Ação contra a mudança global do clima

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods13 e na página sobre o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas (nacoesunidas.org/acordodeparis).

 

Acompanhe abaixo todas as informações e esforços da ONU para combater a mudança climática e promover o desenvolvimento sustentável.

 

Vigília na sede da OEA, em Washington, nos Estados Unidos, pela ativista ambiental e líder indígena hondurenha Berta Cáceres, assassinada em 2016. Foto: CIDH/Daniel Cima

Tratado latino-americano sobre meio ambiente abordará proteção de defensores dos direitos humanos

Representantes dos países latino-americanos e caribenhos reunidos na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, concordaram na semana passada em contemplar a proteção das pessoas que lutam pela defesa dos direitos humanos em temas ambientais no futuro acordo regional sobre acesso à informação, à participação pública e à Justiça em assuntos ambientais. O tratado é conhecido como Princípio 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

O serviço de compartilhamento de bicicletas Mobike foi um dos vencedores. Foto: Mobike

Presidente chilena e startup de bicicletas estão entre vencedores de prêmio ambiental da ONU

Seis líderes e projetos globais receberam nesta terça-feira (5) o principal prêmio ambiental das Nações Unidas, o Campeões da Terra, por suas ações com impacto positivo no meio ambiente. A homenagem foi feita durante a Assembleia Ambiental da ONU que ocorre em Nairóbi, no Quênia, nesta semana.

Os premiados deste ano foram a presidente chilena, Michelle Bachelet; o cientista da NASA Paul A. Newman; o diretor de cinema norte-americano Jeff Orlowski; a startup de compartilhamento de bicicletas Mobike; o presidente da empresa de energia limpa chinesa Elion Resources Group, Wang Wenbiao; e a comunidade de reflorestamento chinesa Saihanba. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Oficina em manejo de açaizais de várzea promovida pelo projeto Bem Diverso em Afuá, Ilha do Marajó (PA). Foto: Projeto Bem Diverso.

PNUD e parceiros promovem em Brasília evento sobre uso sustentável da biodiversidade

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e parceiros realizam a partir desta terça-feira (5) em Brasília (DF) evento para discutir conservação ambiental, boas práticas de extrativismo sustentável de plantas e a influência da biodiversidade na gastronomia.

O Encontro Anual do Projeto Bem Diverso ocorre até quinta-feira (7) e reunirá populações tradicionais e especialistas para a troca de conhecimentos, experiências e informações. O projeto é resultado de uma parceria entre Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), PNUD e Fundo Global de Meio Ambiente (GEF).

Degradação do meio ambiente e poluição estão associadas a um número cada vez maior de problemas de saúde, segundo a ONU Meio Ambiente. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

ONU inicia assembleia ambiental em Nairóbi com foco no combate à poluição

Mais de 2 mil chefes de Estado, ministros, líderes empresariais, oficiais da ONU e representantes da sociedade civil reúnem-se a partir desta segunda-feira (4) na terceira Assembleia da ONU para o Meio Ambiente em Nairóbi, no Quênia, para enfrentar a ameaça mundial da poluição.

A assembleia ocorre até quarta-feira (6) na sede da ONU Meio Ambiente em Nairóbi. Como órgão máximo de tomada de decisões ambientais, a assembleia reúne governos, empresários, ativistas e outros para compartilhar ideias e se comprometer com ações.

Cidade de Codrington em Barbuda, durante a visita do secretário-geral da ONU, em outubro de 2017, para avaliar os danos causados pelos furacões Irma e Maria. Foto: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU pede mais recursos para adaptação de países do Caribe às mudanças climáticas

‘Durante minha visita a Dominica, Antígua e Barbuda, testemunhei um nível de devastação que eu nunca tinha visto na minha vida’, afirmou o chefe das Nações Unidas, António Guterres, ao final de novembro em conferência sobre a devastação deixada pelos furações Irma e Maria no Caribe. O secretário-geral das Nações Unidas alertou que, apenas nessas três ilhas, os danos foram estimados em 1,1 bilhão de dólares, e as perdas econômicas em 400 milhões.

