Suíça lidera índice global de inovação; Índia é um dos mercados emergentes em ascensão

A inovação é uma ferramenta-chave para o desenvolvimento e pode impulsionar as economias e fornecer uma saída para um dos maiores desafios do século 21: aumentar a produtividade para atender a crescente demanda por alimentos no mundo. A conclusão é de um novo relatório publicado pelas Nações Unidas em junho (15).

iHub, um espaço de inovação e negócios no Quênia. Foto: iHub/PNUD

iHub, um espaço de inovação e negócios no Quênia. Foto: iHub/PNUD

A inovação é uma ferramenta-chave para o desenvolvimento e pode impulsionar as economias e fornecer uma saída para um dos maiores desafios do século 21: aumentar a produtividade para atender a crescente demanda por alimentos no mundo. A conclusão é de um novo relatório publicado pelas Nações Unidas em junho (15).

“A inovação é o motor do crescimento econômico em uma economia cada vez mais baseada no conhecimento, mas mais investimento é necessário para ajudar a impulsionar a criatividade humana e a produção”, disse Francis Gurry, diretor-geral da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) e coautor da 10ª edição do Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês).

De olho em como a criatividade na agricultura e no setor alimentício está ajudando a fornecer alimentos globalmente, a OMPI destaca que a inovação é chave para sustentar o crescimento da produtividade necessário para atender à crescente demanda por alimentos e ajudar a melhorar as redes que integram os sistemas alimentares sustentáveis.

De acordo com a agência da ONU, os países ricos continuam dominando a inovação global em termos de novos produtos e serviços. Pela sétima vez consecutiva, a Suíça lidera o ranking e países de alta renda ocupam 24 das 25 primeiras posições, com exceção da China, que subiu três posições desde o último ano, ocupando o 22º lugar.

“A inovação pode ajudar a transformar a retomada econômica atual em crescimento de longo prazo”, disse Gurry.

Um total de 17 economias foram consideradas destaque este ano, sendo nove da África Subsaariana e três da Europa Oriental.

O relatório mostrou o crescimento da Índia como um centro de inovação emergente na Ásia, destacou o alto desempenho da África Subsaariana, incluindo Quênia e Ruanda, e a oportunidade de melhorar a capacidade da inovação na América Latina e no Caribe — enquanto Chile (46º lugar), México (58º), Brasil (69º lugar) e Argentina (76º lugar) mostraram particular força em instituições, infraestrutura e sofisticação de negócios.

Entre as principais descobertas, dezessete economias se destacaram nesse ano, sendo nove delas da África Subsaariana e três da Europa Oriental.

Localizadas perto de centros de inovação como China, Japão e Coreia do Sul, um grupo de economias asiáticas que inclui Indonésia, Filipinas e Vietnã — apelidadas pela OMPI de “novos tigres asiáticos” — estão trabalhando ativamente para aperfeiçoar seus ecossistemas de inovação e têm altos indicadores relacionados a educação, crescimento de produtividade, exportações de alta tecnologia, entre outros.

Inovação Alimentando o Mundo

O tema do GII 2017 foi “inovação alimentando o mundo”, enfatizando a inovação aplicada à agricultura e aos sistemas alimentares. Nas próximas décadas, esses setores enfrentarão um enorme aumento na demanda global e crescente competição por limitados recursos naturais, além de terem de se adaptar às mudanças climáticas.

O relatório ressalta que a inovação é fundamental para sustentar o crescimento necessário da produtividade para ajudar a melhorar as redes que integram a produção, o processamento, a distribuição, o consumo e a gestão de resíduos sustentáveis, conhecidos como sistemas alimentares.

Aproximadamente 130 economias são analisadas pelo GII a cada ano por meio de diversos tipos de métricas, como registro de patentes e gastos com educação, proporcionando aos tomadores de decisão uma melhor análise da atividade inovadora que cada vez mais impulsiona o desenvolvimento econômico e social.

Nos últimos dez anos, foi observada uma desigualdade de capacidade de inovação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, além de taxas de crescimento discretas para atividades de pesquisa e desenvolvimento em níveis governamental e corporativo.

Clique aqui para acessar o relatório (em inglês).


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