Sudão do Sul: Chefe humanitária da ONU visita comunidades deslocadas pelos recentes conflitos

Chefe humanitária ds ONU, Valerie Amos (à direita) é cumprimentado por crianças durante uma visita à cidade de Malakal, no estado do Alto Nilo, no Sudão do Sul. Foto: OCHA

A chefe humanitária das Nações Unidas continuou sua visita ao Sudão do Sul esta semana com uma parada em Malakal, no estado do Alto Nilo, onde se encontrou com comunidades deslocadas pelo recente conflito e observou os esforços das agências que estão ajudando as pessoas afetadas pela violência.

Valerie Amos disse que está preocupada com a situação do país e o impacto do conflito. Ela acrescentou que as organizações humanitárias estão apoiando os esforços do governo para responder à crise imediata, mas ressaltou que também é necessário começar a preparação para a estação chuvosa, em abril.

“A violência e os abusos que temos visto desde 15 de dezembro ameaçam o futuro deste jovem país”, disse Amos a jornalistas na capital, Juba, ao concluir uma visita de três dias para verificar em primeira mão o impacto do conflito na vida das pessoas.

Mais de 100 mil sul-sudaneses fugiram para Uganda, Etiópia, Quênia e Sudão desde que a luta entre o governo e seus opositores começou, em meados de dezembro de 2013. No interior do país, 646.400 pessoas estão deslocadas, com 76.500 delas abrigadas em oito bases da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS).

Valerie Amos acena para crianças em Juba, capital do Sudão do Sul. Foto: OCHA/Michelle Kierulf

Há esperança de que o acordo de cessação das hostilidades assinado na Etiópia na semana passada vá acabar com os combates. Enquanto isso, a ONU e seus parceiros humanitários estão fazendo todo o possível para ajudar aqueles em necessidade.

O Plano de Resposta à Crise no Sudão do Sul, lançado no mês passado, pede 209 milhões de dólares para atender às necessidades mais imediatas da crise entre janeiro e março. Até o dia 13 deste mês, as agências já haviam recebido em torno de 109 milhões de dólares.

Nesta quarta-feira (29), Amos elogiou o trabalho das organizações humanitárias que permaneceram no país durante este período “tenso e difícil”, levando assistência humanitária urgente a mais de 300 mil pessoas deslocadas.

“Embora isso tenha salvado muitas vidas, não temos sido capazes de prestar assistência a muitos outros, devido à contínua insegurança”, observou ela, acrescentando que os saques de armazéns de agências internacionais, bem como os trabalhadores de ajuda humanitária que têm sido vítimas de violência, têm prejudicado gravemente os esforços para ajudar a população.