Arquivo da tag: Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

O Projeto Paulo Freire impulsiona, desde 2013, a produção sustentável e o aumento da renda em territórios do Ceará. Foto: FIDA | Irshad Khan.

Missão do FIDA realiza avaliação do Projeto Paulo Freire desenvolvido no Ceará

De 4 a 8 de novembro, uma Missão de Avaliação e Acompanhamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas (FIDA) se reuniu com técnicos e diretores da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do Ceará para analisar os resultados obtidos com o Projeto Paulo Freire (PPF).

Executado pela SDA, o PPF é uma iniciativa que conta com recursos de investimento do FIDA a fim de diminuir a pobreza e alavancar o desenvolvimento sustentável nas localidades com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da região.

O Projeto Paulo Freire impulsiona, desde 2013, a produção sustentável e o aumento da renda a partir de atividades agrícolas e não agrícolas desenvolvidas pelos grupos prioritários do projeto: jovens, mulheres e povos tradicionais.

Atualmente, o trabalho do IPC-IG inclui um conjunto variado de tópicos, englobando a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: IPC-IG

Centro de políticas vinculado ao PNUD completa 15 anos de atividades no Brasil

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), comemora 15 anos de atividade neste mês. Desde 2004, o Centro promove serviços e ferramentas para fortalecer as capacidades institucionais dos países, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento, a implementação e a avaliação de políticas sociais e estimular o crescimento inclusivo.

Atualmente, o trabalho do IPC-IG inclui um conjunto variado de tópicos, englobando a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — proteção social; desenvolvimento rural e agricultura; políticas de redução da pobreza e de desenvolvimento; desenvolvimento sustentável; crescimento econômico e desigualdade; educação; saúde e nutrição; crianças/ jovens; e gênero.

Mylena Pereira, Brenda Ramos e Vitor Terra, alunos da pós-graduação em Oceanografia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), falaram sobre os ODS. Foto: UNIC Rio | Naiara Azevedo.

Jovens demandam desenvolvimento sustentável com inclusão social no aniversário da ONU

O futuro que desejamos é baseado em crescimento econômico acompanhado de inclusão social e proteção do meio ambiente. Esta é a avaliação de jovens universitários que se reuniram nesta quinta-feira (24) na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) na capital fluminense para lembrar o aniversário de 74 anos da Organização.

O evento com a presença de 17 estudantes da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) debateu formas de os países alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos próximos 11 anos, prazo estabelecido pela comunidade internacional para atingir metas como erradicação da pobreza, redução das desigualdades e combate às mudanças climáticas.

Gelson Henrique, de 20 anos, é estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Foto: UNICEF/Rafael Duarte

‘Quero uma cidade que garanta nosso direito de viver’

Morador da periferia do Rio de Janeiro, Gelson Henrique, de 20 anos, percebeu na adolescência que não estava exercendo seu direito de aproveitar plenamente a cidade em que morava. Não conhecia, por exemplo, os museus, inacessíveis para famílias pobres que moram longe das regiões centrais. “Descobri que há toda uma estrutura que não quer que a gente ascenda. Mas também percebi que não existo sozinho. A pele preta traz toda uma ancestralidade”, declara.

A convite do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Gelson participou este mês da Conferência sobre as Cidades Amigas da Criança, realizada em Colônia, na Alemanha. Junto a outros jovens e adolescentes do mundo, ele discutiu formas de as cidades garantirem o pleno desenvolvimento de cada criança e adolescente.

“Para mim, cidade amiga da criança é uma cidade que não viole nossos direitos, começando pelo direito à vida, que hoje está ameaçado para um jovem negro”, afirma Gelson.

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Foto: FAO

Mulheres quilombolas destacam-se com produção agrícola sustentável no Tocantins

No município de Santa Tereza, em Tocantins, está a comunidade quilombola Barra da Aroeira. Formada em meados da década de 1930, a comunidade reúne cerca de 97 famílias que produzem de tudo um pouco: arroz, feijão, mandioca, abóbora, inhame, batata-doce, hortaliças, além da criação de galinha e porcos.

