Sucesso da missão de paz depende do fortalecimento do país anfitrião, diz representante da ONU

Na opinião de dois Subsecretários da ONU, missões de paz são mais eficientes quando ajudam no processo de desenvolvimento social, econômico e institucional.

As missões de paz das Nações Unidas são mais eficientes quando ajudam no processo de desenvolvimento social, econômico e institucional do país anfitrião, cumprem objetivos determinados e tem data para acabar. Essa é a visão de duas autoridades da ONU no assunto, apresentada na segunda-feira (26/03) ao Conselho de Segurança (CS) pelo Subsecretário-Geral da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous, e a Subsecretária-Geral da ONU para Suporte de Campo, Susana Malcorra.

Hervé Ladsous defendeu que “construir a paz” significa ajudar as instituições nacionais a alcançar um ponto de segurança e estabilidade com respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Para isso, uma forte liderança nacional é fundamental na formulação das prioridades e dos prazos da missão.

“Em um cenário ideal, a saída [da missão de paz] deve ser gradual, com base em uma análise cuidadosa da situação do país, das discussões com parceiros nacionais, bilaterais e regionais e do teste da capacidade do país anfitrião em assumir sua responsabilidade”, defendeu Ladsous.

Susana Malcorra complementou ressaltando que as Nações Unidas devem apoiar, durante as missões de paz, a capacitação de funcionários da segurança nacional, além de criar empregos que possibilitem um desenvolvimento social e econômico no país. Ela reconheceu que a comunidade internacional deve manter um papel ativo em prover a ajuda aos países com missão de paz.

“Dar acesso mais efetivo aos especialistas nas necessidades civis, envia-los para apoiar o desenvolvimento das capacidades nacionais e executar as tarefas de consolidação da paz e de transição dependem de parcerias mais fortes entre a ONU e seus provedores externos, principalmente, seus Estados-Membros”, afirmou Malcorra.