Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Meninas da África do Sul. Foto: Banco Mundial/Trevor Samson

África deve focar nos jovens e no empoderamento de mulheres e meninas, diz Guterres

A África deve se concentrar nos jovens, empoderar as mulheres e meninas e ser inovadora para alavancar recursos e financiar o desenvolvimento, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira (16) ao lançar a semana da África nas Nações Unidas.

“A África é a terra da resiliência e, acima de tudo, de oportunidades”, disse ele, ressaltando o recente progresso do continente em reduzir a pobreza, diversificar suas economias, construir uma classe média e cultivar o crescimento em uma variedade de setores.

Desemprego é mais alto entre mulheres do que entre os homens. Foto: Agência Brasil

Afetado pelo Brasil, desemprego urbano na América Latina e no Caribe deve subir para 9,4% em 2017

A taxa de desemprego urbano nos países da América Latina e do Caribe deve subir para 9,4% este ano, influenciada pelo fraco desempenho do mercado de trabalho brasileiro, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com as agências das Nações Unidas, a fragilidade dos mercados de trabalho da região também se reflete na qualidade do emprego. Em seis de oito países com informação disponível, a criação de emprego por conta própria foi mais dinâmica que a criação de emprego assalariado durante o primeiro semestre de 2017.

Com parceria da ONU, campanha Natal Sem Fome é relançada 10 anos após última edição

Fundada pelo sociólogo Betinho em 1993, a ONG Ação da Cidadania relançou no último domingo (15) a Campanha Natal Sem Fome, encerrada há dez anos. A nova edição do projeto tem a parceria inédita de duas agências da ONU — a UNESCO e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Iniciativa arrecadará doações de comida para populações que passam fome no Brasil.

Relator da ONU criticou políticas de empréstimos do FMI, que segundo ele vão de encontro às prioridades das Nações Unidas. Foto: Peter Clark/Flickr (CC)

Políticas do FMI impedem que países cumpram obrigações de direitos humanos, diz relator da ONU

As políticas de empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão prejudicando algumas das prioridades de direitos humanos e de desenvolvimento das Nações Unidas, assim como promovendo políticas “fracassadas” de privatização e austeridade, alertou o relator da ONU Alfred de Zayas, em Nova Iorque.

“O FMI atualmente impõe condições que desencorajam o gasto social e, portanto, impedem que os Estados cumpram suas obrigações de direitos humanos”, disse ele. “Frequentemente, essas condições aumentam o desemprego, reduzem os padrões que regem trabalho, saúde e meio ambiente, e diminuem o acesso à educação gratuita de qualidade”, completou.

Um em cada cinco bebês que nascem no Brasil é filho de mãe adolescente. Foto: Governo do Rio de Janeiro

Brasil tem sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul

O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, empatando com Peru e Suriname, com um índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, segundo dados referentes ao período de 2006 a 2015 divulgados nesta terça-feira (17) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Apesar de as taxas brasileiras serem menores que as de países sul-americanos como Venezuela (95) e Bolívia (88), ainda estão longe de países desenvolvidos como França (6) e Alemanha (8), ou mesmo de nações em desenvolvimento como Índia (28) e Rússia (27), segundo o levantamento.

A demanda não atendida por serviços de saúde, incluindo o planejamento reprodutivo, pode enfraquecer as economias e sabotar o progresso já alcançado rumo ao cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1, que trata da eliminação da pobreza, disse a agência da ONU.

Crianças na fila para refeição diária no Equador. Foto: Banco Mundial/Jamie Martin

ONU pede ação internacional para enfrentar as causas da pobreza

Lembrando a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável no sentido de garantir uma vida digna a todos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu esforços redobrados para erradicar inteiramente a pobreza no mundo.

“Esta agenda globalmente acordada prevê garantir um planeta saudável e construir sociedades pacíficas e inclusivas para garantir vidas dignas para todos”, disse o secretário-geral em mensagem de vídeo para o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. “Sua promessa de não deixar ninguém para trás exigirá abordagens inovadoras, parcerias e soluções”, completou.

