Arquivo da tag: Ação contra a mudança global do clima

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods13 e na página sobre o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas (nacoesunidas.org/acordodeparis).

 

Acompanhe abaixo todas as informações e esforços da ONU para combater a mudança climática e promover o desenvolvimento sustentável.

 

Integrante da tribo Tariana, na região amazônica do Brasil. Foto: Banco Mundial/Julio Pantoja

Fórum pede que governos reconheçam contribuições dos povos indígenas na luta contra mudanças climáticas

Líderes presentes no quarto Encontro Global do Fórum de Povos Indígenas, realizado em Roma, pediram nesta semana (13) que governos reconheçam as contribuições dos povos indígenas na luta contra as mudanças climáticas. Evento reuniu representantes de 30 países na sede do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

“Povos indígenas são frequentemente marginalizados, sofrem violações de seus direitos humanos e são frequentemente excluídos e prejudicados por processos de desenvolvimento”, disse Myrna Cunningham, presidente do comitê de direção do Fórum.

Comer menos carne é um dos passos para uma economia de baixo de carbono. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos

ONU: 5 meios para usar a ciência comportamental na luta contra as mudanças climáticas

Comer menos carne, voar menos de avião ou escolher energias renováveis podem acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, com menos emissões de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. Mas por que mais pessoas não estão fazendo isso?

A ciência comportamental pode ajudar a entender como pessoas processam, respondem e compartilham informações, a fim de identificar o que transforma conscientização. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Camponesa no Senegal. Foto: FAO

FAO busca US$940 mi para combater insegurança alimentar no mundo

À medida que os números globais da fome continuam a subir, impulsionados pela proliferação de conflitos e choques climáticos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) busca 940 milhões de dólares para salvar as vidas e os meios de subsistência de algumas das populações mais expostas à insegurança alimentar no mundo.

Em 2019, a FAO espera alcançar mais de 32 milhões de pessoas que dependem da agricultura para sua sobrevivência e sustento através de uma série de intervenções que visam impulsionar a produção local de alimentos e melhorar a nutrição, fortalecendo a resistência das comunidades às crises.

Betty Ndugga é uma empreendedora do distrito de Luwero, em Uganda. Foto: FAO

FAO facilita acesso de agricultores africanos à mecanização sustentável

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Rede Africana de Conservação (ACT) assinaram na quinta-feira (7) um memorando de entendimento para incentivar maior acesso dos pequenos agricultores africanos à mecanização sustentável das propriedades, como tratores e outras máquinas que podem melhorar a vida do trabalhador rural.

A parceria também procura vincular o uso de máquinas agrícolas à agricultura de conservação, que é um sistema de cultivo que promove o mínimo de perturbação do solo e o plantio de espécies vegetais complementares para melhorar a biodiversidade e os processos biológicos naturais.

Foto: Shutterstock

Assembleia Ambiental da ONU mira soluções inovadoras para futuro global

As Nações Unidas convidam governos e setores público e privado a repensar seus padrões de consumo e produção sob o tema “Pense no planeta, Viva simples”, durante a 4ª Assembleia Ambiental da ONU, que ocorre de 11 a 15 de março em Nairóbi, no Quênia.

A Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA) é o maior fórum mundial de alto nível para questões de meio ambiente. Nela, chefes de Estado, ministros do Meio Ambiente, ativistas, presidentes de multinacionais, ONGs e outros convidados se reúnem para discutir e assumir compromissos globais com a proteção ambiental.

Na Somália, plantações e gado morreram em áreas onde não há água corrente há três anos por conta de falta de chuva. Foto: PNUD/Said Isse

ONU destaca urgência de ação climática após agência meteorológica confirmar aquecimento global recorde

Na esteira de dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicando que os últimos quatro anos foram oficialmente os “quatro mais quentes já registrados”, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu ação climática urgente e aumento da ambição, antes da Cúpula sobre o Clima, marcada para setembro.

A reação aconteceu após a OMM emitir um relatório confirmando que 2015, 2016, 2017 e 2018 foram os quatro anos mais quentes registrados até hoje. A análise, com base em monitoramento realizado por cinco organizações internacionais, também mostra que a temperatura média global da superfície da Terra em 2018 foi aproximadamente 1°C acima da base pré-industrial (1850-1900).

