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O ODS 3 diz:

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 3 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. E a meta 3.3 especifica: “Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis”.

  

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods3 e notícias sobre o tema abaixo. Acesse também o site do UNAIDS Brasil (www.unaids.org.br).

Enfermeiras e médicas avaliam o estado de saúde de um bebê prematuro em Bogotá, na Colômbia. Foto: OPAS

Países avançam na eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas

Países da América Latina e do Caribe estão avançando em direção à eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas, mas os progressos têm sido desiguais, de acordo com um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2017, 20 países e territórios das Américas relataram dados que indicam a eliminação da transmissão vertical do HIV; sete receberam a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, estima-se que, a cada ano, 3,5 mil crianças nasçam com HIV ou contraiam o vírus de suas mães na América Latina e no Caribe.

A política sueca Gunilla Carlsson foi nomeada diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

Secretário-geral da ONU nomeia política sueca como diretora-executiva interina do UNAIDS

O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou a política sueca Gunilla Carlsson diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), informou a organização no sábado (18).

Antes de ingressar no UNAIDS, em fevereiro do ano passado, Gunilla atuou como representante eleita no Parlamento Sueco e como ministra da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento em seu país.

UNAIDS participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sobre projetos de lei voltados à população LGBTI. Foto: CDHM/Fernando Bola

UNAIDS Brasil participa de audiência pública sobre projetos voltados à população LGBTI

Como parte da semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente em 17 de maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou na quarta-feira (15) de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O objetivo foi debater os projetos de lei voltados à igualdade de direitos e à proteção jurídica da população LGBTI.

A celebração do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais, em 17 de maio de 1990. A data já recebeu reconhecimento oficial de vários Estados, instituições internacionais como o Parlamento Europeu e inúmeras autoridades locais, incluindo as agências das Nações Unidas.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, apresentados durante a audiência pública, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTI é assassinada no Brasil. A cada duas horas, acontece uma agressão. Nesse contexto, a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos. O Congresso Nacional Brasileiro não aprova leis protetivas para a população LGBTI há 31 anos, desde a Constituição de 1988.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

Agências da ONU pedem que países promulguem leis para proteger pessoas LGBTI

Na ocasião do Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede que todos os países removam leis discriminatórias contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais (LGBTI).

“Todos nós temos a obrigação moral e legal de remover leis discriminatórias e promulgar leis que protejam as pessoas da discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Para acabar com a epidemia de AIDS, as pessoas precisam ser protegidas. Precisamos de justiça e igualdade para todos.”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também se manifestaram sobre o tema. O IDAHOT, uma celebração mundial da diversidade sexual e de gênero, é comemorado anualmente em 17 de maio.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Programa da ONU e fundação promovem pesquisa global sobre qualidade de vida da população LGBTI

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a LGBT Foundation realizam uma pesquisa online sobre a felicidade, a vida sexual e a qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo. Disponível em português e em mais de outros 16 idiomas, o levantamento é pioneiro e visa lançar luz sobre os desafios vividos pela população LGBTI, incluindo a discriminação nos serviços sociais e de saúde.

Foto: UNAIDS

ONU alerta para vínculos entre violência de gênero e HIV no Oriente Médio

No Oriente Médio e norte da África, existem cerca de 220 mil pessoas soropositivas, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). De acordo com o organismo internacional, mulheres vítimas de abuso podem estar mais vulneráveis à infecção pelo vírus da AIDS. Para responder a esse cenário, um projeto criado em 2018 pela agência da ONU dá voz às mulheres que desejem falar sobre os vínculos entre violência de gênero e HIV.

Michel Sidibé, diretor executivo do UNAIDS. Foto: Mark Garten/ONU

Diretor-executivo do UNAIDS deixa o cargo e assume posto de ministro da Saúde do Mali

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou nesta quinta-feira (9) seu diretor-executivo há dez anos, Michel Sidibé, por sua nomeação como ministro da Saúde e Assuntos Sociais do Mali.

