Erradicação da pobreza

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 1 diz: “Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares”.

 

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods1 e notícias sobre o tema abaixo.

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Articulado pelo UNICEF, comitê de prevenção a homicídios de jovens será lançado em Salvador

Será lançado em Salvador (BA) nesta quarta-feira (21) o Comitê de Prevenção de Homicídios de Crianças, Adolescentes e Jovens.

Articulado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o comitê será instituído formalmente pelo Ministério Público do Estado da Bahia e será liderado por um grupo gestor composto por 13 instituições.

Somente na capital baiana, 260 meninos e meninas com idades entre 10 e 19 anos foram assassinados em 2016. Desse total, 237 eram negros, representando 91% do total de adolescentes assassinados.

Agricultora alimenta animais de criação na Nicarágua. Foto: FAO

FAO: pobreza rural aumenta pela 1ª vez em dez anos na América Latina e Caribe

Pela primeira vez em uma década, a miséria no campo aumentou na América Latina e Caribe. O alerta vem da primeira edição do relatório Panorama regional da Pobreza Rural, que será divulgado na próxima quarta-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Lançamento da publicação acontece em Buenos Aires, na Argentina, em coletiva de imprensa com transmissão ao vivo pela internet.

ONU promove diálogo com gestores municipais sobre enfrentamento à violência contra juventude negra

A ONU Brasil, a Frente Nacional de Prefeitos e a Prefeitura Municipal de Recife promovem nos dias 21 e 22 de novembro na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) o seminário “Vidas Negras: diálogos sobre ações governamentais de enfrentamento à violência contra as juventudes”.

O objetivo do seminário é criar uma plataforma de diálogo, inaugurando um fórum no qual administradores e administradoras públicas, observatórios de políticas e programas, institutos de pesquisa e sociedade civil, possam trocar informações sobre boas práticas, adaptando-as aos seus respectivos contextos locais.

Homem em situação de rua em Londres. Foto: Flickr/James Delaney (CC)

Brexit representa risco maior para pobres britânicos, diz relator da ONU

As políticas do governo britânico e os cortes drásticos na proteção social estão gerando grandes níveis de pobreza e provocando miséria desnecessária em um dos países mais ricos do mundo, disse nesta sexta-feira (16) um especialista das Nações Unidas em direitos humanos.

“A saída iminente do Reino Unido da União Europeia apresenta um risco particular para pessoas na pobreza, mas o governo aparenta estar tratando isso como secundário”, disse o relator especial da ONU sobre extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston, no final de uma visita de 12 dias ao país.

Coalizão defende visão mais ampla sobre redução de danos no uso de drogas injetáveis

A Coalizão sobre Redução de Danos (Harm Reduction Coalition) — uma organização norte-americana de ativismo e capacitação que trabalha para promover a saúde e a dignidade de pessoas e comunidades afetadas pelo uso de drogas — realizou a 12ª Conferência Nacional sobre Redução de Danos, em Nova Orleans, de 18 a 21 de outubro.

Na ocasião, os participantes ouviram a demanda por uma redução de danos mais ampla, que vá além da prevenção e da redução de riscos, incluindo estratégias para abordar trauma, divisão social, injustiças e desigualdades.

“Não podemos acabar com a AIDS no mundo se não acabarmos com a AIDS entre pessoas que usam drogas injetáveis. O UNAIDS está comprometido com a redução de danos. Redução de danos funciona. Redução de danos é capaz de salvar vidas,” disse Ninan Varughese, assessor sênior do UNAIDS, presente no encontro.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, no primeiro Fórum de Paris sobre a Paz, em 11 de novembro de 2018. Foto: UNESCO/Luis Abad

No centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, ONU lembra importância do multilateralismo

De conflitos e crises econômicas a doenças e mudança climática, problemas globais exigem “mais do que nunca” um fortalecimento da cooperação internacional, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a líderes mundiais no domingo (11) no Fórum de Paris sobre a Paz, marcando o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Destacando que cooperação internacional – ou “multilateralismo” – se tornou uma “necessidade”, Guterres observou que países trabalhando juntos “geraram resultados incontestáveis”, incluindo redução da mortalidade infantil e extrema pobreza durante as últimas décadas; batalhas importantes vencidas contra ameaças à saúde pública, como varíola, pólio e AIDS; e diversos esforços de sucesso na prevenção de conflitos e construção da paz.

Mercado em Teerã. Foto: Kamyar Adl/Flickr/CC

Sanções comerciais equivalem a guerra econômica contra civis, diz relator da ONU

Sanções que se estendem para além de fronteiras nacionais, e que buscam bloquear completamente o comércio de um país, equivalem a guerra econômica contra civis, afirmou na quinta-feira (8) um especialista independente indicado pelo Conselho de Direitos Humanos.

“Há uma necessidade de que as diferenças entre Estados sejam resolvidas através de meios pacíficos, como defendido pela Carta da ONU, evitando expor civis inocentes a punições coletivas. Causar fome e doenças por meio de instrumentos econômicos não deveria ser aceito no século 21.”

O estudo refere-se à legislação nacional, decretos ou regulamentos sobre proteção social às crianças. Foto: IPC-IG

Apenas cinco países do Oriente Médio e do Norte da África garantem na lei proteção social às crianças

A maioria dos 20 países da região do Oriente Médio e Norte da África (MENA, na sigla em inglês) tem algum tipo de garantia legal sobre proteção social em suas constituições nacionais. No entanto, apenas cinco — Bahrein, Egito, Irã, Iraque e Marrocos — asseguram claramente o direito à proteção social ou a um padrão de vida adequado às crianças.

Essa é uma das descobertas de novo estudo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado às Nações Unidas.

Processo contra juízes paraguaios pode prejudicar Estado de Direito, diz relator da ONU

O processo contra juízes da Suprema Corte do Paraguai que absolveram 11 camponeses presos pela morte de policiais durante uma violenta remoção em 2012, conhecida como o “Massacre de Curuguaty”, pode ferir o Estado de Direito, disse na segunda-feira (05) um especialista das Nações Unidas.

O relator especial afirmou em seu comunicado na segunda-feira (5) que “nenhum juiz deve ser removido, ou sujeito a procedimentos judiciais ou disciplinares, como resultado do exercício de suas responsabilidades judiciais”.

Manifestação em Londres em 2017. Foto: Flickr/Alisdare Hickson (CC)

Neonazismo e populismo nacionalista alimentam ódio e intolerância, diz relatora da ONU

As redes sociais e outras plataformas digitais estão sendo usadas para disseminar discursos de ódio e incitar violência, assim como para recrutar, criar e financiar grupos neonazistas e extremistas em geral, disse uma especialista da ONU sobre racismo, que também criticou o populismo nacionalista de alguns políticos eleitos globalmente.

“O populismo nacionalista marginaliza e discrimina indivíduos e comunidades com base em suas raças, etnias, descendências, origens nacionais, origens sociais e até mesmo suas deficiências ou situações migratórias, sejam essas atuais ou não”, declarou a especialista.

Durante o encontro, jovens de comunidades pobres do Rio de Janeiro fizeram uma apresentação de música clássica. Foto: UNIC Rio/Paulo Portilho

Evento no UNIC Rio homenageia personalidades que atuam na defesa dos direitos humanos

O Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC) realizou na quarta-feira (31) evento na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), localizado na capital fluminense, para prestar homenagem a personalidades com forte atuação em temas de direitos humanos no país.

Parceiro há 14 anos do UNIC Rio, o IFEC é uma entidade filantrópica fundada em 2002 com projetos e ações de responsabilidade social nas áreas de educação, cultura, meio ambiente, direitos humanos, assistência social, esportes, entre outras.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Cursos profissionalizantes formam primeiras turmas de venezuelanos em Manaus

O Centro de Ensino Técnico (CENTEC) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam na segunda-feira (5) a formatura dos primeiros alunos participantes do projeto Oportunizar, que qualifica venezuelanos solicitantes de refúgio para atuarem no mercado de trabalho local.

Ao todo, 100 pessoas foram capacitadas para as funções de auxiliar de cozinha e confeitaria; auxiliar administrativo; manicure, pedicure e designer de sobrancelha; além de instalador de refrigeração e climatização doméstica.

Agricultora em Mbaiki, República Centro-Africana, em 2012. Foto: FAO/Riccardo Gangale

Trabalhadores rurais têm mais dificuldades para acessar alimentos, alerta relatora da ONU

Trabalhadores rurais têm mais dificuldade em acessar alimentos e são frequentemente excluídos de estruturas nacionais de trabalho e proteção social, disse na semana passada (23) uma especialista em direitos humanos das Nações Unidas.

“Trabalhadores rurais, incluindo mulheres, crianças e migrantes, enfrentam cada vez mais salários baixos, de meio expediente, informais e sem proteção econômica e social”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre direito à alimentação, conforme apresentava seu relatório anual ao Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Cristina, Santiago e os filhos na porta de sua casa, em Manaus. Com o programa de transferência de renda, a família conseguiu se estabelecer na cidade. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Transferência de renda reduz riscos e melhora vida de famílias venezuelanas em Manaus

Em Manaus, um programa de transferência de renda financiado pela Ajuda Humanitária e de Proteção Civil da Comissão Europeia (ECHO) apoia o acesso de venezuelanos à moradia.

Implementado pela Cáritas Arquidiocesana, entidade parceria do da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), quase 300 pessoas já foram beneficiadas e puderam alugar casas em diferentes bairros da cidade. Atualmente, mais de 90 casas já foram alugadas por essas famílias.

O evento teve apoio do UNFPA de diversos países da América Latina, da academia, agentes sociais, e organizações internacionais. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU discute políticas públicas e dados sociodemográficos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou na semana passada (23 a 26) de evento na cidade de Puebla, no México, sobre população, desenvolvimento sustentável, políticas públicas e avanços nos dados sociodemográficos.

O encontro, que acontece a cada dois anos, discutiu as relações entre população e temas como desenvolvimento territorial, educação e saúde. O evento teve apoio do UNFPA de diversos países da América Latina, da academia, de agentes sociais e organizações internacionais.

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Parlamentares latino-americanos promovem encontro em Madri para debater fome zero na região

Mais de 60 deputados da Frente Parlamentar contra a Fome da América Latina e do Caribe declararam nesta segunda-feira (29) em Madri que o desenvolvimento sustentável não será alcançado sem um trabalho parlamentar ativo e eficaz rumo à fome zero.

Além de elaborarem leis para garantir o direito à alimentação, os integrantes da frente definiram que o principal foco será potencializar as ações de fiscalização para assegurar que tenham impacto nos territórios mais vulneráveis da região.

O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Da esquerda para a direita: Dalvana Lopes, Marcone Ribeiro, Susana Takamoto, Luiz Sampaio e Tarso Oliveira na Assembleia da Juventude da ONU, em Nova Iorque. Foto: Acesso/Ailton Vireira

Jovens brasileiros ganham bolsa para participar da Assembleia da Juventude na ONU

Quatro jovens brasileiros ganharam uma bolsa para participar da 22ª sessão da Assembleia da Juventude nas Nações Unidas, em Nova Iorque, ocorrida em agosto.

Eles foram selecionados pelo programa “Jovens na ONU”, cujo objetivo é levar à conferência jovens de baixa renda que estejam envolvidos em trabalhos comunitários, fornecendo todos os subsídios financeiros necessários.

Apoiado pelo o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), o programa visa garantir maior diversidade e representatividade da delegação brasileira na conferência mundial.

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

Foto: PMA/Alejandro Chicheri

Brasil e FAO reforçam cooperação internacional para combate à fome e à pobreza

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano, e representantes do governo brasileiro assinaram na semana passada (17) em Roma, na Itália, uma carta de intenções para reforçar a continuidade da cooperação técnica promovida por meio de parceria entre FAO e Brasil.

Na ocasião, assinaram o documento pelo Brasil o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira. O compromisso se refere a projetos internacionais de compartilhamento de experiências e boas práticas de tecnologias e políticas públicas brasileiras com outros países do Sul Global em temas relacionados ao combate à fome e à pobreza.

Na América Latina e no Caribe, pelo menos 1 milhão de empregos serão gerados como resultado do uso de energias renováveis, segundo a OIT. Foto: Banco Mundial/Dana Smillie

ONU: modelo de desenvolvimento mais sustentável geraria novas oportunidades de emprego

A região da América Latina e do Caribe tem a maior biodiversidade do mundo, mas está perdendo suas riquezas naturais com a deterioração ambiental provocada pelo atual modelo de desenvolvimento, o que cria urgência de transição para um modelo mais sustentável, tanto do ponto de vista ambiental, quanto trabalhista.

Tal transição permitiria acesso a novas oportunidades e melhorias no emprego, destacaram a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em nova publicação conjunta lançada na terça-feira (23).

Refugiados rohingya aguardam distribuição de comida no campo de Kutupalong, em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Andrew Mconnell

Especialista da ONU alerta que apatridia prejudica principalmente minorias no mundo

Dos rohingya em Mianmar ao povo roma (ciganos) na Europa, minorias já vulneráveis a violações de direitos humanos estão sendo vitimizadas ainda mais por falta de cidadania, disse na terça-feira (23) um especialista das Nações Unidas.

“Uma enorme proporção dos apátridas do mundo pertence a minorias específicas que parecem ser alvo de políticas públicas, práticas ou legislações discriminatórias de decisões sobre cidadania”, disse o relator especial da ONU sobre questões de minorias à Assembleia Geral.

A relatora especial afirmou que assentamentos informais são o resultado de “uma negligência flagrante” do direito à moradia em uma série de políticas públicas. Foto: EBC

Condições desumanas em assentamentos informais são ‘escândalo global’, diz relatora da ONU

Ignorar quase 900 milhões de pessoas que vivem em assentamentos informais superlotados é um escândalo global de direitos humanos que governos devem resolver, disse na quinta-feira (18) a relatora especial da ONU para o direito à moradia.

A especialista descreveu o desafio de moradias na África e na Ásia como imenso. “Em muitas cidades na África, mais da metade da população vive em assentamentos informais. Na Ásia, há 520 milhões de moradores nessa situação, frequentemente em áreas que são vulneráveis a enchentes, deslizamentos ou contaminação”.

Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Privatizações descontroladas eliminam proteções sociais no mundo todo, diz relator da ONU

A ampla privatização de bens públicos em muitas sociedades está sistematicamente eliminando proteções de direitos humanos e marginalizando ainda mais aqueles que vivem na pobreza, de acordo com um novo relatório de especialista das Nações Unidas publicado nesta sexta-feira (19).

“Estados não podem dispensar suas obrigações com os direitos humanos ao delegar serviços e funções essenciais para companhias privadas, à medida que sabem que isso efetivamente prejudicará esses direitos para algumas pessoas”, afirmou Philip Alston, relator especial da ONU para a extrema pobreza e os direitos humanos.

Alimentação escolar é crucial para atingir o objetivo global da ONU número dois, de fome zero. Foto: PMA/Alexandra Hilliard

Fórum na Tunísia discute benefícios sociais das políticas públicas de alimentação escolar

O 20º Fórum Global de Nutrição Infantil reunirá este mês (de 21 a 25) em Túnis cerca de 300 participantes, de 50 países, com o objetivo de discutir os benefícios sociais de programas nacionais de alimentação escolar para a segurança alimentar e nutricional. O fórum é a maior conferência internacional anual sobre o tema no mundo.

Organizado pela Global Child Nutrition Foundation e pelo Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, o fórum incentiva o diálogo aberto e o compartilhamento de experiências, melhores práticas, lições aprendidas, desafios e opções para apoiar de maneira sustentável programas domésticos de alimentação escolar.

A oficial do ONU-Habitat salientou que o direito à habitação adequada é reconhecido como parte do direito a um padrão de vida adequado na Declaração Universal de Direitos Humanos. Foto: EBC

ONU-HABITAT: remoções forçadas podem constituir grave violação de direitos humanos

O direito à habitação adequada é reconhecido como parte do direito a um padrão de vida adequado previsto na Declaração Universal de Direitos Humanos, e que deve ser interpretado como o direito de viver em um lugar com segurança, paz e dignidade.

Nesse contexto, as remoções forçadas podem ser consideradas uma violação grave dos direitos humanos e do direito à moradia adequada, afirmou oficial do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) durante simpósio em Brasília (DF).

O evento abordou políticas públicas para o tratamento de conflitos fundiários urbanos.

Segurança alimentar é um dos destaques da cooperação entre Brasil e países da África. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Conferência em Roma pede compromisso global com o fim da fome no mundo

Os participantes da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial (CFS, na sigla em inglês), que ocorre nesta semana em Roma, na Itália, pediram esforços globais para erradicar a fome. De acordo com os principais oradores da reunião, ainda há tempo para alcançar a Fome Zero até 2030, mas medidas urgentes são necessárias.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura da reunião que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”.

“Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Treinamento faz parte da série de ações do projeto que visa ao empoderamento financeiro de mulheres refugiadas no Brasil. Foto: Fellipe Abreu

Mulheres refugiadas aprendem sobre educação financeira e empreendedorismo em SP

Na busca por espaço no mercado de trabalho brasileiro, muitas refugiadas optam pelo caminho do empreendedorismo. Porém, abrir seu próprio negócio requer disciplina em diversas áreas, entre elas, a financeira. A relevância do tema no cenário atual dos negócios motivou a realização na quarta-feira (19), em São Paulo, do workshop “Educação Financeira e Empreendedorismo” para as participantes do Empoderando Refugiadas, projeto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e Rede Brasil do Pacto Global.

Ahmed e Rasha passam o dia em um parque no Cairo, Egito, com seus dois filhos, Mohamed e Raghad. Ahmed e Rasha escolheram não ter mais filhos porque querem garantir que Mohamed e Raghad tenham uma boa vida e boa educação. Foto: UNFPA/Roger Anis

Mundo terá 2,2 bilhões de pessoas a mais até 2050, indica ONU

A população mundial deve crescer em mais de 2,2 bilhões de pessoas até 2050, informou a ONU na quarta-feira (17), e mais da metade deste crescimento (1,3 bilhão) deve acontecer na África subsaariana, onde direitos das mulheres são frequentemente violados por acesso limitado à saúde e à educação, além de uma discriminação de gênero estrutural.

De acordo com o relatório, priorizar a qualidade de cuidados de saúde materna é essencial. O documento também destaca a necessidade de acesso a contraceptivos modernos, melhor educação sexual e dá ênfase à necessidade de mudar visões estereotipadas que homens têm das mulheres.

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Agências da ONU apoiam documentário sobre história da fome no Brasil

A organização não governamental Ação da Cidadania, fundada pelo sociólogo brasileiro Hebert de Souza, o Betinho, promove nesta quinta-feira (18) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a produtora MPC Filmes, a exibição do documentário “Histórias da Fome no Brasil” em Brasília (DF).

Com direção e roteiro de Camilo Tavares, o filme é um documentário com a cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, o filme retrata como se deu o enfrentamento deste mal pela sociedade e pelo governo brasileiro.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

ARTIGO: No Dia Mundial da Alimentação, nossas ações são o nosso futuro

Em artigo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), brasileiro José Graziano da Silva, lembra que em 2015 a comunidade internacional se comprometeu a erradicar a fome e todas as formas de desnutrição globalmente até 2030 como medida para um mundo mais seguro, mais justo e mais pacífico.

“Paradoxalmente, a fome não parou de crescer desde então. Segundo as últimas estimativas, o número de pessoas subnutridas aumentou em 2017 pelo terceiro ano consecutivo”, disse Graziano. Leia o artigo completo.

O ONU-HABITAT promoveu em Maceió (AL) atividades com crianças para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio de jogos de tabuleiro, denominados "Viva os Objetivos!". Foto: ONU-HABITAT

ONU adota jogos de tabuleiro para divulgar objetivos globais entre crianças de Maceió

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) promoveu na terça-feira (16) em Maceió (AL) atividades com crianças para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio de jogos de tabuleiro, denominados “Viva os Objetivos!”.

As atividades fizeram parte do “Outubro Urbano” do ONU-HABITAT, marcado pelo Dia Mundial do Habitat (1º de outubro), cujo tema deste ano é “Gestão Municipal de Resíduos Sólidos”, e pelo Dia Mundial das Cidades (31 de outubro), cujo tema é “Construindo cidades sustentáveis e resilientes”.

Homem revira lixo em Jacarta, na Indonésia. Foto: Banco Mundial

Banco Mundial: quase metade da população global vive abaixo da linha da pobreza

Avanços econômicos no mundo indicam que, embora menos pessoas vivam em situação de pobreza extrema, quase metade da população mundial — 3,4 bilhões de pessoas — ainda luta para satisfazer as necessidades básicas, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (17).

Segundo o organismo, a região da América Latina e do Caribe teve menos prosperidade compartilhada de 2010 a 2015 do que nos anos anteriores, uma vez que suas economias sofreram o impacto de uma desaceleração nos preços globais de commodities.

A região tinha quase 11% da população com renda inferior a 3,20 dólares por dia e mais de 26% com renda inferior a 5,50 dólares por dia em 2015.

Comerciante de rua no Nepal. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

ONU diz que pobreza impede mais de 700 milhões de pessoas de atender suas necessidades básicas

Em pronunciamento neste 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ressaltou que eliminar a miséria “não é uma questão de caridade, mas de justiça”.

Para combater o problema, a UNESCO defendeu o acesso universal à educação básica e a uma formação ampla, que combata costumes sociais associados a desigualdades.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertou para as diferentes formas de privação, que não estão necessariamente relacionadas à renda, mas ao acesso a serviços e direitos, como educação, saúde e saneamento.

Foto: Flickr/Barbara Eckstein (CC)

FAO alerta para falta de dados sobre violência sexual contra mulheres rurais no Brasil

Maria, de 51 anos, viveu tantos episódios de violência contra seu corpo e sua dignidade que naturalizou tais crimes como parte inerente da vida da mulher rural. Dos 7 aos 15 anos, foi violentada pelo tio, que dividia o terreno onde morava com seus pais. Casou-se aos 16, imaginando que se livraria dos assédios sexuais, mas encontrou, dentro do lar e de seu casamento, seu maior algoz.

Em reportagem, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para a falta de dados sobre a violência sexual contra mulheres no campo no Brasil. Enquanto a sociedade tem discutido e estudado cada vez mais a violência sexual contra as mulheres, os debates e as pesquisas, muitas vezes, se restringem às cidades grandes, não incluindo um olhar direcionado às trabalhadoras rurais, segundo a agência da ONU.