Arquivo da tag: Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo. Foto: UNICEF

UNICEF: empresas e governos precisam investir nas famílias para reduzir pobreza

As empresas e os governos precisam investir urgentemente nas famílias para reduzir a pobreza e estabelecer as bases para o desenvolvimento saudável das crianças e o sucesso dos adultos no trabalho, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em um novo caderno de recomendações delineando as mais recentes evidências sobre políticas em prol das famílias.

O documento afirma que políticas como a licença parental remunerada, intervalos para amamentação no trabalho, benefícios para crianças e cuidados infantis acessíveis e de qualidade ainda não estão disponíveis para a maioria dos pais em todo o mundo.

Funcionária de centro médico do vilarejo Tajikhan, no Afeganistão, conversa com uma mulher e seu bebê de 5 meses em 10 de maio de 2012. Foto: Banco Mundial/Graham Crouch

Mulheres ainda enfrentam desafios de bem-estar e direitos humanos, diz chefe da ONU

Muitas mulheres e meninas “ainda enfrentam enormes desafios aos seus direitos à saúde, bem-estar e aos seus direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas em encontro de alto nível da Assembleia Geral na terça-feira (16), em Nova Iorque. A reunião foi convocada para marcar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), um importante evento em saúde reprodutiva e direitos.

“Estamos vendo um retrocesso global em direitos das mulheres, incluindo direitos reprodutivos e serviços de saúde vitais”, afirmou António Guterres aos participantes do encontro.

Embora progressos alcançados em direitos das mulheres ao longo dos últimos 25 anos tenham contribuído para reduzir a pobreza e a fome e melhorar a educação e a saúde, em torno de 650 milhões de mulheres se casaram quando ainda eram crianças. Todos os dias, mais de 500 mulheres e meninas morrem durante a gravidez e o parto em todo o mundo.

Um quarto dos habitantes de Ilhas do Pacífico vive abaixo da linha da pobreza

Apesar de progressos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos últimos quatro anos, alguns Estados insulares vulneráveis estão perdendo ritmo na corrida para 2030, de acordo com discussões realizadas na quarta-feira (10) em Nova Iorque durante o Fórum Político de Alto Nível para Desenvolvimento Sustentável (HLPF). Segundo dados apresentado ao Fórum, um em cada quatro habitantes de Ilhas do Pacífico vive abaixo da linha de pobreza.

Jurema Werneck é diretora executiva da Anistia Internacional. Foto: Anistia Internacional

Diretora da Anistia Internacional fala sobre conquistas e desafios da população negra no Brasil

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para ocasião do Dia Mundial da População (UNFPA), a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, fala sobre as conquistas e desafios da população negra no Brasil, em especial meninas e mulheres.

“Convivi com várias gerações de mulheres negras da minha família (bisavó, avós, mãe e tias, primas, sobrinhas). Nunca houve oportunidades, mas conquistas — e as gerações mais novas sempre usufruíram mais do que as anteriores. Entre todas, as mais novas e as mais velhas, sou a que teve acesso a mais espaços e possibilidades, a partir das conquistas feitas”, declarou. Leia a entrevista completa.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU

Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a alimentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu nesta segunda-feira (15) a nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”.

“Nossas medidas para abordar essas tendências preocupantes terão que ser mais enérgicas, não apenas em escala, mas também em termos de colaboração multissetorial”, disseram oficiais de Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no documento.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil

PNUD: miséria priva 3,8% dos brasileiros de condições básicas de vida

Em 2015, 3,8% da população brasileira, o equivalente a quase 7,8 milhões de pessoas, vivia em situação de pobreza multidimensional — isto é, sofria privações no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados. A estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em seu mais recente relatório sobre as múltiplas faces da miséria.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

Artigo mapeia benefícios das políticas de transferência de renda para o crescimento inclusivo

Com o objetivo de diminuir a pobreza e as desigualdades sociais, os países em desenvolvimento devem focar suas políticas de assistência e proteção social para o crescimento inclusivo. Mas como mensurar a eficácia dessas políticas públicas? Como assegurar que o investimento seja bem gasto e funcione para melhorar a vida daqueles que precisam?

Em artigo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), os autores Luis Henrique Paiva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e Santiago Falluh Varella, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), abordam a literatura empírica acerca dos impactos da proteção social em aspectos comportamentais microeconômicos, que acabam tendo efeitos no crescimento econômico.

