa após dois dias de visita à República Centro-Africana. Foto: MINUSCA

ONU elogia diálogo entre governo e grupos armados na República Centro-Africana

O acordo entre o governo e grupos armados na República Centro-Africana para realizar conversas ainda este mês é “um passo importante para resolver a crise do país”, disse na quinta-feira (10) o chefe de Operações da Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix.

“Agora há um caminho, é o caminho do diálogo. Há uma data para começar este diálogo, que é 24 de janeiro”, disse o chefe do Departamento de Operações de Paz, falando a jornalistas na capital Bangui. Segundo ele, a União Africana irá convocar e organizar estas discussões em Cartum.

Missão da ONU no Mali faz patrulha na região de Mopti. Foto: MINUSMA/Gema Cortes

Violência extremista ameaça progressos no oeste da África e Sahel, diz enviado da ONU

Um número crescente de ataques orquestrados por grupos extremistas, usando táticas mais sofisticadas, ameaça fragilizar progressos no oeste da África e no Sahel, afirmou nesta quinta-feira (10) o enviado da ONU para a região, Mohamed Ibn Chambas. Em pronunciamento no Conselho de Segurança, o dirigente disse que “soluções militares, embora necessárias, não são suficientes” para lidar com os desafios nessa porção do continente africano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (direita), com Iván Velásquez Gómez, comissário da Comissão contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), em 22 de maio de 2018. Foto: ONU/Evan Schneider

Órgão anticorrupção da ONU continuará trabalhando na Guatemala, decide Corte Constitucional

Após decisão unilateral do governo da Guatemala de acabar com uma comissão anticorrupção das Nações Unidas, o porta-voz da entidade afirmou ao UN News na quarta-feira (9) que a equipe está analisando meios de continuar seu mandato, horas depois de o tribunal mais alto do país decidir contra a ordem de expulsão feita pelo governo.

A Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG) foi criada pelas Nações Unidas junto ao governo da Guatemala há 11 anos e destacou com sucesso casos de corrupção envolvendo centenas de políticos, burocratas e empresários. O mandato da comissão vai até 3 de setembro deste ano.

No acampamento de Dalhamiya, no Líbano, 60 das 110 tendas foram afetadas pelas chuvas e queda de neve. Algumas estão severamente alagadas. Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sanchez

ONU: neve e tempestades deixam refugiados sírios em situação ‘miserável’ no Líbano

No Líbano, tempestades e queda de neve levaram a uma deterioração das condições de vida e de moradia para dezenas de milhares de sírios. O coordenador humanitário da ONU no país, Philippe Lazzarini, afirmou nesta quinta-feira (10) que alguns acampamentos foram completamente alagados, deixando os refugiados em situação “miserável”. Estima-se que o território libanês acolha entre 1,2 milhão a 1,3 milhão de sírios, dos quais 70% vivem abaixo da linha da pobreza.

Martin Griffiths (na tela), enviado especial da ONU para o Iêmen, fala ao Conselho de Segurança sobre a situação no país, em 9 de janeiro de 2019. Foto: ONU/Loey Felipe

Não podemos perder ritmo de avanços para paz no Iêmen, alerta enviado especial

A parte difícil de se alcançar um acordo político duradouro no Iêmen “ainda está por vir”, disse o enviado especial das Nações Unidas na quarta-feira (9), pedindo que o Conselho de Segurança apoie a “rápida implementação” do frágil cessar-fogo aceito dentro e nos arredores da crucial cidade portuária de Hodeida em conversas na Suécia no mês passado.

Destacando que o cessar-fogo de 18 de dezembro foi amplamente aderido, o enviado da ONU afirmou que os confrontos agora estão “muito limitados” em comparação a períodos anteriores, que ameaçaram as vidas de centenas de milhares de civis.

“Esta calma relativa, acredito, indica o benefício tangível do Acordo de Estocolmo para o povo iemenita e o contínuo compromisso das partes em fazer o acordo funcionar”, declarou.

Eleitores olham nomes em listas de votação durante eleições presidenciais e legislativas na República Democrática do Congo, em 30 de dezembro de 2018. Foto: MONUSCO/Alain Likota

Chefe da ONU pede calma na República Democrática do Congo após anúncio de resultados eleitorais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes “se abstenham de usar a violência” na República Democrática do Congo (RDC), após o anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais no país.

A votação — inicialmente programada para ocorrer dois anos atrás — pode ser a primeira transferência democrática de poder desde a independência da RDC quase 60 anos atrás.

De acordo com a imprensa local, os resultados preliminares anunciados pela comissão eleitoral independente, conhecida por seu acrônimo em francês, CENI, apontam a vitória do candidato opositor Felix Tshisekedi nas eleições de 30 de dezembro, o que não coincide com os números não oficiais recolhidos pelos observadores independentes.

Um homem com um bebê de um ano de idade desembarca do navio de resgate Sea Watch, em Malta. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

ONU celebra desembarque de refugiados salvos no Mediterrâneo, mas critica demora de países europeus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou nesta quarta-feira (9) a notícia de que 49 refugiados e migrantes resgatados, a bordo dos navios Sea Watch 3 e Albrecht Penck, desembarcaram com segurança em Malta.

Mas o organismo também expressou preocupação com a demora em encontrar uma solução para o impasse no Mediterrâneo — o Sea Watch 3 ficou mais de 18 dias no oceano, sem poder atracar, mesmo transportando mulheres e crianças. Situação foi considerada “inaceitável”.

Andry Nirina Rajoelina presidente eleito de Madagascar, na Assembleia Geral da ONU, quando ainda servia como presidente do governo de transição. Foto: ONU/Ryan Brown

Chefe da ONU elogia eleição ‘histórica’ de novo presidente em Madagascar

Na sequência do segundo turno da eleição presidencial de Madagascar, que viu o ex-presidente Andry Rajoelina ser declarado chefe de Estado nesta terça-feira (8), o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou todos os que contribuíram para votações “pacíficas e ordenadas”. País atravessou uma crise política de cinco anos, que se encerrou em 2014. Rajoelina foi presidente durante o governo de transição.