Paz; justiça e instituições eficazes

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 16 diz: “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods16 e notícias sobre o tema abaixo.

Na Cidade do México, 77% das mulheres usam transporte público diariamente. Oito em cada dez mulheres não prestam queixa após serem atacadas em espaços públicos. A ONU Mulheres, por meio do seu programa ‘Cidades e Espaços Públicos Seguros para Mulheres e Meninas’, quer eliminar a violência sexual em espaços públicos. Mais de 20 países em todo o mundo participam da iniciativa; confira nessa matéria especial da TV ONU.

Com apoio da ONU, Cidade do México busca uma cidade segura para mulheres; vídeo

Na Cidade do México, 77% das mulheres usam transporte público diariamente. Oito em cada dez mulheres não prestam queixa após serem atacadas em espaços públicos.

A ONU Mulheres, por meio do seu programa ‘Cidades e Espaços Públicos Seguros para Mulheres e Meninas’, quer eliminar a violência sexual em espaços públicos. Mais de 20 países em todo o mundo participam da iniciativa; confira nessa matéria especial da TV ONU.

Menina aguarda mãe coletar água próximo à cidade de Jowhar, na Somália. Foto: ONU/Tobin Jones.

Chefe da ONU lembra que conflitos são grande causa da fome no mundo

Até que os conflitos tenham fim e o desenvolvimento crie raízes no mundo, comunidades e regiões inteiras continuarão a enfrentar a fome, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao Conselho de Segurança em Nova Iorque na semana passada (12), lembrando a conexão entre guerras e fome.

Cerca de 80% dos recursos do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão sendo direcionados a regiões afetadas por conflitos. Cerca de 60% das 815 milhões de pessoas que sofrem com a fome atualmente vivem em regiões de guerra. Três quartos das crianças desnutridas do mundo também estão em países afetados por confrontos, alertou as Nações Unidas.

Um observador da Missão de Verificação da ONU na Colômbia conversa com moradores. Foto: Missão da ONU na Colômbia

ONU manifesta preocupação por ataques contra defensores dos direitos humanos na Colômbia

Em visita à Colômbia no início de outubro (9), o assistente do secretário-geral da ONU para direitos humanos, Andrew Gilmour, cumprimentou os avanços na desmobilização e desarmamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas expressou preocupação com os contínuos ataques contra defensores dos direitos humanos e líderes comunitários.

“O conflito armado com as FARC pode ter acabado, mas os incrivelmente corajosos defensores dos direitos humanos do país continuam sendo ameaçados e assassinados num ritmo alarmante”, disse Gilmour. “Estes ataques ameaçam a estabilidade de longo prazo da qual a Colômbia tanto precisa”, complementou.

Jovens palestinos reúnem-se em prédio abandonado de Gaza. Foto: ONU/Shareef Sarhan

Com ‘otimismo cauteloso’, oficial da ONU cita desenvolvimentos positivos no conflito Israel-Palestina

O secretário-geral assistente da ONU para assuntos políticos, Miroslav Jenca, reportou na quarta-feira (18) ao Conselho de Segurança alguns desenvolvimentos positivos no conflito entre Israel e Palestina, especialmente em relação aos esforços de reconciliação intra-palestinos.

Sob o acordo, a Autoridade Nacional Palestina deve assumir o controle das fronteiras da Faixa de Gaza a partir de 1º de novembro. Uma declaração divulgada pelo Egito, que facilitou o acordo, destacou que o governo palestino deve assumir todas as suas responsabilidades na gestão do enclave a partir de 1º de dezembro.

Escombros de edifício danificado por carro-bomba em Modadishu, capital da Somália. Foto: ONU/Tobin Jones

ONU toma ações humanitárias coordenadas em resposta a ataque na Somália

O conjunto de agências e programas das Nações Unidas, num esforço coletivo e coordenado, continua trabalhando para dar suporte à recuperação de Mogadíscio, capital da Somália, após o pior atentado da história do país, que matou ao menos 300 pessoas e feriu um número ainda maior no último sábado (14).

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estão entre as entidades da organização atuando em campo.

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos. O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

‘É um ato de covardia dos terroristas’, diz comandante na missão da União Africana na Somália

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos.

O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

#EuTambém surge da impunidade e da cultura do silêncio em relação à violência sexual, diz ONU

A indiferença em relação à violência sexual é inaceitável, disse na quinta-feira (19) a chefe global da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, cujo mandato é promover a igualdade de gênero no mundo. Ela pediu que mulheres e homens levantem suas vozes contra atos de agressão sexual.

As declarações foram feitas após o início do movimento #MeToo (#EuTambém) nas redes sociais de diversos países, no qual mulheres relataram ter sido vítimas de violência sexual. A iniciativa mostra “o quanto há de errado quando as pessoas podem agir impunemente em uma cultura do silêncio”, disse a chefe da agência das Nações Unidas.

Mulheres e crianças fogem de conflitos no norte do Iraque. Foto: OIM

Iraque: Conselho de Segurança da ONU manifesta preocupação com violência em Kirkuk

O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou preocupação na quarta-feira (18) com os recentes relatos de violência perto da cidade de Kirkuk, no norte do Iraque. Segundo informações da imprensa internacional, a cidade foi tomada dos curdos pelas forças de segurança iraquianas.

O órgão reafirmou seu respeito à soberania, integridade territorial e unidade do Iraque, bem como à importância de manter os esforços para derrotar o Estado Islâmico no Iraque e o Levante (ISIL / Da’esh).

Mulheres e crianças chegam no local de Proteção de Civis em Bentiu para pessoas deslocadas internas, no estado de Unidade, Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Sebastian Rich

Custo com alimentação em países ricos é preocupação ‘microscópica’ em comparação a nações pobres

Enquanto um nova-iorquino gasta apenas 0,6% da sua renda média diária — de um total de pouco mais de 200 dólares — para fazer um prato de feijão com 600 calorias, um sul-sudanês gasta o equivalente a 155% de sua renda diária para comprar os ingredientes da mesma refeição. Ou seja, um norte-americano em Nova Iorque, vivendo em conjuntura semelhante ao do país africano, gastaria 321 dólares pelo prato de feijão.

Os custos com alimentação em países ricos podem parecer elevados, mas são, de fato, uma “preocupação quase microscópica” para os consumidores quando comparados aos preços de um prato de comida em países pobres. É o que revela um novo relatório do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Assembleia Geral elege novos membros para o Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Assembleia Geral da ONU elegeu na segunda-feira (16), por voto secreto, 15 novos Estados para compor o Conselho dos Direitos Humanos, principal órgão intergovernamental das Nações Unidas para temas relacionados à proteção e promoção dos direitos humanos no mundo.

Os recém-eleitos para o conselho com sede em Genebra foram Afeganistão, Angola, Austrália, Chile, República Democrática do Congo, México, Nepal, Nigéria, Paquistão, Peru, Catar, Senegal, Eslováquia, Espanha e Ucrânia. Todos servirão um mandato de três anos a partir de 1º de janeiro de 2018.

Baía de Chittagong, em Bangladesh. Imagem do filme "Shipwreck", de Stéphane M. Grueso, cedida ao acervo de criação comum da Wikipedia. Imagem: WikiCommons/Stéphane M. GruesoBaía de Chittagong, em Bangladesh. Imagem do filme "Shipwreck", de Stéphane M. Grueso, cedida ao acervo de criação comum da Wikipedia. Imagem: WikiCommons/Stéphane M. Grueso

Odebrecht é citada em caso ‘deplorável’ de desmanche de navio por empresa da Dinamarca

A Dinamarca deve estender proibições contra substâncias tóxicas às atividades de empresas nacionais conduzidas em outros países. A recomendação é do relator especial das Nações Unidas, Baskut Tuncak. Em pronunciamento após visita à nação escandinava, o especialista lembrou caso de navio encontrado com resíduos radioativos na costa de Bangladesh. Embarcação era operada por uma joint venture da dinamarquesa Moller-Maersk e da brasileira Odebrecht.

Informações da mídia independente apontaram para condições assombrosas no desmanche do navio. Trabalhadores não tinham acesso nem mesmo aos mais básicos equipamentos de proteção, como sapatos, capacetes e máscaras respiratórias para protegê-los de acidentes fatais e gases tóxicos.

Manifestação contra a violência baseada em gênero no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

ONU Mulheres manifesta preocupação com processo de revisão da Lei Maria da Penha

A ONU Mulheres manifestou nesta quarta-feira (18) preocupação com o processo de revisão da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), o que, segundo a agência das Nações Unidas, pode comprometer a prerrogativa da legislação de proteger mulheres em situação de violência.

“Tais projetos de lei podem trazer avanços e retrocessos à aplicação da Lei Maria da Penha. Se forem analisados de forma fragmentada e sem consulta pública, podem desconfigurar seu caráter integral, multidisciplinar e especializado e a sua efetividade no enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil”, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, em comunicado.

Membros da Missão Integrada Multidimensional de Estabilização da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha em Bambari. Foto: MINUSCA

Missão da ONU na República Centro-Africana recebe nova denúncia de abuso sexual

O porta-voz das Nações Unidas disse na quarta-feira (11) que a Missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) recebeu nova denúncia de abuso sexual de um menor que teria sido cometido por soldados das forças de paz em Bambari.

O Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU realizou uma verificação das informações e evidências para que a questão possa ser encaminhada ao Estado-membro para posterior investigação e tomada de ações.

Bandeira da ONU é erguida durante cerimônia de lançamento da Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH). Foto: MINUJUSTH/Logan Abassi

Secretário-geral da ONU elogia criação de nova missão no Haiti

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na segunda-feira (16) o estabelecimento da nova Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), após o encerramento da missão predecessora de manutenção da paz.

A MINUJUSTH apoiará o governo haitiano para fortalecer as instituições do Estado de direito, desenvolver as capacidades da polícia nacional e promover os direitos humanos.

Anos de conflito armado na Somália resultaram em um grande número de resíduos explosivos de guerra, minas terrestres e dispositivos explosivos improvisados. O Serviço de Ação de Minas das Nações Unidas (UNMAS) está ajudando, com o financiamento do governo do Japão, o povo somali a reduzir as ameaças que essas explosões representam. O organismo da ONU fornece apoio direto a 18 países, territórios e operações de paz para mitigar ameaças de minas e resíduos explosivos.

ONU apoia desminagem e descarte de bombas na Somália; vídeo

Anos de conflito armado na Somália resultaram em um grande número de resíduos explosivos de guerra, minas terrestres e dispositivos explosivos improvisados. O Serviço de Ação de Minas das Nações Unidas (UNMAS) está ajudando, com o financiamento do governo do Japão, o povo somali a reduzir as ameaças que essas explosões representam.

O organismo da ONU fornece apoio direto a 18 países, territórios e operações de paz para mitigar ameaças de minas e resíduos explosivos.

Brasília lembra 30 anos de inscrição em Patrimônio Mundial da UNESCO. Foto: EBC

Parlamentares enfrentam dificuldades para fiscalizar Executivo, aponta PNUD

Parlamentares de todo o mundo estão comprometidos em fiscalizar o Poder Executivo de seus respectivos países, mas, na prática, enfrentam severas dificuldades para fazê-lo. É o que revela um relatório conjunto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da União Interparlamentar, divulgado nesta semana (16). Documento cita manobras de obstrução e interesses conflitantes entre poderes como obstáculos à transparência.

O chefe da Missão da ONU, MONUSCO, diz que é preciso reduzir as tensões políticas. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Enviado da ONU alerta para perseguições ligadas a processo político na RD Congo

A ONU está preocupada com a intimidação, o assédio e a violência a pessoas na República Democrática do Congo, “principalmente em conexão com suas atividades e a expressão de opiniões em relação ao processo político”.

Falando ao Conselho de Segurança, o representante especial do secretário-geral no país, Mamadou Sidikou, citou jornalistas, opositores políticos e ativistas da sociedade civil “que continuam sujeitos” a essas ações.

Chefe da ONU condena ataques na Somália e elogia resposta local

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou os primeiros socorros e a resposta dos moradores de Mogadíscio, capital da Somália, após os atentados que ocorreram na cidade. Este foi o pior ataque terrorista já ocorrido no país africano.

Guterres pediu que todos os somalis “se unam na luta contra o terrorismo e o extremismo violento e trabalhem juntos na construção de um Estado federal funcional e inclusivo”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Acordo nuclear com Irã é marco para avançar paz e segurança globais, defende chefe da ONU

Em pronunciamento na sexta-feira (13), o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu o acordo nuclear com o Irã, descrito como um marco “muito importante para avançar a paz e a segurança global”. Declaração foi feita após o presidente norte-americano Donald Trump ter afirmado sua intenção de não certificar o tratado. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã está sujeito ao regime de verificação nuclear mais sólido do mundo.

