Superar desigualdade nas Américas é essencial para garantir saúde universal

Ministros da saúde de vários países da região das Américas concordaram em uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas na América Latina e no Caribe até 2030. O compromisso foi firmado no segundo dia (1) do 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, nos Estados Unidos.

A iniciativa da OPAS tem como alvo uma lista de doenças com potencial de eliminação, entre elas, HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

De maneira geral, o risco de infecção por HIV entre as mulheres é duplicado quando elas tiveram uma infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). Foto: UNAIDS

A iniciativa da OPAS tem como alvo uma lista de doenças com potencial de eliminação, entre elas, HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana. Foto: UNAIDS

Ministros da saúde de vários países da região das Américas concordaram em uma abordagem coletiva para eliminar mais de 30 doenças transmissíveis e condições relacionadas na América Latina e no Caribe até 2030. O compromisso foi firmado no segundo dia (1) do 57º Conselho Diretivo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, nos Estados Unidos.

A iniciativa da OPAS tem como alvo uma lista de doenças com potencial de eliminação, entre elas, HIV, sífilis, hepatites B e C, esquistossomose, tracoma, doença de Chagas, malária, cólera e raiva humana.

“Além do custo humano para indivíduos, famílias e comunidades, as doenças transmissíveis também têm um enorme impacto econômico nos sistemas de saúde”, afirmou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne.

“Uma abordagem coletiva em toda a região permitirá que os países consolidem seus esforços e recursos para prevenir epidemias e, finalmente, acabem com essas doenças de uma vez por todas.”

A iniciativa reconhece que a eliminação de doenças não depende apenas do setor de saúde, mas exige o envolvimento de outros atores, dentro e fora do governo, com uma definição clara de papéis e responsabilidades.

Lançamento do relatório sobre equidade em saúde nas Américas

O segundo dia do 57º Conselho Diretivo também contou com o lançamento do relatório “Sociedades justas: Equidade em saúde e vida com dignidade”, produzido pela OPAS. Ele propõe, de forma inovadora, metas prioritárias em diversas áreas de ação para reduzir as iniquidades em saúde.

Como resultado dessas desigualdades estruturais, certos grupos da região das Américas continuam enfrentando desigualdades na saúde, tanto dentro como entre os países, em razão de sua posição socioeconômica, etnia, gênero, orientação sexual, condição de incapacidade ou por serem migrantes.

Essas desigualdades, segundo a comissão responsável pelo relatório, começam no início da vida: na Bolívia, por exemplo, a taxa de mortalidade abaixo de 5 anos para crianças indígenas é mais de três vezes maior que a de crianças não indígenas. As desigualdades persistem até o fim da vida; a expectativa de vida para as mulheres no Haiti, por exemplo, é de apenas 66 anos, enquanto para as mulheres no Canadá é de 84.

As recomendações como um todo propõem um foco renovado nos grupos que são deixados para trás, uma abordagem de todo o governo para combater a desigualdade e a colaboração com outros setores, além da saúde.

57º Conselho Diretivo da OPAS

O evento reúne durante esta semana as principais autoridades de saúde das Américas do Norte, do Sul, Central e do Caribe para buscar um acordo sobre estratégias e planos capazes de enfrentar desafios comuns à saúde. Isso inclui um plano para reduzir as doenças cardiovasculares, eliminando os ácidos graxos trans produzidos industrialmente; uma estratégia para tornar o acesso a transplantes de órgãos, tecidos e células mais equitativo; e um plano para melhorar a qualidade do atendimento prestado nos serviços de saúde.