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O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods13 e na página sobre o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas (nacoesunidas.org/acordodeparis).

 

Acompanhe abaixo todas as informações e esforços da ONU para combater a mudança climática e promover o desenvolvimento sustentável.

 

Por que chegar a um acordo sobre ação climática na COP 24 é tão complexo?

Desde terça-feira (11), cerca de 100 ministros iniciaram negociações durante conferência das Nações Unidas na Polônia para um acordo final para impulsionar ações climáticas.

O objetivo é chegar a um plano concreto para implementar o histórico acordo climático de Paris, de 2015, até metade do século. As apostas são altas, com diversos pontos diferentes de pressão.

“Não podemos fracassar em Katowice”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na cerimônia de abertura, em 3 de dezembro. Um sentimento ecoado pelo presidente da COP 24, Michał Kurtyka, que disse: “sem sucesso em Katowice, não há sucesso em Paris”.

Território do Sergipe é altamente suscetível à desertificação, devido a questões climáticas e ao uso indevido dos solos. Foto: PNUD Brasil / Tiago Zenero

Ministros do Mercosul se comprometem a priorizar saúde em adaptação às mudanças climáticas

Ministros da Saúde do Mercosul e de Estados associados assinaram no fim de novembro (23) uma declaração para colocar a saúde à frente e no centro dos planos nacionais de adaptação às mudanças climáticas.

Essa medida tem o objetivo de assegurar que os sistemas de saúde se tornem resilientes a essas mudanças e que a prevenção e a promoção da saúde estejam totalmente integradas aos serviços de informação sobre temas climáticos, de acordo com as recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A mudança climática foi considerada como “a maior ameaça mundial à saúde do século 21”. De fato, o clima pode afetar a saúde de várias formas, inclusive por condições meteorológicas extremas e desastres, ondas de calor, contaminação de alimentos e água e aumento de doenças transmitidas por vetores.

Torre Eiffel se ilumina de verde para comemorar a entrada em vigor do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. Foto registrada em novembro de 2016. Foto: Prefeitura de Paris/ Jean-Baptiste Gurliat

ONU defende cooperação da América Latina com França e Europa para promover desenvolvimento sustentável

Em conferência em Paris, o secretário-executivo adjunto da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Mario Cimoli, defendeu a cooperação da região com a França e a Europa como forma de promover desenvolvimento sustentável com igualdade. Dirigente alertou na quinta-feira (6) que o atual paradigma de crescimento das economias está fundamentado na maior falha de mercado da humanidade — as mudanças climáticas.

Carro autônomo e elétrico exibido no Pavilhão do Reino Unido na COP24. Foto: ONU/Yasmina Guerda

Transporte sustentável é destaque na conferência do clima da ONU

O setor de transporte responde por 25% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Por ano, essa atividade humana produz 8 gigatoneladas de substâncias que contribuem para o aquecimento global. O valor é 70 vezes mais alto do que há 30 anos. Para mudar esse cenário, especialistas discutem soluções sustentáveis de mobilidade na Conferência do Clima da ONU em Katowice, na Polônia, a COP24.

A mudança climática é real e está acontecendo em todo o mundo. Mas você pode ajudar!

OMS: benefícios para saúde superam custos do combate à mudança climática

Atingir as metas do Acordo de Paris para o clima poderia salvar cerca de 1 milhão de vidas por ano no mundo até 2050 com a redução da poluição do ar. As últimas estimativas dos principais especialistas também indicam que o valor dos ganhos em saúde decorrentes da ação climática seria aproximadamente o dobro do custo das políticas de mitigação em nível global, e que a relação custo-benefício é ainda maior em países como China e Índia.

Um relatório da OMS lançado nesta quarta-feira (5) na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP24) em Katowice, na Polônia, destaca por que as considerações de saúde são essenciais para o avanço da ação climática e delineia as principais recomendações aos formuladores de políticas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala na sessão de abertura da COP 24 em Katowice, na Polônia. Foto: UNFCCC

Na cúpula do clima, chefe da ONU pede mais investimento inteligente no futuro do planeta

Durante a abertura da conferência sobre mudança climática COP 24, que ocorre em Katowice, na Polônia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (3) para mais de 150 líderes mundiais que “nós estamos em apuros”, e pediu foco em intensificar as ações climáticas, seguindo um plano sólido, com mais financiamento e investimento inteligente no futuro do planeta.

