Arquivo da tag: Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Interior do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Festival Geração do Amanhã discute no Rio o que podemos fazer hoje por um futuro melhor

Agências da ONU no Brasil apoiam a realização no sábado (14) no Rio de Janeiro (RJ) do Festival Geração do Amanhã. Organizado por TV Globo em parceria com GloboNews e Museu do Amanhã, o evento reflete sobre o futuro do planeta e as ações que podem ser feitas agora para ajudar a construir um mundo melhor.

O festival tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que participa com o “Viva os ODS”, um jogo de tabuleiro para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entre as crianças.

Felipe Caetano discursa na abertura da sessão do Conselho Executivo do UNICEF, ao lado da diretora-executiva da organização, Henrietta Fore, e da adolescente norte-americana Alexandria Villaseñor. Foto: UNICEF

Jovem brasileiro participa de reunião do Conselho do UNICEF em Nova Iorque

Pela primeira vez na história do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), dois adolescentes participam como delegados da reunião do Conselho Executivo da organização – que está sendo realizada de 11 a 13 de setembro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O brasileiro Felipe Caetano, de 17 anos, é um desses dois adolescentes. Ele falou na abertura da sessão, na quarta-feira (11), ao lado da norte-americana Alexandria Villaseñor, de 14 anos; do presidente do Conselho, Omar Hilale; e da diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

“Eu não sou apenas Felipe, sou as 152 milhões de crianças do mundo que estão em trabalho infantil”, discursou o adolescente na ONU. Natural de Aquiraz (CE), Felipe começou a trabalhar aos 8 anos para ajudar a sustentar sua família.

Ao ingressar em 2014 no Núcleo de Cidadania dos Adolescentes, organizado pelo UNICEF em seu município, começou a conhecer seus direitos e seu papel como cidadão. Ele parou de trabalhar e passou a defender os direitos de outros meninos e meninas.

Foto: Valdir Dias, Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Coletores de sementes restauram Cerrado de MG e resgatam tradições locais

“Berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”. Assim é conhecido o Cerrado, bioma que abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias do país. Com mais de 50% de seu território original devastado, o Cerrado e suas comunidades lutam para a preservação da biodiversidade, considerada a savana do mundo mais rica em espécies.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, da região do Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso, é um exemplo do que vem sendo feito para a recuperação do Cerrado. Saiba mais no relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A ONU Brasil foi representada pelo coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU Brasil participa de debate da União Europeia sobre objetivos globais

Governo, sociedade civil, agências das Nações Unidas e representações diplomáticas participaram na terça-feira (10) do evento “Avanços e Desafios na Implementação da Agenda 2030: O Papel dos Diferentes Atores”.

Organizado pela delegação da União Europeia no Brasil em parceria com a embaixada da França em Brasília (DF), o evento teve como objetivo provocar a reflexão sobre os diferentes papéis para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), quatro anos após a adoção da Agenda 2030 no Brasil e na Europa.

A ONU Brasil foi representada pelo coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, que participou da mesa de abertura.

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Austeridade fiscal frequentemente provoca violações de direitos humanos, diz especialista

Medidas de austeridade fiscal impostas aos países por organizações financeiras internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI) frequentemente provocam violações de direitos humanos, disse na terça-feira (10), em Genebra, o relator da ONU sobre dívida externa e direitos humanos.

“Embora a austeridade possa ser uma ferramenta útil contra o desperdício de recursos, é preciso lembrar que ela afeta grupos sociais distintos de maneiras diferentes, especialmente os mais vulneráveis e marginalizados”, disse o especialista sobre relatório que será apresentado à Assembleia Geral da ONU em outubro.

O especialista independente defendeu existir base jurídica sólida para afirmar que o uso de políticas de austeridade durante períodos de recessão são incompatíveis com a obrigação de garantir os direitos humanos.

Noventa por cento do território da América Latina e do Caribe podem ser considerados rurais. Foto: Lianne Milton

Pesquisas analisam desafios agrícolas, alimentares e ambientais de América Latina e Caribe

Como será a América Latina e o Caribe com dois graus a mais de temperatura? Quais são os novos padrões alimentares na região? Qual é a situação atual das mulheres e dos povos indígenas? Quais são as tendências de migração, recursos naturais e desenvolvimento territorial? Como a agricultura da região deve mudar para atender à demanda global por alimentos?

Essas muitas outras perguntas são abordadas pelos autores da Série 2030 Alimentos, Agricultura e Desenvolvimento Rural na América Latina e no Caribe, apresentada nesta terça-feira (10) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Instituto do Instituto de Estudos do Peru (IEP).

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão. Foto: OIT

Pequenos agricultores da Paraíba apresentam cultivo sustentável do algodão

Em uma área de pouco mais de dois hectares, o casal de pequenos agricultores Marco Vitorino e Rosilda Vitorino produzem no roçado culturas como gergelim, milho, feijão, fava, frutas diversas e algodão.

Os agricultores foram anfitriões da visita técnica ao município paraibano de Alagoa Grande, a última etapa da viagem ao estado realizada por cerca de 30 representantes de países da América Latina e da África.

Tais nações são parceiras dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O evento ocorreu no âmbito da iniciativa Red Calle, que congrega os países participantes para sensibilizar instituições públicas e a sociedade civil sobre a realidade das pessoas em situação de rua. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU participa de evento em Brasília sobre pessoas em situação de rua e migração

Seminário internacional realizado em Brasília (DF) na segunda-feira (9) reuniu representantes de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Costa Rica para troca de experiências sobre sistemas de monitoramento e atendimento a pessoas em situação de rua e migração.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, participou da mesa de abertura, assim como os ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O trabalho conjunto da ONU Brasil com o governo brasileiro na resposta à crise humanitária na Venezuela foi destaque.

O objetivo do projeto é promover o trabalho decente na cadeia produtiva do algodão. Foto: Secom MT/Mayke Toscano

Paraíba compartilha boas práticas de cultivo do algodão com Colômbia, Mali e Moçambique

Localizada no município paraibano de Esperança, a comunidade de Capeba reúne cerca de 300 famílias que, por meio do associativismo, se organizam para criar meios de subsistência frente ao desafiador sertão da Paraíba. São produtoras de várias culturas, entre elas o algodão, principal gerador de renda da região.

No início de setembro (4), Capeba foi cenário de troca de conhecimentos e experiências sobre associativismo e produção de algodão entre pequenos produtores familiares e um grupo de representantes de Colômbia, Mali e Moçambique.

Esses países são parceiros dos projetos de Cooperação Sul-Sul Trilateral com governo brasileiro — por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores —, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Filme da campanha aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de famílias que tiveram vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico. Foto: Reprodução

Rede Brasil do Pacto Global lança mais um vídeo de campanha sobre objetivos globais

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas lançou na terça-feira (27) o segundo vídeo da campanha “O Futuro que a Gente Quer”, que visa aumentar o engajamento do setor privado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No curta-metragem, a série aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de duas famílias, uma da região metropolitana do Recife (PE) e outra do sertão de Pernambuco, que tiveram suas vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico.

Os indicadores sociais mostram que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental. Foto: UNICEF

UNICEF aponta principais desafios para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia

Análise realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental.

Além disso, a taxa de gravidez na adolescência é alta, e as meninas e os meninos na região estão vulneráveis às mais variadas formas de violência, incluindo abuso, exploração sexual, trabalho infantil e homicídio.

Quando todas essas variáveis são avaliadas a partir de um recorte de raça e etnia, percebe-se que entre os grupos minoritários, como indígenas e quilombolas, o quadro é ainda mais grave. Leia a análise completa.

Pesquisadores divulgam objetivos globais em comunidades do Tocantins

Alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins (PPGDR/UFT) começaram a colocar em prática sete projetos sobre a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em comunidades de Palmas (TO). A iniciativa tem apoio institucional do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT).

O projeto tem como objetivo incentivar a formação de multiplicadores para fortalecer ações de sensibilização e implementação da Agenda 2030 no município de Palmas, a partir da compreensão dos ODS e de suas metas.

Projeto Viva o Semiárido fortalece negócios de pequenos agricultores no Piauí. Foto: FIDA/Manoela Cavadas

Projeto no semiárido do Piauí eleva em 32% renda das famílias do sertão

Um estudo de resultados econômicos do Programa Viva o Semiárido comprovou que houve um aumento de renda de 32% entre as 100 mil pessoas participantes do projeto no Piauí. As informações foram divulgadas na semana passada, durante visita dos supervisores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas ao estado, com o objetivo de verificar a aplicação dos recursos do fundo.