Seminário discutirá a importância dos jardins botânicos, papel dos setores público e privado, soluções locais e interface entre ciência e tecnologia. Foto: Instituto Inhotim.

PNUD e Inhotim debatem atitudes individuais para combater mudanças climáticas

Trazer o problema das mudanças climáticas para mais perto do cidadão comum. É o que defende o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em seminário realizado do dia 29 até esta sexta-feira (1º), no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, o organismo internacional lembrou que todo indivíduo tem um papel a desempenhar no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as metas globais da ONU.

“Molhando o Futuro”, de Paulo Sergio Cardoso, esteve entre as 25 fotos premiadas pelo concurso.

Concurso da ONU no Uzbequistão seleciona fotografias brasileiras

Fotógrafos amadores e profissionais de todo o mundo enviaram nos últimos meses seus trabalhos para o Concurso Internacional de Fotografia – Ozônio e Clima, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Uzbequistão.

Com as categorias “Mudança Climática nos Meus Olhos” e “Camada de Ozônio e Eu”, a competição teve como temática a mudança global do clima e a proteção da Camada de Ozônio. Entre os trabalhos selecionados, estão duas fotografias brasileiras, que integram o acervo de exposição do projeto.

O Nepal é um dos países mais atingidos pelas mudanças climáticas. Os agricultores são os mais afetados, levando mais pessoas a migrar. No sul do país, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apoia cerca de 3 mil agricultoras e agricultores por meio de 120 escolas agrícolas, para que as famílias possam ser reunidas e os agricultores possam continuar a viver de suas terras. Confira neste vídeo

No Nepal, FAO apoio milhares de agricultores a se adaptar às mudanças climáticas

O Nepal é um dos países mais atingidos pelas mudanças climáticas. Os agricultores são os mais afetados, levando mais pessoas a migrar. No sul do país, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apoia cerca de 3 mil agricultoras e agricultores por meio de 120 escolas agrícolas, para que as famílias possam ser reunidas e os agricultores possam continuar a viver de suas terras. Confira neste vídeo.

Agricultores familiares de Minas Gerais.Foto: Imprensa MG/Carlos Alberto

Agricultura entra na pauta dos debates da ONU sobre mudanças climáticas

A 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP23, entrará para a história das negociações sobre como combater o aquecimento global. Pela primeira vez, a agricultura foi formalmente reconhecida como atividade emissora de gases do efeito estufa e incluída nos debates sobre a implementação do Acordo de Paris. A ampliação das discussões foi elogiada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), que defendeu a adoção de modelos sustentáveis de produção pelo setor agrícola.

Foto: ONU/Paulo Filgueiras

ONU oferece curso online gratuito sobre regime jurídico internacional de mudança climática

ONU Meio Ambiente e Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR) abriram inscrições para um curso totalmente gratuito de 3 horas sobre regime jurídico internacional de mudança climática. O conteúdo do curso detalha os mecanismos estabelecidos pela Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e as principais providências e compromissos assumidos no Protocolo de Quito e no Acordo de Paris; saiba aqui como se inscrever.

ONU Meio Ambiente decidiu somar esforços a iniciativa global contra a violência de gênero. Foto: PEXELS

ONU Meio Ambiente se une a campanha pelo fim da violência contra mulheres

Para lembrar o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, em 25 de novembro, a ONU Meio Ambiente lança a iniciativa digital “Mulheres Que Inspiram”. Estratégia de conscientização nas redes sociais convoca todos os setores da sociedade a acabar com a violência de gênero.

Com o projeto, o organismo internacional se soma aos esforços da campanha global “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, coordenada pela ONU Mulheres no âmbito da campanha do secretário-geral das Nações Unidas UNA-SE.

