Redução das desigualdades

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods10 e notícias sobre o tema abaixo.

Foto: Flickr/Barbara Eckstein (CC)

FAO alerta para falta de dados sobre violência sexual contra mulheres rurais no Brasil

Maria, de 51 anos, viveu tantos episódios de violência contra seu corpo e sua dignidade que naturalizou tais crimes como parte inerente da vida da mulher rural. Dos 7 aos 15 anos, foi violentada pelo tio, que dividia o terreno onde morava com seus pais. Casou-se aos 16, imaginando que se livraria dos assédios sexuais, mas encontrou, dentro do lar e de seu casamento, seu maior algoz.

Em reportagem, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para a falta de dados sobre a violência sexual contra mulheres no campo no Brasil. Enquanto a sociedade tem discutido e estudado cada vez mais a violência sexual contra as mulheres, os debates e as pesquisas, muitas vezes, se restringem às cidades grandes, não incluindo um olhar direcionado às trabalhadoras rurais, segundo a agência da ONU.

Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas (ANJF) realizaram reunião de articulação no início de outubro (6) em Ceilândia (DF). Foto: ANJF

Fundo de População da ONU apoia evento de jovens negras feministas no DF

Mulheres jovens negras da região Centro-Oeste e participantes da Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas (ANJF) realizaram reunião de articulação no início do mês (6), em Ceilândia (DF). A atividade é parte do projeto “Ampliando Capacidades para a Defesa dos Direitos Humanos, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos de Adolescentes, Jovens e Mulheres Negras” e foi apoiada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA).

O objetivo foi promover a troca de saberes entre as jovens, além de dialogar sobre temas relacionados a governança, participação política juvenil, direitos humanos, direitos sexuais e direitos reprodutivos com vistas à promoção da igualdade racial e de gênero.

Mulher indígena no 14º Acampamento Terra Livre, realizado em Brasília, em 2017. Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena

Seminário no DF debate conexão entre direitos humanos e desenvolvimento sustentável

A relação entre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi o tema de evento que reuniu representantes governamentais e de organizações da sociedade civil na semana passada (10 e 11) em Brasília (DF).

O seminário teve a presença de Gilberto Vieira dos Santos, membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que lembrou que os conflitos por terra e recursos naturais continuam sendo um problema para povos e comunidades tradicionais, ressaltando que somente no ano passado 110 indígenas foram assassinados no Brasil.

O relato é da ONU Meio Ambiente.

Agricultora do interior da Bahia critica falta de oportunidades para mulheres rurais

A garantia dos direitos das mulheres rurais é um pilar fundamental do desenvolvimento sustentável. As desigualdades de condições no acesso, posse e uso da terra com as quais lidam diariamente são consequência da violência estrutural que se revela nas discrepantes oportunidades que homens e mulheres encontram em seus caminhos.

Para a agricultora baiana Francisca Alves Ribeiro, de 58 anos, mesmo com avanços sociais que facilitaram a rotina, a forma como a mulher é encarada no campo não avançou, e a violência silenciosa que assolou gerações e gerações segue como uma triste realidade.

Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 3 prevê alcançar a cobertura universal de saúde. Foto: Agência Brasil / Marcello Casal Jr.

No aniversário de 30 anos do SUS, ONU lança publicação sobre experiências acumuladas

No marco dos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou nesta quinta-feira (11) a versão preliminar de uma publicação que sintetiza alguns dos maiores conhecimentos e experiências acumuladas em toda sua história de cooperação técnica com o Brasil.

A publicação busca destacar importantes conquistas do SUS e apresentar recomendações estratégicas que possam subsidiar presentes e futuros gestores para o alcance em 2030 das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à saúde, com as quais o Brasil e outros 193 países se comprometeram.

Grupo de mulheres amplia liderança em cooperativa de produtores rurais de Japeri (RJ)

O espaço da mulher no mercado de trabalho vem se transformando à medida que a sociedade evolui. No mundo moderno, as mulheres realizam muitas tarefas e são desafiadas a equilibrar diferentes papéis no dia a dia — de mãe, esposa e profissional. Romperam barreiras no mercado de trabalho e chegaram a carreiras profissionais até então dominadas por homens. Hoje, são, executivas, empreendedoras, agricultoras.

Nesse contexto, agricultoras lideradas por Maria do Socorro da Silva, de 56 anos, aceitaram o desafio de empoderar mulheres na agricultura. Como resultado, estão transformando a rotina e melhorando a qualidade de produção da Cooperativa de Produtores Rurais de Japeri (Agro Verde), no Rio de Janeiro.

