Tailândia: Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos pede consenso e proteção do direito à vida

Revelando extrema preocupação com a alta violência na Tailândia, a Alta Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu aos protestantes e às forças do governo que recuem de suas posições e busquem uma resolução pacífica para o conflito, visando o bem da população tailandesa.

A Alta Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi PillayRevelando extrema preocupação com a alta violência na Tailândia, a Alta Comissária de Direitos Humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, pediu aos protestantes e às forças do governo que recuem de suas posições e busquem uma resolução pacífica para o conflito, visando o bem da população tailandesa.

Segundo ela, a chegada do fim do último prazo do governo faz com que aumente o risco de se perder o controle da situação. Por isso insistiu que, para evitar novas mortes, as partes encontrassem um consenso por meio da negociação. A Alta Comissária ainda reconheceu os esforços do governo tailandês nos últimos meses, como o estabelecimento de um mapa para a reconciliação nacional.

Além disso, Pillay ressaltou que qualquer uso da força por parte das autoridades tailandesas deve estar de acordo com os padrões da Declaração dos Direitos Humanos. “As autoridades responsáveis pelo cumprimento da lei tem um papel fundamental na proteção do direito à vida. Ao reconhecer sua responsabilidade de restaurar a ordem, o uso de força letal e armas só deve ser feito quando indispensável para proteger a vida”, declarou.

Sobre o compromisso do Primeiro-Ministro da Tailândia, Abhisit Vejjajiva, em abrir um inquérito independente sobre os recentes casos de violência, ela destacou a importância de uma investigação imparcial dos eventos, além de apontar suas causas, como parte do processo de resolução do embate. Ela disse que todas as partes envolvidas devem estar conscientes de que serão responsáveis por suas ações. Informações em inglês, clique aqui.