Taxa de desemprego no Brasil é a menor desde 2002, diz relatório da OIT

No entanto, houve desaceleração na contratação de trabalhadores em quase todos os meses de 2012 em comparação ao ano passado.

Taxa de desemprego no Brasil é a menor desde 2002, diz relatório da OITSegundo o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Panorama Laboral 2012”, apresentado hoje (18), o Brasil registrou entre janeiro de setembro de 2012 a menor taxa de desemprego urbano (5,7%) desde 2002. No entanto, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério Trabalho e Emprego, observou uma desaceleração na contratação de trabalhadores em quase todos os meses deste ano em comparação a 2011.

Para o relatório não só no Brasil, mas também na Colômbia, Equador, México e Panamá, o desemprego diminuiu porque a geração de trabalho na economia encontra-se num ritmo maior do que a quantidade de pessoas que procuram trabalho. O documento também apontou que o Brasil apresentou uma diminuição do desemprego juvenil em relação a 2011, de 15% para 13,9%.

Em relação a América Latina e Caribe, o ‘Panorama Laboral 2012’ ressaltou que a taxa de desemprego urbano continuou este ano com a tendência de queda que a colocou em níveis mínimos históricos. O desemprego urbano regional é de 6,4% ao final de 2012 e esta tendência será mantida, com a taxa chegando a 6,2% em 2013. São os níveis mais baixos registrados desde que começou a utilizar-se a atual série estatística em princípios dos anos 90.

A OIT recordou que em 2002 esta taxa superava 11%, mas a partir de 2004 começou a cair, uma tendência que somente foi ligeiramente interrompida durante a crise internacional em 2009. No entanto, a região teve uma rápida recuperação e retomou o crescimento com emprego. Em 2011, a taxa chegava a 6,7%.

A Organização justificou a queda em razão do dinamismo das economias latino-americanas e caribenhas, que registraram um ciclo de de crescimento econômico de vários anos. “Existem razões para sermos otimistas, apesar de que a região não deve descuidar-se já que a situação de crise em outras partes do mundo gera uma dose importante de incerteza” , disse a Diretora Regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco.

O relatório também observou que a redução do desemprego beneficiou homens e mulheres, ainda que o desemprego das mulheres continue sendo 1,4 vezes o dos homens. No terceiro trimestre de 2012 o desemprego urbano das mulheres era 7,7%, enquanto que o dos homens chegava a 5,6%.

Em termos de proteção social, 60,2% dos trabalhadores ocupados tinham cobertura em saúde e 61% dos ocupados contribuía para aposentadoria. Mantém-se o crescimento médio dos salários médios reais, 2,4% até o terceiro trimestre de 2012.

Acesse o relatório na íntegra clicando aqui.