O relato é de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ONU Mulheres.

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

Relatório da ONU alerta para aumento dramático das perdas econômicas provocadas por desastres

Os desastres climáticos e geofísicos, como terremotos e tsunamis, mataram 1,3 milhão de pessoas nos últimos 20 anos e deixaram mais 4,4 bilhões de feridos, desabrigados ou em necessidade de ajuda de emergência, disseram especialistas da ONU nesta quarta-feira (10).

As descobertas, publicadas pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres (UNISDR), também mostraram que as pessoas em países de renda baixa e média têm sete vezes mais probabilidade de morrer devido a desastres naturais do que nos países desenvolvidos.

Criptomoeda brasileira facilita empréstimos a pequenos produtores rurais

Estimativas recentes do Banco Mundial dão conta de que existem cerca de 2 bilhões de pessoas não bancarizadas no mundo todo. Elas sofrem com a falta de acesso a crédito ou a empréstimos comerciais, o que limita severamente as possibilidades de crescimento econômico.

Nesse cenário, a mineira Taynaah Reis, de 30 anos, descobriu na tecnologia um meio de conectar pessoas que querem investir com aquelas que precisam de recursos. Em 2017, criou a primeira criptomoeda brasileira com propósito de abordar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O FMI prevê crescimento de 2,3% para a economia brasileira este ano. Foto: EBC

FMI reduz previsão de crescimento da economia global para 3,7% em 2018-19

O mais novo relatório sobre perspectivas econômicas do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta terça-feira (9) reduziu a previsão de crescimento global, que segundo o organismo permanecerá estável em 3,7% ao longo de 2018-19.

Em abril passado, o ímpeto da economia mundial levou o FMI a projetar uma taxa de crescimento de 3,9% para este ano e para o próximo. No entanto, considerando os desenvolvimentos desde então, esse número pareceu ser excessivamente otimista, na opinião do fundo.

Para o Brasil, a projeção do FMI é de crescimento de 1,4% em 2018 e de 2,4% no ano que vem.

Reunião técnica sobre igualdade de gênero e empoderamento de meninas acontece em Brasília. Foto: UNFPA Brasil/Erick Dau

Fundo de População da ONU apoia reunião sobre igualdade de gênero em Brasília

No Dia Internacional da Menina, lembrado em 11 de outubro, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério dos Direitos Humanos (SNDCA/MDH), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), promove uma reunião técnica em Brasília (DF) sobre igualdade de gênero e empoderamento de meninas. O debate fomenta o enfrentamento à discriminação e à violência baseada em gênero, e o empoderamento das meninas como protagonistas de suas vidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida, muitas durante a adolescência. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) demonstram que, independentemente do contexto social ou geográfico, até 60% dos ataques sexuais conhecidos em uma família são cometidos contra meninas de 15 anos ou menos.

Radiografia para diagnóstico de tuberculose. Foto: Flickr (CC)/Yale Rosen

Progresso para acabar com tuberculose nas Américas deve ser acelerado, afirma OPAS

Embora seja evitável e curável, a tuberculose é atualmente a doença infecciosa mais letal da região das Américas, e sua persistência se deve, em grande parte, às graves desigualdades sociais e econômicas da região, disse novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Desde 2015, as mortes diminuíram em média 2,5% ao ano e os novos casos caíram 1,6%. Entretanto, precisam de uma velocidade de decréscimo de 12% e 8% por ano, respectivamente, para atingir as metas intermediárias para 2020 e continuar em declínio até 2030.

Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião no Mato Grosso do Sul. Foto: REJUIND/Jorge Perez

Rede de jovens indígenas reúne-se no MS para discutir plano de comunicação

Membros da Rede de Juventude Indígena participaram no fim de setembro (de 26 a 29) da reunião “REJUIND 10 anos: protagonismo e fortalecimento institucional para prosseguir – Aprimorar a comunicação institucional para os 10 anos da Rede”. A iniciativa, apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), aconteceu na Aldeia Buriti, onde reside o povo Terena, no Mato Grosso do Sul.

Segundo o jornalista Erisvan Bone Guajajara, um dos participantes do evento, a REJUIND é uma ferramenta de aproximação da juventude indígena e potencializa suas capacidades. “Agradeço às lideranças por poder dialogar com a juventude Terena da Aldeia Tereré, e poder compartilhar da conjuntura atual. É importante a participação da juventude no processo de transformação da sociedade brasileira”, disse.