O artigo “Os impactos dos benefícios da proteção social em comportamentos potencialmente relacionados ao crescimento inclusivo: uma revisão de literatura” analisa efeitos das políticas de proteção social em pontos como consumo e poupança, oferta de mão de obra, educação, fertilidade, migração e inovação e tomada de risco.

O IPM global de 2019 traça um quadro detalhado da pobreza para 101 países e 1.119 regiões subnacionais, cobrindo 76% da população global e indo além de medidas simples baseadas na renda para observar como as pessoas vivenciam a pobreza todos os dias. Foto: ONU/Kibae Park

Novos dados desafiam noções tradicionais de riqueza e pobreza

As descobertas do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019 lançam luz sobre as disparidades relacionadas à forma como as pessoas vivenciam a pobreza, revelando vastas desigualdades entre os países e mesmo entre as pessoas pobres.

O IPM vai além da renda como único indicador de pobreza, explorando as formas pelas quais as pessoas vivenciam a pobreza em sua saúde, educação e padrão de vida.

Os resultados do IPM deste ano mostram que mais de dois terços dos multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média. Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda. Em ambos os grupos, os dados mostram que médias nacionais simples podem esconder uma enorme desigualdade nos padrões de pobreza dentro dos países.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas ainda há desafios. Foto: EBC

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

O ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA, em junho de 2019.

Participaram do encontro representantes do governo estadual, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Erik Ferraz.

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e, mais tarde, uma vida mais vulnerável aos riscos de se tornarem vítimas de trabalho em condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Banco Mundial: América Latina ainda tem barreiras estruturais para inclusão social de negros

Um a cada quatro latino-americanos identifica-se como afrodescendente, o que representa cerca de 133 milhões de pessoas. A maioria vive no Brasil e o restante está distribuído de maneira heterogênea nos demais países da região.

Apesar de, nos últimos anos, a região ter alcançado avanços em termos de reconhecimento e redução da pobreza, o relatório do Banco Mundial
“Afrodescendentes na América Latina – Rumo a um marco de inclusão” aponta que falta muito para eliminar as barreiras estruturais que impedem a inclusão social e econômica completa desta população.

Hospital público no Brasil. Foto: EBC

OPAS: financiamento à saúde nas Américas é insuficiente para universalização até 2030

Em mesa-redonda composta por diversos atores da saúde pública brasileira, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Jarbas Barbosa, afirmou na quinta-feira (4) durante congresso em Brasília (DF) que, com o atual nível de financiamento em saúde na região das Américas, é improvável alcançar a meta de saúde universal até 2030.

Segundo ele, a maioria dos países das Américas atualmente não atinge a referência de gasto público em saúde de 6% sobre seu Produto Interno Bruto (PIB). Dados recentes divulgados pela OPAS mostram que o gasto público em saúde do Brasil é de 3,8% do PIB.

“Quando não há gasto público e as pessoas precisam acessar a saúde, as famílias começam a gastar mais do próprio bolso. Em 13 países da região, 40% dos gastos diretos com saúde são pagos pela população. Quando não há investimento, diminuímos a oferta de serviços de qualidade e contribuímos para o empobrecimento das pessoas”, afirmou.

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Foto: ONU Mulheres

Políticas de proteção social têm potencial importante na promoção da igualdade de gênero

O empoderamento das mulheres é primordial para a promoção do desenvolvimento humano e do crescimento inclusivo, além de ser um direito humano básico. Nesse cenário, as políticas de proteção social têm um potencial importante na promoção da equidade de gênero e da inclusão das mulheres na economia, principalmente nos países em desenvolvimento.

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) selecionou três publicações importantes para o debate sobre equidade de gênero, proteção social e empoderamento das mulheres.

Vista de Santa Luzia, interior da Paraíba. Foto: Wikimedia Commons/Otoniel Jr (CC)

Curta-metragem mostra história de mulheres quilombolas apoiadas pelo FIDA na Paraíba

A história de vida de um grupo de mulheres quilombolas da região de Santa Luzia, interior da Paraíba, que recebe apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), por meio do projeto Procase, é o tema de um vídeo documentário gravado pelo Semear Internacional.

O curta-metragem contará a trajetória das mulheres que foram deixando o Quilombo do Talhado em direção à cidade sem abandonar a arte da fabricação de louças de barro, desenvolvendo ainda mais a atividade.

A previsão é de que o vídeo seja lançado em outubro deste ano no Brasil e logo depois em países de Europa, América Latina e África, com versões legendadas em inglês e espanhol para serem exibidas nas regiões que recebem apoio do FIDA.