Jovens que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Bonn, na Alemanha. Foto: UNFCCC

Conferência da ONU é encerrada com ‘urgência renovada’ contra mudanças climáticas

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23) foi encerrada com as delegações expressando um “renovado senso de urgência” e uma “maior ambição” para combater as mudanças climáticas.

Os participantes debateram como manter o ritmo dois anos após a adoção do Acordo de Paris no contexto do recente anúncio pelo governo dos Estados Unidos de se retirar do tratado; Brasil se ofereceu para sediar a COP25 em 2019.

Poluição do ar causada por usina de carvão em Kosovo. Foto: Banco Mundial/Lundrim Aliu

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera atinge novos recordes em 2016, alerta ONU

A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou em “velocidade recorde” para novos níveis em 2016, de acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado no fim de outubro (30).

“Nunca vimos um crescimento tão grande em um ano como visto em 2016 na concentração de dióxido de carbono”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, completando ser o momento de os governos cumprirem as promessas feitas no Acordo de Paris para o clima e tomar medidas de combate ao aquecimento global.

Os moradores da antiga vila de Vunidogoloa foram obrigados a se deslocar devido ao risco de inundações e erosão costeira. Foto: Nansen Initiative, via UNOCHA

ONU alerta para aumento do deslocamento forçado provocado por mudança climática

À medida que o número de pessoas deslocadas em todo o mundo devido a eventos relacionados ao clima continua a crescer, as Nações Unidas e seus parceiros estão focados em abordagens regionais para responder à questão dos “refugiados do clima”.

A média anual de deslocados por mudanças climáticas entre 2008 e 2016 chegou a 25,3 milhões, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Norueguês de Refugiados. Os cinco países que têm a maior proporção de sua população afetada pelos deslocamentos são todos Estados insulares: Cuba, Fiji, Filipinas, Tonga e Sri Lanka.

Alicia Bárcena e Noam Chomsky. Foto: CEPAL

CEPAL cita necessidade de novo modelo de desenvolvimento em fórum com Noam Chomsky

A América Latina e o Caribe precisam avançar rumo a um novo paradigma de desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade ambiental como motor do crescimento. O atual modelo, o capitalismo, não funciona.

As declarações foram feitas na quarta-feira (15) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, durante fórum realizado na Cidade do México ao lado de personalidades como o linguista e filósofo Noam Chomsky.

Agricultores no Níger. Foto: FIDA/David Rose

Alemanha doará € 20 mi para ajudar agricultores familiares a enfrentar mudanças climáticas

Em meios às atividades 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23), em Bonn, o governo da Alemanha anunciou na quarta-feira (15) que doará 20 milhões de euros para o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Montante será investido pela agência da ONU em projetos para ajudar agricultores familiares de países em desenvolvimento a se adaptar às transformações do clima.

Seca no semiárido brasileiro. Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Publicação destaca importância da Cooperação Sul-Sul para cumprimento do Acordo de Paris

Publicação apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançada em Bonn, na Alemanha, durante a Conferência do Clima (COP23) dá um panorama sobre a multiplicidade de iniciativas relacionadas com a Cooperação Sul-Sul na área de mudança do clima, realizadas por países em desenvolvimento e organismos internacionais, com o apoio das Nações Unidas.

O documento destaca que países em desenvolvimento podem se beneficiar de parcerias que combatem os efeitos adversos da mudança do clima e colaboram com o alcance da Agenda 2030.

Uso indiscriminado de antibióticos na pecuária pode favorecer desenvolvimento de resistência de bactérias e micróbios a medicamentos. Foto: Departamento dos Estados Unidos para Agricultura / Ryan Thompson

FAO: produção agrícola responde por pelo menos 20% das emissões de gases do efeito estufa

Em pronunciamento na 23ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP23, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, alertou que as transformações do clima poderão arrastar milhões de pessoas para um ciclo vicioso de pobreza e má nutrição. Dirigente cobrou adoção de padrões mais sustentáveis na produção agrícola.

