Sudão do Sul: Forças de Paz da ONU se dirigem ao local de atentados contra trabalhadores humanitários

Os capacetes-azuis também irão proteger cerca de 125 mil civis que encontraram refúgio no complexo da ONU na região.

Distribuição de comida para refugiados no estado do Alto Nilo, Sudão do Sul. Foto: PMA/Ahnna Gudmunds

Distribuição de comida para refugiados no estado do Alto Nilo, Sudão do Sul. Foto: PMA/Ahnna Gudmunds

As Forças de Paz das Nações Unidas enviaram uma unidade para o condado de Maban, no Sudão do Sul, onde pelo menos cinco trabalhadores humanitários sul-sudaneses foram mortos nesta terça-feira (5) por uma milícia de autodefesa da comunidade que se autodenomina “Forças de Defesa Mabanese”. Na véspera, outro trabalhador humanitário foi baleado também em Maban.

A Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) condenou os assassinatos e confirmou que tinha despachado quatro veículos blindados da sua base na cidade de Melut, no estado do Alto Nilo, para proteger os funcionários das Nações Unidas e os trabalhadores humanitários.

Os capacetes-azuis também irão proteger cerca de 125 mil civis que encontraram refúgio no complexo da ONU na região, para onde eles tinham fugido devido aos combates nas montanhas de Nuba no Sudão.

O coordenador humanitário no país, Toby Lanzer, alertou que nos últimos dias o assédio aos trabalhadores humanitários aumentou na região e as milícias buscam principalmente aqueles de etnia nuer.

Representantes dos dois lados rivais e os seus defensores já teriam retomado os diálogos para a negociação de um governo de transição que acontecem em Adis Abeba, na Etiópia. A Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), que está supervisionando as negociações, estabeleceu o prazo de 10 de agosto para chegarem a um acordo.