Arquivo da tag: Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

A série de animações “Crimes em julgamento”, do Tribunal Penal Internacional (TPI), conta histórias de sobreviventes de alguns dos piores crimes do mundo – incluindo genocídio, assassinato, estupro, uso de crianças-soldado, ataques a tropas de paz e muito mais. Nesse vídeo, uma ex-criança-soldado conta como foi capturada e forçada a cometer crimes, bem como os desafios que enfrenta ainda hoje. As animações são de Rosalie Loncin.

‘Quero começar minha vida novamente’: usar crianças-soldado é crime

A série de animações “Crimes em julgamento”, do Tribunal Penal Internacional (TPI), conta histórias de sobreviventes de alguns dos piores crimes do mundo – incluindo genocídio, assassinato, estupro, uso de crianças-soldado, ataques a tropas de paz e muito mais.

Nesse vídeo, uma ex-criança-soldado conta como foi capturada e forçada a cometer crimes, bem como os desafios que enfrenta ainda hoje. As animações são de Rosalie Loncin.

O 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo foi organizado pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB). Foto: OIT

OIT apoia encontro de resgatados(as) do trabalho escravo no Maranhão

Cerca de 60 resgatados(as) de situação análoga à escravidão participaram este mês (10 e 11) no município de Pindaré Mirim (MA) do 6º Encontro de Trabalhadores(as) Resgatados(as) do Trabalho Escravo. Organizada pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán (CDVDH/CB), a iniciativa teve apoio de Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP).

O Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Segundo dados da fiscalização, 22% dos trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão no país são maranhenses. De 2003 a 2018, foram resgatados 8.119 trabalhadores nascidos no Maranhão em todo território nacional. Entre os municípios maranhenses com maior número de trabalhadores egressos estão Codó (357 pessoas), Açailândia (326), Pastos Bons (267), Imperatriz (230) e Santa Luzia (191).

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

ACNUR lança consultas sobre os direitos dos refugiados LGBTI

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta semana uma série de consultas para identificar formas de assegurar que refugiados lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) estejam mais bem protegidos e possam buscar justiça e apoio quando sofrerem situações de violência e discriminação.

Ecoando o tema escolhido para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, “Justiça e Proteção para Todos”, a primeira rodada de consultas com organizações e defensores LGBTI aconteceu no dia 16 de maio, em Genebra, na Suíça. Outras consultas serão realizadas em diferentes partes do mundo nos próximos meses.

O Sistema ONU no Brasil lembrou na quarta-feira (15) em Brasília (DF) o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, ou IDAHOT na sigla em inglês. Foto: ONU Brasil

ONU realiza evento em Brasília (DF) para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia

O Sistema ONU no Brasil, juntamente a missões diplomáticas e representantes de governos, academia e da sociedade civil, reuniram-se na quarta-feira (15) em Brasília (DF) para lembrar o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, ou IDAHOT na sigla em inglês, cujo lema deste ano é “Justiça e Proteção para Todas”.

No evento, a campanha da ONU Livres & Iguais e parceiros lançaram o novo vídeo global sobre os direitos humanos das pessoas LGBTI, bem como o Manual de Replicação do Projeto Trans-Formação, iniciativa de formação de lideranças trans que já ocorreu duas vezes no Distrito Federal e agora acontece em Salvador (BA).

Funcionários do ACNUR conversam com iemenitas na província de Hajjah em março de 2019. Foto: ACNUR/Rashed Al Dubai

Mais de 15 milhões de crianças precisam de ajuda no Iêmen, alerta UNICEF

Mais de 15 milhões de crianças estão precisando de ajuda humanitária no Iêmen, disse na quarta-feira (15) o chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aos membros do Conselho de Segurança. Ele pediu ações para pôr fim aos quatro anos de conflito no país, que já matou ou feriu ao menos 7,3 mil crianças.

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, disse a membros do Conselho de Segurança que 10 milhões de pessoas ainda precisam de assistência alimentar de emergência no Iêmen, enquanto o “espectro da fome ainda paira” sobre o país. A cólera afetou 300 mil apenas neste ano, comparado com 370 mil durante todo o ano de 2018.

Pomba branca é símbolo da paz. Foto: Flickr (CC)/Richard Fisher

UNESCO lembra necessidade de buscar paz em tempos de tensão e ódio

Em mensagem para o Dia Internacional da Convivência em Paz, 16 de maio, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, disse que, em um mundo no qual testemunhamos tensões, atos de ódio, rejeição aos outros e discriminação, a busca da paz e a vontade de viver juntos com harmonia são mais essenciais do que nunca.