Na capital francesa, há três anos, países concordaram coletivamente em manter o aumento da temperatura global em até 2°C acima dos níveis pré-industriais, e, se possível, limitá-los a 1,5°C. Agora, na Polônia, eles precisam concordar sobre formas de alcançar esse objetivo comum. “Não podemos falhar em Katowice”, disse Guterres.

Plenária de abertura da COP 24 em Katowice, na Polônia. Foto: UNFCCC

Conferência da ONU sobre clima começa na Polônia com foco em neutralidade de carbono

A COP 24, conferência de duas semanas da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), começou no domingo (2) em Katowice, na Polônia, com um foco especial em neutralidade de carbono e igualdade de gênero.

Dias após a ONU soar o alarme para níveis sem precedentes de concentrações de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, o mundo se junta para decidir como o Acordo de Paris, de 2015, será implementado.

Sob o acordo, todos os países se comprometeram a reduzir emissões de gases causadores do efeito estufa para limitar o aumento da média global da temperatura para menos de 2°C, mirando chegar o mais próximo possível de 1,5°C.

Imagem da Terra criada a partir de fotografias tiradas pelo satélite Suomi NPP. Foto: NASA

Mundo não está no caminho para frear mudanças climáticas, diz agência da ONU

O mundo está seguindo a direção contrária para frear mudanças climáticas após outro ano de temperaturas quase recordes, disse na quinta-feira (29) o chefe da agência meteorológica da ONU.

“Não estamos no caminho para cumprir metas de mudanças climáticas e conter aumentos de temperatura”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.

“Concentrações de gases causadores do efeito estufa estão novamente em níveis recordes e, se a tendência atual continuar, podemos ver aumentos de 3 a 5 graus Celsius até o fim do século. Se explorarmos todos os recursos conhecidos de combustíveis fósseis, o aumento de temperatura será consideravelmente maior”, afirmou.

Katowice, na Polônia, sediará a 24ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Foto: ONU

Empresas e governo brasileiro mobilizam setor privado na Conferência do Clima da ONU

A Rede Brasil do Pacto Global — uma aliança do setor privado que promove padrões responsáveis de produção — desembarca na próxima segunda-feira (3) em Katowice, Polônia, para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, também conhecida como COP24. A iniciativa nacional promove debates com o empresariado no chamado Espaço Brasil, criado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério das Relações Exteriores.

Coletiva de imprensa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na sede da Organização em Nova York em de novembro de 2018. Foto: ONU/Rick Bajornas

Mundo precisa de liderança global intensificada, diz Guterres

Às vésperas do fórum internacional do G20 na Argentina e antes da conferência sobre o clima COP24 na semana que vem em Katowice, na Polônia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma liderança global intensificada, em um momento de queda da confiança internacionalmente.

Em briefing à imprensa na quarta-feira (28), Guterres disse que os encontros acontecem em um momento crucial.

“Nosso mundo está obviamente enfrentando uma crise de confiança. Aqueles deixados para trás pela globalização estão perdendo confiança em governos e em instituições”, disse a jornalistas na sede da ONU em Nova York.

O 1° Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade ocorre entre os dias 28 e 29 deste mês, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Foto: CITS

Evento no Rio destaca importância da inovação para desenvolvimento sustentável e inclusivo

A inovação e a tecnologia são ferramentas aliadas na definição de políticas públicas e podem auxiliar os países a atingir um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável, na avaliação de oficiais das Nações Unidas presentes nesta quarta-feira (28) no 1º Fórum Global de Inovação e Tecnologia, realizado no Rio de Janeiro (RJ).

O fórum é uma co-realização entre o Centro Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade, o Museu do Amanhã e o Centro Rio+ para o Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

Emissões de dióxido de carbono sobem pela 1ª vez em quatro anos, diz agência da ONU

Um novo relatório divulgado na terça-feira (27) pela ONU Meio Ambiente mostra que as emissões globais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram novamente em 2017 após um hiato de três anos, destacando o imperativo dos países em cumprir o histórico Acordo de Paris para manter o aquecimento global abaixo de 2 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Os autores do relatório observam que as nações precisariam triplicar seus esforços na ação climática sem mais delongas, a fim de atingir o limite de 2 °C em meados do século. Para atender o limite de 1,5 °C, teriam que quintuplicar seus esforços. Uma continuação das tendências atuais provavelmente resultará em um aquecimento global de cerca de 3 °C até o final do século, com a contínua elevação da temperatura depois disso, de acordo com os resultados do relatório.

