Tabaco mata uma pessoa a cada 34 segundos na região das Américas

Para proteger a saúde das pessoas na região das Américas, é necessário intensificar urgentemente as medidas de controle de tabaco, particularmente aquelas que garantem espaços públicos e locais de trabalho livres do cigarro, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas.

O consumo de tabaco causa um grande impacto na saúde, matando uma pessoa a cada quatro segundos no mundo e uma pessoa a cada 34 segundos nas Américas. Isso representa um total de 8 milhões de mortes em todo o globo a cada ano, com quase 1 milhão delas concentradas na região. Mais da metade dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabaco, assim como quase metade dos casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Um terço dos países das Américas ainda não implementou medidas efetivas de controle do tabaco, segundo a OPAS/OMS. Foto: Município de Aracruz

Um terço dos países das Américas ainda não implementou medidas efetivas de controle do tabaco, segundo a OPAS/OMS. Foto: Município de Aracruz

Para proteger a saúde das pessoas na região das Américas, é necessário intensificar urgentemente as medidas de controle de tabaco, particularmente aquelas que garantem espaços públicos e locais de trabalho livres do cigarro, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas.

O consumo de tabaco causa um grande impacto na saúde, matando uma pessoa a cada quatro segundos no mundo e uma pessoa a cada 34 segundos nas Américas. Isso representa um total de 8 milhões de mortes em todo o globo a cada ano, com quase 1 milhão delas concentradas na região. Mais da metade dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabaco, assim como quase metade dos casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

A campanha para o Dia Mundial Sem Tabaco deste ano ressalta como o tabaco põe em perigo a saúde pulmonar em todo o mundo, bem como a importância de implementar políticas efetivas para reduzir seu consumo e a exposição à fumaça dele derivada.

“O tabaco é uma ameaça à saúde pulmonar de todos, não apenas dos fumantes”, disse Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS. “Cada uma das mortes relacionadas ao consumo ou exposição ao tabaco é evitável. No entanto, embora o consumo esteja diminuindo na região, o ritmo de ação para reduzi-lo continua aquém dos compromissos mundiais e regionais”, acrescentou.

Para reduzir a ameaça representada pelo tabaco, os países devem adotar ações urgentes para acelerar a implementação das medidas descritas na Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS (CQCT), que são reforçadas pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“A aplicação dessas medidas, particularmente aquelas relacionadas aos espaços livres de tabaco (locais de trabalho fechados, lugares públicos e transporte público), à adoção de advertências de saúde e à prestação de serviços para cessação do tabaco são vitais para garantir que as Américas sejam livres dessa ameaça”, afirmou Rosa Sandoval, assessora regional de Controle do Tabaco da OPAS.

Consumo de tabaco e saúde pulmonar

Além de ser um dos principais fatores de risco para o câncer de pulmão nas Américas, o consumo do tabaco também causa e agrava uma ampla gama de doenças pulmonares.

O consumo de tabaco é responsável por 46% das mortes por DPOC, uma doença pulmonar progressiva que causa falta de ar e tosse crônica. Um em cada cinco fumantes desenvolverá DPOC durante sua vida e os adultos que foram expostos ao fumo passivo durante a infância também estão sob maior risco devido a problemas no desenvolvimento e na função pulmonar.

O tabaco também é um fator que contribui para outras doenças pulmonares, incluindo tuberculose (TB) e asma. Ao todo, 20% das mortes por tuberculose são atribuíveis ao tabagismo. Na região das Américas, esse número é de 15%.

O risco de que a infecção por TB latente, que afeta cerca de um quarto da população mundial, se transforme em ativa é duas vezes maior quando se consome tabaco. A fumaça desses produtos também é um dos principais fatores desencadeantes do desenvolvimento ou progressão da asma e é responsável por cerca de uma em cada nove mortes relacionadas a essa condição nas Américas.

Melhorando a saúde pulmonar

Qualquer nível de exposição à fumaça do tabaco apresenta riscos. A melhor maneira de prevenir doenças respiratórias e melhorar a saúde dos pulmões é evitar o consumo do tabaco e a exposição ao fumo passivo.

A CQCT responde de maneira forte e combinada à epidemia global do tabaco e suas implicações para a saúde, sociais, ambientais e econômicas.

Para ajudar os países a implementar a Convenção-Quadro, a OMS introduziu as medidas MPOWER, que incluem vigilância do consumo do tabaco e políticas de prevenção; proibição do consumo de tabaco em espaços públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos; apoio para que as pessoas possam parar de fumar.

Também incluem advertências de saúde de grande tamanho em todos os produtos derivados do tabaco; proibição da publicidade, promoção e patrocínio do tabaco; e aumento de impostos sobre o tabaco. A adoção, em 2017, da Estratégia e do Plano de ação para fortalecer o controle do tabaco na região das Américas 2018-2022 por todos os países da região confirmou seu compromisso com a saúde pública.

Números sobre tabaco e saúde pulmonar nas Américas

O câncer de pulmão é o terceiro tipo de câncer mais comum, com 342.518 novos casos registrados em 2018. Este é o tipo de câncer que mais causa morte; 65% das mortes causadas por câncer de traqueia, brônquios e pulmão são atribuíveis ao consumo de tabaco.

O consumo de tabaco causou quase 1 milhão de mortes em 2017 — o equivalente a uma pessoa a cada 34 segundos. Mais de 93 mil mortes são causadas pela exposição ao fumo passivo.

Quase metade das mortes por DPOC são atribuíveis ao consumo de tabaco e 5% ao fumo passivo. Em 2017, foram registrados 243 mil novos casos de TB. Cerca de 15% das mortes pela doença são atribuíveis ao tabagismo. No mesmo ano, quase 13 mil pessoas morreram por asma. Aproximadamente, 12% dessas mortes foram devidas ao consumo de tabaco.