Ação contra a mudança global do clima

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 13 diz: “Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods13 e na página sobre o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas (nacoesunidas.org/acordodeparis).

 

Acompanhe abaixo todas as informações e esforços da ONU para combater a mudança climática e promover o desenvolvimento sustentável.

 

Visita organizada pelo GEF a iniciativas agroflorestais no Acre. Foto: Angela Peres

Acre é exemplo de crescimento econômico combinado à proteção ambiental, diz Banco Mundial

Em Bonal, no Acre, a produtora de abacaxi Underlina Cavalcante dos Santos leva um estilo de vida que define como “bom e estável” para toda a sua família. A fruta que eles cultivam é uma parte do próspero sistema agroflorestal da comunidade, que inclui ainda seringueiras, pupunheiras e outras espécies florestais.

As atividades produtivas têm apoio do Banco Mundial e fazem parte da restauração dos 11 mil hectares de pastagens abandonadas na região.

A estimativa da FAO é de que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida seja descartada por ano no mundo. Foto: Pexels

FAO desenvolve metodologia para mensurar desperdício de alimentos no mundo

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está desenvolvendo uma metodologia para criar um novo índice, o Food Lost Index, com o objetivo de mensurar de maneira mais precisa o desperdício de alimentos no mundo, disse na quarta-feira (10) o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva.

Além de considerações econômicas, as perdas e desperdícios de alimentos tem também uma grande dimensão ética e ambiental. Enquanto 821 milhões de pessoas no mundo estão em estado de insegurança alimentar, um terço de toda a produção alimentar do mundo é desperdiçada diariamente, segundo a FAO.

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

ONU lembra necessidade de países melhorarem coleta de dados sobre desastres

No Dia Internacional para a Redução de Desastre, 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a data deste ano — marcada pelo devastador terremoto seguido de tsunami na Indonésia — mostrou a urgência de melhorar a resiliência e o controle de riscos nos países.

“Desastres têm um alto custo humano”, disse Guterres. “Milhões de pessoas são deslocadas a cada ano, perdendo suas casas e empregos por causa de eventos climáticos extremos e terremotos”, salientou.

“No entanto, nem todos os países relatam sistematicamente as perdas econômicas de grandes eventos de desastre, de acordo com um novo relatório preparado pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres.”

Homem caminha em frente a carro preso no teto de uma casa após o terremoto seguido de tsunami em Palu, na Indonésia. Foto: UNICEF/Arimacs

ONU apoia Indonésia após terremoto seguido de tsunami; número de mortos sobe para 2 mil

Subiu para 2010 o número de mortos pelo terremoto seguido de tsunamis e deslizamentos de terra que devastaram a ilha de Sulawedi, na Indonésia, em 28 de setembro, anunciaram agências da ONU na terça-feira (9).

Cerca de 10.700 pessoas ficaram gravemente feridas e pelo menos 700 continuam desaparecidas.

As agências da ONU estão no local para fornecer assistência ao governo e oferecer abrigo, comida, água potável, entre outros meios de subsistência, tendo como alvo 191 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

Vegetação de tundra. Foto: Flickr (CC)/Jason Ahrns

Alterações em vegetação do Ártico podem acelerar mudanças climáticas

Um estudo publicado na revista Nature revela que temperaturas mais elevadas no Ártico têm levado a um crescimento acima da média de espécies vegetais da região. Segundo a pesquisa, que avaliou mais de três décadas de oscilações na cobertura vegetal, a variação na altura das plantas pode contribuir ainda mais para o aquecimento global e as mudanças climáticas. O problema preocupa a ONU Meio Ambiente.

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

Relatório da ONU alerta para aumento dramático das perdas econômicas provocadas por desastres

Os desastres climáticos e geofísicos, como terremotos e tsunamis, mataram 1,3 milhão de pessoas nos últimos 20 anos e deixaram mais 4,4 bilhões de feridos, desabrigados ou em necessidade de ajuda de emergência, disseram especialistas da ONU nesta quarta-feira (10).

As descobertas, publicadas pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres (UNISDR), também mostraram que as pessoas em países de renda baixa e média têm sete vezes mais probabilidade de morrer devido a desastres naturais do que nos países desenvolvidos.

Plantação de morangos na zona rural da Argentina. Foto: Banco Mundial/Nahuel Berger

Organismos da ONU firmam parceria em prol de comunidades rurais da América Latina

A FAO e a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) firmaram nesta semana (9) uma parceria para promover o desenvolvimento sustentável das zonas rurais da região.

Cooperação terá como foco os problemas nas áreas de biodiversidade, mudanças climáticas, migração e automatização do trabalho. Cem comunidades agrícolas, consideradas as mais vulneráveis em nível regional, receberão assistência para combater a fome e a pobreza.

Solo ressecado próximo ao rio Nilo Branco, em Cartum, Sudão. Foto: Banco Mundial/Arne Hoel

Painel defende ‘mudanças sem precedentes’ para limitar aquecimento global a 1,5 °C

Limitar o aquecimento global a 1,5 °C exigirá “mudanças de longo alcance e sem precedentes” no comportamento humano, segundo um painel científico estabelecido pelas Nações Unidas, que lançou nesta segunda-feira (8) um relatório especial segundo o qual algumas das ações necessárias já estão em andamento, mas precisam ser dramaticamente ampliadas.

O relatório destaca vários impactos da mudança climática que poderiam ser evitados limitando o aquecimento global a 1,5 °C em comparação com 2°C ou mais. Por exemplo, até 2100, a elevação global do nível do mar seria 10 cm mais baixa com o aquecimento global de 1,5 °C em comparação com 2 °C.

Além disso, os recifes de corais, já ameaçados, cairiam 70-90% com o aquecimento global de 1,5 °C, enquanto praticamente todos seriam perdidos com aumento de 2 °C, segundo o relatório.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (centro), homenageia o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, com o prêmio Campeões da Terra, em Nova Déli. O diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim (direita), acompanha a cerimônia. Foto: ONU/Deepak Malik

ONU homenageia primeiro-ministro indiano por ações contra mudanças climáticas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, entregou nesta quarta-feira (3) o principal prêmio ambiental da Organização ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, reconhecendo seus esforços no combate às mudanças climáticas e à poluição.

“Modi representa um legado extraordinário”, disse Guterres na cerimônia de premiação “Campeões da Terra”, na capital indiana, Nova Déli.

“O primeiro-ministro Modi não apenas reconhece os benefícios de tomar medidas para deter o aquecimento global, como também atua com enorme energia para fazer essa mudança”, completou.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Rússia denuncia manobra de países ocidentais para ampliar influência nos Bálcãs

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou países ocidentais de usarem de “chantagem política, pressão econômica e força bruta”, com o intuito de se autoproclamarem “líderes mundiais”. Dirigente denunciou autoridades europeias e norte-americanas por tentarem ampliar sua influência nos Bálcãs por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN.

María Fernanda Espinosa Garcés, presidente da Assembleia Geral da ONU, encerra debate geral anual da Organização. Foto: ONU/Cia Pak

Assembleia Geral da ONU encerra debate reafirmado seu papel como organismo multilateral

Os debates gerais da Assembleia Geral da ONU foram encerrados na segunda-feira (1), em Nova Iorque, reafirmando a centralidade das Nações Unidas como único fórum global com capacidade de abordar os múltiplos desafios enfrentados pelo mundo, da resolução de conflitos até a mitigação das mudanças climáticas e a conquista do desenvolvimento sustentável.

Líderes nacionais, embora muitas vezes tenham dedicado muito espaço em seus discursos a interesses específicos, não deixaram de mencionar durante os debates a importância da organização multilateral.

Quase todos os países pediram ações maciças para mitigar o impacto potencialmente catastrófico da mudança climática e do aumento dos oceanos, e enfatizaram a necessidade de cooperação internacional para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam eliminar extrema pobreza e fome e garantir acesso a saúde e educação até 2030.

Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, durante debate da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Manuel Elias

Na ONU, Alemanha critica posturas nacionalistas e pede mais cooperação entre países

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Mass, criticou ações de outros governos “baseadas tão somente no nacionalismo, com o objetivo de ‘colocar o meu país primeiro'”. O representante do Estado alemão lembrou que problemas globais, como as mudanças climáticas, pedem soluções multilaterais. Dirigente também cobrou reforma do Conselho de Segurança.

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Presidente da França e primeiro-ministro da Índia recebem maior prêmio ambiental da ONU

O presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, receberam nesta semana (26), em Nova Iorque, o Prêmio Campeões da Terra, a mais alta condecoração ambiental das Nações Unidas. Outros cinco ativistas e iniciativas foram reconhecidos com o título. Entre os vencedores, estavam as empresas Beyond Meat e Impossible Foods, que propõem alternativas culinárias ao consumo de carne bovina, usando apenas vegetais.

A quilombola Maria do Socorro Silva luta contra a degradação ambiental causada pela maior refinaria de alumínio da Amazônia, no Pará. Foto: Thom Pierce/Guardian/Global Witness/ONU Meio Ambiente

Brasil e 13 países assinam na sede da ONU tratado que prevê proteção de defensores ambientais

Quatorze países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, foram os primeiros a assinar o “Acordo de Escazú” sobre acesso a informação, participação pública e Justiça em assuntos ambientais na região. A assinatura aconteceu na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, durante o debate geral do 73º período de sessões da Assembleia Geral da ONU.

O Acordo de Escazú busca assegurar que todas as pessoas tenham acesso a informação oportuna e confiável, possam participar de maneira efetiva das decisões que afetam suas vidas e seu entorno e acessar a Justiça em assuntos ambientais, contribuindo assim para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, o acordo é inovador e importante para a região, porque possui um artigo que se refere à proteção dos defensores dos direitos humanos em assuntos ambientais.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala na abertura do debate geral da 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: ONU/Cia Pak

Mudanças climáticas e multilateralismo são destaque no primeiro dia da Assembleia Geral da ONU

Os temas recorrentes nesta terça-feira (25) no primeiro dia do debate geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, foram os potencialmente catastróficos impactos das mudanças climáticas. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou em seu discurso inaugural que a velocidade do aquecimento global tem provocado emergências no mundo todo, enquanto líderes dos países enfatizaram suas vulnerabilidades no que se refere a esse tema.

A empresa de energia FURNAS sediou, na última segunda-feira (17), um seminário para debater a geração de energia de olho no cumprimento do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento, organizado pela empresa e pelo Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento (PNUD), discutiu os principais avanços e desafios do setor energético, com foco no cumprimento da Agenda 2030. Durante o evento foi lançado o “Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7: Energia limpa e acessível”, produzido pelo Grupo Assessor da ONU Brasil para a Agenda 2030.

No Rio, seminário debate energia sustentável e cumprimento do Acordo de Paris

A empresa de energia FURNAS sediou, na última segunda-feira (17), um seminário para debater a geração de energia de olho no cumprimento do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento, organizado pela empresa e pelo Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento (PNUD), discutiu os principais avanços e desafios do setor energético, com foco no cumprimento da Agenda 2030.

Durante o evento foi lançado o “Glossário de Termos do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7: Energia limpa e acessível”, produzido pelo Grupo Assessor da ONU Brasil para a Agenda 2030.

Trânsito em São Paulo. Foto: Fotos Públicas / Oswaldo Corneti

ONU e associação de empresas estimulam uso do transporte público no Dia Mundial Sem Carro

Deixar o carro em casa e experimentar o transporte público pode ser um desafio para quem utiliza o automóvel no dia a dia, mas esse é o convite da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) para o próximo sábado (22), Dia Mundial Sem Carro.

A campanha publicitária é assinada pela NTU, em parceria com duas agências das Nações Unidas – a ONU Meio Ambiente e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) -, e reforça o vínculo do transporte coletivo com pedestres e ciclistas.

Imagens da Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) comparam o tamanho do buraco na camada de Ozônio, que aumentou consideravelmente de 1979 para 2008. Imagem: Observatório da Terra da NASA

ONU lembra tratado para enfrentar destruição da camada de ozônio e aquecimento global

“Fique frio e siga em frente”, este foi o tema das celebrações do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, comemorado no domingo (16). Data alertou para a necessidade de combater as mudanças climáticas e o aquecimento global.

No mesmo dia, o Protocolo de Montreal — um acordo global para eliminar os produtos e substâncias que destroem a Camada de Ozônio — completou 31 anos.

FAO: fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas

Pelo terceiro ano consecutivo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou um aumento no número de pessoas passando fome no mundo, que subiu de 815 milhões de indivíduos, em 2016, para quase 821 milhões em 2017.

Segundo novo levantamento da agência da ONU e parceiros, a América Latina e o Caribe acompanharam a tendência global — na região, 39,3 milhões de pessoas vivem subalimentadas, valor que representa um crescimento de 400 mil.

Desde 2012, a ONU tem trabalhado com países em todo o mundo para atualizar os padrões nacionais de combustíveis e de veículos como parte da Climate & Clean Air Coalition. Mais de 50 países reduziram os níveis de enxofre no combustível e aumentaram os padrões de emissões veiculares. No entanto, você sabia que 4,1 bilhões de pessoas em 120 países ainda têm acesso zero ou limitado ao combustível com baixo teor de enxofre? Saiba mais na campanha da ONU Meio Ambiente, OMS e parceiros

Poluição do ar causa uma em nove mortes no mundo; vídeo

Desde 2012, a ONU tem trabalhado com países em todo o mundo para atualizar os padrões nacionais de combustíveis e de veículos como parte da Climate & Clean Air Coalition. Mais de 50 países reduziram os níveis de enxofre no combustível e aumentaram os padrões de emissões veiculares. No entanto, você sabia que 4,1 bilhões de pessoas em 120 países ainda têm acesso zero ou limitado ao combustível com baixo teor de enxofre?

Saiba mais na campanha da ONU Meio Ambiente, OMS e parceiros #BreatheLife.

Agricultores familiares no Rio de Janeiro. Foto: GERJ/Paulo Filgueiras

Países latino-americanos e caribenhos fazem balanço de projeto para fortalecer políticas agroambientais

Representantes de ministérios do Brasil e de países latino-americanos e caribenhos reuniram-se na sexta-feira (24) em Brasília (DF) para avaliação final dos diálogos e intercâmbios de experiências do projeto “Fortalecimento das Políticas Agroambientais na América Latina e no Caribe”.

A iniciativa, projeto da Cooperação Sul-Sul Trilateral realizada por uma parceria entre Organizações das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura no Brasil (FAO), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e países parceiros, possibilitou que as nações avançassem na divulgação, implementação e monitoramento de políticas agroambientais em convergência com os desafios da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Agricultores familiares e comunidades rurais na América Central estão altamente vulneráveis à seca e outros eventos climáticos extremos. Foto: PMA/Francisco Fion

Seca na América Central gera perdas e ameaça segurança alimentar de 2 milhões de pessoas

A seca recente levou à perda de cerca de 280 mil hectares de feijão e milho em Guatemala, El Salvador e Honduras, afetando potencialmente a situação alimentar e nutricional de mais de 2 milhões de pessoas, alertaram duas agências das Nações Unidas nesta sexta-feira (24).

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão preocupados com o fato de que os meses de junho e julho registraram menos chuvas que o esperado e clima mais seco que a média, o que afetou a primeira e principal safra na América Central.

Espécie de lagarto encontrada na Reserva de Vida Silvestre Texiguat, em Honduras. Foto: Flickr (CC)/Joe Townsend

ONU mobiliza setor privado em prol da biodiversidade no México, América Central e República Dominicana

A ONU Meio Ambiente e a Aliança Meso-Americana pela Biodiversidade firmaram uma parceria neste mês (9) para mobilizar o setor privado em prol da conservação da natureza. Cooperação visa prevenir a perda de flora e fauna silvestres no México, Guatemala, Belize, República Dominicana, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Países concentram 7% de toda a diversidade biológica do planeta.

Mudanças climáticas causadas pelos humanos podem ser irreversíveis. Foto: Banco Mundial/L. Aliu

Pacto Global divulga plataforma para o setor privado sobre adaptação às mudanças climáticas

Em evento que reuniu lideranças empresariais e gestores de sustentabilidade na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Rede Brasil do Pacto Global da ONU apresentou neste mês (10) a Plataforma AdaptaClima. O projeto do Ministério do Meio Ambiente difunde informações sobre o combate às mudanças climáticas, conscientizando sobre riscos aos negócios e novas oportunidades produtivas.

Cidade do Panamá. Foto: Flickr (CC)/Matthew Straubmuller

ONU e União Europeia ajudam Panamá a adotar meios de transporte elétricos

A ONU Meio Ambiente, a União Europeia e o governo do Panamá lançaram neste mês (9) uma parceria para tornar mais verdes e sustentáveis os meios de transporte do país centro-americano. Projeto visa popularizar a mobilidade elétrica. Segundo estimativas das Nações Unidas, se a atual frota de ônibus e táxis da Cidade do Panamá fosse substituída por veículos elétricos, seria possível impedir a liberação de 8,5 milhões de toneladas de CO2 até 2030.

Hindou Ibrahim defende direito à migração dos povos indígenas que praticam o nomadismo. Foto: Associação para as Mulheres e Povos Indígenas do Chade

Sem acesso a recursos naturais, não temos uma identidade, afirma ativista indígena do Chade

“Se não pudermos acessar e proteger nossos recursos naturais e o meio ambiente, não temos uma identidade e não temos orgulho”. É assim que a ativista indígena Hindou Ibrahim, da etnia Mbororo, do Chade, descreve a privação de direitos, terras e modos de vida tradicionais, um problema que ameaça culturas e povos originários de diferentes partes do mundo.

Em entrevista à ONU Meio Ambiente, para o 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas, a militante defende o reconhecimento de práticas ancestrais, como a migração nômade.

Próxima Cúpula Ibero-americana, que terá apoio do PNUD e da SEGIB, acontece na Colômbia. Foto: ACNUR / B. Heger

Em dia internacional, ONU alerta para migração forçada de povos indígenas

Em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado em 9 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a migração e o deslocamento, muitas vezes forçado, de povos indígenas dentro de seus países ou através das fronteiras internacionais, por conta de violência, conflitos ou devastações causadas pela mudança climática e pela degradação ambiental.

“Os povos indígenas têm uma profunda conexão espiritual com suas terras e recursos. No entanto, cada vez mais, os indígenas estão migrando dentro de seus países e através das fronteiras internacionais”, disse.

“As razões são complexas e variadas. Alguns estão sujeitos a deslocamento ou realocação sem seu consentimento livre, prévio e informado. Outros estão escapando da violência e do conflito ou da devastação causada pela mudança climática e pela degradação ambiental. Muitos migram em busca de melhores perspectivas e emprego para si e para suas famílias”, afirmou Guterres.

São Tomé e Príncipe. Foto: Flickr (CC)/Michael Stein

FAO libera US$ 54 mi para projetos de restauração ambiental em 10 países

Para combater as mudanças climáticas e suas consequências, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) investirá 54 milhões de dólares em programas de recuperação de ecossistemas. Iniciativa será implementada em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Camarões, Paquistão, Mianmar, Quênia, República Democrática do Congo, Tanzânia, República Centro-Africana e China.

Cardume de peixes em Belize. Foto: Flickr (CC)/Alex Bennett

Mudanças climáticas ameaçam pesca e vida marinha na corrente de Humboldt, diz FAO

O aquecimento global ameaça a pesca no Chile, Equador e Peru, aponta um novo informe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Divulgado nesta semana (5), o relatório mostra que a elevação da temperatura global põe em risco o ecossistema formado pela corrente marítima de Humboldt, responsável em grande medida por sustentar a atividade pesqueira nos três países sul-americanos.

Em aula prática, participantes do curso conhecem sistema forno-fornalha desenvolvido pela UFV. Foto: PNUD/Matheus Mesquita

Projeto Siderurgia Sustentável é apresentado em evento de produtores rurais em Viçosa

As boas práticas do Projeto Siderurgia Sustentável foram apresentadas aos produtores e empresários rurais que visitaram o tradicional evento de extensão da Universidade Federal de Viçosa (UFV), realizado de 14 a 20 de julho.

Implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sob coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o projeto visa melhorar a eficiência da conversão da madeira em carvão vegetal na siderurgia, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.

Cantora Patti Smith (ao centro) e convidados durante o concerto "Pathway to Paris", em 2017. Foto: PNUD

Patti Smith participa de cúpula global de ação pelo clima em San Francisco

A Pathway to Paris, iniciativa da 350.org — ONG que promove o uso de energias renováveis no mundo — e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) promovem em 14 de setembro um show em San Francisco, Califórnia (EUA), com a cantora, compositora e escritora norte-americana Patti Smith.

Programado para encerrar a Cúpula Global de Ação pelo Clima, o show chamará a atenção para o potencial das cidades de ir além dos objetivos relacionados ao Acordo de Paris.

Condicionadores de ar e refrigeradores normalmente usam gases de hidrofluorcarbonetos (HFCs). Foto: Flickr / Peter Morgan (CC)

Brasil está preparado para reduzir gases que impulsionam aquecimento global, diz especialista

Coordenador regional do Protocolo de Montreal para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) desde 2005, Kasper Koefoed já acompanhou importantes projetos implementados no Brasil para a eliminação das substâncias destruidoras da Camada de Ozônio.

Agora, afirma que o desafio do país é eliminar os hidrofluorcarbonetos (HCFCs), utilizados nos sistemas de refrigeração e que contribuem para o aquecimento global. Segundo o especialista, o Brasil “está indo muito bem para atingir essa meta”. “O Protocolo de Montreal apresenta cronogramas escalonados, com fases de redução do consumo, o que permite que os setores que estejam um pouco atrás em suas conversões consigam se alinhar em fases posteriores”, declarou. Leia a entrevista.

Pescadores em lago no México. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

ONU e especialistas trocam experiências sobre conservação marinha em Florianópolis

Os oceanos são a base para grande parte da economia mundial, além de fonte de alimento e de regulação do clima. Mas a ideia de que seus recursos são inesgotáveis está levando os estoques pesqueiros globais rumo ao colapso. Nas próximas décadas, além do risco de extinção, espécies populares como o atum e o badejo serão cada vez menos comuns na mesa do brasileiro.

Preocupada com a rápida degradação da biodiversidade marinha, a ONU Meio Ambiente se uniu ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e à Iniciativa Azul do Brasil para promover um diálogo de alto nível com especialistas nacionais e internacionais.

Bombeiros dinamarqueses trabalham com a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) para combater incêndio no Líbano. Foto: ONU/Pasqual Gorriz

Após tragédia na Grécia, ONU pede esforços de prevenção a incêndios florestais no mundo

Após a morte de pelo menos 80 pessoas devido a incêndios florestais perto da capital grega, Atenas, nos últimos dias, a principal autoridade da ONU para redução do risco de desastres enviou suas condolências às famílias das vítimas e pediu mais investimentos em prevenção no mundo todo.

O incêndio começou na segunda-feira (23) à tarde e se espalhou rapidamente pela pequena cidade de Mati, 29 quilômetros a leste de Atenas. O número de mortos deve aumentar na medida em que avançam as buscas. Centenas de pessoas ficaram feridas.