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O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 15 diz: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 15 diz: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods15 e notícias sobre o tema abaixo.

Projeto ajudará a fornecer dados sobre uso de florestas - Foto: Pedro Dias/Pixabay

Novo projeto florestal da ONU ajudará países a cumprir compromissos com mudanças climáticas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou na última segunda-feira (11) um novo projeto que possibilitará 26 países de fornecer dados aprimorados sobre o uso de suas florestas e terras – uma promessa de todos os representantes signatários do Acordo de Paris. A iniciativa, que já apoia 70 nações, investirá 7,1 milhões de dólares no monitoramento de matas nativas, a fim de garantir um manejo mais sustentável da terra.

De acordo com a FAO, o monitoramento preciso sobre o uso das florestas e terras é essencial para que os países acompanhem o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), à medida que adotam medidas de mitigação de mudança climática e de adaptação.

Escoteiros são incentivados a inspirar suas famílias, escolas e comunidades a mudar seus hábitos de consumo. Foto: Asociación de Scouts de México

Escoteiros da América Latina e do Caribe juntam-se à luta global contra a poluição por plástico

Milhares de escoteiros da América Latina e do Caribe irão participar dos esforços globais contra o lixo marinho com o desafio de reduzir o uso de plásticos por 10 semanas – parte da campanha Mares Limpos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Todo ano, mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, ameaçando os ecossistemas marinhos do mundo.

Castanha é produto florestal importante para comunidades que vivem na região amazônica. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Workshop no Rio discute métricas para avaliar impacto dos negócios na biodiversidade

O Rio de Janeiro sediará, nos dias 29, 30 e 31 de outubro, workshop sobre negócios e biodiversidade, cujo objetivo é impulsionar a troca de experiências entre empresas interessadas em reformular seus modelos de negócios para práticas mais sustentáveis.

Durante os três dias, especialistas do mundo inteiro vão discutir temas como medição, monitoramento e divulgação de impactos e a dependência das empresas em relação à biodiversidade. Com a reunião de diferentes setores e metodologias, a intenção é formar uma visão comum em torno de métricas e boas práticas de preservação.

O evento é uma iniciativa do iniciativa do Centro Mundial de Monitoramento da Conservação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA-WCMC).

Entre 9 e 10 de outubro, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR ), em Curitiba, recebeu a terceira edição do Simpósio Paranaense de Saúde Única. Foto: PANAFTOSA.

Centro da ONU participa de simpósio sobre segurança dos alimentos no Paraná

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA) da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) participou, entre 9 e 10 de outubro, do 3º Simpósio Paranaense de Saúde Única, que discutiu segurança dos alimentos.

O ciclo de palestras aconteceu na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba, e contou com a presença da médica veterinária e Coordenadora da área de Segurança dos Alimentos do PANAFTOSA/OPAS-OMS, Simone Raszl.

A médica veterinária abordou em sua fala os impactos econômicos e sociais da falta de segurança na comercialização de alimentos.

“Nossos Campeões e Jovens Campeões de 2019 se atrevem a sonhar mais; eles se esforçam mais e vão mais longe. Suas ações falam mais alto que palavras”, Inger Andersen, diretora Executiva do PNUMA. Foto: PNUMA.

Pioneiros globais recebem maior prêmio ambiental da ONU

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) homenageou oficialmente 12 agentes de mudança ambiental de todo o mundo com o prêmio ‘Campeões da Terra’ e ‘Jovens Campeões da Terra’ de 2019 das Nações Unidas.

O Campeões da Terra – principal prêmio ambiental da ONU – é entregue anualmente a líderes destacados do governo, sociedade civil e setor privado cujas ações tiveram um impacto positivo no meio ambiente.

A cerimônia de premiação, realizada em Nova Iorque em 26 de setembro, reconheceu os premiados nas categorias Inspiração e Ação; Liderança em Políticas; Visão Empresarial; e Ciência e Inovação.

