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Entre os dias 5 e 9 de junho a ONU realizará em sua sede em Nova Iorque a Conferência sobre os Oceanos.

Entre os dias 5 e 9 de junho a ONU realizou em sua sede em Nova Iorque a Conferência sobre os Oceanos.

Trata-se de um encontro com os principais chefes de Estado e de Governo do mundo, bem como representantes de organizações que trabalham com o tema, para apoiar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14: conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

Acompanhe todos os detalhes nessa página especial, na página oficial do evento (oceanconference.un.org) ou pelas hashtags #SaveOurOcean e #MaresLimpos. Acesse também um texto com perguntas e respostas sobre a conferência clicando aqui.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 14 diz: “Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 14 diz: “Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”. Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods14; notícias sobre o tema abaixo.

Lewis Pugh, embaixador da Boa Vontade da ONU Meio Ambiente, percorre a nado o Mar Vermelho. Foto tirada na Reserva Marinha de Aqaba, na Jordânia. Foto: ONU Meio Ambiente

Metade dos corais do mundo desapareceram nos últimos 150 anos, diz chefe da ONU

Em cerimônia para comemorar os 25 anos da entrada em vigor da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou na segunda-feira (17), em Nova Iorque, que os oceanos enfrentam ameaças inéditas devido às mudanças climáticas e outras ações humanas.

Nas últimas quatro décadas, a poluição plástica no mar aumentou dez vezes. Estima-se que um terço dos estoques naturais de peixeis estejam super-explorados. E os ecossistemas marinhos têm sofrido o impacto da acidificação, do aumento do nível dos oceanos e do crescimento de zonas mortas — regiões dos mares com níveis baixíssimos de oxigênio, o que inviabiliza a vida marinha.

Foto: Globo/Fábio Rocha

Série ‘Aruanas’ mostra necessidade de cuidar da Floresta Amazônica

A série brasileira de ficção “Aruanas” é uma produção original da TV Globo, co-produzida pela Maria Farinha Filmes, que conta a história de quatro mulheres lutando para proteger a floresta e as terras indígenas da devastação provocada pela mineração ilegal e pela corrupção.

A série apoia a Iniciativa de Defensores Ambientais, liderada pela ONU Meio Ambiente, que busca promover o respeito aos direitos ambientais e ampliar a proteção de defensores do meio ambiente.

No Brasil, “Aruanas” será lançada na plataforma de streaming da Globo, a Globoplay, no dia 2 de julho. O primeiro episódio será exibido no dia 3 de julho na TV Globo.

Prêmio Jovens Campeões da Terra receberá votos do público para escolher vencedores. Foto: PEXELS

Brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais.

Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova Iorque.

Redução do nível de oxigênio dos oceanos afeta a vida marinha. Foto: ONU

Evento em São Paulo inaugura Cátedra UNESCO para Sustentabilidade dos Oceanos

Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado na semana passada (5), foram inauguradas atividades da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade dos Oceanos, com a realização do evento “O Futuro dos Oceanos”, no auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista.

O objetivo é promover um sistema integrado de pesquisa, treinamento, informação e documentação sobre os oceanos. A expectativa é de que seja facilitada a colaboração entre pesquisadores de reconhecimento internacional e da USP, bem como entre instituições brasileiras e de outros países da América Latina e do Caribe.

O ambientalista e biólogo norte-americano Thomas Lovejoy trabalha na Amazônia há mais de 50 anos. Foto: Slobodan Randjelovic

Precisamos implementar modelos de desenvolvimento que preservem a Amazônia, diz especialista

A atual taxa de declínio da natureza, sem precedentes na história da humanidade, foi confirmada pelo novo relatório da Plataforma Intergovernamental de Ciência e Política sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), o documento mais abrangente sobre o assunto, divulgado recentemente.

Em entrevista ao Banco Mundial, o ambientalista e biólogo norte-americano Thomas Lovejoy fala sobre seu trabalho de mais de 50 anos na conservação da Amazônia, região que abriga 40% da floresta tropical remanescente do mundo, 25% da biodiversidade terrestre e mais espécies de peixes do que qualquer outro sistema fluvial do planeta.

“Um dos maiores problemas é o desmatamento motivado por atividades agropecuárias. O desenvolvimento da infraestrutura também é uma grande ameaça, especialmente se alguns projetos continuarem do jeito que estão. Precisamos pensar em alternativas e trabalhar com os governos estaduais para criar modelos de desenvolvimento sustentável que preservem a floresta”, disse. Leia a entrevista completa.