Vista de Busan, segunda maior cidade da Coreia do Sul. Foto: ONU/Kibae Park

Países aumentam riqueza à custa do meio ambiente, indica Relatório de Riqueza Inclusiva

Coreia do Sul, Cingapura e Malta ficaram no topo de uma pesquisa bienal de crescimento da riqueza de países, cujos resultados preliminares foram apresentados pela ONU Meio Ambiente e parceiros na segunda-feira (26) em Paris.

O documento, que tem curadoria de mais de 200 economistas de todo o mundo, explora alternativas ao uso do Produto Interno Bruto (PIB) como medida da riqueza de um país, afirmando que este mede o tamanho da economia, mas não sua base oculta de ativos. Em vez disso, o relatório usa o conceito de riqueza inclusiva, que foca em bens de capital manufaturado, humano e natural.

Por esta medida, 44 dos 140 países – mais de um terço – ranqueados no Índice de Riqueza Inclusiva do relatório tiveram queda em riqueza inclusiva per capta desde 1998, mesmo com o PIB aumentando em muitos deles.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Estados têm obrigação legal de prevenir e aliviar mudanças climáticas, diz Bachelet

Em preparação a um encontro crucial sobre mudanças climáticas marcado para o próximo mês, a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, enviou uma carta aberta a todos os Estados alertando que “direitos humanos estão sob ameaça diante de uma força que desafia as bases de toda a vida, como conhecemos hoje, neste planeta que compartilhamos”.

Na carta aberta, que Bachelet enviou aos Estados antes do encontro da COP24 no mês que vem em Katowice, na Polônia, ela destacou que as decisões tomadas no encontro irão governar ações climáticas sob o Acordo de Paris de 2015 “por um futuro indefinido” e afirmou que “os direitos de milhões de pessoas são ameaçados pelas mudanças climáticas”.

Campanha Mares Limpos visa combater poluição dos oceanos causada pelo consumo e produção de plástico. Foto: ONU Meio Ambiente/Shawn Heinrichs

Plano nacional para combater poluição no mar lança consulta pública

A poluição plástica é um problema grave no Brasil? Você ou sua organização tem boas ideias para minimizar o lixo que invade nossos oceanos? O Ministério do Meio Ambiente quer saber essas e outras opiniões do público sobre o tema, para fundamentar a construção do Plano de Ação Nacional para o Combate ao Lixo no Mar. Para isso, lançaram um questionário online para entender o que os diversos setores da sociedade pensam e propõem para uma das maiores ameaças aos oceanos: o lixo.

O lançamento aconteceu a Waste Expo Brasil, em São Paulo, dando início à etapa de consulta pública para a elaboração do Plano Nacional — um dos compromissos voluntários assumidos pelo Brasil na Conferência dos Oceanos da ONU, em junho de 2017. O plano, que também é impulsionado pela Campanha Mares Limpos, da ONU Meio Ambiente, tem lançamento previsto para junho do ano que vem e deverá conter uma série de medidas para evitar a poluição da zona costeiro-marinha brasileira.

Perdas de florestas contribuem para 1/6 das emissões anuais de gases de efeito estufa. Foto: FAO/Joan Manuel Baliellas

Níveis de gases causadores do efeito estufa na atmosfera atingem novo recorde

Níveis de gases causadores do efeito estufa que aprisionam calor na atmosfera chegaram a um novo recorde, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira (22) pela agência meteorológica das Nações Unidas, que revela não haver sinais de retrocesso desta tendência, responsável pelas mudanças climáticas, aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e condições meteorológicas extremas.

“A ciência é clara. Sem cortes rápidos em CO2 e outros gases causadores do efeito estufa, mudanças climáticas terão impactos cada vez mais destrutivos e irreversíveis na vida na Terra. A janela de oportunidade para ação está quase fechada”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.

Projeto busca reduzir emissões de gases de efeito estufa na produção de ferro-gusa, aço e ferroligas, e promover a adoção de boas práticas produtivas na siderurgia para se alcançar sustentabilidade ambiental, social e também econômica. Foto: Rooseveelt Almado (CC)

Workshop discute desempenho socioambiental e econômico no setor siderúrgico

O desempenho socioambiental e econômico das empresas que participam do Projeto Siderurgia Sustentável é tema do workshop realizado esta semana em Inhaúma (MG).

Implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o projeto financia empresas selecionadas por meio de edital para o desenvolvimento e adoção de processos produtivos mais limpos.

Ex-ministro do meio ambiente da Noruega, Solheim assumiu a chefia da agência ambiental da ONU em maio de 2016. Foto: UNIC Rio/Natália da Luz

Nações Unidas aceitam pedido de demissão de chefe da ONU Meio Ambiente

O secretário-geral da ONU, António Guterres, aceitou o pedido de demissão de Erik Solheim, diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, segundo comunicado emitido nesta terça-feira (20) pelo porta-voz do chefe das Nações Unidas.

O cargo será ocupado interinamente pela atual diretora-executiva adjunta da ONU Meio Ambiente, a tailandesa Joyce Msuya, até que o secretário-geral encontre um(a) sucessor(a) de Sollheim após consultas aos Estados-membros da Organização.

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

ARTIGO: Qual é a importância do Brasil no Acordo do clima de Paris

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o especialista sênior do Banco Mundial, Alexandre Kossoy, explica detalhadamente os compromissos que o Brasil assumiu para combater o aquecimento global.

O profissional do organismo financeiro alerta que as mudanças climáticas podem levar à pobreza 100 milhões de pessoas em todo o mundo, pelos próximos dez anos. Para o analista, preparar-se para os futuros desastres naturais extremos e ajudar a evitá-los faz sentido economicamente e é também um imperativo moral.

Ações como coleta seletiva, sistemas para evitar o desperdício de água e licitações que seguem critérios de sustentabilidade são exemplos de iniciativas que podem ser submetidas ao processo seletivo. Foto: Pedro França/Agência Senado

ONU e governo federal mapeiam boas práticas de sustentabilidade para órgãos públicos

A ONU Meio Ambiente e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) recebem até 23 de novembro inscrições para mapeamento de experiências positivas em sustentabilidade que possam inspirar boas práticas na administração pública.

A chamada, que faz parte do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), fará o levantamento de atividades, projetos e políticas que cortem gastos e tornem processos mais eficientes, enquanto protegem a natureza.

Cidade de Codrington, em Barbuda, após a passagem do furacão Maria, em setembro de 2017. Foto: ONU/Rick Bajornas

Resiliência do Caribe para enfrentar mudanças climáticas é ‘questão urgente’, diz ONU

Em reunião sobre a adaptação dos Pequenos Estados Insulares às mudanças climáticas, dirigentes da ONU ressaltaram na terça-feira (13) que essas ilhas já estão sendo afetadas pelas alterações do meio ambiente. Nações caribenhas têm sido palco de fenômenos devastadores — em 2017, o furacão Maria causou em Dominica perdas econômicas estimadas em 259% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, no primeiro Fórum de Paris sobre a Paz, em 11 de novembro de 2018. Foto: UNESCO/Luis Abad

No centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, ONU lembra importância do multilateralismo

De conflitos e crises econômicas a doenças e mudança climática, problemas globais exigem “mais do que nunca” um fortalecimento da cooperação internacional, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a líderes mundiais no domingo (11) no Fórum de Paris sobre a Paz, marcando o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Destacando que cooperação internacional – ou “multilateralismo” – se tornou uma “necessidade”, Guterres observou que países trabalhando juntos “geraram resultados incontestáveis”, incluindo redução da mortalidade infantil e extrema pobreza durante as últimas décadas; batalhas importantes vencidas contra ameaças à saúde pública, como varíola, pólio e AIDS; e diversos esforços de sucesso na prevenção de conflitos e construção da paz.

Foto: Natalie Kyriacou

Iniciativas globais abrem caminho para educação ambiental de jovens

Em setembro de 2018, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou a Estratégia da Juventude da ONU, que visa envolver 1,8 bilhão de jovens na condução de esforços globais para promover um mundo pacífico, justo e sustentável.

A juventude de hoje é a formadora de opinião e a tomadora de decisão do futuro. A saúde futura do planeta está com ela. É por isso que é tão importante envolvê-la em questões ambientais no início de suas vidas.

Relato da ONU Meio Ambiente aponta iniciativas globais que têm apostado no envolvimento dos jovens com o desenvolvimento sustentável. Leia reportagem completa.

