Arquivo da tag: Forças de Paz das Nações Unidas

Aqui você encontra todas as informações sobre as operações de paz das Nações Unidas. Outros detalhes em nacoesunidas.org/acao/paz-e-seguranca e www.un.org/peacekeeping

Foto: ONU

Crise financeira da ONU está prejudicando mandato e reformas, diz Guterres

A crise financeira das Nações Unidas vem ocorrendo há anos e está prejudicando o mandato e os esforços de reformas da Organização, disse na semana passada (5) o secretário-geral António Guterres ao Quinto Comitê, o órgão responsável pelo orçamento da ONU.

Guterres afirmou que uma eventual incapacidade de a Organização arcar com a folha de pagamentos de funcionários e seus custos com fornecedores seria “catastrófica” para a reputação e para a habilidade das Nações Unidas de realizar suas funções.

“A solução não está apenas em garantir que todos os Estados-membros paguem completamente e no momento correto, mas também em colocar certas ferramentas em vigor”, disse.

A militar brasileira Marcia Andrade Braga alertou para a baixa participação de mulheres na missão da ONU na República Centro-Africana. Foto: Cia Pak

Vencedora de prêmio da ONU participa de comemoração do Dia dos Trabalhadores das Forças de Paz

O Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU será lembrado nesta sexta-feira (31) no Salão de Leitura do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. A cerimônia contará com a participação da militar brasileira Márcia Braga, vencedora do prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero das Nações Unidas, recebido em março deste ano das mãos do secretário-geral António Guterres. 

O evento é parceria do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) com o CCOPAB, o CIASC e a REBRAPAZ.

Mulheres e crianças deslocadas em um acampamento improvisado na cidade de Paoua, República Centro-Africana, no norte do país. Foto: Yaye Nabo Sène/OCHA

Especialista da ONU condena ataques na República Centro-Africana e pede melhor proteção para civis

A especialista independente das Nações Unidas sobre a situação de direitos humanos na República Centro-Africana condenou veementemente ataques recentes contra vilarejos no município de Ouham-Pendé, que deixaram mais de 49 mortos entre 19 e 21 de maio.

“Para grupos armados reivindicarem seus lugares no processo de paz, eles precisam colocar imediatamente um fim à violência”, disse Marie-Thérèse Keita Bocoum.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deposita uma coroa de flores durante cerimônia em memória aos membros das forças de paz mortos em serviço. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU honra membros das forças de paz mortos em missões

Desde que as Nações Unidas realizaram a primeira de suas 72 missões de paz, em 1948, mais de 3.800 capacetes-azuis perderam suas vidas, afirmou o secretário-geral da ONU, em cerimônia nesta sexta-feira (24) em memória dos “bravos homens e mulheres” que servem nas operações.

Falando do “verdadeiro custo das operações de paz”, António Guterres pediu um momento de silêncio em homenagem aos que “pagaram o preço final” para proteger outros e para dar “uma chance de paz e de esperança a países devastados pela guerra”.

“Hoje, em 14 missões pelo mundo, nossos membros das forças de paz servem heroicamente para preservar a paz e a estabilidade”, disse, acrescentando que eles também “enfrentam graves ameaças”.

3ª Jornada de Políticas Públicas do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC). Foto: UNIC Rio

Evento no Rio aborda desafios do atendimento à população civil em operações de paz da ONU

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, participou no fim de abril (26) da 3ª Jornada de Políticas Públicas do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias (CEP/FDC).

Na ocasião, o diretor do UNIC Rio falou sobre as dificuldades de se unir o trabalho de atores humanitários e militares durante operações de paz das Nações Unidas.

Giuliano deu exemplos de inconsistências que podem se manifestar quando a missão possui mandato que implique no enfrentamento de grupos rebeldes, e quando esse conflito acaba prejudicando a interação humanitária com a população local.

Péricles Gasparini, chefe de escritório da MINUSCA, à direita, com o capacete azul da ONU. Foto: Arquivo pessoal

‘Trabalhar na ONU é sentir que você está fazendo algo para a humanidade’, diz brasileiro há 30 anos na Organização

O brasileiro Péricles Gasparini trabalha para as Nações Unidas há 30 anos. Desde 2017, é chefe de escritório na Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, a MINUSCA. A serviço da Organização, o profissional trabalhou em Berberati, uma cidade de 105 mil habitantes, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Hoje, está alocado no município de Bouar.

Saiba mais na matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Os militares devem iniciar suas atividades na MONUSCO em junho. Foto: Forças Armadas Brasileiras

Brasil enviará oficiais do Exército para missão da ONU na República Democrática do Congo

O Brasil enviará em junho 13 oficiais e sargentos do Exército para atuarem na Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO).

Os militares vão treinar tropas da missão, especialmente as que compõem a Brigada de Intervenção (FIB, na sigla em inglês).

Os três objetivos da missão são a proteção de civis, estabilização do país e o apoio à implementação de paz, segurança e cooperação na República Democrática do Congo e na região.

Capa de relatório da UNAMA sobre campanha de violência e intimidação promovida pelo Talibã no Afeganistão. Foto: UNAMA

Conselho de Segurança condena anúncio do Talibã de mais ofensivas no Afeganistão

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na terça-feira (16) o anúncio de militantes do grupo Talibã no Afeganistão de uma nova ofensiva, dizendo que o ato irá resultar em mais “sofrimento desnecessário e destruição para o povo afegão”.

De acordo com a mídia internacional, o anúncio — que aconteceu após a ONU suspender proibições de viagens de líderes sênior do grupo para facilitar conversas de paz lideradas pelos Estados Unidos — sinaliza que, embora as negociações estejam avançando, é possível que confrontos se intensifiquem no país.

Crianças são as vítimas mais vulneráveis de conflitos. A ONU e o governo internacionalmente reconhecido da Líbia lançaram um plano de resposta humanitária para o país que pretende arrecadar 202 milhões de dólares. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares de civis fogem na Líbia após novo agravamento de confrontos

Mais de 3.400 pessoas fugiram de confrontos perto da capital da Líbia, Trípoli, nos últimos dias, alertaram as Nações Unidas nesta segunda-feira (8), pedindo para partes conflitantes cessarem atividades militares para que serviços de emergência possam resgatar civis.

De acordo com relatos, ao menos 32 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas desde os confrontos na quinta-feira (4) entre forças do governo reconhecido internacionalmente e forças do comandante Khalifa Haftar no leste do país.

Brigada trabalha para limpar as ruas de Porto Príncipe, no Haiti, após três dias de protestos violentos. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Bachelet pede proteção dos direitos humanos no Haiti para evitar retrocessos

Com o fim da presença das forças de paz das Nações Unidas no Haiti à vista, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse na quarta-feira (3) ao Conselho de Segurança que o país está agora “em uma encruzilhada entre manutenção da paz e desenvolvimento”. Ela pediu que todas as partes “continuem construindo a partir do progresso já alcançado, em meio ao risco de retrocessos”.

A alta-comissária encorajou o Conselho a dar aos haitianos o “apoio necessário para fortalecer instituições, lutar contra impunidade e promover e proteger direitos humanos como uma base para estabilidade e desenvolvimento”.

A militar brasileira Marcia Andrade Braga recebe das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Forças Armadas comemoram prêmio da ONU sobre igualdade de gênero para militar brasileira

Em torno de 40 representantes das Forças Armadas, academia, sociedade civil e missões diplomáticas celebraram nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro (RJ), a premiação da militar brasileira Marcia Andrade Braga, que recebeu em Nova Iorque uma condecoração da ONU por promover a igualdade de gênero em missões de paz. A capitão de corveta da Marinha trabalha desde abril de 2018 na operação das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA).

O pessoal de campo do UNICEF reúne-se com a população local em Bankass, no centro do Mali, que foi atacada em 23 de março, deixando mais de 150 mortos, 2.000 deslocados e inúmeras cabanas e celeiros queimados. Foto: UNICEF/Maiga

ONU pede que Mali leve responsáveis por ataques contra comunidades à Justiça

As Nações Unidas pediram que autoridades do Mali garantam justiça às vítimas e aos sobreviventes de ataques dos chamados grupos de autodefesa, responsáveis por violência entre comunidades na região central do país, após um ataque no fim de semana que deixou mais de 150 mortos, incluindo cerca de 50 crianças.

O ataque de sábado (23) em Ogossagou, na região de Mopti, é o mais recente em uma série de operações desde março de 2018, que resultou na morte de cerca de 600 mulheres, crianças e homens, afirmou na terça-feira (26) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da MINUSCA, receberá prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Militar brasileira recebe prêmio da ONU por defender igualdade de gênero

A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), receberá o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU na sexta-feira (29), em Nova Iorque.

Trabalhando como assessora militar de gênero na MINUSCA desde abril de 2018, Marcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares da missão, promovendo equipes formadas tanto por homens como por mulheres para conduzir patrulhas pelo país.

Essas “equipes de engajamento” conseguiram reunir informações importantes para ajudar a missão a entender as necessidades de proteção de homens, mulheres, meninos e meninas. Leia entrevista concedida ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O UNIC Rio participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense. Foto: CIASC

UNIC Rio participa de encerramento do Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) participou na sexta-feira (22) do encerramento Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na capital fluminense.

O diretor do UNIC Rio, Maurizio Giuliano, promoveu na ocasião um debate sobre a importância da atuação de mulheres em operações de paz das Nações Unidas. Participaram do evento militares da Marinha do Brasil, além de oficiais de Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro e acadêmicas civis.

Delegação do Conselho de Segurança da ONU e chefe da missão da ONU no Mali (MINUSMA) durante coletiva de imprensa na capital do país, Bamako, em 23 de março de 2019. Foto: MINUSMA/Harandane Dicko

ONU condena ataque que deixou ao menos 134 mortos no Mali

As Nações Unidas condenaram veementemente o ataque armado a um vilarejo na região central do Mali, que, segundo relatos, deixou ao menos 134 mortos e dezenas de feridos no sábado (23).

“Condenamos nos mais fortes termos este ataque indescritível”, disse François Delattre, embaixador da França nas Nações Unidas, falando como presidente do Conselho de Segurança, em entrevista à imprensa no sábado na capital do Mali, Bamako.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz. Foto: CIASC

Diretor do UNIC Rio defende maior participação de mulheres em operações de paz

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, fez no início de dezembro (5) uma palestra sobre operações de paz da ONU no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na capital fluminense. A palestra fez parte do Primeiro Estágio de Operações de Paz para Mulheres, iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o UNIC Rio.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz.

A iniciativa atende à resolução nº 2242/2015 do Conselho de Segurança da ONU que estipula o aumento do efetivo feminino empregado em operações de paz em 15% até 2020. Foto: ONU

Programa de estágio visa ampliar participação de mulheres em operações de paz da ONU

Teve início nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro (RJ) o Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres na Escola de Operações de Paz de Caráter Naval do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), uma parceria da Marinha do Brasil e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Além de estimular o crescimento quantitativo, o estágio visa melhorar qualitativamente a participação das mulheres nas missões, contribuindo para que ocupem postos de liderança, reforcem o empoderamento feminino e contribuam para a não violência contra a mulher, de modo a atender à demanda por considerações de gênero em toda a programação humanitária.

Membros da UNMISS fazem patrulha em Juba em maio de 2015. Foto: UNMISS

Enviado da ONU alerta para necessidade de ajuda humanitária no Sudão do Sul

O acordo de paz apoiado pelas Nações Unidas no Sudão do Sul está sendo mantido e resultou em mudanças positivas, mas dezenas de milhares de civis ainda precisam de assistência humanitária vital, afirmou na sexta-feira (8) o representante especial do secretário-geral da ONU no país.

Embora o Sudão do Sul esteja passando por relativa estabilidade há cerca de cinco meses, a população ainda enfrenta altos níveis de insegurança alimentar e falta de serviços de saúde e educação.

Patrulha do MINUSCA em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina (arquivo)

Novo acordo de paz na República Centro-Africana é apenas um passo, diz enviado

Apesar da assinatura de um recente acordo de paz entre o governo da República Centro-Africana (RCA) e 14 grupos armados, “não devemos esquecer que a situação no país continua séria”, disse um enviado da ONU ao Conselho de Segurança na semana passada (21).

“O mais difícil está por vir. O teste real será a implementação plena e de boa fé do acordo”, disse Parfait Onanga-Anyanga, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão das Nações Unidas na RCA.

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Protestos e violência no Haiti geram pedido internacional de soluções duradoras à crise

Protestos liderados pela oposição no Haiti exigindo a renúncia do presidente, e que provocaram violência na semana passada, fizeram com que um grupo de diplomatas, incluindo o representante das Nações Unidas no país, emitisse um comunicado lamentando mortes e pedindo diálogo para encerrar a crise.

De acordo com a imprensa local, ao menos quatro pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas durante quatro dias de protestos na capital, Porto Príncipe, e em outras cidades no país.

Os manifestantes protestam diante da crise crise econômica que levou a forte queda do padrão de vida, inflação em torno de 15%, crescimento da dívida interna, além de acusações de corrupção contra o presidente Jovenel Moise, antes de ele assumir.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala à imprensa em Addis Ababa, na Etiópia, após reunião com presidente da União Africana no sábado (9). Foto: Reprodução

Continente africano é exemplo de solidariedade a refugiados e migrantes, diz Guterres

Países africanos estão dando o exemplo para as nações mais riscas no que se refere ao tratamento de refugiados e migrantes, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa no sábado (9) após se reunir com o presidente da Comissão da União Africana em Addis Ababa, na Etiópia.

O chefe da ONU está na capital da Etiópia para participar da cúpula da União Africana, que reúne chefes de Estado do continente. O evento deste ano, que começou no domingo (10), tem como foco refugiados e pessoas deslocadas internamente.

Capacetes-azuis da ONU realizam patrulha de proteção a civis em Bentiu, no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Violência política cai no Sudão do Sul após assinatura de acordo de paz

Desde assinatura de um acordo de setembro de 2018 entre o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e seu adversário político e ex-vice, Riek Machar, para encerrar o conflito no país, a violência política “caiu dramaticamente”, disse a jornalistas na terça-feira (5) na sede da ONU, em Nova Iorque, o chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, David Shearer.

Nos cinco anos desde que conflito irrompeu no Sudão do Sul, mais de 4 milhões de pessoas deixaram suas casas e quase 2 milhões estão deslocadas dentro do país. Desde o acordo de paz entre os lados conflitantes, houve sinais de estabilidade, levando à possibilidade de retorno.

Capacetes-azuis da MINUSCA distribuem brinquedos em escola. Foto: MINUSCA/ Hervé Serefio

Na República Centro-Africana, ONU pede apoio a acordo de paz entre governo e 14 grupos armados

Após dez dias de negociações, o governo da República Centro-Africana e 14 grupos armados aprovaram no sábado (2) um acordo de paz para pôr fim às hostilidades dentro do país. Conflitos são uma das principais causas da crise humanitária na nação africana, onde 2,9 milhões de pessoas — mais da metade são crianças — devem precisar de assistência e proteção em 2019, segundo estimativas da ONU. Contingente representa 63% de toda a população.

Em Dangatene, no Mali, um vilarejo remoto formado por casas de barro, os aldeões acordam cedo e se enfileiram sob o sol para aguardar as consultas médicas gratuitas oferecidas pela Missão de Paz da ONU. O tenente Tafsir Gueye, oficial médico da Força de Reação Rápida senegalesa, atendeu mais de 200 pessoas nesta aldeia do Mali. Um trabalho que requer autossacrifício, profissionalismo e, acima de tudo, paciência. “Os problemas de saúde mais comuns são as doenças negligenciadas, como a desnutrição infantil. No caso das pessoas idosas, doenças oculares como catarata”, disse ele.

No Mali, forças de paz da ONU levam saúde a locais remotos; vídeo

Em Dangatene, no Mali, um vilarejo remoto formado por casas de barro, os aldeões acordam cedo e se enfileiram sob o sol para aguardar as consultas médicas gratuitas oferecidas pela Missão de Paz da ONU.

O tenente Tafsir Gueye, oficial médico da Força de Reação Rápida senegalesa, atendeu mais de 200 pessoas nesta aldeia do Mali. Um trabalho que requer autossacrifício, profissionalismo e, acima de tudo, paciência. “Os problemas de saúde mais comuns são as doenças negligenciadas, como a desnutrição infantil. No caso das pessoas idosas, doenças oculares como catarata”, disse ele.

Contingente da Guiné na MINUSMA, com sede em Kidal, no norte do Mali, desativa minas terrestres e garante a segurança da população civil. Foto: MINUSMA/Harandane Dicko

Dez capacetes-azuis da ONU morrem em ataque terrorista no norte do Mali

Dez capacetes-azuis da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA) foram assassinados no domingo (20) após um ataque terrorista contra o campo da missão em Aguelhok, região de Kidal, norte do Mali.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou fortemente o ataque que matou capacetes-azuis do Chade e deixou ao menos 25 feridos.

Uma proliferação de grupos armados combatendo forças governamentais e seus aliados no centro e no norte do Mali após um golpe militar seis anos atrás transformou a MINUSMA na missão de paz mais perigosa das Nações Unidas.

Jean Pierre Lacroix, chefe de operações de paz da ONU (o segundo da esquerda para a direita), durante coletiva de imprensa após dois dias de visita à República Centro-Africana. Foto: MINUSCA

ONU elogia diálogo entre governo e grupos armados na República Centro-Africana

O acordo entre o governo e grupos armados na República Centro-Africana para realizar conversas ainda este mês é “um passo importante para resolver a crise do país”, disse na quinta-feira (10) o chefe de Operações da Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix.

“Agora há um caminho, é o caminho do diálogo. Há uma data para começar este diálogo, que é 24 de janeiro”, disse o chefe do Departamento de Operações de Paz, falando a jornalistas na capital Bangui. Segundo ele, a União Africana irá convocar e organizar estas discussões em Cartum.

Capacetes-azuis da ONU fazem segurança de comboio do UNICEF em Bambari, na República Centro-Africana, em setembro de 2018. Foto: UNICEF/Ashley Gilbertson

Desarmamento para mundo pacífico define trabalho do Primeiro Comitê da Assembleia Geral

Todos os meses de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas ganha as manchetes conforme líderes mundiais se reúnem na sede da ONU para estabelecer a agenda do próximo ano. Mas para as discussões mais fundamentais sobre como transformar decisões em ações, Estados-membros se dividem em seis “Comitês Principais” especializados. Analisaremos nesta reportagem o primeiro deles, encarregado de assuntos envolvendo desarmamento e segurança internacional.

Como garantir que autores de ataques com armas químicas sejam responsabilizados? Como impedir que tecnologias digitais sejam usadas para propósitos malignos ao redor do mundo? Como criar um mundo livre de armas nucleares, colocando todos os países a bordo, e quais limites devem ser estabelecidos para uso de poderosas novas “armas autônomas”? Como conter as vendas de armas ilegais? Leia a reportagem completa.

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças.

Agências humanitárias trabalham para resgatar infância perdida no Sudão do Sul; vídeo

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças. Confira nesse vídeo.

Capacete-azul da ONU patrulha a "Linha Azul" no sul do Líbano. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU confirma túneis clandestinos na fronteira Líbano-Israel; não há ponto de saída em território israelense

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) confirmou a existência de ao menos dois túneis cruzando a “Linha Azul” – demarcação fronteiriça entre Líbano e Israel –, mas acrescentou que eles “não parecem até agora” ter pontos de saída levando à superfície em território israelense, afirmou o chefe para operações de paz das Nações Unidas na quarta-feira (19) ao Conselho de Segurança.

O representante permanente de Israel na ONU, Danny Danon, falou ao Conselho de Segurança sobre o que seria uma ameaça em andamento pelo grupo militante Hezbollah, sediado no Líbano, ao seu país. Israel acusa o grupo de ter cavado os túneis.

Forças de paz da missão da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA) em patrulha na capital do país, Bangui. Foto: ONU/MINUSCA

Guterres diz que missão da ONU na República Centro-Africana está comprometida com proteção de civis

Em meio a um recente agravamento da violência na República Centro-Africana (RCA), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no sábado (17) que se solidariza com o país devastado pela crise, alertando que ataques contra civis e capacetes-azuis da ONU podem representar crimes de guerra.

Na quinta-feira (15), um ataque contra um acampamento para pessoas deslocadas internamente deixou ao menos 37 mortos. Em outro ataque na sexta-feira (16), contra uma base da missão de paz da ONU no país, um capacete-azul foi morto.