Usina de energia eólica. Foto: Flickr (CC)/Alex Abian

Dia Mundial do Meio Ambiente promove energias renováveis e tecnologias verdes

Governos, indústria, comunidades e indivíduos em todo o mundo lembraram na quarta-feira (5) o Dia Mundial do Meio Ambiente, o maior evento anual das Nações Unidas para impulsionar ações ambientais, incentivando o compromisso mundial para proteger o planeta.

As celebrações deste ano, realizadas sob o tema “poluição do ar”, convidaram as pessoas a explorar energias renováveis e tecnologias verdes e a melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões em todo o mundo.

Liderada pela China, anfitriã das celebrações em 2019, a mobilização para #CombaterAPoluiçãoDoAr culminou em um recorde de 6.206 eventos e compromissos registrados no site oficial da ONU Meio Ambiente para a data. No Brasil, 240 atividades foram cadastradas, cobrindo quase todo o território nacional.

Família Schurmann. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU Meio Ambiente apoia próxima expedição da família Schurmann

Na ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, a ONU Meio Ambiente assinará um memorando de entendimento com a família brasileira Schurmann, conhecida por velejar pelo mundo. O acordo é mais um instrumento da campanha #MaresLimpos, maior aliança global contra o lixo nos oceanos.

O anúncio oficial do acordo acontecerá na tenda #MaresLimpos no mutirão de limpeza de praia #AqueleAbraço, organizado pela Route Brasil, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, no sábado (8), às 9h.

Pescadores no Vietnã. Foto: FAO/Hoang Dinh Nam

Chefe da FAO elogia tratado internacional de combate à pesca ilegal

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, cumprimentou na segunda-feira (3) os mais de 100 países comprometidos com o combate à pesca insustentável e ilegal, chamando a rápida adoção do Acordo de Medidas do Estado do Porto (PSMA) para prevenir, deter e eliminar pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU, na sigla em inglês) de uma “conquista fantástica”.

O PSMA, um tratado internacional intermediado pela FAO, entrou em vigor em 2016. Hoje, 87 países fazem parte.

“Hoje vejo uma sala cheia de mais delegados do que há dois anos”, disse Graziano em um pronunciamento no Segundo Encontro das Partes do PSMA, realizado no Chile para discutir como otimizar a implementação do tratado.

O cantor de reggae ganês Rocky Dawuni é um dos convidados do festival ‘Play it Out’. Foto: divulgação/ONU

Artistas e celebridades se reúnem em ilha caribenha para festival ‘Play it Out’

Músicos, artistas, celebridades e líderes políticos irão se reunir na ilha de Antígua e Barbuda no sábado, 1º de junho, para ampliar a conscientização e inspirar ações para combater a poluição de plásticos.

O festival “Play it Out” é parte de uma iniciativa liderada pela presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, María Fernanda Espinosa, e poderá ser acompanhado ao vivo; acesse os links aqui.

Foto: FAO

FAO lista sete conexões e contribuições do ecossistema animal ou vegetal

Biodiversidade significa a variedade de vida vegetal e animal no mundo. Inclui genética, espécies e variedade de ecossistemas. Quando há uma rica diversidade de espécies, habitats e genética, os ecossistemas são mais saudáveis, mais produtivos e podem se adaptar melhor a desafios como a mudança climática.

Mais do que apenas variedade, a biodiversidade também é a maneira pela qual diferentes espécies, plantas e animais estão conectados e interagem. O mundo é feito de uma teia invisível que raramente reconhecemos. A perda de espécies, seja animal ou vegetal, pode mudar todo um ecossistema. Isso significa a perda de conexões. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) listou sete conexões e contribuições do ecossistema das quais você pode não estar ciente.

A nação insular de baixa altitude de Tuvalu, no Oceano Pacífico, é particularmente suscetível ao aumento do nível do mar causado pela mudança climática. Foto: PNUD Tuvalu/Aurélia Rusek

ONU alerta para impactos do aumento do nível dos oceanos sobre ilhas do Pacífico

Em visita a Fiji pela primeira vez como secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres destacou dois “desafios fundamentais” enfrentados por líderes presentes no Fórum de Ilhas do Pacífico. Segundo Guterres, estes desafios são a mudança climática e o aumento do nível dos oceanos, que ameaçam submergir nações de baixa altitude.

“A região do Pacífico está na linha de frente da mudança climática”, disse. “Isso significa que vocês são nossos aliados mais importantes para combatê-la”.

A poluição plástica é um problema crescente para os nossos oceanos. Em Montenegro, país do leste europeu, uma tecnologia inovadora está ajudando a limpar o oceano. A Seabin é uma lixeira flutuante que coleta detritos nas marinas e perto das praias da Baía de Kotor, incluindo garrafas plásticas, linhas de peixe, bitucas de cigarro e outros tipos de lixo. Confira nesse vídeo da União Internacional de Telecomunicações (UIT)

Em Montenegro, uma lixeira flutuante ajuda a combater a poluição plástica; vídeo

A poluição plástica é um problema crescente para os nossos oceanos. Em Montenegro, país do leste europeu, uma tecnologia inovadora está ajudando a limpar o oceano.

A Seabin é uma lixeira flutuante que coleta detritos nas marinas e perto das praias da Baía de Kotor, incluindo garrafas plásticas, linhas de peixe, bitucas de cigarro e outros tipos de lixo.

Confira nesse vídeo da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Sapo folha esplêndido, no Equador. Foro: PNUD

Relatório da ONU mostra que 1 milhão de espécies de animais e plantas enfrentam risco de extinção

Um duro relatório acerca do impacto humano sobre a natureza mostra que quase 1 milhão de espécies de animais e plantas correm risco de extinção dentro de décadas. Os atuais esforços para conservar os recursos da Terra devem falhar caso não sejam tomadas ações radicais, disseram especialistas das Nações Unidas na segunda-feira (6).

Sobre os riscos à fauna e à flora, o estudo afirmou que atividades humanas “ameaçam mais espécies atualmente do que nunca”. A conclusão foi baseada no fato de que em torno de 25% das espécies de plantas e de animais estão vulneráveis. Em torno de 1 milhão de espécies “já enfrentam risco de extinção, muitas delas dentro de décadas, a não ser que ações sejam tomadas para reduzir a intensidade de impulsionadores de perdas à biodiversidade”.

Foto: ONU

Relatório detalha desafios para alcançar uma governança ambiental internacional

O relatório “Governança ambiental internacional: realizações e encaminhamentos” detalha esforços para reformar o sistema de governança ambiental internacional.

O documento destaca a necessidade de maior coerência, coordenação e eficácia do sistema institucional para a governança ambiental global, tanto através de reformas da governança, financiamento e funcionamento, como através do aumento de sinergias nas operações dos vários acordos ambientais multilaterais. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. Foto: NASA/Good Free Photos

ONU pede ratificação de acordo latino-americano sobre justiça ambiental

Representantes da sociedade civil, governos e organizações internacionais pediram nesta sexta-feira (26) que países da América Latina e Caribe ratifiquem o mais rápido possível o Acordo de Escazú — o primeiro tratado regional sobre meio ambiente, com compromissos sobre acesso à informação, justiça e participação pública em temas ambientais. Apenas um país — a Guiana — ratificou o texto, que precisa de mais dez ratificações para entrar em vigor.

À direita, o Vórtice Polar fotografado pelo astronauta Scott Kelly, da Estação Espacial Internacional. Foto: Flickr (CC)/NASA

No Dia da Terra, chefe da ONU pede compromisso com combate às mudanças climáticas

Em tweet para marcar o Dia da Terra, celebrado nesta segunda-feira (22), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu que todos se envolvam, da maneira que puderem, em ações contra as mudanças climáticas.

Na sede da ONU, em Nova Iorque, dirigentes da Organização e de seus países-membros alertaram para os riscos trazidos pelo aquecimento global e pela destruição do meio ambiente.

Painel na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente discutiu o problema do lixo marinho. Foto: Flickr (CC)/Bo Elde

Painel em Nairóbi discute formas de combater o lixo marinho e a poluição por microplásticos

O painel de discussão sobre Lixo Marinho — Impactos, Desigualdade e Injustiça Ambiental, realizado durante a Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia, no início de março, abordou o papel da justiça ambiental nas comunidades afetadas pela poluição por resíduos marinhos e microplásticos.

“A menos que o Estado de Direito ambiental seja fortalecido, mesmo regras aparentemente rigorosas são destinadas a falhar, e o direito humano fundamental a um meio ambiente saudável não será realizado”, disse na ocasião David Boyd, relator especial da ONU para os direitos humanos e o meio ambiente. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Will Gadd desce uma fenda na segunda maior geleira da Groenlândia. Foto: Christian Pondella/Red Bull Content Pool

Alpinista e herói da ONU explora os subterrâneos de calota de gelo na Groenlândia

O alpinista e explorador Will Gadd coleciona recordes e títulos. O Herói das Montanhas da ONU Meio Ambiente e Aventureiro do Ano da National Geographic em 2015 foi a primeira pessoa a escalar as águas congeladas das Cataratas do Niágara, na divisa entre EUA e Canadá.

Mas o seu maior – e mais perigoso desafio – foi em cima e embaixo da calota de gelo da Groenlândia – uma expedição concebida para coletar dados sobre buracos nas geleiras conhecidos como “moulins”.

ONU Meio Ambiente lança publicação detalhando suas atividades no Brasil

A ONU Meio Ambiente lançou uma publicação que detalha o portfólio de atuação da agência no país, com foco especial para o período de 2017 a 2018. O documento, voltado ao público geral e atores ambientais, apresenta os projetos desenvolvidos nas seis áreas temáticas do organismo: eficiência de recursos, mudança do clima, ecossistemas saudáveis e produtivos, meio ambiente em estudo, governança ambiental e químicos, resíduos e qualidade do ar.

Primatologista e mensageira da Paz da ONU, Jane Goodall. Foto: Instituto Jane Goodall/Michael Neugebauer

Ambientalista e mensageira da paz da ONU completa 85 anos

A primatologista e mensageira da Paz da ONU, Jane Goodall, completa 85 anos neste 3 de abril com um apelo para cada cidadão do planeta: fazer escolhas sustentáveis que permitam reparar os danos causados pela humanidade à natureza, revertendo a trajetória de destruição dos ecossistemas e da vida silvestre.

Nascida em Londres, a britânica revolucionou o estudo dos primatas com a sua descoberta em 1960 de que chimpanzés são capazes de construir e usar ferramentas.

Fotografia do planeta Terra feita pelo satélite Suomi NPP, a 826 km de altitude. Foto: NASA/NOAA/GSFC/Suomi NPP/VIIRS/Norman Kuring

Humanidade consome recursos da Terra a taxas insustentáveis, alerta agência da ONU

George Monbiot, correspondente do jornal britânico The Guardian e conhecido por seu ativismo ambiental e político, fez um apelo surpreendente para que as pessoas no Reino Unido reduzissem o uso de carros em 90% ao longo da próxima década.

Muitos indivíduos podem se mostrar avessos a essa ideia, mas talvez ela soe um pouco menos bizarra à luz de um novo relatório da ONU Meio Ambiente sobre a taxa com que estamos abocanhando os recursos do planeta Terra.

Cerrado. Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza

PNUD promove recuperação do Cerrado brasileiro para proteger ciclos hidrológicos

Conhecido como “berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das 12 regiões hidrográficas do país e abastece seis das oito grandes bacias brasileiras. Mas o bioma também é conhecido pelos altos índices de degradação ambiental — a devastação da sua cobertura vegetal já alcançou 52%. O desmatamento afeta o ciclo hidrológico dos ecossistemas, prejudicando o abastecimento da população.

Sobrevoo da área atingida pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Foto: Presidência da República/Isac Nóbrega

ONU apoia criação de padrões globais para barragens de mineração

Em resposta ao recente rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que deixou ao menos 214 mortos e 91 desaparecidos, o Conselho Internacional de Mineração e Metais, a ONU Meio Ambiente e os Princípios para o Investimento Responsável (PRI) lançarão uma revisão independente com o objetivo de estabelecer padrões internacionais para instalações que armazenam rejeitos de mineração.

As falhas nas barragens de rejeitos têm consequências ambientais de longo alcance, com a lama tóxica liberada se infiltrando no solo e nos rios próximos. O desastre de Brumadinho mostrou a necessidade da implementação rápida de fortes padrões internacionais para a contenção de resíduos tóxicos de mineração, apontou a ONU Meio Ambiente.

Mata fechada na Amazônia peruana. Foto: Flickr (CC)/Joseph King

Em dia internacional, ONU defende educação sobre florestas para preservar recursos naturais

No Dia Internacional das Florestas, lembrado nesta quinta-feira (21), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) defende a educação sobre esses ecossistemas como estratégia para preservar os recursos naturais do planeta

Cerca de 90% de todas as espécies terrestres de seres vivos são encontradas nas florestas, que oferecem não apenas um habitat para a biodiversidade, mas também uma série de serviços ecossistêmicos para os humanos.

Assembleia em Nairóbi, no Quênia, reuniu 4,7 mil participantes, entre ministros, cientistas, empresários e lideranças da sociedade civil. Foto: ONU Meio Ambiente/Natalia Mroz

Ministros adotam resoluções sobre economia circular e produção sustentável

Após cinco dias de diálogos na Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia, ministros de mais de 170 países adotaram na sexta-feira (15) um plano que pede a aceleração da mudança para modelos sustentáveis de desenvolvimento. Documento afirma que é necessário usar ciência e inovação para tornar o uso de recursos naturais mais eficiente, reduzir o uso de plástico descartável e promover economias de baixo carbono.

Imagem feita por satélite de Iquitos, no Peru, em meio à Floresta Amazônica. Foto: NASA/Good Free Photos

Danos ao planeta serão desastrosos para saúde humana se ações não forem tomadas, diz relatório

Lançado hoje (13) em Nairóbi, no Quênia, o sexto Panorama Ambiental Global afirma que, se não ampliarmos drasticamente a proteção ambiental, cidades e regiões na Ásia, Oriente Médio e África poderão testemunhar milhões de mortes prematuras até a metade do século.

A publicação também alerta que os poluentes em nossos sistemas de água potável farão com que a resistência antimicrobiana se torne a maior causa de mortes até 2050 e com que substâncias químicas nocivas afetem a fertilidade masculina e feminina, bem como o desenvolvimento neurológico infantil.

Ministro do Meio Ambiente do Quênia, Keriako Tobiko, ao lado de Joyce Msuya, chefe interina da ONU Meio Ambiente, durante abertura da Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente. Foto: ONU Meio Ambiente/Natalia Mroz

Líderes mundiais se reúnem em Nairóbi para principal cúpula ambiental da ONU

Em Nairóbi, no Quênia, mais de 4,7 mil chefes de Estado, ministros, líderes empresariais, oficiais seniores da ONU e representantes da sociedade civil se reúnem para discutir padrões sustentáveis de produção e consumo.

A Quarta Assembleia da ONU para o Meio Ambiente teve início na segunda-feira e promove debates e lançamentos de pesquisas científicas sobre lixo marinho, economia circular e mudanças climáticas até o final da semana.

Para ONU Meio Ambiente, gestão de produtos químicos deve contar com estruturas de governança globais mais abrangentes. Foto: Pixabay

Relatório da ONU pede ação urgente para enfrentar poluição por substâncias químicas

Pesquisa apresentada nesta segunda-feira (11) durante a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, revela que a atual capacidade de produção de químicos, de 2,3 bilhões de toneladas, deve dobrar até 2030. O atual volume de químicos tem valor anual de 5 trilhões de dólares.

Apesar de compromissos para maximizar benefícios e minimizar os impactos dessa indústria, os químicos perigosos continuam a ser liberados no meio ambiente em grandes quantidades. Eles são onipresentes no ar, na água e no solo, na comida e nos seres humanos.

Amazônia. Foto: Paulo Santos/2001/Amazônia Sob Pressão (via Agência Brasil)

ONU pede que países da América Latina ratifiquem acordo inédito sobre direitos ambientais

Na semana que marca um ano da adoção do Acordo de Escazú, o primeiro tratado ambiental da América Latina e Caribe, a comissão econômica da ONU para a região, a CEPAL, pediu que todos os países assinem e ratifiquem o documento o mais rápido possível. Até o momento, 16 das 33 nações assinaram o texto, o primeiro pacto entre Estados no mundo com disposições específicas para proteger defensores de direitos humanos em temas ambientais.

Derretimento de calotas polares e de geleiras são consequências do aquecimento global e contribuem para a elevação do nível do mar. Foto: PNUD

Chefe interina da ONU Meio Ambiente pede coragem dos países para lutar por um mundo sustentável

Em carta aos Estados-membros das Nações Unidas, a chefe interina da ONU Meio Ambiente, Joyce Msuya, afirma que já passou da hora de politicagens, pois o mundo precisa transformar compromissos em ações concretas contra as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e outros desafios ambientais.

Apelo à ação foi feito às vésperas da Quarta Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), que será realizada em Nairóbi, de 11 a 15 de março. Evento reunirá chefes de Estado, ministros do Meio Ambiente, pesquisadores, ativistas e representantes do setor privado.