Defensor de uma abordagem centrada nas pessoas para questões de saúde e desenvolvimento, Sidibé deixa uma “contribuição notável para a resposta à AIDS, ajudando a salvar e melhorar as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo”, de acordo com o UNAIDS.

Sidibé será substituído provisoriamente pela vice-diretora executiva de Gestão e Governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson.

UNAIDS alerta para falta de preservativos na África Subsaariana

O uso de preservativos, quando realizado de forma consistente e correta, é um dos métodos mais eficazes e baratos para impedir a transmissão sexual do HIV. Mas em muitas partes do mundo, a camisinha não está disponível para todos.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alerta que, na África Subsaariana, estimava-se em 2015 que 6 bilhões de preservativos masculinos eram necessários, mas somente 2,7 bilhões foram distribuídos na região.

UNAIDS pede que África do Sul acelere ações de resposta ao HIV

Durante visita à África do Sul, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, alertou que a resposta global à AIDS está em um ponto de inflexão. Segundo ele, os ganhos obtidos até hoje podem ser facilmente revertidos a menos que esforços sejam feitos para alcançar as metas estabelecidas para 2020 e para a próxima década no tema.

Sidibé também se reuniu com o ex-presidente da África do Sul Kgalema Motlanthe, e pediu que ele mantenha as pessoas atentas aos sérios riscos de a resposta à AIDS perder sua força, especialmente em relação à necessidade de envolver mais homens na testagem do HIV e no tratamento contínuo.

Distribuição de contraceptivos e materiais de informação sobre HIV e Aids. Foto: UNFPA/UNFPA Brasil/Solange Souza

Agenda traça estratégia para ampliar acesso de populações-chave a tratamento para HIV

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde lançou a “Agenda estratégica para ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chave em HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis”.

A agenda reúne um conjunto de estratégias para ampliar e qualificar as ações de saúde destinadas às populações consideradas chave e centrais para o enfrentamento das epidemias de HIV, hepatites virais e sífilis no Brasil — pessoas que usam álcool e outras drogas, travestis e pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade. Tais grupos ainda enfrentam grandes obstáculos para obter acesso a cuidado integral e aos programas e serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento em HIV e outras ISTs.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apoia a iniciativa.

Teste de HIV. Foto: Agência Brasil/Arquivo

UNAIDS celebra evidências de que terapia antirretroviral interrompe transmissão do HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) informou ter acolhido “calorosamente” os resultados do estudo PARTNER2, segundo os quais o HIV não é transmitido quando uma pessoa vivendo com o vírus está em terapia antirretroviral efetiva.

O estudo envolveu cerca de 1 mil casais gays sorodiferentes — em que um parceiro vive com HIV e o outro não — e mostrou que não houve transmissão quando a pessoa que vive com o vírus estava em terapia antirretroviral efetiva e tinha a carga viral suprimida.

UNAIDS participa de encontro sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife. Foto: UNAIDS

UNAIDS discute implementação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou no fim de abril (30) em Recife (PE) do 1º Diálogo Público sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento foi organizado pela ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, como co-facilitadora do Grupo Temático (GT) da Sociedade Civil para Agenda 2030, em parceria com a Associação Brasileira de ONGs (ABONG).

O objetivo do encontro foi fortalecer o diálogo entre organizações da sociedade civil, gestão pública, academia, imprensa e outros grupos sobre a importância dos objetivos que compõem a Agenda 2030.  

A educação integral em sexualidade desempenha um papel central na preparação de adolescentes e jovens para uma vida segura, produtiva e satisfatória, disse o UNAIDS. Foto: UNAIDS

UNAIDS: Educação integral em sexualidade contribui para uma vida mais saudável entre jovens

A educação integral em sexualidade desempenha um papel central na preparação de adolescentes e jovens para uma vida segura, produtiva e satisfatória, e é um componente importante de um conjunto de prevenção do HIV para jovens, informou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A educação em sexualidade proporciona oportunidades para aprender e adquirir conhecimentos abrangentes, precisos, baseados em evidências e apropriada à idade sobre sexualidade e questões de saúde sexual e reprodutiva.

Neste Dia Mundial contra a AIDS, programa da ONU destaca a importância do direito à saúde e os desafios que as pessoas vivendo com HIV enfrentam no exercício deste direito. Foto: Imprensa MG/Adair Gomes

Programas da ONU avaliam estigma associado ao HIV no Brasil

Pela primeira vez, o Brasil fará parte de uma pesquisa da ONU para avaliar o estigma associado ao vírus da AIDS. Programas das Nações Unidas começaram neste mês (15) a aplicar questionários do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV, uma metodologia já utilizada em mais de cem países. Até o fim de maio, mais de 2 mil brasileiros soropositivos terão sido entrevistados no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília.

O governo da Costa do Marfim anunciou seu compromisso em parar de aplicar cobranças de usuários por acesso aos testes de HIV e serviços de tratamento. Foto: UNAIDS

Costa do Marfim sinaliza remover cobranças de usuários por serviços de HIV

O governo da Costa do Marfim sinalizou esta semana sua intenção de interromper a cobrança por testes e tratamento de HIV no país, declarando que aplicará decisões anteriores para evitar que pessoas vivendo ou afetadas pelo vírus sejam obrigadas a pagar por serviços.

Em 2017, havia mais de 500 mil pessoas vivendo com HIV na Costa do Marfim e cerca 46% tinham acesso ao tratamento. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Jovens em Moçambique organizam programa de TV para falar sobre gravidez na adolescência, sexualidade e prevenção do HIV. Foto: UNICEF

Jovens precisam de autorização dos pais para acessar serviços de saúde na maioria dos países

Em 68 dos 108 países que forneceram informações para o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em 2017, a lei exigia uma autorização dos pais ou do responsável legal para que um jovem menor de 18 anos pudesse ter acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.

O UNAIDS alerta que, embora muitas vezes o objetivo dessa legislação seja proteger as crianças, as leis, na prática, podem acabar fazendo o oposto, pois desencorajam a utilização dos serviços de saúde entre os jovens.

Membros do colegiado do coletivo RNAJVHA reuniram-se em Brasília (DF) na semana passada (9 e 10 de abril) para desenvolver novo planejamento estratégico para 2019-2020. Foto: UNAIDS

Coletivo planeja estratégias para promover direitos de jovens vivendo com HIV

Membros do colegiado do coletivo RNAJVHA reuniram-se em Brasília (DF) na semana passada (9 e 10 de abril) para desenvolver novo planejamento estratégico para 2019-2020. O encontro aconteceu com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como parte de uma articulação da Rede de Jovens.

A RNAJVHA é um coletivo de atuação nacional voltado para o acolhimento e defesa dos direitos de adolescentes e jovens vivendo com HIV e AIDS. Criada em 2006, durante o I Encontro Nacional de Jovens Vivendo com HIV e AIDS, no Rio de Janeiro (RJ), a rede coordenada por um colegiado de 15 membros (titulares e suplentes) eleitos a cada dois anos.

Altos níveis de estigma e discriminação impulsionam novas infecções por HIV no Egito, que duplicaram entre 2010 e 2016. Mulheres e adolescentes geralmente são as mais vulneráveis. Foto: UNAIDS

UNAIDS apoia ações de saúde sexual e reprodutiva para mulheres no Egito

Quando a família e os vizinhos de Salma Karim descobriram que ela vivia com HIV, eles a expulsaram de casa. Sem ter para onde ir, ela foi forçada a deixar seus dois filhos pequenos para trás. Esta não é uma história incomum no Egito, onde uma em cada cinco pessoas vivendo com o vírus diz ter sido forçada a sair de casa por locatários, familiares ou vizinhos. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Diante desse cenário, o UNAIDS, em parceria com o Ministério da Saúde e População do Egito, uniu esforços para desenvolver uma resposta transformadora de igualdade de gênero à epidemia do HIV no país.

As cidades desempenham um papel essencial na epidemia e na resposta ao HIV. Foto: UNAIDS

Iniciativa do UNAIDS apoia cidades a acabar com epidemia de HIV até 2030

As cidades desempenham um papel essencial na epidemia e na resposta ao HIV. Atualmente, mais da metade da população mundial vive em cidades e, na maioria dos países, elas representam uma proporção alta e crescente das cargas nacionais de HIV.

É o caso de Kigali, em Ruanda, que detém 25% da carga nacional de HIV do país. No caso de Jacarta, o município representa apenas 4% da população total da Indonésia, mas responde por 17% da carga nacional de HIV.

As duas fazem parte do grupo de 10 cidades prioritárias que foram incluídas no primeiro ano do projeto Cidades Fast-Track (Aceleração da Resposta nas Cidades), uma iniciativa conjunta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) com a Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC, na sigla em inglês).

Projeto Transdiálogos leva conhecimento e sensibilização sobre os desafios da população LGBT para profissionais de saúde de Porto Alegre. Foto: UNAIDS

Com apoio da ONU, Porto Alegre torna serviços de saúde inclusivos para população LGBT

Em Porto Alegre (RS), o projeto Transdiálogos capacita profissionais de saúde para melhorar o atendimento à população LGBT. Iniciativa faz parte da resposta do município à epidemia de HIV. A cidade é a capital brasileira com a maior taxa de detecção do vírus — eram 65,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2018, segundo o governo. Entre gays, lésbicas, pessoas trans e bissexuais, a vulnerabilidade à infecção por HIV aumenta.

O Transdiálogos é fruto de uma parceria entre o Executivo municipal, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Na exposição, Wanessa representará personalidades brasileiras engajadas na resposta à epidemia de HIV ao lado nomes internacionais. Foto: UNAIDS

Wanessa Camargo é fotografada por Bob Wolfenson em apoio a exposição sobre prevenção do HIV

Provocar debates educativos para derrubar as barreiras do preconceito e da discriminação sobre temas relacionados à saúde sexual, promover informações e métodos de prevenção e estimular a adesão ao tratamento do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Estes são os principais objetivos da exposição de arte contemporânea O.X.E.S (termo que remete à palavra sexo de trás para frente), idealizada pela ativista e artista plástica Adriana Bertini.

A cantora Wanessa Camargo, Embaixadora de Boa Vontade do UNAIDS no Brasil, foi clicada pelas lentes do fotógrafo Bob Wolfenson para integrar a série de fotografias O.X.E.S Friends, que faz parte do acervo da exposição.

Associação Espoir pour Demain em Burkina Faso apoia saúde sexual e reprodutiva de jovens no país. Foto: UNAIDS

Associação apoia conscientização de jovens sobre HIV e saúde sexual em Burkina Faso

Diante de um público de jovens em Burkina Faso, a presidente da Associação Espoir pour Demain, Christine Kafando, faz perguntas provocadoras. “Você se sente pressionado por outros meninos e meninas?”; “você se sente abandonado por conta da pobreza?”; “você tem todas as informações necessárias sobre sua saúde e HIV? Se não, pode me perguntar ou perguntar aos seus parceiros”.

Os 40 meninos e meninas participantes da oficina acenam. O evento ocorreu em Bobo-Dioulasso, e teve como objetivo criar espaço para que jovens aprendam sobre saúde sexual e façam o treinamento para que se tornem educadores de pares.

Em Burkina Faso, os jovens representam mais de 60% da população e os dados mostram que muitos deles não conhecem seu estado sorológico para o HIV. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Novo código penal de Brunei impõe pena de morte para atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento. Foto: UNAIDS

Agências da ONU pedem que Brunei revogue disposições penais discriminatórias

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) manifestaram nesta quinta-feira (4) preocupação com as novas disposições do código penal de Brunei, que entraram em vigor na véspera.

O novo código, que impõem a pena de morte para a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento, violam várias normas internacionais de direitos humanos, incluindo o direito de viver livre da tortura, de penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. As disposições terão um significativo impacto negativo na saúde e bem-estar geral da população do país asiático, disseram as agências da ONU.