Mulheres rurais de MG organizam-se para ter mais voz nas decisões de cooperativa

Um grupo de 30 mulheres de Poço Fundo (MG) reuniu-se em torno de uma causa e de um produto, o café. O grupo Mulheres Organizadas Buscando Independência (MOBI) surgiu a partir da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM), frente à necessidade de maior participação das mulheres nas decisões da cooperativa.

O objetivo foi ampliar a inserção e a visibilidade das mulheres rurais na produção. Além disso, o grupo foi criado para ajudar na renda das famílias, já que nele as mulheres desenvolvem outras atividades como confecção de artesanatos com subprodutos do café. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A ativista Maria Dalva da Silva, da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, apoia familiares de jovens assassinados a reconhecer seus direitos e exigir que sejam respeitados. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

Campanha Vidas Negras promove cine debate sobre filme ‘Auto de Resistência’

O documentário “Auto de Resistência” conta histórias de violência policial contra jovens negros no Rio de Janeiro, assim como da busca de familiares por Justiça.

Debate ocorrido na Casa da ONU, em Brasília (DF), nesta semana (2), discutiu a obra com a presença de uma das diretoras, Natasha Neri, e da ativista Maria Dalva da Silva, da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência.

“Auto de Resistência” dá rosto aos números da violência. As estatísticas indicam que, no Brasil, um jovem negro tem o triplo de chances de ser assassinado na comparação com um jovem branco. O filme também apresenta quem são as “vítimas ocultas” — mulheres negras, pobres, com pouco acesso à Justiça, muitas vezes em meio ao choque de um evento que mudará suas vidas para sempre.

Rede latino-americana alerta para níveis alarmantes de violência contra pessoas trans na região

Ainda há níveis alarmantes de violência contra pessoas trans e falta de reconhecimento de seus direitos na América Latina e no Caribe. Durante uma visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, no fim de setembro (18), Marcela Romero e Venus Tejada, representantes da Rede Latino-Americana e Caribenha de Pessoas Trans (REDLACTRANS), compartilharam a informação preocupante de que mulheres trans têm expectativa de vida de apenas 35 anos nos países da região.

“O estigma, a discriminação e a violência contra as minorias sexuais e de gênero impedem o acesso aos serviços de saúde”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “Toda pessoa tem direito à saúde, independente de sua identidade de gênero ou orientação sexual. Para isso, precisamos de zero discriminação para todos, em todos os lugares”.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais. Foto: Flickr/Muhammad Yunus (CC)

FAO e vencedor do Nobel da Paz discutem elos entre violência e fome

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, e o vencedor do Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, lembraram na terça-feira (2) em Roma, Itália, o Dia Internacional da Não Violência das Nações Unidas.

Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, é o pai do microcrédito e dos negócios sociais. É o fundador do Grameen Bank e de outras 50 empresas em Bangladesh, a maior parte delas como negócios sociais.

“Toda vez que a violência cresce, a democracia e a liberdade diminuem. Esse é um momento muito importante para o povo brasileiro”, enfatizou o diretor-geral da FAO, pedindo que a população vote pela não violência.

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

CEPAL: cooperação com países de renda média deve ir além da ajuda financeira

O desenvolvimento em transição fomenta novas formas de cooperação internacional que vão muito além da assistência financeira e da ajuda oficial ao desenvolvimento, e implicam um esforço coordenado nos níveis nacional, regional e internacional, afirmou no fim de setembro (24) a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em evento paralelo à Assembleia Geral da ONU, ocorrida na última semana em Nova Iorque.

O conceito de desenvolvimento em transição tem especial importância para a América Latina e o Caribe, região onde a maioria dos países está alcançando maiores níveis de renda, mas continuam enfrentando desafios estruturais. Esses desafios estão relacionados principalmente com as desigualdades, as diferenças regionais, a mobilização de recursos internos e o enfraquecimento dos marcos sociais, assim como às escassas capacidades de inovação e baixos níveis de diversificação.

FAO promove 15 dias de campanha em defesa dos direitos das trabalhadoras rurais brasileiras

O site da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicará nas próximas duas semanas uma série de reportagens que fazem parte da Campanha Regional pela Plena Autonomia das Mulheres Rurais e Indígenas da América Latina e do Caribe – 2018.

Serão 15 dias de ativismo em prol das trabalhadoras rurais que, de acordo com o censo demográfico mais recente, são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.

