Década Internacional de Afrodescendentes

Ao declarar a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a comunidade internacional reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos. Cerca de 200 milhões de pessoas autoidentificadas como afrodescendentes vivem nas Américas. Muitos outros milhões vivem em outras partes do mundo, fora do continente africano. Confira abaixo notícias e visite o site oficial: http://decada-afro-onu.org

Mulheres negras usam tecnologia para enfrentar racismo

A campanha Vidas Negras da ONU Brasil conversou com três mulheres negras que enfrentam as desigualdades raciais usando ciência e tecnologia.

Lana de Souza trabalha numa plataforma que recebe vídeos registrando abusos de agentes do Estado. Juliana Marques, da Rede Umunna, participa de uma iniciativa criada para difundir informação quantitativa e qualitativa sobre a presença de mulheres negras em espaços de tomada de decisão. Silvana Bahia lidera um projeto cujo objetivo é estimular a entrada de mais mulheres negras nas diferentes áreas de tecnologia.

Jovens durante a Marcha das Mulheres Negras de Brasília (DF), em 2015. Foto: Mídia Ninja

Em dia mundial, ONU Brasil homenageia ativistas e artistas negras

Em uma roda de conversa para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic, homenageou na terça-feira (24), em Brasília (DF), ativistas e artistas negras, como Sueli Carneiro, Carolina Maria de Jesus, Marielle Franco e Angela Davis. Para o dirigente, os esforços dessas mulheres permitiram enxergar o sexismo e o racismo como elementos estruturantes da sociedade.

Lideranças quilombolas se reúnem com governo e parceiros para discutir o censo demográfico de 2020. Foto: UNFPA Brasil

Lideranças comunitárias debatem inclusão da população quilombola no censo do Brasil

Para discutir estratégias de inclusão da população quilombola no censo brasileiro de 2020, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reuniram neste mês, em Brasília, lideranças comunitárias e ativistas. Encontro discutiu avanços e desafios para garantir que o questionário do IGBE tenha perguntas sobre autoidentificação e pertencimento a povos tradicionais.

Equipe do curta "Alma Crespa". Foto: Alma Crespa

‘Alma Crespa’ e quatro curtas brasileiros vencem prêmio em parceria com UNESCO

O programa de cooperação intergovernamental IberCultura Viva divulgou no início de junho (8) os dez vencedores do concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, que teve mais de 130 inscritos.

Entre os vencedores, está o curta “Alma Crespa”, de Rebecca Joviano e Paulo China, que conta a história de Iza, uma jovem carioca cujo sonho é ser reconhecida por sua alma, e não por sua cor. Leia entrevista que os realizadores concederam ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Criado nos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000, o passinho foi reconhecido oficialmente, no último dia 20, como patrimônio cultural do Rio. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Passinho é reconhecido como patrimônio cultural do Rio de Janeiro

Criado nos bailes funks das favelas cariocas no início dos anos 2000, o passinho foi reconhecido oficialmente, no último dia 20, como patrimônio cultural do Rio. A decisão da Câmara Municipal veio com a aprovação do projeto de lei Nº 390/2017, da vereadora Verônica Costa (MDB). A medida estabelece que o órgão de preservação do patrimônio da cidade passa a zelar pelo passinho e que o Poder Executivo local agora tem o dever de apoiar iniciativas de valorização e divulgação da dança.

O Dream Team do Passinho é um dos apoiadores da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra, da ONU Brasil. A campanha apoia todas as iniciativas dedicadas a valorizar as vidas dos jovens negros brasileiros, que têm hoje quase três vezes mais chances de serem assassinados em comparação com os brancos na mesma faixa etária.

Índice de homicídios no Brasil é o sétimo maior das Américas, de acordo com a OMS. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Atlas da Violência aposta nos objetivos globais para prevenir violência contra jovens e negros no Brasil

Produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Atlas da Violência 2018 apontou a desigualdade na distribuição dos assassinatos entre negros e brancos. Enquanto a taxa de homicídios entre os primeiros é de 40,2 por 100 mil habitantes, no segundo grupo ela fica em 16 por 100 mil. De todas as vítimas do crime a cada ano no país, 71,5% são negras.

