Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Bebês em maternidade de Ulaanbaatar, Mongólia. Foto: UNICEF

UNICEF diz que taxas de mortalidade infantil em países pobres são alarmantes

Recém-nascidos estão morrendo a taxas “alarmantemente altas” em países pobres, afetados por conflitos ou com instituições fracas, disse relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicado nesta terça-feira (20). Segundo o documento, bebês nascidos nessa situação têm 50 vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida do que aqueles nascidos em países ricos.

No Japão, um em cada 1,1 mil recém-nascidos morre no primeiro mês de vida, enquanto no Paquistão, a taxa é de que um a cada 22 bebês.

Realizado pela ONG Repórter Brasil em parceria com a SEDUC e com apoio da OIT e do MPT, o projeto tem como objetivo promover a discussão sobre o tema do trabalho escravo na rede estadual de ensino do Maranhão. Foto: OIT

Escolas do Maranhão desenvolvem atividades de prevenção ao trabalho escravo

Realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) do Maranhão e com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), o projeto “Escravo, nem pensar!” é focado na prevenção ao trabalho escravo e já está em sua segunda edição.

Por meio da iniciativa, escolas da rede estadual desenvolverão este ano atividades de prevenção ao trabalho escravo com alunos e pessoas da comunidade. O Maranhão é o principal estado de origem de trabalhadores resgatados do trabalho escravo no Brasil.

As remessas, dinheiro que os trabalhadores migrantes enviam para suas famílias em seus países de origem, são cruciais para apoiar milhões de pessoas nos países desenvolvidos. Foto: FIDA (arquivo)

No Dia Mundial da Justiça Social, agência da ONU pede proteção a trabalhadores migrantes

Muitos trabalhadores migrantes acabam presos em empregos inseguros, insalubres e de baixa remuneração, disse o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na segunda-feira (19), pedindo a adoção de diretrizes para uma governança nacional, regional e global dos migrantes.

“A maior parte da migração hoje está ligada, direta ou indiretamente, à busca por oportunidades de trabalho decente”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em mensagem para o Dia Mundial da Justiça Social, anualmente observado em 20 de fevereiro.

Tendo como tema neste ano “Trabalhadores em deslocamento: a busca por justiça social”, a data foca nos 150 milhões de trabalhadores migrantes do mundo, muitos dos quais enfrentam exploração, discriminação, violência e falta de proteções básicas.

Publicação analisa formas de as políticas de proteção social contribuírem para a ampliação da segurança alimentar e nutricional nos países africanos. Foto: PMA

Centro de Excelência contra a Fome lança publicação sobre proteção social em países africanos

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas — lançou na semana passada (16) uma nova publicação que reúne cinco artigos sobre proteção social em países africanos.

A partir de uma abordagem holística e sistêmica, os estudos de caso encontraram evidências de que programas de transferência de renda, de alimentação escolar vinculada à agricultura local, entre outros, melhoraram o acesso, a disponibilidade, a estabilidade e o consumo de alimentos nesses países.

Grandi parabenizou os países da região por manterem uma política de "fronteiras abertas". Foto: ACNUR

No Brasil, alto-comissário da ONU elogia política de refúgio da América Latina e do Caribe

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, elogiou nesta segunda-feira (19) em visita a Brasília (DF) a política de refúgio dos países de América Latina e Caribe. As declarações foram feitas na abertura da reunião de consultas regionais sobre o novo Pacto Global para Refugiados, que está sendo discutido pelos Estados-membros das Nações Unidas.

Grandi cumprimentou os países latino-americanos e caribenhos por manterem uma política de “fronteiras abertas e por oferecerem proteção àqueles de dentro e de fora da região, especialmente agora, quando os números de refugiados estão aumentando”.

Reunião comunitária em Aurangabad, na Índia. Foto: Banco Mundial/Simone D. McCourtie

ONU: sem ações pela igualdade de gênero, mundo não alcançará objetivos globais

Sem o rápido progresso para a igualdade de gênero e ações reais para acabar com a discriminação contra mulheres e meninas, a comunidade global não será capaz de manter a promessa de “não deixar ninguém para trás” no caminho para pôr fim à pobreza, proteger o planeta e avançar na prosperidade até 2030, de acordo com novo relatório das Nações Unidas lançado na quarta-feira (14).

“Este é um sinal urgente para a ação, e o relatório recomenda os caminhos a seguir”, disse a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, no lançamento do documento “Transformando promessas em ação: Igualdade de Gênero na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”.