Na primeira reportagem da série, a FAO conta a história de Maria Emília Campos. Moradora da Zona da Mata mineira, ela estudou agronomia e teve dificuldades para se inserir em um mercado de trabalho amplamente dominado por homens. Leia a reportagem completa.

Banheiros em um local de alojamento para refugiados em Alexandria, na Grécia. Foto: ACNUR/Kyvernitis Yorgos

OMS pede aumento de investimentos para atingir meta global de banheiro para todos

O mundo não alcançará a meta de cobertura universal de esgotamento sanitário – para que todas as pessoas tenham acesso a banheiros que possam eliminar seus dejetos com segurança – até 2030, a menos que os países façam mudanças políticas abrangentes e garantam mais investimentos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira (1) ao lançar suas primeiras diretrizes sobre saneamento e saúde.

Em todo o mundo, 2,3 bilhões de pessoas carecem de saneamento básico, especialmente esgotamento sanitário (com quase metade das pessoas sendo forçada a defecar a céu aberto). Esses indivíduos estão entre os 4,5 bilhões que não têm acesso a serviços de saneamento manejados com segurança – em outras palavras, um banheiro conectado a um esgoto, poço ou fossa séptica para tratar dejetos humanos.

María Fernanda Espinosa Garcés, presidente da Assembleia Geral da ONU, encerra debate geral anual da Organização. Foto: ONU/Cia Pak

Assembleia Geral da ONU encerra debate reafirmado seu papel como organismo multilateral

Os debates gerais da Assembleia Geral da ONU foram encerrados na segunda-feira (1), em Nova Iorque, reafirmando a centralidade das Nações Unidas como único fórum global com capacidade de abordar os múltiplos desafios enfrentados pelo mundo, da resolução de conflitos até a mitigação das mudanças climáticas e a conquista do desenvolvimento sustentável.

Líderes nacionais, embora muitas vezes tenham dedicado muito espaço em seus discursos a interesses específicos, não deixaram de mencionar durante os debates a importância da organização multilateral.

Quase todos os países pediram ações maciças para mitigar o impacto potencialmente catastrófico da mudança climática e do aumento dos oceanos, e enfatizaram a necessidade de cooperação internacional para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam eliminar extrema pobreza e fome e garantir acesso a saúde e educação até 2030.

Casal de idosos rodeados por netos na comunidade tribal de Banjara, próxima à cidade indiana de Hyderabad, em 1981. Foto: ONU/John Isaac

Dia internacional das pessoas idosas lembra 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

O Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado em 1º de outubro, promove os direitos humanos dos idosos em todo o mundo e, este ano, celebra a importância contínua da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), que completa 70 anos.

O tema do dia internacional deste ano é “Celebrando os mais velhos defensores dos direitos humanos”. Além de promover os direitos dos idosos em geral e aumentar a visibilidade de sua contribuição para a sociedade, o tema de 2018 visa refletir sobre os progressos e desafios para garantir seus direitos e liberdades, e engajar grandes audiências em todo o mundo a mobilizar os direitos humanos para todos.

Com um estilo de reality show, a série da emissora pública TV Escola apresenta 13 episódios com testes de habilidades para encontrar a melhor receita brasileira de alimentação escolar. Foto: PMA

Merendeiras participam de reality show sobre melhores receitas de alimentação escolar

As dez merendeiras classificadas em primeiro e segundo lugar no Concurso de Melhores Receitas de Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com o Centro de Excelência contra a Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, agora têm seu próprio programa de televisão.

Com um estilo de reality show, a série “Super Merendeiras”, da emissora pública TV Escola, apresenta 13 episódios com testes de habilidades para encontrar a melhor receita brasileira de alimentação escolar.

Uma família de migrantes olha pela janela e tira fotos enquanto empreendem sua jornada para o reassentamento. Foto: OIM/Musa Mohammed

Migração: governos precisam ‘fazer o trabalho duro’ de transformar palavras em ação

Enquanto líderes mundiais se reuniam na quarta-feira (26) nas Nações Unidas para discutir o primeiro acordo global projetado para gerenciar melhor a migração internacional, uma voz importante sobre os direitos dos migrantes os incitou a “fazer o trabalho duro” de transformar palavras em ação.

Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, previsto para ser formalmente adotado em dezembro, em Marrakech, compreende 23 objetivos abrangendo todos os aspectos da migração – incluindo a melhoria da disponibilidade de vias legais, a promoção de padrões trabalhistas éticos, o combate ao tráfico e a facilitação de retornos dignos.

Mulheres refugiadas e coachings brasileiras participam do segundo encontro do projeto Empoderando Refugiadas deste ano, realizado na sede do escritório Mattos Filho, em São Paulo. Foto: ACNUR /Fellipe Abreu

Projeto Empoderando Refugiadas promove workshop em SP sobre direitos e cultura brasileira

As mulheres em situação de refúgio que participam do projeto Empoderando Refugiadas, de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, estiveram reunidas na segunda-feira (24) para acompanhar o workshop “Direitos e Cultura Brasileira”, realizado na sede do escritório de advocacia Mattos Filho, em São Paulo.

O treinamento, que integra a programação anual do projeto, contribuiu para informar as mulheres sobre seus direitos a fim de promover sua inserção no mercado de trabalho brasileiro.

Nyle DiMarco, ativista surdo, modelo e ator, em discurso na 67ª edição da Conferência da ONU de organizações não governamentais (ONG), do Departamento de Informação Pública (DPI) das Nações Unidas. Foto: ONU/Loey Felipe

Ativista surdo destaca importância das línguas de sinais em dia especial da ONU

Nyle DiMarco é apenas um estrangeiro se comunicando em uma língua diferente. É assim que o ator, modelo e ativista se apresenta para aqueles que nunca conheceram uma pessoa surda.

DiMarco, que conquistou fama após vencer o reality show norte-americano America’s Next Top Model, é um ativista que defende o ensino de língua de sinais para crianças. O jovem de 29 anos cresceu em uma família de surdos e tem mais de 25 parentes com algum tipo de deficiência auditiva.

Mahmoud Abbas, presidente do Estado da Palestina, fala à Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

‘Jerusalém não está à venda’, diz presidente palestino na Assembleia Geral da ONU

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (27), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que “Jerusalém não está à venda” e que os direitos do povo palestino não podem ser alvo de barganhas.

Abbas ressaltou seu compromisso com a paz e a solução de dois Estados, bem como o caminho da negociação para alcançá-los, reiterando que a paz no Oriente Médio não pode ser realizada sem um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital.

Nova edição da revista Policy in Focus (PIF) é intitulada "Salário mínimo: desafios e perspectivas globais". Foto: Reprodução

Nova edição de revista de centro da ONU discute papel do salário mínimo na redução da pobreza

Pode o salário mínimo ser uma ferramenta para combater a desigualdade? A resposta a essa pergunta não é simples, muito menos unânime. A nova edição da revista Policy in Focus (PIF), intitulada em inglês “Minimum wage: global challenges and perspectives”(Salário mínimo: desafios e perspectivas globais), apresenta diferentes abordagens sobre a implementação de políticas públicas de salário mínimo e seus efeitos na redução da pobreza, na desigualdade e no crescimento inclusivo pelo mundo.

A revista também analisa os potenciais efeitos negativos e as tendências atuais no desenho de políticas. Publicada pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), a edição especial apresenta nove artigos de especialistas e acadêmicos sobre salário mínimo na América Latina, Europa, Ásia e África subsaariana, bem como em países como Estados Unidos, China, Índia e França.

O documento da UNCTAD diz que a hiperglobalização não resultou em um mundo de "ganha-ganha". Mas nem o recuo ao nacionalismo nostálgico nem a duplicação do apoio ao livre comércio fornecem a resposta correta, segundo o relatório. Foto: Rafael Matsunaga/CC Flickr.

ONU aponta concentração do poder econômico nas mãos de poucas empresas internacionais

A economia mundial permanece em terreno instável uma década depois da crise financeira de 2008, com as guerras comerciais aparecendo como um sintoma de um mal-estar mais profundo, segundo o relatório publicado nesta quarta-feira (26) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O documento examina como o poder econômico está sendo concentrado em um número menor de grandes empresas internacionais, e o impacto que isso está tendo na capacidade dos países em desenvolvimento de se beneficiar de sua participação no sistema de comércio internacional.

Segundo o relatório, a hiperglobalização não resultou em um mundo de “ganha-ganha”. Mas nem o recuo ao nacionalismo nostálgico nem a duplicação do apoio ao livre comércio fornecem a resposta correta, afirma a UNCTAD. Para a conferência da ONU, o livre comércio reduziu o espaço político para os países em desenvolvimento e cortou as proteções para os trabalhadores e as pequenas empresas, ao mesmo tempo em que protegeu a renda das grandes empresas.

Crianças observam uma cópia da Declaração Universal dos Direitos Humanos em Nova Iorque quando o documento tinha apenas dois anos, em 1950. Foto do arquivo da ONU.

ONU defende direitos humanos como ferramenta para prevenção de conflito e pobreza

Enquanto o mundo celebra o 70º aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) este ano, a Assembleia Geral da ONU dedicou um evento de alto nível nesta quarta-feira (26) para discutir como o respeito aos direitos humanos nas sociedades pode ajudar a avançar na paz e no desenvolvimento sustentável.

Adotada em Paris em 1948, a DUDH foi desenhada logo depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. O texto descreve cada um dos direitos inalienáveis dos indivíduos, por meio de 30 artigos cuidadosamente escritos.

Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Carissa F. Etienne. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

ONU apoia países na construção de sistemas de saúde baseados na atenção primária

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem colaborado com seus Estados-membros para promover a meta de saúde universal desde 2014, quando ministros de todos os países das Américas endossaram coletivamente esse objetivo.

O marco para essas atividades é conhecido como estratégia de atenção primária à saúde (APS), mas abarca muito mais do que o primeiro nível de atenção.

“A atenção primária à saúde é uma abordagem estratégica para desenvolver, organizar e financiar sistemas e serviços de saúde equitativos, sustentáveis e centrados em pessoas, famílias e comunidades”, disse diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

Oficina de lambes “Direitos Sexuais e Reprodutivos e Intervenção Urbana” foi uma das atividades da conferência internacional. Foto: UNFPA Brasil/Débora Klempous

UNFPA chama atenção para saúde sexual e reprodutiva de migrantes e refugiadas LGBTI

Conexões, troca de experiências, empatia, resiliência e sororidade. Essas foram as palavras que guiaram as atividades promovidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante a 4ª Conferência Internacional SSEX BBOX – Sexualidade Fora da Caixa, realizadas em São Paulo na sexta-feira (21).

A roda de conversa foi promovida pelo UNFPA e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com apoio do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), no âmbito da Livres & Iguais – a campanha das Nações Unidas pela igualdade de direitos da população LGBTI.

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, participou na segunda-feira (24) de evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foto: UERJ/Nadia Mathias

Diretor do UNIC Rio participa de evento na UERJ sobre direitos humanos

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, participou na segunda-feira (24) de evento na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) sobre o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o centenário de nascimento de Nelson Mandela.

O evento denominado “UERJ sem muros” está em sua 28ª edição, e tem objetivo divulgar ações de pesquisa, ensino e extensão. Em 2018, a pauta dos direitos humanos está sendo divulgada à comunidade interna e externa à universidade.

Projeto visa ao desenvolvimento sustentável das grotas de Maceió. Foto: ONU-Habitat

ONU-HABITAT assina acordo com Conselho de Arquitetura e Urbanismo e governo de AL

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) assinou no último dia 13 um memorando de entendimento com o governo de Alagoas e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU-AL).

O acordo possibilitará o compartilhamento de conhecimentos, técnicas e metodologias para implantação de projetos de urbanização e prevenção de assentamentos precários a partir do acesso à moradia adequada e digna.

O objetivo da convocatória foi identificar iniciativas que oferecem soluções e respostas baseadas na comunidade para doenças infecciosas na América Central e no Caribe. Foto EBC

Projetos de saúde em Guatemala e Honduras são reconhecidos por enfoque inovador e comunitário

Uma iniciativa de telemedicina do departamento de Gracias a Dios, em Honduras, juntamente com dois programas para controlar a doença de Chagas em Comapa, na Guatemala, foram reconhecidos por sua abordagem inovadora e comunitária para melhorar a saúde da população.

Os três programas foram selecionados a partir de uma lista com 12 trabalhos recebidos em uma chamada realizada por Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Centro Internacional de Entrenamiento e Investigaciones Médicas (CIDEIM), Universidade ICESI (Colômbia) e Organização Mundial de Saúde (OMS).

Crianças no vilarejo de Shade Bara, na província de Herat, no Afeganistão. Foto: PNUD/S. Omer Sadaat

Jovens são metade da população global afetada pela pobreza, alerta relatório da ONU

Metade de todas as pessoas que vivem na pobreza no mundo tem menos de 18 anos, de acordo com estimativas de um novo relatório lançado nesta quinta-feira (20) por Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e parceiros.

Os novos números do Índice de Pobreza Multidimensional 2018 (MPI, na sigla em inglês) mostram que em 104 países de baixa e média renda, 662 milhões de crianças são consideradas pobres de acordo com múltiplos indicadores. Em 35 desses países, as crianças respondem por ao menos 50% do total.