O modo de produção da comunidade da Barra da Aroeira segue os princípios da agroecologia. A maior parte dos alimentos produzidos pelas agricultoras quilombolas são consumidos pelas famílias da própria comunidade e alguns produtos são vendidos em feiras na capital Palmas. Leia a reportagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Composta por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. Foto: Associação Chocolateiras de Teixeirópolis

Chocolateiras de Rondônia contribuem para aumento de renda na região amazônica

Acordar cedo e ir para o campo faz parte do dia a dia das mulheres chocolateiras de Teixeirópolis, município situado a 300 quilômetros da capital Porto Velho, Rondônia. O estado é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil, ficando atrás apenas de Bahia e Pará.

Formada por 17 agricultoras familiares, a Associação Chocolateiras de Teixeirópolis foi criada em 2015 e, desde então, trabalha com a verticalização da produção — do plantio do cacau à fabricação do chocolate. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Iniciativa busca desenvolver capacidades de trabalhadores rurais para aumentar e qualificar sua produção (agrícola e não agrícola). Foto: Programa Semear

FIDA abre escritório em Brasília com revisão de estratégia para o país

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) abriu escritório em Brasília no dia 16 de outubro, lançando uma agenda de discussão sobre sua estratégia para o país com representantes do governo federal, sociedade civil e agências internacionais.

O objetivo é identificar correções necessárias para garantir que o programa nacional do Fundo apoie de maneira eficaz iniciativas públicas para reduzir a pobreza rural, considerando as prioridades do governo federal.

O escritório em Brasília também será responsável pelas operações da agência no Chile e funcionará como Centro de Conhecimento Sul-Sul e Triangular para América Latina e Caribe.

Relatório da OIT mostrou vantagens de países combinarem políticas ativas no mercado de trabalho com medidas de apoio à renda. Foto: OIT

Nova pesquisa da OIT identifica políticas para combater pobreza e desigualdade

Estratégias para aumentar o acesso ao trabalho decente e combater a pobreza são significativamente mais eficazes quando as políticas ativas do mercado de trabalho (PAMTs) são combinadas com apoio à renda. A conclusão é de novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta quinta-feira (17).

As políticas ativas incluem treinamento, orientação profissional e apoio a start-up nas economias emergentes e em desenvolvimento. O relatório aborda como essas políticas podem ajudar as pessoas a superar obstáculos do mercado de trabalho quando combinadas com o apoio à renda.

As crianças sentam-se em frente à sua nova escola, feita de tijolos de plástico reciclado em Sakassou, no centro da Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Fim da pobreza extrema é crucial para um futuro sustentável, diz chefe da ONU

Um futuro sustentável para todos é improvável, a menos que a globalização beneficie todas as crianças, suas famílias e comunidades, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em sua mensagem para o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, nesta quinta-feira (17).

Observado a cada 17 de outubro, a data reconhece o esforço e a luta de mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com menos de 1,90 dólar por dia.

“O fim da pobreza extrema está no centro dos esforços do mundo para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e construir um futuro sustentável para todos. Mas o sucesso em não deixar ninguém para trás permanecerá ilusório se não atingirmos as pessoas que estão mais atrás primeiro”, afirmou o secretário-geral.

Segundo a OPAS/OMS, evidências científicas recentes apontam que medidas regulatórias têm impacto na prevenção e controle da obesidade. Foto: EBC

Obesidade e outras formas de desnutrição afetam 1 em cada 3 pessoas no mundo

A obesidade e outras formas de desnutrição afetam uma em cada três pessoas no mundo. As projeções indicam que essa proporção será de uma em cada duas em 2025, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O relatório mais recente da FAO mostrou que a fome afetava 821 milhões de pessoas no mundo em 2017. Já a obesidade atingia 672 milhões de adultos, 124 milhões de crianças e adolescentes (de 5 a 19 anos) e 40 milhões de crianças com menos de 5 anos, segundo dados referentes a 2016.

No Brasil, enquanto a fome atinge menos de 2,5% da população, a obesidade já afeta quase 20% dos brasileiros. Em algumas regiões, como o Nordeste, outras facetas da má nutrição persistem — a desnutrição infantil, por exemplo, segue acima dos 5%.

Em dezembro de 2017, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou resolução criando a Década da ONU para a Agricultura Familiar (2019-2028). Foto: MDA

FIDA: investimento em agricultura familiar é maneira mais eficaz de reduzir pobreza rural

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas lança em Brasília (DF) na terça-feira (15) a publicação “Estudo comparativo dos efeitos diretos da agricultura e do agronegócio na redução da pobreza rural”.

O estudo destaca o potencial da agricultura familiar e suas vantagens comparativas no combate à pobreza rural, analisando a geração de renda de dois sistemas produtivos em cadeias como ovinos/caprinos, aves, produção de mandioca e apicultura.

A análise trabalha com dados do semiárido nordestino, considerado o maior bolsão de pobreza da América Latina.

Produtora rural colombiana transforma resíduos em energia renovável de baixo custo

Produtora rural do município de Santo Antônio, a colombiana Sandra Mendoza, de 46 anos, teve acesso a microcrédito e passou a adotar em sua propriedade o biodigestor, uma tecnologia que permite aproveitar resíduos para produzir energia renovável e de baixo custo.

Além de ser a primeira mulher presidente do Comitê Cafeeiro Municipal, Sandra fundou a Associação de Mulheres Cafeeiras de Santo Antônio. Também é a primeira a utilizar um biodigestor no estado de Tolima. Leia a reportagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

As micro e pequenas empresas (MPEs) são os principais geradores de emprego na América Latina. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

Pequenas empresas e autônomos respondem por maior parte dos empregos no mundo

O autoemprego e as micro e pequenas empresas desempenham um papel muito mais importante na geração de empregos do que se pensava, de acordo com novas estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgadas nesta quinta-feira (10).

O relatório recomenda que o apoio a pequenas unidades econômicas seja uma parte central das estratégias de desenvolvimento econômico e social. Ele destaca a importância de criar um ambiente propício para esse tipo de empresa, garantindo que elas tenham uma representação eficaz e que os modelos de diálogo social também funcionem para elas.

Outras recomendações incluem: entender como a produtividade da empresa é moldada por um “ecossistema” mais amplo; facilitar o acesso às finanças e aos mercados; promover o empreendedorismo das mulheres; e incentivar a transição para a economia formal e a sustentabilidade ambiental.

“Para nós, essas tecnologias são algo nunca visto. Estávamos até receosos de não conseguir trabalhar com o sistema, mas ele é muito fácil e já queremos usá-lo para tudo”, conta Rafael Borges, presidente da Cooperativa de Jovens de Água Fria, Bahia. Foto: Felipe Santos

A agricultura familiar brasileira encontra o blockchain

Até semanas atrás, os agricultores familiares da Cooperativa de Jovens de Água Fria, na Bahia, desconheciam softwares de código aberto, alteráveis por qualquer pessoa. Tampouco tinham ouvido falar de blockchain, uma espécie de livro contábil público, que guarda — de forma permanente e à prova de violação — os registros das transações online. Mas, desde que descobriram o potencial dessas tecnologias para alavancar seus negócios, tornaram-se fãs.

Eles estão entre os primeiros usuários de um aplicativo criado para facilitar a aquisição de bens e serviços pelas associações e cooperativas de agricultura familiar da Bahia e do Rio Grande do Norte. A Solução Online de Licitação (SOL) ajuda os produtores rurais a ter acesso a fornecedores do Brasil inteiro, além de armazenar todos os processos e dados necessários para a transação.

Essa mudança se tornou possível graças a uma parceria entre os estados e o Banco Mundial. Leia a reportagem completa.

Ivanete de Souza, agricultora do interior de Santa Catarina. Foto: FAO

Cooperativismo contribui para autonomia das mulheres rurais

A Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”.

Leia a história de Ivanete de Souza, agricultora do interior de Santa Catarina que presidiu a Cooperativa de Produção Agropecuária de Jaraguá do Sul, da qual é sócia fundadora. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Trabalhando aliadas à agricultura orgânica, as mulheres do grupo MOBI também promovem a preservação do meio ambiente. Foto: David Greenwood-Haigh/CC.

Grupo de mulheres rurais impulsiona igualdade de gênero em cooperativa agrícola

Na busca por aumentar sua participação nas decisões da cooperativa de agricultores familiares da região onde vivem, um coletivo de mulheres decidiu somar forças e formaram, em 2006, o grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI).

Elas são celebradas no contexto da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’, que promove, entre 1º e 15 de outubro, uma mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo no cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No Brasil, a campanha é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil; ONU Mulheres; Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF); e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.

A erradicação da pobreza até 2030 é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: Renato Jorge Marcelo

PNUD discute desafios para erradicação da pobreza no mundo até 2030

A erradicação da pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares, é peça-chave para o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Em 2000, o mundo comprometeu-se a reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza, o que resultou, nos anos seguintes, em ganhos notáveis em desenvolvimento humano.

Até 2015, a pobreza havia sido reduzida significativamente, o acesso ao ensino básico e os resultados da saúde melhoraram, bem como houve progresso na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres e meninas.

No entanto, a erradicação da pobreza extrema continua a ser um desafio, com mais de 700 milhões de pessoas vivendo, globalmente, com menos de 1,90 dólar por dia e mais da metade da população global vivendo com menos de 8 dólares por dia. Leia mais na nota do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As mulheres representam praticamente metade da população de mais de 500 milhões de habitantes da América Latina e Caribe. E são elas as responsáveis pela produção de 60% a 80% dos alimentos consumidos na região. Foto: EBC

Campanha promove 15 dias de mobilização pelos direitos das mulheres do campo

A campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos deu início na terça-feira (1º) a um período de 15 dias de mobilização para dar visibilidade à contribuição das trabalhadoras rurais para o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirma que uma melhora no acesso das mulheres a terra, educação, serviços financeiros, tecnologia e emprego rural renderia um aumento significativo da produtividade e produção agrícola, contribuindo para a segurança alimentar, o crescimento econômico e o bem-estar social.

A organização reforça ainda que a redução da desigualdade entre homens e mulheres no acesso aos recursos produtivos e insumos agrícolas poderia reduzir entre 100 milhões e 150 milhões o número de pessoas com fome no mundo.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

Apenas 32% das empresas do mundo têm planos ambiciosos para atingir objetivos globais

De uma forma geral, um alto índice de empresas no mundo mantém políticas corporativas que atravessam as áreas-chave dos Dez Princípios do Pacto Global das Nações Unidas. Pelo menos 67% dessas companhias responderam que tais estratégias são desenvolvidas ou avaliadas no mais alto nível de governança, designada a CEOs, diretoras e diretores de empresas.

Apesar do progresso, os dados ainda são motivo de preocupação do Pacto Global. De acordo com a iniciativa das Nações Unidas, eles ainda não são o suficiente, em escala ou tempo, para alcançar os 17 ODS ou mesmo o Acordo de Paris para o clima.

Apenas 32% dos CEOs indicam que suas empresas têm planos para estabelecer objetivos suficientemente ambiciosos, baseados na ciência e alinhados à necessidade da sociedade. Enquanto isso, ações de apoio aos ODS ainda parecem estar separadas das estratégias mais centrais das empresas, e não influenciam de forma profunda produtos, serviços ou modelos de negócios.

Após a Cúpula de Ação Climática da ONU, em Nova Iorque, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, disse que uma transição justa significa garantir que as ações climáticas protejam o planeta, as pessoas e a economia. Foto: OIT

Em cúpula da ONU, países concordam em unir ação climática à proteção social

Países que participaram da Cúpula de Ação Climática da ONU, em Nova Iorque, na segunda-feira (23), se comprometeram a elaborar planos nacionais para uma transição justa rumo a uma economia neutra de emissões de carbono.

Segundo o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, uma transição justa significa garantir que as ações climáticas que adotamos protejam o planeta, as pessoas e a economia.

“Esta iniciativa foi criada para incentivar a coerência das políticas em torno de medidas que aumentem as oportunidades de trabalho verde decente, o desenvolvimento de habilidades e a inovação empresarial, juntamente com medidas de proteção social para as pessoas mais vulneráveis.”

O envolvimento da sociedade civil e das comunidades, em todo o mundo, será fundamental para garantir o sucesso geral da cobertura universal de saúde até 2030, disse o UNAIDS. Foto: OMS

UNAIDS defende envolvimento da sociedade civil nas políticas de saúde dos países

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na terça-feira (24) o compromisso assumido pelos Estados-membros da ONU durante encontro em Nova Iorque esta semana (23) para alcançar a cobertura universal de saúde até 2030.

Segundo o UNAIDS, a declaração política encoraja os países a envolver a sociedade civil na governança do sistema de saúde, nas políticas de saúde e no processo de revisão da saúde universal. O envolvimento da sociedade civil e das comunidades, em todo o mundo, será fundamental para garantir o sucesso geral da universalização, disse a organização.

A declaração política sobre saúde universal reconhece que a ação atual é inadequada, tendo em vista que pelo menos metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde. Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas no mundo precisam gastar pelo menos 10% de sua renda familiar em cuidados com a saúde, e cerca de 100 milhões de pessoas são conduzidas à pobreza, a cada ano, por despesas relacionadas à saúde.

Na ocasião, representantes de governos, OIT, organizações de empregadores e de trabalhadores debateram o futuro inclusivo do trabalho. Foto: OIT

OIT participa da reunião sobre futuro do trabalho com ministros do BRICS em Brasília

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) participou em 19 e 20 de setembro em Brasília (DF) da 5ª Reunião de Ministros do Trabalho e do Emprego do BRICS, grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Na ocasião, o diretor-geral adjunto de operações de campo e parcerias da OIT, Moussa Oumarou, destacou a importância da troca de experiências e de conhecimento entre os cinco países para ajudar a moldar o futuro do trabalho de que as nações necessitam.

“Como ministros do trabalho e do emprego, vocês têm um importante desafio político a ser enfrentado: garantir que o futuro do trabalho seja inclusivo; que a produtividade do trabalho beneficie a toda e todos; e que novas formas de emprego permaneçam decentes. Essas também são prioridades para toda a OIT”, disse ele.

Programa Territórios Sociais. Foto: ONU-HABITAT

Iniciativas de Alagoas e da Prefeitura do Rio em parceria com ONU-HABITAT vencem prêmio do BID

Os programas Vida Nova nas Grotas, do Governo de Alagoas, e Territórios Sociais, da Prefeitura do Rio de Janeiro, ambos realizados em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), venceram a sexta edição do Concurso Governarte – A Arte do Bom Governo, Prêmio “Eduardo Campos” do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O concurso tem entre seus objetivos identificar e premiar iniciativas inovadoras de gestão pública que promovam a criatividade e procurem melhorar os serviços aos cidadãos. Também visa apoiar e disseminar tais iniciativas, promovendo uma agenda de modernização do Estado na América Latina e Caribe com vistas a governos eficazes, eficientes e abertos. Pretende ainda facilitar a cooperação entre governos subnacionais, aprofundando o conhecimento de experiências inovadoras em gestão pública e expandindo sua divulgação entre os atores interessados.

Embaixador Tijjani Mohammad Bande foi eleito presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Presidente eleito da Assembleia Geral da ONU defende paz e prosperidade para mais vulneráveis

O alcance global da ONU a torna a principal esperança para um mundo de paz e segurança, desenvolvimento sustentável e promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social, disse nesta terça-feira (24) o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, presidente eleito da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante abertura do debate de alto nível, em Nova Iorque.

Na abertura dos debates da 74ª sessão da Assembleia Geral, ele se comprometeu a “promover parcerias necessárias com todos os atores para atingir nossos objetivos, e em última análise garantir que estejamos fazendo o melhor para garantir paz e prosperidade, particularmente, para os mais vulneráveis”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, abre os debates da 74a Assembleia Geralda ONU - Foto: Cia Pak/ONU

Em discurso, António Guterres lembra que diversidade é uma riqueza e não uma ameaça

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, o debate de alto nível da Assembleia Geral afirmando que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça e defendendo o multilateralismo.

Os 193 Estados-membros da ONU participarão em sessões presididas pelo diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande. A 74ª sessão terá como prioridades paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

Em espanhol, Esperanza significa ‘fé’. Depois que Esperanza recebeu a apoio financeiro e as aulas de culinária da ONU Mulheres em Boa Vista, ela espera um futuro melhor para sua família. Foto: ONU Mulheres | Felipe Abreu.

ONU Mulheres auxilia resposta humanitária em Roraima

Atuando na resposta humanitária em Roraima, a ONU Mulheres, com financiamento do Fundo Central da ONU de Resposta de Emergência, ofereceu diversos serviços e treinamentos para mulheres refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio em Boa Vista, entre novembro de 2018 e março de 2019.

O trabalho da agência teve como foco ajudar a população que se encontra em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, com problemas de saúde e deficiências, com um familiar doente ou em risco de exploração sexual e/ou tráfico.

Uma das mulheres alcançadas foi Briggitte Jimenez, venezuelana de 49 anos. Jimenez chegou a Boa Vista em fevereiro de 2019, depois que o programa de saúde público venezuelano cortou a oferta de tratamento contra o câncer no país. Seu filho de 17 anos tinha câncer no estômago. Ela deixou seus três outros filhos na Venezuela na esperança de salvar o mais velho.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Maranhão leva projeto de combate ao trabalho escravo a todos os municípios do estado

O governo do Maranhão e a ONG Repórter Brasil lançaram na terça-feira (17) a terceira fase do projeto “Escravo, Nem Pensar!”, cujo objetivo é combater e prevenir o trabalho escravo por meio de ações educativas em escolas da rede estadual de ensino.

O projeto é fruto de uma parceria entre Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE) e Secretarias Estaduais de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e de Educação (SEDUC).

Em 2015, o Maranhão foi o primeiro estado a aderir ao projeto “Escravo, Nem Pensar!”. Agora, com a implementação dessa última etapa, será o primeiro a alcançar todos os municípios com ações educativas em escolas estaduais voltadas à prevenção e ao combate ao trabalho escravo.

Na abertura do encontro, o coordenador-residente do Sistema ONU, Niky Fabiancic, explicou que as entidades da ONU Brasil trabalham a partir de diferentes mandatos para contribuir para o desenvolvimento ambiental, econômico e social do país. Foto: ONU Brasil

ONU Brasil participa de discussão em Brasília sobre políticas públicas para cidadania

O Ministério da Cidadania realizou na terça e quarta-feira (17 e 18) em Brasília (DF) seminário para discutir cooperação internacional em políticas públicas para desenvolvimento social, cultural e esportivo no país.

O evento reuniu representantes de governos estrangeiros, organismos internacionais e entidades do terceiro setor, assim como agências, fundos e programas das Nações Unidas.

Na abertura do encontro, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, explicou que as entidades das Nações Unidas trabalham a partir de diferentes mandatos para contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do país e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Maria do Carmo Vieira Araujo, 50, Ednalva Maria de Jesus, 31, e Dilma Jesus Panteleon, 40, descascam raízes de mandioca na Cooperativa na Aldeia Marcação Kiriri, perto de Ribeira do Pombal, no Estado da Bahia (12 de abril de 2016). O projeto permitiu mulheres a trabalhar, socializar, processar e vender os seus produtos de modo a sustentar a sua comunidade. O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Semiárida da Bahia (Projeto Pró-semiárido), cofinanciado pelo FIDA, tem trabalhado com o povo Kiriri para permitir que eles utilizem seu conhecimento tradicional e tradições como fundamento para construir seu sustento. Foto: IFAD/Lianne Milton/Panos

Lideranças debatem na Bahia projetos da ONU para desenvolvimento rural

O acesso a água e a mercados, assim como os resultados dos projetos do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no Brasil e na América Latina, foram tema do primeiro dia do Encontro de Líderes Rurais e Gestores de Projetos FIDA no Mercosul Ampliado. O evento teve início na terça-feira (17), em Juazeiro, no Semiárido baiano, e reuniu 80 pessoas de sete países latino-americanos.

Na Bahia, o FIDA financia o Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A iniciativa é parte de um conjunto de compromissos do estado para avançar na erradicação da pobreza, levando serviços e investimentos diretamente para a população.

O Brasil registrou um aumento da pobreza monetária de aproximadamente 3 pontos percentuais entre 2014 e 2017, de acordo com o Banco Mundial. Foto: Wikimedia Commons / chensiyuan (CC)

Em meio ao baixo crescimento, América Latina deve priorizar promoção do trabalho decente

A região da América Latina e do Caribe atravessa um momento de crescimento econômico lento que pode gerar maior desemprego e informalidade, o que torna necessário dar prioridade à promoção do trabalho decente na agenda de cooperação para o desenvolvimento sustentável da região.

A conclusão é de representantes do Escritório da Coordenação de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDCO) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que se reuniram na terça-feira (17) em Lima, no Peru.

Família de migrantes em Miratovac, Sérvia. Foto: ONU

Estudo da ONU aponta aumento da população de migrantes internacionais

O número de migrantes internacionais alcançou 272 milhões de pessoas em 2019, um aumento de 51 milhões desde 2010: atualmente, somam 3,5% da população global, comparado com 2,8% em 2000, de acordo com novas estimativas divulgadas pela Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (17).

O Inventário de Migração Internacional 2019, conjunto de dados divulgados pela Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais (DESA) da ONU, fornece as últimas estimativas sobre o número de migrantes internacionais por idade, sexo e origem, para todos os países em todas as áreas do mundo.

O objetivo do concurso é estimular o jornalismo de qualidade sobre questões relacionadas à migração laboral. Foto: Banco Mundial

Concurso global da OIT premia coberturas jornalísticas sobre migração laboral

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou o quinto Concurso Mundial de Meios de Comunicação como forma de reconhecer publicamente coberturas jornalísticas exemplares sobre migração laboral.

Os temas da edição deste ano são “contratação equitativa” e o “futuro da migração laboral”. Pela primeira vez, o concurso terá uma categoria para estudantes e a opção de receber o prêmio na forma de uma bolsa de estudo. O prazo de inscrição é 31 de outubro. Saiba como participar.

Interior do Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Festival Geração do Amanhã discute no Rio o que podemos fazer hoje por um futuro melhor

Agências da ONU no Brasil apoiam a realização no sábado (14) no Rio de Janeiro (RJ) do Festival Geração do Amanhã. Organizado por TV Globo em parceria com GloboNews e Museu do Amanhã, o evento reflete sobre o futuro do planeta e as ações que podem ser feitas agora para ajudar a construir um mundo melhor.

O festival tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que participa com o “Viva os ODS”, um jogo de tabuleiro para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) entre as crianças.

Felipe Caetano discursa na abertura da sessão do Conselho Executivo do UNICEF, ao lado da diretora-executiva da organização, Henrietta Fore, e da adolescente norte-americana Alexandria Villaseñor. Foto: UNICEF

Jovem brasileiro participa de reunião do Conselho do UNICEF em Nova Iorque

Pela primeira vez na história do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), dois adolescentes participam como delegados da reunião do Conselho Executivo da organização – que está sendo realizada de 11 a 13 de setembro, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

O brasileiro Felipe Caetano, de 17 anos, é um desses dois adolescentes. Ele falou na abertura da sessão, na quarta-feira (11), ao lado da norte-americana Alexandria Villaseñor, de 14 anos; do presidente do Conselho, Omar Hilale; e da diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore.

“Eu não sou apenas Felipe, sou as 152 milhões de crianças do mundo que estão em trabalho infantil”, discursou o adolescente na ONU. Natural de Aquiraz (CE), Felipe começou a trabalhar aos 8 anos para ajudar a sustentar sua família.

Ao ingressar em 2014 no Núcleo de Cidadania dos Adolescentes, organizado pelo UNICEF em seu município, começou a conhecer seus direitos e seu papel como cidadão. Ele parou de trabalhar e passou a defender os direitos de outros meninos e meninas.

Foto: Valdir Dias, Rede de Comunicadores Geraizeiros do Território Alto Rio Pardo

Coletores de sementes restauram Cerrado de MG e resgatam tradições locais

“Berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”. Assim é conhecido o Cerrado, bioma que abriga oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias do país. Com mais de 50% de seu território original devastado, o Cerrado e suas comunidades lutam para a preservação da biodiversidade, considerada a savana do mundo mais rica em espécies.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes Geraizeiras, da região do Alto Rio Pardo (MG), um dos Territórios da Cidadania atendidos pelo projeto Bem Diverso, é um exemplo do que vem sendo feito para a recuperação do Cerrado. Saiba mais no relato do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A ONU Brasil foi representada pelo coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU Brasil participa de debate da União Europeia sobre objetivos globais

Governo, sociedade civil, agências das Nações Unidas e representações diplomáticas participaram na terça-feira (10) do evento “Avanços e Desafios na Implementação da Agenda 2030: O Papel dos Diferentes Atores”.

Organizado pela delegação da União Europeia no Brasil em parceria com a embaixada da França em Brasília (DF), o evento teve como objetivo provocar a reflexão sobre os diferentes papéis para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), quatro anos após a adoção da Agenda 2030 no Brasil e na Europa.

A ONU Brasil foi representada pelo coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, que participou da mesa de abertura.

Mulher afegã para ao lado de disco de energia solar em 31 de maio de 2015. Foto: PNUD/Rob Few

Relatório da ONU diz que progresso rumo aos objetivos globais está em perigo

O atual modelo de desenvolvimento global ameaça reverter anos de progresso caso as estratégias não mudem drasticamente, concluiu um grupo independente de cientistas em relatório lançado nesta quarta-feira (11).

O documento estará no centro das discussões da cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), no fim deste mês.

O agravamento das desigualdades e os danos potencialmente irreversíveis ao meio ambiente do qual todos dependemos exigem uma ação concertada, insistiu o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) da ONU, em comunicado sobre o relatório, elaborado por 15 especialistas indicados pelas Nações Unidas.