Sudão do Sul: Aumento da violência e expulsão de coordenador humanitário preocupam ONU

Membros da Força de Paz da ONU no Sudão do Sul em um posto de vigilância de um campo de proteção de civis em Juba. Foto: ONU/JC McIlwaine

Renovando seu apoio à Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) e no mandato vital que vem desempenhando para proteger os civis no país, o Conselho de Segurança expressou, nesta quarta-feira (03), sua grave preocupação com a segurança e a situação humanitária na nação mais jovem do mundo, destruída por “um conflito que está cada vez mais violento com a aproximação do seu 18º mês” de duração.

Em uma declaração, os membros do Conselho ressaltaram sua apreensão, após a decisão do governo de expulsar, em 29 de maio, o vice-representante especial do secretário-geral no país e o coordenador humanitário da ONU, Toby Lanzer. Eles sublinharam que a decisão tomada – após o Programa Mundial de Alimentos (PMA)  afirmar que o Sudão do Sul enfrenta um dos piores níveis de insegurança alimentar –  mostra o desrespeito com o sofrimento do povo sul-sudanês.

A declaração ocorre uma semana depois da decisão do Conselho de Segurança de estender o mandato da UNMISS até 30 de novembro de 2015, dando plenos poderes para o uso de todos os meios para proteger os civis, monitorar e investigar as violações de direitos humanos e continuar a oferecer assistência humanitária. Na nota o Conselho exige que todos as partes implicadas no conflito acabem com a “intimidação e assédio” contra a UNMISS e os trabalhadores humanitários, cessem as restrições de movimento e permitam que a Missão implemente plenamente o seu mandato.

O Conselho também condenou veemente as repetidas violações do Acordo de Cessação de Hostilidades assinado pela República do Sudão do Sul e o Exército Popular de Libertação do Sudão, o grupo opositor. No mesmo dia que o organismo aprovava a extensão da Missão, o Exército Popular abriu fogo contra um campo de proteção de civis da Missão em Malakal, deixando três civis e um membro da força de paz feridos.