Vila ecológica na Dinamarca será inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Imagem: Lendager Group

Arquitetos dinamarqueses vão construir vila ecológica inspirada nos objetivos globais da ONU

Ao sul de Copenhague, na Dinamarca, dois escritórios de arquitetura se uniram para criar uma vila ecológica inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Com 35 mil metros quadrados e 400 residências, o empreendimento deve começar a sair do papel ao final do ano. A ‘UN17 Village’ será o lar de 830 pessoas, incluindo idosos e crianças. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Vista aérea da Floresta Amazônica. Imagem feita próximo a Manaus. Foto: CIAT (CC)/Neil Palmer

ONU Meio Ambiente promove curso online sobre conflitos por recursos naturais

A ONU Meio Ambiente — em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Environmental Law Institute, a Universidade da Califórnia em Irvine, o Earth Institute, a Universidade de Columbia e a Universidade Duke — recebem inscrições para curso online gratuito sobre Segurança Ambiental e Sustentabilidade da Paz.

O curso de oito semanas apresenta uma introdução detalhada sobre os múltiplos papéis que os recursos naturais e o meio ambiente desempenham no surgimento, escalada, resolução e recuperação após conflitos violentos.

As atividades ocorrem de 11 de fevereiro a 21 de abril de 2019. Saiba como se inscrever.

Foto: Wikimedia (CC)/Rafael Matsunaga

ARTIGO: Riscos socioeconômicos e ambientais são ofuscados por crescimento global

Em artigo, o economista-chefe da ONU e secretário-geral adjunto para o desenvolvimento econômico, Elliott Harris, alerta que os indicadores robustos da economia global estão ofuscando crescentes desafios econômicos, sociais e ambientais, que dificultam o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

“Existem vários fatores de risco que podem interromper a atividade e provocar danos significativos às perspectivas de desenvolvimento no longo prazo. No ano passado, as disputas de política comercial se intensificaram, e as vulnerabilidades financeiras aumentaram à medida que a liquidez global se estreitou, lançando uma sombra sobre as perspectivas para 2019 e além”. Leia o artigo completo.

À direita, o Vórtice Polar fotografado pelo astronauta Scott Kelly, da Estação Espacial Internacional. Foto: Flickr (CC)/NASA

Agência da ONU alerta para janeiro de ‘extremos’ climáticos no planeta

Janeiro foi “um mês de extremos” climáticos, afirmou na sexta-feira (1º) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), com recordes de frio e calor em diferentes partes do mundo. Na América do Norte, Europa e Oriente Médio, um inverno rigoroso levou a picos de precipitação de neve, ao passo que, na América do Sul e na Austrália, os termômetros ultrapassaram os 40 °C em regiões pouco habituadas a temperaturas tão altas.

Foto: ONU Meio Ambiente

Seu celular é realmente inteligente?

Os smartphones revolucionaram nossas vidas cotidianas. Com mensagens instantâneas na ponta dos dedos, a comunicação atual é rápida, eficaz e barata. Mas o quão inteligentes são nossos telefones no que se refere ao impacto ambiental? Você sabe o que tem dentro do seu celular?

Grandes nomes da indústria tomaram medidas significativas para melhorar sua pegada ecológica, mas as preocupações ambientais, sociais e econômicas permanecem, especialmente no que se refere aos direitos humanos e à extração de metais preciosos em geral.

Ouro, prata, cobalto, estanho, tântalo, tungstênio e cobre são componentes essenciais de telefones celulares e outros aparelhos elétricos que usamos diariamente. E, sendo a mineração um dos setores de uso mais intensivo de óleos combustíveis derivados de petróleo, a extração contribui significativamente para a mudança climática.

Arte: ONU Meio Ambiente

ONU recebe inscrições para prêmio internacional Jovens Campeões da Terra

As Nações Unidas anunciaram na segunda-feira (28) que estão recebendo inscrições para o Jovens Campeões da Terra de 2019 — o principal prêmio ambiental da ONU para jovens empreendedores entre 18 e 30 anos com ideias inovadoras para o futuro do planeta.

Cada um dos sete vencedores receberá 15 mil dólares em capital semente para investir em seus projetos, 9 mil dólares para investir em comunicação e marketing, além de convites e financiamento para participar de reuniões da ONU para compartilhar suas ideias com o mundo. Saiba como se inscrever.

Lançado em 2017, o Jovens Campeões da Terra é inspirado no Campeões da Terra, que permanece como a principal premiação da ONU na área ambiental. Ao engajar jovens visionários, a ONU Meio Ambiente busca impulsionar uma nova geração de líderes enquanto eles tentam construir um mundo melhor.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (direita), fala no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ao lado do presidente do Fórum, Børge Brende, em 24 de janeiro de 2019. Foto: Fórum Econômico Mundial/Benedikt von Loebell

Resposta disfuncional a problemas comuns mostra importância do multilateralismo, diz Guterres

Os problemas do mundo estão mais e mais integrados, mas a resposta a eles é cada vez mais “fragmentada” e “disfuncional”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na quinta-feira (24), em um apelo aos governos e outros parceiros a responder às queixas da população e se comprometer com a cooperação internacional.

Em seu discurso, feito durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Guterres deu um panorama abrangente dos atuais riscos e desafios globais, enquanto também disse notar “ventos de esperança” para a potencial resolução de conflitos em República Centro-Africana, Sudão do Sul, Iêmen e Síria.

Menina de dois anos é levada por uma assistente comunitária no campo de Kutupalong-Balukhali, em Bangladesh. A região sofreu com chuvas e tempestades pesadas em 2018. Foto: UNICEF/Modola

Fenômenos climáticos extremos atingiram quase 60 milhões de pessoas no mundo em 2018

Um estudo divulgado nesta semana pelo Centro para a Pesquisa sobre a Epidemiologia dos Desastres (CRED) revela que enchentes, secas, tempestades e incêndios florestais afetaram mais de 57 milhões de pessoas em todas as partes do mundo em 2018.

Em resposta à descoberta, o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) pediu na quinta-feira (24) que países adotem políticas para melhor gerenciar os desafios trazidos por fenômenos climáticos extremos.

Aterro sanitário em Danbury, Connecticut. Foto: ONU/Evan Schneider

Economia circular pode ajudar países a combater mudanças climáticas, diz relatório

Um relatório da Circle Economy, grupo apoiado pela ONU Meio Ambiente, aponta que apenas 9% da economia global é circular, o que significa que o planeta reutiliza menos de 10% das 92,8 bilhões de toneladas de minerais, combustíveis fósseis, metais e biomassa usados todos os anos em processos produtivos.

Divulgado na terça-feira (22) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o documento destaca o potencial do reaproveitamento e da reciclagem para combater as mudanças climáticas e cumprir o Acordo de Paris.

Locais de trabalho mais saudáveis e seguros podem prevenir ao menos 1,2 milhão de mortes todos os anos, de acordo com estudo da OMS realizado em 2018. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Comissão da OIT pede que saúde seja mais valorizada no ambiente de trabalho

A Comissão Global da Organização Internacional de Saúde (OIT) sobre o Futuro do Trabalho pediu mudanças fundamentais nas formas de se trabalhar em meio a uma nova onda de globalização, rápido desenvolvimento tecnológico, transição demográfica e mudança climática, segundo relatório publicado na terça-feira (22).

Segundo a comissão, essas mudanças exigem que a saúde seja mais valorizada nos ambientes de trabalho. Todas e todos têm direito à saúde, que é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um estado de completo bem-estar físico e mental e não apenas a mera ausência de doenças. Os trabalhadores também têm o direito aos cuidados de saúde o mais próximo possível dos locais onde vivem e trabalham.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa. Foto: ONU

Presidente da Assembleia Geral cita fortalecer multilateralismo e revitalizar ONU como prioridades

Revitalizar as Nações Unidas para “fortalecer uma ordem mundial multilateral com base em regras” lidera uma lista de prioridades que a presidente da Assembleia Geral expôs a Estados-membros da ONU nesta terça-feira (22).

Convencida de que “revitalizar a ONU e avançar o multilateralismo andam lado a lado”, a presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que está se comunicando com líderes mundiais em Nova Iorque e no exterior “para promover este objetivo”.

Vista aérea da floresta amazônica, próximo a Manaus. Foto: Flickr (CC)/CIAT/Neil Palmer

ARTIGO: Por que um planeta saudável e uma economia saudável andam de mãos dadas

Em artigo, a chefe da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, Cristiana Pasca Palmer, ressalta que os ecossistemas naturais oferecem serviços de importante valor para a humanidade, como a polinização feita pelos insetos e animais, associada a mais 75% dos cultivos alimentares do mundo.