Uma das novidades da edição 2018 do documento é um capítulo dedicado a chamar atenção para o potencial dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas metas nas estratégias de redução da violência letal. Em geral, os ODS estabelecem diretrizes a serem alcançadas pelos países nos próximos 12 anos, daí o título de Agenda 2030. O plano de ação internacional oferece parâmetros que permitem inclusive ao Brasil verificar se está ou não conseguindo superar desafios em várias áreas como, por exemplo, a de segurança pública.

Participantes do Fórum Permanente de Mulheres Negras no encerramento das atividades no Fórum Social Mundial 2018. Foto: Lis Pedreira

Ativistas negras e ONU Mulheres avaliam estratégias para Brasil atingir objetivos globais

Ativistas do movimento de mulheres negras reuniram-se esta semana em Brasília (DF) com equipes técnicas do governo federal, de institutos de pesquisa e das Nações Unidas para avaliar estratégias de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil.

Este foi o primeiro encontro do Comitê de Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, parceiro da ONU Mulheres, que tem como objetivo avaliar o progresso dos ODS com foco em gênero e raça.

ONU Mulheres foi uma das entidades apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, em 2015. À direita, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

ONU e UnB promovem ‘Diálogos Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50’

Os 30 anos da articulação política do movimento de mulheres negras, celebrados ao longo de 2018, são o fio condutor da atividade acadêmica “Diálogos Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver” que acontecerá na próxima quarta-feira (20/6), das 14h às 19h, em Brasília, informou a ONU Mulheres.

Para participar do encontro, é necessário fazer inscrição pela Internet até terça-feira (19). Também haverá transmissão online.

Museu Afro Brasil, em São Paulo. Foto: Agência Brasil

Pacto Global e governo de SP lembram 130 anos de lei que aboliu escravidão no Brasil

A Rede Brasil do Pacto Global foi uma das realizadoras do seminário “Abolição 130 anos depois: A Lei e o exercício da lei” que ocorreu no início de maio (10) no Museu Afro Brasil, em São Paulo.

O evento promoveu um um bate-papo com estudantes da rede pública e demais inscritos sobre negritude, políticas afirmativas, racismo e violência contra a população negra.

O encontro fez parte da agenda “O Mundo que Queremos”, em comemoração aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Hoje, a historiadora Heliana Hemetério, que também é especialista em gênero e raça, compõe a vice-presidência da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Foto: Alexander Hugo

Dia Laranja: historiadora Heliana Hemérito é símbolo do combate a violência, racismo e LGBTIfobia

Aos 65 anos, Heliana Hemetério tem muitas histórias para contar. Mulher negra e lésbica, iniciou sua vida na militância social em 1986, quando se engajou politicamente com o movimento negro. Percebeu posteriormente que uma pauta importante não estava sendo abordada naquele espaço — o gênero. Naquele momento, transitou para o movimento de mulheres negras e, em seguida, para o movimento feminista. No início da década de 1990, começou a frequentar espaços de discussões relacionadas à população LGBTI.

Heliana Hemérito deu entrevista à Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) como parte da ação digital “Destaque-Laranja”, uma iniciativa que diversas agências do Sistema ONU no Brasil farão, ao longo do ano, em reconhecimento a pessoas, cidades, escolas, universidades, empresas e outras instituições com atuação relevante para a prevenção e eliminação da violência contra as mulheres e meninas no país.

Capoeira, 1835. Desenho de Johann Moritz Rugendas

ESPECIAL: Entre o Brasil e a África houve uma troca forte e poderosa, diz Alberto da Costa e Silva

Durante mais de 350 anos de tráfico transatlântico, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de africanos escravizados.

Entre os séculos 16 e 19, este brutal comércio fez prisioneiros de diferentes partes da África. Cerca de 12 milhões de pessoas foram retiradas de seus lares e, nesta travessia, mais de 2 milhões de africanos perderam suas vidas.