Guterres em discurso na COP23. Foto: Reprodução de vídeo

Chefe da ONU pede mais ambição, liderança e parceria na ação pelo clima

Em discurso na conferência climática da ONU (COP23) que ocorre em Bonn, na Alemanha, nesta quarta-feira (15), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu mais ambição, liderança e parcerias para combater as mudanças climáticas.

“Nosso dever — em relação a cada um de nós e às futuras gerações — é aumentar a ambição”, disse Guterres na abertura do evento de alto-nível da COP23, que tem a participação de chefes de Estado e de governo, incluindo a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Menino de sete anos observa destruição promovida pelo furacão Irma na República Dominicana. Foto: UNICEF

ARTIGO: Gênero, gestão de desastres e mudança

Em artigo, a coordenadora para o Caribe do programa de preparação para desastres do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirma que mulheres, meninos e meninas são 14 vezes mais propensos que os homens a morrer durante um desastre.

Por isso, é vital levar em conta a diferença de impacto em homens e mulheres, e o mesmo vale para grupos vulneráveis, como crianças, jovens ou idosos que tendem a ser desproporcionalmente afetados, completou a especialista. Leia o artigo completo.

Vanuatu, no Pacífico. Foto: Vanuatu Helicopters/Andy Martin

Líderes do Pacífico pedem à comunidade internacional que restrinja o aquecimento global a 1,5º C

Para os representantes de nove nações insulares, o restante do mundo precisa aumentar a ambição dos compromissos firmados no âmbito do Acordo de Paris e limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC até 2100. A meta já consta no tratado internacional, mas um levantamento recente revelou que os compromissos voluntários de cada Estado-parte não seriam suficientes para bater o objetivo — ao contrário, promessas são insuficientes e, caso não sejam aprimoradas, abririam margem para uma elevação de 3ºC na temperatura média global.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto ONU/ Rick Bajornas

Número recorde de agências da ONU atingiu neutralidade climática em 2016

Um número recorde de entidades das Nações Unidas, ou 39 no total, alcançou a neutralidade climática em 2016, segundo relatório da ONU Meio Ambiente publicado no início de novembro (2). O documento anual também cita uma retomada da reciclagem em todo o Sistema ONU.

Das 67 entidades que forneceram informações, 39 compensaram todas as suas emissões de gases de efeito estufa reportadas, o que as tornou neutras para o clima, e outras quatro fizeram uma compensação parcial. Com esses resultados, a proporção de compensações das emissões de gases de efeito estufa informadas pela ONU foi de 37% em 2016.

Vista aérea da Amazônia. Foto: Flickr/CIAT/ Neil Palmer (cc)

Especialistas reúnem-se em Brasília para discutir agricultura de baixo carbono na região amazônica

Especialistas e técnicos da área ambiental reuniram-se em Brasília (DF) na sexta-feira (10) para um seminário que discutiu balanços e perspectivas de projeto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e parceiros que dissemina práticas de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na região amazônica.

O “Seminário PRADAM: balanços e perspectivas” discutiu iniciativa desenvolvida pela FAO em parceria com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Ministério da Agricultura e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Ao todo, mais de 1,6 mil produtores rurais e técnicos em assistência já participaram das atividades desenvolvidas pelo Projeto de Recuperação das Áreas Degradadas da Amazônia (PRADAM).

Guia foi lançado em Bonn, na Alemanha, por Ministério do Meio Ambiente e PNUD. Foto: Guilherme Larsen/PNUD Brasil.

Governo brasileiro e PNUD lançam na Alemanha publicação sobre créditos de carbono

Representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram nesta semana em Bonn, na Alemanha, o Guia sobre Mecanismos Voluntários de Compensação Individual de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

A publicação é resultado de um esforço conjunto entre as instituições para incentivar organizações e indivíduos a promover o mecanismo de cancelamento voluntário das emissões de gases de efeito estufa, por meio de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), também chamadas de “créditos de carbono”.

