Redução das desigualdades

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods10 e notícias sobre o tema abaixo.

Meninas da África do Sul. Foto: Banco Mundial/Trevor Samson

África deve focar nos jovens e no empoderamento de mulheres e meninas, diz Guterres

A África deve se concentrar nos jovens, empoderar as mulheres e meninas e ser inovadora para alavancar recursos e financiar o desenvolvimento, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira (16) ao lançar a semana da África nas Nações Unidas.

“A África é a terra da resiliência e, acima de tudo, de oportunidades”, disse ele, ressaltando o recente progresso do continente em reduzir a pobreza, diversificar suas economias, construir uma classe média e cultivar o crescimento em uma variedade de setores.

A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei

Mulheres são quase metade da mão de obra do campo, mas seus esforços são ‘ignorados’, critica ONU

Embora representem quase metade (43%) da mão de obra do campo, as agricultoras têm seus esforços, muitas vezes, ignorados, alertou neste mês a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres Rurais, observado em 15 de outubro, a dirigente pediu mais investimentos para as trabalhadoras das regiões agrícolas, que devem ter acesso igualitário a terras, insumos, crédito e formação técnica.

Bebê de nove dias na cidade de Bambaya, no distrito de Kono, em Serra Leoa. Foto: UNICEF/Phelps

ONU: 7 mil recém-nascidos morrem por dia no mundo

A cada dia de 2016, 15 mil crianças morreram antes do seu quinto aniversário. Quase metade delas – ou 7 mil bebês – faleceu nos primeiros 28 dias de vida, segundo relatório divulgado nesta semana (19) pela ONU. Documento aponta queda na mortalidade geral de crianças com menos de cinco anos, mas identifica alta na proporção de bebês que morrem durante o período neonatal.

Levantamento de agências das Nações Unidas aponta que, na África Subsaariana, uma a cada 36 crianças morre no primeiro mês de vida. Em países desenvolvidos, a taxa é de uma a cada 333.

Desemprego é mais alto entre mulheres do que entre os homens. Foto: Agência Brasil

Afetado pelo Brasil, desemprego urbano na América Latina e no Caribe deve subir para 9,4% em 2017

A taxa de desemprego urbano nos países da América Latina e do Caribe deve subir para 9,4% este ano, influenciada pelo fraco desempenho do mercado de trabalho brasileiro, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as agências das Nações Unidas, a fragilidade dos mercados de trabalho da região também se reflete na qualidade do emprego. Em seis de oito países com informação disponível, a criação de emprego por conta própria foi mais dinâmica que a criação de emprego assalariado durante o primeiro semestre de 2017.

Com parceria da ONU, campanha Natal Sem Fome é relançada 10 anos após última edição

Fundada pelo sociólogo Betinho em 1993, a ONG Ação da Cidadania relançou no último domingo (15) a Campanha Natal Sem Fome, encerrada há dez anos. A nova edição do projeto tem a parceria inédita de duas agências da ONU — a UNESCO e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Iniciativa arrecadará doações de comida para populações que passam fome no Brasil.

Relator da ONU criticou políticas de empréstimos do FMI, que segundo ele vão de encontro às prioridades das Nações Unidas. Foto: Peter Clark/Flickr (CC)

Políticas do FMI impedem que países cumpram obrigações de direitos humanos, diz relator da ONU

As políticas de empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão prejudicando algumas das prioridades de direitos humanos e de desenvolvimento das Nações Unidas, assim como promovendo políticas “fracassadas” de privatização e austeridade, alertou o relator da ONU Alfred de Zayas, em Nova Iorque.

“O FMI atualmente impõe condições que desencorajam o gasto social e, portanto, impedem que os Estados cumpram suas obrigações de direitos humanos”, disse ele. “Frequentemente, essas condições aumentam o desemprego, reduzem os padrões que regem trabalho, saúde e meio ambiente, e diminuem o acesso à educação gratuita de qualidade”, completou.