O Brasil foi o maior receptor desse fluxo forçado, o que deu ao país o título de segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria, na África.

Neste especial sobre o Dia da África, criado em 25 de maio de 1963 e marcado anualmente pela comunidade internacional, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) entrevista Alberto da Costa e Silva – ex-embaixador em países africanos e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) – sobre a importância do continente africano para a formação do Brasil e sobre o cruel tráfico transatlântico.

Confira o vídeo especial.

Jovens acompanham o lançamento da iniciativa. Foto: UNIC Rio/Brenno Felix

Comitê para prevenção de homicídios no Rio quer valorizar histórias de vida por trás dos números

Desde o ano passado, diversas instituições, entre órgãos de governo, do sistema de Justiça e organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro, têm se reunido com o objetivo de traçar estratégias para enfrentar a violência letal contra adolescentes no estado. Atualmente, 22 organizações participam da iniciativa.

Na quinta-feira (10), mais um passo decisivo foi dado pelo grupo — as entidades firmaram compromisso com a implementação do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes, em cerimônia no Centro Cultural da Justiça Federal, no centro da capital fluminense.

A representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer, destacou que a prevenção e redução dos homicídios têm sido um dos principais desafios na efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes no país. “O Brasil teve um avanço em lidar com a mortalidade infantil. Mas agora as mortes acontecem em outra fase, na adolescência. São 29 meninos e meninas assassinados todos os dias no país. Eles são negros, em sua maior parte fora da escola há mais de seis meses e pobres. A prevenção tem de ser assumida como prioridade nacional”, declarou.

Segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros e negras, o que inclui pardos e pretos, compõem 53,6% da população brasileira. Foto: EBC

UNESCO e parceiro anunciam vencedores de concurso de vídeos sobre comunidades afrodescendentes

O programa IberCultura Viva divulgou na terça-feira (8) os dez vídeos selecionados no Concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. Entre os selecionados, estão cinco vídeos do Brasil, três da Argentina e dois do Chile. Os vencedores receberão prêmios de 500 dólares.

Lançado pelo programa de cooperação intergovernamental IberCultura Viva e pelo escritório de representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, o concurso teve como objetivo selecionar vídeos que promovessem uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e a busca do pleno exercício de seus direitos culturais.

Documentário de 33 minutos, da cineasta e antropóloga cultural Dra. Sheila S. Walker, conta como centenas de milhares de africanos foram arrancados de sua terra natal durante anos ao longo da escravidão. As comunidades da diáspora africana que se desenvolveram em todo o mundo usaram os conhecimentos e habilidades trazidos da África para contribuir para a formação de novas sociedades.

DOCUMENTÁRIO: Rostos familiares, lugares inesperados – uma diáspora africana global

Documentário de 33 minutos, da cineasta e antropóloga cultural Dra. Sheila S. Walker, conta como centenas de milhares de africanos foram arrancados de sua terra natal durante anos ao longo da escravidão.

As comunidades da diáspora africana que se desenvolveram em todo o mundo usaram os conhecimentos e habilidades trazidos da África para contribuir para a formação de novas sociedades.

Este filme leva os espectadores a uma viagem das Américas para a Turquia, Índia e outros locais pelo mundo para descobrir a rica cultura e as contribuições de afrodescendentes.

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Desigualdades raciais no Brasil comprometem oportunidades de trabalho e desenvolvimento humano

Estudos mostram que a cor da pele é componente central na estruturação das desigualdades no Brasil, afetando o acesso ao emprego e a maiores níveis de desenvolvimento. No país, negros vivem, estudam e ganham menos do que brancos.

“Desenvolvimento humano é quase um sinônimo de liberdade. Para que haja desenvolvimento humano é imprescindível que as oportunidades e capacidades existentes em uma sociedade sejam amplas, para que as pessoas possam escolher a vida que desejam ter”, disse Vanessa Zanella, integrante da equipe responsável pelo relatório do PNUD. Leia reportagem especial sobre o tema.

Confira o recado de Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil. Ele convida governos, sociedade civil e você a participar da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

Pessoas em maior vulnerabilidade ao homicídio tem idade e cor, diz chefe do UNFPA no Brasil; vídeo

No Brasil, a principal causa de morte entre os jovens é o homicídio. Mas as pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade a esse crime, além de idade, têm cor.

Confira o recado de Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil.

Ele convida governos, sociedade civil e você a participar da campanha #VidasNegras, pelo fim da violência contra a juventude negra.

Rafaela Silva, judoca brasileira, campeã olímpica e mundial. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Judoca Rafaela Silva critica racismo em abordagem policial

“Desce! Desce!”. Foi com essas palavras e com arma em punho que um policial abordou a judoca Rafaela Silva.

Em fevereiro desse ano, a atleta foi parada por agentes de segurança quando estava num táxi indo do aeroporto Tom Jobim para Jacarepaguá, bairro onde mora, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Em entrevista à ONU, a campeã olímpica lembra o ocorrido e questiona: se fosse uma pessoa de cor diferente, o tratamento não seria o mesmo. Confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo.

Trabalhadoras domésticas fazem uso das novas tecnologias para organização política e acesso a direitos. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Federação de domésticas cria aplicativo para divulgação de direitos trabalhistas

Há dois anos, Luiza Batista preside a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), que reúne 26 sindicatos e uma associação. A federação representa uma das categorias com maior número de profissionais do Brasil, composta por mais de 6 milhões de pessoas – a maior parte mulheres (92%) e negras (60%).

Surgida na década se 1930, a federação das trabalhadoras domésticas adota novas tecnologias para estar mais perto de sua base. Em dezembro do ano passado, lançou o aplicativo Laudelina, projeto desenvolvido com financiamento do Google, em parceria com a empresa de software Themis e apoio da organização Criola e da ONU Mulheres.

Manifestante levanta cartaz onde se lê "vidas negras importam" em Londres em 2016. Foto: Flickr/Alisdare Hickson (CC)

Mortes sob custódia reforçam preocupação com racismo estrutural no Reino Unido, dizem relatores

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas manifestaram no fim de abril (27) sérias preocupações com o número desproporcional de mortes de afrodescendentes e minorias étnicas no Reino Unido como resultado do uso excessivo da força pela polícia.

“As mortes reforçam as experiências de racismo estrutural, super policiamento e criminalização de pessoas de ascendência africana e outras minorias no Reino Unido”, disseram os relatores da ONU em comunicado.

Mulheres Negras seguiram em marcha, nas ruas de Salvador, durante o Fórum Social Mundial 2018. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Mulheres negras propõem encontro nacional para lembrar 30 anos de articulação política

Testemunhos históricos, pontos de vista diversos sobre a organização política das mulheres negras nos últimos 30 anos e análises da conjuntura por ativistas de diferentes gerações marcaram o Fórum Permanente de Mulheres Negras ocorrido no Fórum Social Mundial Social 2018, em 14 e 15 de março, em Salvador (BA).

Cerca de 200 ativistas avaliaram a articulação política e as áreas de incidência contra o racismo, o sexismo e outras formas de opressão, protagonizados pelas mulheres negras no Brasil e na América Latina e Caribe. O relato é da ONU Mulheres.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Medo da violência policial e de acusações injustas é maior entre a população negra do Rio

Diferentes estudos e pesquisas recentes têm apontado que, no Brasil, a violência se distribui de forma desigual. Um dos principais marcadores desta desigualdade é o perfil racial das vítimas: de cada dez pessoas assassinadas, sete são negras.

Desde o fim de 2017, a campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem pautado o tema da “filtragem racial” — submeter a abordagem policial, investigar e sentenciar mais pessoas de determinado grupo racial que de outros. Leia a reportagem completa sobre o tema.

Abdias Nascimento na Câmara durante pronunciamento, convenção nacional do PDT. Tribuna da Câmara dos Deputados, 1982. Foto: Acervo Abdias Nascimento/IPEAFRO

Há 40 anos, livro de Abdias Nascimento denunciava violência contra população negra do Brasil

Quarenta anos depois, o livro de Abdias Nascimento – uma obra de referência no debate étnico-racial – é relançado para denunciar a violência contra a população negra no Brasil.