Relatórios de especialistas da ONU já apontaram que a evasão fiscal contribui para desigualdades sociais e pobreza no mundo. Foto: USP Imagens/ Marcos Santos

CEPAL: reduzir evasão fiscal é vital para financiar desenvolvimento da América Latina

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, reafirmou na quinta-feira (27) a importância de fortalecer a arrecadação pública para maior capacidade de mobilizar recursos internos que permitam financiar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A declaração foi feita durante apresentação do relatório “Panorama Fiscal da América Latina e do Caribe 2019”, realizada no Centro para o Desenvolvimento Global, em Washington, Estados Unidos. “Um dos maiores problemas da América Latina e do Caribe é a evasão (fiscal): 335 bilhões de dólares. Isso é muito dinheiro. Devemos fortalecer o espaço fiscal tornando a arrecadação tributária mais robusta”, enfatizou.

Fome na América Latina e Caribe preocupa universidades da região. Foto: PMA/Alejandra León

FAO pede renovação da vontade política para acabar com a fome na América Latina e Caribe

A vontade política é o ingrediente fundamental e necessário para erradicar a fome e todas as formas de malnutrição — incluindo o sobrepeso e a obesidade — na América Latina e Caribe, afirmou nesta semana (25) o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva. Apesar dos progressos contra a fome na primeira década deste século, a região vê um cenário recente de estagnação no combate à desnutrição.

Migrantes almoçam em abrigo na Guatemala, depois de serem deportados do México. Foto: UNICEF/Daniele Volpe

CEPAL defende espaço econômico compartilhado entre México e países do norte da América Central

A chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu neste mês (18) a criação de um espaço econômico compartilhado entre os países do norte da América Central — El Salvador, Guatemala, Honduras — e o México.

Segundo a dirigente, a medida poderia mitigar as causas estruturais da migração na região, que incluem o crescimento econômico insuficiente e as elevadas desigualdades.

Crianças na fila para refeição diária no Equador. Foto: Banco Mundial/Jamie Martin

ONU: 64% dos jovens latino-americanos vivem na pobreza ou em situação de vulnerabilidade

Em viagem a Bruxelas, a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu neste mês (19) um aprofundamento da cooperação entre a região e o continente europeu, como meio para superar desigualdades e investir no desenvolvimento sustentável. Dirigente lembrou que 64% dos jovens latino-americanos são de famílias pobres ou vulneráveis e não conseguem ingressar na classe média consolidada.

Produção de algodão na Tanzânia. Foto: Gatsby Charitable Foundation (CC)

Universidade mineira apoia projeto da ONU para fortalecer produção de algodão em países africanos

A Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, é a mais nova parceira do projeto Além do Algodão, uma iniciativa do Centro de Excelência contra a Fome da ONU e da Agência Brasileira de Cooperação para fortalecer a cadeia do algodão e de seus subprodutos em quatro países africanos — Benim, Moçambique, Quênia e Tanzânia.

A instituição mineira vai apoiar ações de capacitação em nutrição, processamento de alimentos e aprimoramento da produção.

Catadores de materiais recicláveis que trabalham para a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE). Foto: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes

Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) recebe prêmio da ONU por iniciativa com catadores

A prefeitura de Jaboatão dos Guararapes (PE) ganhou o prêmio internacional da ONU por excelência de gestão do serviço público. A premiação do United Nations Public Service Awards de 2019 é dirigida a iniciativas públicas que promovam ações de destaque nas áreas de direitos humanos e erradicação da pobreza.

Atualmente, 75 catadores integram o Programa de Coleta Seletiva de Jaboatão dos Guararapes. Segundo a prefeitura da cidade, a iniciativa mudou a vida de catadores que anteriormente trabalhavam informalmente e sob condições insalubres no “Lixão da Muribeca”, que foi desativado em 2009. A Prefeitura passou a empregar formalmente alguns dos catadores do lixão e outros que trabalhavam nas ruas da cidade.

Qu Dongyu, novo diretor-geral da FAO. Foto: FAO/Alessia Pierdomenico

Países elegem vice-ministro da Agricultura da China para chefia da FAO

O atual vice-ministro da China para Agricultura e Assuntos Rurais, Qu Dongyu, foi eleito no domingo (23) o novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O dirigente assumirá o cargo em 1º de agosto, sucedendo o brasileiro e atual chefe da FAO, José Graziano da Silva. Qu Dongyu traz para a agência da ONU mais de 30 anos de experiência em ciência e governança agrícolas.

