LGBTI

Livres & Iguais

Confira as principais informações sobre os esforços globais das Nações Unidas para promover a igualdade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI). Conheça também a campanha “Livres & Iguais”.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

É hora de acabar com a invisibilidade das pessoas LGBT na Geórgia, diz relator da ONU

Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas elogiou na sexta-feira (5) o compromisso do governo da Geórgia com a erradicação da violência e da discriminação contra a população LGBT – lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros –, mas expressou preocupação com o fato de a abordagem do governo ainda ser insuficiente.

Para o relator, o governo da Geórgia já deu os passos mais importantes: reconhecer a urgência de se erradicar a violência e a discriminação e declarar firmemente a orientação sexual e a identidade de gênero como áreas protegidas.

UNAIDS e Ministério da Saúde realizam encontro em SP para debater a Zero Discriminação nos serviços de saúde. Foto: UNAIDS

Encontro em SP discute zero discriminação nos serviços de saúde

O Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) e o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde realizaram na semana passada (2 e 3), em São Paulo, o Seminário Zero Discriminação nos Serviços de Saúde. Durante dois dias, participantes debateram o impacto da discriminação na saúde e propuseram diretrizes e padrões para eliminar o problema.

Rede latino-americana alerta para níveis alarmantes de violência contra pessoas trans na região

Ainda há níveis alarmantes de violência contra pessoas trans e falta de reconhecimento de seus direitos na América Latina e no Caribe. Durante uma visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, no fim de setembro (18), Marcela Romero e Venus Tejada, representantes da Rede Latino-Americana e Caribenha de Pessoas Trans (REDLACTRANS), compartilharam a informação preocupante de que mulheres trans têm expectativa de vida de apenas 35 anos nos países da região.

“O estigma, a discriminação e a violência contra as minorias sexuais e de gênero impedem o acesso aos serviços de saúde”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “Toda pessoa tem direito à saúde, independente de sua identidade de gênero ou orientação sexual. Para isso, precisamos de zero discriminação para todos, em todos os lugares”.

Artista Raquel Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

ONU convoca países a ‘vencer o ódio’ contra pessoas LGBTI

Em encontro de ativistas e autoridades sobre violência de cunho LGBTIfóbico, a alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou na terça-feira (25) que assassinatos e agressões ainda são cometidos com impunidade em muitos países, às vezes por agentes do próprio Estado.

Dirigente cobrou mudança de mentalidades, pois a causa dessas violações é o “preconceito e o ódio”. Solução, segundo ela, passa por revisões do currículo escolar para abordar diversidade.

No #DiaLaranja pelo fim da violência contra as mulheres, ONU destaca Marielle Franco

No #DiaLaranja, que acontece todo dia 25, as Nações Unidas destacam nas redes sociais pessoas, cidades, escolas, universidades, empresas e outras instituições com atuação relevante para a prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas no Brasil. Além da atuação parlamentar contra a violência de gênero, vereadora Marielle Franco é caso de violência política contra as mulheres no Brasil.

Oficina de lambes “Direitos Sexuais e Reprodutivos e Intervenção Urbana” foi uma das atividades da conferência internacional. Foto: UNFPA Brasil/Débora Klempous

UNFPA chama atenção para saúde sexual e reprodutiva de migrantes e refugiadas LGBTI

Conexões, troca de experiências, empatia, resiliência e sororidade. Essas foram as palavras que guiaram as atividades promovidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante a 4ª Conferência Internacional SSEX BBOX – Sexualidade Fora da Caixa, realizadas em São Paulo na sexta-feira (21).

A roda de conversa foi promovida pelo UNFPA e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com apoio do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), no âmbito da Livres & Iguais – a campanha das Nações Unidas pela igualdade de direitos da população LGBTI.

Oficina "Chega Mais" reuniu profissionais da saúde para troca de experiências e debates sobre casos e situações de atendimento a adolescentes no sistema de saúde. Foto: UNFPA Brasil

UNFPA promove oficina com profissionais de serviços de saúde selecionados para selo de qualidade

O Fundo de População da ONU (UNFPA) reuniu em Brasília (DF) na semana passada (20 e 21) representantes de serviços de saúde classificados para a segunda etapa do selo de qualidade “Chega Mais”.

O selo avalia se os serviços em saúde reconhecem a saúde sexual e reprodutiva como parte integral dos direitos humanos, como elemento fundamental para usufruir de outros direitos fundamentais.