Menina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria FleischmannMenina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Banco Mundial: América Latina ampliou educação, mas população pobre ainda tem menos oportunidades

Na América Latina e Caribe, apenas 50% das crianças de três anos de idade oriundas dos 20% mais pobres está na escola. No caso dos meninos e meninas que fazem parte dos 20% mais ricos, a taxa sobe para 90%. Em faixas etárias mais avançadas, disparidades também podem ser observadas. Em média, apenas 20% dos adultos de 21 anos de idade estão na escola. Todavia, entre os 20% mais ricos, o índice chega a 60%. Dados são de uma nova análise do Banco Mundial sobre acesso a educação.

Existem aproximadamente 3,3 milhões de refugiados e pessoas internamente deslocadas no Iraque. Muitas delas sofreram com a violência e têm pouco acesso a segurança e a serviços básicos. Mulheres e meninas deslocadas são frequentemente marginalizadas. A ONU Mulheres, com o apoio do governo do Japão, está trabalhando com parceiros para empoderar mulheres e meninas deslocadas por meio da educação, orientação e oportunidades de emprego. Confira nesse vídeo.

ONU Mulheres reconstrói vidas de pessoas deslocadas à força no Iraque; vídeo

Existem aproximadamente 3,3 milhões de refugiados e pessoas internamente deslocadas no Iraque. Muitas delas sofreram com a violência e têm pouco acesso a segurança e a serviços básicos. Mulheres e meninas deslocadas são frequentemente marginalizadas.

A ONU Mulheres, com o apoio do governo do Japão, está trabalhando com parceiros para empoderar mulheres e meninas deslocadas por meio da educação, orientação e oportunidades de emprego. Confira nesse vídeo.

O evento discute a divisão sexual do trabalho e como ela se traduz no dia a dia das famílias. Foto: EBC

Seminário em Brasília discute impactos da desigualdade de gênero no uso do tempo

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) promove na quarta-feira (18) em Brasília (DF) seminário com especialistas e estudiosos para discutir a influência da desigualdade de gênero no modo como as pessoas utilizam o tempo.

Com três mesas de discussões, o evento será realizado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU Mulheres.

“Os estudos de uso do tempo podem ajudar a compreender as relações entre a sobrecarga de trabalho feminina e a reprodução das desigualdades de gênero”, explica publicação do IPEA sobre o tema.

Um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Foto: Governo do Rio de Janeiro

Brasil tem sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul

O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, empatando com Peru e Suriname, com um índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, segundo dados referentes ao período de 2006 a 2015 divulgados nesta terça-feira (17) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Apesar de as taxas brasileiras serem menores que as de países sul-americanos como Venezuela (95) e Bolívia (88), ainda estão longe de países desenvolvidos como França (6) e Alemanha (8), ou mesmo de nações em desenvolvimento como Índia (28) e Rússia (27), segundo o levantamento.

A demanda não atendida por serviços de saúde, incluindo o planejamento reprodutivo, pode enfraquecer as economias e sabotar o progresso já alcançado rumo ao cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1, que trata da eliminação da pobreza, disse a agência da ONU.

Crianças na fila para refeição diária no Equador. Foto: Banco Mundial/Jamie Martin

ONU pede ação internacional para enfrentar as causas da pobreza

Lembrando a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável no sentido de garantir uma vida digna a todos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu esforços redobrados para erradicar inteiramente a pobreza no mundo.

“Esta agenda globalmente acordada prevê garantir um planeta saudável e construir sociedades pacíficas e inclusivas para garantir vidas dignas para todos”, disse o secretário-geral em mensagem de vídeo para o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. “Sua promessa de não deixar ninguém para trás exigirá abordagens inovadoras, parcerias e soluções”, completou.

Na foto, mulher participa do 1º Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno que acontece em Planaltina (DF), em dezembro de 2016. Foto: Mídia NINJA

Clima em mudança amplia desigualdade para mulheres rurais, alerta agência da ONU

As mulheres rurais representam mais de um quarto da população mundial, enquanto as mulheres representam 43% da força de trabalho agrícola em todo o mundo e nos países em desenvolvimento, lembrou a ONU Mulheres marcando neste domingo (15) o Dia Internacional das Mulheres Rurais.

No entanto, quando se trata de possuir terras, bem como acessar insumos agrícolas, financiamento e tecnologias para a resiliência climática, elas ainda ficam muito atrás dos homens. E isso pode piorar em meio às mudanças climáticas.

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, durante Fórum de Davos em 2013 Foto: Fórum Econômico Mundial/Michael Wuertenberg

FMI e Banco Mundial realizam cúpula em Washington sobre questões socioeconômicas globais

A cúpula anual dos conselhos de diretores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ocorre até domingo (15) em Washington, nos Estados Unidos, para discutir o trabalho das instituições e questões globais como perspectivas econômicas, erradicação da pobreza e impulso ao desenvolvimento.

“Após anos de desempenho medíocre, a economia global deve ter crescimento mais forte este ano, de 3,6%, e esperamos que esse impulso positivo continue em 2018”, disse a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, durante o evento.

“Isso nos dá uma grande oportunidade de garantir a recuperação e expandi-la para aqueles que ainda não estão se beneficiando dela, e incluir aqueles que estão excluídos ou estão sob o risco de serem excluídos”, salientou.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

FMI discute ferramentas de política fiscal para crescimento inclusivo

Em relatório divulgado na quinta-feira (12), o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que as crescentes desigualdades e a desaceleração econômica no mundo todo ampliaram as discussões sobre políticas de apoio ao crescimento inclusivo.

Citando programas de transferência de renda da América Latina, como o brasileiro Bolsa Família, o relatório discute políticas fiscais de redução das desigualdades, entre elas a maior tributação do topo da pirâmide, a introdução da renda mínima universal e maiores investimentos em saúde e educação.

Trazer os ODS ao centro das discussões de jovens comunicadores é um dos caminhos para alcançar quem, de fato, colocará em prática a Agenda 2030, segundo o Centro RIO+. Foto: Centro RIO+/Brenda Hada

Centro RIO+ lança na quarta (18) publicação sobre inclusão social e Agenda 2030

A inclusão social e o debate sobre questões centrais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável são alguns dos temas abordados pela publicação “Juventude 2030 — Caminhos e Aprendizados para um Mundo Sustentável”, que será lançada na próxima quarta-feira (18) pelo Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+).

A publicação é resultado de parceria entre o Centro RIO+, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e a instituição filantrópica Centro Integrado de Estudos e Desenvolvimento Sustentável (CIEDS).

As políticas públicas têm sido implementadas tradicionalmente com base em modelos que consideram as pessoas como agentes capazes de tomar decisões racionais, ponderadas e com capacidade ilimitada de processar informações. Foto: EBC

Políticas públicas precisam adotar economia comportamental, diz centro da ONU

O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole.

Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências daqueles em situação de pobreza é essencial para a elaboração de políticas públicas mais eficazes. É o que sugere estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) divulgado esta semana (10).

O coordenador-residente das Nações Unidas e representante-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic, também esteve presente no evento. Foto: FAO

Garantir segurança alimentar requer desenvolvimento rural sustentável e gestão das migrações

Evento em Brasília realizado na terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em conjunto com o governo do Distrito Federal reuniu 300 pessoas, entre autoridades locais, nacionais e do corpo diplomático, para celebrar o Dia Mundial da Alimentação e debater a crescente onda de deslocamentos no mundo.

“Há poucos dias, a FAO constatou que a fome no mundo voltou a crescer depois de anos em constante queda. São 38 milhões de pessoas a mais e um total de 815 milhões. O crescimento desse índice pode estar associado às migrações que muitas vezes obrigam as pessoas a fugirem de seus países. Não podemos aceitar que os deslocamentos forçados gerem insegurança alimentar”, ressaltou o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

Ruth Escobar durante o programa Roda Viva, da TV Cultura. Foto: Frame de vídeo da TV Cultura/Programa Roda Viva

ONU Mulheres emite nota de pesar pela morte da feminista brasileira Ruth Escobar

A ONU Mulheres Brasil divulgou na última sexta-feira (6) uma nota de pesar pela morte da feminista Ruth Escobar, falecida em 5 de outubro. Lembrando a participação da gestora no lobby do batom — movimento para a inclusão das reivindicações das mulheres na Constituição Federal de 1988 —, a agência das Nações Unidas descreveu o legado de Ruth como exemplo para a luta pela igualdade de gênero.