Na foto, mulher participa do 1º Circuito de Feiras e Mostras Culturais da Reforma Agrária do Distrito Federal e Entorno que acontece em Planaltina (DF), em dezembro de 2016. Foto: Mídia NINJA

Clima em mudança amplia desigualdade para mulheres rurais, alerta agência da ONU

As mulheres rurais representam mais de um quarto da população mundial, enquanto as mulheres representam 43% da força de trabalho agrícola em todo o mundo e nos países em desenvolvimento, lembrou a ONU Mulheres marcando neste domingo (15) o Dia Internacional das Mulheres Rurais.

No entanto, quando se trata de possuir terras, bem como acessar insumos agrícolas, financiamento e tecnologias para a resiliência climática, elas ainda ficam muito atrás dos homens. E isso pode piorar em meio às mudanças climáticas.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

FMI discute ferramentas de política fiscal para crescimento inclusivo

Em relatório divulgado na quinta-feira (12), o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que as crescentes desigualdades e a desaceleração econômica no mundo todo ampliaram as discussões sobre políticas de apoio ao crescimento inclusivo.

Citando programas de transferência de renda da América Latina, como o brasileiro Bolsa Família, o relatório discute políticas fiscais de redução das desigualdades, entre elas a maior tributação do topo da pirâmide, a introdução da renda mínima universal e maiores investimentos em saúde e educação.

As políticas públicas têm sido implementadas tradicionalmente com base em modelos que consideram as pessoas como agentes capazes de tomar decisões racionais, ponderadas e com capacidade ilimitada de processar informações. Foto: EBC

Políticas públicas precisam adotar economia comportamental, diz centro da ONU

O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole.

Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências daqueles em situação de pobreza é essencial para a elaboração de políticas públicas mais eficazes. É o que sugere estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) divulgado esta semana (10).

O coordenador-residente das Nações Unidas e representante-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic, também esteve presente no evento. Foto: FAO

Garantir segurança alimentar requer desenvolvimento rural sustentável e gestão das migrações

Evento em Brasília realizado na terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em conjunto com o governo do Distrito Federal reuniu 300 pessoas, entre autoridades locais, nacionais e do corpo diplomático, para celebrar o Dia Mundial da Alimentação e debater a crescente onda de deslocamentos no mundo.

“Há poucos dias, a FAO constatou que a fome no mundo voltou a crescer depois de anos em constante queda. São 38 milhões de pessoas a mais e um total de 815 milhões. O crescimento desse índice pode estar associado às migrações que muitas vezes obrigam as pessoas a fugirem de seus países. Não podemos aceitar que os deslocamentos forçados gerem insegurança alimentar”, ressaltou o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

Pena de morte afeta desproporcionalmente os mais pobres, dizem relatores da ONU

Especialistas da ONU pediram medidas urgentes para acabar com o impacto desproporcional da pena de morte sobre os mais pobres. Eles afirmaram que impor a pena capital como resultado de discriminação constitui execução arbitrária, e os governos não devem ser passíveis a isso. Os comentários foram feitos para o Dia Mundial contra a Pena de Morte, lembrado em 10 de outubro.

Segundo os especialistas, pessoas que vivem na pobreza são mais afetadas pela pena de morte por serem alvos fáceis para a polícia, não poderem pagar advogados, terem acesso somente a assistência jurídica gratuita de baixa qualidade, entre outros fatores.

O número total de pessoas que sofrem com a fome na América Latina e no Caribe aumentou, o que está revertendo décadas de progressos. Foto: EBC

Relatório da ONU pede continuidade de políticas de combate à fome no Brasil

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostrou que o Brasil manteve o indicador da fome abaixo dos 2,5% nos últimos anos, o que faz com que a meta de erradicação possa ser cumprida em 2030 caso haja continuidade de políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

“Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva”, destaca Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.

A segregação socioeconômica nas cidades contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência, alertou a CEPAL. Foto: OMS

CEPAL: segregação socioeconômica das cidades latino-americanas aprofunda violência

A segregação residencial e socioeconômica aprofunda as desigualdades e contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência que caracterizam muitas cidades latino-americanas e caribenhas, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo dados da ONU, quase 80% da população da América Latina e do Caribe vivia em áreas urbanas em 2014, percentual que deve chegar a 85% em 2050. Trata-se da região mais urbanizada do mundo, com 68 cidades de mais de 1 milhão de habitantes que apresentam grandes desafios de gestão urbana.

Plantação de algodão em Catuti (MG). Foto: OIT

Iniciativas brasileiras de trabalho decente no setor algodoeiro viram exemplo para outros países

Executado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Instituto Brasileiro do Algodão, projeto busca compartilhar boas práticas brasileiras no setor algodoeiro e promover o trabalho decente em países produtores de algodão de África e América Latina por meio da Cooperação Sul-Sul.

“No Brasil, o trabalho infantil na produção de algodão está virtualmente erradicado, principalmente como resultado da atuação da inspeção do trabalho e do desenvolvimento de processos de certificação do algodão”, explica a coordenadora do programa de Cooperação Sul-Sul da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Fernanda Barreto.

“Mas, infelizmente, este e outros problemas ainda persistem em outros países. Por isso, a Cooperação Sul-Sul é fundamental para compartilhar com esses países as possíveis soluções encontradas pelo Brasil.”

Foto: Flickr/João Guilherme de Carvalho (Creative Commons)

Todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro, alerta CEPAL

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) defende uma reforma fiscal nos países da região que leve em conta a questão ambiental, disse na quarta-feira (4) Carlos Mussi, representante do órgão das Nações Unidas no Brasil.

Segundo ele, “todo passivo ambiental será um passivo fiscal no futuro”. “Se o Estado ou a sociedade não entrar, não tentar prever e atuar, o passivo ambiental não será pago apenas pelo princípio poluidor pagador, isso será uma conta da sociedade, isso será um passivo fiscal via dívida para as futuras gerações”, disse.

Foto de capa do plano criado pela Global Task Force on Cholera Control (GTFCC). Foto: OMS/Acland

ONU e parceiros se comprometem a reduzir mortes por cólera em 90% até 2030

Uma nova e ambiciosa estratégia para reduzir em 90% o número de mortes por cólera até 2030 foi lançada nesta quarta-feira (4) pela Global Task Force on Cholera Control (GTFCC), uma rede diversificada de mais de 50 agências internacionais, instituições acadêmicas e ONGs que apoiam países afetado pela doença.

“A OMS se orgulha de fazer parte desta nova iniciativa conjunta para deter as mortes por cólera. A doença tem um maior impacto sobre as pessoas pobres e vulneráveis – isso é inaceitável. O Global Roadmap é a melhor maneira de acabar com isso”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Enquanto mais de 1 bilhão de pessoas carecem de moradias adequadas no mundo, o estoque de moradias desocupadas está gradualmente aumentando, lembrou o diretor-executivo do ONU-Habitat. Foto: EBC

Em dia mundial, ONU-Habitat defende políticas habitacionais e moradias acessíveis

No Dia Mundial do Habitat, lembrado na primeira segunda-feira de outubro, o diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, afirmou que o acesso a moradias é essencial para uma nova visão da urbanização como motor do desenvolvimento sustentável.

“Hoje, 1,6 bilhão de pessoas vivem em moradias inadequadas, das quais 1 bilhão vive em favelas e assentamentos informais”, afirmou. “Assegurar a acessibilidade das moradias é, portanto, um desafio complexo de importância estratégica para desenvolvimento, paz e igualdade”, completou.

Foto: Fora do Eixo (CC)

ONU firma parceria com governo do RN para ações de desenvolvimento da juventude

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) assinou na quinta-feira (28) uma carta de intenções com o governo do Rio Grande do Norte (RN) para desenvolver ações conjuntas nas temáticas de população e desenvolvimento, saúde reprodutiva e juventude.

O objetivo é desenvolver programas, projetos e atividades de promoção aos direitos humanos e de melhoria da qualidade de vida da população, com foco em temas trabalhados pela agência da ONU.

Venezuelanos chegam ao Brasil pela cidade de Pacaraima, em Roraima. Foto: EBC

Agência da ONU apoia iniciativas de assistência a migrantes vulneráveis em Roraima

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Centro de Migrações e Direitos Humanos (CMDH) assinaram na semana passada (20) um acordo de subvenção para a execução de serviços de assistência direta a migrantes em situação de vulnerabilidade em Roraima.

O estado tem recebido um alto fluxo migratório, especialmente de venezuelanos, que inclui vítimas de tráfico de pessoas e migrantes com necessidade de assistência.

Documentário "Baixada Nunca se Rende" foi exibido em Belford Roxo (RJ). Foto: Centro RIO+

Centro RIO+ exibe documentário ‘Baixada Nunca se Rende’ em Belford Roxo

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) exibiu na quarta-feira (20) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o documentário “#BXD – Baixada Nunca se Rende”, de autoria do italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

O filme faz parte da inciativa “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável”, projeto que utiliza a música e a arte como ferramentas de engajamento civil.

Foto: Alberto Coutinho/Secom Governo da Bahia

Com apoio da ONU, governo da Bahia anuncia repasse de R$ 4,7 mi para agricultura familiar do semiárido

O governo da Bahia anunciou na semana passada (21) 24 convênios para o programa Pró-Semiárido, iniciativa que é cofinanciada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e visa reduzir a pobreza no meio rural. As novas parcerias entre o estado e associações comunitárias liberarão 4,7 milhões de reais para pequenos produtores, beneficiando 2.977 famílias dos 32 municípios baianos cobertos pelo projeto.

O PNUD afirma que praticar atividades físicas e esportivas é um direito das pessoas, não um dever. Foto: EBC

Todos os grupos sociais devem ter acesso a atividades físicas, alerta relatório do PNUD

Apesar de os benefícios dos esportes e das atividades físicas serem reconhecidos na esfera da saúde, sociabilidade, cognição, produtividade e qualidade de vida, é baixo o nível de envolvimento dos brasileiros com essas práticas. No país, aproximadamente 70% da população não pratica esportes e atividades físicas.

O dado consta em relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Os homens brasileiros têm 28% mais chances de praticar esportes que as mulheres. A parcela da população que ganha mais de cinco salários mínimos pratica o dobro de atividades físicas e esportivas daquela com renda de até meio salário mínimo. Os brancos praticam 12% mais atividades físicas e esportivas que os negros.

Refugiados e migrantes participam de evento em São Paulo para aprender técnicas de empreendedorismo. Foto: ACNUR.

CEPAL: migrantes dão contribuição econômica, social e cultural aos países em que vivem

Os migrantes dão uma contribuição econômica, social e cultural aos países em que vivem, e cabe às Nações Unidas reunir dados sobre esse aporte de forma a garantir os direitos humanos, o desenvolvimento e a inclusão dessa população.

As declarações foram feitas pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alícia Bárcena, durante reunião das comissões regionais da ONU em Nova Iorque sobre o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular.

Casa abandonada no distrito de La Era, na capital hondurenha Tegucigalpa, onde a violência de gangues está forçando os moradores a fugir. Foto: ACNUR/Tito Herrera.

Violência das gangues força hondurenhos a abandonar casas e terras

Nos morros da capital hondurenha, Tegucigalpa, Cecilia segue em direção a uma casa vazia, com passos instáveis em uma subida. Assim como muitas outras casas no bairro, esta foi esvaziada após ameaças armadas contra os moradores.

O abandono de terras e de casas em Honduras, e seu impacto nas comunidades, é objeto de preocupação por parte da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “É importante reconhecer que o deslocamento está afetando particularmente as comunidades já tradicionalmente marginalizadas e excluídas”, disse Andrés Celis, representante do ACNUR em Honduras.

Na América Latina e no Caribe, há 60 milhões de agricultores familiares. Foto: Flickr/Secom/Mateus Pereira

Delegação do governo paraguaio visita projetos de agricultura familiar no Brasil

Representantes do governo paraguaio visitaram o Brasil na semana passada para conhecer as ações governamentais de incentivo à agricultura familiar. Eles contaram com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) que, por meio da Cooperação Sul-Sul, fornece insumos, conhecimentos e experiências para o diálogo político, estratégico e técnico entre os países.