Massacre de Corumbiara foi levado à Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH), que concluiu que o Brasil violou o direito à vida das vítimas. Foto: Eliseu Rafael de Sousa

Especialista da ONU lembra massacre de Corumbiara em relatório sobre violência policial e tortura

A violência arbitrária de forças policiais pode ser considerada tortura, mesmo quando ocorre fora das prisões.

A conclusão é do relator da ONU sobre tortura, Nils Melzer. Em relatório apresentado nesta sexta-feira (13) à Assembleia Geral da ONU, o especialista independente lembrou o massacre de Corumbiara, cidade de Rondônia que foi palco, em 1995, de uma investida policial contra sem-terras.

Mais de 50 pessoas ficaram feridas e 12 morreram, incluindo uma menina de sete anos. Brasil respondeu pelo caso na Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH), que concluiu que o país violou o direito à vida.

Operação das Forças Armadas na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Vladimir Platonow

ONU critica projeto de lei que amplia jurisdição de tribunais militares no Brasil

O escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressam nesta sexta-feira (13) profunda preocupação com a aprovação pelo Congresso de um projeto de lei que altera o Código Penal Militar para que homicídios dolosos de civis cometidos por agentes das Forças Armadas sejam julgados por tribunais militares.

“A justiça militar deve apenas julgar militares acusados de crimes de caráter exclusivamente militar ou infrações de disciplina militar”, disse o representante para América do Sul do ACNUDH, Amerigo Incalcaterra.

“Este projeto de lei é incompatível com as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil em matéria de direitos humanos”, afirmou o presidente da Comissão Interamericana, Francisco Eguiguren.

ONU alerta: 77% das crianças e jovens enfrentam exploração e tráfico em rotas no Mediterrâneo

ONU alerta: 77% das crianças e jovens enfrentam exploração e tráfico em rotas no Mediterrâneo

As crianças e jovens migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa enfrentam níveis terríveis de violações dos direitos humanos, com 77% daqueles que viajam pela rota do Mediterrâneo Central relatando experiências diretas de abuso, exploração e práticas que podem se configurar como tráfico humano. A informação é de um relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Criança que sofre de desnutrição no colo de sua mãe em um programa de assistência apoiado pelo UNICEF em Baidoa, na Somália. Foto: UNICEF / Mackenzie Knowles-Coursin

Fundo de emergência da ONU alcança meta anual de US$ 450 milhões; necessidades aumentam

O fundo global de resposta a emergências das Nações Unidas alcançou seu objetivo de financiamento de 450 milhões de dólares. A ONU informou, no entanto, que ainda mais recursos são necessários, uma vez que o número de pessoas que precisam de assistência bateu novos recordes.

A iniciativa da ONU foi uma das primeiras a fornecer recursos quando mais de 20 milhões de pessoas este ano estavam perto de uma epidemia de fome no nordeste da Nigéria, Sudão do Sul, Somália e Iêmen, ajudando a evitar o pior.

Refugiados rohingya fogem de violência em Mianmar em outubro de 2016. Foto: ONU

Ataques em Mianmar têm intenção de impedir retorno de minoria rohingya ao país, diz relatório da ONU

Os ataques brutais cometidos contra a minoria rohingya no estado de Rakhine, norte de Mianmar, foram bem organizados, coordenados e sistemáticos, com a intenção não apenas de expulsar essa população do país como de evitar que ela retornasse, concluiu novo relatório da ONU publicado nesta quarta-feira (11) e baseado em entrevistas realizadas em Bangladesh.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) manifestou profunda preocupação com a segurança de centenas de milhares de rohingya que permanecem no norte do estado de Rakhine, em meio a relatos de que a violência persiste. A agência da ONU pede às autoridades que permitam o acesso irrestrito de trabalhadores humanitários nas áreas afetadas.

Uma criança pequena come um sanduíche ao lado de um abrigo improvisado, perto da cidade de Gevgelija, na ex-República Iugoslava da Macedônia, na fronteira com a Grécia (registro setembro de 2015). Foto: UNICEF/Georgiev

Crianças representam 51% de refugiados; especialistas da ONU pedem mais proteção

Os governos devem intensificar seu trabalho para proteger as crianças migrantes contra o tráfico e outras formas de exploração, disseram duas especialistas independentes da ONU em um estudo conjunto. Elas alertaram que muitas crianças atualmente sofrem exploração sexual e trabalhista em meio a ações “ineficazes” de países em todo o mundo.

Ao final de 2015, 28 milhões de crianças haviam sido deslocadas pela violência e por conflitos – das quais 17 milhões haviam sido deslocadas internamente, 1 milhão eram requerentes de asilo e 10 milhões refugiadas.

Campanha Liberdade para as Meninas, do UNICEF e da iniciativa Global Goas. Imagem: Global Goals

UNICEF e Beyoncé se unem pela liberdade das meninas

Para lembar o Dia Internacional das Meninas, observado neste 11 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou a iniciativa “Liberdade para as Meninas”, projeto de conscientização online que recebeu o apoio da cantora Beyoncé Knowles. O vídeo da campanha mostra jovens de diferentes partes do mundo dançando ao som de “Freedom”, hit da artista norte-americana. Agência da ONU convoca todos a lutar por um mundo mais justo, sem desigualdades de gênero.

Mulher em Gaza durante aula de esporte. Foto: UN Women Arabic

ONU desenvolve modelo econômico para mensurar custo da violência doméstica nos países árabes

Um modelo econômico para estimar os custos da violência doméstica — o tipo de violência mais comum contra mulheres no mundo árabe — foi divulgado na semana passada (6) em uma das comissões regionais das Nações Unidas com sede em Beirute, no Líbano.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 37% das mulheres que são ou já foram casadas nos países da região do Mediterrâneo Oriental — que inclui a maior parte dos países árabes — sofreram violência física ou sexual por parte de seus parceiros.

No Rio de Janeiro, jovens se organizam em Manguinhos para protestar contra a violência. Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

UNICEF: homicídios de adolescentes batem recorde; Nordeste registra índices mais altos de violência

Em municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, a taxa de assassinatos de jovens chegou a 3,65 por mil adolescentes — ou seja, para cada mil adolescentes que completam 12 anos, mais de três são vítimas de homicídios antes de chegar aos 19 anos. Se nada mudar, 43 mil jovens poderão ser mortos até 2021.

No Nordeste, o índice é de 6,5, número que representa um aumento maior que o dobro desde 2005. Dados são do Índice de Homicídios na Adolescência 2014, divulgado nesta semana pelo UNICEF e parceiros.

Pena de morte afeta desproporcionalmente os mais pobres, dizem relatores da ONU

Especialistas da ONU pediram medidas urgentes para acabar com o impacto desproporcional da pena de morte sobre os mais pobres. Eles afirmaram que impor a pena capital como resultado de discriminação constitui execução arbitrária, e os governos não devem ser passíveis a isso. Os comentários foram feitos para o Dia Mundial contra a Pena de Morte, lembrado em 10 de outubro.

Segundo os especialistas, pessoas que vivem na pobreza são mais afetadas pela pena de morte por serem alvos fáceis para a polícia, não poderem pagar advogados, terem acesso somente a assistência jurídica gratuita de baixa qualidade, entre outros fatores.

Foto: ONU/Martine Perret

Pena de morte não tem lugar no século 21, diz secretário-geral da ONU

A pena de morte faz pouco para deter os criminosos ou ajudar as vítimas, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (10), pedindo que todos os países que ainda não proibiram a prática o façam urgentemente.

Elogiando os cerca de 170 países que aboliram ou colocaram uma moratória na pena de morte — os mais recentes foram Gâmbia e Madagascar —, o chefe da ONU lembrou que atualmente apenas quatro Estados respondiam por 87% de todas as execuções realizadas.

UNPOL reforça a proteção ao redor dos campos de proteção para civis. Foto: UNMISS

No Sudão do Sul, polícia da ONU aumenta segurança para mulheres próximo a campos de proteção

Com os relatos de roubos, assédio e estupro, tropas das Nações Unidas fortaleceram o policiamento ao redor de campos para proteção de civis no Sudão do Sul no início do mês. A Missão da ONU no Sudão do Sul – a UNMISS – oferece refúgio para cerca de 213 mil pessoas em todo o país.

A major brasileira Fernanda Santos, oficial da UNPOL, diz que as pessoas que vivem nos campos apreciam as operações de busca.