A segregação socioeconômica nas cidades contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência, alertou a CEPAL. Foto: OMS

CEPAL: segregação socioeconômica das cidades latino-americanas aprofunda violência

A segregação residencial e socioeconômica aprofunda as desigualdades e contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência que caracterizam muitas cidades latino-americanas e caribenhas, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo dados da ONU, quase 80% da população da América Latina e do Caribe vivia em áreas urbanas em 2014, percentual que deve chegar a 85% em 2050. Trata-se da região mais urbanizada do mundo, com 68 cidades de mais de 1 milhão de habitantes que apresentam grandes desafios de gestão urbana.

Kuñangue Aty Guasu, grande assembleia das mulheres Kaiowá e Guarani, teve a presença de delegação da ONU Brasil. Foto: UNIC Rio/Natália da Luz

ONU participa do Aty Kuña, grande assembleia das mulheres indígenas, em Mato Grosso do Sul

Encontro é um dos principais atos políticos do calendário de mobilização das mulheres Kaiowá e Guarani. Neste ano, reuniu cerca de 300 participantes. Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil e coordenadora do Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil, liderou a delegação da ONU no Aty Kuña.

“A presença da ONU Brasil no Aty Kuña expressa o compromisso das Nações Unidas em aprofundar o trabalho com as mulheres indígenas e de elaborar um plano de emergência frente ao agravamento da situação relatada pelas lideranças indígenas”, disse Nadine.

Saiba mais nesta matéria e confira vídeo especial da ONU Brasil.

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Iniciativas brasileiras de trabalho decente no setor algodoeiro viram exemplo para outros países

Executado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto Brasileiro do Algodão, projeto busca compartilhar boas práticas brasileiras no setor algodoeiro e promover o trabalho decente em países produtores de algodão de África e América Latina por meio da Cooperação Sul-Sul.

“No Brasil, o trabalho infantil na produção de algodão está virtualmente erradicado, principalmente como resultado da atuação da inspeção do trabalho e do desenvolvimento de processos de certificação do algodão”, explica a coordenadora do programa de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Fernanda Barreto.

“Mas, infelizmente, este e outros problemas ainda persistem em outros países. Por isso, a Cooperação Sul-Sul é fundamental para compartilhar com esses países as possíveis soluções encontradas pelo Brasil.”

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Agência da ONU apoia evento em São Paulo sobre saúde da população trans

A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) promove no início de novembro (1 a 4) na capital paulista o I Encontro Brasileiro de Saúde Trans, que reunirá pessoas trans, profissionais de saúde, gestores públicos e especialistas nacionais e internacionais.

O evento é realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil. “A população trans é, sem dúvida, uma das mais desprovidas de direitos, principalmente quando constatamos que até mesmo o próprio direito de existir lhe é negado na maioria das vezes”, disse Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil.

Foto: Flickr/João Guilherme de Carvalho (Creative Commons)

Todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro, alerta CEPAL

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) defende uma reforma fiscal nos países da região que leve em conta a questão ambiental, disse na quarta-feira (4) Carlos Mussi, representante do órgão das Nações Unidas no Brasil.

Segundo ele, “todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro”. “Se o Estado ou a sociedade não entrar, não tentar prever e atuar, o passivo ambiental não será pago apenas pelo princípio poluidor pagador, isso será uma conta da sociedade, isso será um passivo fiscal via dívida para as futuras gerações”, disse.

Relator da ONU pediu que Suíça intensifique medidas contra fluxos financeiros ilícitos de evasão fiscal e corrupção. Foto: Keith Laverack/Flickr (CC)

Relator da ONU pede que Suíça combata fluxos financeiros ilícitos; cita escândalo da Petrobras

O governo suíço adotou medidas para combater os fluxos financeiros ilícitos nos últimos anos, mas é necessário fazer mais para enfrentar questões incluindo o contínuo risco de lavagem de dinheiro, disse um especialista da ONU ao final de sua primeira visita oficial ao país.