Norte-americanos comem cerca de três hambúrgueres por semana. Foto: Impossible Foods

O que está no seu hambúrguer? Mais do que você pensa

Você entra em um restaurante para comer um hambúrguer. O que passa pela sua cabeça? Duas carnes, bacon extra e queijo? Pão com gergelim ou molho especial? Degradação ambiental ou preservação ecológica? Você provavelmente não pensa na última opção. Mas talvez devesse pensar.

Hectares de floresta na América do Sul são devastados para criação de gado, com o objetivo de produzir nossos hambúrgueres e bifes preferidos. Além disso, em média, uma carne de hambúrguer de 110 gramas drena 1.695 litros de água, dependendo de onde for feita, utilizando preciosos recursos naturais. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Garrafas de plástico e resíduos de lixo em uma aldeia no Timor-Leste. Foto: ONU/Martine Perret

Fungos podem ajudar no combate à poluição por plásticos, diz ONU Meio Ambiente

Um novo relatório apoiado pelas Nações Unidas revela que fungos podem ajudar o mundo a se livrar dos plásticos ao degradar poliuretano em questão de semanas.

De acordo com relatório inédito do Kew Botanical Gardens, em Londres, estes organismos possuem o potencial de quebrar resíduos de plástico – um avanço importante em um momento de reverter a onda tóxica que está matando vida marinha e poluindo os oceanos. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Camada de ozônio protege planeta Terra da radiação ultravioleta. Foto: NASA

Recuperação da camada de ozônio dá esperança para ação climática, indica relatório

Um novo relatório apoiado pela ONU indicou na segunda-feira (5) a recuperação em andamento da camada de ozônio, o que foi visto como uma inspiração para ações climáticas mais ambiciosas e uma demonstração de que acordos globais podem alcançar suas metas.

O documento mostrou que a concentração de substâncias que reduzem o ozônio continua diminuindo, levando a uma recuperação da camada desde a última avaliação, feita em 2014.

A proteção do meio ambiente foi dificultada no Afeganistão devido a anos de conflito que levaram à extensa degradação das paisagens e à perda de terras aráveis. Foto: ONU Meio Ambiente /Zahra Khodadadi

ONU Meio Ambiente: biodiversidade deve ser protegida dos efeitos da guerra e do conflito armado

Tempos de guerra podem resultar em uma rápida degradação ambiental, enquanto as pessoas lutam para sobreviver e os sistemas de gestão ambiental colapsam, resultando em danos a ecossistemas essenciais, de acordo com a ONU Meio Ambiente.

Em 2001, considerando o fato de que o meio ambiente frequentemente permaneceu como uma vítima não publicizada da guerra, a Assembleia Geral da ONU declarou 6 de novembro como o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente na Guerra e no Conflito Armado.

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Foto: PNUD

Seminário no DF discute transformação sustentável da estrutura produtiva brasileira

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) promove na terça-feira (6) em Brasília (DF) seminário sobre a abordagem Big Push Ambiental (ou grande impulso ambiental), que trata de transformar a estrutura produtiva e a infraestrutura para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A estimativa é de que o Brasil apresente um potencial de investimentos de baixo carbono da ordem de 1,3 trilhão de dólares até 2030 em setores como infraestrutura urbana (transporte, edificações, resíduos etc.), energias renováveis e indústria.

Vista panorâmica de Oslo, na Noruega. Foto: Pixabay/AlexvonGutthenbach-Lindau (CC)

Oslo, na Noruega, é pioneira em esforços para melhorar qualidade do ar

A capital da Noruega, Oslo, está abrindo caminho para uma realidade livre de combustíveis fósseis em seus esforços para melhorar a qualidade do ar, anunciou a ONU Meio Ambiente na semana passada (25).

A cidade é pioneira global no que diz respeito à sustentabilidade, introduzindo métodos de reciclagem de resíduos, transformando-os em calor ou eletricidade, e permitindo que ciclistas tenham preferências sobre carros particulares.

O diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erick Solheim, disse que a redução da poluição na capital norueguesa é exemplo de “transformação da ação climática em oportunidade”.

Paulo Artaxo é membro do IPCC e professor do Instituto de Física da USP. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Especialista defende desmatamento zero na Amazônia para combater mudanças climáticas

O brasileiro e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Paulo Artaxo, apresentou neste mês, no Rio de Janeiro, um relatório que aborda as consequências de uma elevação mundial da temperatura acima dos 1,5º C até 2100. O teto é a aspiração mais ambiciosa do Acordo de Paris.

