Arquivo da tag: Fim da AIDS

O ODS 3 diz:

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 3 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. E a meta 3.3 especifica: “Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis”.

  

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods3 e notícias sobre o tema abaixo. Acesse também o site do UNAIDS Brasil (www.unaids.org.br).

Os dois jovens se apoiam mutuamente no enfrentamento ao HIV. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU atende venezuelanos vivendo com HIV em Roraima

O venezuelano Misael González, um indígena de 29 anos do povo Pemón Taurepang, havia acabado de conseguir um emprego em uma padaria na Venezuela quando descobriu que vivia com HIV. Tomado por uma mistura de choque e medo do estigma e do preconceito, decidiu deixar a família e cruzar a fronteira com o Brasil em busca de tratamento.

Um médico do programa Mais Médicos que conhecia o mandato do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) o encaminhou ao Espaço Amigável. Lá, ele foi uma das pessoas vivendo com HIV acolhidas pelo Fundo em Roraima, desde o início de 2019. Em junho, foram 13 atendimentos realizados pela equipe da agência da ONU.

Paciente com HIV recebe medicamentos antirretrovirais na Costa do Marfim. Foto: UNAIDS

Governos doaram US$8 bi para esforços contra HIV em 2018, mesmo valor de 10 anos atrás

A doação dos governos para apoiar os esforços contra o HIV em países de baixa e média renda totalizaram 8 bilhões de dólares em 2018. Esse valor representa uma pequena variação na comparação com os 8,1 bilhões de dólares de 2017 e mesmo em relação aos níveis de uma década atrás, de acordo com novo relatório da Kaiser Family Foundation e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Metade dos 14 doadores analisados no estudo aumentou seus gastos em esforços globais contra o HIV de 2017 a 2018; cinco diminuíram seus gastos; e dois os mantiveram estáveis. O financiamento dos governos doadores apoia o atendimento e tratamento do HIV, prevenção e outros serviços em países de baixa e média renda.

Gunilla Carlsson é diretora-executiva interina do UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: Quebrando barreiras, alcançando pessoas com serviços de HIV

Em artigo, a diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, afirma que a epidemia de HIV pôs em destaque as muitas falhas da sociedade. “Onde há desigualdades, desequilíbrios de poder, violência, marginalização, tabus, estigma e discriminação, o HIV toma conta”, disse.

“Globalmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens (15–24 anos) foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018. Esta é uma boa notícia, mas permanece inaceitável que 6 mil novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens aconteçam toda semana. A saúde sexual e reprodutiva e os direitos das mulheres e jovens ainda são muitas vezes negados”, declarou. Leia o texto completo.

Vans móveis levam serviços de HIV e aconselhamento para usuários de drogas injetáveis. Foto: Movimento Positivo

No Leste europeu, ONG aposta em redução de danos para lidar com epidemia de HIV e uso de drogas

A maioria das infecções por HIV em Minsk, capital da Bielorrússia, acontece pelo uso de drogas injetáveis. Para lidar com o problema, o governo e a ONG Movimento Positivo criaram clínicas móveis de diagnóstico do vírus, além de centros de acolhimento onde a população usuária de drogas recebe orientações de pessoas que já consumiram essas substâncias ou foram afetadas de alguma forma pela epidemia de HIV.

O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Foto: UNAIDS

Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos

Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o vírus e, em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por portar seringas ou preservativos.

As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia de direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos na África Oriental e Meridional ocorreram entre mulheres. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Jovem sul-africana exibe miçanga com o símbolo do movimento pelo fim da AIDS. Foto: Peace Corps/PEPFAR

Nova pesquisa mostra progresso parcial na resposta ao HIV na África do Sul

A África do Sul está fazendo grande progresso na expansão dos testes de HIV e no aumento da supressão viral em pacientes que recebem terapia antirretroviral (TARV), mas ainda não atingiu suas metas de cobertura do tratamento e prevenção, de acordo com uma atualização da metodologia Thembisa, lançada em junho na 9ª Conferência da África do Sul sobre AIDS.

A África do Sul está empenhada em atingir as metas 90-90-90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), de Aceleração da Resposta ao HIV até 2020. O objetivo desta estratégia é assegurar que 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% destas pessoas tenham carga viral indetectável.