Segundo os especialistas, a mudança do clima precisa entrar nas discussões gerenciais das empresas para que bancos e investidores possam direcionar seus recursos de forma sustentável Foto: FIESP

Debate em SP discute papel do mercado financeiro no combate às mudanças climáticas

Os mercados financeiros vêm incorporando cada vez mais elementos socioambientais em seus índices, o que, consequentemente, influencia na escolha de projetos para investimento. Por esse motivo, empresas precisam monitorar, relatar e mitigar a emissão de carbono que geram em suas atividades.

Este foi um dos principais pontos debatidos no 4° Workshop “Diálogos de Financiamento Climático”, promovido pelo Grupo de Trabalho de Energia e Clima da Rede Brasil do Pacto Global no fim de outubro (17) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), na capital paulista.

Ar-condicionado regularizado traz economia de energia elétrica e maior conforto para os usuários. Foto: Flickr /Jan Tik

Projeto do PNUD promove maior eficiência energética em edifícios brasileiros

Resultados de estudos sobre eficiência energética em edificações, promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foram apresentados no fim de outubro a cerca de 30 síndicos reunidos no Rio de Janeiro.

A iniciativa foi realizada no âmbito do Protocolo de Montreal, um tratado internacional para proteger a Camada de Ozônio. “Percebemos que, com a implementação dos resultados obtidos no estudo, temos maior eficiência energética e deixamos o edifício mais atrativo para o mercado, nos preocupando também com a questão da sustentabilidade”, disse um dos síndicos presentes no evento.

Seminário no Rio discutiu acúmulo de lixo nos mares e oceanos. Foto: EBC

No Rio, especialistas buscam soluções para problema sistêmico do lixo nos oceanos

A responsabilidade sobre as toneladas de lixo jogadas todos os anos nos oceanos do mundo é compartilhada. Trata-se de um problema sistêmico cuja solução poderá vir da ação de empresas e do poder público, mas também de indivíduos e da sociedade civil. A conclusão é de especialistas que participaram de seminário esta semana no Rio de Janeiro sobre o tema.

Organizado pela ONU Meio Ambiente e parceiros, o I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar foi concluído nesta quarta-feira (8) após debates, compartilhamento de dados e detalhamento de práticas bem-sucedidas.

Todd Cort ressaltou o potencial da sustentabilidade para investimentos, uma vez que o mercado exigirá num futuro próximo que as empresas calculem, por exemplo, o risco climático de suas operações Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Luísa Monteiro

Mercado exigirá que empresas calculem risco climático, diz especialista da Universidade de Yale

As pessoas que falam de sustentabilidade não são as mesmas que falam de finanças. Foi assim que Todd Cort, professor da Escola de Administração de Yale, nos Estados Unidos, resumiu o desafio que a sustentabilidade corporativa encontra na tradução de seus valores aos investidores financeiros, durante palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, no fim de outubro (19).

De acordo com o especialista, os últimos relatórios da força-tarefa global para encorajar empresários a divulgar voluntariamente dados sobre riscos ambientais apontam que, no futuro próximo, o mercado exigirá que as empresas calculem o risco climático. O relato é da Rede Brasil do Pacto Global.

Dohuk, Iraque. Foto: OCHA/Gwen McClure

ONU: 2017 deve ser um dos três anos mais quentes já registrados

É muito provável que 2017 seja um dos três anos mais quentes já registrados, com diversos episódios de efeitos devastadores, como furacões e inundações, ondas de calor e secas. A conclusão é da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As temperaturas de 2016 e, em certa medida, de 2015, foram mais altas devido ao fenômeno do El Niño excepcionalmente intenso. O ano de 2017 vai ser o mais quente jamais registrado sem a influência desse fenômeno.

Família colombiana vivendo em região suscetível a enchentes. Foto: Banco Mundial / Scott Wallace

ONU estuda deslocamentos provocados por eventos climáticos extremos na América do Sul

Estudo da Organização Internacional para as Migrações (OIM) concluiu que em cinco comunidades estudadas de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Equador houve movimentos migratórios de tipo permanente e/ou transitório devido à intensificação de eventos extremos provocados pela mudança climática.

A América do Sul é considerada uma das regiões mais vulneráveis aos efeitos das transformações do clima devido à sua biodiversidade, ao rápido desenvolvimento urbano e às desigualdades de renda.

Foto: ONU

Conferência da ONU na Alemanha discute implementação do Acordo de Paris para o clima

Até 17 de novembro, negociadores de diversos países se reúnem em Bonn, na Alemanha, para a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP23) com o objetivo de discutir a implementação do Acordo de Paris e as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) para limitar o aumento da temperatura global do planeta.

Na programação, eventos paralelos mobilizarão representantes da sociedade civil e do setor privado, da academia e de organismos internacionais, para discutir políticas de desenvolvimento sustentável, com base no combate à mudança global do clima. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas participem da conferência, ao longo dos 12 dias de evento.

O derretimento das geleiras é uma das grandes preocupações das mudanças climáticas, aumentando o nível dos oceanos e ameaçando provocar o desaparecimento de regiões litorâneas e pequenas ilhas. Foto: Wikicommons/NASA Goddard Space Flight Center (cc)

Atuais compromissos para Acordo de Paris não manterão aquecimento global abaixo dos 2ºC

As metas de cada país junto ao Acordo de Paris reduzirão em apenas um terço do necessário o volume de emissões de gases do efeito estufa. Com a implementação dos atuais compromissos nacionais, a temperatura da Terra provavelmente aumentará em pelo menos 3ºC até 2100 — bem acima do objetivo do Acordo, que visa manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC até o fim do século. É o que revela uma nova pesquisa da ONU Meio Ambiente, divulgada nesta terça-feira (31). Agência das Nações Unidas pediu revisão das metas.

Evento na Casa da ONU em Brasília discutiu impactos das mudanças do clima para o desenvolvimento dos países. Foto: FAO/L. Dematteis

Mudança do clima afeta diretamente o desenvolvimento dos países, diz ONU no Brasil

A mudança do clima afeta diretamente a capacidade de desenvolvimento dos países, alertou na quinta-feira (26) o coordenador-residente interino da ONU no Brasil, Didier Trebucq, durante seminário em Brasília (DF) sobre o tema.

“Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano à pobreza e estão diretamente ligados à mudança do clima”, disse Trebucq, durante o evento realizado pelo Sistema ONU no Brasil com apoio de Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Protocolo de Montreal quer eliminar produção e consumo de HCFCs no mundo até 2040. Foto: Flickr / Observatório da Terra da Nasa (CC)

Brasil é um dos maiores beneficiados pelo Protocolo de Montreal, afirma especialista

O Brasil é um dos países que mais recebe incidência de radiação solar do mundo, por conta de suas dimensões continentais e por ter seu território quase inteiramente localizado entre o Equador e trópico, afirmou a doutora em geofísica espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Damaris Kirsch Pinheiro.

Nesse contexto, o país aparece como um dos principais beneficiados do Protocolo de Montreal, tratado internacional em que os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias responsáveis pela destruição da Camada de Ozônio. O relato é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Seminário abordará os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Imagem: PNUD

Seminário discute mudança do clima, erradicação da pobreza e desenvolvimento humano

A mudança do clima, caso não seja controlada, reverterá os ganhos de desenvolvimento alcançados nas últimas décadas e tornará impossível a obtenção de ganhos adicionais. Esta será a base de discussão do Seminário “Diálogo Estratégico sobre Mudança do Clima, Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Humano”, na Casa da ONU, em Brasília, que ocorre nesta quinta-feira (26), das 14h às 18h. O evento será transmitido ao vivo pela Internet.

O seminário é uma iniciativa do Sistema ONU no Brasil, organizado pela Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Meio Ambiente e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).