A oficina reuniu cerca de 40 pessoas em um debate coletivo sobre casos reais de adolescentes que buscam os serviços de saúde. A discussão girou em torno de como os profissionais podem lidar com esses cenários, levando em consideração os critérios de avaliação do selo.

Artista Raquel Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro AndradeArtista Raquela Poti na 22ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Em São Paulo, ONU discute migração e direito à cidade com foco na população LGBTI

Para debater desafios da população LGBTI e migrante, agências da ONU promovem na próxima semana uma série de atividades gratuitas durante a 4ª Conferência Internacional SSEX BBOX — Sexualidade Fora da Caixa. Evento acontece em São Paulo, dos dias 20 a 23 de setembro. Organismos das Nações Unidas discutem inclusão no ambiente de trabalho, discriminação contra mulheres refugiadas e ativismo em prol dos direitos sexuais e reprodutivos.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Com apoio da ONU, Manaus reabre abrigo público para acolher venezuelanos vindos de Boa Vista

Para acolher 180 solicitantes de refúgio e migrantes venezuelanos que estavam vivendo em Boa Vista, Roraima, e aumentar sua participação no processo de interiorização desta população, a cidade de Manaus reabriu nesta semana (4) um abrigo público na zona leste da cidade.

Após desembarcarem de um avião da Força Aérea Brasileira, as famílias foram acolhidas no Abrigo do Coroado por equipes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos e do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, que custeou as reformas de infraestrutura da instalação.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

ONU elogia justiça da Índia por descriminalizar relações homoafetivas

A Suprema Corte da Índia descriminalizou nesta quinta-feira (6) as relações homoafetivas no país. Pelo artigo 377 do Código Penal, estas relações eram consideradas “uma ofensa natural”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, saudou a decisão citando o chefe do tribunal, Dipak Misra, para dizer que a discriminação e preconceito são sempre “irracionais, indefensáveis e manifestamente arbitrárias”.

Fernanda Soares, ativista lésbica, influenciadora digital e criadora de conteúdo do Canal das Bee. Foto: UNAIDS

UNAIDS lembra importância de garantir saúde sexual e reprodutiva de mulheres lésbicas

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) Brasil se uniu às vozes da diversidade para celebrar a saúde e o bem-estar no Dia da Visibilidade Lésbica, lembrado em 29 de agosto. O estigma e a discriminação — e até mesmo a violência sexual — vividos por essas mulheres em decorrência de sua orientação sexual dificultam o acesso a serviços de saúde relacionados ao HIV e à saúde sexual e reprodutiva.

O UNAIDS lembrou a importância de dar visibilidade e endereçar questões de saúde sexual e reprodutiva para mulheres lésbicas e bissexuais, que muitas vezes sofrem com a falta de informação e despreparo por parte de profissionais dos sistemas de saúde.

ONU Mulheres lança websérie documental sobre participação política das mulheres no Brasil

Websérie documental #Brasil5050, da ONU Mulheres, revela opiniões de especialistas, ativistas e parlamentares sobre democracia paritária, incentivo às candidaturas de mulheres, responsabilidade de partidos políticos e do eleitorado brasileiro para voto consciente e caracterização da violência política.

O empoderamento político das mulheres é uma das condições para o aumento de sua liderança e participação política. Para ativistas e especialistas de gênero, para além da filiação de mulheres nos partidos políticos, é preciso incentivo às candidaturas durante o período de campanha eleitoral.

O COB já possui uma ouvidoria, canal aberto para receber qualquer tipo de denúncia e, com a nova política, aprimorará todos os processos internos e externos relacionados a casos de abuso e assédio no ambiente esportivo Foto: COB

Comitê Olímpico do Brasil e ONU Mulheres elaboram política contra assédio e abuso sexual

Representantes do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da ONU Mulheres se reuniram durante dois dias na semana passada, na sede do COB, no Rio de Janeiro (RJ), para discutir conjuntamente as diretrizes para a elaboração da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual, que será implementada ainda este ano pelo comitê.

As diretrizes da nova política abrangerão todas as atividades desenvolvidas pela entidade esportiva e seus funcionários e funcionárias, e valerão para eventos e missões organizadas pelo COB.

Ato em Brasília contra a LGBTfobia (2016). Foto: Mídia NINJA

ONU celebra Dia da Visibilidade Lésbica com campanha sobre direitos sexuais e reprodutivos

Para marcar o Dia da Visibilidade Lésbica — celebrado nacionalmente em 29 de agosto — a campanha da ONU Livres & Iguais lança a série “O Corpo é nosso: direitos sexuais e reprodutivos de mulheres lésbicas”.

Em atividade na Casa da ONU em Brasília na segunda-feira (27), representantes de governo, sociedade civil e corpo diplomático discutiram a garantia dos direitos humanos e do tratamento justo a esta população.

O material da campanha é composto por sete cards, protagonizados por ativistas e representantes do movimento social, que destacam temas importantes para a saúde sexual e reprodutiva de mulheres lésbicas.

Em maio de 2018, um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Boa Vista levando 233 homens, mulheres e crianças venezuelanos para as cidades de Manaus (AM) e São Paulo (SP). Foto: ACNUR/João Paulo Machado

ONU e parceiros debatem proteção a grupos em situação de vulnerabilidade em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promove esta semana, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus, a primeira oficina de fortalecimento da rede de proteção à vítima de violência, com foco na proteção de mulheres, crianças, adolescentes, LGBTIs e migrantes em Manaus.

Participarão do evento profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social, justiça e segurança pública, além de organizações da sociedade civil que compõem a rede de proteção da capital amazonense. Também será discutido como desenvolver, de forma articulada, as atividades do processo de interiorização de solicitantes de refúgio e migrantes vindos da Venezuela, uma das linhas de ações da Força Tarefa Humanitária em Roraima, apoiada pelo Sistema ONU no Brasil.

Foto: UNIC Rio/Felipe Siston

Consulado da França no Rio e ONU promovem palestra sobre homofobia e direitos humanos; participe

O Consulado Geral da França no Rio de Janeiro, com apoio do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), realiza nesta quarta-feira (22), às 16h, no Centro Cultural dos Correios, a palestra “Homofobia e Direitos Humanos”. O evento terá como palestrante o jurista e professor na Universidade de Paris-Nanterre, Daniel Borrilo.

A entrada é franca, com espaço sujeito à lotação (40 lugares).

A ONU Brasil realiza até setembro exposição no Rio com obras do artista paulistano Otávio Roth, que em 1978 criou e imprimiu xilogravuras que ilustram os trinta artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Exposição no Rio reafirma importância da Declaração dos Direitos Humanos 70 anos após adoção

Ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece necessária e atual em um mundo marcado por crescentes conflitos, desigualdades sociais, racismo, deslocamento forçado e violência, especialmente contra ativistas.

A avaliação é de diplomatas, representantes do Sistema ONU e de organizações da sociedade civil presentes na abertura da exposição de xilogravuras do artista plástico brasileiro Otávio Roth, na quarta-feira (8), no Rio de Janeiro. A exposição fica no Centro Cultural Correios até 9 de setembro.

O evento de encerramento ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS) em São Paulo. Foto: Léu Britto.

Como as empresas brasileiras podem apoiar a agenda LGBTI?

“Parem de nos matar e comecem a nos contratar” é o lema do filme TRAN$RICO, do diretor Ariel Nobre, exibido durante o encerramento da Mostra TransDocumenta na segunda-feira (9), em São Paulo. Ao trazer à tona o universo trans e seus desafios, o evento mostrou a importância de estimular a inclusão de pessoas LGBTI no mercado de trabalho do país que mais mata pessoas trans no mundo em números absolutos.

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU lembra que as empresas brasileiras podem ajudar a agenda LGBTI apoiando e participando de iniciativas que traçam como meta o fim da discriminação. São a partir de ações simples e conscientes que pessoas trans podem se sentir menos marginalizadas, tanto social quanto profissionalmente.

Mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da violência política, das altas taxas de criminalidade e da falta de produtos básicos. Muitos, como a família da imagem, buscaram abrigo na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Evento em Boa Vista discute formas de garantir direitos de migrantes venezuelanos em Roraima

Cerca de 150 pessoas participaram do seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ONU Mulheres. O seminário contou com a participação de migrantes de seis abrigos de Boa Vista.

Durante o seminário, o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, reforçou a importância de fortalecer políticas públicas para reduzir as violações aos direitos humanos de migrantes.

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu no início de julho (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno. A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social. Foto: UNFPA/Webert da Cruz

ONU Brasil conclui segunda edição de projeto de formação para pessoas trans no DF

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, concluiu nesta semana (3) a segunda edição do projeto Trans-Formação, cujo objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans no Distrito Federal e entorno.

A iniciativa, cuja primeira edição ocorreu no ano passado, durou quatro meses e formou 30 pessoas trans — entre travestis, mulheres trans, homens trans e pessoas não binárias — com idade entre 17 e 55 anos. Houve oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social.