Sede do UNAIDS, em Genebra. Foto: UNAIDS

UNAIDS apresenta plano para criar ambiente de trabalho saudável e acolhedor para funcionários

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apresentou um novo plano de ação para criar uma cultura organizacional positiva e aumentar a consciência dos gestores e funcionários sobre as suas responsabilidades, direitos e deveres.

“Estamos transformando um momento difícil em um momento de oportunidades”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS, sobre a estratégia.

O encontro foi uma das 11 oficinas realizadas em todo o mundo pelo UNAIDS para discutir atualizações do software usado para estimar número de pessoas vivendo com HIV. Foto: UNAIDS

Encontro em Joanesburgo analisa tendências da epidemia de HIV nos países africanos

Mais de 100 pessoas de 11 países da África Oriental e Austral, apoiadas por nove organizações, reuniram-se em Joanesburgo, na África do Sul, para analisar as tendências e taxas da epidemia de HIV em seus países.

O encontro foi uma das 11 oficinas realizadas em todo o mundo pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) entre 28 de janeiro e 30 de março, durante as quais 140 equipes nacionais — incluindo epidemiologistas, coordenadores de programas de HIV e especialistas em monitoramento e avaliação — aprenderam as últimas atualizações do software usado para estimar o número de pessoas vivendo com HIV, novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS.

Amina Mohammed (centro, de vermelho), durante visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na semana passada (22). Foto: UNAIDS

Países devem colocar pessoas vulneráveis no centro, diz vice-chefe da ONU

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão ligados pela ideia de não deixar ninguém para trás. Dessa forma, em cada país e em cada distrito, é preciso definir quem está sendo deixado para trás e colocá-los no centro.

A afirmação foi feita pela vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, durante visita à sede do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) em Genebra, na semana passada (22). Na reunião, ela descreveu sua visão de uma ONU reformada e apta a cumprir os ODS.

Vacina BCG, utilizada contra a tuberculose, é preparada em centro de saúde em Bougouni, no Mali, em março de 2018. Foto: UNICEF/Ilvy Njiokiktjien

UNAIDS: progresso na redução de mortes por tuberculose entre pessoas com HIV é desigual

Às vésperas do Dia Mundial da Tuberculose, 24 de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede aos países que intensifiquem os esforços para alcançar a meta de reduzir 75% das mortes por tuberculose (TB) entre as pessoas vivendo com HIV até 2020, como definido na Declaração Política de 2016 da ONU sobre o Fim da AIDS.

Cerca de 40 países apresentaram um aumento no número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV entre 2010 e 2017. Na Europa Oriental e Ásia Central, o número de mortes por tuberculose entre pessoas vivendo com HIV aumentou em 22% entre 2010 e 2017, com aumentos em quase todos os países da região.

Na América Latina, as mortes aumentaram 7%. A falta de progresso em alguns países é uma indicação clara de que são necessários mais esforços para enfrentar os principais desafios, incluindo a necessidade de equidade e de garantir que grupos vulneráveis ​​tenham acesso a serviços integrados de HIV e TB.

Foto: UNAIDS

UNAIDS: mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV

Meninas adolescentes e mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV. Um milhão de meninas adolescentes vivem com HIV em todo o mundo e, a cada semana, 7 mil meninas adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus. A educação abrangente sobre sexualidade é tão limitada que os níveis de conhecimento sobre prevenção do HIV entre os jovens permaneceram inalterados nos últimos 20 anos.

“Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós”, disse esta semana Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Juntaram-se a ela outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem empoderamento das adolescentes.

Convocado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Rede ATHENA, governos de Austrália e Namíbia e ONU Mulheres — além de 25 parceiros das Nações Unidas e da sociedade civil – o evento “Step It Up!” foi um chamado à ação para meninas adolescentes que são deixadas para trás.

UNAIDS delineou um conjunto de recomendações que os países podem adotar para uma resposta ao uso de drogas com uma abordagem voltada à saúde pública e direitos humanos. Foto: IRIN/Sean Kimmons

UNAIDS: pessoas que usam drogas ainda estão sendo deixadas para trás

Enquanto a incidência de infecção pelo HIV em todo o mundo para todas as idades diminuiu 22% entre 2011 e 2017, as infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis ​​parecem estar aumentando, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Há evidências convincentes e abrangentes de que a redução de danos — incluindo terapia de substituição de opiáceos e programas de agulhas e seringas — previne infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis. No entanto, leis discriminatórias, o estigma generalizado, a discriminação e violência, dificultam o acesso a serviços de saúde e redução de danos.

Centro comunitário na Tailândia oferece agulhas limpas para usuários de drogas injetáveis. Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha

UNAIDS destaca urgência de alcançar pessoas que usam drogas para reduzir infecções por HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelou nesta semana que a incidência do HIV dá sinais de avanço entre pessoas que usam drogas injetáveis, com um aumento de 1,2% em 2011 para 1,4% em 2017.

Em relatório divulgado nesta semana, o organismo internacional pede a descriminalização das drogas como forma de alcançar a população usuária com serviços de saúde e de HIV.

Foto: UNAIDS

Ocorrência do HIV na Nigéria é menor do que se pensava, revela novo relatório

Números divulgados nesta semana (13) pelo governo da Nigéria revelam que o país tem metade dos casos de HIV do que se pensava anteriormente. Autoridades estimam agora que a prevalência do vírus é de 1,4% entre nigerianos de 15 a 49 anos — antes, a estimativa era de 2,8%.

A Agência Nacional para Controle da AIDS e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) calculam que haja 1,9 milhão de pessoas vivendo com HIV no país africano.

O cientista político Cleiton Euzébio de Lima assumiu a a função de diretor interino do UNAIDS após a saída de Georgiana Braga-Orillard. Foto: UNAIDS

Cientista político assume cargo de diretor interino do UNAIDS no Brasil

A partir desta quinta-feira (14), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está sob a coordenação do cientista político Cleiton Euzébio de Lima. Ele assume a função de diretor interino após a saída de Georgiana Braga-Orillard, que esteve à frente do escritório de 2013 a 2019 e deixou o país para assumir o posto de representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em El Salvador.

Cleiton tem mais de dez anos de experiência com a resposta ao HIV no Brasil, tendo trabalhado com foco em prevenção e promoção da saúde e dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e das populações mais vulneráveis ao vírus.

Mandisa e sua família apareceram na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do UNAIDS como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos. Foto: UNAIDS

África do Sul amplia tratamento do HIV para reduzir mortes relacionadas à AIDS

Em 2017, a África do Sul tinha mais de 4,3 milhões de pessoas em tratamento para o HIV e 110 mil mortes relacionadas à AIDS. Ainda há um longo caminho a percorrer para acabar com a epidemia até 2030, mas a África do Sul continua ampliando rapidamente o tratamento do vírus e está determinada em reduzir as mortes anuais relacionadas à AIDS para 80 mil ou menos até 2020.

Leia a história da sul-africana Mandisa, que aparece na capa do Relatório do Dia Mundial contra a AIDS de 2018 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) como prova viva de que o tratamento sustentado do HIV pode suprimir a carga viral e prevenir a infecção por HIV para parceiros e filhos.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Foto: UNAIDS

Líderes africanos pedem impulso à cobertura universal de saúde com qualidade

O impulso à Cobertura Universal de Saúde (UHC, na sigla em inglês) está ocorrendo em muitos países africanos, que já integram a UHC em suas estratégias nacionais de saúde. Entretanto, 11 milhões de africanos são empurrados a cada ano para a pobreza extrema por conta de despesas com hospitais. Permanece, assim, o desafio de o continente conseguir alcançar a cobertura universal e oferecer um pacote de serviços de qualidade para a população.

Um debate sobre o tema ocorreu na semana passada em Kigali, capital de Ruanda, durante uma das maiores reuniões de saúde da África, a Conferência Internacional sobre a Agenda Africana de Saúde de 2019. Co-patrocinado pelo Ministério da Saúde da Ruanda e pela Fundação Africana de Pesquisa e Medicina, o evento contou com a presença de 1,5 mil líderes de saúde, que compartilharam novas ideias e soluções locais para os desafios de saúde mais urgentes do continente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).