“Isso fica particularmente evidente com o envolvimento de diversos bancos suíços no escândalo de corrupção da Petrobras e nos fluxos suspeitos ligados ao fundo soberano malaio 1MDB. É especialmente preocupante que esses eventos não tenham ocorrido anos atrás — o dinheiro estava sendo aceito até bem recentemente”, declarou o especialista.

Foto de capa do plano criado pela Global Task Force on Cholera Control (GTFCC). Foto: OMS/Acland

ONU e parceiros se comprometem a reduzir mortes por cólera em 90% até 2030

Uma nova e ambiciosa estratégia para reduzir em 90% o número de mortes por cólera até 2030 foi lançada nesta quarta-feira (4) pela Global Task Force on Cholera Control (GTFCC), uma rede diversificada de mais de 50 agências internacionais, instituições acadêmicas e ONGs que apoiam países afetado pela doença.

“A OMS se orgulha de fazer parte desta nova iniciativa conjunta para deter as mortes por cólera. A doença tem um maior impacto sobre as pessoas pobres e vulneráveis – isso é inaceitável. O Global Roadmap é a melhor maneira de acabar com isso”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Em 2015, as economias em desenvolvimento responderam por 70% dos usuários de Internet no mundo. Foto: EBC

Brasil é o quarto país com mais usuários de Internet do mundo, diz relatório da ONU

O Brasil é o quarto país com maior número absoluto de usuários de Internet, ficando atrás de Estados Unidos, Índia e China, segundo novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Quase 90% das 750 milhões de pessoas que ficaram online pela primeira vez entre 2012 e 2015 viviam em países em desenvolvimento, segundo o documento.

Apesar disso, o relatório indicou que a presença dos países da América Latina e do Caribe na economia digital permanece relativamente limitada. Junto com a África, a região responde por apenas 4% de todas as impressoras 3D utilizadas no mundo. Além disso, as mesmas duas regiões respondem por menos de 2% das empresas digitais do mundo com uma capitalização de mercado de mais de 1 bilhão de dólares.

As economias em desenvolvimento, lideradas pela China e pela Índia, responderam por quase 90% das 750 milhões de pessoas que ficaram online pela primeira vez entre 2012 e 2015, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Foto: EBC

Era digital precisa garantir prosperidade para todos, diz relatório da ONU

A digitalização está afetando cada aspecto da produção e do comércio, das grandes corporações às pequenas empresas, mas há risco de essas tecnologias contribuírem para a ampliação das desigualdades de renda, segundo novo relatório publicado na segunda-feira (2) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

“Nós da UNCTAD estamos animados com o poder transformador da digitalização, mas precisamos reconhecer que a Internet não é uma panaceia”, disse o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi. “Políticas nacionais e internacionais efetivas são necessárias para garantir que os ganhos sejam distribuídos de forma equitativa entre e dentro dos países”, disse Kituyi.

Enquanto mais de 1 bilhão de pessoas carecem de moradias adequadas no mundo, o estoque de moradias desocupadas está gradualmente aumentando, lembrou o diretor-executivo do ONU-Habitat. Foto: EBC

Em dia mundial, ONU-Habitat defende políticas habitacionais e moradias acessíveis

No Dia Mundial do Habitat, lembrado na primeira segunda-feira de outubro, o diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, afirmou que o acesso a moradias é essencial para uma nova visão da urbanização como motor do desenvolvimento sustentável.

“Hoje, 1,6 bilhão de pessoas vivem em moradias inadequadas, das quais 1 bilhão vive em favelas e assentamentos informais”, afirmou. “Assegurar a acessibilidade das moradias é, portanto, um desafio complexo de importância estratégica para desenvolvimento, paz e igualdade”, completou.

Foto: Fora do Eixo (CC)

ONU firma parceria com governo do RN para ações de desenvolvimento da juventude

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) assinou na quinta-feira (28) uma carta de intenções com o governo do Rio Grande do Norte (RN) para desenvolver ações conjuntas nas temáticas de população e desenvolvimento, saúde reprodutiva e juventude.

O objetivo é desenvolver programas, projetos e atividades de promoção aos direitos humanos e de melhoria da qualidade de vida da população, com foco em temas trabalhados pela agência da ONU.

O Brasil é um dos países que se destacam na luta contra a insegurança alimentar, de acordo com representante da FAO no país. Foto: EBC

ARTIGO: Brasil é protagonista-chave para erradicação da fome na América Latina até 2025

Em artigo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, lembra que o país, ao longo das últimas três décadas, consolidou políticas, leis e estratégias que fortaleceram as bases e fizeram com que a fome deixasse de ser um problema estrutural.

Para o futuro, Bojanic afirma que o Brasil precisa resolver outra questão que permeia também a garantia da segurança alimentar — as desigualdades sociais. Leia o artigo completo.

O novo relatório da UNCTAD sobre a economia da informação analisa o estado da digitalização na economia mundial. Foto: ITU/V. Martin

ONU lança na segunda-feira (2) relatório sobre impacto da tecnologia na economia mundial

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) lançará na próxima segunda-feira (2) relatório sobre o impacto da digitalização na economia global e o risco de as novas tecnologias ampliarem as desigualdades de renda.

O documento explora formas de ajudar os atores econômicos em países em desenvolvimento a se conectar melhor com os mercados globais por meio de ferramentas de informação e comunicação, comércio eletrônico e outras aplicações digitais.

Ilustração: Carlos Latuff, 2011/Wikimedia Commons (CC)

Autorizar mulheres a dirigir é apenas 1º passo para Arábia Saudita, dizem relatores da ONU

A decisão da Arábia Saudita de permitir que mulheres dirijam é um primeiro passo importante rumo à autonomia e independência das mulheres, mas muito precisa ser feito para chegar à igualdade de gênero no país, disseram especialistas em direitos humanos da ONU nesta quinta-feira (28).

“O fim da proibição para dirigir deve agora ser complementado por medidas similares para acabar com outras restrições, como o sistema de tutela masculino, que efetivamente trata mulheres como menores dependentes, assim como outras legislações discriminatórias que violam o direito das mulheres à igualdade”, disse a relatora Kamala Chandrakirana.

Quando abortos são feitos de acordo com as diretrizes e padrões da OMS, o risco de complicações severas ou de morte é insignificante, disse a agência da ONU. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão.

OMS: proibição não reduz número de abortos e aumenta procedimentos inseguros

Globalmente, mais de 25 milhões de abortos inseguros (45% do total) ocorrem anualmente, segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria é realizada em países em desenvolvimento de África, Ásia e América Latina.

O estudo mostrou que a restrição ou proibição do acesso não reduz o número de abortos. Além disso, em países onde o aborto é completa ou parcialmente proibido, um em cada quatro abortos é seguro. Em países onde o aborto é legal, nove entre dez são realizados de maneira segura.

Quando os abortos são feitos de acordo com as diretrizes e padrões da OMS, o risco de complicações severas ou de morte é insignificante, explicou a agência da ONU.

Protesto de 2015 no Rio de Janeiro, contra a redução da maioridade penal. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres critica PEC da redução da maioridade penal e pede mais inclusão para os jovens

Em nota divulgada nesta quinta-feira (28), a ONU Mulheres no Brasil se posicionou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, que prevê a redução da maioridade penal. Para a agência das Nações Unidas, a culpabilização dos jovens e a restrição precoce da liberdade não são solução para a violência. De acordo com o organismo, ‘não há país possível nem sustentabilidade humana com o aprisionamento crescente de crianças, adolescentes e jovens’.

Documentário "Baixada Nunca se Rende" foi exibido em Belford Roxo (RJ). Foto: Centro RIO+

Centro RIO+ exibe documentário ‘Baixada Nunca se Rende’ em Belford Roxo

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) exibiu na quarta-feira (20) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o documentário “#BXD – Baixada Nunca se Rende”, de autoria do italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

O filme faz parte da inciativa “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável”, projeto que utiliza a música e a arte como ferramentas de engajamento civil.