Sudão do Sul: falta de segurança prejudica entrega de ajuda humanitária, afirma ONU

Refugiados não recebem assistência alimentar há um mês. Os alimentos precisam ser entregues imediatamente, caso contrário, o estado de saúde e nutrição dos refugiados ficará comprometido.

idosa segura seu neto enquanto sua mãe prepara comida em Malakal, no Alto Nilo.Foto: ACNUR/K.Gebreegziabher

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou que está preocupado com as atuais condições de insegurança no Sudão do Sul, que impedem que a agência e seus parceiros consigam entregar alimentos para deslocados e refugiados.

O porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, disse a jornalistas em Genebra nesta terça-feira (12) que os refugiados nos acampamentos do condado de Maban receberam alimentos pela última vez em fevereiro e receberão somente parcialmente rações alimentares este mês. “Casos recentes de desnutrição severa entre crianças nos deixam especialmente preocupados com os riscos de uma interrupção prolongada”, disse.

O ACNUR, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e outros parceiros, normalmente estocam alimentos e outros itens de ajuda humanitária durante o primeiro trimestre do ano em preparação para a temporada de chuvas – quando as estradas ficam alagadas e intransitáveis. No entanto, os recentes e violentos confrontos na cidade do norte de Malakal e outros pontos estratégicos fluviais e terrestres fizeram o pré-posicionamento impossível neste ano. “A não ser que os alimentos sejam entregues imediatamente, o estado de saúde e nutrição dos refugiados será comprometido de forma severa”, disse Edwards, acrescentando que “o problema não é somente a falta de alimentos, mas também a passagem segura de outros suprimentos de apoio humanitário”.