Sudão do Sul: violações do cessar-fogo e propaganda hostil prejudicam paz regional

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Enquanto a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre as partes em conflito no Sudão do Sul é um grande passo à frente, este é apenas um primeiro passo para a paz e a estabilidade, disse o chefe das Nações Unidas para a manutenção da paz ao Conselho de Segurança, alertando que o acordo de 21 de dezembro já foi violado várias vezes.

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Enquanto a assinatura do mês passado de um acordo de cessar-fogo entre as partes em conflito no Sudão do Sul é um grande passo à frente, este é apenas um primeiro passo para a paz e a estabilidade, disse o chefe das Nações Unidas para a manutenção da paz na quarta-feira (24), alertando que o acordo de 21 de dezembro já foi violado várias vezes.

“Essas violações das partes e a contínua propaganda hostil empreendida um contra o outro são preocupantes, pois ilustram a falta de compromisso genuíno em honrar suas palavras e de fato prejudicam os esforços regionais e internacionais para revitalizar o processo de paz”, disse o subsecretário-geral da ONU para operações de manutenção da paz, Jean-Pierre Lacroix, durante uma reunião do Conselho de Segurança.

O país mais novo do mundo passou grande parte de sua curta vida em conflito: o que começou como um enfrentamento político entre o presidente Salva Kiir e seu então vice-presidente, Riek Machar, culminou em uma guerra sangrenta ao final de 2013.

O Acordo sobre Cessação de Hostilidades, Proteção de Civis e Acesso Humanitário entre as partes no Sudão do Sul foi negociado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), um bloco comercial de oito países na África.

“As partes no Sudão do Sul devem perceber que a comunidade internacional e a região não continuarão a tolerar a assinatura de acordos apenas para serem violados em total impunidade”, disse Lacroix, pedindo que os 15 membros do Conselho se posicionem “muito claramente” contra essas violações e adotem “medidas decisivas necessárias para impor consequências reais para os infratores”.

Espera-se que o Fórum de Revitalização de Alto Nível da IGAD seja retomado em 5 de fevereiro em Adis Abeba, na Etiópia, para se concentrar na governança, nos arranjos de segurança de transição e no cessar-fogo permanente.


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