A chef e agricultora filipina Louise Mabulo, de 20 anos, venceu o Jovens Campeões da Terra para a Ásia e o Pacífico por aumentar a renda de agricultores de cacau resiliente ao clima. Foto: Divulgação

Chef e agricultora filipina é uma das vencedoras do prêmio Jovens Campeões da Terra

A chef e agricultora filipina Louise Mabulo, de 20 anos, fundadora do Cacao Project e do Culinary Lounge, é uma das vencedoras do Prêmio Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente para a região de Ásia e Pacífico.

Seus projetos capacitaram mais de 200 agricultores, plantaram mais de 70 mil árvores e restauraram terras devastadas pelo tufão Ngoc desde 2016. Ela também criou uma espaço culinário que adquire ingredientes de agricultores locais e incentiva a produção de refeições caseiras.

Os estudantes aprendem sobre conservação ambiental, qualidade de vida e rendas geradas pela floresta. Foto: FAS/Rodolfo Pongelupe

Fundação Amazonas Sustentável vence prêmio UNESCO-Japão em educação

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, nomeou os três vencedores deste ano do Prêmio UNESCO-Japão em Educação para o Desenvolvimento Sustentável (ESD).

Os projetos Fundação Amazonas Sustentável (Brasil), Camphill Community Trust (Botsuana) e a cidade de Hamburgo (Alemanha) foram os vencedores. Cada um dos premiados receberá 50 mil dólares, em uma cerimônia que ocorrerá na sede da UNESCO em 15 de novembro, durante a Conferência Geral da Organização.

A Fundação Amazônia Sustentável venceu o prêmio por seu projeto “Educação Relevante para o Desenvolvimento Sustentável em Comunidades Remotas da Amazônia”, cujo foco é a geração de renda baseada em florestas, conservação ambiental e qualidade de vida.

A Conexão Schurmann #MaresLimpos registra o dia a dia dessas personalidades a bordo, o contato com a natureza e com os danos causados pela ação humana. Foto: ONU Meio Ambiente

Família Schurmann e ONU Meio Ambiente lideram movimento para consumo consciente

Defensora da campanha Mares Limpos da ONU Meio Ambiente, a família Schurmann e convidados navegaram em julho ao lado de golfinhos, mas também recolheram micro plásticos nos oceanos. Nas areias de praias desertas dos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, a tripulação também encontrou resíduos, principalmente plásticos.

A Conexão Schurmann #MaresLimpos/Rio–Ilhabela foi registrada em documentário que estreia nesta terça-feira (15), Dia do Consumo Consciente. Com 11 minutos, a produção evidencia a invasão de embalagens descartáveis em paisagens paradisíacas, além de apresentar soluções e comportamentos que podem ajudar a reverter esse cenário.

A ferramenta foi desenvolvida pela Fundação Plant-for-the-Planet, formada por crianças e jovens em janeiro de 2007. Foto: Divulgação | Plant-for-the-Planet.

Fundação alemã liderada por crianças e jovens cria aplicativo para reflorestamento global

O aplicativo ‘Plant-for-the-Planet’ (“Plante pelo planeta”, na tradução livre) lista organizações em todo o mundo comprometidas com o reflorestamento. De maneira simples, qualquer pessoa — quando quiser e onde estiver — pode ajudar a plantar árvores e combater as mudanças climáticas.

A ferramenta foi desenvolvida pela fundação alemã Plant-for-the-Planet, criada por crianças e jovens em janeiro de 2007, depois de um chamado à ação feito pela ativista ambiental e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2004 Wangari Maathai e pela ONU Meio Ambiente, através da campanha Billion Tree.

A ONU Meio Ambiente reconheceu a Ant Forest na categoria "Inspiração e Ação". Foto: Reprodução

Aplicativo para reflorestamento na China vence principal prêmio ambiental da ONU

A iniciativa de sustentabilidade Ant Forest recebeu em setembro (19) o prêmio da ONU Meio Ambiente Campeões da Terra 2019 por transformar as boas ações de meio bilhão de pessoas em árvores reais, plantadas em algumas das regiões mais áridas da China.

Os usuários da Ant Forest são encorajados a registrar sua pegada de baixo carbono por meio de ações diárias, como no uso do transporte público ou pagando contas de serviços pela Internet.

Para cada ação, eles recebem pontos de “energia verde” e, quando acumulam um certo número de pontos, uma árvore é plantada. Leia mais na reportagem.

Campanha Fé pelas Florestas visa unir pessoas de todas as religiões para acabar com o desmatamento tropical. Foto: IRI/CreativeCommons.

Campanha da ONU Meio Ambiente visa unir religiões em prol da conservação

A campanha Fé pelas Florestas foi lançada durante a Cúpula de Ação Climática 2019, iniciando um movimento global de mobilização, educação e ativismo de organizações religiosas em prol da justiça climática.

O anúncio foi feito pela diretora executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen, e por Sonia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, em 22 de setembro, na sede da ONU em Nova Iorque.

Fé pelas Florestas visa unir pessoas de todas as religiões para acabar com o desmatamento tropical.

O grupo formado por cerca de 60 pessoas retirou uma tonelada de lixo das margens de um rio da bacia amazônica. Foto: ACNUR/Cesar Nogueira

Venezuelanos e brasileiros removem 1 tonelada de lixo da maior bacia hidrográfica do mundo

No meio do principal parque urbano de Manaus (AM), por onde correm as águas que irão desembocar na maior bacia hidrográfica do mundo, um grupo de cerca de 60 pessoas se uniu para uma ação pontual, mas com um propósito muito maior: limpar as margens do igarapé como forma de contribuir para preservação do lugar que hoje eles chamam de lar.

Inspirados a contribuir com a comunidade que os acolheu e a preservar o meio ambiente, cerca de 30 venezuelanos se juntaram à iniciativa “Igarapés Limpos”, que promove mutirões de limpeza nas margens dos rios da bacia amazônica. Um deles foi Omar, venezuelano de 70 anos que vive na cidade desde setembro de 2017 e atua como promotor comunitário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Apenas 32% das empresas do mundo têm planos ambiciosos para atingir objetivos globais

De uma forma geral, um alto índice de empresas no mundo mantém políticas corporativas que atravessam as áreas-chave dos Dez Princípios do Pacto Global das Nações Unidas. Pelo menos 67% dessas companhias responderam que tais estratégias são desenvolvidas ou avaliadas no mais alto nível de governança, designada a CEOs, diretoras e diretores de empresas.

Apesar do progresso, os dados ainda são motivo de preocupação do Pacto Global. De acordo com a iniciativa das Nações Unidas, eles ainda não são o suficiente, em escala ou tempo, para alcançar os 17 ODS ou mesmo o Acordo de Paris para o clima.

Apenas 32% dos CEOs indicam que suas empresas têm planos para estabelecer objetivos suficientemente ambiciosos, baseados na ciência e alinhados à necessidade da sociedade. Enquanto isso, ações de apoio aos ODS ainda parecem estar separadas das estratégias mais centrais das empresas, e não influenciam de forma profunda produtos, serviços ou modelos de negócios.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

Saiba o que foi prometido durante a histórica Cúpula de Ação Climática da ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou aos líderes para que não fossem à Cúpula de Ação Climática deste ano somente discursar, mas que apresentassem tanto planos concretos para cortar emissões de gases de efeito estufa quanto estratégias para neutralizar as emissões de carbono até 2050.

Mas o que exatamente foi prometido durante a histórica Cúpula, que ocorreu na sede da ONU, em Nova Iorque, em 23 de setembro? Saiba mais nesta reportagem.

Interior do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Festival Geração do Amanhã discute no Rio o que podemos fazer hoje por um futuro melhor

Agências da ONU no Brasil apoiam a realização no sábado (14) no Rio de Janeiro (RJ) do Festival Geração do Amanhã. Organizado por TV Globo em parceria com GloboNews e Museu do Amanhã, o evento reflete sobre o futuro do planeta e as ações que podem ser feitas agora para ajudar a construir um mundo melhor.

O festival tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que participa com o “Viva os ODS”, um jogo de tabuleiro para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entre as crianças.

Brasileira cria tecnologia que rastreia biodiversidade utilizada em produtos

A brasileira Bárbara Schorchit criou uma plataforma que usa tecnologia blockchain e de aprendizagem automática para rastrear a biodiversidade usada nos produtos, permitindo que as empresas tenham confiança, segurança jurídica e transparência ao longo de suas cadeias de suprimentos.

Bárbara é finalista latino-americana e caribenha do prêmio Jovens Campeões da Terra, principal iniciativa da ONU Meio Ambiente para homenagear jovens com soluções inovadoras frente aos desafios ambientais de nosso tempo. Leia a entrevista com a jovem inovadora.

Foto: Valdir Dias, Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Coletores de sementes restauram Cerrado de MG e resgatam tradições locais

“Berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”. Assim é conhecido o Cerrado, bioma que abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias do país. Com mais de 50% de seu território original devastado, o Cerrado e suas comunidades lutam para a preservação da biodiversidade, considerada a savana do mundo mais rica em espécies.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, da região do Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso, é um exemplo do que vem sendo feito para a recuperação do Cerrado. Saiba mais no relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.

Vista aérea da cidade de Manaus (AM). Foto: Wikimedia Commons/Portal da Copa (CC)

Cidades são parte da solução para desafios da região amazônica, diz ONU-HABITAT

Representante do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) participou no início de setembro em Manaus (AM) de encontro que reuniu prefeitos e especialistas para discutir novas visões de desenvolvimento e proteção da região amazônica no Brasil.

Na ocasião, oficial sênior do ONU-HABITAT na América Latina, Alain Grimard, ressaltou que governos locais, regionais e nacionais devem trabalhar juntos para uma visão comum da Amazônia urbana.

“Frequentemente, esta região é vista somente como um ecossistema natural. É preciso reconhecer que a Amazônia abriga centenas de municípios. Existem mais de 30 cidades com mais de 100 mil habitantes na Amazônia”, disse Grimard. “Todos os líderes e tomadores de decisão devem reconhecer esse fato e entender que as cidades são parte da solução dos desafios da Amazônia.”

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, na floresta de Mabira, em Uganda. Foto: UN-REDD

ONU Meio Ambiente conta como Uganda tem protegido sua principal floresta tropical

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, localizada na floresta de Mabira, em Uganda. Para complementar sua renda, elas coletam folhas de palmeiras e tecem tapetes que posteriormente são tingidos com produtos naturais. A floresta também lhes fornece água, medicamentos e lenha para combustível.

Mabira é uma das poucas florestas tropicais remanescentes de Uganda, cobrindo uma área de cerca de 300 quilômetros quadrados. Uma das maiores reservas do país, abriga espécies ameaçadas. No entanto, Mabira corre riscos por conta do aumento populacional, da alta demanda por carvão vegetal e da invasão agrícola. O governo do país tem combatido a degradação, por meio de mapeamento, proteção e manejo florestal. Leia o relato da ONU Meio Ambiente.

Evento para comunicadores no Rio enfatiza oceanos como pulmões do mundo

As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100°C e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo.

Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas reuniram-se na terça-feira (3), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. O evento, que teve a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) entre os organizadores, foi o primeiro no Brasil a se voltar para comunicadores, influenciadores e pesquisadores com o objetivo de estruturar diretrizes para engajar a sociedade sobre a importância do oceano.

A bióloga norte-americana e pioneira da exploração em águas profundas Sylvia Earle, em foto de 2012. Foto: Wikimedia Commons/USFWS - Pacific Region (CC)

Prêmio da ONU Meio Ambiente homenageia inovadores do desenvolvimento sustentável

Um titã do mundo corporativo com uma agenda não convencional, especialistas em alimentos que pensam de maneira inovadora e uma mergulhadora cujo nome se tornou sinônimo de conservação. Estes são apenas alguns dos heróis ambientais que dedicaram suas vidas a concretizar visões audaciosas de um mundo melhor.

Estes também foram alguns dos vencedores recentes do Prêmio Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente, a mais prestigiada premiação ambiental do mundo. Suas ações inspiraram outros na luta por um mundo mais saudável, equilibrado e sustentável. Leia a história de cinco deles.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala com jornalistas durante conferência realizada em Yokohama, Japão. Foto: ONU Japão/Ichiro Mae

No Japão, Guterres cita incêndios na Amazônia e desastres agravados por mudanças climáticas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, citou nesta quinta-feira (29) os incêndios florestais na Amazônia e os desastres agravados pelas mudanças do clima durante sua participação na 7ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento da África (TICAD).

Em declarações a jornalistas, Guterres destacou que a situação da Amazônia é séria, por estar ocorrendo em uma área “que é um recurso essencial para todos”. “Todos esses incêndios são extremamente perigosos e é necessário fazer de tudo para detê-los e ter uma política muito sólida de reflorestamento”.

“Acredito que a comunidade internacional precisa se mobilizar fortemente para apoiar os países amazônicos, a fim de fazer essas duas coisas: parar o incêndio o mais rápido possível com todos os meios possíveis e, em seguida, ter uma política de reflorestamento consistente.”

A sueca Greta Thunberg, ativista ambiental de 16 anos, navegou para o porto de Nova Iorque ladeada por uma frota de 17 veleiros representando cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: ONU/Mark Garten

Ativista Greta Thunberg chega a NY de barco para participar de cúpulas do clima

Depois de duas semanas navegando pelo Atlântico, a jovem ativista climática Greta Thunberg chegou à Big Apple na quarta-feira (28) para participar de duas grandes cúpulas climáticas a serem realizadas na sede da ONU no próximo mês.

Recusando-se a pegar avião por conta do alto consumo de combustível, a adolescente sueca decidiu adotar um meio de transporte de zero carbono para chamar atenção para os perigos do aumento das emissões globais e da poluição causada pela atividade humana.

Os oceanos são tão importantes quanto as florestas para a regulação do clima da Terra. Foto: FAO

Sistema online sobre biodiversidade brasileira ganha nova plataforma

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a ONU Meio Ambiente e a Rede Nacional de Pesquisa lançam nesta terça-feira (27), em Brasília (DF), o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (https://www.sibbr.gov.br).

O SiBBr, como é chamado, é o banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e atualmente apresenta informações de 160 mil espécies, com um número total de registros de ocorrência de cerca de 15 milhões.

Além de todos estes dados, que poderão ser acessados de forma livre pela sociedade, a plataforma também disponibiliza informações sobre biomas, áreas protegidas no Brasil, coleções brasileiras, espécies ameaçadas, espécies nativas utilizadas na medicina ou na culinária e seu valor nutricional.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres diz que ONU está disponível para realizar encontro sobre Amazônia em setembro

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (26) que as Nações Unidas estão disponíveis para realizar um evento sobre a Amazônia durante o encontro de alto nível da Assembleia Geral, que acontece em Nova Iorque em setembro.

Guterres falou com jornalistas em Biarritz, na França, paralelamente ao encontro anual do G7, que reúne as sete maiores economias mundiais.

O chefe das Nações Unidas explicou que nesse encontro “os países da Amazônia e todos aqueles que quiserem apoiá-los poderiam se comprometer com a vontade coletiva da humanidade de preservar esse patrimônio universal, que é absolutamente essencial para o bem-estar da população mundial e decisivo para evitar as mudanças climáticas”.

Autoridades dos países do G7 reúnem-se no Hotel du Palais Biarritz, na França, em 25 de agosto de 2019. Foto: Casa Branca/Andrea Hanks

Chefe da ONU pede compromisso de líderes do G7 para enfrentar emergência climática

Pessoas de todo o mundo pedem uma mudança para um futuro mais verde e limpo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (26), enfatizando que “temos as ferramentas para enfrentar a emergência climática, mas precisamos de mais vontade política”.

A mensagem foi publicada no Twitter a partir de Biarritz, na França, onde o chefe da ONU se reuniu nos últimos dois dias com líderes do G7 para mobilizar ações antes de sua Cúpula de Ação Climática no mês que vem em Nova Iorque.

Com o derretimento do gelo na Groenlândia e incêndios recorde ocorrendo do Ártico ao Alasca e na Amazônia, o secretário-geral da ONU disse que “estamos muito pior do que estávamos durante (as negociações do acordo de) Paris”, referindo-se à conferência de 2015 na capital francesa que deu origem ao acordo climático que visa aliviar o aquecimento global e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Chamas consomem floresta amazônica em Rondônia (22 de agosto de 2019) - Foto: Corpo de Bombeiros - CBM/RO

ONU Meio Ambiente: incêndios na Amazônia são alerta para crises ambientais no mundo

Os incêndios em andamento na floresta amazônica são um alerta severo das crises ambientais enfrentadas pelo mundo — de clima, biodiversidade e poluição. A afirmação foi feita na sexta-feira (23) pela diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

A oficial declarou que a ONU Meio Ambiente está pronta para trabalhar com Estados-membros — incluindo o Brasil — na resposta “a esta crise atual e no apoio aos seus esforços para alcançar as metas ambiciosas do Acordo de Paris” para o clima.

“O Brasil tem uma longa tradição de ações para proteger a Amazônia e continuaremos a trabalhar com o governo e o povo do Brasil fornecendo ciência, ferramentas e avaliações para orientar políticas baseadas em evidências, convocando os Estados-membros a enfrentar desafios ambientais urgentes e advogando em nome da Amazônia e de outras florestas em todo o mundo.”

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com incêndios na Amazônia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (22) por meio de publicação no Twitter estar “profundamente preocupado” com os incêndios na floresta amazônica brasileira, uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio a uma crise climática global, não podemos arcar com mais danos a uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade”, disse o chefe das Nações Unidas na rede social.

ONU Brasil pede esforços no combate a incêndios florestais

O Sistema das Nações Unidas no Brasil pede que as autoridades intensifiquem os esforços para conter as chamas que consomem partes da floresta amazônica e outros biomas do norte e centro-oeste do Brasil, além de reforçar os sistemas de monitoramento para evitar as queimadas e os desmatamentos ilegais.

Em Salvador, a ONU Brasil participa das discussões da Semana do Clima com o intuito de contribuir com alternativas que garantam um planeta mais seguro e sustentável para todas as pessoas, dentro dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Banco Mundial

FAO protege os meios de subsistência sustentáveis, preservando a Amazônia

A Amazônia abriga a maior área de floresta tropical remanescente em nosso planeta. Com quase o dobro do tamanho da Índia, essas florestas desempenham um papel vital na regulação do clima global e na prestação de outros serviços, como a purificação da água e a absorção de carbono.

Mais de 33 milhões de pessoas vivem na Amazônia e cerca de 420 comunidades indígenas dependem diretamente de seus recursos para cobrir suas necessidades de água e alimentos, bem como para sua subsistência. Esses meios e estilos de vida estão intrinsecamente relacionados à preservação das florestas e à conservação de sua biodiversidade. A Amazônia abriga mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos.

O projeto de Integração de Áreas Protegidas da Amazônia (IAPA), liderado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apoia a comunidade de gerentes de parques na América Latina e Caribe de áreas protegidas da Amazônia (RedParques) e garante supervisão eficaz e colaboração entre estas áreas.

Lavoura recebe fumigação de agroquímicos - Foto: Pixabay/CC

Comitê de Direitos Humanos da ONU responsabiliza Paraguai por violações no uso de agrotóxicos

O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que o Paraguai precisa realizar uma investigação eficaz e minuciosa sobre fumigações de agroquímicos e o consequente envenenamento de pessoas, incluindo crianças, além da contaminação de água, solo e alimentos. O órgão também pediu que o governo paraguaio processe os responsáveis, compense as vítimas e publique a decisão em um jornal diário de grande circulação.

As vítimas trabalham em agricultura familiar no departamento de Canindeyú, no noroeste do país e na fronteira com os estados brasileiros do Mato Grosso do Sul e Paraná. A região tem forte expansão do agronegócio e amplo cultivo mecanizado de soja geneticamente modificada.

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Agências da ONU assinam acordo para proteger direito humano a um meio ambiente saudável

As ameaças a indivíduos e comunidades que defendem seus direitos ambientais e fundiários se intensificam em muitas partes do mundo. Neste contexto, a ONU Meio Ambiente e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) uniram esforços para promover e proteger os direitos humanos e ambientais por meio de um novo acordo de cooperação assinado na sexta-feira (16).

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais, advogar por melhor proteção, apelar para uma responsabilização mais eficaz dos perpetradores de violência e intimidação, desenvolver redes de defensores de direitos humanos ambientais e promover a participação significativa na tomada de decisões ambientais.

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

FAO lista 7 segredos sobre a importância das florestas para planeta e humanidade

As florestas estão silenciosamente trabalhando em segundo plano, secretamente limpando nossa água, filtrando nosso ar e nos protegendo das mudanças climáticas.

Elas são anjos da guarda de mais de 1 bilhão de pessoas, fornecendo alimentos, medicamentos e combustível para aqueles que não podem ter acesso a esses recursos. Elas abrigam mais de três quartos da biodiversidade terrestre e muitas das pessoas mais pobres do mundo.

As florestas desempenham um papel fundamental em nossas vidas. Papel que nem sequer reconhecemos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) listou sete de seus segredos mais bem guardados.

Mulheres indígenas da Colômbia. Foto: Gerardo Segura Warnholtz/PROFOR

Antropólogo fala sobre defesa da Amazônia colombiana e proteção de povos indígenas

Das 7 mil línguas faladas em todo o mundo, 4 mil são línguas indígenas, das quais quase 3 mil estão em perigo de desaparecer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto — e que este ano coincidiu com o Ano Internacional das Línguas Indígenas — chamou a atenção para esse dado preocupante.

Nesse contexto, o Banco Mundial destaca o trabalho do antropólogo norte-americano naturalizado colombiano Martin von Hildebrand, fundador e presidente da organização não governamental Gaia Amazonas. O especialista dedicou a vida à defesa e à promoção dos direitos territoriais, e da conservação cultural e biológica na Amazônia colombiana. Leia a entrevista.

Solo ressecado próximo ao rio Nilo Branco, em Cartum, Sudão. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Agricultura e usos do solo representam 23% das emissões de gases do efeito estufa, diz ONU

Novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que mudanças no uso do solo são necessárias para limitar o aquecimento global a 2º C, conforme previsto pelo Acordo de Paris.

Atualmente, a agricultura, a silvicultura e outros tipos de uso do solo representam 23% das emissões humanas de gases do efeito estufa.

Ao mesmo tempo, a publicação alerta que as mudanças climáticas poderão agravar a degradação do solo no mundo, comprometendo a produção e a oferta de alimentos.

Foto: GTC/DoFPS

Butão torna-se refúgio para população de tigres-de-bengala

Atualmente, a variedade de tigres é de 7% do que era no século 19. Em população, agora são uma mera fração. Acredita-se que menos de 3,8 mil tigres permaneçam em estado selvagem em apenas 13 países. E na maioria dos lugares, seus habitats são esparsos e fragmentados, confinando o predador de longo alcance a pequenos bolsões de áreas protegidas.

Mas, em um país, os tigres encontraram refúgio. No Butão, os tigres-de-bengala podem percorrer um habitat contíguo em todo o país, que se estende desde as selvas subtropicais das terras baixas até as florestas subalpinas, a 4.500 metros de altitude, nas encostas das montanhas. Com 71% do país sob cobertura florestal e mais da metade designada a áreas protegidas, os tigres têm liberdade de habitar praticamente qualquer lugar. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Em Westminster, no Reino Unido, jovens protestam por ações climáticas urgentes. Foto: Flickr (CC)/Rox

Secretário-geral da ONU alerta que julho foi o mês mais quente já registrado

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quinta-feira (1º) que julho igualou ou superou o mês mais quente já registrado na história, segundo novos dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“De acordo com os dados mais recentes da OMM e de seu centro de clima, julho igualou se não superou o mês mais quente já registrado na história. Isso ocorre após o registro do junho mais quente já registrado”, disse o secretário-geral da ONU.