Florestas, como a Amazônia, também desempenham um papel crítico na preservação do equilíbrio climático e na absorção de gás carbônico, afirma a dirigente.

Mulheres e homens de uma comunidade local, no Lesoto, participam de consultas para os planos de desenvolvimento locais contra os impactos da ação climática e insegurança alimentar. Foto: FAO (arquivo).

Guterres detalha as cinco prioridades das Nações Unidas em 2019

Mesmo diante de “ventos contrários”, as Nações Unidas “fizeram uma diferença real” em 2018 e precisarão fazer ainda mais em 2019, conforme o planeta enfrenta “um mundo de problemas”, segundo mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgada na quarta-feira (16), que citou cinco prioridades para o ano.

Entre os sucessos do ano passado, ele citou progresso em direção à paz no Iêmen, na Península Coreana e no Sudão do Sul; e entre as ex-inimigas Etiópia e Eritreia.

Ele também destacou o “resultado bem-sucedido” da conferência da ONU sobre o clima em dezembro na Polônia, na qual houve consenso geral sobre como implementar o Acordo de Paris para o clima, de 2015.

Documentário produzido com apoio da auditoria e consultoria Deloitte e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas mostra experiências de cidades do mundo todo no uso da tecnologia e da inovação para a promoção do desenvolvimento sustentável. Foto: Reprodução

Documentário mostra uso de tecnologia e inovação para superar desafios das cidades

Documentário produzido com apoio da auditoria e consultoria Deloitte e da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas mostra experiências de cidades do mundo todo no uso da tecnologia e da inovação para a promoção do desenvolvimento sustentável.

O filme aponta que a tendência do século 21 é enxergar os centros urbanos não apenas como meros espaços eficientes de circulação de pessoas e mercadorias, mas também como ambientes de enriquecimento cultural — onde as atividades humanas são integradas aos pilares do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida.

Cerimônia de transferência da presidência do G77 do Egito para a Palestina. Foto: ONU/Manuel Elias

Palestina assume presidência de grupo de países em desenvolvimento

Reconhecendo um “longo caminho à frente” para a ambiciosa agenda das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, deu boas-vindas na terça-feira (15) à “histórica liderança do Estado da Palestina” na presidência do Grupo dos 77 (G77) de países em desenvolvimento.

“A Palestina e seus cidadãos vivenciaram em primeira mão alguns dos problemas globais mais desafiadores e dramáticos que enfrentamos”, disse Guterres em discurso na cerimônia anual para entrega da presidência rotativa do G77.

“O Grupo dos 77 e a China demonstraram forte liderança ao longo de 2018 e provaram mais uma vez serem uma força central na demonstração de que multilateralismo é a única maneira de responder aos nossos desafios compartilhados”, afirmou Guterres.

Legumes e frutas frescos num mercado em Skopje, na Antiga República Iugoslava da Macedônia. Foto: FAO/Robert Atanasovski

Chefe da FAO pede mudanças profundas nos sistemas de alimentação para garantir dietas saudáveis

A fome, a obesidade e outras formas de má nutrição seguirão em aumento se não houver uma mudança profunda nos sistemas alimentares, afirmou nesta terça-feira (15) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Segundo o último relatório da FAO, a fome afetou 821 milhões de pessoas em 2017 em todo o mundo e a proporção da obesidade em adultos chegou a 13,3% em 2016 — o equivalente a 672 milhões de pessoas.

O chefe do setor de água doce, terra e clima da ONU Meio Ambiente, Tim Christopherson, visitou vários locais na região chinesa para entender melhor a restauração ecológica em larga escala. Foto: Xiaoqiong Li

ONU Meio Ambiente destaca avanços da China na restauração ecológica de larga escala

Na década de 1980, a região montanhosa de Qianyanzhou, na província de Jiangxi, sul da China, enfrentou uma severa erosão do solo devido ao desmatamento e a práticas agrícolas insustentáveis. O solo vermelho fértil estava desaparecendo, o que fez com que os rendimentos das colheitas caíssem.

Mas uma mudança notável ocorreu nos últimos 30 anos graças a um plano de uso da terra apoiado pelo governo chinês que reflorestou montanhas superiores, plantou pomares cítricos em declives moderados e arrozais nos fundos dos vales. Em poucos anos, esse mosaico de uso sustentável da terra passou a gerar rendas mais altas.

