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O ODS 3 diz:

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 3 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. E a meta 3.3 especifica: “Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis”.

  

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods3 e notícias sobre o tema abaixo. Acesse também o site do UNAIDS Brasil (www.unaids.org.br).

UNAIDS: acesso à saúde não pode ser privilégio dos mais ricos do mundo

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está participando de vários eventos na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, para destacar a necessidade de os governos cumprirem seus compromissos de realizar a cobertura universal de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás.

“Os serviços de saúde financiados publicamente são o maior equalizador da sociedade”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente mulheres e meninas, que perdem o direito à saúde primeiro e precisam arcar com o ônus de cuidar de suas famílias.”

Há pelo menos três anos, o UNAIDS tem atuado no apoio à Associação da Parada do Orgulho LGBT do Estado de São Paulo para a promoção de encontros e debates. Foto: UNAIDS

UNAIDS felicita Parada LGBT de SP por escolher tema HIV/AIDS para edição de 2021

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ONG responsável pela maior parada LGBT do mundo, pela decisão de adotar o tema HIV/AIDS para a sua 25ª edição, que acontecerá em 2021.

Tratar o HIV e a AIDS como tema central na maior parada LGBT do mundo é de extrema importância, segundo o UNAIDS. Estima-se que um em cada cinco homens gays e HSH (homens que fazem sexo com homens) viva com HIV no Brasil; e que a prevalência do HIV entre travestis e mulheres trans seja superior a 30%.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

Campanha do Ministério da Saúde incentiva testagem para HIV

A partir da estimativa de que 135 mil pessoas vivam com HIV no Brasil sem sabê-lo, o Ministério da Saúde lançou nova campanha publicitária para incentivar a testagem e, consequentemente, o diagnóstico precoce.

“A prevenção é feita com informação. É necessário que as organizações façam esse trabalho em conjunto”, afirmou a representante-residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Katyna Argueta, que participou do evento de lançamento da campanha, em Brasília (DF).

Estudo inédito revela como o estigma e a discriminação impactam pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil. Foto: Imprensa MG/Adair Gomes

Mais de 64% das pessoas que vivem com HIV no Brasil sofreram discriminação

A maioria das pessoas que vivem com HIV e das pessoas que vivem com AIDS no Brasil já passou por pelo menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas. É o que indica um estudo feito com 1.784 respondentes, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019.

Comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% disseram ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família.

O levantamento também evidencia que muitas destas pessoas já passaram por outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e até mesmo agressões físicas (6,0%).

Voluntários do Projeto Viva Melhor Sabendo Jovem em Salvador. Foto: UNAIDS/UNFPA

UNICEF e parceiros promovem ações de testagem e prevenção ao HIV entre jovens de Vitória (ES)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Associação Gold, em parceria com a Prefeitura de Vitória (ES), realizam na sexta-feira (6) a primeira ação nas ruas da cidade do projeto Viva Melhor Sabendo Jovem, que busca identificar adolescentes e jovens vivendo com HIV por meio da testagem rápida e gratuita.

A iniciativa também busca prevenir HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A ação ocorrerá a partir das 19h, na rua da Lama, no Jardim da Penha.

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: organizações comunitárias garantem tratamento a pessoas vivendo com HIV

Em artigo, o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) para a América Latina e o Caribe, César Núñez, afirma que no mundo todo organizações comunitárias têm ajudado a garantir serviços de prevenção, tratamento, cuidados e apoio a pessoas vivendo com HIV e seus pares. Tais organizações ajudaram a garantir que mais de 23 milhões de pessoas tivessem acesso a tratamento em 2018. Leia o artigo completo.

Campanha de UNAIDS e parceiros incentiva diálogo sobre HIV entre jovens e profissionais de saúde

Sob o lema “Fale comigo abertamente”, a campanha para o Dia Mundial contra a Aids deste ano busca mobilizar profissionais de saúde para que conversem abertamente com jovens sobre HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) sem preconceitos, sem estigma e sem discriminação.

A campanha é uma iniciativa de Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Rede Latino Americana de Jovens vivendo com HIV (J+LAC).

Várias outras empresas assumiram novos compromissos para apoiar o crescimento do acesso aos serviços de saúde em evento organizado pelo UNAIDS em Nova Iorque. Foto: UNAIDS

UNAIDS celebra redução do preço da insulina nos países de baixa e média renda

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou o anúncio feito na semana passada (25) pela farmacêutica indiana Biocon Biologics de oferecer insulina humana recombinante (rh-insulina) a um preço 50% mais barato nos países de baixa e média renda.

“O preço não deve ser motivo para escolha entre a vida e a morte”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “O ativismo em torno da AIDS abriu caminho para reduzir o preço de medicamentos que salvam milhões de vidas. Hoje, estamos felizes que a cobertura universal de saúde também esteja se beneficiando das lições aprendidas pela resposta à AIDS.”

O projeto segue o calendário de festas e festivais de rua tradicionais, especialmente aqueles que atraem grande concentração de jovens. Foto: UNICEF

Projeto liderado pelo UNICEF capacita jovens para conversar sobre HIV

As novas infecções por HIV no Brasil aumentaram mais de 20% entre 2010 e 2018. Por isso, é essencial que os jovens brasileiros comecem a falar sobre o HIV e aprendam a se proteger. Esse é o objetivo de um projeto liderado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Mais de 30 jovens foram treinados para trabalhar como voluntários no projeto Viva Melhor Sabendo Jovem (VMSJ) em Salvador (BA). O objetivo é aumentar a conscientização sobre a importância do teste e prevenção do HIV.

O projeto tem o apoio do escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.

Evento em Manaus discutiu tecnologias e métodos de prevenção do HIV/AIDS. Foto: UNFPA Brasil/Solange Souza

Novos casos de HIV crescem 21% no Brasil entre 2010 e 2018

Embora vários países da América Latina tenham mostrado declínios impressionantes na incidência do HIV, o número de novas infecções por HIV na região aumentou 7% entre 2010 e 2018, com 100 mil pessoas contraídas pelo HIV em 2018.

Aproximadamente metade dos países da região viu aumentos na incidência entre 2010 e 2018, com as maiores altas ocorrendo em Brasil (21%), Costa Rica (21%), Bolívia (22%) e Chile (34%). Os dados foram compilados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Na 6ª Conferência de Reabastecimento, realizada em Lyon, na França, nos dias 9 e 10 de outubro, o Fundo Global captou US$ 14,02 bilhões, o valor mais alto de toda a parceria, que trabalha pelo fim das três doenças. Foto: UNAIDS

UNAIDS agradece doações ao Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou estar “fortemente motivado” pelo compromisso que os doadores demonstraram com o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária (Fundo Global). Na 6ª Conferência de Reabastecimento, realizada em Lyon, na França, nos dias 9 e 10 de outubro, a ferramenta captou 14,02 bilhões de dólares, valor mais alto de toda a parceria que trabalha pelo fim das três doenças.

“Eu realmente cumprimento todos os países e parceiros que se comprometeram a investir no Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Esses investimentos são uma salvação essencial para milhões de pessoas em todo o mundo. No futuro, colocar as pessoas no centro será fundamental para fazer com que o dinheiro seja utilizado com mais eficiência.”

O diretor do documentário "Carta para Além dos Muros", André Canto. Foto: UNAIDS

Documentário ‘Carta para Além dos Muros’ aborda o estigma sobre HIV no Brasil

Um apanhado de três décadas de história do HIV e da AIDS no Brasil estará nos cinemas de todas as capitais do país entre os meses de setembro e outubro. O documentário “Carta para Além dos Muros”, dirigido por André Canto, teve sua estreia nacional em 26 de setembro.

O filme mostra a cronologia da epidemia de HIV no país por meio de relatos de especialistas e ativistas de diversas gerações, e é conduzido por uma narrativa inspirada nas crônicas do escritor Caio Fernando de Abreu que dão nome ao filme.

A obra investiga e expõe o estigma e a discriminação como produtos de uma sociedade que insiste em manter marginalizadas as pessoas que vivem com HIV, mesmo 30 anos depois do início da epidemia. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) é parceiro institucional da produção.

Paciente com HIV recebe medicamentos antirretrovirais na Costa do Marfim. Foto: UNAIDS

Sem financiamento sustentável, resposta à AIDS pode falhar

Em 2016, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu a ampliação constante do investimento para a resposta à AIDS em países de baixa e média renda para pelo menos 26 bilhões de dólares até 2020. No final de 2018, no entanto, apenas 19 bilhões de dólares estavam disponíveis, 1 bilhão de dólares a menos do que no ano anterior.

Em vez de ter um aumento constante, o financiamento global para o HIV está diminuindo. O compromisso político simplesmente não está sendo acompanhado pelo financiamento necessário para tornar realidade a visão de acabar com a AIDS. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

As comunidades fazem a diferença e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional, segundo o UNAIDS. Foto: UNAIDS

Parceria investiga câncer do colo do útero em mais de 500 mil mulheres vivendo com HIV

Paralelamente à Assembleia Geral da ONU, o ex-presidente norte-americano George W. Bush e a embaixadora Deborah L. Birx apresentaram em setembro em Nova Iorque os resultados do primeiro ano da parceria Go Further, que visa acabar com a AIDS e o câncer de colo de útero.

A iniciativa alcançou mais de 500 mil mulheres vivendo com HIV em países africanos, realizando exames de detecção do câncer e tratando lesões cancerígenas pré-invasivas. Mulheres vivendo com HIV têm cinco vezes mais chances de desenvolver câncer cervical invasivo. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A atriz de nacionalidade israelense e norte-americana Natalie Portman. Foto: UNAIDS

Celebridades buscam apoio a fundo de combate a Aids, tuberculose e malária

Faltando apenas três semanas para a 6ª Conferência de Reabastecimento do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária (Fundo de Lyon), as celebridades Annie Lennox, Diane Kruger, Natalie Portman e Penélope Cruz lançaram uma petição online pedindo às pessoas que assinem uma carta aberta para crianças de 7 anos.

A carta promete acabar com a epidemia de AIDS, tuberculose e malária até 2030 — o ano em que as crianças se tornarão adultas — e é um pedido de ação para que o mundo intensifique a luta para acabar com as três doenças infecciosas mais fatais. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

“O conhecimento insuficiente sobre a PrEP e até a desinformação entre potenciais usuários e fornecedores impedem a promoção deste método de prevenção.” Rosalind Coleman, especialista em PrEP. Foto: UNAIDS.

Especialista em PrEP fala sobre este método eficaz na prevenção do HIV

Comprovadamente, a profilaxia pré-exposição (mais conhecida como “PrEP”) é altamente eficaz na prevenção da AIDS para pessoas que não vivem com o HIV.

A PrEP pode ser muito útil para populações-chave e é administrada por meio de uma pílula feita de uma combinação de medicamentos.

Atualmente, ela está sendo implementada ou experimentada em diversos países, incluindo o Brasil. Rosalind Coleman, especialista em PrEP, conversou com o UNAIDS sobre o método.

Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Durante a abertura da conferência, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, confirmou seu compromisso com Aceleração da Resposta ao HIV em sua cidade, que responde por 38% de todas as pessoas vivendo com HIV no Reino Unido. Foto: UNAIDS

Encontro em Londres reúne 300 cidades para aceleração da resposta ao HIV

Mais de 700 representantes de cidades de todo o mundo se reuniram em Londres para a primeira conferência sobre Cidades Fast-Track — cidades empenhadas na aceleração da resposta ao HIV.

A reunião, organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC, na sigla em inglês) em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+), tem foco nos esforços e no progresso que as cidades tiveram, bem como nos desafios e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

Fundo ELAS e parcerias promovem, de 24 a 27 de setembro de 2019, o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais. Foto: ONU Mulheres

Encontro internacional no Rio de Janeiro reúne mulheres para alianças globais

Fundo ELAS e parcerias promovem de 24 a 27 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) o 3º Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, que vai reunir mais de 120 mulheres de Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido para criar e fortalecer parcerias e ações coletivas pelos direitos humanos das mulheres e pela defesa de seus corpos e territórios.

O encontro é resultado de uma aliança formada por Fundo ELAS, British Council, ONU Mulheres, Fundação Ford, Global Fund for Women, Open Society Foundations, Instituto Ibirapitanga, OAK Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

Prefeito de Londres, Sadiq Khan: "“Estou contente por poder compartilhar nossos conhecimentos e experiências com outras pessoas”. Foto: UNAIDS.

Líderanças globais se reúnem em Londres para discutir desigualdades na saúde

A capital da Inglaterra sediou, entre 9 e 11 de setembro, o primeiro encontro internacional da ‘Fast-Track Cities’, iniciativa que discute respostas ao HIV e a superação das desigualdades na saúde em centros urbanos.

Organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC), em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e outros parceiros, a conferência uniu mais de 300 cidades que priorizam suas respostas ao HIV, tuberculose (TB) e hepatites virais em suas localidades, a fim de trocarem experiências e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

“Vimos que, para uma resposta efetiva ao HIV, é fundamental eliminar desigualdades, desequilíbrios de poder, marginalização e discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora executiva interina do UNAIDS.

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Foto: UNAIDS

Mister Gay Inglaterra fala sobre estigma enfrentado por pessoas vivendo com HIV

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Depois de anos escondendo sua sorologia positiva, ele quis abordar o assunto publicamente.

“O que ainda me surpreende é que as pessoas me digam: ‘você não parece ter HIV’. Isso mostra como ainda existem conceitos equivocados”, afirmou. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Gunilla Carlsson, diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

ARTIGO: O fim da AIDS é um assunto de todos

Em artigo, a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, e a presidente da coalizão de empresas GBCHealth, Nancy Wildfeir-Field, afirmam que o número de pessoas infectadas pelo HIV e que morrem está diminuindo, mas não na velocidade suficiente.

“Mesmo com a quantidade enorme de necessidades não atendidas, os recursos necessários para impulsionar o progresso diminuíram em 1 bilhão de dólares em 2018. Hoje, há mais pessoas vivendo com HIV do que em qualquer momento da história da epidemia. São cerca de 38 milhões de pessoas, o que torna a AIDS uma das maiores ameaças de saúde e desenvolvimento do nosso tempo.” Leia o artigo completo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. Foto: UNAIDS

Uso de contraceptivo hormonal não aumenta risco de infecção por HIV, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. As novas diretrizes levam em conta as confirmações de um estudo revelando que mulheres com um alto risco de contrair HIV podem usar qualquer forma de contracepção reversível.

Entre os métodos que, segundo a pesquisa, não representam um aumento do risco de infecção, estão injetáveis, implantes e os dispositivos intrauterinos de cobre, também conhecidos como DIUs.

A diretriz da OMS enfatiza, no entanto, que o uso correto e consistente desses métodos contraceptivos não protege tanto do HIV como de outras infecções sexualmente transmissíveis.

O workshop sobre comunicação e HIV na Bahia teve duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Foto: UNAIDS

UNAIDS promove oficina de comunicação sobre HIV na Bahia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) promoveu na segunda-feira (26), em Salvador (BA), o segundo workshop da série “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”. O evento, realizado no auditório do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), é uma ação do UNAIDS com apoio do IRDEB e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e faz parte do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS 2019.

Foram duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Ao todo, cerca de 70 pessoas participaram do seminário, cujo objetivo foi apresentar uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrar práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma, discriminação e direitos humanos.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

ONU lança guia sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram um guia técnico sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes. O documento traz informações sobre prevenção, redução de danos e tratamento ao HIV, cuidado e apoio a essas pessoas, além de dados estatísticos.

Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Brasil e ONU querem promover eliminação da transmissão vertical do HIV em municípios. Foto: EBC

Grupo de trabalho das Nações Unidas aborda transmissão vertical do HIV no Brasil

A transmissão vertical do HIV — quando o bebê pode se infectar durante a gestação, parto ou amamentação — ainda é um desafio de saúde pública em diversos países. Em 2018, cerca de 160 mil crianças de até 14 anos se infectaram no mundo, de acordo com relatório global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Brasil, a eliminação da transmissão vertical do HIV é uma das prioridades do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde para 2019 e 2020. O país aderiu às metas estabelecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) de reduzir a menos de 2% o número de casos de HIV em crianças ou torná-los inexistentes.

Teste de HIV. Foto: Agência Brasil/Arquivo

ONU promove workshop sobre comunicação e zero discriminação em HIV e AIDS

Estão abertas as inscrições para o workshop “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”, que acontece em Salvador na segunda-feira (26) na sede da TVE Bahia. A oficina é uma ação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), com apoio do TVE/Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia (Irdeb) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). As inscrições são gratuitas e vão até 23 de agosto.

A oficina busca trazer uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrações práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma e discriminação, entre outros pontos relacionados. Durante o encontro, busca-se também promover uma reflexão sobre o importante papel da mídia e das diversas áreas da comunicação na resposta à epidemia de HIV.

Winnie Byanyima é a nova diretora-executiva global do UNAIDS. Foto: UNAIDS

Engenheira ugandense Winnie Byanyima é nova diretora-executiva do UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou nesta quinta-feira (15) a nomeação da engenheira ugandense Winnie Byanyima como sua nova diretora-executiva. Byanyima tem mais de 30 anos de experiência em liderança política, diplomacia e envolvimento humanitário.

“Tenho a honra de me juntar ao UNAIDS como diretora-executiva em um momento tão crítico na resposta ao HIV”, disse Byanyima. “O fim da AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 é um objetivo que está ao alcance do mundo como um todo, mas eu não subestimo a escala do desafio que temos diante de nós”.

UNAIDS convoca países a acabar com epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes

Um novo relatório lançado no fim de julho (22), na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.

Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre zero e 14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante frente a 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta definida para 2018 era de 40 mil novas infecções.

“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração”.

Conselho Econômico e Social da ONU pede ação urgente para acelerar resposta à AIDS

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) adotou uma resolução que pede aos países que intensifiquem com urgência os programas informados por evidências para acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. O órgão afirma que a epidemia ainda não acabou e apela para esforços revigorados por parte de todas as partes interessadas.

Embora acolha os avanços alcançados em relação às metas de 2020, a resolução expressa preocupação com as disparidades no progresso entre os países e apela para esforços mais intensos para proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero.

A resolução do ECOSOC acolhe igualmente os esforços do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no sentido de aperfeiçoar e adaptar seu modelo de funcionamento para apoiar de maneira mais eficaz os esforços para acabar com a epidemia no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Menina espera para receber água na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Olivier Asselin

Estudo analisa eficácia das transferências de renda para pôr fim à Aids na África Subsaariana

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), pesquisador questiona a eficácia dos programas de transferência de renda voltados à população economicamente vulnerável no controle da epidemia de Aids na África Subsaariana.

Por muito tempo, o alto nível de infecção pelo HIV na região foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Para Arruda, estes programas são importantes para melhorar a qualidade de vida dos doentes em situação de pobreza, mas também é preciso focar na prevenção entre os mais ricos para alcançar resultados expressivos.

Cada decisão de tratamento para o HIV deve se basear em uma discussão informada com o provedor de saúde, ponderando os potenciais riscos e benefícios, de acordo com a OMS. Foto: EBC/Jehgas Preotto

OMS recomenda dolutegravir como principal opção de tratamento para HIV

Com base em novas evidências que avaliam riscos e benefícios, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso do medicamento dolutegravir (DTG) como tratamento de primeira e segunda linha preferido para HIV para todas as populações, incluindo mulheres grávidas e aquelas com potencial para engravidar.

Em 2019, 82 países de baixa e média renda relataram estar em transição para esquemas de tratamento de HIV baseados no dolutegravir. As recomendações atualizadas visam ajudar mais países a melhorarem suas políticas de HIV.

O UNAIDS Brasil destaca que a adesão e o consequente sucesso do tratamento antirretroviral depende do acesso ininterrupto e em tempo adequado aos medicamentos. Foto: UNAIDS Brasil

Diretora regional da OMS pede que países repensem resposta ao HIV

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes contra o HIV/Aids, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030. O alerta foi feito pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretora regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa F. Etienne.

Novas infecções por HIV tiveram um aumento na Europa Oriental e na Ásia Central (+29%), Oriente Médio e Norte da África (+10%) e América Latina (+7%). Populações-chave (homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais e profissionais do sexo) e seus parceiros sexuais representam agora até 54% das novas infecções em todo o mundo, mas menos de 50% são alcançados com a gama de métodos de prevenção que, combinados, podem evitar a infecção.

“A ciência e a inovação devem encontrar soluções para novos e antigos desafios. Os novos conhecimentos e orientações só terão impacto se houver programas nacionais e sistemas comunitários sólidos nos países para implementá-los”, disse Etienne.