Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Pernambuco e Bahia são os estados que lideram os índices de zika no país. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU promove reunião em PE para discutir vigilância do zika

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa na terça-feira (22) de um encontro entre organizações da sociedade civil, apoiadores nacionais e internacionais e representantes governamentais para discutir a vigilância epidemiológica e as políticas públicas no contexto do vírus zika em Pernambuco.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, salienta que a epidemia de zika mostra a necessidade de melhorar o acesso à educação para a sexualidade, assim como o acesso universal a serviços de planejamento da vida reprodutiva. As ações com a sociedade civil são fundamentais, pois estão na linha de frente com a população em situação de maior vulnerabilidade.

Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, 2015. Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

População LGBT tem acesso reduzido a direitos sociais, econômicos e culturais, dizem relatores

Em pronunciamento para o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, observado nesta quinta-feira (17), relatores da ONU e especialistas internacionais de direitos humanos lembraram que governos têm a obrigação de combater a violência contra a população LGBT. Em 72 países, ainda existem leis que criminalizam relações homossexuais e expressões de gênero. Apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual.

Foto: Fora do Eixo (CC)

UNICEF alerta para falta de vagas de estágio a jovens de baixa renda em 4 países latino-americanos

Apenas 26% das empresas de Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai oferecem oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda e sem experiência profissional, segundo dados divulgados na terça-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na apresentação do primeiro relatório regional “O que as empresas estão fazendo pela infância?”.

Segundo a agência da ONU, os números indicam que as empresas desses países poderiam fazer mais para fortalecer seus programas de estágio e outras modalidades para que jovens possam ingressar na vida profissional, de acordo com a legislação aplicável em cada país sobre a idade mínima para trabalhar.

Jovens acompanham o lançamento da iniciativa. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

Comitê para prevenção de homicídios no Rio quer valorizar histórias de vida por trás dos números

Desde o ano passado, diversas instituições, entre órgãos de governo, do sistema de Justiça e organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro, têm se reunido com o objetivo de traçar estratégias para enfrentar a violência letal contra adolescentes no estado. Atualmente, 22 organizações participam da iniciativa.

Na quinta-feira (10), mais um passo decisivo foi dado pelo grupo — as entidades firmaram compromisso com a implementação do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes, em cerimônia no Centro Cultural da Justiça Federal, no centro da capital fluminense.

A representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, destacou que a prevenção e redução dos homicídios têm sido um dos principais desafios na efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes no país. “O Brasil teve um avanço em lidar com a mortalidade infantil. Mas agora as mortes acontecem em outra fase, na adolescência. São 29 meninos e meninas assassinados todos os dias no país. Eles são negros, em sua maior parte fora da escola há mais de seis meses e pobres. A prevenção tem de ser assumida como prioridade nacional”, declarou.

Burundi aprovou oficialmente sua política nacional de alimentação escolar. Foto: PMA

Centro da ONU apoia política de alimentação escolar do Burundi

O governo do Burundi realizou no fim de abril (30) um workshop para validar sua política nacional de alimentação escolar. O evento reuniu atores do setor no país, que discutiram as principais linhas de ação previstas nas políticas, fizeram recomendações e contribuíram para o planejamento dos próximos passos.

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — foi representado no evento por Nadia Goodman, que apresentou experiências de outros países que podem ser referência para a implementação de programas sustentáveis de alimentação escolar no país. A política nacional foi desenvolvida com apoio técnico do Centro de Excelência.

Rua em Havana, capital de Cuba. Foto: Radmilla Suleymanova

CEPAL realiza diálogo em Cuba sobre trajetória para o desenvolvimento sustentável

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, reafirmou na segunda-feira (7) o compromisso do organismo regional das Nações Unidas de acompanhar Cuba, assim como o conjunto dos países-membros do organismo regional, em seu percurso rumo ao desenvolvimento sustentável, às vésperas da abertura do 37º período de sessões da CEPAL, dedicado ao país anfitrião e que ocorre até sexta-feira (11) em Havana.

Durante o Dia Nacional, organizado pelo governo cubano para analisar a contribuição da CEPAL ao pensamento econômico e social da América Latina e do Caribe, Bárcena avaliou os progressos feitos por Cuba na implementação da Agenda 2030 e seu compromisso com um enfoque integral em matéria de desenvolvimento.

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento humano

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos.

“Desenvolvimento humano é quase um sinônimo de liberdade. Para que haja desenvolvimento humano é imprescindível que as oportunidades e capacidades existentes em uma sociedade sejam amplas, para que as pessoas possam escolher a vida que desejam ter”, disse Vanessa Zanella, integrante da equipe responsável pelo relatório do PNUD. Leia reportagem especial sobre o tema.

Erradicação da pobreza é o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: EBC

UE lança instrumento para promover desenvolvimento sustentável na América Latina

A União Europeia (UE), com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e de seu centro de desenvolvimento, assim como da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), divulgou na quarta-feira (2) em Buenos Aires uma nova ferramenta que busca promover o desenvolvimento sustentável na região à medida que os países fazem a transição para níveis de renda mais elevados.

O instrumento regional prestará seu apoio no desenho e implementação de políticas públicas para cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Fatima Abdullah Abduoh, de 12 anos, frequenta um centro para crianças e jovens mantido pelo UNICEF em Aden, no Iêmen. Foto: UNICEF/Moohialdin Fuad

ONU lança relatório sobre proteção social para crianças no Oriente Médio e Norte da África

Em parceria com o UNICEF, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) lançou nesta semana (2) uma pesquisa sobre programas para combater a miséria entre crianças no Oriente Médio e no Norte da África. Em 2016, das 467 milhões de pessoas vivendo na região, 36,2% tinham menos de 18 anos e 11,6% eram meninos e meninas com menos de cinco anos de idade. Um em cada quatro desses menores enfrenta pobreza aguda.

Mesa de abertura do evento de lançamento da Agenda Regional de Trabalho Decente de Carajás. Foto: OIT

Agenda regional une 57 instituições pela promoção do trabalho decente em Carajás

Foi lançada em Marabá (PA) na última semana (24), a Agenda Regional de Trabalho Decente de Carajás, região que engloba 39 municípios do sul e sudeste do Pará.

Para o diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Martin Hahn, a iniciativa ajudará a orientar o desenvolvimento e a coordenação de políticas e atividades para promover o trabalho decente em Carajás.

“A implementação desta agenda é importantíssima para construir o trabalho decente na região”, declarou.

Trabalhadoras domésticas fazem uso das novas tecnologias para organização política e acesso a direitos. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Federação de domésticas cria aplicativo para divulgação de direitos trabalhistas

Há dois anos, Luiza Batista preside a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), que reúne 26 sindicatos e uma associação. A federação representa uma das categorias com maior número de profissionais do Brasil, composta por mais de 6 milhões de pessoas – a maior parte mulheres (92%) e negras (60%).

Surgida na década se 1930, a federação das trabalhadoras domésticas adota novas tecnologias para estar mais perto de sua base. Em dezembro do ano passado, lançou o aplicativo Laudelina, projeto desenvolvido com financiamento do Google, em parceria com a empresa de software Themis e apoio da organização Criola e da ONU Mulheres.

Marcha de povos originários em Vancouver, em 2013. Foto: Canada.com

Canadá: especialista da ONU pede novas medidas contra violência de gênero, em especial indígenas

A relatora especial da ONU sobre a violência contra as mulheres, Dubravka Šimonović, apelou ao governo do Canadá para que intensifique seus esforços para prevenir e combater a discriminação e a violência contra as mulheres. Ao final de uma visita de 13 dias ao país, ela pediu melhorias na legislação e uma ação urgente sobre a violência sistêmica contra as mulheres indígenas.

Bici-táxis no bairro antigo de Deli, Índia. Foto: OIT/Vijay Kutty

Quase dois terços da força de trabalho global estão na economia informal, diz estudo da ONU

Mais de 61% da população empregada no mundo — 2 bilhões de pessoas — está na economia informal, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado na segunda-feira (30), enfatizando que a transição para a economia formal é essencial para garantir proteção social e condições de trabalho decente.

“A alta incidência de informalidade em todas as suas formas têm múltiplas consequências adversas para trabalhadores, empresas e sociedades, e é um importante desafio para a conquista do trabalho decente para todos”, disse Rafael Diez de Medina, diretor do Departamento de Estatísticas da OIT.

Venezuelanos caminham pela estrada de Pacaraima até Boa Vista, capital de Roraima. Aqueles que não podem pagar o transporte público fazem a viagem de mais de 200 quilômetros a pé. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Mais da metade dos migrantes venezuelanos não quer ficar no Brasil, diz OIM

A maioria dos venezuelanos que cruzam a fronteira com o Brasil é homem e tem entre 25 e 49 anos. Mais da metade diz que espera seguir para o sul do continente, especialmente para Argentina e Chile. Cerca de dois terços citam razões econômicas ou laborais como principais razões para a viagem; cerca de um quinto afirma que sua motivação foi a falta de alimentos e de serviços médicos.

Essas são algumas das conclusões de estudo divulgado nesta sexta-feira (27) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) com informações sobre o fluxo de venezuelanos a Roraima. A pesquisa mostrou também que 28% dos venezuelanos entrevistados sofreram violência verbal, física ou sexual no Brasil.

ONU Meio Ambiente alertou para a escalada da violência contra defensores do direito à terra no Brasil. Foto: EBC

ONU condena assassinato de líder quilombola no Pará; alerta para aumento da violência no campo

A ONU Meio Ambiente publicou comunicado na terça-feira (24) condenando o assassinato na semana passada (15) do líder quilombola Nazildo dos Santos Brito no nordeste do Pará, e alertou para a escalada da violência contra defensores do direito à terra no Brasil.

“O direito à terra é garantido pela Constituição brasileira e precisa ser cumprido pelo governo e respeitado pelas empresas. O assassinato de indígenas que vivem na linha de frente da proteção ambiental é inaceitável. A ONU Meio Ambiente pede uma investigação total, imparcial e transparente do assassinato de Nazildo dos Santos Brito e dos dois líderes da Associação de Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia assassinados desde dezembro.”

O Prêmio Itaú-UNICEF, que até o ano passado reconhecia parcerias entre organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas, ganha uma nova categoria, dedicada a ações realizadas exclusivamente por OSCs. Foto: EBC

Prêmio Itaú-UNICEF reconhece projetos para o desenvolvimento de crianças e adolescentes

Há 23 anos reconhecendo iniciativas de educação integral no país, o Prêmio Itaú-UNICEF abre inscrições para sua 13ª edição. O objetivo da premiação é identificar, estimular e dar visibilidade a projetos que contribuam para garantir o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos em situação de vulnerabilidade social. Neste ano, a premiação terá um aporte 47,5% maior do que em 2017, totalizando 5,9 milhões de reais.

O prêmio, que até o ano passado reconhecia parcerias entre organizações da sociedade civil (OSCs) e escolas públicas, ganhou uma nova categoria, dedicada a ações realizadas exclusivamente por OSCs. As inscrições podem ser feitas até 21 de maio.

A produção de grãos na Coreia do Norte tem sido severamente prejudicada pela seca prolongada. Foto: FAO/Cristina Coslet

ONU precisa de US$111 mi para salvar vidas e combater desnutrição na Coreia do Norte

As Nações Unidas e seus parceiros precisam urgentemente de 111 milhões de dólares para oferecer ajuda humanitária a milhões de pessoas na Coreia do Norte, incluindo crianças cujo crescimento foi prejudicado pela desnutrição.

“A assistência humanitária é vital para milhões de pessoas comuns que vivem na Coreia do Norte”, disse o coordenador-residente da ONU no país, Tapan Mishra. “No entanto, o financiamento vem diminuindo rapidamente a cada ano, atingindo menos de um terço do valor necessário para os programas humanitários”, acrescentou.

Representantes de 28 países de América Latina e Caribe reuniram-se na sede da CEPAL para fórum sobre desenvolvimento sustentável. Foto: CEPAL

Países latino-americanos e caribenhos pedem esforços redobrados para conquista da Agenda 2030

Representantes de 28 países latino-americanos e caribenhos, 35 organizações não governamentais, organismos especializados, agências da ONU e mais de 300 membros de setor privado, academia e sociedade civil encerraram na sexta-feira (20) na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Santiago, no Chile, a segunda edição do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável.

O evento foi encerrado com o compromisso de redobrar esforços na inclusão de todos os setores — público, privado e sociedade civil — para avançar na conquista da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Medo da violência policial e de acusações injustas é maior entre a população negra do Rio

Diferentes estudos e pesquisas recentes têm apontado que, no Brasil, a violência se distribui de forma desigual. Um dos principais marcadores desta desigualdade é o perfil racial das vítimas: de cada dez pessoas assassinadas, sete são negras.

Desde o fim de 2017, a campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem pautado o tema da “filtragem racial” — submeter a abordagem policial, investigar e sentenciar mais pessoas de determinado grupo racial que de outros. Leia a reportagem completa sobre o tema.

Edson Kayapó na aldeia Jaqueira. Foto: Ibui Pataxó

‘Índio, nome dado pelos europeus, não representa nossa diversidade’, diz historiador Edson Kayapó

A militância e o trabalho de escritores, educadores e artistas indígenas têm sido fundamentais para combater o preconceito e o desconhecimento da sociedade brasileira sobre esses povos, cuja história foi contada principalmente sob o ponto de vista de não indígenas.

No momento em que ocorre na sede da ONU, em Nova Iorque, a 17ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) entrevistou quatro intelectuais de diferentes etnias indígenas brasileiras sobre formas de garantir direitos e valorizar a cultura e os conhecimentos dessas populações.

No Camboja, cerca de um terço da população vive abaixo ou um pouco acima da linha da pobreza e dependem da agricultura como única atividade geradora de renda. Devido ao Sistema Participativo de Garantia (SPG), um programa implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), esta família cambojana foi capaz de escapar da pobreza cultivando produtos orgânicos de maneira sustentável.

FAO ajuda agricultores no Camboja a gerar renda e fugir da pobreza; vídeo

No Camboja, cerca de um terço da população vive abaixo ou um pouco acima da linha da pobreza e dependem da agricultura como única atividade geradora de renda. Devido ao Sistema Participativo de Garantia (SPG), um programa implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), esta família cambojana foi capaz de escapar da pobreza cultivando produtos orgânicos de maneira sustentável. Confira no vídeo.

Aroeiras do Itaim, Piauí. Foto: dgarkauskas/Flickr/CC

PNUD e Piauí lançam projeto para cumprir metas globais de desenvolvimento sustentável

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o governo do Piauí lançam amanhã (17), em Teresina, o “Projeto ODS Piauí”, iniciativa para avançar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Metas incluem erradicação da pobreza, crescimento econômico com redução das desigualdades e produção e consumo responsáveis, com uso sustentável do meio ambiente.

Venezuelanos que vivem na Praça Simón Bolívar, em Boa Vista, fazem fila para receber alimentos fornecidos por membros da comunidade local. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Voluntários brasileiros apoiam venezuelanos que chegam a Boa Vista

“Deixamos tudo na Venezuela”, diz Nayebis, de 34 anos. “Não temos onde morar ou dormir e não temos nada para comer. Viemos para o Brasil em busca de solidariedade e apoio”.

Um grupo de voluntários brasileiros atendeu o chamado. A advogada Ana Lucíola Franco e a médica Eugênia Moura fundaram a SOS Hermanos, um grupo solidário que arrecada alimentos, roupas, móveis e eletrodomésticos para quem precisa. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Jesse Jackson (esquerda) conversa com Joseph N. Garba, então representante permanente da Nigéria nas Nações Unidas e presidente do Comitê Especial de Combate ao Apartheid. Foto: ONU/Milton Grant (arquivo)

Reverendo Jesse Jackson fala sobre avanços e retrocessos rumo à igualdade racial nos EUA

Defensor de direitos humanos, o pastor norte-americano Jesse Jackson fazia parte do grupo que acompanhava Martin Luther King no hotel Lorraine, em Memphis, Tennessee, onde o reverendo foi baleado e morto em 4 de abril de 1968.

Em entrevista ao UN News, Jackson falou sobre os avanços dos direitos civis nos Estados Unidos nos últimos 50 anos, lembrando que, no entanto, também estão ocorrendo retrocessos.

Ele destacou as desigualdades sociais nos EUA, onde “poucos têm muito e muitos têm pouco”, e que apesar de haver o princípio da igualdade racial para afro-americanos no país, “não temos igualdade econômica, e a raça foi usada para nos oprimir e nos negar acesso a recursos”.

Projeto Bem Diverso na comunidade do Alto do Rio Pardo de MG. Foto: Projeto Bem Diverso

Conferência discute direitos e desafios de comunidades tradicionais do norte de MG

Assim como os indígenas e quilombolas, as populações tradicionais do norte de Minas Gerais, conhecidas como “geraizeiros”, têm formas próprias de organização social, ocupação e manejo de territórios e recursos naturais, que são condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica. O grupo utiliza conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.

Com o apoio do Projeto Bem Diverso, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que capacita comunidades rurais para a produção sustentável, ocorre de 6 a 8 de abril em Catanduva, município de Vargem Grande do Rio Pardo (MG), a 5ª Conferência Geraizeira, que discutirá os desafios atuais e comuns a essas comunidades.

A vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro há cerca de 20 dias, foi homenageada por seu trabalho exponencial com as populações negras e periféricas. Foto: UNFPA/Thaís Rodrigues

Fundo da ONU discute questões populacionais e presta homenagem a Marielle em Brasília

Com o intuito de discutir os desafios da pauta populacional, o evento “I Diálogos Brasileiros em População e Desenvolvimento – Marielle Franco, presente” iniciou suas atividades na quarta-feira (4) em Brasília (DF). O debate foi aberto pela ex-presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento e conselheira do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Elza Berquó, que falou sobre a atual conjuntura sociopolítica do país e a importância de abordar a situação dos refugiados em âmbito mundial.

O evento também prestou homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada mês passado no Rio de Janeiro. “Marielle foi um marco pela sua participação, renovação e nos lembra as bandeiras da ONU perante o combate ao racismo, ao machismo e a todas as opressões”, disse o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal.

Barreiras que impedem acesso à saúde para um terço da população das Américas devem ser superadas, afirma OPAS. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Um terço da população das Américas não tem acesso à saúde, afirma OPAS

Às vésperas do Dia Mundial da Saúde, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, e a ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet pediram na quarta-feira (4) soluções coletivas que permitam a todas as pessoas, em todos os lugares, acessarem os serviços de saúde dos quais necessitam.

Na região das Américas, um terço da população enfrenta obstáculos para acessar a saúde. “A saúde é um direito e, por isso, devemos superar as barreiras que impedem o acesso ao atendimento”, afirmou Etienne, pedindo a eliminação do pagamento direto que muitas pessoas precisam fazer no ponto de entrada dos serviços de saúde. Esse pagamento, segundo ela, “constitui a principal barreira e leva famílias à pobreza”.

O Brasil tem boas práticas na área de conservação de solos, mas é preciso divulgá-las ainda mais entre os agricultores, segundo representante da FAO no país. Foto: EBC

FAO e Ministério do Meio Ambiente buscam combater desertificação em áreas degradadas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Ministério do Meio Ambiente lançaram em fevereiro iniciativa que visa a recuperação de terras degradadas, denominada projeto Redeser. As ações começarão no Maranhão, em quatro municípios com alto risco de desertificação — Barreirinhas, Tutoia Matões e Água Doce. Posteriormente, serão estendidas para os estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Bahia e Alagoas.

Segundo o representante da FAO no Brasil, Ala Bojanic, o projeto integra o escopo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas. “É essencial recuperar e manter a terra hoje, para garantir comida para o futuro”, declarou.

Combater as mudanças climáticas e seus impactos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos para serem adotados em setembro. Foto: Flickr/Tobias Sieben (CC)

Curso online certificado pela ONU visa aumentar conscientização sobre mudanças climáticas

A coalizão global de indivíduos e empresas pelo desenvolvimento sustentável ZCO2, com apoio do Instituto Pro Natura e do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, lançou em março curso online sobre mudanças climáticas com certificação de programa financiado pelas Nações Unidas.

O projeto de educação online UN CC:Learn/ZCO2 está sendo adotado em áreas pobres do Rio de Janeiro e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre questões de mudança climática e relacioná-las ao contexto urbano.

Suad, de 18 anos, implora no meio da estrada entre a capital do Iêmen, Sana'a, e Saada com seu sobrinho de apenas 4 anos, cuja mãe foi morta no conflito. Em todo o país, que está em guerra desde 2015, mais de 22 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária. Foto: Giles Clarke/OCHA

Iêmen: doadores prometem US$ 2 bi em apoio humanitário; ONU pede solução política

Um apelo que levantou cerca de 2 bilhões de dólares para ajudar milhões de pessoas no Iêmen foi um “notável sucesso de solidariedade internacional” para uma população “cansada da guerra” no Iêmen. No entanto, a ajuda por si só não fornecerá uma solução para o conflito, disse nesta terça-feira (3) António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

Em 2017, o pior surto de cólera do mundo até hoje afetou 1 milhão de iemenitas, e a difteria está agora em alta no que já era um dos países mais pobres e vulneráveis da região antes do início dos combates. Os últimos dados da ONU indicam que um recorde de 22,2 milhões de pessoas – cerca de 75% da população – agora precisam de ajuda humanitária.

UNFPA já alertou para desigualdades de gênero e suas consequências para a saúde e independência econômica das mulheres. Foto: Andrew McConnell/IRC/Panos Pictures

Fundo da ONU participa de evento em Brasília sobre população e desenvolvimento

A Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) promove esta semana (4 a 6) em Brasília (DF) o evento “I Diálogos Brasileiros em População e Desenvolvimento – Marielle Franco, presente”.

Realizado com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o encontro pretende discutir os desafios da pauta populacional, entre eles, a necessidade de uma agenda transversal e integral de direitos humanos nas políticas públicas para o enfrentamento das desigualdades estruturais do país.

Cultivo de mandioca no semiárido piauiense. Foto: FIDA/Manuela Cavadas

Evento em Brasília lança nova fase de programa para desenvolvimento agrícola do Nordeste

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) reuniram no início do mês (15) em Brasília (DF) autoridades e representantes da sociedade civil para o lançamento do Programa Semear Internacional.

O programa procura incrementar o impacto e a eficiência de programas e políticas de combate à pobreza rural no Nordeste.

Autoridades de países latino-americanos e caribenhos reúnem-se na sede da CEPAL em Santiago, no Chile, para o 30⁰ Seminário Regional de Política Fiscal. Foto: EBC

Política fiscal é instrumento fundamental para alcançar Agenda 2030

Autoridades de vários países e especialistas internacionais deram início na segunda-feira (27) em Santiago, no Chile, ao 30º Seminário Regional de Política Fiscal, ocasião em que afirmaram que a política fiscal é um instrumento fundamental para alcançar um crescimento econômico inclusivo e com maior igualdade e, dessa forma, conquistar a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento é organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) com o apoio de Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Menina toma água em assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh. Foto: OIM/Muse Mohammed

ARTIGO: Água e migração — implicações para formuladores de políticas públicas

Em artigo, especialistas da Organização Internacional para as Migrações (OIM) abordam o impacto da escassez de água nas migrações e as políticas públicas necessárias para abordar o tema em escala global.

“A falta de segurança hídrica aumenta significativamente o potencial de migração, principalmente devido a seu impacto no bem-estar e nos meios de subsistência”, disseram os especialistas. Leia o artigo completo.

Encerramento da 62ª Sessão da Comissão da ONU sobre o Status da Mulher. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Países e sociedade civil firmam plano na ONU para melhorar vida das mulheres rurais

O maior encontro anual da ONU sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres foi encerrado na sexta-feira (23), em Nova Iorque, com a adoção de um plano para promover o empoderamento das mulheres e meninas que vivem no meio rural. Atualmente, 80% das pessoas em situação de pobreza extrema moram no campo. Muitas delas são mulheres, que têm menos acesso a terra, recursos agrícolas, tecnologia e proteção social.

Com apoio do Banco Mundial e do governo do Rio Grande do Norte, grupo de mulheres organiza o cultivo de algas e a fabricação de produtos derivados. Foto: Banco Mundial/João Vidal

Mulheres conquistam independência financeira com projeto de maricultura no RN

Na pequena cidade de Rio do Fogo, litoral do Rio Grande do Norte, um grupo de 16 mulheres está mudando a economia da cidade. Com o apoio do Projeto Rio Grande do Norte Sustentável, uma parceria entre o Banco Mundial e o governo do estado, elas formaram a Associação de Maricultoras do Rio do Fogo (AMAR) para organizar o cultivo de algas e a fabricação de produtos derivados. A iniciativa pretende ampliar sua participação no mercado e, consequentemente, sua independência financeira.

Negra, mãe e socióloga, Marielle Franco (PSOL) atuava desde 2000 dentro das instituições da Maré, complexo de favelas do Rio de Janeiro, trabalhando com cultura e educação. Suas propostas abordavam questões de gênero, raça e cidade. Foto: Mídia Ninja (CC)

Assassinato de Marielle visa intimidar todos os que lutam pelos direitos humanos no Brasil, dizem relatores da ONU

Relatores da ONU disseram nesta segunda-feira (26) que consideram profundamente alarmante o assassinato da vereadora Marielle Franco, mulher negra e proeminente defensora de direitos humanos que criticou o uso da força militar no Rio de Janeiro.

A vereadora era uma crítica feroz do decreto de 16 de fevereiro, que autoriza a intervenção federal em questões de segurança pública no estado do Rio de Janeiro.

“O assassinato de Marielle é alarmante, já que ele tem o objetivo de intimidar todos aqueles que lutam por direitos humanos e pelo Estado de direito no Brasil”, disseram os relatores em comunicado conjunto.