Tema do Dia Internacional da Mulher deste ano celebra ativistas rurais e urbanas

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A ONU Mulheres anunciou na quarta-feira (30) que o tema do Dia Internacional da Mulher deste ano é “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Em 2018, o 8 de março ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança, disse a agência da ONU.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

A ONU Mulheres anunciou na quarta-feira (30) que o tema do Dia Internacional da Mulher deste ano é “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Em 2018, o 8 de março ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança, disse a agência da ONU.

Pessoas do mundo todo estão se mobilizando por um futuro mais igualitário, por meio de protestos e campanhas globais. Entre elas, está o movimento #MeToo, nos Estados Unidos, que teve reflexos em outros países — com #EuTambém, no México, Espanha e América Latina; #QuellaVoltaChe, na Itália; #BalanceTonPorc, na França; e #Ana_kaman, nos Estados Árabes; “Ni Una Menos”, na Argentina. Outras iniciativas que abordaram temas que vão desde a questão da igualdade salarial até a representação política das mulheres.

Segundo a agência das Nações Unidas, o Dia Internacional da Mulher de 2018 é uma oportunidade para transformar esse impulso em medidas concretas de empoderamento de mulheres de todos os ambientes — rural e urbano — e de reconhecer as ativistas que trabalham sem descanso para reivindicar direitos e desenvolvimento pleno.

Em sintonia com o tema prioritário do próximo 62º período de sessões da Comissão sobre a Situação das Mulheres, que ocorre de 12 a 23 de março em Nova Iorque, o Dia Internacional da Mulher também presta atenção aos direitos e ao ativismo das mulheres rurais, que constituem mais de 25% da população mundial, e a maioria de 43% das mulheres da força de trabalho agrícola mundial.

Estas mulheres cultivam as terras e plantam sementes para alimentar as populações, garantem a segurança alimentar das suas comunidades e geram resiliência diante do clima. Contudo, em praticamente todos os indicadores de desenvolvimento, as mulheres rurais estão atrasadas em relação aos homens rurais e as mulheres urbanas devido às desigualdades de gênero e à discriminação arraigadas.

Por exemplo, menos de 20% das pessoas em todo mundo que possuem terras são mulheres. Além disso, enquanto a diferença mundial de salário entre mulheres e homens se situa em 23%, nas áreas rurais pode chegar até 40%. Por outro lado, elas carecem de infraestrutura e serviços, trabalho decente e proteção social e se encontram em uma situação mais vulnerável em face dos efeitos das mudanças climáticas.

Para materializar a promessa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de não deixar ninguém para trás, é preciso atuar com urgência nas áreas rurais para garantir um nível de vida adequado, uma vida sem violência ou práticas nocivas para as mulheres rurais, assim como o seu acesso à terra e aos bens produtivos, à segurança alimentar e à nutrição, ao trabalho decente, à educação e à saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva e seus direitos conexos, segundo a ONU Mulheres.

As mulheres rurais e suas organizações representam um potencial enorme e, atualmente, estão se mobilizando para reclamar os seus direitos e melhorar seus meios de vida e bem-estar, segundo a agência da ONU. Utilizam métodos agrícolas inovadores, criam negócios exitosos e adquirem novas habilidades, lutam por direitos legais e se apresentam como candidatas políticas.

“Este é um momento em que milhares de mulheres valentes da indústria cinematográfica, do teatro e das artes começaram a alçar as suas vozes contra o abuso e as agressões sexuais por parte de homens poderosos do setor. No âmbito das mulheres rurais, estas vozes encontram um poderoso aliado na Aliança Nacional de Camponesas, uma organização norte-americana de camponesas que conhece bem o abuso de poder”, segundo a ONU Mulheres.

O 8 de março une as ativistas de todo o mundo e a ONU Mulheres para aproveitar a oportunidade, celebrar os avanços, tomar medidas e transformar a vida das mulheres em todo o mundo. Agora é o momento, concluiu a agência das Nações Unidas.


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