Em evento realizado no Museu do Amanhã pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Artaxo alertou que a alteração dos padrões climáticos já é uma realidade em território nacional, com aumentos da temperatura do Nordeste acima das médias globais.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

ONU: modelo de desenvolvimento mais sustentável geraria novas oportunidades de emprego

A região da América Latina e do Caribe tem a maior biodiversidade do mundo, mas está perdendo suas riquezas naturais com a deterioração ambiental provocada pelo atual modelo de desenvolvimento, o que cria urgência de transição para um modelo mais sustentável, tanto do ponto de vista ambiental, quanto trabalhista.

Tal transição permitiria acesso a novas oportunidades e melhorias no emprego, destacaram a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em nova publicação conjunta lançada na terça-feira (23).

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Foto: PNUD

Siderurgia Sustentável desenvolve cadeia de produção com baixa emissão de poluentes

Com o objetivo de unir esforços para reduzir a emissão de gases estufa do processo produtivo do carvão vegetal sustentável, bem como de seu uso pelo setor siderúrgico, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil implementa o Projeto Siderurgia Sustentável.

Sob a coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), o projeto incentiva processos, tecnologias e arranjos produtivos inovadores e mais eficientes para a produção de carvão vegetal advindo de florestas plantadas e para seu uso na siderurgia brasileira.

O objetivo é o desenvolvimento de uma cadeia de produção siderúrgica de baixa emissão de gases de efeito estufa.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

ENTREVISTA: Avanço dos direitos humanos é um ‘processo sem fim’, diz Bachelet

Michelle Bachelet, duas vezes eleita presidente do Chile e primeira chefe da ONU Mulheres, foi confirmada em agosto como nova alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, substituindo o jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein.

Em entrevista ao UN News, Bachelet afirmou que muitos progressos foram feitos desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que neste ano completa 70 anos, mas destacou que desafios ainda persistem, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Na 21ª Reunião do Fórum de Ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, os representantes de 28 países da região adotaram a Declaração de Buenos Aires e aprovaram quatro acordos para enfrentar os principais desafios ambientais. Foto: ONU Meio Ambiente

Ministros de Meio Ambiente latino-americanos fecham acordo para acelerar proteção ambiental

Ministros do Meio Ambiente e representantes de países da América Latina e do Caribe fecharam acordo na sexta-feira (12) em Buenos Aires com o objetivo de intensificar os esforços para reduzir o lixo marinho, acelerar a ação climática, potencializar a cooperação para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas e transitar para produção e consumo sustentáveis.

Os ministros manifestaram sua preocupação com os resultados do relatório especial recentemente publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, que expôs as diferenças abismais entre os efeitos de um aquecimento global de 1,5°C ou de 2°C até o fim do século. Nesse sentido, pediram ações urgentes e ambiciosas para evitar uma catástrofe climática, em linha com os objetivos do Acordo de Paris.

Visita organizada pelo GEF a iniciativas agroflorestais no Acre. Foto: Angela Peres

Acre é exemplo de crescimento econômico combinado à proteção ambiental, diz Banco Mundial

Em Bonal, no Acre, a produtora de abacaxi Underlina Cavalcante dos Santos leva um estilo de vida que define como “bom e estável” para toda a sua família. A fruta que eles cultivam é uma parte do próspero sistema agroflorestal da comunidade, que inclui ainda seringueiras, pupunheiras e outras espécies florestais.

As atividades produtivas têm apoio do Banco Mundial e fazem parte da restauração dos 11 mil hectares de pastagens abandonadas na região.

A estimativa da FAO é de que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida seja descartada por ano no mundo. Foto: Pexels

FAO desenvolve metodologia para mensurar desperdício de alimentos no mundo

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está desenvolvendo uma metodologia para criar um novo índice, o Food Lost Index, com o objetivo de mensurar de maneira mais precisa o desperdício de alimentos no mundo, disse na quarta-feira (10) o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva.

Além de considerações econômicas, as perdas e desperdícios de alimentos tem também uma grande dimensão ética e ambiental. Enquanto 821 milhões de pessoas no mundo estão em estado de insegurança alimentar, um terço de toda a produção alimentar do mundo é desperdiçada diariamente, segundo a FAO.