Arquivo da tag: Fim da AIDS

O ODS 3 diz:

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 3 diz: “Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. E a meta 3.3 especifica: “Até 2030, acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite, doenças transmitidas pela água, e outras doenças transmissíveis”.

  

Mais sobre este ODS em https://nacoesunidas.org/pos2015/ods3 e notícias sobre o tema abaixo. Acesse também o site do UNAIDS Brasil (www.unaids.org.br).

Durante a abertura da conferência, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, confirmou seu compromisso com Aceleração da Resposta ao HIV em sua cidade, que responde por 38% de todas as pessoas vivendo com HIV no Reino Unido. Foto: UNAIDS

Encontro em Londres reúne 300 cidades para aceleração da resposta ao HIV

Mais de 700 representantes de cidades de todo o mundo se reuniram em Londres para a primeira conferência sobre Cidades Fast-Track — cidades empenhadas na aceleração da resposta ao HIV.

A reunião, organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC, na sigla em inglês) em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+), tem foco nos esforços e no progresso que as cidades tiveram, bem como nos desafios e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

Fundo ELAS e parcerias promovem, de 24 a 27 de setembro de 2019, o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais. Foto: ONU Mulheres

Encontro internacional no Rio de Janeiro reúne mulheres para alianças globais

Fundo ELAS e parcerias promovem de 24 a 27 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) o 3º Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, que vai reunir mais de 120 mulheres de Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido para criar e fortalecer parcerias e ações coletivas pelos direitos humanos das mulheres e pela defesa de seus corpos e territórios.

O encontro é resultado de uma aliança formada por Fundo ELAS, British Council, ONU Mulheres, Fundação Ford, Global Fund for Women, Open Society Foundations, Instituto Ibirapitanga, OAK Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

Prefeito de Londres, Sadiq Khan: "“Estou contente por poder compartilhar nossos conhecimentos e experiências com outras pessoas”. Foto: UNAIDS.

Líderanças globais se reúnem em Londres para discutir desigualdades na saúde

A capital da Inglaterra sediou, entre 9 e 11 de setembro, o primeiro encontro internacional da ‘Fast-Track Cities’, iniciativa que discute respostas ao HIV e a superação das desigualdades na saúde em centros urbanos.

Organizada pela Associação Internacional de Prestadores de Serviços para a AIDS (IAPAC), em colaboração com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e outros parceiros, a conferência uniu mais de 300 cidades que priorizam suas respostas ao HIV, tuberculose (TB) e hepatites virais em suas localidades, a fim de trocarem experiências e lições aprendidas nos últimos cinco anos.

“Vimos que, para uma resposta efetiva ao HIV, é fundamental eliminar desigualdades, desequilíbrios de poder, marginalização e discriminação”, disse Gunilla Carlsson, diretora executiva interina do UNAIDS.

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Foto: UNAIDS

Mister Gay Inglaterra fala sobre estigma enfrentado por pessoas vivendo com HIV

Quando venceu o concurso Mister Gay Inglaterra 2018, o britânico Phillip Dzwonkiewicz usou sua exposição para falar sobre o HIV. Depois de anos escondendo sua sorologia positiva, ele quis abordar o assunto publicamente.

“O que ainda me surpreende é que as pessoas me digam: ‘você não parece ter HIV’. Isso mostra como ainda existem conceitos equivocados”, afirmou. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Gunilla Carlsson, diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Foto: UNAIDS

ARTIGO: O fim da AIDS é um assunto de todos

Em artigo, a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, e a presidente da coalizão de empresas GBCHealth, Nancy Wildfeir-Field, afirmam que o número de pessoas infectadas pelo HIV e que morrem está diminuindo, mas não na velocidade suficiente.

“Mesmo com a quantidade enorme de necessidades não atendidas, os recursos necessários para impulsionar o progresso diminuíram em 1 bilhão de dólares em 2018. Hoje, há mais pessoas vivendo com HIV do que em qualquer momento da história da epidemia. São cerca de 38 milhões de pessoas, o que torna a AIDS uma das maiores ameaças de saúde e desenvolvimento do nosso tempo.” Leia o artigo completo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. Foto: UNAIDS

Uso de contraceptivo hormonal não aumenta risco de infecção por HIV, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. As novas diretrizes levam em conta as confirmações de um estudo revelando que mulheres com um alto risco de contrair HIV podem usar qualquer forma de contracepção reversível.

Entre os métodos que, segundo a pesquisa, não representam um aumento do risco de infecção, estão injetáveis, implantes e os dispositivos intrauterinos de cobre, também conhecidos como DIUs.

A diretriz da OMS enfatiza, no entanto, que o uso correto e consistente desses métodos contraceptivos não protege tanto do HIV como de outras infecções sexualmente transmissíveis.

O workshop sobre comunicação e HIV na Bahia teve duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Foto: UNAIDS

UNAIDS promove oficina de comunicação sobre HIV na Bahia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) promoveu na segunda-feira (26), em Salvador (BA), o segundo workshop da série “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”. O evento, realizado no auditório do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), é uma ação do UNAIDS com apoio do IRDEB e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e faz parte do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS 2019.

Foram duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Ao todo, cerca de 70 pessoas participaram do seminário, cujo objetivo foi apresentar uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrar práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma, discriminação e direitos humanos.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

ONU lança guia sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram um guia técnico sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes. O documento traz informações sobre prevenção, redução de danos e tratamento ao HIV, cuidado e apoio a essas pessoas, além de dados estatísticos.

Atualmente, existem 1,8 bilhão de jovens entre 10 e 24 anos no mundo. A maior população de jovens de todos os tempos. Foto: UNFPA

Transformando as Nações Unidas em um espaço mais inclusivo para os jovens

Vinte jovens representando dez organismos do Sistema das Nações Unidas no Brasil participaram na sexta-feira (16) das celebrações do Dia Internacional da Juventude, no escritório da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília (DF).

Com o tema “A ONU que vemos, a ONU que queremos”, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas visões e ideias inovadoras para promoção da mudança, principalmente nos assuntos que envolvem diretamente seu futuro e sobre o papel das Nações Unidas para garantir que os jovens não sejam deixados para trás.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Brasil e ONU querem promover eliminação da transmissão vertical do HIV em municípios. Foto: EBC

Grupo de trabalho das Nações Unidas aborda transmissão vertical do HIV no Brasil

A transmissão vertical do HIV — quando o bebê pode se infectar durante a gestação, parto ou amamentação — ainda é um desafio de saúde pública em diversos países. Em 2018, cerca de 160 mil crianças de até 14 anos se infectaram no mundo, de acordo com relatório global do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

No Brasil, a eliminação da transmissão vertical do HIV é uma das prioridades do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde para 2019 e 2020. O país aderiu às metas estabelecidas pela Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS) de reduzir a menos de 2% o número de casos de HIV em crianças ou torná-los inexistentes.

Teste de HIV. Foto: Agência Brasil/Arquivo

ONU promove workshop sobre comunicação e zero discriminação em HIV e AIDS

Estão abertas as inscrições para o workshop “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”, que acontece em Salvador na segunda-feira (26) na sede da TVE Bahia. A oficina é uma ação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), com apoio do TVE/Instituto de Radiofusão Educativa da Bahia (Irdeb) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). As inscrições são gratuitas e vão até 23 de agosto.

A oficina busca trazer uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrações práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma e discriminação, entre outros pontos relacionados. Durante o encontro, busca-se também promover uma reflexão sobre o importante papel da mídia e das diversas áreas da comunicação na resposta à epidemia de HIV.

Winnie Byanyima é a nova diretora-executiva global do UNAIDS. Foto: UNAIDS

Engenheira ugandense Winnie Byanyima é nova diretora-executiva do UNAIDS

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) anunciou nesta quinta-feira (15) a nomeação da engenheira ugandense Winnie Byanyima como sua nova diretora-executiva. Byanyima tem mais de 30 anos de experiência em liderança política, diplomacia e envolvimento humanitário.

“Tenho a honra de me juntar ao UNAIDS como diretora-executiva em um momento tão crítico na resposta ao HIV”, disse Byanyima. “O fim da AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 é um objetivo que está ao alcance do mundo como um todo, mas eu não subestimo a escala do desafio que temos diante de nós”.

UNAIDS convoca países a acabar com epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes

Um novo relatório lançado no fim de julho (22), na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.

Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre zero e 14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante frente a 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta definida para 2018 era de 40 mil novas infecções.

“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração”.

Conselho Econômico e Social da ONU pede ação urgente para acelerar resposta à AIDS

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) adotou uma resolução que pede aos países que intensifiquem com urgência os programas informados por evidências para acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. O órgão afirma que a epidemia ainda não acabou e apela para esforços revigorados por parte de todas as partes interessadas.

Embora acolha os avanços alcançados em relação às metas de 2020, a resolução expressa preocupação com as disparidades no progresso entre os países e apela para esforços mais intensos para proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero.

A resolução do ECOSOC acolhe igualmente os esforços do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no sentido de aperfeiçoar e adaptar seu modelo de funcionamento para apoiar de maneira mais eficaz os esforços para acabar com a epidemia no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Por muito tempo, o alto nível de contaminação pelo HIV na África Subsaariana foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de diversos programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Na foto, uma menina espera para receber água na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF / Olivier Asselin

Estudo analisa eficácia das transferências de renda para pôr fim à Aids na África Subsaariana

Em artigo recém-publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), pesquisador questiona a eficácia dos programas de transferência de renda voltados à população economicamente vulnerável no controle da epidemia de Aids na África Subsaariana.

Por muito tempo, o alto nível de infecção pelo HIV na região foi atribuído à pobreza sistêmica, o que impulsionou a criação de programas de transferência de renda destinados à população mais pobre. Para Arruda, estes programas são importantes para melhorar a qualidade de vida dos doentes em situação de pobreza, mas também é preciso focar na prevenção entre os mais ricos para alcançar resultados expressivos.

Cada decisão de tratamento para o HIV deve se basear em uma discussão informada com o provedor de saúde, ponderando os potenciais riscos e benefícios, de acordo com a OMS. Foto: EBC/Jehgas Preotto

OMS recomenda dolutegravir como principal opção de tratamento para HIV

Com base em novas evidências que avaliam riscos e benefícios, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso do medicamento dolutegravir (DTG) como tratamento de primeira e segunda linha preferido para HIV para todas as populações, incluindo mulheres grávidas e aquelas com potencial para engravidar.

Em 2019, 82 países de baixa e média renda relataram estar em transição para esquemas de tratamento de HIV baseados no dolutegravir. As recomendações atualizadas visam ajudar mais países a melhorarem suas políticas de HIV.

O UNAIDS Brasil destaca que a adesão e o consequente sucesso do tratamento antirretroviral depende do acesso ininterrupto e em tempo adequado aos medicamentos. Foto: UNAIDS Brasil

Diretora regional da OMS pede que países repensem resposta ao HIV

A inovação científica tem garantido um progresso sem precedentes contra o HIV/Aids, mas os países devem repensar sua resposta para pôr fim à epidemia até 2030. O alerta foi feito pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretora regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa F. Etienne.

Novas infecções por HIV tiveram um aumento na Europa Oriental e na Ásia Central (+29%), Oriente Médio e Norte da África (+10%) e América Latina (+7%). Populações-chave (homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais e profissionais do sexo) e seus parceiros sexuais representam agora até 54% das novas infecções em todo o mundo, mas menos de 50% são alcançados com a gama de métodos de prevenção que, combinados, podem evitar a infecção.

“A ciência e a inovação devem encontrar soluções para novos e antigos desafios. Os novos conhecimentos e orientações só terão impacto se houver programas nacionais e sistemas comunitários sólidos nos países para implementá-los”, disse Etienne.

Os dois jovens se apoiam mutuamente no enfrentamento ao HIV. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Fundo de População da ONU atende venezuelanos vivendo com HIV em Roraima

O venezuelano Misael González, um indígena de 29 anos do povo Pemón Taurepang, havia acabado de conseguir um emprego em uma padaria na Venezuela quando descobriu que vivia com HIV. Tomado por uma mistura de choque e medo do estigma e do preconceito, decidiu deixar a família e cruzar a fronteira com o Brasil em busca de tratamento.

Um médico do programa Mais Médicos que conhecia o mandato do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) o encaminhou ao Espaço Amigável. Lá, ele foi uma das pessoas vivendo com HIV acolhidas pelo Fundo em Roraima, desde o início de 2019. Em junho, foram 13 atendimentos realizados pela equipe da agência da ONU.

Paciente com HIV recebe medicamentos antirretrovirais na Costa do Marfim. Foto: UNAIDS

Governos doaram US$8 bi para esforços contra HIV em 2018, mesmo valor de 10 anos atrás

A doação dos governos para apoiar os esforços contra o HIV em países de baixa e média renda totalizaram 8 bilhões de dólares em 2018. Esse valor representa uma pequena variação na comparação com os 8,1 bilhões de dólares de 2017 e mesmo em relação aos níveis de uma década atrás, de acordo com novo relatório da Kaiser Family Foundation e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Metade dos 14 doadores analisados no estudo aumentou seus gastos em esforços globais contra o HIV de 2017 a 2018; cinco diminuíram seus gastos; e dois os mantiveram estáveis. O financiamento dos governos doadores apoia o atendimento e tratamento do HIV, prevenção e outros serviços em países de baixa e média renda.

Gunilla Carlsson é diretora-executiva interina do UNAIDS. Foto: UNAIDS

ARTIGO: Quebrando barreiras, alcançando pessoas com serviços de HIV

Em artigo, a diretora-executiva interina do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Gunilla Carlsson, afirma que a epidemia de HIV pôs em destaque as muitas falhas da sociedade. “Onde há desigualdades, desequilíbrios de poder, violência, marginalização, tabus, estigma e discriminação, o HIV toma conta”, disse.

“Globalmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens (15–24 anos) foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018. Esta é uma boa notícia, mas permanece inaceitável que 6 mil novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens aconteçam toda semana. A saúde sexual e reprodutiva e os direitos das mulheres e jovens ainda são muitas vezes negados”, declarou. Leia o texto completo.

Vans móveis levam serviços de HIV e aconselhamento para usuários de drogas injetáveis. Foto: Movimento Positivo

No Leste europeu, ONG aposta em redução de danos para lidar com epidemia de HIV e uso de drogas

A maioria das infecções por HIV em Minsk, capital da Bielorrússia, acontece pelo uso de drogas injetáveis. Para lidar com o problema, o governo e a ONG Movimento Positivo criaram clínicas móveis de diagnóstico do vírus, além de centros de acolhimento onde a população usuária de drogas recebe orientações de pessoas que já consumiram essas substâncias ou foram afetadas de alguma forma pela epidemia de HIV.

O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Foto: UNAIDS

Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos

Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o vírus e, em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por portar seringas ou preservativos.

As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia de direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos na África Oriental e Meridional ocorreram entre mulheres. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Jovem sul-africana exibe miçanga com o símbolo do movimento pelo fim da AIDS. Foto: Peace Corps/PEPFAR

Nova pesquisa mostra progresso parcial na resposta ao HIV na África do Sul

A África do Sul está fazendo grande progresso na expansão dos testes de HIV e no aumento da supressão viral em pacientes que recebem terapia antirretroviral (TARV), mas ainda não atingiu suas metas de cobertura do tratamento e prevenção, de acordo com uma atualização da metodologia Thembisa, lançada em junho na 9ª Conferência da África do Sul sobre AIDS.

A África do Sul está empenhada em atingir as metas 90-90-90 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), de Aceleração da Resposta ao HIV até 2020. O objetivo desta estratégia é assegurar que 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% destas pessoas tenham carga viral indetectável.

Passaportes de diferentes países. Foto: Flickr (CC)/Baigal Byamba

Programas da ONU pedem fim de restrições de viagem associadas ao HIV

Dois programas da ONU pediram nesta quinta-feira (27) que 48 países anulem restrições de viagem relacionadas ao HIV. Na visão dos organismos, as limitações fundamentadas na constatação real ou na suposição do estado sorológico de um indivíduo são discriminatórias, além de impedir o acesso das pessoas a serviços de HIV. Medidas também espalham estigma e discriminação.

Das 48 nações e territórios que mantêm restrições, pelo menos 30 ainda impõem proibições à entrada, permanência ou residência com base no estado sorológico para o HIV. Dezenove deportam estrangeiros vivendo com o vírus.

O diretor regional do UNAIDS, Vinay Saldanha, carrega a tocha oficial dos jogos, a “Chama da Paz". Foto: UNAIDS

UNAIDS e parceiros promovem conscientização sobre HIV nos Jogos Europeus em Minsk

Nos Jogos Europeus de 2019, realizados em Minsk, Bielorrússia, os atletas e espectadores estão recebendo informações sobre HIV, disponibilização gratuita de preservativos e de teste rápido para o vírus.

Fruto de uma parceria entre Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), diretoria dos Jogos, Ministério da Saúde da Bielorrússia, organizações da sociedade civil e equipe de país das Nações Unidas, setores #ZeroDiscriminação foram montados na área das disputas oferecendo serviços de HIV.

Atividades do UNAIDS para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI promoveram conscientização sobre prevenção do HIV. Imagem: UNAIDS

Em São Paulo, programa da ONU participa de Parada LGBTI e conscientiza sobre HIV

A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) esteve em São Paulo (SP) no domingo (23) para participar da 23ª Parada do Orgulho LGBT, onde a agência da ONU apoiou uma iniciativa que arrecada comida para ONGs dedicadas ao acolhimento de pessoas vivendo com HIV. Neste ano, o projeto Camarote Solidário recebeu 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, doados para dez instituições.

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

Novo estudo não encontra relação entre risco de infecção pelo HIV e contraceptivos com progestógeno

Um estudo de pesquisa clínica conduzido em quatro países africanos não encontrou diferença significativa no risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam um dos três métodos anticoncepcionais reversíveis altamente eficazes.

Nos últimos 25 anos, à medida que a epidemia do HIV se instalou em muitos países, vários estudos observacionais sugeriram um possível aumento do risco de infecção por HIV entre mulheres que utilizam contraceptivos injetáveis apenas com progestógeno, particularmente o DMPA-IM.

Devido às limitações no desenho desses estudos, no entanto, não foi possível determinar se as infecções por HIV se relacionaram ao método contraceptivo usado ou a outros fatores. Os resultados recentes são os mais robustos até o momento a abordar essas preocupações.

O estudo foi realizado por um consórcio liderado pela FHI 360, da Universidade de Washington, pelo Instituto de Saúde Reprodutiva e HIV de Wits e pelo Programa de Reprodução Humana da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bandeira da Colômbia hasteada em Bogotá. Foto: Flickr (CC)/Gabriel Britto

ONU elogia revogação de lei na Colômbia que criminalizava transmissão do HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou na quinta-feira (13) a decisão do Tribunal Constitucional da Colômbia de eliminar a seção do Código Penal que criminalizava a transmissão do HIV e da hepatite B.

Na avaliação da agência da ONU, a criminalização excessivamente ampla da transmissão do HIV é ineficaz, discriminatória e não melhora os esforços para prevenir novas infecções pelo vírus.

O UNAIDS tem trabalhado com grupos LGBT, organizações da sociedade civil e outros parceiros para promover um ambiente legal apropriado em Botsuana. Foto: UNAIDS

UNAIDS elogia decisão de Botsuana de revogar leis que criminalizavam pessoas LGBT

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) cumprimentou a decisão histórica da Suprema Corte de Botsuana de declarar como inconstitucionais disposições-chave dos Artigos 164 e 167 do Código Penal do país. Essas disposições criminalizavam atos sexuais privados e levavam à discriminação e violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT).

“Esta é uma decisão histórica para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT) em Botsuana”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Ela restaura a privacidade, o respeito e a dignidade das pessoas LGBT no país e este é um dia para celebrar o orgulho, a compaixão e o amor. Eu cumprimento os ativistas, organizações da sociedade civil e grupos comunitários que se empenharam tão intensamente para este momento.”

O grupo visitou a ONG Casa Fonte Colombo, em Porto Alegre. Foto: UNAIDS

Especialistas e técnicos da área de prevenção visitam serviços de HIV em Porto Alegre e Brasília

Uma equipe de técnicos, especialistas e gestores do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde, da Organização Pan-americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) estiveram na segunda-feira (10), em Porto Alegre (RS), e na terça-feira (11), em Brasília (DF), para visitar serviços de saúde públicos, além de participar de encontros com gestores e técnicos locais.

A visita faz parte da reunião técnica para analisar o campo e práticas de prevenção do HIV no Brasil, convocada pelo DCCI, que acontece entre os dias 10 e 14 de junho no país. Ao longo desta semana, especialistas de organismos internacionais, organizações da sociedade civil, além de técnicos e gestores públicos, irão discutir a implementação de prevenção do HIV no Brasil, visando o cumprimento das metas regionais de prevenção de 2020 e de eliminação da AIDS como problema de saúde pública até 2030.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China. Foto: UNAIDS

Rede chinesa dá apoio a mulheres vivendo com HIV que desejam ter filhos

A Rede Chinesa de Mulheres contra a AIDS (WNAC, na sigla em inglês) está se esforçando para garantir que mais mulheres vivendo com HIV e hepatite C no país estejam cientes de que podem ter filhos saudáveis.

A iniciativa foi criada em 2009 com o apoio do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e é formada por 27 organizações comunitárias de mulheres em 12 províncias da China.

É uma plataforma que reúne e defende as mulheres que vivem com HIV e garante que elas recebam a ajuda e o apoio de que precisam para ter acesso a cuidados de saúde adequados e dar à luz bebês livres do HIV.

Conferência Women Deliver, em Vancouver, Canadá, foi organizada por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: UNAIDS

Conferência no Canadá alerta para desafios da saúde sexual e reprodutiva no mundo

Vinte e cinco anos depois da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Egito, há progresso significativo na área de saúde sexual e reprodutiva e nos direitos das mulheres jovens e adolescentes no mundo. O acesso voluntário a métodos contraceptivos modernos aumentou 25% desde 1994, e a qualidade dos serviços de saúde sexual e de HIV também melhorou. No entanto, muito ainda resta a ser feito.

Toda semana são registrados cerca de 7 mil novos casos de infecção por HIV entre mulheres e meninas no mundo. Na África Subsaariana, a chance de infecção por HIV entre meninas com idades entre 15 e 19 anos é três vezes maior do que entre meninos da mesma idade.

O tema foi debatido em evento organizado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) durante
a Conferência Women Deliver, ocorrida em Vancouver, no Canadá, no início de junho.