Arquivo da tag: Vida terrestre

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 15 diz: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 15 diz: “Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods15 e notícias sobre o tema abaixo.

Interior do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Festival Geração do Amanhã discute no Rio o que podemos fazer hoje por um futuro melhor

Agências da ONU no Brasil apoiam a realização no sábado (14) no Rio de Janeiro (RJ) do Festival Geração do Amanhã. Organizado por TV Globo em parceria com GloboNews e Museu do Amanhã, o evento reflete sobre o futuro do planeta e as ações que podem ser feitas agora para ajudar a construir um mundo melhor.

O festival tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que participa com o “Viva os ODS”, um jogo de tabuleiro para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entre as crianças.

Brasileira cria tecnologia que rastreia biodiversidade utilizada em produtos

A brasileira Bárbara Schorchit criou uma plataforma que usa tecnologia blockchain e de aprendizagem automática para rastrear a biodiversidade usada nos produtos, permitindo que as empresas tenham confiança, segurança jurídica e transparência ao longo de suas cadeias de suprimentos.

Bárbara é finalista latino-americana e caribenha do prêmio Jovens Campeões da Terra, principal iniciativa da ONU Meio Ambiente para homenagear jovens com soluções inovadoras frente aos desafios ambientais de nosso tempo. Leia a entrevista com a jovem inovadora.

Foto: Valdir Dias, Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Coletores de sementes restauram Cerrado de MG e resgatam tradições locais

“Berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”. Assim é conhecido o Cerrado, bioma que abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias do país. Com mais de 50% de seu território original devastado, o Cerrado e suas comunidades lutam para a preservação da biodiversidade, considerada a savana do mundo mais rica em espécies.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, da região do Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso, é um exemplo do que vem sendo feito para a recuperação do Cerrado. Saiba mais no relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.

Vista aérea da cidade de Manaus (AM). Foto: Wikimedia Commons/Portal da Copa (CC)

Cidades são parte da solução para desafios da região amazônica, diz ONU-HABITAT

Representante do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) participou no início de setembro em Manaus (AM) de encontro que reuniu prefeitos e especialistas para discutir novas visões de desenvolvimento e proteção da região amazônica no Brasil.

Na ocasião, oficial sênior do ONU-HABITAT na América Latina, Alain Grimard, ressaltou que governos locais, regionais e nacionais devem trabalhar juntos para uma visão comum da Amazônia urbana.

“Frequentemente, esta região é vista somente como um ecossistema natural. É preciso reconhecer que a Amazônia abriga centenas de municípios. Existem mais de 30 cidades com mais de 100 mil habitantes na Amazônia”, disse Grimard. “Todos os líderes e tomadores de decisão devem reconhecer esse fato e entender que as cidades são parte da solução dos desafios da Amazônia.”

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, na floresta de Mabira, em Uganda. Foto: UN-REDD

ONU Meio Ambiente conta como Uganda tem protegido sua principal floresta tropical

Noar Natolo e Scovia Bulyaba são tecelãs e fazem parte da comunidade de Nagoje, localizada na floresta de Mabira, em Uganda. Para complementar sua renda, elas coletam folhas de palmeiras e tecem tapetes que posteriormente são tingidos com produtos naturais. A floresta também lhes fornece água, medicamentos e lenha para combustível.

Mabira é uma das poucas florestas tropicais remanescentes de Uganda, cobrindo uma área de cerca de 300 quilômetros quadrados. Uma das maiores reservas do país, abriga espécies ameaçadas. No entanto, Mabira corre riscos por conta do aumento populacional, da alta demanda por carvão vegetal e da invasão agrícola. O governo do país tem combatido a degradação, por meio de mapeamento, proteção e manejo florestal. Leia o relato da ONU Meio Ambiente.

Evento para comunicadores no Rio enfatiza oceanos como pulmões do mundo

As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo e os mares atuam como reguladores do clima no planeta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF). Sem os serviços prestados pelo oceano, a temperatura poderia ultrapassar 100°C e inviabilizar a vida na Terra. Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), peixes e frutos do mar são a principal fonte de proteína para uma em cada quatro pessoas no mundo.

Diante da importância de um oceano saudável para a vida, cerca de 350 pessoas reuniram-se na terça-feira (3), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para participar do Conexão Oceano. O evento, que teve a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) entre os organizadores, foi o primeiro no Brasil a se voltar para comunicadores, influenciadores e pesquisadores com o objetivo de estruturar diretrizes para engajar a sociedade sobre a importância do oceano.

A bióloga norte-americana e pioneira da exploração em águas profundas Sylvia Earle, em foto de 2012. Foto: Wikimedia Commons/USFWS - Pacific Region (CC)

Prêmio da ONU Meio Ambiente homenageia inovadores do desenvolvimento sustentável

Um titã do mundo corporativo com uma agenda não convencional, especialistas em alimentos que pensam de maneira inovadora e uma mergulhadora cujo nome se tornou sinônimo de conservação. Estes são apenas alguns dos heróis ambientais que dedicaram suas vidas a concretizar visões audaciosas de um mundo melhor.

Estes também foram alguns dos vencedores recentes do Prêmio Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente, a mais prestigiada premiação ambiental do mundo. Suas ações inspiraram outros na luta por um mundo mais saudável, equilibrado e sustentável. Leia a história de cinco deles.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala com jornalistas durante conferência realizada em Yokohama, Japão. Foto: ONU Japão/Ichiro Mae

No Japão, Guterres cita incêndios na Amazônia e desastres agravados por mudanças climáticas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, citou nesta quinta-feira (29) os incêndios florestais na Amazônia e os desastres agravados pelas mudanças do clima durante sua participação na 7ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento da África (TICAD).

Em declarações a jornalistas, Guterres destacou que a situação da Amazônia é séria, por estar ocorrendo em uma área “que é um recurso essencial para todos”. “Todos esses incêndios são extremamente perigosos e é necessário fazer de tudo para detê-los e ter uma política muito sólida de reflorestamento”.

“Acredito que a comunidade internacional precisa se mobilizar fortemente para apoiar os países amazônicos, a fim de fazer essas duas coisas: parar o incêndio o mais rápido possível com todos os meios possíveis e, em seguida, ter uma política de reflorestamento consistente.”

A sueca Greta Thunberg, ativista ambiental de 16 anos, navegou para o porto de Nova Iorque ladeada por uma frota de 17 veleiros representando cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: ONU/Mark Garten

Ativista Greta Thunberg chega a NY de barco para participar de cúpulas do clima

Depois de duas semanas navegando pelo Atlântico, a jovem ativista climática Greta Thunberg chegou à Big Apple na quarta-feira (28) para participar de duas grandes cúpulas climáticas a serem realizadas na sede da ONU no próximo mês.

Recusando-se a pegar avião por conta do alto consumo de combustível, a adolescente sueca decidiu adotar um meio de transporte de zero carbono para chamar atenção para os perigos do aumento das emissões globais e da poluição causada pela atividade humana.

Os oceanos são tão importantes quanto as florestas para a regulação do clima da Terra. Foto: FAO

Sistema online sobre biodiversidade brasileira ganha nova plataforma

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a ONU Meio Ambiente e a Rede Nacional de Pesquisa lançam nesta terça-feira (27), em Brasília (DF), o Atlas do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (https://www.sibbr.gov.br).

O SiBBr, como é chamado, é o banco de dados de referência do governo brasileiro sobre a biodiversidade nacional e atualmente apresenta informações de 160 mil espécies, com um número total de registros de ocorrência de cerca de 15 milhões.

Além de todos estes dados, que poderão ser acessados de forma livre pela sociedade, a plataforma também disponibiliza informações sobre biomas, áreas protegidas no Brasil, coleções brasileiras, espécies ameaçadas, espécies nativas utilizadas na medicina ou na culinária e seu valor nutricional.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que violência de gênero é pandemia global. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres diz que ONU está disponível para realizar encontro sobre Amazônia em setembro

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira (26) que as Nações Unidas estão disponíveis para realizar um evento sobre a Amazônia durante o encontro de alto nível da Assembleia Geral, que acontece em Nova Iorque em setembro.

Guterres falou com jornalistas em Biarritz, na França, paralelamente ao encontro anual do G7, que reúne as sete maiores economias mundiais.

O chefe das Nações Unidas explicou que nesse encontro “os países da Amazônia e todos aqueles que quiserem apoiá-los poderiam se comprometer com a vontade coletiva da humanidade de preservar esse patrimônio universal, que é absolutamente essencial para o bem-estar da população mundial e decisivo para evitar as mudanças climáticas”.

Autoridades dos países do G7 reúnem-se no Hotel du Palais Biarritz, na França, em 25 de agosto de 2019. Foto: Casa Branca/Andrea Hanks

Chefe da ONU pede compromisso de líderes do G7 para enfrentar emergência climática

Pessoas de todo o mundo pedem uma mudança para um futuro mais verde e limpo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (26), enfatizando que “temos as ferramentas para enfrentar a emergência climática, mas precisamos de mais vontade política”.

A mensagem foi publicada no Twitter a partir de Biarritz, na França, onde o chefe da ONU se reuniu nos últimos dois dias com líderes do G7 para mobilizar ações antes de sua Cúpula de Ação Climática no mês que vem em Nova Iorque.

Com o derretimento do gelo na Groenlândia e incêndios recorde ocorrendo do Ártico ao Alasca e na Amazônia, o secretário-geral da ONU disse que “estamos muito pior do que estávamos durante (as negociações do acordo de) Paris”, referindo-se à conferência de 2015 na capital francesa que deu origem ao acordo climático que visa aliviar o aquecimento global e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Chamas consomem floresta amazônica em Rondônia (22 de agosto de 2019) - Foto: Corpo de Bombeiros - CBM/RO

ONU Meio Ambiente: incêndios na Amazônia são alerta para crises ambientais no mundo

Os incêndios em andamento na floresta amazônica são um alerta severo das crises ambientais enfrentadas pelo mundo — de clima, biodiversidade e poluição. A afirmação foi feita na sexta-feira (23) pela diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

A oficial declarou que a ONU Meio Ambiente está pronta para trabalhar com Estados-membros — incluindo o Brasil — na resposta “a esta crise atual e no apoio aos seus esforços para alcançar as metas ambiciosas do Acordo de Paris” para o clima.

“O Brasil tem uma longa tradição de ações para proteger a Amazônia e continuaremos a trabalhar com o governo e o povo do Brasil fornecendo ciência, ferramentas e avaliações para orientar políticas baseadas em evidências, convocando os Estados-membros a enfrentar desafios ambientais urgentes e advogando em nome da Amazônia e de outras florestas em todo o mundo.”

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

Secretário-geral da ONU manifesta preocupação com incêndios na Amazônia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quinta-feira (22) por meio de publicação no Twitter estar “profundamente preocupado” com os incêndios na floresta amazônica brasileira, uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade.

“Estou profundamente preocupado com os incêndios na floresta amazônica. Em meio a uma crise climática global, não podemos arcar com mais danos a uma importante fonte de oxigênio e de biodiversidade”, disse o chefe das Nações Unidas na rede social.

ONU Brasil pede esforços no combate a incêndios florestais

O Sistema das Nações Unidas no Brasil pede que as autoridades intensifiquem os esforços para conter as chamas que consomem partes da floresta amazônica e outros biomas do norte e centro-oeste do Brasil, além de reforçar os sistemas de monitoramento para evitar as queimadas e os desmatamentos ilegais.

Em Salvador, a ONU Brasil participa das discussões da Semana do Clima com o intuito de contribuir com alternativas que garantam um planeta mais seguro e sustentável para todas as pessoas, dentro dos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Banco Mundial

FAO protege os meios de subsistência sustentáveis, preservando a Amazônia

A Amazônia abriga a maior área de floresta tropical remanescente em nosso planeta. Com quase o dobro do tamanho da Índia, essas florestas desempenham um papel vital na regulação do clima global e na prestação de outros serviços, como a purificação da água e a absorção de carbono.

Mais de 33 milhões de pessoas vivem na Amazônia e cerca de 420 comunidades indígenas dependem diretamente de seus recursos para cobrir suas necessidades de água e alimentos, bem como para sua subsistência. Esses meios e estilos de vida estão intrinsecamente relacionados à preservação das florestas e à conservação de sua biodiversidade. A Amazônia abriga mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos.

O projeto de Integração de Áreas Protegidas da Amazônia (IAPA), liderado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apoia a comunidade de gerentes de parques na América Latina e Caribe de áreas protegidas da Amazônia (RedParques) e garante supervisão eficaz e colaboração entre estas áreas.

Lavoura recebe fumigação de agroquímicos - Foto: Pixabay/CC

Comitê de Direitos Humanos da ONU responsabiliza Paraguai por violações no uso de agrotóxicos

O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas afirmou que o Paraguai precisa realizar uma investigação eficaz e minuciosa sobre fumigações de agroquímicos e o consequente envenenamento de pessoas, incluindo crianças, além da contaminação de água, solo e alimentos. O órgão também pediu que o governo paraguaio processe os responsáveis, compense as vítimas e publique a decisão em um jornal diário de grande circulação.

As vítimas trabalham em agricultura familiar no departamento de Canindeyú, no noroeste do país e na fronteira com os estados brasileiros do Mato Grosso do Sul e Paraná. A região tem forte expansão do agronegócio e amplo cultivo mecanizado de soja geneticamente modificada.

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Agências da ONU assinam acordo para proteger direito humano a um meio ambiente saudável

As ameaças a indivíduos e comunidades que defendem seus direitos ambientais e fundiários se intensificam em muitas partes do mundo. Neste contexto, a ONU Meio Ambiente e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) uniram esforços para promover e proteger os direitos humanos e ambientais por meio de um novo acordo de cooperação assinado na sexta-feira (16).

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais, advogar por melhor proteção, apelar para uma responsabilização mais eficaz dos perpetradores de violência e intimidação, desenvolver redes de defensores de direitos humanos ambientais e promover a participação significativa na tomada de decisões ambientais.

Mudanças climáticas ameaçam a Amazônia e, consequentemente, disponibilidade de recursos hídricos para países da região. Foto: Flickr (CC) / Dams999

FAO lista 7 segredos sobre a importância das florestas para planeta e humanidade

As florestas estão silenciosamente trabalhando em segundo plano, secretamente limpando nossa água, filtrando nosso ar e nos protegendo das mudanças climáticas.

Elas são anjos da guarda de mais de 1 bilhão de pessoas, fornecendo alimentos, medicamentos e combustível para aqueles que não podem ter acesso a esses recursos. Elas abrigam mais de três quartos da biodiversidade terrestre e muitas das pessoas mais pobres do mundo.

As florestas desempenham um papel fundamental em nossas vidas. Papel que nem sequer reconhecemos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) listou sete de seus segredos mais bem guardados.

Mulheres indígenas da Colômbia. Foto: Gerardo Segura Warnholtz/PROFOR

Antropólogo fala sobre defesa da Amazônia colombiana e proteção de povos indígenas

Das 7 mil línguas faladas em todo o mundo, 4 mil são línguas indígenas, das quais quase 3 mil estão em perigo de desaparecer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto — e que este ano coincidiu com o Ano Internacional das Línguas Indígenas — chamou a atenção para esse dado preocupante.

Nesse contexto, o Banco Mundial destaca o trabalho do antropólogo norte-americano naturalizado colombiano Martin von Hildebrand, fundador e presidente da organização não governamental Gaia Amazonas. O especialista dedicou a vida à defesa e à promoção dos direitos territoriais, e da conservação cultural e biológica na Amazônia colombiana. Leia a entrevista.

Solo ressecado próximo ao rio Nilo Branco, em Cartum, Sudão. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Agricultura e usos do solo representam 23% das emissões de gases do efeito estufa, diz ONU

Novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que mudanças no uso do solo são necessárias para limitar o aquecimento global a 2º C, conforme previsto pelo Acordo de Paris.

Atualmente, a agricultura, a silvicultura e outros tipos de uso do solo representam 23% das emissões humanas de gases do efeito estufa.

Ao mesmo tempo, a publicação alerta que as mudanças climáticas poderão agravar a degradação do solo no mundo, comprometendo a produção e a oferta de alimentos.

Foto: GTC/DoFPS

Butão torna-se refúgio para população de tigres-de-bengala

Atualmente, a variedade de tigres é de 7% do que era no século 19. Em população, agora são uma mera fração. Acredita-se que menos de 3,8 mil tigres permaneçam em estado selvagem em apenas 13 países. E na maioria dos lugares, seus habitats são esparsos e fragmentados, confinando o predador de longo alcance a pequenos bolsões de áreas protegidas.

Mas, em um país, os tigres encontraram refúgio. No Butão, os tigres-de-bengala podem percorrer um habitat contíguo em todo o país, que se estende desde as selvas subtropicais das terras baixas até as florestas subalpinas, a 4.500 metros de altitude, nas encostas das montanhas. Com 71% do país sob cobertura florestal e mais da metade designada a áreas protegidas, os tigres têm liberdade de habitar praticamente qualquer lugar. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Em Westminster, no Reino Unido, jovens protestam por ações climáticas urgentes. Foto: Flickr (CC)/Rox

Secretário-geral da ONU alerta que julho foi o mês mais quente já registrado

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na quinta-feira (1º) que julho igualou ou superou o mês mais quente já registrado na história, segundo novos dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

“De acordo com os dados mais recentes da OMM e de seu centro de clima, julho igualou se não superou o mês mais quente já registrado na história. Isso ocorre após o registro do junho mais quente já registrado”, disse o secretário-geral da ONU.

Manguezal no parque nacional Los Haitises, na República Dominicana. Foto: WkiMedia (CC)/Anton Bielousov

UNESCO afirma que manguezais são aliados do ser humano na luta contra as mudanças climáticas

Em mensagem para o Dia Internacional de Conservação do Ecossistema de Mangue, celebrado nesta sexta-feira (26), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que esses ecossistemas são fundamentais tanto para comunidades de regiões costeiras — onde os manguezais são fonte de subsistência e proteção contra desastres naturais — quanto para o resto do mundo, que tem nos mangues um aliado contra o aquecimento global.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. Foto: NASA/Good Free Photos

Na ONU, especialistas defendem acordo latino-americano sobre justiça ambiental

Os direitos de acesso a informação, participação pública e justiça em questões ambientais são pilares das sociedades democráticas e desempenham um papel crucial na busca pelo desenvolvimento sustentável, afirmaram na segunda-feira (15) delegações de governos e especialistas da ONU e da sociedade civil.

Em evento paralelo ao Fórum Político de Alto Nível, em Nova Iorque, autoridades lembraram o Acordo de Escazú, firmado por países latino-americanos e caribenhos para proteger ativistas ambientais.

O coordenador da iniciativa "Fé pela Terra" da ONU Meio Ambiente, Iyad Abyumoghli, reúne-se com o papa Francisco paralelamente à primeira Conferência Internacional do Laudato Si’ em Roma, 2018. Foto: Vaticano

ONU Meio Ambiente une-se a lideranças religiosas em prol de práticas sustentáveis

A iniciativa da ONU Meio Ambiente “Fé pela Terra”, cujo slogan é “um planeta, várias religiões, um objetivo”, busca fazer uso e cultivar a benevolência e poder das autoridades religiosas mundiais e de seus devotos em prol do meio ambiente global.

Julho de 2019 marca o quarto aniversário do Laudato Si’, a segunda encíclica do Papa Francisco, especificamente direcionada ao meio ambiente. Nela, o Papa clama a todas as pessoas do mundo para que ajam “de maneira global, unificada e rápida” contra práticas insustentáveis.

Para comemorar o quarto aniversário do Laudato Si’, a iniciativa “Fé pela Terra”, em conjunto com parceiros como a Rede da Juventude Católica pela Sustentabilidade Ambiental na África, a organização WWF e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, está organizando uma conferência nos dias 15 e 16 de julho no escritório da ONU Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia.

Ruptura da barragem provocou a liberação de volume de 55 milhões a 60 milhões de metro cúbicos de rejeitos de minério no Rio Doce. A lama percorreu mais de 600 quilômetros até chegar ao oceano, matando peixes, a flora, a fauna e disparando uma crise social e ambiental que afetou a subsistência e o acesso à água da população, incluindo indígenas Krenak e milhares de pescadores. Foto: Fred Loureiro / SECOM ES

ONU premia filme brasileiro de realidade virtual sobre desastre em Mariana (MG)

O curta-metragem de realidade virtual ‘Rio de Lama’ — que leva o espectador para dentro do desastre ambiental de Mariana (MG) — venceu o Festival de Filmes da ONU sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O diretor brasileiro Tadeu Jungle recebe na quinta-feira (11) o reconhecimento da mostra, que exibirá todos os filmes ganhadores em Nova Iorque, em meio às atividades do Fórum Político de Alto Nível.

Construído em torno das terras agrícolas, o campo de refugiados de Mantapala, perto de Nchelenge, no norte da Zâmbia, foi construído em 2018 para até 20 mil pessoas. Foto: ONU Meio Ambiente

Dados e tecnologias ambientais ajudam a melhorar o planejamento em crises humanitárias

Atualmente, todos aqueles que trabalham na área ambiental têm na ponta dos dedos uma combinação de dados e tecnologias ambientais globais e técnicas de ciência de dados. Estas ferramentas têm o potencial de criar insights que podem apoiar um futuro sustentável e transformar profundamente nosso relacionamento com o planeta.

Durante décadas, a ONU Meio Ambiente tem trabalhado com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e parceiros como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para dar sentido aos dados ambientais com o objetivo de melhorar o planejamento humanitário.

Campus da Universidade do Estado da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Foto: Wikimedia (CC)/Justefrain

Universidades de todo o mundo declaram emergência climática

Organizações que representam mais de 7 mil instituições de ensino superior de todos os seis continentes declararam nesta quarta-feira (10) uma emergência climática e acordaram um plano para neutralizar as suas emissões de carbono até 2030.

Centros de ensino e pesquisa também vão ampliar a educação sobre meio ambiente e sustentabilidade no currículo escolar, tanto nas universidades como em programas para a comunidade.

Representantes da UNESCO e Fundação Renova durante reunião para formalizar a parceria em projeto de desenvolvimento sustentável em Mariana (MG) e outros 38 municípios. Foto: UNESCO

UNESCO firma parceria com fundação responsável por reparar impactos da tragédia de Mariana

A Fundação Renova e a Representação da UNESCO no Brasil firmaram na quinta-feira (4), em Brasília (DF), um projeto de cooperação técnica internacional para promover o desenvolvimento sustentável de comunidades de Mariana (MG) e de outros 38 municípios atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão em novembro de 2015.

A falta de água potável, a perda de casas, empresas, animais e plantações, bem como a suspensão da pesca, estão entre os principais danos diretos causados pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão. O desastre deixou impactos ao longo dos 670 quilômetros que o rio Doce e seus afluentes percorrem até alcançar o mar.

Colheita de soja. Foto Jonas Oliveira/ANPr

Fundo verde para financiar produção de soja sustentável no Brasil é lançado em Londres

O primeiro mecanismo financeiro do mundo a oferecer títulos verdes para financiar a produção sustentável da soja no Brasil foi lançado na quinta-feira (4) durante a Semana da Ação Climática em Londres (London Climate Action Week).

O Responsible Commodities Facility (Fundo de Commodities Responsáveis, em tradução livre), apresentado na Bolsa de Londres (London Stock Exchange), pretende fornecer linhas de crédito de juros baixos para produtores brasileiros de soja e milho comprometidos em utilizar pastos degradados e evitar o desmatamento e a retirada de mata nativa para agricultura. Para os produtores, a iniciativa oferecerá um complemento importante às linhas de crédito oficiais (crédito rural).

O instrumento financeiro é gerido pela empresa Sustainable Investment Management (SIM), com sede em Londres e no Rio de Janeiro, com o apoio do governo britânico e um acordo de colaboração com a ONU Meio Ambiente.

Com a decisão nesta sexta-feira do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, Paraty se torna o primeiro sítio misto — reconhecido por suas riquezas naturais e culturais — do patrimônio mundial localizado no Brasil. Imagem: UNESCO/IPHAN/Oscar Liberal

Paraty e Ilha Grande se tornam patrimônio mundial da UNESCO por sua cultura e natureza

Com a decisão nesta sexta-feira (5) do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, Paraty e Ilha Grande se tornam o primeiro sítio misto — reconhecido por suas riquezas naturais e culturais — do patrimônio mundial localizado no Brasil.

Região engloba o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu e o Centro Histórico de Paraty e Morro da Vila Velha.