Tailândia dá cidadania para meninos e professor de futebol resgatados em caverna

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A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou a decisão do governo tailandês de conceder cidadania a três meninos que foram resgatados da caverna de Tham Luang em julho último, quando fortes chuvas deixaram 12 adolescentes e seu professor presos em galerias subterrâneas, em Chiang Rai. Os jovens integravam o time de futebol Javalis Selvagens. O docente de educação física e técnico da equipe, Ekapol Chanthawong, também receberá a nacionalidade tailandesa.

Equipes de militares preparam operações de mergulho para resgatar meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna em Chiang Rai, na Tailândia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos/Jessica Tait

Equipes de militares preparam operações de mergulho para resgatar meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna em Chiang Rai, na Tailândia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos/Jessica Tait

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou a decisão do governo da Tailândia de conceder cidadania a três meninos que foram resgatados da caverna de Tham Luang em julho último, quando fortes chuvas deixaram 12 adolescentes e seu professor presos em galerias subterrâneas, em Chiang Rai. Os jovens integravam o time de futebol Javalis Selvagens. O docente de educação física e técnico da equipe, Ekapol Chanthawong, também receberá a nacionalidade tailandesa.

O trio de jogadores mirins e o treinador não possuíam nacionalidade de nenhum outro país e, por isso, eram considerados apátridas.

Sem cidadania, indivíduos correm risco de não ter acesso a direitos e serviços básicos. Em alguns casos, ficam impedidos de viajar, casar, ter uma propriedade, trabalhar ou contribuir efetivamente para as sociedades em que vivem, lembra o ACNUR.

“Ao conceder cidadania a esses meninos e ao treinador, a Tailândia lhes deu a chance de sonhar com um futuro melhor e alcançar seu potencial”, afirmou a assessora especial sobre Apatridia do organismo da ONU, Carol Batchelor.

Segundo a especialista, a decisão das autoridades garante para os jovens “uma identidade formal, que abrirá o caminho para que eles atinjam suas aspirações, pertençam e participem como membros plenos da sociedade”.

Na avaliação do ACNUR, a apatridia se torna muitas vezes um problema invisível, que marginaliza as pessoas sem nacionalidade e as separa da comunidade onde estão inseridas. Em 2014, a agência das Nações Unidas lançou a campanha global #IBelong, que conscientiza pessoas e governos sobre a gravidade do problema.

“As pessoas que convivem com a apatridia muitas vezes enfrentam uma vida inteira de incertezas”, acrescenta Batchelor.

“Elogiamos o esforço da Tailândia e chamamos todos os Estados que abrigam populações apátridas a combater a apatridia, que pode ser completamente evitada.”

O Ministério do Interior da Tailândia possui diretrizes sobre a determinação da cidadania para pessoas apátridas. As medidas visam sobretudo os indivíduos das “tribos de montanha”, que vivem em áreas fronteiriças, com acesso limitado a informação.

Desde 2008, cerca de 100 mil pessoas receberam cidadania tailandesa. As autoridades já se comprometeram a resolver a situação de 480 mil apátridas até 2024.


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