Passaportes de diferentes países. Foto: Flickr (CC)/Baigal Byamba

Programas da ONU pedem fim de restrições de viagem associadas ao HIV

Dois programas da ONU pediram nesta quinta-feira (27) que 48 países anulem restrições de viagem relacionadas ao HIV. Na visão dos organismos, as limitações fundamentadas na constatação real ou na suposição do estado sorológico de um indivíduo são discriminatórias, além de impedir o acesso das pessoas a serviços de HIV. Medidas também espalham estigma e discriminação.

Das 48 nações e territórios que mantêm restrições, pelo menos 30 ainda impõem proibições à entrada, permanência ou residência com base no estado sorológico para o HIV. Dezenove deportam estrangeiros vivendo com o vírus.

O diretor regional do UNAIDS, Vinay Saldanha, carrega a tocha oficial dos jogos, a “Chama da Paz". Foto: UNAIDS

UNAIDS e parceiros promovem conscientização sobre HIV nos Jogos Europeus em Minsk

Nos Jogos Europeus de 2019, realizados em Minsk, Bielorrússia, os atletas e espectadores estão recebendo informações sobre HIV, disponibilização gratuita de preservativos e de teste rápido para o vírus.

Fruto de uma parceria entre Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), diretoria dos Jogos, Ministério da Saúde da Bielorrússia, organizações da sociedade civil e equipe de país das Nações Unidas, setores #ZeroDiscriminação foram montados na área das disputas oferecendo serviços de HIV.

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

Em São Paulo, programa da ONU participa de Parada LGBTI e conscientiza sobre HIV

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

Novo estudo não encontra relação entre risco de infecção pelo HIV e contraceptivos com progestógeno

Um estudo de pesquisa clínica conduzido em quatro países africanos não encontrou diferença significativa no risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam um dos três métodos anticoncepcionais reversíveis altamente eficazes.

Nos últimos 25 anos, à medida que a epidemia do HIV se instalou em muitos países, vários estudos observacionais sugeriram um possível aumento do risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam contraceptivos injetáveis apenas com progestógeno, particularmente o DMPA-IM.

Devido às limitações no desenho desses estudos, no entanto, não foi possível determinar se as infecções por HIV se relacionaram ao método contraceptivo usado ou a outros fatores. Os resultados recentes são os mais robustos até o momento a abordar essas preocupações.

O estudo foi realizado por um consórcio liderado pela FHI 360, da Universidade de Washington, pelo Instituto de Saúde Reprodutiva e HIV de Wits e pelo Programa de Reprodução Humana da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bandeira da Colômbia hasteada em Bogotá. Foto: Flickr (CC)/Gabriel Britto

ONU elogia revogação de lei na Colômbia que criminalizava transmissão do HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na quinta-feira (13) a decisão do Tribunal Constitucional da Colômbia de eliminar a seção do Código Penal que criminalizava a transmissão do HIV e da hepatite B.

Na avaliação da agência da ONU, a criminalização excessivamente ampla da transmissão do HIV é ineficaz, discriminatória e não melhora os esforços para prevenir novas infecções pelo vírus.

O UNAIDS tem trabalhado com grupos LGBT, organizações da sociedade civil e outros parceiros para promover um ambiente legal apropriado em Botsuana. Foto: UNAIDS

UNAIDS elogia decisão de Botsuana de revogar leis que criminalizavam pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a decisão histórica da Suprema Corte de Botsuana de declarar como inconstitucionais disposições-chave dos Artigos 164 e 167 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizavam atos sexuais privados e levavam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT).

“Esta é uma decisão histórica para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT) em Botsuana”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Ela restaura a privacidade, o respeito e a dignidade das pessoas LGBT no país e este é um dia para celebrar o orgulho, a compaixão e o amor. Eu cumprimento os ativistas, organizações da sociedade civil e grupos comunitários que se empenharam tão intensamente para este momento.”

O grupo visitou a ONG Casa Fonte Colombo, em Porto Alegre. Foto: UNAIDS

Especialistas e técnicos da área de prevenção visitam serviços de HIV em Porto Alegre e Brasília

Uma equipe de técnicos, especialistas e gestores do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde, da Organização Pan-americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) estiveram na segunda-feira (10), em Porto Alegre (RS), e na terça-feira (11), em Brasília (DF), para visitar serviços de saúde públicos, além de participar de encontros com gestores e técnicos locais.

A visita faz parte da reunião técnica para analisar o campo e práticas de prevenção do HIV no Brasil, convocada pelo DCCI, que acontece entre os dias 10 e 14 de junho no país. Ao longo desta semana, especialistas de organismos internacionais, organizações da sociedade civil, além de técnicos e gestores públicos, irão discutir a implementação de prevenção do HIV no Brasil, visando o cumprimento das metas regionais de prevenção de 2020 e de eliminação da AIDS como problema de saúde pública até 2030.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China. Foto: UNAIDS

Rede chinesa dá apoio a mulheres vivendo com HIV que desejam ter filhos

A Rede Chinesa de Mulheres contra a AIDS (WNAC, na sigla em inglês) está se esforçando para garantir que mais mulheres vivendo com HIV e hepatite C no país estejam cientes de que podem ter filhos saudáveis.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China.

É uma plataforma que reúne e defende as mulheres que vivem com HIV e garante que elas recebam a ajuda e o apoio de que precisam para ter acesso a cuidados de saúde adequados e dar à luz bebês livres do HIV.

Conferência Women Deliver, em Vancouver, Canadá, foi organizada por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: UNAIDS

Conferência no Canadá alerta para desafios da saúde sexual e reprodutiva no mundo

Vinte e cinco anos depois da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Egito, há progresso significativo na área de saúde sexual e reprodutiva e nos direitos das mulheres jovens e adolescentes no mundo. O acesso voluntário a métodos contraceptivos modernos aumentou 25% desde 1994, e a qualidade dos serviços de saúde sexual e de HIV também melhorou. No entanto, muito ainda resta a ser feito.

Toda semana são registrados cerca de 7 mil novos casos de infecção por HIV entre mulheres e meninas no mundo. Na África Subsaariana, a chance de infecção por HIV entre meninas com idades entre 15 e 19 anos é três vezes maior do que entre meninos da mesma idade.

O tema foi debatido em evento organizado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante
a Conferência Women Deliver, ocorrida em Vancouver, no Canadá, no início de junho.

Foto: Prefeitura de Olinda / Fernanda Mafra

OMS: 1 milhão de novos casos de ISTs curáveis são registrados diariamente no mundo

Mais de 1 milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis são registrados diariamente entre pessoas de 15 a 49 anos no mundo, segundo dados divulgados na quinta-feira (6) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de quatro infecções – clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“Há uma relativa falta de progresso em parar a propagação de infecções sexualmente transmissíveis no mundo”, disse Peter Salama, diretor-executivo para Cobertura Universal de Saúde e Curso de Vida da OMS. “Este é um alerta para um esforço conjunto, a fim de garantir que todos, em todos os lugares, possam acessar os serviços de que necessitam para prevenir e tratar essas doenças debilitantes”.

Guia reúne diretrizes sobre questões como ampliação de acesso a serviços de HIV, qualidade dos resultados de saúde sexual e reprodutiva e direitos (SSRD) das mulheres vivendo com HIV e promoção da igualdade de gênero. Foto: UNAIDS

Guia dá diretrizes sobre igualdade de gênero em serviços de saúde para HIV

As mulheres que vivem com HIV enfrentam desafios únicos e violações de direitos relacionados à sexualidade e à reprodução, não apenas dentro de suas famílias e comunidades, mas também nas instituições de saúde onde buscam atendimento.

Diante desse cenário, uma publicação conjunta de Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) reúne diretrizes sobre ampliação de acesso a serviços de HIV, qualidade dos serviços de saúde sexual e reprodutiva e direitos (SSRD) para as mulheres vivendo com HIV e promoção da igualdade de gênero.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

UNAIDS lamenta decisão no Quênia de criminalizar pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) disse no fim de maio (25) lamentar a decisão da Suprema Corte do Quênia de manter as principais disposições das Seções 162 e 165 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizam certos atos sexuais privados e levam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

“A decisão é uma oportunidade perdida para o Quênia defender os direitos humanos e restaurar privacidade, respeito e dignidade para a comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero (LGBT)”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Eu compartilho da grande decepção e frustração sentidas pelas pessoas LGBT no Quênia e quero assegurar-lhes o apoio contínuo do UNAIDS para alcançar justiça e igualdade para todos.”

Foto: UNAIDS

UNAIDS lança plataforma para compartilhamento de inovações em saúde

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e parceiros lançaram esta semana uma nova iniciativa para impulsionar o potencial das inovações para melhorar a saúde de todos.

A Health Innovation Exchange é uma plataforma para compartilhamento de inovações em saúde. Ela conectará inovadores a investidores e inovações a implementadores. Lançada paralelamente à Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça, a iniciativa visa apoiar os esforços globais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Enfermeiras e médicas avaliam o estado de saúde de um bebê prematuro em Bogotá, na Colômbia. Foto: OPAS

Países avançam na eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas

Países da América Latina e do Caribe estão avançando em direção à eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B e doença de Chagas, mas os progressos têm sido desiguais, de acordo com um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2017, 20 países e territórios das Américas relataram dados que indicam a eliminação da transmissão vertical do HIV; sete receberam a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, estima-se que, a cada ano, 3,5 mil crianças nasçam com HIV ou contraiam o vírus de suas mães na América Latina e no Caribe.

A política sueca Gunilla Carlsson foi nomeada diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

Secretário-geral da ONU nomeia política sueca como diretora-executiva interina do UNAIDS

O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou a política sueca Gunilla Carlsson diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), informou a organização no sábado (18).

Antes de ingressar no UNAIDS, em fevereiro do ano passado, Gunilla atuou como representante eleita no Parlamento Sueco e como ministra da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento em seu país.

UNAIDS participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados sobre projetos de lei voltados à população LGBTI. Foto: CDHM/Fernando Bola

UNAIDS Brasil participa de audiência pública sobre projetos voltados à população LGBTI

Como parte da semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente em 17 de maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou na quarta-feira (15) de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O objetivo foi debater os projetos de lei voltados à igualdade de direitos e à proteção jurídica da população LGBTI.

A celebração do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais, em 17 de maio de 1990. A data já recebeu reconhecimento oficial de vários Estados, instituições internacionais como o Parlamento Europeu e inúmeras autoridades locais, incluindo as agências das Nações Unidas.

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, apresentados durante a audiência pública, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTI é assassinada no Brasil. A cada duas horas, acontece uma agressão. Nesse contexto, a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos. O Congresso Nacional Brasileiro não aprova leis protetivas para a população LGBTI há 31 anos, desde a Constituição de 1988.

Foto: Mathias Wasik/Flickr/CC

Agências da ONU pedem que países promulguem leis para proteger pessoas LGBTI

Na ocasião do Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia (IDAHOT), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) pede que todos os países removam leis discriminatórias contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais (LGBTI).

“Todos nós temos a obrigação moral e legal de remover leis discriminatórias e promulgar leis que protejam as pessoas da discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Para acabar com a epidemia de AIDS, as pessoas precisam ser protegidas. Precisamos de justiça e igualdade para todos.”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também se manifestaram sobre o tema. O IDAHOT, uma celebração mundial da diversidade sexual e de gênero, é comemorado anualmente em 17 de maio.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Programa da ONU e fundação promovem pesquisa global sobre qualidade de vida da população LGBTI

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a LGBT Foundation realizam uma pesquisa online sobre a felicidade, a vida sexual e a qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo. Disponível em português e em mais de outros 16 idiomas, o levantamento é pioneiro e visa lançar luz sobre os desafios vividos pela população LGBTI, incluindo a discriminação nos serviços sociais e de saúde.

Foto: UNAIDS

ONU alerta para vínculos entre violência de gênero e HIV no Oriente Médio

No Oriente Médio e norte da África, existem cerca de 220 mil pessoas soropositivas, segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). De acordo com o organismo internacional, mulheres vítimas de abuso podem estar mais vulneráveis à infecção pelo vírus da AIDS. Para responder a esse cenário, um projeto criado em 2018 pela agência da ONU dá voz às mulheres que desejem falar sobre os vínculos entre violência de gênero e HIV.

Michel Sidibé, diretor executivo do UNAIDS. Foto: Mark Garten/ONU

Diretor-executivo do UNAIDS deixa o cargo e assume posto de ministro da Saúde do Mali

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou nesta quinta-feira (9) seu diretor-executivo há dez anos, Michel Sidibé, por sua nomeação como ministro da Saúde e Assuntos Sociais do Mali.

Defensor de uma abordagem centrada nas pessoas para questões de saúde e desenvolvimento, Sidibé deixa uma “contribuição notável para a resposta à AIDS, ajudando a salvar e melhorar as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo”, de acordo com o UNAIDS.

Sidibé será substituído provisoriamente pela vice-diretora executiva de Gestão e Governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson.

UNAIDS alerta para falta de preservativos na África Subsaariana

O uso de preservativos, quando realizado de forma consistente e correta, é um dos métodos mais eficazes e baratos para impedir a transmissão sexual do HIV. Mas em muitas partes do mundo, a camisinha não está disponível para todos.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alerta que, na África Subsaariana, estimava-se em 2015 que 6 bilhões de preservativos masculinos eram necessários, mas somente 2,7 bilhões foram distribuídos na região.

UNAIDS pede que África do Sul acelere ações de resposta ao HIV

Durante visita à África do Sul, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Michel Sidibé, alertou que a resposta global à AIDS está em um ponto de inflexão. Segundo ele, os ganhos obtidos até hoje podem ser facilmente revertidos a menos que esforços sejam feitos para alcançar as metas estabelecidas para 2020 e para a próxima década no tema.

Sidibé também se reuniu com o ex-presidente da África do Sul Kgalema Motlanthe, e pediu que ele mantenha as pessoas atentas aos sérios riscos de a resposta à AIDS perder sua força, especialmente em relação à necessidade de envolver mais homens na testagem do HIV e no tratamento contínuo.

Distribuição de contraceptivos e materiais de informação sobre HIV e Aids. Foto: UNFPA/UNFPA Brasil/Solange Souza

Agenda traça estratégia para ampliar acesso de populações-chave a tratamento para HIV

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde lançou a “Agenda estratégica para ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chave em HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis”.

A agenda reúne um conjunto de estratégias para ampliar e qualificar as ações de saúde destinadas às populações consideradas chave e centrais para o enfrentamento das epidemias de HIV, hepatites virais e sífilis no Brasil — pessoas que usam álcool e outras drogas, travestis e pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade. Tais grupos ainda enfrentam grandes obstáculos para obter acesso a cuidado integral e aos programas e serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento em HIV e outras ISTs.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apoia a iniciativa.

Teste de HIV. Foto: Agência Brasil/Arquivo

UNAIDS celebra evidências de que terapia antirretroviral interrompe transmissão do HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) informou ter acolhido “calorosamente” os resultados do estudo PARTNER2, segundo os quais o HIV não é transmitido quando uma pessoa vivendo com o vírus está em terapia antirretroviral efetiva.

O estudo envolveu cerca de 1 mil casais gays sorodiferentes — em que um parceiro vive com HIV e o outro não — e mostrou que não houve transmissão quando a pessoa que vive com o vírus estava em terapia antirretroviral efetiva e tinha a carga viral suprimida.

UNAIDS participa de encontro sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife. Foto: UNAIDS

UNAIDS discute implementação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou no fim de abril (30) em Recife (PE) do 1º Diálogo Público sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento foi organizado pela ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, como co-facilitadora do Grupo Temático (GT) da Sociedade Civil para Agenda 2030, em parceria com a Associação Brasileira de ONGs (ABONG).

O objetivo do encontro foi fortalecer o diálogo entre organizações da sociedade civil, gestão pública, academia, imprensa e outros grupos sobre a importância dos objetivos que compõem a Agenda 2030.  

A educação integral em sexualidade desempenha um papel central na preparação de adolescentes e jovens para uma vida segura, produtiva e satisfatória, disse o UNAIDS. Foto: UNAIDS

UNAIDS: Educação integral em sexualidade contribui para uma vida mais saudável entre jovens

A educação integral em sexualidade desempenha um papel central na preparação de adolescentes e jovens para uma vida segura, produtiva e satisfatória, e é um componente importante de um conjunto de prevenção do HIV para jovens, informou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A educação em sexualidade proporciona oportunidades para aprender e adquirir conhecimentos abrangentes, precisos, baseados em evidências e apropriada à idade sobre sexualidade e questões de saúde sexual e reprodutiva.

Neste Dia Mundial contra a AIDS, programa da ONU destaca a importância do direito à saúde e os desafios que as pessoas vivendo com HIV enfrentam no exercício deste direito. Foto: Imprensa MG/Adair Gomes

Programas da ONU avaliam estigma associado ao HIV no Brasil

Pela primeira vez, o Brasil fará parte de uma pesquisa da ONU para avaliar o estigma associado ao vírus da AIDS. Programas das Nações Unidas começaram neste mês (15) a aplicar questionários do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV, uma metodologia já utilizada em mais de cem países. Até o fim de maio, mais de 2 mil brasileiros soropositivos terão sido entrevistados no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília.