Forças de Paz das Nações Unidas

Aqui você encontra todas as informações sobre as operações de paz das Nações Unidas. Outros detalhes em nacoesunidas.org/acao/paz-e-seguranca e www.un.org/peacekeeping

Nesta foto de 2014, um capacete-azul da MONUSCO perto de veículo destruído atacado por milícia na região de Beni. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Chefe da ONU diz que ataque contra forças de paz na RDC constitui crime de guerra

Pelo menos 14 capacetes-azuis das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) foram mortos e muitos ficaram feridos no que o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu como o “pior ataque” contra as forças de paz na história recente.

“Esses ataques deliberados contra as forças de paz da ONU são inaceitáveis e constituem crime de guerra”, disse Guterres, afirmando que condena a hostilidade de forma “inequívoca”.

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para operações de paz, em visita ao Brasil. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

Chefe de operações de paz diz que ONU precisará de contribuições do Brasil

Em visita oficial ao Brasil, o subsecretário-geral da ONU para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou estar convencido de que as Nações Unidas precisarão de contribuições do Brasil em missões do organismo internacional. Dirigente participou no Rio de Janeiro de seminário da ONU e do governo sobre os 13 anos da participação brasileira na MINUSTAH, a Missão de Estabilização no Haiti.

Foto de capa do vídeo: crianças durante atividades recreativas realizadas por militares brasileiros da missão da ONU no Haiti, em Porto Príncipe. Foto: ONU/Marco Dormino (2010)

ESPECIAL: Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. No âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes. Confira os detalhes nesse vídeo especial realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e pela Marinha do Brasil.

Lacroix falou a mais de 100 pessoas, entre militares e civis, no auditório do Ministério da Defesa em Brasília. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

MINUSTAH realiza sua última patrulha no bairro de Bel Air, Porto Príncipe. Foto: ONU/MINUSTAH/ Jesús Serrano Redondo

ONU convida Brasil a participar de missão de paz na República Centro-Africana

O secretário-geral da ONU, António Guterres, convidou oficialmente o Brasil na quarta-feira (22) a participar da missão de paz na República Centro-Africana (RCA) com 750 militares, afirmou o último comandante das forças militares das Nações Unidas no Haiti, o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro.

Em evento realizado nesta quinta-feira (23) no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), na capital fluminense, o general disse esperar que o Brasil aplique na República Centro-Africana as lições aprendidas em 13 anos de liderança militar da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH).

Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Relatório da ONU aponta violações de direitos de milhares de pessoas deslocadas em Darfur

O relatório detalha a situação das pessoas deslocadas de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, um período marcado por uma campanha militar do governo que levou ao deslocamento civil em massa.

Presença inadequada e, em alguns casos, a ausência total de instituições policiais e judiciais em áreas onde as pessoas deslocadas se estabeleceram levaram a graves violações dos direitos humanos, indicou a ONU.

Em Kidal, norte do Mali, soldado das forças de paz da ONU caminha em meio a campo da MINUSMA destruído por ataque em junho de 2017. Foto: ONU/Sylvain Liechti

Países reunidos no Canadá comprometem-se a melhorar eficiência das missões de paz da ONU

A Conferência Ministerial da Defesa da Paz, realizada esta semana em Vancouver, no Canadá, estabeleceu 46 compromissos com o objetivo de tornar as missões de paz das Nações Unidas mais eficientes.

O evento reuniu cerca de 550 representantes de 79 Estados-membros para discutir os desafios cada vez mais complexos enfrentados pelas forças de paz e por agentes de campo nas 15 missões da ONU pelo mundo.

Destroços e alguns prédios remanescentes na cidade de Mossul, Iraque, após intenso conflito armado entre as forças iraquianas e o ISIL. Foto: OCHA/Themba Linden

Na Síria, governo e ISIL são responsáveis por armas químicas; crimes também ocorreram em Mossul

Chefe de uma investigação encomendada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas informou que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) foi o responsável pelo uso do agente mostarda de enxofre num ataque em Umm Hawsh, em setembro de 2016, e o governo sírio foi responsável pela liberação de gás sarin em Khan Shaykhun, em abril de 2017. Crimes em Mossul, no Iraque, também são alvo de investigação.

Nova missão da ONU no Haiti sucederá MINUSTAH e terá pouco mais de mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Falta de profissionais e equipamentos em operações de paz da ONU será debatida em conferência no Canadá

Atualmente, as operações de paz da ONU registram uma carência de 580 veículos de combate e outros mil de apoio militar. Em entrevista para o serviço de notícias da ONU em português, o subsecretário-geral da ONU para Apoio ao Terreno, Atul Khare, alertou ainda para a falta de médicos e remédios em hospitais. Problemas das missões são tema de conferência internacional que começou nesta terça-feira (13) em Vancouver, no Canadá.

(Imagem: divulgação/Marinha do Brasil)

ONU e Marinha promovem evento no Rio sobre participação brasileira na MINUSTAH

A Marinha do Brasil, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e outras instituições promovem nos dias 28 e 29 de novembro no Rio de Janeiro evento para analisar os 13 anos de participação brasileira na Missão da ONU para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Entre os palestrantes, estarão presentes o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e autoridades nacionais e internacionais.

Vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed (à esquerda), e a enviada especial para o Haiti, Josette Sheeran (canto superior esquerdo), em encontro com famílias haitianas afetadas pela cólera. Foto: ONU Haiti

ONU caminhará junto ao Haiti rumo ao desenvolvimento sustentável, diz vice-chefe da organização

A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, e a enviada especial do secretário-geral para o Haiti, Josette Sheeran, realizaram uma visita de três dias no Haiti que terminou no último domingo (5).

Elas se comprometeram com mais ajuda para superar o cólera, bem como mais assistência ao governo haitiano para alcançar os objetivos mais abrangentes da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Evento em Brasília abordou 13 anos de participação brasileira na MINUSTAH. Foto: CCOPAB

Simpósio em Brasília aborda 13 anos de participação do Brasil na MINUSTAH

A experiência brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) demonstrou que uma nação emergente pode e deve colaborar para que o desenvolvimento, a paz e os direitos humanos estejam sempre interligados e convergentes, disse o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

Ele participou na semana passada de um simpósio em Brasília promovido pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) para discutir os 13 anos de participação brasileira na missão da ONU no Haiti, encerrada este ano.

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos. O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

‘É um ato de covardia dos terroristas’, diz comandante na missão da União Africana na Somália

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos.

O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

Bandeira da ONU é erguida durante cerimônia de lançamento da Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH). Foto: MINUJUSTH/Logan Abassi

Secretário-geral da ONU elogia criação de nova missão no Haiti

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na segunda-feira (16) o estabelecimento da nova Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), após o encerramento da missão predecessora de manutenção da paz.

A MINUJUSTH apoiará o governo haitiano para fortalecer as instituições do Estado de direito, desenvolver as capacidades da polícia nacional e promover os direitos humanos.

Chefe da ONU condena ataques na Somália e elogia resposta local

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou os primeiros socorros e a resposta dos moradores de Mogadíscio, capital da Somália, após os atentados que ocorreram na cidade. Este foi o pior ataque terrorista já ocorrido no país africano.

Guterres pediu que todos os somalis “se unam na luta contra o terrorismo e o extremismo violento e trabalhem juntos na construção de um Estado federal funcional e inclusivo”.

UNPOL reforça a proteção ao redor dos campos de proteção para civis. Foto: UNMISS

No Sudão do Sul, polícia da ONU aumenta segurança para mulheres próximo a campos de proteção

Com os relatos de roubos, assédio e estupro, tropas das Nações Unidas fortaleceram o policiamento ao redor de campos para proteção de civis no Sudão do Sul no início do mês. A Missão da ONU no Sudão do Sul – a UNMISS – oferece refúgio para cerca de 213 mil pessoas em todo o país.

A major brasileira Fernanda Santos, oficial da UNPOL, diz que as pessoas que vivem nos campos apreciam as operações de busca.

Vice-chefe do contingente militar, major general Bayarsaikhan Dashdondog, entrega Medalha das Nações Unidas a militares brasileiros. Foto: UNMISS

Militares brasileiros recebem medalha por trabalho em missão da ONU no Sudão do Sul

Sete militares brasileiros receberam em setembro a Medalha da ONU por seu trabalho na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), durante cerimônia militar em Juba, capital do país.

Discursando durante a cerimônia, o oficial de ligação sênior, coronel Ivan Correa Filho, do Exército brasileiro, citou “alegria e orgulho” em servir à missão da ONU no Sudão do Sul e em apoiar a população do país. Ele afirmou que o Brasil estava comprometido em ajudar a construir uma paz duradoura na jovem nação.

Major Fernanda Santos tem experiência de 26 anos na Polícia Militar do estado de São Paulo. Foto: UNMISS

Brasileira ajuda missão da ONU a combater criminalidade no Sudão do Sul

A major brasileira Fernanda Santos é uma das cerca de 260 oficiais mulheres que atuam na força policial da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS). Uma parte dessas militares realiza operações de busca de armas ilegais no entorno dos campos de proteção de civis.

Em entrevista para o repórter das Nações Unidas Daniel Dickinson em Juba, capital do país africano, Fernanda fala sobre os desafios das operações de paz.

Vítimas de violência sexual em abrigo de Goma, República Democrática do Congo. Foto: ONU/Marie Frechon (arquivo)

Mais de 90 países apoiam pacto para acabar com a violência sexual em operações da ONU

Setenta e dois países, incluindo o Brasil, já assinaram o Pacto Voluntário do secretário-geral da ONU sobre Prevenção e Enfrentamento do Abuso e Exploração Sexuais. Documento prevê a implementação plena da política de tolerância zero que as Nações Unidas adotaram para combater casos de violações em suas missões de paz. Outros 19 Estados-membros já anunciaram formalmente a sua intenção de assinar o texto.

O número de nações apoiando o Pacto foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo escritório de António Guterres.

Nova missão da ONU no Haiti sucederá MINUSTAH e terá pouco mais de mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Participação brasileira em missão de paz da ONU no Haiti chega ao fim

Todos os 816 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB) que estavam na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) retornaram ao Brasil. O terceiro e último voo chegou na madrugada de terça-feira (26) a São Paulo (SP), trazendo também 72 militares da Companhia de Engenharia Paraguaia. Com o regresso do contingente, chega ao fim a participação do Brasil na MINUSTAH.

General Ajax Porto Pinheiro - Foto: ONU News

Entrevista: General Ajax Porto considera MINUSTAH missão cumprida

Retirada de gangues das ruas em três cidades do Haiti, graves questões de segurança e humanitária depois do terremoto de 2010, três eleições presidenciais e um furacão. Os 13 anos das tropas brasileiras na Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) foram repletos de desafios.

Em entrevista exclusiva ao serviço em português da ONU em Nova Iorque, a ONU News, o comandante da MINUSTAH general Ajax Porto Pinheiro faz um balanço das atividades brasileiras no país e considera que a missão foi cumprida. No último dia 31 de agosto, o Brasil se retirou da MINUSTAH e a Missão deve encerrar completamente suas atividades no dia 15 de outubro de 2017.

Capacetes-azuis no sul do Líbano. Foto: UNIFIL/Pasqual Gorriz

Conselho de Segurança da ONU renova mandato da missão de paz no Líbano

O Conselho de Segurança das Nações Unidas estendeu na quarta-feira (30) o mandato das forças de paz que atuam no Líbano para até 31 de agosto de 2018.

Em resolução aprovada por unanimidade, o órgão de 15 membros solicitou ao secretário-geral que analisasse formas de intensificar os esforços da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), incluindo pelo aumento da presença visível da missão, por meio de patrulhas e inspeções, dentro de seu mandato e capacidade existentes.

Campo de deslocados internos em Mellia, no Chade. Foto: OCHA/Ivo Brandau

Força de combate ao terrorismo no Sahel ainda enfrenta desafios, diz oficial da ONU

O Conselho de Segurança da ONU foi informado na semana passada (15) de que a força-tarefa conjunta do chamado Grupo dos Cinco (G5) — Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger — para combater a ameaça do terrorismo na região do Sahel, na África, já está operacional. No entanto, a iniciativa continua a enfrentar diversos desafios, incluindo o financiamento.

A força conjunta realizará suas primeiras operações ao longo das fronteiras de Mali, Nigéria e Burkina Faso em outubro, e terá um aumento de capacidade em 2018.