Os cineastas receberam a homenagem após exibição dos filmes na principal sala de cinema do CCBB, com a presença de representantes das Nações Unidas e de membros do júri. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Cineastas são premiados em evento da ONU pelo Dia Internacional da Paz

Três vídeos foram premiados na noite de quinta-feira (21) durante evento organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para a ocasião do Dia Internacional da Paz.

Os filmes “Afronte Negra!”, de Carina Aparecida dos Santos; “Tecendo a Liberdade”, de Luíza Matravolgyi Damião; e “Onde a Música Transforma”, de Pedro Ferrarini e Rodrigo Cabral; foram os vencedores do I Concurso de Vídeos da ONU Nelson Mandela, cujo tema foi “a luta contra a pobreza é uma questão de justiça, não é um gesto de caridade”. Leia entrevista com os realizadores e assista aos filmes.

Natalia Kanem, diretora-executiva em exercício do UNFPA. Foto: UNFPA

ARTIGO: População e mudanças climáticas

Em artigo, a diretora-executiva em exercício do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, menciona conexões equivocadas frequentemente feitas entre crescimento populacional e mudança climática.

Segundo ela, apesar de o crescimento populacional fazer com que mais pessoas consumam mais e, portanto, emitam mais gases do efeito estufa, essas emissões não estão distribuídas de forma igualitária entre todas as populações do mundo.

Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL ao lado de Juan Somavía, diretor da Academia Diplomática do Chile. Foto: Academia Diplomática do Chile/Ximena Puccio

Metas da ONU são resposta contra as desigualdades e privilégios, defende CEPAL

Em encontro global de institutos de formação de diplomatas, no Chile, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu que países incorporem a Agenda 2030 da ONU em seus planos nacionais de desenvolvimento. Objetivos das Nações Unidas, segundo a dirigente, são uma resposta da comunidade internacional para enfrentar disparidades econômicas, sociais e ambientais.

Crianças em Dekoa, na República Centro-Africana. Foto: MINUSCA

ONU alerta para crise no financiamento de refeições escolares na África Ocidental e Central

Mais de 1,5 milhão de crianças vulneráveis em toda a África Ocidental e Central estão indo às aulas com fome ou mesmo abandonando a escola devido à falta de financiamento para as refeições escolares do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), informou a agência no início do ano escolar de 2017-2018.

As consequências dessa crise são dramáticas, uma vez que os nutritivos almoços e lanches providenciados pelo PMA são, muitas vezes, a única refeição que muitos jovens comem o dia todo.

A maioria dos venezuelanos vivendo em Roraima é jovem e possui boa formação escolar. A maioria já trabalha, e muitos enviam recursos para seus familiares na Venezuela. Foto: ACNUR/ Luiz Fernando Godinho

Maioria de venezuelanos em Roraima é jovem, possui boa escolaridade e está trabalhando

A maioria dos venezuelanos não indígenas vivendo em Roraima é jovem, possui boa escolaridade, tem atividade remunerada e paga aluguel. Entre os que trabalham, 51% recebem menos de um salário mínimo e 28% estão formalmente empregados. Muitos enviam ajuda financeira aos familiares que estão na Venezuela, e apontam a crise econômica e política como principal motivo para se deslocar. Já os venezuelanos indígenas que vivem em Roraima indicam a fome como motivo de seu deslocamento, sendo que as mulheres são a principal fonte de renda neste grupo.

O estudo — realizado pelo Conselho Nacional de Imigração, vinculado ao Ministério do trabalho, e com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) — aponta o perfil sociodemográfico e laboral dos venezuelanos que vivem em Roraima, de forma a apoiar a formulação de políticas migratórias no Brasil.

Entre 2015 e 2016, mais 2,4 milhões de pessoas sofreram com a subnutrição na América Latina e no Caribe. Foto: EBC

FAO vê alta da fome na América Latina e no Caribe; 42,5 milhões estão subnutridos

O número de pessoas que sofrem com a fome na América Latina e no Caribe aumentou em 2,4 milhões de 2015 a 2016, alcançando um total de 42,5 milhões de pessoas, segundo relatório das Nações Unidas, que alertou para uma deterioração da situação, especialmente na América do Sul.

Segundo o representante regional da FAO, a desaceleração econômica da região, resultado da queda dos preços das commodities e do encolhimento econômico global, tem afetado a segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

Edifícios nos arredores de Wall Street. Foto: Michael Aston/Flickr (CC)

ONU critica ‘rentismo’ e práticas monopolistas das grandes corporações globais

Relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostrou que, com o aumento contínuo de seu poder de mercado e de lobby, as grandes empresas inflam seus lucros pela manipulação das regras do jogo. A crise de 2008 expôs essas práticas nos mercados financeiros; o uso dos paraísos fiscais por parte do 1% mais rico é fato conhecido. Contudo, tais práticas também têm se estendido a setores não financeiros, alertou o documento.

“Estamos enfrentando um mundo de ‘lucros sem prosperidade’, onde o poder de mercado assimétrico é um fator que contribui fortemente para a desigualdade de renda”, disse o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi.

O fracasso em domar o mercado financeiro e em lidar com as desigualdades tem prejudicado os esforços para a construção de economias inclusivas, aponta relatório das Nações Unidas. Foto: Rafael Matsunaga/CC Flickr.

Finanças sem regulação são fonte de instabilidade e desigualdade, diz ONU

A desregulação das finanças está no cerne do mundo hiperglobalizado de hoje. O fracasso em domá-la e em lidar com as desigualdades tem prejudicado os esforços para a construção de economias inclusivas, aponta relatório das Nações Unidas publicado nesta quinta-feira (14).

Segundo o documento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), pouco foi feito para regular as finanças globais desde a crise de 2008. O órgão alerta que, nas últimas décadas, as finanças intensificaram seu controle sobre as economias dos países.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

ONU pede fim da austeridade fiscal e ousadia para reequilibrar economia global

Novo relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) descreve uma rota política alternativa para a construção de economias globais mais inclusivas e solidárias.

O documento pede um novo pacto em que as pessoas tenham prioridade frente aos lucros. Pontos cruciais de tal transformação seriam o fim da austeridade fiscal, a contenção do “rentismo” das empresas e o direcionamento das finanças para a criação de empregos, bem como para o investimento em infraestrutura.

Nelson Mandela. Foto: Fundação Nelson Mandela

Vencedores do Concurso de Vídeos da ONU serão exibidos no CCBB Rio em 21 de setembro

Os três filmes vencedores do 1o. Concurso de Vídeos da ONU Nelson Mandela, promovido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), serão exibidos no dia 21 de setembro, no CCBB do Rio de Janeiro. A sessão especial é aberta ao público e contará com a presença de diretores e jurados. O documentário ‘Guarani e Kaiowá: pelo direito de viver no Tekoha’, produzido pelo UNIC Rio, também será exibido.

Mulher prepara “bolos de argila”, discos de barro, manteiga e sal, que se tornaram símbolo da luta do Haiti contra a pobreza extrema e a fome. Foto: ONU/Logan Abassi

Nações Unidas apresentam novo relatório sobre fome e nutrição no mundo

Cinco organismos das Nações Unidas lançam na sexta-feira (15) em Roma, na Itália, o primeiro relatório unificado sobre os avanços na erradicação da fome e da má nutrição no mundo até 2030. A nova edição do documento oferece estimativas atualizadas do número e proporção de pessoas que sofrem com a fome no mundo, apresentando dados globais, regionais e nacionais.

O relatório será lançado por Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Programa Mundial de Alimentos (PMA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento será transmitido pela Internet.

Programa Embaixadores da Juventude está com inscrições abertas até 17 de setembro em Salvador (BA). Foto: Embaixadores da Juventude

ONU recebe inscrições para programa Embaixadores da Juventude em Salvador

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Instituto Caixa Seguradora recebem inscrições para edição de Salvador (BA) do programa Embaixadores da Juventude. Podem se inscrever jovens entre 18 e 25 anos, residentes do estado ou da região Nordeste, com conhecimento intermediário de inglês ou espanhol e que tenham concluído o Ensino Médio. O prazo é 17 de setembro.

Por meio de debates com especialistas, análises de casos e atividades práticas, o programa oferece um treinamento completo de liderança e ativismo em pautas como segurança, pobreza, sustentabilidade, educação, empreendedorismo e saúde, abordando os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).