Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, no primeiro Fórum de Paris sobre a Paz, em 11 de novembro de 2018. Foto: UNESCO/Luis Abad

No centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, ONU lembra importância multilateralismo

De conflitos e crises econômicas a doenças e mudança climática, problemas globais exigem “mais do que nunca” um fortalecimento da cooperação internacional, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a líderes mundiais no domingo (11) no Fórum de Paris sobre a Paz, marcando o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Destacando que cooperação internacional – ou “multilateralismo” – se tornou uma “necessidade”, Guterres observou que países trabalhando juntos “geraram resultados incontestáveis”, incluindo redução da mortalidade infantil e extrema pobreza durante as últimas décadas; batalhas importantes vencidas contra ameaças à saúde pública, como varíola, pólio e AIDS; e diversos esforços de sucesso na prevenção de conflitos e construção da paz.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

ONU publica textos explicativos sobre cada artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus 30 artigos. A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e como honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Embora o mundo tenha mudado drasticamente em 70 anos — os redatores não previram os desafios da privacidade digital, da inteligência artificial ou da mudança climática —, o foco da Declaração na dignidade humana continua a fornecer uma base sólida para a evolução dos conceitos de liberdade.

Adolescentes participam de oficina de informática na Fundação Casa, em São Paulo. Foto: Fundação Casa

Estudo afirma que semiliberdade é subutilizada no sistema socioeducativo brasileiro

Pesquisa sobre o sistema socioeducativo do país realizada em cooperação com agências das Nações Unidas concluiu em sua fase preliminar divulgada na semana passada (9) que a semiliberdade é subutilizada no Brasil, especialmente nas unidades femininas para adolescentes que cometeram atos infracionais.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na semiliberdade, utilizada em casos de atos infracionais de menor gravidade, o adolescente tem a possibilidade de realizar atividades externas, sendo obrigatórias a escolarização e a profissionalização. O jovem poderá permanecer com a família aos finais de semana, desde que autorizado pela coordenação da Unidade de Semiliberdade.

O estádio Jesús Martínez 'Palillo', na Cidade do México, foi transformado em abrigo para migrantes e refugiados da caravana da América Central. Na foto, uma mulher segura um cartaz com a pergunta "Você tem medo de voltar para o seu país?". Foto: UNIC México/Antonio Nieto

ONU diz que EUA têm obrigação de receber pedidos de asilo de migrantes ilegais

Em resposta à decisão do presidente norte-americano Donald Trump de negar asilo político a migrantes entrando ilegalmente nos Estados Unidos, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) afirmou na sexta-feira (9) que o país tem obrigação de dar proteção e assistência a solicitantes de refúgio. O chefe de Estado anunciou o novo decreto em meio ao deslocamento da caravana de migrantes e refugiados que atravessam a América Central e o México rumo aos EUA.

Mulher mostra sua casa, demolida por milícia local em Trípoli. Foto: ACNUR/Tarik Argaz

Líbia: cessar-fogo é respeitado em Trípoli, mas problemas centrais permanecem

O recente cessar-fogo na capital da Líbia, Trípoli, mediado pela missão das Nações Unidas no país, está sendo respeitado, disse na quinta-feira (8) o chefe da missão ao Conselho de Segurança, destacando esforços para manter a calma e ajudar a assegurar uma paz duradoura.

Falando de Trípoli por videoconferência, Salamé afirmou que um novo plano de segurança abrangente para a capital está em vigor, e que diversos grupos armados se retiraram de importantes edifícios governamentais.

Foto: EBC

Alemanha possui ‘excelentes bases para proteção da privacidade’, mas há lacunas

A Alemanha possui excelentes bases para construir seu sistema nacional de proteção da privacidade, mas alguns fatos recentes não são favoráveis e podem deixar sérias lacunas. Estas são as principais conclusões preliminares do relator especial da ONU sobre privacidade, Joe Cannataci, ao fim de uma visita oficial de duas semanas ao país.

“Há uma série de boas notícias na Alemanha”, disse Cannataci. “É um dos países com uma cultura mais forte de proteção de privacidade e de (defesa do) Estado de Direito, tanto na sociedade quanto em seu governo, em parte graças ao fato de a privacidade ser incorporada nos treinamentos da polícia e da inteligência”, declarou.

No entanto, ele alertou que reformas no setor de inteligência em 2016 geraram melhorias, mas também levaram à maior fragmentação do setor, já complexo por conta da estrutura federativa do país, disse ele.

Mercado em Teerã. Foto: Kamyar Adl/Flickr/CC

Sanções comerciais equivalem a guerra econômica contra civis, diz relator da ONU

Sanções que se estendem para além de fronteiras nacionais, e que buscam bloquear completamente o comércio de um país, equivalem a guerra econômica contra civis, afirmou na quinta-feira (8) um especialista independente indicado pelo Conselho de Direitos Humanos.

“Há uma necessidade de que as diferenças entre Estados sejam resolvidas através de meios pacíficos, como defendido pela Carta da ONU, evitando expor civis inocentes a punições coletivas. Causar fome e doenças por meio de instrumentos econômicos não deveria ser aceito no século 21.”

O jovem Opangi, de cinco anos, no campo de Tchomia, após fugir da violência armada. Imagem registrada na República Democrática do Congo, em 2006. Foto: Marcus Bleasdale

Exposição fotográfica aborda crimes de guerra, trauma e sobrevivência

Genocídios, guerras e crimes contra a humanidade podem destruir sociedades e indivíduos. Para discutir abertamente as consequências da violência e buscar formas de superá-la, o Tribunal Penal Internacional (TPI) promove a mostra fotográfica online “Trauma, cura e esperança” (em tradução livre para o português), com imagens de conflitos armados e crises de deslocamento forçado na República Democrática do Congo, Uganda, Geórgia e outros países.

Meninos passam em frente a edifícios destruídos em Maarat al-Numaan, na província de Idlib. Foto: UNICEF/Giovanni Diffidenti

Ainda há trabalho a ser feito para acabar com armas químicas na Síria, diz ONU

Conforme inspeções e investigações avançam sobre diversos casos de uso de armas químicas contra civis na Síria, a representante de assuntos de desarmamento das Nações Unidas, Izumi Nakamitsu, disse na segunda-feira (5) ao Conselho de Segurança que muito ainda precisa ser feito para acabar com esse flagelo, pedindo união internacional.

Nos mais de sete anos do brutal conflito civil, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e as Nações Unidas, através de um Mecanismo Investigativo Conjunto, encontraram evidências de diversos casos em que armas químicas — incluindo gás mostarda e sarin — foram usadas tanto por forças do governo sírio quanto por grupos armados não estatais.

Foto: IGF

Fórum de Governança da Internet ocorre na semana que vem na sede da UNESCO, em Paris

Representantes de governos, setor privado e comunidade tecnológica se reunirão na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, para o 13º Fórum de Governança da Internet (IGF, na sigla em inglês), a ser realizado de 12 a 14 de novembro. Convocado pelo secretário-geral da ONU, o fórum busca divulgar discussões abertas e inclusivas sobre questões globais de Internet.

Equipe de monitoramento do cessar-fogo trafega pela região de Smara, no Sahara Ocidental. Foto: ONU/Martine Perret

Conselho de Segurança estende missão de paz da ONU no Saara Ocidental

O Conselho de Segurança das Nações Unidas estendeu na quarta-feira (31) o mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO) até 30 de abril do ano que vem.

Originalmente estabelecida em 1991, a MINURSO recebeu a tarefa de monitorar o cessar-fogo; supervisionar as trocas de prisioneiros de guerra; repatriar refugiados; e organizar eventualmente um referendo livre e justo no qual o povo do Saara Ocidental irá escolher entre independência e integração ao Marrocos.

Crianças vestem camiseta onde se lê "unidos contra o ódio", em encontro na sinagoga de Park East, em Nova York. O evento ocorreu em memória aos que morreram durante ataque contra sinagoga de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Foto: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU e líderes religiosos homenageiam vítimas de ataque a sinagoga de Pittsburgh

Pedindo solidariedade contra o antissemitismo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, discursou em um tributo inter-religioso na quarta-feira (31) na histórica sinagoga Park East, em Nova York, em homenagem às vítimas de um massacre a tiros em Pittsburgh no sábado (27).

O massacre cometido por um atirador na sinagoga Árvore da Vida, na cidade norte-americana de Pittsburgh, Pensilvânia, durante celebrações do sabá, deixou 11 mortos e seis feridos.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

Grupo de japonesas olham Declaração Universal dos Direitos Humanos durante visita à sede interina da ONU em Nova Iorque. A foto é de 24 de fevereiro de 1950. Foto: ONU

ONU, União Europeia e PGR celebram 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A 13ª edição da Feira Internacional das Embaixadas acontecerá no sábado (10), em Brasília (DF). Este ano, o estande da União Europeia tem foco temático na promoção e proteção dos direitos humanos e da democracia, assinalando a contagem regressiva para a comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A UE organizará uma cerimônia institucional que será conduzida pela encarregada interina de negócios da União Europeia no Brasil, Claudia Gintersdorfer, juntamente com seus convidados, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

Alice Walpole, vice-representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, visita uma das valas comuns encontradas em Sinjar, província de Nineveh, norte do Iraque. Foto: UNAMI/Celia Thompson

ONU encontra mais de 200 valas com restos mortais de vítimas do Estado Islâmico no Iraque

Mais de 200 valas comuns contendo os restos mortais de milhares de vítimas foram descobertas em áreas anteriormente controladas pelo Estado Islâmico no Iraque, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado na terça-feira (6). O documento mostra as consequências da implacável campanha de terror e violência da organização terrorista e destaca os pedidos das vítimas por verdade e justiça.

Ciudad Juarez, no estado de Chihuahua, no México. Foto: Wikimedia Commons/On^ste82 (CC)

Relatores da ONU condenam assassinato de defensor de direitos indígenas no México

Especialistas das Nações Unidas condenaram veementemente o assassinato de Julián Carrillo, um defensor dos direitos indígenas do estado de Chihuahua, no México, que havia trabalhado incansavelmente por mais de duas décadas para defender sua comunidade contra a exploração de terras ancestrais Rarámuri.

O assassinato de Carrillo é parte de uma série de ataques contra defensores de direitos humanos no país. De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 21 ativistas foram mortos até o momento este ano no México, sendo que nove deles eram membros de comunidades indígenas.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

ONU chama pessoas a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, convocou nesta semana (6) governos e cidadãos de todo o mundo a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, organizando eventos próprios ou participando de ações nas redes sociais.

“Peço com urgência que todos usem o 70º aniversário da declaração universal para refletir sobre o que os direitos significam e pensar em meios pelos quais nós possamos ativamente se manifestar pelos direitos e não apenas por nós mesmos, mas por todos”, disse Bachelet.

Hassan Naser, de 61 anos, foi obrigado a fugir de casa em Áden, no Iêmen, há três anos e, agora, vive com esposa e quatro filhos na casa de parentes na capital, Sanaa. Foto: ACNUR

Apoio de agência da ONU para refugiados é essencial para salvar vidas no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) intensificou os esforços para garantir que as pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen tenham acesso a recursos para suprir suas necessidades mais urgentes de abrigo e proteção.

Até o momento, o ACNUR utilizou mais de 41 milhões de dólares, beneficiando 700 mil deslocados internos, retornados e comunidades receptoras afetadas pelo conflito, bem como 130 mil refugiados e solicitantes de refúgio no país.

O Iêmen está enfrentando uma catástrofe humanitária. Sem ajuda, mais vidas serão perdidas pela violência, por doenças que poderiam ser tratadas ou pela simples falta de comida, de água e de abrigo, alertou a agência da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante Web Summit em Lisboa, Portugal. Foto: Reprodução

Chefe da ONU alerta para riscos do uso de inteligência artificial em armamentos

Em um cenário em que as máquinas realizam cada vez mais atividades antes reservadas aos humanos — como diagnósticos médicos e vigilância policial —, há riscos quando a inteligência artificial também passa a ser utilizada em armamentos, disse na segunda-feira (5) o secretário-geral da ONU, António Guterres, participando de evento em Lisboa, Portugal, sobre Internet e tecnologia.

“Com a transformação de inteligência artificial em armas, a possibilidade de armas autônomas que podem selecionar e destruir alvos irá dificultar a prevenção de conflitos e a garantia de respeito à lei humanitária internacional e à lei internacional de direitos humanos”, salientou.

Funcionários da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) organizam evento com estudantes sobre exploração e abuso sexual em Bangui no início deste ano. Foto: ONU/Hervé Serefio

ONU recebe 64 novas acusações de exploração e abuso sexual nos últimos 3 meses

As Nações Unidas receberam 64 novas acusações de exploração e abuso sexual, envolvendo 77 vítimas, entre julho e setembro deste ano, em seus diversos escritórios, agências e organizações parceiras, disse na segunda-feira (5) o porta-voz da Organização, Stéphane Dujarric.

“Por favor, notem que nem todas estas acusações foram totalmente verificadas, muitas ainda estão em fases preliminares de avaliação”, disse o porta-voz a jornalistas na sede da ONU em Nova York, acrescentando que estas atualizações trimestrais são parte da iniciativa do secretário-geral para “transparência crescente” neste assunto.

Processo contra juízes paraguaios pode prejudicar Estado de Direito, diz relator da ONU

O processo contra juízes da Suprema Corte do Paraguai que absolveram 11 camponeses presos pela morte de policiais durante uma violenta remoção em 2012, conhecida como o “Massacre de Curuguaty”, pode ferir o Estado de Direito, disse na segunda-feira (05) um especialista das Nações Unidas.

O relator especial afirmou em seu comunicado na segunda-feira (5) que “nenhum juiz deve ser removido, ou sujeito a procedimentos judiciais ou disciplinares, como resultado do exercício de suas responsabilidades judiciais”.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, realizada no ano de 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

Encontro em Goiânia lembra 30 anos do movimento de mulheres negras no Brasil

As três décadas do movimento de mulheres negras no Brasil serão tema do “Encontro Nacional de Mulheres Negras 30 Anos: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver – Mulheres Negras Movem o Brasil”, que ocorrerá de 6 a 9 de dezembro, em Goiânia (GO). A atividade é destinada a ativistas do movimento e participantes de encontros estaduais e distrital.

Para mobilizar recursos ao encontro, as organizadoras estão recebendo doações até 2 de dezembro, por meio da plataforma Kickante. A iniciativa conta com o apoio do fundo de investimento social Elas e da ONU Mulheres Brasil.

A proteção do meio ambiente foi dificultada no Afeganistão devido a anos de conflito que levaram à extensa degradação das paisagens e à perda de terras aráveis. Foto: ONU Meio Ambiente /Zahra Khodadadi

ONU Meio Ambiente: biodiversidade deve ser protegida dos efeitos da guerra e do conflito armado

Tempos de guerra podem resultar em uma rápida degradação ambiental, enquanto as pessoas lutam para sobreviver e os sistemas de gestão ambiental colapsam, resultando em danos a ecossistemas essenciais, de acordo com a ONU Meio Ambiente.

Em 2001, considerando o fato de que o meio ambiente frequentemente permaneceu como uma vítima não publicizada da guerra, a Assembleia Geral da ONU declarou 6 de novembro como o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente na Guerra e no Conflito Armado.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Cemitério na Lituânia onde estão enterrados militares alemães e russos mortos na Primeira Guerra Mundial. Foto: Wikimedia (CC)/simka

ARTIGO: Quando a história rima

Em artigo, a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, lembra que o atual contexto político e econômico é marcado pelos mesmos componentes que levaram às duas Guerras Mundiais — evolução tecnológica, integração global, mas também o acirramento da competição entre os países.

Nesta semana, líderes mundiais se reúnem no Fórum da Paz de Paris, na França, para lembrar o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Manifestação em Londres em 2017. Foto: Flickr/Alisdare Hickson (CC)

Neonazismo e populismo nacionalista alimentam ódio e intolerância, diz relatora da ONU

As redes sociais e outras plataformas digitais estão sendo usadas para disseminar discursos de ódio e incitar violência, assim como para recrutar, criar e financiar grupos neonazistas e extremistas em geral, disse uma especialista da ONU sobre racismo, que também criticou o populismo nacionalista de alguns políticos eleitos globalmente.

“O populismo nacionalista marginaliza e discrimina indivíduos e comunidades com base em suas raças, etnias, descendências, origens nacionais, origens sociais e até mesmo suas deficiências ou situações migratórias, sejam essas atuais ou não”, declarou a especialista.

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

Assassinatos de jornalistas são revoltantes e não podem ser ‘novo normal’, diz chefe da ONU

Os assassinatos de jornalistas no mundo todo são “revoltantes” e não deveriam se tornar o “novo normal”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas, 2 de novembro.

Em pouco mais de uma década, 1.010 jornalistas foram mortos por realizar seu trabalho e, em nove a cada 10 casos, os autores dos crimes não foram levados à Justiça. Somente em 2018, ao menos 88 jornalistas foram assassinados, de acordo com a ONU.

Recém-nomeado enviado especial para a Síria, Geir O. Pedersen, durante entrevista a jornalistas na sede da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Secretário-geral da ONU nomeia diplomata norueguês como novo enviado para a Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, nomeou no fim de outubro (31) o diplomata norueguês Geir O. Pedersen como seu próximo enviado especial para a Síria.

Pedersen sucede Staffan de Mistura, que anunciou mais cedo neste mês que iria deixar o cargo no final de novembro, após servir durante mais de quatro anos como principal enviado do chefe da ONU para o país devastado pela guerra.

Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, sediado em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU denuncia criminalização de defensores indígenas no México

O escritório mexicano do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou em comunicado no fim de outubro (31) ter recebido informações sobre a criminalização de defensores dos direitos humanos da comunidade indígena de San Pedro Tlaxnico, no município de Tenango del Valle, no estado de México.

Lorenzo Sánchez Berriozábal, Marco Antonio Pérez González e Dominga González Martínez, que defendiam os direitos da comunidade à água, foram condenados a 50 anos de prisão em 27 de novembro de 2017 por fatos ocorridos em abril de 2003 que culminaram na morte de um empresário floricultor de Villa Guerrero.

Após a análise das informações coletadas, incluindo as contidas no próprio processo, o escritório da ONU considerou que o governo mexicano não havia observado o direito dos acusados ao devido processo legal.

Saleh, de 4 meses, é admitido no principal centro de saúde de Hodeida em abril de 2017, junto com sua mãe, Nora. Cerca de 500 mil crianças e 2 milhões de mães no Iêmen estão sob risco de morrer devido à desnutrição severa provocada pelo conflito no país. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU: fome no Iêmen pode colocar a vida de até 2 milhões de mães em risco

As dificuldades de acesso a alimentos no Iêmen e outras privações provocadas pelo conflito podem levar ao pior caso de fome da história e colocar em risco a vida de até 2 milhões de grávidas e lactantes, informou na quinta-feira (1) a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, o UNFPA.

A crise humanitária no Iêmen é uma das piores no mundo, com três quartos da população necessitando de algum tipo de assistência e proteção, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Após viverem na rua por três meses, Marcelo (nome fictício) e sua família foram atendidos no centro de registro e documentação de Boa Vista e encaminhados para um dos abrigos da cidade. Foto: ACNUR/Flávia Faria

Centros de registro e identificação atendem mais de 20 mil venezuelanos em Roraima

Coletar informações precisas de quem chega a um novo país é fundamental para proteger as pessoas mais vulneráveis. E para os venezuelanos que chegam a Roraima, ser registrado e documentado pelas autoridades brasileiras é o primeiro passo para regularizar sua situação no país, acessar serviços básicos e facilitar a identificação e resposta a necessidades e vulnerabilidades adicionais.

Para fortalecer a resposta liderada pelo governo federal e tornar mais eficaz a coordenação entre os diferentes atores humanitários, dois centros públicos de registro e documentação estão em pleno funcionamento no estado: um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e outro em Boa Vista, capital roraimense.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas apoiam os centros de registro e documentação, onde atuam órgãos públicos como a Polícia Federal, a Receita Federal e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social – além de organizações da sociedade civil.

Durante o encontro, jovens de comunidades pobres do Rio de Janeiro fizeram uma apresentação de música clássica. Foto: UNIC Rio/Paulo Portilho

Evento no UNIC Rio homenageia personalidades que atuam na defesa dos direitos humanos

O Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC) realizou na quarta-feira (31) evento na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), localizado na capital fluminense, para prestar homenagem a personalidades com forte atuação em temas de direitos humanos no país.

Parceiro há 14 anos do UNIC Rio, o IFEC é uma entidade filantrópica fundada em 2002 com projetos e ações de responsabilidade social nas áreas de educação, cultura, meio ambiente, direitos humanos, assistência social, esportes, entre outras.

Funeral de jornalista da agência Tolo, assassinado após ataque em 5 de setembro de 2018 nos arredores de um centro esportivo de Cabul, no Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

Incentivo político à violência contra jornalistas é ‘tóxico’, dizem especialistas da ONU

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que os líderes mundiais parem de incitar o ódio e a violência contra a mídia, e garantam que os responsáveis por tais ataques sejam responsabilizados, citando as centenas de jornalistas mortos ou presos por causa de seu trabalho.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) afirma que, entre 2006 e 2017, mais de 1 mil jornalistas foram assassinados por reportar notícias e levar informação ao público; uma média de uma morte a cada quatro dias.

Uma jornalista argentina cobre a Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2017. Foto: ONU/Ariana Lindquist

UNESCO alerta para aumento dos casos de ataques contra jornalistas mulheres no mundo

Na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que a data é uma oportunidade de se avaliar as formas de resposta aos problemas de segurança enfrentados por jornalistas no mundo todo quando realizam suas funções de investigação e informação.

Desde 2006, a UNESCO condenou o assassinato de 1.010 jornalistas e profissionais de mídia globalmente. Nove entre dez desses casos não foram levados à Justiça. De acordo com relatório da agência, aumentaram os casos de ataques e assédio contra jornalistas mulheres, especialmente em plataformas online.

Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) inspecionam usina nuclear de Fukushima em abril em 2013, em meio a planos do Japão de desativar a unidade. Foto: AIEA/Greg Webb

Especialistas da ONU afirmam que nível de radiação em Fukushima ainda é preocupante

Um especialista em direitos humanos da ONU pediu na semana passada (25) que o governo japonês interrompa a atual realocação de pessoas, principalmente crianças e mulheres, em áreas de Fukushima onde os níveis de radiação permanecem mais altos do que o considerado seguro ou saudável, após o desastre nuclear de sete anos atrás.

“A suspensão gradual de ordens de retirada criou enormes tensões em pessoas cujas vidas já haviam sido afetadas pelo pior desastre nuclear deste século. Muitas sentem que estão sendo forçadas a voltar para áreas inseguras, incluindo aquelas com níveis de radiação acima do que o governo considerava seguro anteriormente”, disse o relator da ONU.

Mulheres indígenas da Guatemala foram sistematicamente estupradas e escravizadas por militares na comunidade de Sepur Zarco durante o conflito de 36 anos no país. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Mulheres guatemaltecas escravizadas durante guerra civil aguardam reparação

Quinze mulheres guatemaltecas do grupo indígena Q’echi, que foram escravizadas e estupradas por militares durante o conflito civil de 36 anos no país da América Central, ainda esperam a materialização de reparações duramente conquistadas.

Com a ajuda de organizações locais de direitos das mulheres, incluindo a ONU Mulheres e outros parceiros das Nações Unidas, as mulheres de Sepur Zarco, no leste da Guatemala, conseguiram assegurar em 2016, após 22 audiências, a condenação de dois ex-militares por acusações de crimes contra a humanidade.