O oficial de programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, contou que o programa, que será encerrado em junho de 2020, foi mais longe do que o programado. A meta era que chegasse a 22 mil famílias beneficiadas, mas hoje ultrapassa 23 mil, representando mais de 100 mil pessoas impactadas em 86 municípios do semiárido piauiense.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

CEPAL apresenta novo livro que aponta caminhos para desenvolvimento brasileiro

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) das Nações Unidas realizou, em parceria com o Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o evento de lançamento de seu novo livro “Alternativas para o desenvolvimento brasileiro: novos horizontes para a mudança estrutural com igualdade”.

Os artigos incluídos no livro abordam desafios e oportunidades para o desenvolvimento do país nos próximos anos a partir de temas como vulnerabilidade externa, fragilidade das finanças públicas e do Estado, inovação e diversificação produtiva, necessidade de políticas sociais distributivas e questões de sustentabilidade ambiental.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Bahia e Maranhão trocam experiências de combate ao trabalho escravo contemporâneo

Representantes da Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (COETRAE) da Bahia e do Maranhão, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, do Ministério Público do Trabalho (MPT) do estado e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniram-se na quarta-feira (28) em São Luís para avaliar a experiência da Bahia no resgate de trabalhadores encontrados em condição análogas à escravidão e no referenciamento de políticas públicas a partir do resgate.

O oficial de projetos do escritório da OIT no Brasil, Erik Ferraz, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito conjuntamente por OIT e MPT do Maranhão. “São desenvolvidos apoios técnicos a entidades do governo, execução de ações voltadas à sensibilização e capacitação de agentes públicos para que saibam o que é o trabalho escravo e como combatê-lo”, disse.

Agricultores semeando alface crespa. Foto: Flickr/ Orgânicos do Pivas (Creative Commons)

ARTIGO: Agricultura familiar desempenha papel central na conquista de objetivos globais

Em artigo, o representante regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Julio Berdegue, afirma que sem territórios rurais prósperos e inclusivos, a região da América Latina e Caribe não será capaz de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), já que 78% das 169 metas dos ODS dependem exclusivamente ou principalmente de ações realizadas em áreas rurais do mundo.

“Esta agenda que olha para o futuro e que acerta as contas com o passado supõe romper radicalmente com dois preconceitos fortemente arraigados na região: o que aponta que a agricultura familiar carece de potencial produtivo e que, portanto, deve ser tratada como um atraso social; e outro, extraordinariamente pernicioso, que supõe que serviços de baixa qualidade são suficientes para a agricultura pobre”. Leia o artigo completo.

Projeto Cotton Victoria, na Tanzânia. Foto: ABC

Setor algodoeiro brasileiro compartilha boas práticas com países em desenvolvimento

Quarto produtor mundial de algodão e segundo maior exportador global desse produto, o Brasil tem compartilhado seu conhecimento com outros países que também têm na cotonicultura uma importante fonte de renda para seus agricultores.

Nesse contexto, o projeto “Apoio ao desenvolvimento do setor algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul”, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), utiliza experiências e conhecimentos disponíveis no Brasil para contribuir com o crescimento do setor algodoeiro em nações em desenvolvimento.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FAO apoia plano de impulso à agricultura familiar na América Latina e Caribe

Declarada pela Assembleia Geral da ONU no fim de 2017, a Década da Agricultura Familiar foi lançada esta semana na América Latina e Caribe, em evento na República Dominicana com o objetivo de ajudar a região a implementar plano global de impulso ao setor.

O Plano Global de Ação da Década na América Latina e no Caribe abrange o período 2019-2028 e tem o apoio de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa serve como um guia geral, mas cada região deve adaptá-lo para criar soluções de acordo com desafios e potenciais de sua agricultura familiar.

De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), a agricultura é uma das principais fontes globais de emissões de gases de efeito estufa. Transformar este setor é essencial para enfrentar as mudanças climáticas, e a agricultura familiar pode desempenhar um papel central nesse processo.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Agência Brasil

OIT: lacunas de gênero no trabalho exigem ações de países latino-americanos e caribenhos

Para cada hora trabalhada, as mulheres latino-americanas e caribenhas recebem uma renda, em média, 17% inferior à dos homens com mesma idade, nível educacional, tipo de trabalho, entre outros fatores, destacou novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (27) em Lima, no Peru. 

O documento destacou a necessidade de uma renovação das políticas públicas e de reconhecer que “uma parte importante das limitações do progresso das mulheres reside nos lares”, em particular porque a distribuição por gênero das tarefas domésticas ainda é esmagadoramente desigual.

“As mulheres são responsáveis por 80% das tarefas domésticas, o que restringe sua participação efetiva no mundo do trabalho”, afirmou o relatório.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella (foto). Foto: Reprodução

Projeto da OIT capacita 38 pessoas como assistentes de cozinha em Rondônia

A capital de Rondônia foi palco na terça-feira (20) de mais uma conquista para 38 pessoas trans e mulheres em situação de violência — a formatura da primeira turma do Projeto Cozinha&Voz em Porto Velho.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella e com o apoio de Neide Rigo e Fernanda Cunha.

Já o componente Voz, coordenado pela atriz e poeta Elisa Lucinda e pela atriz e diretora Geovana Pires, é composto por uma oficina de uma semana, na qual alunos e alunas, por meio da poesia, criam novas ferramentas para a comunicação no trabalho. O projeto faz parte de uma iniciativa desenvolvida pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

As estudantes do ensino médio Jucilene Sousa, de 16 anos, Kauane de Castro, de 17, e Micaline Maria, de 17, pararam diante da fotografia de uma mulher segurando em mãos o poema “Para Sempre”, de Carlos Drummond de Andrade. Foto: OIT

Estudantes visitam exposição fotográfica sobre trabalho decente em Brasília

Estudantes de escolas públicas do Distrito Federal visitaram este mês a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”, inaugurada no Espaço Cultura Renato Russo, em Brasília.

Os jovens observaram as imagens feitas pelo fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em diversos estados brasileiros.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

São Paulo sedia em novembro principal evento internacional sobre saneamento básico

As organizações World Toilet Organization e Instituto Trata Brasil promovem em novembro em São Paulo (SP) a primeira edição latino-americana do World Toilet Summit, principal evento internacional sobre saneamento básico.

Com o título “World Toilet Summit – Saneamento Básico na América Latina: não deixar ninguém para trás”, a 19ª edição acontece entre os dias 17 e 19 de novembro no Hotel Renaissance, e tem apoio institucional da Rede Brasil do Pacto Global, além das secretarias de Relações Internacionais e de Turismo do estado de São Paulo.

Na Argélia, a inclusão de mulheres nas capacitações está entre as maiores conquistas da parceria. Foto: ABC

Publicação celebra parcerias de cooperação técnica entre Brasil e África

Publicação lançada por Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) teve como objetivo celebrar parcerias que impulsionaram o desenvolvimento de países da África e marcaram as relações entre brasileiros e africanos.

O texto sobre cooperação técnica entre Brasil e cinco países da África, disponível em português, inglês e francês, mostra como os brasileiros passaram a atuar como atores relevantes da Cooperação Sul-Sul, mecanismo de interação entre países em desenvolvimento que tem adquirido importância crescente nas últimas décadas.

A iniciativa, de acesso gratuito, busca tornar-se referência na cooperação entre agentes públicos, organizações sociais e mercado privado. Foto: Adriana Duarte

Evento em Boa Vista fomenta desenvolvimento local em contexto de fluxos migratórios

A inclusão socioeconômica de parcela da comunidade em situação de vulnerabilidade, composta principalmente por brasileiros e migrantes venezuelanos, foi o foco do evento Inspira Boa Vista, realizado no início de agosto (3 e 4) na capital de Roraima.

Promovido pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e pela Funcação IOCHPE, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outros parceiros, o encontro promoveu atividades diversas nas áreas de inovação, criatividade, economia colaborativa e economia digital.

Há 34 anos, o Criança Esperança cria oportunidades, empodera pessoas e transforma vidas de crianças, adolescentes e jovens. Foto: UNESCO/Criança Esperança

Criança Esperança abre campanha 2019 para doações por telefone e site

O Criança Esperança chega a sua 34ª edição em 2019 com a transparência e a credibilidade que o consolidou como uma das campanhas de mobilização social mais longevas e importantes do país, criando oportunidades e ajudando a transformar a realidade de milhares de crianças, adolescentes e jovens brasileiros.

Até 25 de agosto, a campanha recebe doações por telefone que irão beneficiar 91 instituições sociais de todo o país. Elas trabalham para melhorar a qualidade de vida e oferecer oportunidades a crianças, adolescentes e jovens, sobretudo em situação de vulnerabilidade.

O Criança Esperança é um projeto da Rede Globo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em parceria com milhões de brasileiros.

O objetivo do projeto é contribuir para a defesa e o cumprimento dos direitos humanos, com enfoque nos direitos laborais e na promoção do trabalho decente para pessoas e grupos em condição de vulnerabilidade. Foto: OIT

Exposição fotográfica em Brasília mostra inclusão trabalhista de populações vulneráveis

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) inauguram na quinta-feira (8) em Brasília (DF) a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”.

A mostra reúne a obra do fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos por OIT Brasil e MPT. Ele captou a trajetória de pessoas em situação de vulnerabilidade que, por meio das iniciativas, conquistaram oportunidades de formação e ingresso no mercado de trabalho.

Empresa pública lança painel de indicadores sobre transporte e logística no Brasil

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) lançou um painel de indicadores que traz informações periodicamente atualizadas sobre a evolução de fenômenos do transporte e da logística do país. O banco de dados foi desenvolvido no âmbito do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), por meio de cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com a empresa espanhola INECO.

Além de reunir informações para subsidiar o planejamento de transportes, produzir e difundir conhecimento para a sociedade e fornecer informações estratégicas para a governança, o observatório fomenta a cooperação interinstitucional e a articulação público-privada, favorecendo o cenário do desenvolvimento, segundo o PNUD.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Órgãos brasileiros acompanham implementação nacional de objetivos globais

Desde a aprovação da Agenda 2030 pela comunidade internacional, em 2015, órgãos governamentais brasileiros começaram a avançar na identificação de indicadores nacionais para o acompanhamento das metas globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Um exemplo é o trabalho de adequação das metas globais para a realidade brasileira e o acompanhamento de indicadores do país, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), respectivamente.

“Desde 2017, o IPEA faz o assessoramento técnico de políticas públicas em relação aos ODS. Dentro dessa atribuição, o instituto já realizou o trabalho de adequação das metas globais dos ODS para o Brasil”, disse a diretora-adjunta de estudos e políticas sociais do IPEA, Enid Rocha. O relato é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Centro da ONU apoia Gâmbia a mobilizar recursos para agricultura familiar

O Centro de Excelência contra a Fome da ONU enviou nesta semana uma equipe para a Gâmbia, onde especialistas vão traçar um plano de mobilização de recursos para a agricultura familiar.

O objetivo da viagem é impulsionar a produção de pequenos agricultores, por meio de estratégias que conectem esses camponeses a mercados. O país africano produz apenas 50% da comida que consome, o que deixa seus cidadãos dependentes das importações.

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Especialistas debatem enfrentamento do trabalho escravo no município de São Paulo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE) de São Paulo apresentaram em julho (18) os resultados preliminares do primeiro monitoramento do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo, bem como a proposta de Fluxo de Atendimento à Pessoa Submetida ou Vulnerável ao Trabalho Escravo, durante oficina técnica realizada na capital paulista.

Os resultados preliminares mostram que 68,2% dos indicadores monitorados foram considerados cumpridos ou parcialmente cumpridos. Desses, a maioria (41,46%) necessita de acompanhamento permanente e sistemático. Dos sete eixos estratégicos, o de prevenção foi o que apresentou maior índice de ações cumpridas e parcialmente cumpridas. O eixo de geração de emprego e renda foi o que menos avançou, pois não apresentou qualquer indicador totalmente cumprido.

Os resultados serão desdobrados em outras ações coordenadas pela COMTRAE, que serão importantes na prevenção e enfrentamento do trabalho escravo em São Paulo e na construção do trabalho decente para todos.

A atividade contou com cerca de 60 participantes, entre técnicos e gestores públicos do governo do estado e de diversas prefeituras alagoanas, além de acadêmicos e representantes da sociedade civil envolvidos na elaboração de políticas, programas e projetos urbanos. Foto: SECOM/AL

Workshop sobre desenvolvimento urbano de Alagoas reúne técnicos e gestores públicos

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) realizou no fim de julho (30 e 31), em parceria com o governo de Alagoas e a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA-AL), o workshop “Construindo capacidades: A Nova Agenda Urbana e o desenvolvimento do estado de Alagoas”.

O workshop é a terceira atividade realizada em 2019 pelo Programa de Capacitação e Treinamento implementado pelo ONU-HABITAT em Alagoas, que tem como objetivo capacitar servidores diretamente envolvidos na formulação e implementação de políticas e programas do governo. A intenção é fortalecer o engajamento do estado com a prosperidade urbana sustentável e inclusiva.

Por muito tempo, o alto nível de contaminação pelo HIV na África Subsaariana foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de diversos programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Na foto, uma menina espera para receber água na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Olivier Asselin

Estudo analisa eficácia das transferências de renda para pôr fim à Aids na África Subsaariana

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), pesquisador questiona a eficácia dos programas de transferência de renda voltados à população economicamente vulnerável no controle da epidemia de Aids na África Subsaariana.

Por muito tempo, o alto nível de infecção pelo HIV na região foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Para Arruda, estes programas são importantes para melhorar a qualidade de vida dos doentes em situação de pobreza, mas também é preciso focar na prevenção entre os mais ricos para alcançar resultados expressivos.

Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, em Brasília. Foto: EBC/Marcello Casal Jr.

PNUD impulsiona empoderamento econômico de mulheres jovens no Piauí

Principais vítimas de feminicídio e de mortalidade materna, as mulheres jovens também são as mais afetadas pelo desemprego e pela carga de trabalho não remunerado no Brasil. Numa tentativa de reverter essa situação, o projeto “Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Brasil, desenvolve uma iniciativa no Piauí que visa ao empoderamento econômico e à autonomia financeira de mulheres de 18 a 29 anos.

Depois de ouvir o governo local e analisar os indicadores da região, o PNUD definiu o empoderamento econômico das mulheres jovens como o principal desafio para o desenvolvimento. As ações do projeto são realizadas em cinco municípios – Teresina, Demerval Lobão, Nazária, José de Freitas e Timon (esse último, no Maranhão) – que, juntos, somam 1,05 milhão do total de 1,25 milhão de habitantes da região.

Políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo. Foto: UNICEF

UNICEF: empresas e governos precisam investir nas famílias para reduzir pobreza

As empresas e os governos precisam investir urgentemente nas famílias para reduzir a pobreza e estabelecer as bases para o desenvolvimento saudável das crianças e o sucesso dos adultos no trabalho, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em um novo caderno de recomendações delineando as mais recentes evidências sobre políticas em prol das famílias.

O documento afirma que políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação no trabalho, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo.

Funcionária de centro médico do vilarejo Tajikhan, no Afeganistão, conversa com uma mulher e seu bebê de 5 meses em 10 de maio de 2012. Foto: Banco Mundial/Graham Crouch

Mulheres ainda enfrentam desafios de bem-estar e direitos humanos, diz chefe da ONU

Muitas mulheres e meninas “ainda enfrentam enormes desafios aos seus direitos à saúde, bem-estar e aos seus direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas em encontro de alto nível da Assembleia Geral na terça-feira (16), em Nova Iorque. A reunião foi convocada para marcar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), um importante evento em saúde reprodutiva e direitos.

“Estamos vendo um retrocesso global em direitos das mulheres, incluindo direitos reprodutivos e serviços de saúde vitais”, afirmou António Guterres aos participantes do encontro.

Embora progressos alcançados em direitos das mulheres ao longo dos últimos 25 anos tenham contribuído para reduzir a pobreza e a fome e melhorar a educação e a saúde, em torno de 650 milhões de mulheres se casaram quando ainda eram crianças. Todos os dias, mais de 500 mulheres e meninas morrem durante a gravidez e o parto em todo o mundo.

Um quarto dos habitantes de Ilhas do Pacífico vive abaixo da linha da pobreza

Apesar de progressos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos últimos quatro anos, alguns Estados insulares vulneráveis estão perdendo ritmo na corrida para 2030, de acordo com discussões realizadas na quarta-feira (10) em Nova Iorque durante o Fórum Político de Alto Nível para Desenvolvimento Sustentável (HLPF). Segundo dados apresentado ao Fórum, um em cada quatro habitantes de Ilhas do Pacífico vive abaixo da linha de pobreza.