Até abril de 2018, 43.022 venezuelanos procuraram a Polícia Federal para regularizar a situação no Brasil. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Em Roraima, agências da ONU promovem seminário sobre migração, violência de gênero e LGBTIfobia

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a ONU Mulheres promovem na próxima quinta-feira (5), em Boa Vista, um seminário sobre violência de gênero e LGBTIfóbica em situações de migração e refúgio. Evento reunirá representantes de todos os níveis de governo, da sociedade civil, da academia e de organizações internacionais. Discussões abordarão temas como acesso a serviços de saúde, justiça e assistência social.

Parada do Orgulho Gay de São Francisco, em 2014. Foto: Flickr (CC)/Quinn Dombrowski

ONU e ativista elogiam decisão da OMS de tirar transexualidade da lista de doenças mentais

“Uma história vergonhosa de patologização, institucionalização, ‘conversão’ e esterilização começa a chegar ao fim”. É assim que Mauro Cabral Grinspan, diretor-executivo da Ação Global pela Igualdade Trans (GATE), vê a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de retirar a transexualidade da lista de transtornos mentais. Neste mês (18), a agência da ONU divulgou uma nova Classificação Internacional de Doenças, a CID-11.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

ONU Livres & Iguais e iniciativa privada lançam Padrões de Conduta para Empresas no Brasil

A campanha da ONU Livres & Iguais e líderes da iniciativa privada lançaram os Padrões de Conduta para Empresas – enfrentando a discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersexo. O documento, elaborado pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), visa fortalecer o envolvimento das empresas na promoção da igualdade de direitos e tratamento justo da população LGBTI.

A atividade aconteceu em São Paulo no dia 26 com a participação de Liniker, Johnny Hooker e Aíla e fez parte das comemorações do Mês do Orgulho LGBTI. Mais de 20 empresas brasileiras integram a lista de primeiros apoiadores.

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

OMS anuncia retirada dos transtornos de identidade de gênero de lista de saúde mental

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na segunda-feira (18), durante lançamento da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11), a retirada dos transtornos de identidade de gênero do capítulo de doenças mentais. Com a mudança, o termo passa a ser chamado de incongruência de gênero, e está inserido no capítulo sobre saúde sexual. A nova classificação acontece 28 anos depois da decisão de retirar o termo “homossexualismo” da lista de doenças, no dia 17 de maio de 1990.

Segundo a Agenda para Zero Discriminação em Serviços de Saúde, elaborada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a discriminação é uma barreira ao acesso à saúde e aos serviços comunitários, além de impedir o alcance de uma cobertura universal na área da saúde.

Foto: UNAIDS

Organizações de Paradas LGBT reúnem-se em SP para estabelecer estratégias comuns de atuação

A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) realizou no fim de maio (de 25 a 27) o Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT com o objetivo de unir forças, reforçar laços e ampliar a conscientização da importância das Paradas LGBT. O encontro reuniu cerca de 40 pessoas em São Paulo, com a presença de presidentes de organizações de paradas das capitais e das principais cidades do interior do Brasil.

A diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, também participou do encontro.

Hoje, a historiadora Heliana Hemetério, que também é especialista em gênero e raça, compõe a vice-presidência da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Foto: Alexander Hugo

Dia Laranja: historiadora Heliana Hemérito é símbolo do combate a violência, racismo e LGBTIfobia

Aos 65 anos, Heliana Hemetério tem muitas histórias para contar. Mulher negra e lésbica, iniciou sua vida na militância social em 1986, quando se engajou politicamente com o movimento negro. Percebeu posteriormente que uma pauta importante não estava sendo abordada naquele espaço — o gênero. Naquele momento, transitou para o movimento de mulheres negras e, em seguida, para o movimento feminista. No início da década de 1990, começou a frequentar espaços de discussões relacionadas à população LGBTI.

Heliana Hemérito deu entrevista à Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como parte da ação digital “Destaque-Laranja”, uma iniciativa que diversas agências do Sistema ONU no Brasil farão, ao longo do ano, em reconhecimento a pessoas, cidades, escolas, universidades, empresas e outras instituições com atuação relevante para a prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas no país.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Inteligência artificial para reconhecer pessoas traz riscos à população LGBTI, diz pesquisadora

Na Inglaterra, o casamento do Príncipe Harry e de Meghan Markle fez história — por vários motivos. Pela primeira vez no telejornalismo, uma emissora de notícias, a Sky News, usou inteligência artificial (IA) para identificar ao vivo os convidados do matrimônio real. Mas para Cynthia Weber, professora de Relações Internacionais e Estudos de Gênero na Universidade de Sussex, a utilização do software de reconhecimento facial, embora tenha funcionado como um truque elegante, causa preocupação.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

‘A gente vai resistir’, diz novo campeão da igualdade da ONU

Em entrevista à campanha da ONU Brasil Livres & Iguais, o cantor e compositor recifense Johnny Hooker fala da importância da arte para a transformação da sociedade e para o respeito aos direitos da população LGBTI no Brasil.

“No que concerne à natureza humana e aos sentimentos humanos, nós somos todos iguais. A arte tem esse poder de comunicar e fica muito mais fácil para as pessoas que são de fora da comunidade LGBTI se identificarem, verem que somos pessoas, que não existe uma parede dividindo a gente”, disse. Leia a entrevista completa.

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. Foto: ONU Brasil

Campanha da ONU Brasil nomeia Johnny Hooker como campeão da igualdade

O cantor e compositor recifense Johnny Hooker foi nomeado campeão da igualdade da campanha da ONU Livres & Iguais no Brasil. O título é conferido às pessoas que apoiam oficialmente a iniciativa das Nações Unidas pela igualdade de direitos e tratamento justo da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans e intersexo (LGBTI).

A nomeação ocorreu na sede das Nações Unidas no Brasil, em Brasília, em ato pelo Dia Internacional contra a Lesbofobia, a Homofobia, a Bifobia, a Transfobia e a Intersexofobia, marcado anualmente a cada 17 de maio. O evento contou com a presença de representações diplomáticas, representantes de governo, de organizações da sociedade civil e ativistas.

No Dia Internacional contra a LGBTIfobia, o músico brasileiro Johnny Hooker foi nomeado Campeão da Igualdade da Campanha Livres & Iguais no Brasil. Foto: PNUD/Ismália Afonso

ONU e missões diplomáticas no Brasil lembram Dia Internacional contra a LGBTIfobia

O Sistema ONU no Brasil, a delegação da União Europeia no país e missões diplomáticas em Brasília (DF) lembram nesta quinta-feira (17) o Dia Internacional contra a LGBTIfobia – Discriminação contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, pessoas Trans e Intersexo (IDAHOT).

A bandeira arco-íris, símbolo da luta pelos direitos das populações LGBTI, foi hasteada em algumas das representações participantes da campanha. Houve ainda um ato contra a LGBTIfobia na Casa da ONU, com a nomeação do músico brasileiro Johnny Hooker como Campeão da Igualdade da Campanha Livres & Iguais no Brasil.

Venezuelanos vivendo em tendas em Roraima. Foto: ONU Meio Ambiente/Daniel Stothart

Fundo de População da ONU promove atividades para integrar comunidades LGBTI em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realiza nesta quinta-feira (17), em Boa Vista (RR), ações de interação com a comunidade LGBTI do Brasil e da Venezuela. A atividade foi articulada com lideranças e organizações que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos deste segmento populacional.

O objetivo é lembrar o Dia Internacional de Combate à LGBTIfobia, além de iniciar um levantamento das principais demandas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos no contexto da crise humanitária e de emergência.

Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, 2015. Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

População LGBT tem acesso reduzido a direitos sociais, econômicos e culturais, dizem relatores

Em pronunciamento para o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, observado nesta quinta-feira (17), relatores da ONU e especialistas internacionais de direitos humanos lembraram que governos têm a obrigação de combater a violência contra a população LGBT. Em 72 países, ainda existem leis que criminalizam relações homossexuais e expressões de gênero. Apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual.

Todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, lembrou o PNUD. Foto: PNUD

Agências da ONU defendem direitos de lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo

Neste Dia Internacional contra Homofobia, Bifobia e Transfobia, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) se posicionaram ao lado de todos os membros de comunidades lésbicas, gays, bissexuais, transgênero e intersexo (LGBTI) de todo o mundo.

“Toda pessoa, sem nenhuma distinção em qualquer esfera, tem o direito de viver livre de violência, perseguição, discriminação e estigma de qualquer tipo. Direitos humanos são universais. Práticas culturais, religiosas e morais e atitudes sociais não devem ser invocadas para justificar violações de direitos humanos de nenhum grupo, incluindo contra pessoas LGBTI”, disse em comunicado Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA.