Forças de Paz das Nações Unidas

Aqui você encontra todas as informações sobre as operações de paz das Nações Unidas. Outros detalhes em nacoesunidas.org/acao/paz-e-seguranca e www.un.org/peacekeeping

Em 2003, a UNMIL começou com 16,4 mil funcionários uniformizados. Desde então, 61 contingentes de vários países serviram no país. Foto: UNMIL

ONU promove cerimônia de encerramento da missão de paz na Libéria

Após 14 anos de atuação da Missão das Nações Unidas na Libéria (UNMIL), uma cerimônia oficial de despedida foi realizada na terça-feira (6) na capital, Monróvia, para homenagear o último contingente policial e militar a atuar no país.

“Hoje, a Libéria é uma história de sucesso e um exemplo clássico de uma nação pós-conflito que surgiu mais forte do que nunca. O país é, de fato, um símbolo de esperança para outras nações envolvidas em conflitos e guerras”, disse o comandante da força, major-general Salihu Zaway Uba, que lidera o componente militar da UNMIL — que inclui Nigéria, Paquistão e Ucrânia.

Oficiais da Missão da ONU na República Democrática do Congo fazem patrulha na selva. Foto: ONU/Sylvain Liecht

Missões da ONU devem usar força para combater violência, aponta relatório

Um relatório das Nações Unidas, coordenado pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, recomenda mudanças de mentalidade dos oficiais de missões de paz, que devem abandonar postura excessivamente defensiva e responder com uso da força, quando necessário. Publicação foi divulgada após ano de recordes de violência contra a ONU — 2017 viu 56 capacetes-azuis morrerem em serviço, o número mais alto já registrado para um ano.

Desde 1948, mais de 3,5 mil funcionários de missões de paz perderam suas vidas no trabalho. Desses óbitos, 943 foram causados por atos violentos. Desde 2013, houve um recrudescimento de ataques fatais contra militares, com 195 mortes — outro recorde, pois nunca antes num período de cinco anos havia sido contabilizado um número tão grande de falecimentos por violência.

Manifestantes em Kinshasa, na República Democrática do Congo. Imagem de 2016. Foto: IRIN/Habibou Bangré

ONU critica resposta do governo a protestos na República Democrática do Congo

Em meio a uma onda de protestos na República Democrática do Congo que deixaram pelo menos seis mortos no último final de semana (21), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu às forças de segurança do país que respeitem as liberdades de expressão e de reunião do povo congolês.

Escritório de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) expressou nesta terça-feira (23) “profunda preocupação” com o padrão recorrente de repressão — 121 indivíduos foram presos e outros 86 ficaram feridos, incluindo um funcionário da ONU.

Mulheres e crianças buscam segurança e abrigo na cidade Paoua, na República Centro-Africana. Foto: OCHA/Yaye Nabo Sène

Missão da ONU dá ultimato para grupos armados deixarem região da República Centro-Africana

ONU quer que combatentes liberem até amanhã (19) um perímetro de 50 quilômetros próxima à cidade de Paoua, onde 100 mil vivem com medo dos confrontos entre a entidade Justiça e Revolução e o Movimento Nacional para a Liberação do país.

Município é palco de uma ‘verdadeira catástrofe’, segundo a ONU, pois população está ficando sem água e comida. Entre os moradores, estão crianças e centenas de mulheres grávidas.

Bandeira da ONU é levantada na cerimônia de lançamento da MINUJUSTH. Foto MINUJUSTH/Logan Abassi

Nova missão da ONU no Haiti tem como objetivo fortalecer o Estado de direito no país

A chefe da nova Missão das Nações Unidas de Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), Susan Page, disse que a operação terá como foco exclusivo fortalecer o Estado de direito no país.

“O novo mandato estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU é trabalhar com o governo haitiano para fortalecer suas instituições de Estado de direito. Também continua a apoiar a polícia nacional haitiana e a trabalhar para a Justiça e os direitos humanos — e isso inclui informação, monitoramento e análise”, disse ela em entrevista ao UN News.

Oficiais da MINUSTAH, a missão de paz da ONU no Haiti, entregam materiais para a realização das eleições no país. Foto de janeiro de 2017. Foto: ONU/Logan Abassi

Falta de equipamento e capacitação são desafios para missões de paz, afirma chefe de operações da ONU

Em balanço sobre a atuação das missões de paz da ONU em 2017, o subsecretário-geral das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, alertou para os desafios que soldados sob a bandeira das Nações Unidas enfrentaram. Entre os problemas está a falta de equipamentos e de capacitação técnica dos oficiais. No ano passado, mais de 60 capacetes-azuis perderam suas vidas em serviço.

O objetivo do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é capacitar todas as mulheres e pôr fim à violência contra elas. No Sudão do Sul, dezenas de milhares de mulheres fugiram para os campos de proteção de civis da ONU, buscando abrigo para si e seus filhos, longe da violência doméstica e de gênero. Lá, elas recebem apoio prático para agir contra abusadores e possuem um espaço para opinar sobre questões como o casamento forçado e violência doméstica.

No Sudão do Sul, ONU apoia mulheres que fogem da violência de gênero

O objetivo do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é capacitar todas as mulheres e pôr fim à violência contra elas. No Sudão do Sul, dezenas de milhares de mulheres fugiram para os campos de proteção de civis da ONU, buscando abrigo para si e seus filhos, longe da violência doméstica e de gênero. Lá, elas recebem apoio prático para agir contra abusadores e possuem um espaço para opinar sobre questões como o casamento forçado e violência doméstica.

A ONU reuniu mulheres somalis para discutir a resolução 1325 do Conselho de Segurança, que trata de paz e segurança com o apoio e participação ativa das mulheres. O evento, ocorrido em novembro deste ano, reuniu mulheres da sociedade civil e dos setores público e privado para deliberar sobre a liderança feminina na resolução de conflitos na Somália. A resolução convida todas as partes do conflito a tomar medidas para proteger as mulheres da violência sexual e de gênero. O representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália, Michael Keating, ressaltou o avanço que a resolução representa e a importância da participação das mulheres para alcançar a paz e segurança.

Na Somália, ONU reúne mulheres líderes para discutir paz e segurança; vídeo

A ONU reuniu mulheres somalis para discutir a resolução 1325 do Conselho de Segurança, que trata de paz e segurança com o apoio e participação ativa das mulheres. O evento, ocorrido em novembro deste ano, reuniu mulheres da sociedade civil e dos setores público e privado para deliberar sobre a liderança feminina na resolução de conflitos na Somália.

A resolução convida todas as partes do conflito a tomar medidas para proteger as mulheres da violência sexual e de gênero. O representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália, Michael Keating, ressaltou o avanço que a resolução representa e a importância da participação das mulheres para alcançar a paz e segurança. Confira nesse vídeo.

Nesta foto de 2014, um capacete-azul da MONUSCO perto de veículo destruído atacado por milícia na região de Beni. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Chefe da ONU diz que ataque contra forças de paz na RDC constitui crime de guerra

Pelo menos 14 capacetes-azuis das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) foram mortos e muitos ficaram feridos no que o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu como o “pior ataque” contra as forças de paz na história recente.

“Esses ataques deliberados contra as forças de paz da ONU são inaceitáveis e constituem crime de guerra”, disse Guterres, afirmando que condena a hostilidade de forma “inequívoca”.

Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para operações de paz, em visita ao Brasil. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

Chefe de operações de paz diz que ONU precisará de contribuições do Brasil

Em visita oficial ao Brasil, o subsecretário-geral da ONU para as operações de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou estar convencido de que as Nações Unidas precisarão de contribuições do Brasil em missões do organismo internacional. Dirigente participou no Rio de Janeiro de seminário da ONU e do governo sobre os 13 anos da participação brasileira na MINUSTAH, a Missão de Estabilização no Haiti.

Foto de capa do vídeo: crianças durante atividades recreativas realizadas por militares brasileiros da missão da ONU no Haiti, em Porto Príncipe. Foto: ONU/Marco Dormino (2010)

ESPECIAL: Brasil no Haiti – um país mais seguro e estável

A Missão da ONU no Haiti – conhecida pela sigla MINUSTAH – foi estabelecida em abril de 2004 para garantir um ambiente seguro e estável ao país caribenho. Inicialmente, a missão foi autorizada a mobilizar até 6,7 mil militares, com seu braço militar sempre sob o comando do Brasil.

No total, 37.500 militares brasileiros — sendo 213 mulheres — atuaram no Haiti. No âmbito da Marinha, ao longo dos 13 anos da missão, foi enviado um total de 6.135 militares, divididos por 26 contingentes. Confira os detalhes nesse vídeo especial realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e pela Marinha do Brasil.

Lacroix falou a mais de 100 pessoas, entre militares e civis, no auditório do Ministério da Defesa em Brasília. Foto: Ministério da Defesa/Alexandre Manfrim

Em Brasília, subsecretário-geral da ONU aponta desafios e respostas ao futuro das missões de paz

O subsecretário-geral da ONU para missões de paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que essas operações das Nações Unidas têm quatro principais desafios a serem superados nos próximos anos, e apontou possíveis respostas a cada um deles.

Para Lacroix, os principais desafios que a ONU e seus Estados-membros devem enfrentar no âmbito das missões de paz envolvem a ênfase na dimensão política, novo foco para os mandatos, uma revisão estratégica e as parcerias dessas missões.

Soldados brasileiros durante patrulha em uma das zonas de risco de Porto Príncipe em suas funções na Missão da ONU no Haiti. Foto: MINUSTAH/Jesús Serrano Redondo

ONU convida Brasil a participar de missão de paz na República Centro-Africana

O secretário-geral da ONU, António Guterres, convidou oficialmente o Brasil na quarta-feira (22) a participar da missão de paz na República Centro-Africana (RCA) com 750 militares, afirmou o último comandante das forças militares das Nações Unidas no Haiti, o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro.

Em evento realizado nesta quinta-feira (23) no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), na capital fluminense, o general disse esperar que o Brasil aplique na República Centro-Africana as lições aprendidas em 13 anos de liderança militar da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH).

Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Relatório da ONU aponta violações de direitos de milhares de pessoas deslocadas em Darfur

O relatório detalha a situação das pessoas deslocadas de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, um período marcado por uma campanha militar do governo que levou ao deslocamento civil em massa.

Presença inadequada e, em alguns casos, a ausência total de instituições policiais e judiciais em áreas onde as pessoas deslocadas se estabeleceram levaram a graves violações dos direitos humanos, indicou a ONU.

Em Kidal, norte do Mali, soldado das forças de paz da ONU caminha em meio a campo da MINUSMA destruído por ataque em junho de 2017. Foto: ONU/Sylvain Liechti

Países reunidos no Canadá comprometem-se a melhorar eficiência das missões de paz da ONU

A Conferência Ministerial da Defesa da Paz, realizada esta semana em Vancouver, no Canadá, estabeleceu 46 compromissos com o objetivo de tornar as missões de paz das Nações Unidas mais eficientes.

O evento reuniu cerca de 550 representantes de 79 Estados-membros para discutir os desafios cada vez mais complexos enfrentados pelas forças de paz e por agentes de campo nas 15 missões da ONU pelo mundo.

Destroços e alguns prédios remanescentes na cidade de Mossul, Iraque, após intenso conflito armado entre as forças iraquianas e o ISIL. Foto: OCHA/Themba Linden

Na Síria, governo e ISIL são responsáveis por armas químicas; crimes também ocorreram em Mossul

Chefe de uma investigação encomendada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas informou que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh) foi o responsável pelo uso do agente mostarda de enxofre num ataque em Umm Hawsh, em setembro de 2016, e o governo sírio foi responsável pela liberação de gás sarin em Khan Shaykhun, em abril de 2017. Crimes em Mossul, no Iraque, também são alvo de investigação.

Nova missão da ONU no Haiti sucederá MINUSTAH e terá pouco mais de mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Falta de profissionais e equipamentos em operações de paz da ONU será debatida em conferência no Canadá

Atualmente, as operações de paz da ONU registram uma carência de 580 veículos de combate e outros mil de apoio militar. Em entrevista para o serviço de notícias da ONU em português, o subsecretário-geral da ONU para Apoio ao Terreno, Atul Khare, alertou ainda para a falta de médicos e remédios em hospitais. Problemas das missões são tema de conferência internacional que começou nesta terça-feira (13) em Vancouver, no Canadá.

(Imagem: divulgação/Marinha do Brasil)

ONU e Marinha promovem evento no Rio sobre participação brasileira na MINUSTAH

A Marinha do Brasil, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e outras instituições promovem nos dias 28 e 29 de novembro no Rio de Janeiro evento para analisar os 13 anos de participação brasileira na Missão da ONU para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Entre os palestrantes, estarão presentes o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e autoridades nacionais e internacionais.

Vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed (à esquerda), e a enviada especial para o Haiti, Josette Sheeran (canto superior esquerdo), em encontro com famílias haitianas afetadas pela cólera. Foto: ONU Haiti

ONU caminhará junto ao Haiti rumo ao desenvolvimento sustentável, diz vice-chefe da organização

A vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, e a enviada especial do secretário-geral para o Haiti, Josette Sheeran, realizaram uma visita de três dias no Haiti que terminou no último domingo (5).

Elas se comprometeram com mais ajuda para superar o cólera, bem como mais assistência ao governo haitiano para alcançar os objetivos mais abrangentes da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

Evento em Brasília abordou 13 anos de participação brasileira na MINUSTAH. Foto: CCOPAB

Simpósio em Brasília aborda 13 anos de participação do Brasil na MINUSTAH

A experiência brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) demonstrou que uma nação emergente pode e deve colaborar para que o desenvolvimento, a paz e os direitos humanos estejam sempre interligados e convergentes, disse o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic.

Ele participou na semana passada de um simpósio em Brasília promovido pelo Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) para discutir os 13 anos de participação brasileira na missão da ONU no Haiti, encerrada este ano.

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos. O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

‘É um ato de covardia dos terroristas’, diz comandante na missão da União Africana na Somália

A Somália sofreu no último 14 de outubro dois atentados que representam a pior perde humana devido ao terrorismo de toda a história do país. Os atentados, ocorridos na capital Mogadíscio, deixaram um saldo de mais de 300 mortos e muitos mais feridos.

O comandante do contingente militar de Uganda na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), Kayanja Muhanga, disse que esse foi um “ato de covardia” dos terroristas e tem o objetivo de colocar medo na população. Ele afirmou, no entanto, que a missão internacional continuará apoiando o país na luta contra o terrorismo.

Bandeira da ONU é erguida durante cerimônia de lançamento da Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH). Foto: MINUJUSTH/Logan Abassi

Secretário-geral da ONU elogia criação de nova missão no Haiti

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou na segunda-feira (16) o estabelecimento da nova Missão das Nações Unidas para o Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH), após o encerramento da missão predecessora de manutenção da paz.

A MINUJUSTH apoiará o governo haitiano para fortalecer as instituições do Estado de direito, desenvolver as capacidades da polícia nacional e promover os direitos humanos.