O relatório combina exemplos de empresas de todo o mundo com uma análise aprofundada de 10 corporações em oito países, incluindo o Brasil. Foto: FAO/Ubirajara Machado

Políticas laborais de apoio a quem tem filhos beneficiam trabalhadores e empresas, diz relatório

Estudo de subsidiária do Banco Mundial analisou políticas laborais de países latino-americanos, caribenhos e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para apoiar quem tem filhos e conclui que elas beneficiam tanto profissionais quanto as empresas.

Além de discutir as vantagens dos programas de suporte para mães e pais, o relatório apresenta várias recomendações para empresas que desejam implementá-los ou aprimorá-los.

Agricultores em um campo de arroz no distrito de Dhading, na região central do Nepal. Foto: FIDA/Anwar HossainAgricultores em um campo de arroz no distrito de Dhading, na região central do Nepal. Foto: FIDA/Anwar Hossain

Novo projeto da ONU beneficiará mais de 14 mil agricultores familiares no Nepal

Espera-se que milhares de agricultores familiares se beneficiem de uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Nepal que utiliza uma abordagem inovadora para capacitar os agricultores e agregar valor aos seus produtos.

Iniciativa contribuiu para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1 e 2 – que tratam do fim da pobreza em todas as suas formas; e o fim da fome e alcance da segurança alimentar, respectivamente.

Missão do PMA em Gâmbia. Foto: PMA/Vinícius Limongi

Centro de Excelência contra a Fome visita Gâmbia para tratar de agricultura familiar

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — realizaram uma missão em Gâmbia no fim de janeiro (22 a 26) com o objetivo de identificar áreas e oportunidades para o PMA ampliar as capacidades dos agricultores familiares do país e intensificar a compra de alimentos produzidos por eles.

A insegurança alimentar e nutricional ainda é um problema sério em Gâmbia, e o PMA está comprometido a combater suas causas, ao mesmo tempo em que apoia o governo a criar uma rede de proteção sistemática para populações vulneráveis a desastres, como secas e inundações.

Segundo a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) precisam ter enfoque racial para eliminar o racismo. Foto: EBC

ONU Mulheres chama de ‘escândalo’ morte de 23 mil jovens negros por ano no Brasil

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. São 63 mortes por dia, que totalizam 23 mil vidas negras perdidas pela violência letal por ano, conforme destacado pela campanha Vidas Negras, lançada pelas Nações Unidas no país em novembro de 2017.

“Vinte e três mil assassinatos de jovens por ano é um escândalo. A sociedade brasileira, os governos e cada um de nós temos de fazer a nossa parte. (A campanha) Vidas Negras fala do reconhecimento da importância dos jovens negros. Chama à responsabilidade social e política de fazer algo já”, declarou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, em entrevista ao programa Artigo 5º, da TV Justiça, a ser veiculado na próxima terça-feira (13), às 12h.

Investimentos chineses na América Latina e no Caribe estão concentrados nos setores de mineração e hidrocarbonetos. Foto: Flickr/Cassandra Sarmanho (CC)

CEPAL vê alta do investimento chinês na América Latina e no Caribe em 2017

Em 2017, o estoque de investimentos diretos chineses nos países latino-americanos e caribenhos alcançou cerca de 115 bilhões de dólares, avanço de 46% frente ao ano anterior, de acordo com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Entre 2005 e 2017, o investimento estrangeiro direto proveniente da China mostrou forte concentração, tanto em termos de setores (com mineração e hidrocarbonetos representando cerca de 80%), como de países de destino (Brasil, Peru e Argentina receberam 81% do total).

Ali e Rozh, do Iraque, trabalham como voluntários em um banco de alimentos de Viena. Foto: ACNUR/Andras D Hajdu.

Refugiados iraquianos na Áustria trabalham como voluntários no combate à pobreza

Em uma manhã fria em uma propriedade industrial de Viena, na Áustria, Ali e Rozh checam as caixas de vegetais doados. Os dois solicitantes de refúgio, ambos do Iraque, não procuram comida para si. Eles são voluntários em um banco de alimentos que combate o desperdício e distribui comida excedente a pessoas pobres no país. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

“Estamos felizes em usar nosso tempo para o bem”, diz Ali Majid Abdul Razzaq Al Khalid, de 32 anos, veterinário de Diyala, leste do Iraque. “Há refugiados pobres, mas há também austríacos pobres que vivem na rua. Isso foi um choque para nós quando chegamos aqui — ver pessoas pobres na Europa, em uma terra supostamente rica”.

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Ele foi um dos palestrantes do evento em São Paulo. Foto: PMA/Isadora Ferreira

Evento em SP discute formas de garantir alimentação de qualidade para todos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência contra a Fome apoiaram no fim de janeiro (26 e 27) a realização de evento em São Paulo para debater possíveis caminhos para alimentar melhor uma população global que deve chegar a quase 9 bilhões de pessoas até 2030.

O seminário “Fruto — Diálogos do Alimento” reuniu 30 especialistas e 300 convidados, contando com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação, tendo como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Olivia Nankindu, de 27 anos, gerencia colheita em Kyotera, Uganda. Foto: Banco Mundial/Stephan Gladieu

ONU alerta para risco de países menos desenvolvidos não atingirem objetivos globais

Os países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês), nações que precisam de mais atenção da comunidade internacional, não atingirão os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável a menos que ações urgentes sejam tomadas, disse novo estudo das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira (5).

“A comunidade internacional deve fortalecer seu apoio aos países menos desenvolvidos, em linha com o compromisso de não deixar ninguém para trás”, disse Paul Akiwumi, diretor da divisão da UNCTAD para África, países menos desenvolvidos e programas especiais.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.

Capital humano é responsável por dois terços da riqueza do mundo, segundo relatório do Banco Mundial. Foto: Agência Brasil

Riqueza global subiu 66% entre 1995-2014, diz relatório do Banco Mundial

Relatório lançado pelo Banco Mundial na terça-feira (30), em Washington, mostrou que a riqueza global aumentou 66% entre 1995 e 2014. Segundo o estudo “Mudança na Riqueza das Nações”, a cifra passou de 690 trilhões de dólares para mais de 1 quatrilhão de dólares.

Após análise de 141 países, o documento concluiu que a riqueza global per capita estagnou ou caiu nesse período em pelo menos 20 deles. A queda foi puxada pela África Subsaariana, onde a população cresceu mais do que o investimento.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Brasil ratifica Convenção 189 da OIT sobre trabalho doméstico

O governo brasileiro depositou na quarta-feira (31) no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o instrumento formal de ratificação da Convenção número 189 sobre trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para a OIT, a ratificação da Convenção nº 189 representa um passo importante que apoia uma série de medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de fornecer proteções fundamentais aos trabalhadores domésticos.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil — mais do que em qualquer outro país do mundo. A maior parte é mulher, indígena e afrodescendente.

Alunos da Escola Municipal Lindolfo Collor em Maceió, Alagoas. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

UNICEF alerta para necessidade de reverter evasão escolar no Brasil

Mais de 180 mil escolas brasileiras iniciaram um novo ano letivo na segunda-feira (29) em todo o país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015, 6,5% das crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos, ou mais de 2,8 milhões de meninos e meninas, estão fora da sala de aula.

“Reverter a exclusão escolar é urgente. A cada ano que passam fora da escola, crianças e adolescentes têm seu direito de aprender negado e ficam ainda mais longe da garantia de outros direitos. A exclusão afeta justamente meninos e meninas vindos das camadas mais vulneráveis da população”, explica Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.

Além de estarem mais expostos ao risco de morte violenta intencional, os negros e negras também integram o grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde. Foto: EBC

Negros têm maior incidência de problemas de saúde evitáveis no Brasil, alerta ONU

Mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, hanseníase e tuberculose. Estes são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais, alertaram as Nações Unidas na segunda-feira (29), com base em dados oficiais.

“A população negra não é uma população doente”, explica Lúcia Xavier, coordenadora da organização de mulheres negras Criola. “O que acontece é que ela vive com menos qualidade. O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida”, afirma.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

Brasil está entre os cinco países mais desiguais, diz estudo de centro da ONU

Estudo que analisou 29 países — entre desenvolvidos e em desenvolvimento — mostrou que o Brasil está no grupo de cinco nações em que a parcela mais rica da população recebe mais de 15% da renda nacional. O 1% mais rico do Brasil concentra entre 22% e 23% do total da renda do país, nível bem acima da média internacional.

A conclusão é de estudo dos pesquisadores Pedro Herculano Guimarães e Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), publicado recentemente pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD).

Mãe e filha em centro de saúde apoiado pelo UNFPA. Agência presta serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e neo-natal. Foto: UNFPA Namíbia/Emma Mbekele

Fundo de População das Nações Unidas no Brasil dá posse a Conselho Consultivo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), agência da ONU especializada em demografia, juventude e saúde sexual e reprodutiva, realiza na próxima quarta-feira (31) evento oficial em São Paulo para dar posse a seus conselheiros e conselheiras. O encontro é fechado ao público.

O Conselho Consultivo é formado por 14 pessoas reconhecidas nacional e internacionalmente nas áreas em que atuam. Seu principal objetivo é constituir um espaço plural, de incentivo e apoio à identificação, articulação e proposição de estratégias, parcerias e soluções inovadoras para o Fundo de População da ONU.

Duas meninas conversam com um psicólogo usando um telefone celular em uma área rural no Nepal. No fundo, uma casa destruída pelos devastadores terremotos de 2015. Foto: UNICEF/Karki

Rede 3G de Internet já chega aos 47 países mais vulneráveis do mundo, comemora ONU

Segundo relatório das Nações Unidas, os 47 países mais vulneráveis do mundo estão no caminho certo para democratizar internet, com 60% dessa população já alcançando os serviços de Internet essenciais para reduzir a pobreza e melhorar o acesso à saúde, por exemplo.

Residem nesses países mais de 880 milhões de pessoas – cerca de 12% da população mundial –, mas representam menos de 2% do produto interno bruto (PIB) mundial e cerca de 1% do comércio mundial de bens.

Mulher indígena no Brasil. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar

FAO critica preconceito de gênero, classe e etnia enfrentado por mulheres indígenas

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, pediu nesta sexta-feira (12) o fim da “discriminação tripla” enfrentada pelas mulheres indígenas, suscetíveis a preconceito e exclusão por seu gênero, por serem de povos originários e por serem pobres. Em fórum regional, no México, chefe da agência da ONU defendeu o empoderamento social e econômico desse grupo.

Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

CEPAL reafirma seu compromisso de trabalhar por um desenvolvimento igualitário

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) celebrou nesta quarta-feira (10) seu 70º aniversário com um seminário de alto nível em sua sede de Santiago do Chile no qual reafirmou seu compromisso em trabalhar por um desenvolvimento com igualdade, sustentabilidade ambiental, dignidade e bem-estar para todos os habitantes da região.

“Chegou a hora de crescer para igualar e igualar para crescer. Devemos romper com a cultura dos privilégios, que se manifesta na evasão e elisão fiscal, assim como nos fluxos ilícitos de capitais. A igualdade fortalece a democracia e ajuda a provisão de bens públicos”, disse a máxima autoridade da instituição, Alícia Bárcena.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

Concurso irá escolher práticas agrícolas tradicionais de destaque no Brasil

Foram prorrogadas até 20 de fevereiro as inscrições para o prêmio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais (SAT). O objetivo é reconhecer 15 iniciativas brasileiras, bem como incentivar e fortalecer a articulação, mobilização e formação de redes comunitárias em torno desses sistemas.

O prêmio é uma parceria entre BNDES, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), com o apoio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

Governos, setor privado, sociedade civil e academia promoveram ações para incentivar a adoção dos ODS em 2017. Foto: PNUD/Guilherme Larsen.

Brasil avançou em 2017 na formulação de políticas para atingir objetivos globais

Para fortalecer a implementação da Agenda 2030, o Brasil avançou em 2017 na formulação de políticas que estimulam a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável nos âmbitos federal, estaduais e municipais, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Governos, sociedade civil, setor privado e organismos internacionais promoveram ações que dialogam com o cumprimento dos ODS por meio de ações integradas para erradicar a pobreza, promover o crescimento econômico e a sustentabilidade global.

Sede da CEPAL em Santiago do Chile. Foto: CEPAL

CEPAL inicia comemorações de seu 70⁰ aniversário com seminário no Chile

Em 2018, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) completa 70 anos de serviço à região. Para lembrar o aniversário, o organismo regional das Nações Unidas realizará diversas atividades durante o ano.

A primeira delas será um seminário de alto nível em sua sede central de Santiago do Chile, que incluirá uma mesa redonda sobre a história e as contribuições da instituição ao pensamento latino-americano e caribenho. O evento ocorrerá em 10 de janeiro às 9h locais (10h de Brasília), com transmissão ao vivo pela Internet.

Mulheres em campo de refugiados em Darfur do Norte, beneficiárias da iniciativa de acesso seguro a combustíveis e energia do PMA. Foto: UNAMID/Albert González Farran.

Desenvolvimento em países mais pobres depende de acesso a energia, diz relatório da ONU

Expandir o acesso a fontes adequadas, confiáveis e acessíveis de energia é essencial para os países mais pobres do mundo saírem dessa condição, segundo relatório divulgado no fim de novembro (22) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

De acordo com o documento, os 47 países menos desenvolvidos do mundo estão ficando muito atrás dos países em desenvolvimento no que se refere ao fornecimento de energia elétrica para residências e empresas. Embora tenham feito grandes progressos nos últimos anos, para atingir o objetivo global de acesso universal à energia até 2030 precisam aumentar em 350% sua taxa anual de eletrificação.

Apesar de a mortalidade materna ter caído 43% na América Latina e 30% no Caribe de 1990 a 2010, o progresso foi insuficiente para alcançar o objetivo de redução de 75% estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Foto: OPAS/OMS

‘Nenhuma mulher deve morrer no processo de se tornar mãe’, diz diretora da OPAS

Um enfoque baseado em direitos humanos que utilize instrumentos legais internacionais pode ajudar no esforço de redução da mortalidade materna nas Américas, disseram especialistas durante simpósio realizado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no início de dezembro (8) em Washington.

Apesar de a mortalidade materna ter caído 43% na América Latina e 30% no Caribe de 1990 a 2010, o progresso foi insuficiente para alcançar o objetivo de redução de 75% estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas em 2015. “Isso é um reflexo da desigualdade dentro e entre os países, e também uma negação dos direitos humanos daquelas mulheres que morreram por conta de algo tão natural com dar a luz”, disse a diretora da OPAS, Carissa Etienne.

Superciclo das commodities impulsionou crescimento do Brasil no passado. Foto: EBC

Países dependentes de matérias-primas precisam diversificar economia, diz relatório

Sem uma decidida vontade de realizar mudanças de política econômica até 2030, os países em desenvolvimento que dependem de produtos básicos serão superados por economias mais diversificadas em termos de conquistas sociais e econômicas, segundo relatório publicado em dezembro (11) por Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo o relatório, entre as medidas econômicas que podem promover o crescimento inclusivo nos próximos 15 anos, estão a diversificação econômica, a ampliação dos vínculos entre o setor de produtos básicos e a economia nacional, a adoção de políticas de gasto de caráter anticíclico que permitam constituir reservas durante os períodos de preços altos e utilizá-las durante os períodos de redução de preços, a geração de valor agregado nas matérias-primas e o investimento em proteção social, saúde e educação.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

CEPAL: inclusão financeira de agricultores familiares é chave para desenvolvimento rural com igualdade

A mudança estrutural progressiva das zonas rurais latino-americanas e caribenhas requer estratégias inovadoras, assim como uma maior capacidade de articulação entre os múltiplos atores e um papel estratégico do setor público como catalizador, segundo nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgada na semana passada (22).

O livro “Inclusão financeira de pequenos produtores rurais”, editado pela sede sub-regional da CEPAL no México, busca fortalecer a análise e a formulação de políticas públicas para fomentar o acesso dos agricultores familiares da América Latina e do Caribe a uma ampla gama de serviços financeiros.

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

Mulheres nordestinas negras estão entre grupos mais vulneráveis a violência e pobreza, alerta ONU

Cerca de 75% da população do Nordeste do Brasil é negra. Na região, 43,4% das pessoas estão em situação de pobreza, e 13% têm renda inferior a dois dólares por dia. Desigualdades foram tema das Rodas de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?”, organizadas pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste com o apoio da ONU Mulheres e do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030. Encontros aconteceram em Salvador, Maceió e Recife entre 5 e 15 de dezembro.

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou de uma formação profissional de assistente de cozinha em São Paulo. Foto: Reprodução

Projeto de empregabilidade forma primeiro grupo de pessoas trans em São Paulo

Ao longo de três semanas em novembro e dezembro de 2017, um grupo de 23 pessoas composto por travestis, mulheres e homens transexuais participou em São Paulo de uma formação profissional de assistente de cozinha, que teve como objetivo promover a inserção de pessoas em situação de exclusão no mercado de trabalho formal.

O curso foi promovido por Ministério Público do Trabalho (MPT), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros.