Tailândia e Vietnã promovem ações para pôr fim à discriminação contra pessoas vivendo com HIV

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O estigma e a discriminação em unidades de saúde são um grande obstáculo para acabar com a AIDS no mundo todo. Reduzem significativamente a qualidade de vida das pessoas e dificultam seu acesso a serviços de saúde e de HIV.

O tema foi abordado em sessão da 22ª Conferência Internacional de AIDS, ocorrida em Amsterdã no fim de julho, e que apresentou projetos de Tailândia e Vietnã. A sessão também teve participação de representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

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O estigma e a discriminação em unidades de saúde são um grande obstáculo para acabar com a AIDS no mundo todo. Reduzem significativamente a qualidade de vida das pessoas e dificultam seu acesso a serviços de saúde e de HIV.

Acelerar as iniciativas dos países e reduzir o estigma e a discriminação nas unidades de saúde foi o foco de sessão ocorrida durante a 22ª Conferência Internacional de AIDS, no fim de julho (23) em Amsterdã, na Holanda.

A sessão “Catalisando Iniciativas da Tailândia e Região sobre Zero Discriminação em Ambientes de Saúde”, reuniu representantes dos governos de Tailândia, Vietnã e Holanda e representantes de redes regionais da sociedade civil, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A Tailândia é reconhecida como pioneira na redução do estigma e da discriminação em serviços de saúde na Ásia por meio de sua inovadora resposta de proporções sistêmicas.

O projeto de redução de estigma e discriminação do país é baseado em ferramentas de medição global e contém um sistema de monitoramento permanente, ações informadas por evidências nas unidades de saúde e engajamento da comunidade em todos os níveis.

O Vietnã começou um programa-piloto de redução de estigma e discriminação em Ho Chi Minh. Na sessão, Huu Thuy Do, chefe do Departamento de Informação, Educação e Comunicação da Administração do Vietnã para Controle da AIDS, explicou como o país aprendeu com a Tailândia e como o modelo tailandês foi modificado para o nível local.

Com base nas experiências de Tailândia e do Vietnã, os palestrantes encorajaram os países a fomentar vínculos transfronteiriços em esforços de redução do estigma e da discriminação em ambientes de assistência à saúde, a fim de alcançar uma ação global conjunta mais eficaz e eficiente.

Os participantes também aprenderam com a abordagem holandesa, que direciona a atenção para a desigualdade de acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV, ao mesmo tempo em que promove um ambiente legalmente favorável para evitar o estigma e a discriminação.

Os participantes ouviram que um maior engajamento de comunidades, pessoas vivendo com HIV e populações-chave no desenvolvimento e monitoramento de programas contra o estigma e a discriminação é elemento central para programas bem-sucedidos. Sua participação não apenas aumenta o acesso por parte de comunidades difíceis de alcançar, mas também ajuda a garantir que uma abordagem baseada em direitos seja usada.

O evento foi concluído com a apresentação do Quadro Global de Ação, uma iniciativa liderada pela sociedade civil que visa acelerar a implementação dos compromissos assumidos para acabar com o estigma e a discriminação relacionados ao HIV em diferentes contextos.

“A Tailândia é pioneira na região da Ásia no desenvolvimento de um programa abrangente para criar ambientes de saúde livres de estigma e discriminação, levando a melhores resultados de saúde que vão além do HIV”, disse o ministro de Saúde Pública da Tailândia, Thawat Suntharajarn.

“Os direitos humanos, incluindo as vulnerabilidades relacionadas ao estigma, discriminação e ao gênero estão entre as razões para a grave lacuna de prevenção do HIV e o progresso insuficiente que tem sido feito na redução de novas infecções pelo HIV em muitas regiões do mundo”, declarou o diretor-executivo adjunto interino do UNAIDS, Tim Martineau.


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