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O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 10 diz: “Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods10 e notícias sobre o tema abaixo.

PNUD lança segunda fase da resposta integrada à COVID-19

A segunda fase da resposta integrada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) à crise causada pela COVID-19 é projetada para ajudar os tomadores de decisão a olhar “Além da recuperação: Em direção a 2030”.

Ao abranger o papel de liderança técnica do PNUD dentro da resposta socioeconômica da ONU à pandemia, a nova etapa tem foco em quatro áreas principais: governança, proteção social, economia verde e disrupção digital.

Sem ação urgente, mulheres e meninas estão em risco, alerta UNFPA. Arte: Fatma Mahmoud Salama Raslan

Fundo de População da ONU alerta para risco de retrocesso no combate à violência de gênero no mundo

Em um Dia Mundial de População marcado pela pandemia da COVID-19, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) alerta para a necessidade de proteger mulheres e meninas, sobretudo em relação à violência baseada em gênero.

De acordo com a diretora-executiva do UNFPA, Natalia Kanem, o progresso global para colocar um fim às diversas agressões contra mulheres deve sofrer sérios retrocessos em meio à pandemia.

Além disso, o acesso à saúde sexual e reprodutiva, como pré-natal e contraceptivos, também está ameaçado. O Dia Mundial de População é lembrado no sábado (11).

Concurso da UNESCO convida famílias a contar histórias em vídeo

UNESCO convida famílias para concurso latino-americano de vídeos

A UNESCO e o Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (CERLALC) convidam todas as famílias da América Latina e do Caribe a criarem histórias e compartilhá-las em vídeos de até 5 minutos de duração com a hashtag  #OsContosDoVento no Facebook e no Instagram.

O fechamento de escolas, bibliotecas, centros culturais e outros locais de encontro, como resposta preventiva à COVID-19, causou impactos na vida de todas as pessoas. As famílias enfrentam o desafio de realizar atividades que promovam aprendizagens significativas, além de contribuírem para a convivência harmônica. Uma dessas atividades é exatamente a de “contar contos”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

ARTIGO: Um alerta global

Em artigo de opinião publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alerta para a necessidade de união dos líderes de todo o mundo para superar os desafios múltiplos que os países enfrentam: a pandemia da COVID-19, as mudanças climáticas, a injustiça racial e o aumento das desigualdades. Ele traça dois cenários possíveis pós-pandemia e defende um multilateralismo em rede, inclusivo e eficaz.

Profissionais de saúde em Madagascar testam cidadãos para a COVID-19. Foto: Banco Mundial/Henitsoa Rafalia

Enquanto COVID-19 tira vidas no mundo todo, ONU sugere caminho para evitar novas pandemias

Um novo estudo científico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária (ILRI) concluiu que, se os países não tomarem medidas drásticas para conter a disseminação de zoonoses, pandemias como a da COVID-19 serão mais comuns.

À medida que a população mundial se aproxima de 8 bilhões de pessoas, o desenvolvimento desenfreado coloca cada vez mais os seres humanos em contato com animais selvagens, o que facilita a disseminação dessas doenças entre as espécies.

“Conforme exploramos áreas mais marginais, criamos mais oportunidades de transmissão”, explicou o professor de doenças infecciosas em animais da Universidade de Liverpool e co-autor pelo ILRI, Eric Fèvre. “A nossa pegada está aumentando no mundo e, com ela, o risco de grandes epidemias e, eventualmente, de outra pandemia como a da COVID-19, é cada vez maior.”

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

Moradia popular em São Paulo (2017) Foto: Luis Blanco/ A2IMG / Agência Pública

Especialista da ONU pede fim dos despejos no Brasil durante a crise da COVID-19

O especialista da ONU para o direito à moradia pediu nesta quinta-feira (9) ao Brasil que acabe com todos os despejos durante a crise da COVID-19, logo depois que mais de 2 mil famílias foram expulsas de suas casas. Outras milhares de pessoas correm risco de despejo nas cidades e no interior do estado de São Paulo.

“O Brasil tem o dever de proteger urgentemente todas as pessoas da ameaça da COVID-19, especialmente as comunidades em risco. A pandemia já afetou mais de um milhão e meio de pessoas no país e matou mais de 65 mil”, disse Balakrishnan Rajagopal, relator especial da ONU para o direito à moradia. “Os despejos forçados de pessoas nessa situação, independentemente do status legal de posse, é uma violação de direitos humanos”.

Profissional de saúde coleta amostras para teste de COVID-19 no Hospital Estadual Mimar Sinan, em Istambul, Turquia. Foto: PNUD Turquia/Levent Kulu

Relatório da ONU sobre progresso dos ODS aponta que COVID-19 está comprometendo avanços sociais

De acordo com o Relatório 2020 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o mundo está progredindo – mesmo que de forma irregular e insuficiente – em áreas como melhora da saúde materna e infantil, expansão do acesso à eletricidade e aumento da representação das mulheres nos governos.

Mesmo assim, esses avanços foram contrabalanceados pelo aumento da insegurança alimentar, da deterioração do meio ambiente natural e das persistentes e generalizadas desigualdades. Leia o relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

ONGs recebem doação de alimentos e ajudam populações vulneráveis no Norte e Nordeste do Brasil

As ONGs Cáritas e Fundação Amazônia Sustentável (FAS) receberam doações de alimentos da iniciativa privada para ajudar populações em situação de vulnerabilidade durante a pandemia da COVID-19. As entregas aconteceram na primeira semana de julho e fazem parte de ações de arrecadação apoiadas pelo Centro de Excelência contra Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP).

O WFP tem atuado na coordenação de iniciativas de organizações do terceiro setor e entidades privadas para aumentar o alcance das campanhas de doação e beneficiar mais famílias afetadas pela pandemia.

O jornalista e fotógrafo Ismael dos Anjos, realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”. Foto: Papo de Homem

Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis, diz documentarista em webinário com UNFPA

Os homens podem apoiar a luta das mulheres por igualdade de direitos e criar “outras masculinidades possíveis”, disseram participantes de webinário realizado na semana passada (2) pelo Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade (COGEMMEV) do Ministério de Minas e Energia e entidades vinculadas.

“As mulheres estão organizadas há mais de 100 anos buscando avançar, e os homens precisam ser aliados na luta das mulheres, mas nós também precisamos nos organizar de maneira diferente. Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis”, disse Ismael dos Anjos que foi realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”.

Mulheres indígenas avaliam estratégias de empoderamento político e resposta à COVID-19

Identificar oportunidades de colaboração e atuação conjunta para o avanço da agenda de direitos, tendo as mulheres indígenas como protagonistas, foi o objetivo de consulta realizada pela ONU Mulheres, no final de maio, com integrantes da iniciativa Voz das Mulheres Indígenas e a deputada federal Joênia Wapichana.

Durante a consulta, lideranças relembraram marcos da reorganização política nos últimos anos, efeito das desigualdades de gênero e a mobilização para defender povos e territórios indígenas na pandemia do novo coronavírus.

A representante da ONU Mulheres, Anastasia Divinskaya, reiterou o compromisso da organização com o movimento de mulheres indígenas, com atenção ao enfrentamento da violência.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

Cúpula global da OIT discute impactos da pandemia no mundo do trabalho

Mais de 50 chefes de Estado e de governo, além de líderes empresariais e sindicais de todo o mundo, participam até quinta-feira (9) de um debate global online sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho.

A cúpula é a maior reunião online de trabalhadores, empregadores e governos realizada até o momento. Os participantes abordarão os efeitos econômicos e sociais da pandemia, que revelou a grande vulnerabilidade de milhões de trabalhadores, trabalhadoras e empresas.

Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças se alimentam no Equador. Foto: Banco Mundial / Jamie Martin

ONU: diante da crise, ações para atingir objetivos globais são mais urgentes do que nunca

Os dramáticos impactos da pandemia de COVID-19 expuseram “fraquezas em nossos sistemas e sociedades”, disse a principal autoridade do fórum internacional da ONU sobre desenvolvimento sustentável, iniciado na terça-feira (7), alertando que “é necessária uma nova dinâmica” para superar os choques negativos.

“A pandemia de COVID-19, embora principalmente uma crise de saúde, também rapidamente se tornou a pior crise econômica e humana em décadas”, disse Mona Juul, presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), na reunião inaugural do Fórum Político de Alto Nível sobre desenvolvimento sustentável, que será realizado até 16 de julho.

Diante da atual crise, “progressos significativos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) não poderiam ser mais urgentes”, disse Juul, pedindo que a reunião seja “um trampolim para maior solidariedade e cooperação”.

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

Relatório sobre AIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas no mundo

Um novo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) mostra que houve progresso significativo rumo ao fim da epidemia de AIDS no mundo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral.

Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas, alertou o programa da ONU.

Além disso, a pandemia de COVID-19 afetou seriamente a resposta à AIDS e pode causar uma ruptura ainda maior. Leia a reportagem completa.

Porto de Hong Kong. Foto: Man Chung/Unsplash

ONU expressa alarme por prisões em Hong Kong

O escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH) expressou alarme pela prisão de manifestantes em Hong Kong, depois que a China adotou uma lei de segurança nacional para a região administrativa especial.

O porta-voz Rupert Colville informou que o Escritório do Alto Comissário para Direitos Humanos continuava a analisar a nova lei, que entrou em vigor na quarta-feira, considerando sua conformidade com as obrigações internacionais de direitos humanos.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.

COVID-19 deve custar ao menos US$1,2 trilhão ao turismo global, prevê UNCTAD

O setor de turismo pode perder pelo menos 1,2 trilhão de dólares, ou 1,5% do PIB global, após ter ficado parado por quase quatro meses devido à pandemia do novo coronavírus, informou a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em relatório publicado na quarta-feira (1).

A UNCTAD alertou que a perda pode chegar a 2,2 trilhões de dólares, ou 2,8% do PIB global, em um cenário de freio no turismo internacional por um total de oito meses.

No cenário mais pessimista, com a persistência da suspensão das viagens e estadias por 12 meses, o órgão da ONU estima que o prejuízo aumentaria para 3,3 trilhões de dólares, ou 4,2% do PIB global.

Impactos socioeconômicos da COVID-19 são mais intensos entre população mais pobre no Brasil

Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo, os impactos da COVID-19 podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Estas análises foram apresentadas durante a décima edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), ocorrido nessa quarta-feira (1).

O encontro virtual contou com a participação de especialistas que debateram os impactos socioeconômicos da COVID-19.

Ismenia works daily to ensure the protection of those who live in the Rondon 1 shelter. Photo: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelan helps the fight against COVID-19 in a Brazilian refugee shelter

Ismenia is a 46-year-old Venezuelan who currently lives in the Brazilian city of Boa Vista, where she lives and works in the refugee shelter Rondon 1, which operates with support from the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR). She left Venezuela after failing to find adequate medical treatment for her thyroid cancer, leaving behind not only her husband and children but also her career as a nurse.

Currently, Ismenia is part of the Rondon 1 shelter’s health committee. With the new coronavirus, the community leader was recruited by WHO for the noble mission of making sure that other residents of the shelter are following hygiene recommendations against COVID-19.

A venezuelana Ismenia trabalha diariamente para garantir a proteção da população que vive no abrigo Rondon 1, em Boa Vista – Foto: Tainanda Soares/ACNUR

Venezuelana atua no combate ao coronavírus em abrigo de refugiados no Brasil

A venezuelana Ismenia tem 46 anos e mora em Rondon 1, abrigo em Boa Vista apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Ismenia teve câncer de tireoide e deixou a Venezuela por não conseguir encontrar tratamento médico adequado. Sem opção, ela também deixou para trás o marido, filhos e a carreira como enfermeira.

Atualmente, Ismenia faz parte do comitê de saúde do abrigo Rondon 1. Com a chegada do novo coronavírus, a líder comunitária foi recrutada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma nobre missão: garantir que outros moradores do abrigo Rondon 1 estejam seguindo corretamente recomendações de higiene para proteger todos contra o novo coronavírus.

A crise econômica decorrente da pandemia tem levado à suspensão total ou parcial das atividades produtivas. Foto: ONU

CEPAL: um terço do emprego formal e um quarto do PIB da América Latina serão afetados pela pandemia

Mais de um terço do emprego formal e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe são gerados em setores fortemente afetados pela crise econômica decorrente da pandemia de COVID-19.

A informação consta em novo estudo divulgado nesta quinta-feira (2) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Os setores mais afetados são o comércio atacadista e varejista; as atividades comunitárias sociais e pessoais; hotéis e restaurantes; atividades imobiliárias, empresariais e de aluguel, e as manufatureiras.

Mercado no Chile, durante a pandemia de COVID-19. Foto: FAO/Max Valencia

Evento online discute impactos socioeconômicos da COVID-19 na América Latina

A Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizam nesta quarta (1º) a décima edição da série “População e Desenvolvimento em Debate”.

A discussão abordará os impactos socioeconômicos da COVID-19. Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo os impactos podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Assista à transmissão do webinário no canal do UNFPA Brasil no Youtube às 15h.

Conheça o projeto que ajuda refugiadas a acessarem o mercado de trabalho brasileiro

A quarta edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, que promove o acesso de mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro desde 2015, foi encerrada em junho deste ano. Duas turmas foram formadas, uma em São Paulo (SP) e outra em Boa Vista (RR), onde o projeto operou de formas distintas e atingiu resultados inéditos em relação às edições anteriores.

A iniciativa conjunta da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres realizará sua quinta edição no segundo semestre de 2020 e seguirá promovendo workshops de formação para a empregabilidade dessa população, agora no ambiente virtual, diante dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

A análise mais recente da OIT mostra que o impacto da pandemia sobre o mundo do trabalho foi mais severo do que anteriormente estimado. Foto: Arisson Marinho/AGECOM

OIT: impacto da pandemia no mercado de trabalho global foi mais intenso do que o previsto

O número de horas de trabalho perdidas em todo o mundo no primeiro semestre de 2020 foi significativamente maior do que o estimado inicialmente, afirmou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta terça-feira (30).

Globalmente, houve uma queda de 14% nas horas de trabalho no segundo trimestre de 2020, o equivalente à perda de 400 milhões de empregos em período integral (considerando-se uma jornada semanal de trabalho de 48 horas).

Trata-se de uma queda acentuada comparada à estimativa anterior de baixa de 10,7% (305 milhões de empregos), publicada em 27 de maio.

UNICEF inicia na quarta (1º) série de encontros virtuais sobre desafios dos povos indígenas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove a partir de quarta-feira (1º) a série de webinários “Direitos de ser e direitos de ter: Os desafios dos povos indígenas no cenário de pandemia e pós-pandemia”.

Com a participação de lideranças indígenas, o evento online tem como objetivo elaborar estratégias conjuntas, intercomunitárias e interinstitucionais para promoção e garantia dos direitos educacionais indígenas.

OIT debaterá ‘Um futuro possível com trabalho decente e inclusão’ pós-pandemia

O escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil convida para o evento virtual “Um futuro possível: trabalho decente e inclusão”, que ocorre nesta terça-feira (30), às 19h, com transmissão pelo canal da ILO TV no YouTube.

Nas rodas de conversas virtuais, serão reunidos representantes de governo, organizações de trabalhadores e de empregadores, pessoas beneficiadas pelos projetos da OIT e personalidades do mundo da cultura.

O objetivo é trocar ideias propositivas e positivas sobre os caminhos possíveis para a saída da crise e uma reconstrução socioeconômica pós-pandemia, que incluam igualdade de condições e de tratamento, justiça social e trabalho decente para todas, todes e todos.

O que significa ser um refugiado LGBTQI+

Existem cerca de 26 milhões de refugiados no mundo que fugiram da guerra, conflitos violentos ou perseguição. De acordo com o direito internacional, qualquer pessoa com fundado temor de ser perseguida com base em sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em um determinado grupo social deve ser protegida como refugiada.

As diretrizes emitidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) consideram que pessoas perseguidas pela sua identidade de gênero, orientação sexual ou características sexuais têm direito a essa proteção. Às vezes, os refugiados LGBTQI+ são vítimas de leis severas de seus governos. Outras vezes, sofrem nas mãos da sociedade local ou de suas próprias famílias – com uma atitude indiferente do Governo, que pode até participar do abuso.

CEPAL: crise provocada pela pandemia é chance de dar grande impulso à sustentabilidade

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus é uma oportunidade para avançar em direção a um grande impulso para a sustentabilidade, que permita um novo modelo de desenvolvimento baseado na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A afirmação foi feita na segunda-feira (29) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, durante seminário virtual organizado conjuntamente com o Senado brasileiro.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

ONU lança vídeo para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?”

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

Pesquisadores chamam atenção para situação dos indígenas na Amazônia em meio à pandemia da COVID-19

Nesta quarta-feira (24) ocorreu a nona edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, realizada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), com o tema “A pandemia e a crise ambiental e sanitária na Amazônia”.

Nesta edição foi discutido o acirramento das desigualdades e os riscos identificados na região, a partir da relação entre população e ambiente. O pesquisador do Programa de Monitoramento de Áreas Protegidas do Instituto Socioambiental (ISA), Tiago Moreira, alertou não só para o risco de a população indígena contrair a COVID-19, mas também para o risco de passarem fome.

Também participaram do debate o coordenador do programa de monitoramento da Amazônia e demais biomas do INPE, Cláudio Almeida; o professor na Universidade Federal do Pará (UFPA), Harley Silva; e a mediação foi realizada pela pesquisadora colaboradora da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA/Unicamp), Thais Tartalha Lombardi.

Projeto "Tô de boa" é iniciativa do PNUD com a SENAD para reduzir o envolvimento de jovens e adolescentes com entorpecentes. Foto: Fotografierende/Pexels

PNUD lança projeto de prevenção da oferta de drogas em parceria com governo federal

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, lançou um edital para implementar uma fase piloto do projeto “Tô de Boa”. A iniciativa quer diminuir o envolvimento de jovens, adolescentes e pessoas vulneráveis com entorpecentes e marca o Dia Internacional de Combate às Drogas, lembrado em 26 de junho.

“Tô de Boa” é a sigla para Trabalho Orientado de Desenvolvimento Econômico e Biopsicossocial baseado na Oferta de Alternativas e está alinhado com a Política Nacional de Drogas da SENAD. O edital busca uma instituição para elaborar o modelo e a metodologia do projeto. A organização selecionada fará também a implementação, o monitoramento e a avaliação do projeto piloto, usando métodos de análise de políticas públicas.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

Foto: Reprodução

OIT, UNAIDS e MPT lançam vídeo sobre direitos da população LGBTI+ em meio à pandemia

Para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, celebrado em 28 de junho, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Ministério Público do Trabalho (MPT) lançam campanha em vídeo para garantir direitos e proteção da população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersex (LGBTI+) no Brasil.

Em meio à crise de saúde da COVID-19 e seus impactos sobre sociedade, economia e mundo do trabalho, as agências afirmam ser fundamental voltar a atenção para as pessoas historicamente excluídas por preconceitos e discriminação em relação à sua orientação sexual e identidade de gênero.

São Paulo já soma mais de 1,7 mil mortos por COVID-19. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

COVID-19: recuperação será mais lenta após ‘crise como nenhuma outra’, prevê FMI

A recuperação econômica da pandemia de COVID-19 é projetada para ser mais gradual do que o previsto anteriormente, de acordo com relatório publicado na quarta-feira (24) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O organismo internacional estima uma queda de 4,9% para a economia global este ano, frente à projeção de baixa de 3% feita em abril, indicando que a recessão será mais profunda e a recuperação, mais lenta. Para o Brasil, a previsão é de um tombo de 9,1%.

Comércio exterior teve forte declínio com a COVID-19. Foto Tom Fisk/Pexels

CEPAL e Senado realizam webinar sobre propostas globais para recuperação sustentável

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (CEPAL) e o senador Jaques Wagner, presidente da Subcomissão do Grande Impulso para a Sustentabilidade do Senado Federal, realizam na segunda-feira (29) o webinar “Propostas Globais para uma Recuperação Sustentável”.

O objetivo é apresentar propostas para uma recuperação econômica sustentável da crise provocada pela pandemia de COVID-19, que está atingindo fortemente o Brasil e muitos países do mundo.

Relatório mundial aponta aumento do consumo de drogas e impactos da COVID-19 neste mercado

Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado nesta quinta-feira (25) analisou o impacto da COVID-19 nos mercados de drogas e, embora seus efeitos ainda não sejam totalmente conhecidos, o fechamento de fronteiras e outras restrições relacionadas à pandemia já causaram escassez de drogas nas ruas, levando ao aumento de preços e à redução da pureza.

O documento mostrou ainda que cerca de 269 milhões de pessoas usaram drogas no mundo em 2018 – aumento de 30% em comparação com 2009. Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.

Foto: UNICEF/Raoni Libório

UNICEF e parceiros apoiam mais de 1,7 milhão de pessoas em 10 capitais brasileiras na pandemia

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 19 empresas parceiras, celebridades, organizações da sociedade civil e governos locais se uniram para apoiar mais de 1,7 milhão de pessoas vulneráveis em dez capitais brasileiras.

As ações ocorrem por meio da distribuição de produtos de higiene, limpeza e outros itens essenciais, acompanhados de informação de prevenção para as famílias.

UNICEF e parceiros distribuem kits de higiene a 900 famílias vulneráveis de São Paulo

Foram feitas na quarta-feira (24) doações de kits de higiene pessoal e limpeza – bem como a distribuição de folhetos e cartazes informativos sobre prevenção do novo coronavírus e proteção de crianças, adolescentes e suas famílias – a pessoas que vivem em cortiços, ocupações ou estão em situação de rua em São Paulo (SP).

O projeto é fruto de uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) para atender 900 famílias com crianças e adolescentes no centro da capital paulista, totalizando 2,7 mil crianças e adolescentes. A ação será realizada em parceria técnica com a Rede Ibab Solidária.