A UNESCO, fiel ao seu mandato de construir a paz na mente de homens e mulheres, está comprometida em promover as culturas e a diversidade cultural, com a finalidade de promover intercâmbios e a compreensão entre os povos, uma vez que todas as culturas contribuem para a construção da humanidade como um todo, declarou.

Família camaronesa em colchonete improvisado ao ar livre no campo de refugiados de Agadom, em Ogoja, na Nigéria. Foto: ACNUR/Will Swanson

Refugiados camaroneses encontram dificuldades para recomeçar vida na Nigéria

Embates violentos entre militares de Camarões e separatistas armados já provocaram o deslocamento de aproximadamente 437 mil pessoas dentro das fronteiras do país e forçaram outras 35 mil pessoas a buscar refúgio na Nigéria.

Entre a população deslocada, a maioria é composta por mulheres e crianças advindas de áreas anglófonas. Elas estão tendo dificuldades para retomar suas vidas na Nigéria, devido à falta de espaço em abrigos e de escolas para as crianças. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: ACNUR/Caroline Irby

Exposição de fotos e mostra de filmes sobre refugiados chega a Brasília

Este ano, as comemorações do Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, terão início um mês antes, na capital federal. Para lembrar a data, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) traz para o Brasília Shopping a exposição e mostra de filmes “Faces do Refúgio”. A programação, que poderá ser conferida entre os dias 20 de maio a 2 de junho, conta com uma exposição de fotos e uma mostra com quatro filmes sobre o tema.

Jovens debateram a relação entre racismo e violência contra as juventudes negras. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

UNFPA apoia campanha educacional de combate à violência contra juventude negra

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na quinta-feira (16) de evento de lançamento em Brasília (DF) do Projeto Onda, uma iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) de conscientização nas escolas para a necessidade de enfrentamento ao racismo e violência contra a juventude negra.

“Existe um processo de tornar a morte dos jovens negros invisível. Entendendo o processo histórico, é possível perceber que persiste a ideia de que a morte de um jovem negro parece ser menos importante. Nenhum jovem deveria morrer. Todos e todas deveriam aproveitar ao máximo seu potencial, inclusive as juventudes negras”, disse a oficial de programa para gênero e raça do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Raquel Quintiliano.

UNAIDS participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sobre projetos de lei voltados à população LGBTI. Foto: CDHM/Fernando Bola

UNAIDS Brasil participa de audiência pública sobre projetos voltados à população LGBTI

Como parte da semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente em 17 de maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou na quarta-feira (15) de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O objetivo foi debater os projetos de lei voltados à igualdade de direitos e à proteção jurídica da população LGBTI.

A celebração do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais, em 17 de maio de 1990. A data já recebeu reconhecimento oficial de vários Estados, instituições internacionais como o Parlamento Europeu e inúmeras autoridades locais, incluindo as agências das Nações Unidas.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, apresentados durante a audiência pública, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTI é assassinada no Brasil. A cada duas horas, acontece uma agressão. Nesse contexto, a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos. O Congresso Nacional Brasileiro não aprova leis protetivas para a população LGBTI há 31 anos, desde a Constituição de 1988.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

Agências da ONU pedem que países promulguem leis para proteger pessoas LGBTI

Na ocasião do Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede que todos os países removam leis discriminatórias contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais (LGBTI).

“Todos nós temos a obrigação moral e legal de remover leis discriminatórias e promulgar leis que protejam as pessoas da discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Para acabar com a epidemia de AIDS, as pessoas precisam ser protegidas. Precisamos de justiça e igualdade para todos.”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também se manifestaram sobre o tema. O IDAHOT, uma celebração mundial da diversidade sexual e de gênero, é comemorado anualmente em 17 de maio.

Vista de Florianópolis, Santa Catarina. Foto: EBC

Em Florianópolis, ONU promove capacitações sobre integração de refugiados e migrantes

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) está com inscrições abertas para a edição de Santa Catarina do ciclo de formações ‘Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil’.

De 5 a 7 de junho, evento vai promover simpósio, oficinas e minicursos em Florianópolis. As inscrições são gratuitas. Quatro agências da ONU participam da série de atividades.

Em visita à Nova Zelândia, Guterres pede solidariedade para acabar com discursos de ódio

Em visita de três dias à Nova Zelândia, o secretário-geral das Nações Unidas prestou homenagem às vítimas dos ataques contra mesquitas em Christchurch, onde dezenas de muçulmanos foram mortos a tiros em dois incidentes separados durante orações em 15 de março.

Pedindo solidariedade e tolerância para conter o recente surto em discursos de ódio, António Guterres visitou a mesquita de Linwood, onde depositou uma coroa de flores, e a mesquita de Al Noor.

Bandeira dos EUA em Washington, D.C.. Foto: Flickr (CC)/Ryan Bodenstein

Sanções dos EUA contra Cuba, Irã e Venezuela violam direito internacional, diz relator

Um especialista independente das Nações Unidas expressou profunda preocupação neste mês (6) com a imposição recente de medidas unilaterais e coercitivas pelos EUA contra Cuba, Venezuela e Irã. De acordo com o relator, o uso de sanções econômicas para propósitos políticos viola os direitos humanos e as normas da conduta internacional. Ações do tipo, segundo o analista, podem precipitar catástrofes humanitárias de proporções inéditas.

O bloqueio tem um impacto devastador sobre as crianças de Gaza, afetando sua saúde física e mental, assim como seus ambientes de aprendizagem. Foto: Khalil Adwan/UNRWA (2016)

Mais de 1 milhão de palestinos precisam de doações de comida em Gaza, diz ONU

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) alertou nesta semana (13) que mais de 1 milhão de palestinos precisam de ajuda humanitária para sobreviver em Gaza.

O contingente equivale a cerca de metade da população local e representa um aumento de quase dez vezes no número de cidadãos que passam necessidade no enclave. Piora foi atribuída ao bloqueio econômico contra o território.

Assessores da ONU condenam ataques contra minorias religiosas no Sri Lanka

Dois assessores especiais das Nações Unidas pediram nesta terça-feira (14) o fim de “ataques de ódio” contra a minoria muçulmana do Sri Lanka, após o aumento de casos de violência com base em religião.

Em retaliação à violência mortal no domingo de Páscoa contra igrejas cristãs e hotéis em diversas partes do país, ataques ocorreram contra mesquitas e casas de famílias muçulmanas na segunda-feira (13), segundo relatos. Os ataques deixaram mais de 200 mortos e centenas de feridos.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

No Paraná, UNFPA debate integração de mulheres migrantes com servidores públicos

No Paraná, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou de uma rede de capacitação que mobilizou 245 agentes públicos do estado e debateu os desafios de integração das mulheres refugiadas e migrantes no mercado de trabalho brasileiro.

A agência da ONU abordou temas como a violência de gênero contra essa população e o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Outra pauta dos diálogos foi o apoio prestado pelo organismo aos venezuelanos que chegam ao Brasil por Roraima.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Trabalhador resgatado relata abusos em carvoarias e fazendas no Brasil

No Brasil, o Maranhão é o estado de origem do maior número de brasileiros vítimas de escravidão contemporânea. Para conscientizar autoridades e a população sobre o problema, o projeto ‘Escravo, nem pensar!’ implementado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), divulga um vídeo com o relato de um sobrevivente do trabalho escravo.

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, cumprimenta o secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Chefe da ONU elogia liderança da primeira-ministra da Nova Zelândia após ataques contra mesquitas

Em passagem pela Nova Zelândia, no domingo (12), o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, por sua liderança após os ataques contra mesquitas em Christchurch, em março último. Em coletiva de imprensa na capital neozelandesa, Auckland, o chefe das Nações Unidas expressou solidariedade às vítimas da violência, que deixou 51 mortos.

Foto: OIT/João Roberto Ripper/Sérgio Carvalho.

OIT alerta para formas contemporâneas de escravidão no Brasil e no mundo

Na ocasião do dia 13 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta para a necessidade de se combater as formas contemporâneas de escravidão, que também atingem crianças, no Brasil e no mundo. A escravidão moderna ainda é um fenômeno real e amplo, afetando mais de 40 milhões de pessoas globalmente, das quais 25% são crianças.

A OIT lidera uma campanha em curso, juntamente a outros parceiros, para convencer 50 países a ratificarem o Protocolo de Trabalho Forçado, chamada 50 for freedom, na qual pessoas do mundo todo são encorajadas a adicionar seus nomes para ajudar a alcançar a meta até o final deste ano de 2019.

Menina de Hodeida, no Iêmen, vive com pais, três irmãos e seis irmãs. A família enfrenta risco de desnutrição devido à guerra e a falta de fontes de receita para comprar comida. Foto: UNICEF/Taha Almahbashi

ONU monitora retirada de forças rebeldes de principal porto do Iêmen

Enquanto os iemenitas continuam a finalizar os procedimentos para a implementação do acordo de Hodeida, sob o qual a coalizão governamental e líderes rebeldes se comprometeram a retirar forças da cidade-porto de mesmo nome, o presidente do Comitê de Coordenação de Reorganização disse na sexta-feira (10) ter recebido uma oferta da oposição houthi para iniciar uma retirada unilateral.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o tenente general dinamarquês Michael Lollesgaard, que lidera a equipe de observadores e monitores da ONU, disse que a Missão da ONU para apoiar o Acordo de Hodeida (UNMHA) “monitorará e informará sobre a redistribuição unilateral”, cujo início estava previsto para sábado (11), e que deve ser concluído até terça-feira (14).

Estiagem de 2001 arrasou produção agropecuária na Nicarágua. Foto: FAO

ARTIGO: O divisor de águas

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alerta para o agravamento das secas e estiagens, que ameaçam a segurança alimentar e a produção da população rural.

Dirigente aponta que a convivência com a falta d’água será fenômeno comum em muitas partes do mundo — o que exigirá políticas públicas para lidar com o estresse hídrico e uma visão que considere a água como um bem comum.

Manifestação pública em 2015 sobre desaparecimentos forçados no México. Foto: Daniel Cima/CIDH

Bachelet diz que México precisa reconhecer ‘sombras do passado’ para seguir em frente

Ao final de uma visita de cinco dias ao México em abril, a chefe de direitos humanos das Nações Unidas afirmou que o país está passando por um período “crucial”, no qual precisa reconhecer “as sombras do passado” para poder seguir em frente.

Michelle Bachelet relembrou desaparecimentos forçados, valas clandestinas, torturas de presos e outras violações de direitos humanos no país, elogiando o novo governo do presidente Andrés Manuel López Obrador, que se comprometeu a “buscar os desaparecidos e entregar verdade e justiça às famílias das vítimas”.

Mural, no qual se lê "Reconciliação com as vítimas", simboliza a manifestação cultural da reintegração de ex-membros das FARC em Caquetá, na Colômbia. Foto: Missão da ONU na Colômbia/Bibiana Moreno

ONU alerta para aumento dos ataques contra defensores dos direitos humanos na Colômbia

Alarmados com o “número surpreendentemente alto” de defensores dos direitos humanos sendo mortos, assediados e ameaçados na Colômbia, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu nesta sexta-feira (10) às autoridades que “façam um esforço significativo” para “enfrentar a impunidade endêmica” em torno desses casos.

O ACNUDH descreveu as dezenas de mortes desde o começo do ano no país como uma “tendência terrível” que parece estar piorando.

Quase 700 crianças, incluindo 106 meninas, foram libertadas das fileiras de um grupo armado chamado Força-Tarefa Civil Conjunta (CJTF), em Maiduguri, nordeste da Nigéria. Foto: UNICEF

Grupo armado liberta quase 900 crianças no nordeste da Nigéria

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) elogiou nesta sexta-feira (10) a decisão de um grupo armado do nordeste da Nigéria de libertar quase 900 crianças. Segundo a agência da ONU, os jovens libertados precisarão de ajuda de longo prazo para ter uma vida normal no futuro. A libertação é parte de um plano de ação liderado pelas Nações Unidas.

De acordo com a agência, as crianças “têm suportado o fardo de anos de conflito”, ligado a uma insurgência liderada por grupos extremistas armados da oposição.

Maria da Penha, símbolo da lei de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar, salientou: “as empresas, como parte da sociedade, têm responsabilidade nesse processo pelo fim da violência contra a mulher”. Foto: ONU Mulheres

Fórum em SP discute responsabilidade das empresas no combate à violência doméstica

O papel das empresas no combate à violência doméstica e suas responsabilidades pela promoção da igualdade de gênero foi tema do 1º Fórum Instituto Vasselo Goldoni, realizado em São Paulo, no fim de abril (25).

A iniciativa teve o apoio da ONU Mulheres por meio do programa “Ganha-Ganha: Igualdade de Gênero Significa Bons Negócios”, desenvolvido em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia.

“As empresas precisam ajudar a conscientizar e abrir canais para que suas funcionárias possam falar sobre o tema, para que tenham mais um canal ao qual recorrer”, disse Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil, e que também participou do fórum.

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ACNUR conta a história de 5 mães refugiadas que fizeram o impossível por seus filhos

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Leia os relatos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

OIT, MPT e Papel Social discutem trabalho decente na produção de cacau

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a organização Papel Social participaram, nos dias 24 e 25 de abril, de eventos promovidos pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O objetivo foi discutir o relatório “Cadeia produtiva do cacau: avanços e desafios rumo à promoção do trabalho decente: análise situacional”, elaborado por OIT, MPT e Papel Social. O documento foi desenvolvido no contexto do Projeto “Promoção e Implementação dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho”, implementado pela OIT por meio de uma parceria com o MPT.

Relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Filipinas devem pôr fim a ‘ataques inaceitáveis’ contra especialista indígena da ONU, dizem relatores

Relatores especiais das Nações Unidas afirmaram no início de maio (1) que acusações falsas sobre a especialista da ONU sobre direitos de povos indígenas, feitas por seu próprio governo – as Filipinas –, “não têm base em fatos ou na lei” e devem ser cessadas imediatamente.

Em comunicado conjunto, três relatores especiais afirmaram que as “novas acusações” contra a colega relatora Victoria Tauli-Corpuz foram feitas por autoridades do governo do presidente Rodrigo Duterte, “claramente em retaliação a seu trabalho inestimável defendendo os direitos humanos de povos indígenas em todo o mundo”.

Retrato de Julian Assange no Museu de Oakland, Estados Unidos, feito pelo artista Eddie Cola. Foto: Flickr (CC)/Steve Rhodes

Grupo de Trabalho da ONU manifesta preocupação com sentença contra Assange

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária manifestou preocupação na sexta-feira (3) com a sentença considerada “desproporcional” imposta a Julian Assange, cofundador do site Wikileaks, e lamentou que o governo britânico não tenha cumprido recomendações feitas pelo grupo em 2015.

Assange foi preso pela polícia do Reino Unido após o governo do Equador decidir interromper o asilo em sua embaixada em Londres. Em 1º de maio, ele foi condenado por um tribunal britânico a uma sentença de 50 semanas de prisão por violação de fiança.

FAO alerta: 70% das crianças que trabalham estão na agricultura; vídeo

FAO alerta: 70% das crianças que trabalham estão na agricultura; vídeo

O trabalho infantil é definido como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 70% de todas as crianças trabalhadoras estão na agricultura – pecuária, silvicultura, pesca ou aquicultura. Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Manuel Elias

Bachelet defende políticas baseadas em direitos humanos para lidar com uso de drogas

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, disse no fim de abril (29) que as políticas de drogas estão falhando em muitos países. Em discurso na cidade de Porto, Bachelet afirmou que é hora de adotar novas políticas para lidar melhor com o tema.

Referindo-se ao modelo implementado por Portugal, Bachelet destacou que “as políticas baseadas em dados e orientadas pela preocupação com a saúde pública e os direitos humanos são mais eficazes”.

Ela lembrou que a criminalização do uso de drogas impede que as pessoas tenham acesso a tratamento e a outros serviços sociais e de saúde. Uma situação que, combinada com atitudes estigmatizantes e discriminatórias, contribui para aumentar riscos de infecções e overdoses.

‘A guerra não destrói só sua casa, ela destrói seu coração’, diz refugiada síria no Brasil

Rama caminhava por Damasco com suas duas filhas pequenas quando a família foi atingida por uma bomba. As meninas Lamar e Celin ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram.

Depois do ataque, a mãe decidiu abandonar o país para buscar segurança no Brasil, onde as três vivem há dois anos e meio. Por meio de um programa de empregabilidade de agências da ONU e empresas brasileiras, Rama está reconstruindo sua vida e seus sonhos.

Foto: UNIC Rio/Arthur Bomfim

Centro da ONU promove cine-debate no Rio sobre consequências da escravidão

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) realizou na terça-feira (7) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, um cine-debate sobre a história do tráfico de pessoas escravizadas e as consequências da escravidão para a formação da sociedade brasileira.

Após a exibição do filme “1620-1789: Do Açúcar à Revolta”, um dos episódios da série documental “Rotas da Escravidão”, palestrantes convidados participaram de uma mesa e de uma rodada de perguntas do público de cerca de 120 pessoas.

“O objetivo do cine-debate é preservar a memória, os efeitos históricos do tráfico de pessoas escravizadas, e discutir as conexões entre escravidão, desigualdade racial, étnica e social que ainda existem na sociedade brasileira”, afirmou Rachel Quintiliano, oficial do Programa para Gênero, Raça e Comunicação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). “Ou seja, olhar o passado e fazer uma conexão sobre o cenário atual.”