Falecido em 2011, aos 97 anos, Abdias deixou um legado de luta contra o racismo na literatura, na política e em muitos aspectos da sociedade brasileira. O ativista – que viveu exilado entre 68 e 81, durante a ditadura militar – foi senador, deputado, escultor, ator e fundador do Teatro Experimental do Negro.

Confira nesse vídeo especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Jesse Jackson (esquerda) conversa com Joseph N. Garba, então representante permanente da Nigéria nas Nações Unidas e presidente do Comitê Especial de Combate ao Apartheid. Foto: ONU/Milton Grant (arquivo)

Reverendo Jesse Jackson fala sobre avanços e retrocessos rumo à igualdade racial nos EUA

Defensor de direitos humanos, o pastor norte-americano Jesse Jackson fazia parte do grupo que acompanhava Martin Luther King no hotel Lorraine, em Memphis, Tennessee, onde o reverendo foi baleado e morto em 4 de abril de 1968.

Em entrevista ao UN News, Jackson falou sobre os avanços dos direitos civis nos Estados Unidos nos últimos 50 anos, lembrando que, no entanto, também estão ocorrendo retrocessos.

Ele destacou as desigualdades sociais nos EUA, onde “poucos têm muito e muitos têm pouco”, e que apesar de haver o princípio da igualdade racial para afro-americanos no país, “não temos igualdade econômica, e a raça foi usada para nos oprimir e nos negar acesso a recursos”.

A vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro há cerca de 20 dias, foi homenageada por seu trabalho exponencial com as populações negras e periféricas. Foto: UNFPA/Thaís Rodrigues

Fundo da ONU discute questões populacionais e presta homenagem a Marielle em Brasília

Com o intuito de discutir os desafios da pauta populacional, o evento “I Diálogos Brasileiros em População e Desenvolvimento – Marielle Franco, presente” iniciou suas atividades na quarta-feira (4) em Brasília (DF). O debate foi aberto pela ex-presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento e conselheira do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Elza Berquó, que falou sobre a atual conjuntura sociopolítica do país e a importância de abordar a situação dos refugiados em âmbito mundial.

O evento também prestou homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada mês passado no Rio de Janeiro. “Marielle foi um marco pela sua participação, renovação e nos lembra as bandeiras da ONU perante o combate ao racismo, ao machismo e a todas as opressões”, disse o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal.

Lisiane Kaastrup é especialista de soluções da Microsoft e membro do Conselho Consultivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: Acervo Pessoal

Profissionais negras demandam mais políticas afirmativas no mercado corporativo brasileiro

As empresas brasileiras e multinacionais com atuação no Brasil começaram a discutir o tema da diversidade de forma mais intensa nos últimos anos, mas falta adotarem políticas e métricas efetivas para aumentar a participação de profissionais negros, ainda extremamente baixa, especialmente nos cargos de liderança. A situação das mulheres negras é ainda mais preocupante.

A avaliação é de quatro profissionais negras e um negro ouvidos pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), segundo os quais o racismo permanece no mercado corporativo brasileiro, onde menos de 5% dos executivos são afrodescendentes, segundo dados do Instituto Ethos. Quando se fala de mulher negra, o percentual é de apenas 0,4%.

O comércio transatlântico de escravos “epicamente vergonhoso” foi o maior movimento forçado e legalmente sancionado de pessoas na história da humanidade. Mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças da África foram escravizados. A lembrança é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos – 25 de março.

Comércio transatlântico de escravos nos alerta para perigos do racismo, diz chefe da ONU

O comércio transatlântico de escravos “epicamente vergonhoso” foi o maior movimento forçado e legalmente sancionado de pessoas na história da humanidade. Mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças da África foram escravizados.

A lembrança é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos – 25 de março.