Em 1919, das cinzas da guerra, nasceu uma visão do mundo onde trabalhadores, empregadores e governos poderiam – juntos – construir um mundo de paz universal, baseado na justiça social. Deste sonho surgiu a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que há 100 anos promove a justiça social e promove o trabalho decente.

OIT completa 100 anos promovendo justiça social e trabalho decente no mundo

Este ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos realizando um mandato dedicado à promoção da justiça social e do trabalho decente no mundo todo.

Em um cenário em que mais de 190 milhões de pessoas estão desempregadas e mais de 300 milhões trabalham, mas continuam na extrema pobreza, o mandato da OIT torna-se ainda mais importante globalmente.

Para responder a esses desafios, a organização criou a Comissão Mundial sobre o Futuro do Trabalho, cujo relatório foi publicado em janeiro. As recomendações feitas neste relatório são um dos insumos para a discussão sobre este tema na Conferência Internacional do Trabalho, a ser concluída em Genebra na próxima sexta-feira (21).

Projeto Paulo Freire melhora condições de vida de agricultores familiares do Ceará. Foto: Flickr/Orgânicos do Pivas (CC)

Projeto de combate à pobreza no Ceará é apresentado durante seminário em Montevidéu

A coordenadora do Projeto Paulo Freire, Iris Tavares, participou no fim de maio em Montevidéu do Fórum Mundial Campesino, conferência regional da América Latina e Caribe sobre desenvolvimento sustentável e agricultura familiar. O Projeto Paulo Freire é iniciativa de combate à pobreza extrema implementado pelo estado do Ceará com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas.

Durante os três dias, foram debatidos temas ligados à identificação de políticas públicas prioritárias para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e ações de apoio ao Decênio da Agricultura Familiar, por meio de diálogo e articulações entre as organizações e os governos.

As perspectivas de aprimorar os Projetos FIDA no seu ciclo de elaboração, implementação, desenvolvimento e avaliação para que possa contribuir com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) também foram abordadas no evento.

Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido. Foto: SDA

Projeto apoiado pelo FIDA realiza oficinas com juventudes do semiárido do Ceará

No intuito de promover debates acerca de agroecologia, convivência com o semiárido, educação contextualizada, raça e etnia, diversidade sexual, reforma agrária e sucessão rural, a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará deu início no sábado (15) à Caravana Estadual Juventudes do Semiárido.

Cerca de 300 jovens participaram no Hotel Recanto Wirapuru, em Fortaleza (CE), do encontro idealizado pelo Projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa teve quatro edições realizadas em territórios assistidos pelo projeto em 31 municípios cearenses desde o último ano.

Comunidades rurais do Ceará implementam planos de negócios em caprinocultura. Foto: Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará

Fundo agrícola da ONU elogia projeto cearense para combater pobreza extrema

Após quase dez dias de visitas a comunidades do Ceará, uma equipe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) elogiou na sexta-feira (14) as conquistas do projeto Paulo Freire, iniciativa de combate à pobreza extrema que é implementada pelo estado com recursos da agência da ONU. O programa já atende a 50 mil famílias do campo e está presente em 600 áreas rurais dos 31 municípios cearenses com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Projeto promove sustentabilidade no agroextrativismo de Marajó, no Pará. Foto: Bem Diverso

Em Marajó, PNUD difunde práticas sustentáveis de extração e manejo do açaí

Em Marajó, no Pará, os agroextrativistas estão aprendendo novas técnicas de manejo e coleta do açaí com o projeto Bem Diverso, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A iniciativa promove o uso sustentável dos recursos da biodiversidade brasileira.

A metodologia de manejo difundida permite aumentar em até três vezes a produção de frutos. Isso é possível por meio do estabelecimento de uma proporção adequada entre os açaizeiros e outras espécies da floresta amazônica numa mesma área.

Presidente da França, Emmanuel Macron. Foto: ONU/Mark Garten

Em conferência da OIT, Macron pede salário mínimo igual para toda UE

Mudanças fundamentais no mundo do trabalho, incluindo um mesmo salário mínimo para toda a União Europeia, são necessárias para responder à crescente lacuna entre ricos e pobres, afirmou na terça-feira (11) o presidente da França, Emmanuel Macron.

Em discurso de 45 minutos na conferência de centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, Macron insistiu que o acúmulo de riqueza nas mãos de poucos com a globalização criou uma “lei da selva”, que abriu as portas para o nacionalismo perigoso, a xenofobia e a desilusão com a democracia.

Presidente italiano, Sergio Mattarella, fala durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra. Foto: OIT/Marcel Crozet

OIT: pobreza em qualquer lugar é perigo para prosperidade em todos os lugares

A Conferência Internacional do Trabalho do Centenário começou nesta segunda-feira (10) na sede da ONU em Genebra, com o chefe da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, convocando centenas de delegados de todo o mundo a “construir um futuro do trabalho com justiça social para todos”.

O diretor-geral da OIT disse que, com a possível adoção de uma declaração histórica voltada para o futuro, é hora de “dizer ao mundo que temos confiança, propósito comum, vontade e meios” para continuar a fazer da justiça social uma prioridade absoluta.

“Faremos isso juntos porque a pobreza em qualquer lugar é um perigo para a prosperidade em todos os lugares”, acrescentou o chefe da OIT. “E faremos isso porque o fracasso de qualquer nação em adotar condições humanas de trabalho obstrui outras nações que desejam fazê-lo”.

Vista de Recife. Foto: MTUR/Bruno Lima

PNUD apoia implementação de Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste

O Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) aprovou em maio o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). A elaboração do plano recebeu apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que também trabalhará para fortalecer suas capacidades institucionais, sua implementação e seu monitoramento por meio de uma plataforma regional.

De acordo com coordenador do escritório de projetos do PNUD em Salvador, Frederico Lacerda, o plano busca encontrar soluções, tendo a inovação como eixo norteador. “Esse importante instrumento do planejamento regional também considera uma perspectiva de médio prazo, buscando um alinhamento à Agenda 2030 para colocar o Nordeste na trilha do desenvolvimento sustentável”, afirma.

Embora sejam mais da metade da população brasileira, pessoas negras ainda têm dificuldades em acessar o mercado de trabalho no Brasil, o que piora significativamente no caso de mulheres negras. Foto: UNFPA

Evento discute desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro

A desigualdade racial e de gênero persiste no mercado de trabalho brasileiro e é preciso agir para combater práticas que perpetuam a discriminação, informando e promovendo espaços empresariais mais inclusivos.

Esta foi uma das conclusões do debate realizado na quinta-feira (6) em Brasília (DF) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (UNESCO), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a ONU Mulheres e a coordenação do Sistema ONU no país.

Segundo pesquisa do Instituto Ethos, pessoas negras ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% de cargos executivos em empresas brasileiras.

Grupo de Trabalho de Direitos Humanos promove treinamento de due dilligence para empresas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

UNESCO promove debate em Brasília (DF) sobre racismo no mercado de trabalho brasileiro

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, em parceria com ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a coordenação do Sistema ONU no Brasil, realiza na quinta-feira (6) debate em Brasília (DF) sobre as dificuldades enfrentadas por negros e, especialmente, mulheres negras, no mercado de trabalho.

A desigualdade racial é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, embora pretos e pardos constituam mais da metade da população no país. O ambiente empresarial ainda tem grandes dificuldades para avançar no combate ao racismo, e o quadro se agrava ainda mais quando consideramos a situação das mulheres negras.

Diplomata nigeriano é eleito novo presidente da Assembleia Geral da ONU

O alcance global das Nações Unidas as torna “a melhor esperança do mundo para a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e a promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social”, disse o diplomata nigeriano que será o próximo presidente da Assembleia Geral da ONU.

Tijjani Muhammad-Bande, atual representante-permanente da Nigéria na ONU, foi eleito por aclamação nesta terça-feira (4) em Nova Iorque para dirigir a Assembleia Geral, sucedendo a equatoriana Maria Fernanda Espinosa.

“Paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão constituirão uma grande prioridade da minha presidência”, disse o embaixador nigeriano.

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida.

Com apoio da ONU, migrante retornada ao Nepal recomeça sua vida; vídeo

Basanti Tamang, uma migrante que tentou melhores condições de vida no exterior, ao retornar para seu país de origem, recebeu ajuda do programa de reintegração “O futuro que queremos”, uma iniciativa conjunta da ONU Mulheres, da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e da Zonta International. Por meio da costura, e agora ciente de seus direitos como migrante, Basanti vai recomeçar sua vida. Confira nesse vídeo.

Cena de Londres, 2011. Foto: Claudia Gabriela Marques Vieira/Flickr/CC

Políticas de austeridade levaram milhões à pobreza no Reino Unido, afirma especialista da ONU

Políticas do governo britânico levaram milhões de pessoas à pobreza no Reino Unido, afirmou em novo relatório divulgado no final de maio (22) o especialista das Nações Unidas sobre pobreza e direitos humanos, pedindo uma “nova visão” que incorpore a compaixão para encerrar dificuldades desnecessárias.

“Os resultados do experimento da austeridade são claros”, disse Philip Alston em relatório após visita oficial ao país, em novembro de 2018.

“Há 14 milhões de pessoas vivendo na pobreza, níveis recordes de fome e de pessoas sem teto, queda da expectativa de vida para alguns grupos, cada vez menos serviços comunitários e policiamento reduzido, enquanto o acesso de grupos de baixa renda a tribunais caiu dramaticamente por conta de cortes em assistências legais.”

Criança em uma clínica recém-construída no condado de Musan, na Coreia do Norte, é atendida para medir a desnutrição e se vacinar. Foto: UNICEF/Simon Nazer

Pessoas na Coreia do Norte estão presas em círculo vicioso de privação, corrupção e repressão, diz ONU

Pessoas na Coreia do Norte estão presas em um círculo vicioso, no qual o fracasso do Estado em fornecer necessidades básicas faz com que elas busquem alternativas precárias nos mercados paralelos, onde enfrentam uma série de violações de direitos humanos em um ambiente de incertezas legais.

É o que aponta um novo relatório de direitos humanos das Nações Unidas, publicado nesta terça-feira (28) pelo Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos (ACNUDH).

O documento destaca como o sistema público de distribuição na Coreia do Norte está quebrado há mais de duas décadas. Além disso, o documento afirma que as pessoas buscam soluções para viver em uma economia precária legalmente paralela, expostas a prisões arbitrárias, detenções e extorsões.

Abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: FAO

FAO: ambientes rurais e urbanos devem se unir para garantir segurança alimentar

Ambientes rurais e urbanos devem se relacionar de forma engajada para atingir os objetivos globais de garantir segurança alimentar e nutrição para todos, assim como combater as mudanças climáticas.

A avaliação foi feita pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, em mensagem de vídeo para a abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana, que acontece até sexta-feira (31) no Rio de Janeiro.

Segundo Graziano, para atingir tais objetivos é necessário preservar os recursos naturais e, sobretudo, a biodiversidade do planeta, integrando ações sustentáveis e responsáveis desde a produção até o consumo de alimentos.

O Centro de Excelência contra a Fome trabalha para aprimorar políticas públicas de segurança alimentar e nutricional nos países em desenvolvimento. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

OPAS: garantir direito à alimentação adequada significa reduzir desigualdades

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou na quarta-feira (29) que é preciso o envolvimento de todos os níveis de governo, instituições não governamentais, comunidades e sociedade para alcançar a segurança alimentar e nutricional.

A declaração foi feita na abertura do 1º Fórum Regional das Cidades Latino-Americanas Signatárias do Pacto de Milão, que ocorre até sexta-feira (31) no Museu de Arte do Rio (MAR), na capital fluminense. O evento, que debate políticas alimentares urbanas inclusivas e sustentáveis, é organizado pela prefeitura da cidade.

“Precisamos nos unir para assegurar o acesso de todas e todos a alimentos saudáveis, proteger a biodiversidade e reduzir o desperdício de alimentos. Garantir o direito à alimentação adequada e saudável significa reduzir as desigualdades. Significa crescer e se desenvolver de maneira sustentável, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.

Premiê de Fiji, Josai Vorege Bainimarama (centro), é cumprimentado pela diretora-executiva do ONU-HABITAT, Maimunah Mohd Sharif (esquerda), e pela presidente da Assembleia, Martha Delgado, ao chegar ao evento em Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-HABITAT

ONU-HABITAT defende inovação para garantir desenvolvimento sustentável das cidades

A batalha para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030 ocorrerá nas cidades. Assim, elas precisam de inovação “disruptiva” de forma a garantir “impacto nas comunidades e que ninguém seja deixado para trás”.

A declaração foi feita pela chefe do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), Maimunah Mohd Sharif, durante Assembleia do organismo da ONU realizada em Nairóbi, no Quênia, esta semana.

Segundo Maimunah, a inovação — definida como “novos conhecimentos e soluções para melhorar as condições de vida de todas as cidades e comunidades” — é tema central do evento porque as cidades impulsionam as economias nacionais ao criar prosperidade, desenvolvimento social e emprego, mas também podem ser local de pobreza, exclusão e degradação ambiental.