Década Internacional de Afrodescendentes

Ao declarar a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a comunidade internacional reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos. Cerca de 200 milhões de pessoas autoidentificadas como afrodescendentes vivem nas Américas. Muitos outros milhões vivem em outras partes do mundo, fora do continente africano. Confira abaixo notícias e visite o site oficial: http://decada-afro-onu.org

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

UNESCO e parceiros lançam na segunda (11) índice de vulnerabilidade juvenil à violência

A Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com apoio técnico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançam na segunda-feira (11) o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017.

O estudo é lançado por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, celebrado em 10 de dezembro, e no âmbito da Campanha Vidas Negras das Nações Unidas pelo fim da violência contra jovens negros.

A atriz Taís Araújo participa da campanha #VidasNegras, que busca sensibilizar a sociedade pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Foto: Reprodução

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.

As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.

Joel Luiz Costa abordou a dificuldade de acessar um direito fundamental para superar a violência em comunidades pobres no Brasil: a educação. Foto: UNFPA/Agnes Cruz

ONU apresenta no Congresso campanha pelo fim da violência contra juventude negra

Deputados, religiosos, representantes da sociedade civil e do Sistema Judiciário participaram na quarta-feira (6) no Congresso Nacional em Brasília (DF) do lançamento da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios. A iniciativa já congrega quase 200 parlamentares de pelo menos 25 partidos, e tem como objetivo debater caminhos alternativos às propostas centradas unicamente em medidas repressivas e punitivas.

Falando em nome da ONU Brasil e da campanha Vidas Negras, Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), enfatizou a distribuição desigual dos homicídios no país, o que aparece como conseqüência radical das desigualdades raciais.

ONU Mulheres foi uma das entidades apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, em 2015. À direita, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Com apoio da ONU, movimento brasileiro de mulheres negras discute objetivos globais

As mulheres negras do Nordeste iniciam nesta terça-feira (5), em Salvador, um ciclo de diálogos com foco no desenvolvimento sustentável, na promoção da igualdade de gênero e na eliminação do racismo.

Além de Salvador, encontros acontecerão em Maceió, na quarta-feira (6), e no Recife, em 15 de dezembro. As atividades são organizadas pela Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e entidades locais, com o apoio da ONU Mulheres Brasil.

Quase 80% da população brasileira que depende do SUS se autodeclara negra. Foto: UNFPA Brasil/Solange Souza

Quase 80% da população brasileira que depende do SUS se autodeclara negra

Estudos e estatísticas oficiais de saúde apontam que as mulheres negras com idade entre 10 a 49 anos são bastante afetadas por mortes maternas provocadas por causas evitáveis como hipertensão, hemorragia e infecção puerperal. As mortes na primeira semana de vida também são mais frequentes entre crianças negras quando comparadas às brancas.

Além disso, quase 80% da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) se autodeclara negra. Diante desse contexto, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participou nesta semana (4 e 5) de uma oficina promovida pelo Ministério da Saúde para monitoramento e implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra.

Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, e Taís Araújo em frente ao espaço Lélia Gonzalez, uma das pioneiras do movimento de mulheres negras. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

ONU expressa solidariedade a Taís Araújo e critica ataques racistas ‘abomináveis’

Taís Araújo é uma das apoiadoras públicas da ONU Mulheres Brasil e ocupa o cargo honorário de defensora dos Direitos das Mulheres Negras. Ataques racistas feitos à artista foram duramente criticados pela representante da agência no país, Nadine Gasman, que alertou: ‘o discurso de ódio visa à desmobilização do debate central acerca do racismo e dos seus efeitos na vida da população negra’.

Ação digital da ONU Mulheres no Brasil visa colocar negras no centro da Agenda 2030

Na Semana da Consciência Negra, a ONU Mulheres e o Movimento de Mulheres Negras promovem uma ação digital nas redes sociais com o objetivo de colocar as afrodescendentes no centro das ações da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

A iniciativa se integra às ações da ONU Mulheres na campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que acontece até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

O concurso tem como objetivo selecionar vídeos que promovam uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e a busca do pleno exercício de seus direitos. Foto: EBC

Concurso recebe inscrições para vídeos sobre comunidades afrodescendentes

O programa IberCultura Viva e a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançam no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro) o concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”.

As inscrições estão abertas até 15 de fevereiro de 2018. O concurso tem como objetivo selecionar vídeos que promovam uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e a busca do pleno exercício de seus direitos culturais e/ou valorizem sua contribuição para a constituição, a promoção e o desenvolvimento da cultura ibero-americana.

ONU Mulheres divulga novos dados de pesquisa sobre violência contra as mulheres no Nordeste. Foto: Mídia Ninja

ONU Mulheres divulga na quinta (23) estudo sobre violência de gênero no Nordeste

A ONU Mulheres divulgará na quinta-feira (23) estudo inédito sobre violência baseada em gênero no Nordeste brasileiro, detalhando situação de vulnerabilidade racial e socioeconômica das vítimas.

O estudo é realizado por Universidade Federal do Ceará, Instituto para Estudos Avançados de Toulouse e Instituto Maria da Penha, em cooperação com a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, com apoio do Instituto Avon. A divulgação é feita em parceria com a ONU Mulheres Brasil.

Elisa Lucinda: Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Por quê? O que coloca diferença no valor das vidas, neste caso, é o racismo. É ele que permite que a cada 23 minutos um jovem negro seja assassinado no Brasil. Rompa com o racismo e a indiferença! Junte-se à ONU Brasil na campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra. A próxima morte tem que ser evitada!

Racismo: a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil

Elisa Lucinda: Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Por quê?

O que coloca diferença no valor das vidas, neste caso, é o racismo. É ele que permite que a cada 23 minutos um jovem negro seja assassinado no Brasil. Rompa com o racismo e a indiferença!

Junte-se à ONU Brasil na campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra. A próxima morte tem que ser evitada!

O racismo restringe os direitos das pessoas negras, incluindo o de ir e vir. Jovens negros não podem ser impedidos de circular e permanecer em espaços públicos. A campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra, adverte: o lugar da juventude negra é em todo lugar! Lançada pela ONU no mês da #ConsciênciaNegra, a iniciativa quer chamar atenção da sociedade e dos gestores públicos sobre os prejuízos do racismo não só para a população negra, mas para todos os brasileiros.

#VidasNegras: preconceito e o direito de ir e vir

O racismo restringe os direitos das pessoas negras, incluindo o de ir e vir. Jovens negros não podem ser impedidos de circular e permanecer em espaços públicos.

A campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra a juventude negra, adverte: o lugar da juventude negra é em todo lugar! Lançada pela ONU no mês da consciência negra, a iniciativa quer chamar atenção da sociedade e dos gestores públicos sobre os prejuízos do racismo não só para a população negra, mas para todos os brasileiros.

Confira nesse vídeo com o Dream Team do Passinho.

Divulgação/ONU

Campanha Vidas Negras é apresentada ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, em Brasília

Conselheiras e conselheiros de promoção da igualdade racial puderam conhecer mais a fundo na segunda-feira (13), durante reunião em Brasília (DF), o conteúdo e a estratégia da Vidas Negras, campanha nacional das Nações Unidas pelo fim da violência contra a juventude negra.

A ONU foi representada no encontro por Ismália Afonso, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e Lázaro Silva, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), que apresentaram propostas e materiais da iniciativa e buscaram, sobretudo, ouvir as expectativas de representantes da sociedade civil e do governo federal.

Laís Abramo, diretora da Divisão de Desenvolvimento Social da CEPAL,. participou da reunião no Rio. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Nações Unidas discutem abordagem policial e racismo no Brasil

Jovens negros brasileiros são frequentemente vítimas de ações abusivas das forças policiais que, de maneira seletiva, prendem, fazem buscas pessoais e operações de vigilância que geram taxas desproporcionais de aprisionamento dessa população.

Pensando nesse problema, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) promoveu esta semana (8 e 9) no Rio de Janeiro uma reunião sobre o chamado “racial profiling”, ou “perfilamento racial”.

O coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, cobrou uma resposta da sociedade e do poder público à dura realidade enfrentada pela juventude afrodescendente. Foto: UNFPA/Agnes Sofia Guimarães

‘O racismo mata e não podemos ser indiferentes’, diz ONU Brasil em lançamento da campanha #VidasNegras

A ONU Brasil lançou na terça-feira (7) a campanha #VidasNegras, iniciativa de conscientização nacional pelo fim da violência contra a juventude afrodescendente. Em cerimônia que reuniu em Brasília cerca de cem autoridades públicas e representantes da sociedade civil e do corpo diplomático, dirigentes das Nações Unidas alertaram que cinco jovens negros morrem a cada duas horas no país. Por ano, o número chega a 23 mil.

O organismo internacional fez um apelo à sociedade brasileira e ao poder público por repostas ao racismo e à discriminação. Um jovem negro é assassinado a cada 23 minutos no Brasil.

Nações Unidas lançam emoji especial para campanha ‘Vidas Negras’

As Nações Unidas no Brasil lançaram um emoji especial para a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros. A imagem de um punho negro cerrado aparece na postagem dos usuários que utilizarem as hashtags #ConsciênciaNegra e #VidasNegras no Twitter.

O lançamento oficial da campanha ocorre nesta terça-feira (7), durante evento na Casa da ONU em Brasília (DF), com a divulgação de vídeos protagonizados pelos atores Taís Araújo, Kenia Maria e Érico Brás, a poeta Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho.

Foto: Fora do Eixo (CC)

Homicídio de jovens no Brasil é parte de uma série de violações de direitos, diz agência da ONU

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, das 60 mil pessoas assassinadas por ano no país, 67,9% têm entre 15 e 19 anos e, destes, 71,5% são negros e negras. Entre a população jovem negra assassinada, 93,4% são do sexo masculino.

Para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), os homicídios são a ponta do iceberg de uma série de violações de direitos da juventude. “É necessário fortalecer trajetórias e investir em juventude, incluindo uma vida sem discriminação e violência, sem racismo, com o devido acesso à Justiça, à educação de qualidade, à saúde e ao emprego digno”, afirmou Anna Cunha, oficial de programa da agência da ONU.

Rei Ashanti de Gana, Otumfuo Osei Tutu II, durante visita ao Rio de Janeiro. Ele também visitou Salvador e Brasília. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz

Patrimônio da Humanidade, Cais do Valongo recebe visita do rei Ashanti de Gana

Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Cais do Valongo, maior ponto de desembarque do tráfico transatlântico – entre os séculos 16 ao 19 –, recebeu a visita do rei Ashanti de Gana, Otumfuo Osei Tutu II. Durante visita ao Brasil, o rei conheceu um pouco mais sobre a herança africana na cidade do Rio de Janeiro.

Estima-se que, apenas no século 19, entre 500 mil e 900 mil africanos escravizados tenham passado pelo cais, nomeado como Patrimônio da Humanidade em julho deste ano. Saiba como foi a visita nesta matéria do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Banda Bomoko reúne refugiados de Angola e da RD Congo. Foto: divulgação

No Rio, ONU comemora aniversário com banda de refugiados e coletivo da Baixada Fluminense

A Década Internacional de Afrodescendentes será celebrada com música e festa no dia da ONU, em 24 de outubro. O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) realiza evento cultural com apresentação de uma banda de refugiados africanos e um grupo musical da Baixada Fluminense. As apresentações acontecem na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, com entrada franca.

Participam da apresentação a banda de congoleses e angolanos Bomoko, que significa união em lingala. O coletivo Baixada Nunca se Rende reunirá 13 artistas que tocarão reggae, rock e rap e inclui nomes conhecidos como Renato Biguli (Monobloco e Cabeça de Nego) e Eddi Mc (Nocaute).

Documentário "Baixada Nunca se Rende" foi exibido em Belford Roxo (RJ). Foto: Centro RIO+

Centro RIO+ exibe documentário ‘Baixada Nunca se Rende’ em Belford Roxo

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) exibiu na quarta-feira (20) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o documentário “#BXD – Baixada Nunca se Rende”, de autoria do italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

O filme faz parte da inciativa “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável”, projeto que utiliza a música e a arte como ferramentas de engajamento civil.

Luis, de apenas um ano de idade, e sua mãe, Maria Broncano Mejia, indígenas quechua que vivem na comunidade andina de Llacuash, no Peru. Foto: UNICEF/Roger LeMoyne

Países das Américas comprometem-se a melhorar saúde de indígenas, afrodescendentes e ciganos

Ministros dos países das Américas adotaram nesta terça-feira (26) em Washington D.C. (EUA) uma nova política sobre etnicidade e saúde, na qual se comprometem a eliminar os obstáculos que as populações indígenas, afrodescendentes e povos ciganos enfrentam nessa área.

A mortalidade materna e infantil nas populações indígena e afrodescendente das Américas é habitualmente mais elevada. Em alguns países, as taxas de infecção por HIV são nove vezes maiores entre a população afrodescendente em comparação à população branca e os índices de desnutrição infantil entre indígenas são superiores aos da população em geral.

Os cineastas receberam a homenagem após exibição dos filmes na principal sala de cinema do CCBB, com a presença de representantes das Nações Unidas e de membros do júri. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Cineastas são premiados em evento da ONU pelo Dia Internacional da Paz

Três vídeos foram premiados na noite de quinta-feira (21) durante evento organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para a ocasião do Dia Internacional da Paz.

Os filmes “Afronte Negra!”, de Carina Aparecida dos Santos; “Tecendo a Liberdade”, de Luíza Matravolgyi Damião; e “Onde a Música Transforma”, de Pedro Ferrarini e Rodrigo Cabral; foram os vencedores do I Concurso de Vídeos da ONU Nelson Mandela, cujo tema foi “a luta contra a pobreza é uma questão de justiça, não é um gesto de caridade”. Leia entrevista com os realizadores e assista aos filmes.

Especialistas pedem mais investimentos em políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Foto: EBC

Brasil precisa ampliar investimentos na educação de jovens e adultos, alertam especialistas

Mesmo com a queda da taxa de analfabetismo entre maiores de 15 anos na última década, o Brasil permanece entre os dez países do mundo com maior número de analfabetos adultos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

No Dia Internacional da Alfabetização, lembrado nesta sexta-feira (8), especialistas ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) afirmam que o país precisa intensificar seus investimentos na qualidade da educação, de forma a combater a evasão escolar, e em políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

FIDA visitou cooperativas que recebem apoio da ONU e do governo no semiárido piauiense. Foto: FIDA / Manoela Cavadas

Projeto no semiárido do Piauí apoiado pela ONU terá aditivo de R$106 milhões

O governo do Piauí recebe nesta quarta-feira (30) representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas para elaborar a extensão do projeto Viva o Semiárido, iniciativa que visa ao desenvolvimento das comunidades rurais do estado.

Serão financiados planos de negócios nas cadeias produtivas da cajucultura, ovinocaprinocultura, avicultura, apicultura, piscicultura, mandiocultura e artesanato. As ações são voltadas para público prioritário de mulheres, jovens e comunidades quilombolas.

Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Elma Okic/ONU

Relatores da ONU pedem que EUA rejeitem atos racistas de forma incondicional

O órgão das Nações Unidas que monitora a implementação da convenção global sobre a proibição da discriminação racial pediu que políticos e oficiais públicos norte-americanos rejeitassem e condenassem de forma inequívoca e incondicional os discursos e crimes de ódio ocorridos em Charlottesville e em outros locais do país.

Em uma decisão emitida sob o status de “alerta e ação urgente”, o comitê, que monitora a implementação da Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, afirmou que “não deve haver lugar no mundo para ideias racistas e de supremacia branca ou quaisquer ideologias similares que rejeitem princípios essenciais de direitos humanos como a dignidade humana e a igualdade”. Os Estados Unidos ratificaram a convenção em 1994.

Correntes que prendiam escravos. Foto: ONU/Mark Garten

UNESCO lembra importância do conhecimento sobre a história do tráfico de escravos no mundo

Lembrando a demanda universal por liberdade que levou à insurreição de 1791 de escravos no que é agora o Haiti, a chefe da agência de cultura e educação da ONU enfatizou a importância do ensino dessa história aos mais jovens. A declaração foi feita no Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição, lembrado nesta quarta-feira (23).

“Todos precisam saber a escala do crime do tráfico de escravos, as milhões de vidas prejudicadas e o impacto disso no destino dos continentes até hoje. Todos precisam ser totalmente informados da luta que levou à abolição, para que juntos possamos construir sociedades mais justas e, portanto, mais livres”, disse Irina Bokova, diretora-executiva da UNESCO, em mensagem para o dia.

Shopping em Charlottesville, Virginia. Foto: Bobak Ha'Eri/Wikimedia Commons (CC)

Relatores da ONU alertam para recrudescimento do racismo nos EUA

O racismo e a xenofobia estão aumentando nos Estados Unidos, alertou nesta quarta-feira (16) um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas após manifestações e violência de grupos de extrema direita em Charlottesville, no estado da Virginia.

“Estamos indignados com a violência em Charlottesville e o ódio racial demonstrado por extremistas de extrema direita, supremacistas brancos e grupos neonazistas”, disseram especialistas em comunicado conjunto.

Durante o evento, houve apresentação cultural de Luana Euzébio, Cris de Souza, Cleo Street e Thug Dee. Foto: UNFPA Brasil.

Juventude negra é a mais afetada pelas políticas de drogas no Brasil, dizem especialistas

Redução de danos, violência contra jovens e falta de políticas públicas capazes de atender a usuários de drogas foram alguns dos temas que guiaram a segunda sessão de debates na Casa da ONU em Brasília na segunda-feira (14), no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.

O evento foi organizado pela ONU Brasil em parceria com o programa Câmara Ligada da Câmara dos Deputados.

Foto: PNUD/Brenda Hada

ONU promove objetivos globais em Flip marcada por debates sobre exclusão social

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) participou na semana passada da 15ª Festa Literária de Paraty (Flip), na qual enfatizou a importância da conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. A campanha da ONU encontrou terreno fértil em uma Flip marcada por fortes relatos confessionais e denúncias sobre racismo, discriminação e exclusão social.

“Apresentamos a agenda global aos participantes e autores como uma ferramenta de inclusão necessária e próxima aos anseios do público, e não simplesmente como uma agenda distante das pessoas advinda de um relatório das Nações Unidas”, disse Layla Saad, vice-diretora do Centro RIO+.

Youtubers negras vão movimentar redes sociais da ONU Mulheres Brasil com debates sobre igualdade de gênero e racial. Imagem: ONU Mulheres Brasil

Com youtubers negras, ONU Mulheres realiza campanha sobre empoderamento das brasileiras afrodescendentes

A partir desta segunda-feira (24) e até a próxima sexta-feira (28), cinco youtubers negras, jovens e brasileiras ocuparão as redes sociais da ONU Mulheres Brasil para discutir o papel das afrodescendentes no cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas. Ações são parte da campanha #SouNegraEQueroFalar, que lembra as mobilizações das mulheres negras no chamado Julho das Pretas e também o Dia da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora, comemorado na América Latina no dia 25 de julho.

Sítio Arqueológico do Cais do Valongo não é apenas o principal cais de desembarque de africanos escravizados em todas as Américas, como é o único que se preservou materialmente. Foto: UNIC Rio/Natalia da Luz

Cais do Valongo, no Rio, é inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO decidiu incluir em sua Lista do Patrimônio Mundial o sítio arqueológico Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, por seu significado para gerações passadas, presentes e futuras no que se refere à história do tráfico atlântico e a escravização de africanos. A decisão ocorreu no domingo (9) durante a 41ª reunião do Comitê, realizada na Polônia.

Para a representante interina da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, “o Cais do Valongo tem valor histórico, arqueológico e cultural, traz memórias de um período da história que não pode se repetir jamais e, por isso mesmo, precisa ser lembrado”.

Taís Araújo, defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, ao lado de Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, e Niky Fabiancic, coordenador-residente da ONU Brasil. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU discute situação das mulheres negras no Brasil

Recém-nomeada defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil, Taís Araújo foi apresentada pela representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, ao Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia do Sistema das Nações Unidas no Brasil, uma das instâncias de articulação e gestão da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e da Década Internacional de Afrodescendentes. O encontro ocorreu na segunda-feira (3), na Casa da ONU, em Brasília.

ONU Mulheres foi uma das entidades apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, em 2015. À direita, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

ONU Mulheres e movimento de mulheres negras discutem em Brasília ações para Agenda 2030

A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, apresentou no fim de junho (27) em Brasília a estratégia de comunicação e ação política “Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030” para organizações brasileiras de mulheres negras.

Segundo Nadine, este é o momento de as organizações traçarem um posicionamento para atuação conjunta, garantindo o cumprimento da Agenda 2030 e por um Planeta 50-50. “Nós contamos com as organizações de mulheres negras do país para traçar os rumos dessa estratégia. Somente vamos obter êxito se trabalharmos conjuntamente. Há muito o que ser feito, e a ONU Mulheres está disposta atuar como colaboradora desse processo”, declarou.