Crianças de Cidade do Cabo, na África do Sul na década de 1980, quando o casamento inter-racial era ilegal no país. Foto: ONU

Em data contra discriminação racial, ONU pede promoção da tolerância e respeito à diversidade

Pessoas em todo o mundo estão sendo encorajadas pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a pensar em como podem promover melhor a tolerância, a inclusão e o respeito pela diversidade.

Apesar dos avanços, Guterres listou questões urgentes pendentes, como a desigualdade de gênero; o “aumento alarmante” da xenofobia, do racismo e da intolerância; e um ressurgimento dos partidos políticos de extrema-direita e dos pontos de vista neonazistas.

“De insultos e humilhações a crimes de ódio e massacres, das dificuldades de se obter acesso ao mercado de trabalho às práticas racistas institucionalizadas, a discriminação racial assume muitas formas, que às vezes são extremamente brutais, enquanto em outras são ocultas e dissimuladas”, acrescentou a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay.

Hoje, 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a campeã olímpica Rafaela Silva e a ONU Brasil querem falar com você! É sobre filtragem racial. Acontece quando as pessoas são escolhidas para serem abordadas pela polícia por causa da cor. A juventude negra tem que ter o direito de ir ou estar em qualquer lugar sem ser vista como suspeita! É por isso que a Rafaela está com a gente na campanha #VidasNegras: pelo fim da filtragem racial e por igualdade.

Campeã olímpica Rafaela Silva apoia campanha da ONU contra discriminação racial; vídeo

Hoje, 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a campeã olímpica Rafaela Silva e a ONU Brasil querem falar com você!

É sobre filtragem racial. Acontece quando as pessoas são escolhidas para serem abordadas pela polícia por causa da cor.

A juventude negra tem que ter o direito de ir ou estar em qualquer lugar sem ser vista como suspeita! É por isso que a Rafaela está com a gente na campanha #VidasNegras: pelo fim da filtragem racial e por igualdade.

Negra, mãe e socióloga, Marielle Franco (PSOL) atuava desde 2000 dentro das instituições da Maré, complexo de favelas do Rio de Janeiro, trabalhando com cultura e educação. Suas propostas abordavam questões de gênero, raça e cidade. Foto: Mídia Ninja (CC)

Escritório de direitos humanos da ONU cobra investigação do assassinato de Marielle Franco

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) divulgou nesta quinta-feira (15) uma nota sobre o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes. O comunicado é assinado pela porta-voz do ACNUDH, Liz Throssell.

“Condenamos o profundamente chocante assassinato no Brasil da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista. Marielle foi uma reconhecida defensora dos direitos humanos que atuava contra a violência policial e pelos direitos das mulheres e das pessoas afrodescendentes, principalmente nas áreas pobres”, afirma a nota.

No Fórum Social Mundial, Benilda Brito, da N’Zinga Coletivo de Mulheres Negras, disse: "temos a legitimidade da pauta, provamos que a democracia racial era uma mentira". Foto: ONU Mulheres

Com apoio da ONU, mulheres negras debatem articulação política durante Fórum Social Mundial

Mulheres negras brasileiras e de países de América Latina, Caribe e África têm programação específica no Fórum Social Mundial, que começou na terça-feira (13) em Salvador (BA), com a expectativa de reunir 20 mil ativistas sociais de todo o mundo sob o lema “Resistir é criar, resistir é transformar”.

Durante o Fórum Permanente de Mulheres Negras, a ONU Mulheres fará o lançamento local da publicação “Mulheres Negras na Década Internacional de Afrodescendentes”, produzida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e traduzida para o português por iniciativa do Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil.

O concurso tem como objetivo selecionar vídeos que promovam uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e a busca do pleno exercício de seus direitos. Foto: EBC

IberCultura Viva e UNESCO divulgam candidatos aprovados para próxima etapa de concurso de vídeos

O programa IberCultura Viva e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) divulgaram a lista final dos candidatos habilitados a seguir para a próxima etapa do concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”.

Dos 132 vídeos inscritos, foram habilitados 90, sendo 57 do Brasil, 16 da Argentina, seis do Chile, três da Costa Rica, três do Equador, três do Uruguai, um do Peru, e um do México.