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Livres & Iguais

Confira as principais informações sobre os esforços globais das Nações Unidas para promover a igualdade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI). Conheça também a campanha “Livres & Iguais”.

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Foto: UNAIDS

Mister Gay Inglaterra fala sobre estigma enfrentado por pessoas vivendo com HIV

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Depois de anos escondendo sua sorologia positiva, ele quis abordar o assunto publicamente.

“O que ainda me surpreende é que as pessoas me digam: ‘você não parece ter HIV’. Isso mostra como ainda existem conceitos equivocados”, afirmou. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Gunilla Carlsson, diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

ARTIGO: O fim da AIDS é um assunto de todos

Em artigo, a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, e a presidente da coalizão de empresas GBCHealth, Nancy Wildfeir-Field, afirmam que o número de pessoas infectadas pelo HIV e que morrem está diminuindo, mas não na velocidade suficiente.

“Mesmo com a quantidade enorme de necessidades não atendidas, os recursos necessários para impulsionar o progresso diminuíram em 1 bilhão de dólares em 2018. Hoje, há mais pessoas vivendo com HIV do que em qualquer momento da história da epidemia. São cerca de 38 milhões de pessoas, o que torna a AIDS uma das maiores ameaças de saúde e desenvolvimento do nosso tempo.” Leia o artigo completo.

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella (foto). Foto: Reprodução

Projeto da OIT capacita 38 pessoas como assistentes de cozinha em Rondônia

A capital de Rondônia foi palco na terça-feira (20) de mais uma conquista para 38 pessoas trans e mulheres em situação de violência — a formatura da primeira turma do Projeto Cozinha&Voz em Porto Velho.

O objetivo do Cozinha&Voz é a formação profissional de assistentes de cozinha. O componente Cozinha conta com a coordenação técnica da cozinheira Paola Carosella e com o apoio de Neide Rigo e Fernanda Cunha.

Já o componente Voz, coordenado pela atriz e poeta Elisa Lucinda e pela atriz e diretora Geovana Pires, é composto por uma oficina de uma semana, na qual alunos e alunas, por meio da poesia, criam novas ferramentas para a comunicação no trabalho. O projeto faz parte de uma iniciativa desenvolvida pela OIT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Workshop “Formação de Liderança Profissional em Saúde Sexual e Reprodutiva” reuniu estudantes de medicina em Brasília (DF). Foto: UNFPA

Workshop sobre saúde sexual e reprodutiva reúne estudantes de medicina em Brasília

Workshop promovido no início de agosto em Brasília (DF) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a Federação Internacional de Estudantes de Medicina (IFMSA) debateu a saúde sexual e reprodutiva e seus desafios, a importância de entender a diversidade e de melhorar o atendimento à população LGBTI.

O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, lembrou a relevância do evento ao ajudar na formação de médicos conscientes e multiplicadores da necessidade de garantir direitos, promover a equidade de gênero e impulsionar o acesso a insumos e serviços em saúde sexual e reprodutiva.

A plataforma digital compila uma série de dados e informações com potencial de qualificar processos de tomada de decisão em políticas públicas. Foto: ASCOM/PGT_MP

OIT e MPT lançam observatório sobre diversidade e igualdade no mercado de trabalho

No Brasil, o rendimento mensal de mulheres no setor formal da economia é, em média, de 2,7 mil reais, ao passo que o dos homens é de 3,2 mil reais, apontam dados de 2017. Além disso, mulheres brancas recebem, em média, 76% do rendimento dos homens brancos, valores que são ainda menores para homens negros (68% dos homens brancos) e mulheres negras (55% dos homens brancos).

Se considerados apenas os cargos de direção no setor privado, a disparidade de rendimentos entre homens e mulheres é ainda maior: o salário de homens é, em média, 10 mil reais superior ao das mulheres em cargos de direção. Esses são alguns dos dados revelados pelo Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Trabalho, lançado na quinta-feira (15) em Brasília (DF) por Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Participantes da 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista. Foto: Fotos Públicas/Leo Pinheiro

Discriminação aumenta risco de jovens LGBTI irem morar na rua, dizem relatores

Relatores da ONU alertaram nesta semana que jovens LGBTI correm riscos mais altos de viver em situação de rua devido à rejeição familiar e à discriminação na escola. Uma vez desabrigadas, essas pessoas podem ter outros direitos humanos violados, além de ter chances maiores de desenvolver problemas de saúde mental.

“Como resultado da intolerância religiosa e cultural, que pode incluir violência sexual e de outras formas, as jovens lésbicas, os jovens gays, bissexuais, trans e de gênero diverso em todo o mundo enfrentam exclusão socioeconômica”, ressaltaram Victor Madrigal-Borloz e Leilani Farha.

O objetivo do projeto é contribuir para a defesa e o cumprimento dos direitos humanos, com enfoque nos direitos laborais e na promoção do trabalho decente para pessoas e grupos em condição de vulnerabilidade. Foto: OIT

Exposição fotográfica em Brasília mostra inclusão trabalhista de populações vulneráveis

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) inauguram na quinta-feira (8) em Brasília (DF) a exposição “Os caminhos da igualdade e o trabalho decente: uma mostra dos resultados do Projeto de Promoção do Trabalho Decente para Pessoas em Situação de Vulnerabilidade”.

A mostra reúne a obra do fotógrafo humanitário irlandês Jason Lowe, que mergulhou nos bastidores de projetos desenvolvidos por OIT Brasil e MPT. Ele captou a trajetória de pessoas em situação de vulnerabilidade que, por meio das iniciativas, conquistaram oportunidades de formação e ingresso no mercado de trabalho.

A atividade faz parte do marco Plataforma Cairo + 25 Brasil. Foto: REBRAPD

Consulta visa discutir desafios de saúde sexual e reprodutiva para população LGBTI

Buscando um diálogo entre a sociedade civil acerca dos avanços da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em 1994 no Cairo, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) e o Centro LGBT da Bahia organizaram em Salvador a primeira consulta temática com foco na população LGBTQI. A ação contou também com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Segundo o coordenador da REBRAPD, Richarlls Martins, devido a uma herança histórica, a população LGBTQI se encontra em desvantagem perante uma parcela significativa da sociedade. Dessa forma, a consulta é uma forma de reconhecer e dar visibilidade aos avanços conquistados pela CIPD, bem como levantar os desafios que demandam especial atenção para a integral implementação da agenda.

Nove artigos do la Wikipedia em espanhol foram atualizados na maratona em Buenos Aires, utilizando fontes oficiais das Nações Unidas. Foto: ACNUDH

Na Argentina, maratona fortalece conteúdo de direitos humanos na Wikipedia em espanhol

Com 19 artigos editados na versão em espanhol da enciclopédia online Wikipedia, foi concluída em julho (13) em Buenos Aires a primeira maratona de edição sobre direitos humanos, organizada pelo Escritório para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Wikimedia Argentina.

Trata-se da primeira edição da maratona, que surge de uma colaboração entre o ACNUDH e a Fundação Wikimedia em nível global, que busca gerar instâncias participativas para compartilhar conhecimento, promover multilinguismo e consulta a fontes oficiais das Nações Unidas na Wikipedia. A expectativa é replicar a experiência em outros países da região e do mundo, com foco em diversos temas de direitos humanos.

Equipe do UNFPA tem forte atuação em saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil

Jovens que trabalham com assistência humanitária em Roraima contam suas experiências

Na resposta humanitária ao fluxo de venezuelanos em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem desenvolvido ações em Boa Vista, capital do estado, e em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é garantir direitos em saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Entre o time de profissionais do UNFPA no local, estão os assistentes de campo, jovens com a missão de garantir que as pessoas refugiadas e migrantes possam ter uma resposta qualificada e sensível às suas demandas e necessidades de proteção.

Os assistentes de campo atuam ativamente contribuindo para o trabalho de assistência humanitária, tanto na mobilização comunitária quanto nos processos de escuta e referenciamento para a rede de proteção. Leia depoimentos desses profissionais.

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Uruguai: ONU manifesta preocupação com referendo para revogar lei de proteção a pessoas trans

As Nações Unidas no Uruguai manifestaram na terça-feira (30) preocupação com a realização este mês de um pré-referendo com o objetivo de decidir se haverá uma votação nacional sobre a decisão de revogar ou não a Lei Integral para Pessoas Trans (N° 19.684), que protege essa população no país.

Para as Nações Unidas, a Lei Integral reconhece à população trans seu direito de viver em igualdade, de ter uma vida digna e de acessar todos os direitos humanos.

“A ONU no Uruguai celebra o fato de o país, ao ter aprovado essa lei, ter se colocado na vanguarda regional e internacional em matéria de legislação que dê garantias de não discriminação e cumprimento dos direitos humanos das pessoas trans.”

UNFPA participou de capacitação de servidores públicos com discussões sobre os grupos mais vulneráveis em contextos migratórios, como as mulheres, as crianças, os idosos e a população LGBTI. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Agências da ONU discutem direitos humanos com servidores públicos de Pacaraima

Servidores públicos da Prefeitura de Pacaraima (RR) e conselheiros tutelares participaram na semana passada de uma capacitação sobre direitos humanos, migração e refúgio.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou da iniciativa com discussões sobre leis específicas para grupos vulneráveis em contextos migratórios — como as crianças e adolescentes, as mulheres, os indígenas, os idosos, pessoas com deficiência e indivíduos LGBTI.

O UNAIDS Brasil destaca que a adesão e o consequente sucesso do tratamento antirretroviral depende do acesso ininterrupto e em tempo adequado aos medicamentos. Foto: UNAIDS Brasil

Diretora regional da OMS pede que países repensem resposta ao HIV

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes contra o HIV/Aids, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030. O alerta foi feito pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretora regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa F. Etienne.

Novas infecções por HIV tiveram um aumento na Europa Oriental e na Ásia Central (+29%), Oriente Médio e Norte da África (+10%) e América Latina (+7%). Populações-chave (homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais e profissionais do sexo) e seus parceiros sexuais representam agora até 54% das novas infecções em todo o mundo, mas menos de 50% são alcançados com a gama de métodos de prevenção que, combinados, podem evitar a infecção.

“A ciência e a inovação devem encontrar soluções para novos e antigos desafios. Os novos conhecimentos e orientações só terão impacto se houver programas nacionais e sistemas comunitários sólidos nos países para implementá-los”, disse Etienne.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Jovens de hoje estão mais abertos à diversidade sexual, diz ativista trans

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a mulher trans e ativista de direitos humanos Jacqueline Rocha Côrtes diz ver avanços nos direitos garantidos legalmente para os jovens, na comparação com a sua própria geração.

No entanto, a militante alerta que, devido à violência e à intolerância, nem sempre esses direitos podem ser exercidos plenamente. “Em termos de sexualidade, os jovens estão mais abertos para lidarem com a diversidade”, aponta Jacqueline.

Jurema Werneck é diretora executiva da Anistia Internacional. Foto: Anistia Internacional

Diretora da Anistia Internacional fala sobre conquistas e desafios da população negra no Brasil

Em entrevista ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para ocasião do Dia Mundial da População (UNFPA), a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck, fala sobre as conquistas e desafios da população negra no Brasil, em especial meninas e mulheres.

“Convivi com várias gerações de mulheres negras da minha família (bisavó, avós, mãe e tias, primas, sobrinhas). Nunca houve oportunidades, mas conquistas — e as gerações mais novas sempre usufruíram mais do que as anteriores. Entre todas, as mais novas e as mais velhas, sou a que teve acesso a mais espaços e possibilidades, a partir das conquistas feitas”, declarou. Leia a entrevista completa.

Gunilla Carlsson é diretora-executiva interina do UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: Quebrando barreiras, alcançando pessoas com serviços de HIV

Em artigo, a diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, afirma que a epidemia de HIV pôs em destaque as muitas falhas da sociedade. “Onde há desigualdades, desequilíbrios de poder, violência, marginalização, tabus, estigma e discriminação, o HIV toma conta”, disse.

“Globalmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens (15–24 anos) foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018. Esta é uma boa notícia, mas permanece inaceitável que 6 mil novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens aconteçam toda semana. A saúde sexual e reprodutiva e os direitos das mulheres e jovens ainda são muitas vezes negados”, declarou. Leia o texto completo.

O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Foto: UNAIDS

Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos

Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o vírus e, em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por portar seringas ou preservativos.

As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia de direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos na África Oriental e Meridional ocorreram entre mulheres. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Jesus Villarroel e Ricardo Alfonzo Roca, fundadores do grupo. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Venezuelanos LGBTI montam grupo de arte em abrigo da Operação Acolhida em Roraima

Jovens venezuelanos LGBTI que cantam, dançam, interpretam e desenham encontraram, dentro de um abrigo da Operação Acolhida em Roraima, uma forma de se unirem durante o difícil processo de deslocamento ao Brasil, seja como migrante ou como refugiado.

Com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), eles batizaram o coletivo de “DiverTsarte”. “É um grupo, mas somos família, união e estabilidade. Essa sigla significa diversidade, diversão e arte”, justifica o representante, Jesus Daniel Villaroel, de 26 anos.

O refugiado sírio Mohamad Hamza Alemam (à esquerda) recebe aulas de panificação com o padeiro Bjorn Wiese, em Eberswalde, na Alemanha. Foto: ACNUR/Gordon Welters

ACNUR: mais de 1,4 milhão de refugiados vão precisar de reassentamento em 2020

O reassentamento é a transferência de indivíduos em situação de refúgio numa nação para um terceiro país, que aceita receber a garantir a permanência desses refugiados em seu território.

De acordo com um novo relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre os que mais precisam da realocação, estão cidadãos da Síria (40%), Sudão do Sul (14%) e República Democrática do Congo (11%).

Rede UN-GLOBE marcha na Parada do Orgulho LGBTI de 2019 em Nova Iorque. Foto: UN-GLOBE

Paradas LGBTI mostram que todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos

A poderosa mensagem da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos” foi ecoada no domingo (30) por membros da UN-Globe que participaram da parada do Orgulho Mundial, na cidade de Nova Iorque. A UN-Globe é uma rede de funcionários da ONU que defendem a igualdade e a não discriminação de pessoas LGBTI no Sistema das Nações Unidas.

Embora a atmosfera do dia tenha sido de exuberância e orgulho, o Banco Mundial destacou que, apesar de avanços nas últimas duas décadas, pessoas LGBTI continuam enfrentando ampla exclusão, discriminação e violência em muitos países.

Workshop do UNFPA abordou questões de direitos humanos com profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU discute direitos humanos com profissionais de empreendedorismo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em junho (27), em Brasília (DF), um workshop sobre direitos humanos para profissionais que trabalham com empreendedorismo e empoderamento da juventude.

Ao longo de um dia inteiro, 17 professores de diversas regiões do Brasil puderam aprender um pouco mais sobre igualdade racial e de gênero e direitos da população LGBTI. Os debates incluíram temas como racismo institucional e ações afirmativas.

Coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic (ao centro), celebra Dia do Orgulho LGBTI com funcionárias e funcionários das Nações Unidas no país. Foto: UNFPA

ONU Brasil lembra 50 anos da Batalha de Stonewall, a origem do orgulho LGBTI

No dia em que o levante de Stonewall completou 50 anos, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, assim como funcionárias e funcionários da Organização no país, lembraram em Brasília (DF) o Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Intersexo) com a Campanha Livres & Iguais.

Em 28 de junho de 1969, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBTI contra uma invasão da polícia de Nova Iorque ao bar Stonewall Inn, em Manhattan, marcou simbolicamente o início do movimento, que tem demandado reconhecimento e direitos em todo o mundo.

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

ONU seleciona ativistas trans para capacitação remunerada na Suíça

Até 5 de julho, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) recebe inscrições para uma bolsa de capacitação de ativistas trans em Genebra.

Com auxílio financeiro mensal, os selecionados vão passar sete meses na sede da ONU na Suíça para aprender sobre os mecanismos de direitos humanos da Organização e sobre os quadros legais internacionais que protegem e promovem os direitos das pessoas transexuais.

Caio Cesár tem 24 anos, é morador de Mesquita e professor de geografia. Ele pesquisa e escreve sobre masculinidades desde 2016. Começou a se interessar pelo assunto depois de ler “Peles negras, máscaras brancas”, do filósofo e psiquiatra Frantz Fanon.

VÍDEO: O professor que ajuda a desconstruir masculinidades

Caio César tem 24 anos, é morador de Mesquita e professor de geografia. Ele pesquisa e escreve sobre masculinidades desde 2016. Começou a se interessar pelo assunto depois de ler “Peles negras, máscaras brancas”, do filósofo e psiquiatra Frantz Fanon.

Esta leitura o fez refletir sobre temas como a solidão da mulher negra e as preferências afetivas dos homens negros. Caio percebeu a importância de debater as masculinidades negras. No final de 2017, integrou o projeto MEMOH – referência à palavra ‘homem’ de trás para frente –, que organiza oficinas e rodas de conversa entre homens para discutir o assunto.

Confira nessa matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

Em São Paulo, programa da ONU participa de Parada LGBTI e conscientiza sobre HIV

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Participantes de edições anteriores do programa Embaixadores da Juventude. Foto: UNODC

UNODC abre inscrições para quarta edição do Programa Embaixadores da Juventude

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Instituto Caixa Seguradora abriram na quarta-feira (26) as inscrições para a quarta edição do Programa Embaixadores da Juventude, que ocorrerá de 24 a 28 de julho de 2019, em Belém (PA).

Esta é a primeira vez, desde o lançamento do programa, em 2016, que uma edição é direcionada à juventude da região Norte. Podem se inscrever jovens entre 18 e 25 anos, que tenham ao menos concluído o Ensino Médio e, sobretudo, que possuam espírito de liderança e papel transformador em suas comunidades.

A iniciativa visa capacitar jovens e adolescentes com perfil de liderança e impacto social em temas e agendas internacionais, fortalecendo o poder de advocacy de seus participantes em defender suas pautas em agendas nacionais e internacionais. As inscrições podem ser feitas até 6 de julho.

Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos

Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.

Estados precisam responder à violência contra pessoas LGBTI, diz relator da ONU

Em comunicado emitido antes da apresentação neste mês de seu relatório mais recente ao Conselho de Direitos Humanos, o especialista das Nações Unidas Victor Madrigal-Borloz instou Estados a coletarem mais dados para entender as raízes da violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexo (LGBTI) em sociedades do mundo todo.

“Estados precisam responder adequadamente a este problema através de políticas públicas, do acesso à Justiça, de reformas nas leis ou ações administrativas”, disse Madrigal-Borloz. “Na maior parte dos contextos, legisladores estão tomando decisões no escuro, baseadas apenas em preconceitos pessoais”.

UNAIDS debate protagonismo trans e travesti no audiovisual. Foto: UNAIDS

Protagonismo trans no audiovisual é tema de cine-debate da ONU em São Paulo

Em meio às celebrações que antecedem a Parada LGBTI de São Paulo, o CINUSP Paulo Emílio será palco na próxima terça-feira (18) de um cine-debate que vai exibir o webdocumentário ‘Luz, Câmera, Zero Discriminação’.

A obra retrata os bastidores do curso homônimo, promovido no ano passado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Formação capacitou 15 pessoas trans e travestis em técnicas de produção audiovisual.

O UNAIDS tem trabalhado com grupos LGBT, organizações da sociedade civil e outros parceiros para promover um ambiente legal apropriado em Botsuana. Foto: UNAIDS

UNAIDS elogia decisão de Botsuana de revogar leis que criminalizavam pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a decisão histórica da Suprema Corte de Botsuana de declarar como inconstitucionais disposições-chave dos Artigos 164 e 167 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizavam atos sexuais privados e levavam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT).

“Esta é uma decisão histórica para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT) em Botsuana”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Ela restaura a privacidade, o respeito e a dignidade das pessoas LGBT no país e este é um dia para celebrar o orgulho, a compaixão e o amor. Eu cumprimento os ativistas, organizações da sociedade civil e grupos comunitários que se empenharam tão intensamente para este momento.”

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

UNAIDS lamenta decisão no Quênia de criminalizar pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) disse no fim de maio (25) lamentar a decisão da Suprema Corte do Quênia de manter as principais disposições das Seções 162 e 165 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizam certos atos sexuais privados e levam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

“A decisão é uma oportunidade perdida para o Quênia defender os direitos humanos e restaurar privacidade, respeito e dignidade para a comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT)”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Eu compartilho da grande decepção e frustração sentidas pelas pessoas LGBT no Quênia e quero assegurar-lhes o apoio contínuo do UNAIDS para alcançar justiça e igualdade para todos.”

Secretário estadual de Justiça, Carlos Martins (terceiro, da esquerda para a direita), recebeu a equipe do UNFPA. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU conhece ações na Bahia para jovens LGBTI

O representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, conheceu na segunda-feira (27) o trabalho desenvolvido pelo governo da Bahia e municípios junto a jovens, mulheres e público LGBTI, entre outras ações voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Nadal apresentou o trabalho realizado pela agência e visitou iniciativas do governo baiano, como o Casarão da Diversidade, um espaço que oferece serviços e ações para a população LGBTI. O UNFPA se colocou à disposição para apoio técnico futuro, principalmente em relação à produção de dados sobre juventude e ações voltadas para a área.

O UNFPA é o órgão da ONU responsável por promover ações para que toda gravidez seja desejada, todos os partos sejam seguros e todos os jovens possam alcançar plenamente seu potencial.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

ACNUR lança consultas sobre os direitos dos refugiados LGBTI

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta semana uma série de consultas para identificar formas de assegurar que refugiados lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI) estejam mais bem protegidos e possam buscar justiça e apoio quando sofrerem situações de violência e discriminação.

Ecoando o tema escolhido para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, “Justiça e Proteção para Todos”, a primeira rodada de consultas com organizações e defensores LGBTI aconteceu no dia 16 de maio, em Genebra, na Suíça. Outras consultas serão realizadas em diferentes partes do mundo nos próximos meses.

O Sistema ONU no Brasil lembrou na quarta-feira (15) em Brasília (DF) o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, ou IDAHOT na sigla em inglês. Foto: ONU Brasil

ONU realiza evento em Brasília (DF) para o Dia Internacional contra a LGBTIfobia

O Sistema ONU no Brasil, juntamente a missões diplomáticas e representantes de governos, academia e da sociedade civil, reuniram-se na quarta-feira (15) em Brasília (DF) para lembrar o Dia Internacional contra a LGBTIfobia, ou IDAHOT na sigla em inglês, cujo lema deste ano é “Justiça e Proteção para Todas”.

No evento, a campanha da ONU Livres & Iguais e parceiros lançaram o novo vídeo global sobre os direitos humanos das pessoas LGBTI, bem como o Manual de Replicação do Projeto Trans-Formação, iniciativa de formação de lideranças trans que já ocorreu duas vezes no Distrito Federal e agora acontece em Salvador (BA).