As florestas são uma importante e necessária frente de ação na luta global contra as mudanças climáticas catastróficas, graças à sua incomparável capacidade de absorver e armazenar carbono. As florestas capturam dióxido de carbono a uma taxa equivalente a cerca de um terço da quantidade liberada anualmente pela queima de combustíveis fósseis. Parar o desmatamento e restaurar as florestas danificadas, portanto, poderia fornecer até 30% da solução climática. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Ilha de Mana, em Fiji. Foto: Flickr (CC)/Phil Gibbs

Fiji tem que agir para proteger direitos humanos de riscos ambientais, diz relator da ONU

Após visita a Fiji em dezembro último, o especialista em direitos humanos da ONU, David Boyd, elogiou a liderança global do arquipélago em questões climáticas, mas cobrou que o governo traduza compromissos ambientais em ações concretas no nível nacional. O relator alertou para problemas no país, como a falta de planejamento urbano, a frágil gestão de resíduos e a degradação de ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/Mark Garten

Em mensagem de Ano Novo, chefe da ONU alerta para perigos das mudanças climáticas e dos conflitos armados

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

A Administração Postal das Nações Unidas emitiu em 1968 um selo para comemorar o "Ano Internacional dos Direitos Humanos" e o aniversário de 20 anos da Declaração Universal. Em cerimônia de lançamento, o então secretário-geral da ONU, U Thant (esquerda), cumprimenta o designer do selo, Robert Perrot. Eles estavam acompanhados de Kamil Tooni, chefe de serviços gerais da ONU na época. Foto: ONU/Yutaka Nagata

Artigo 28: Direito a um mundo livre e justo

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 28: Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Urso polar. Foto: Flickr (CC)/Angell Williams

Iniciativa na ONU convoca líderes políticos e cidadãos a combater mudanças climáticas

A Conferência da ONU sobre Mudança do Clima desse ano, a COP24, já acabou, mas a luta contra o aquecimento global continua.

Governos, sociedade civil, setor privado, líderes religiosos e cidadãos de todo o planeta estão convocados pelo Talanoa Call for Action (Chamado de Talanoa à Ação) a fazer a sua parte para reduzir emissões de gases do efeito estufa.

O apelo pede que chefes de Estado e Governo mantenham a ação contra as mudanças do clima no topo de sua agenda política.

Enfiar o pé no plástico pode ter consequências tóxicas e duradouras para o planeta. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU alerta para ‘ressaca’ de plástico descartável no Natal e Ano Novo

Nós todos já passamos por isso. Largados no sofá, lamentando aqueles chocolates a mais, estufados e sentindo um leve enjoo. Mas nós demos duro, trabalhamos tanto ao longo de todo o ano. A gente merece relaxar nas festas de fim de ano, não é? Em janeiro, a gente volta para a academia, volta para a dieta, volta para uma vida regrada. Não vai fazer mal.

Mas se a sua ressaca do Natal e Ano Novo tiver envolvido muito consumo de plástico, lamentamos informar que vai demorar bem mais do que uma corridinha no dia 1º de janeiro para se livrar do problema.

Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

FAO identifica razões de principais fluxos migratórios de América Latina e Caribe

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da Justiça, bem como os efeitos da mudança climática.

O fenômeno migratório é particularmente intenso e complexo no México e nos países do Triângulo Norte das Américas: El Salvador, Guatemala e Honduras. Dos quase 30 milhões de migrantes internacionais latino-americanos, quase 15 milhões são desses países, dos quais 11 milhões vêm do México.

Plenária de abertura da COP 24 em Katowice, na Polônia. Foto: UNFCCC

Países chegam a consenso na implementação do Acordo de Paris para o clima

Depois de duas semanas de negociações, as quase 200 pessoas reunidas em Katowice, na Polônia, para a conferência da ONU sobre mudança climática (COP 24) adotaram no sábado (15) um conjunto “robusto” de diretrizes de implementação do Acordo de Paris, visando manter o aquecimento global bem abaixo de 2°C comparado aos níveis pré-industriais.

O pacote de diretrizes adotado, chamado de “livro de regras” por alguns, é projetado para incentivar uma maior ambição pela ação climática e beneficiar pessoas de todas as classes sociais, especialmente as mais vulneráveis.