Subsecretário-geral da ONU elogia liderança do Brasil em alimentação escolar

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“O Brasil tem sido um líder absoluto na alimentação escolar”, afirmou o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e subsecretário-geral das Nações Unidas, David Beasley.

Em encontro recente em Roma com representantes do país sul-americano e também de nações africanas, o dirigente lembrou que o programa brasileiro de refeições em escolas é o segundo maior do mundo, o que representa “um grande compromisso”.

David Beasley, diretor-executivo do PMA. Foto: PMA/Giulio Napolitano

David Beasley, diretor-executivo do PMA. Foto: PMA/Giulio Napolitano

“O Brasil tem sido um líder absoluto na alimentação escolar”, afirmou o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e subsecretário-geral das Nações Unidas, David Beasley. Em encontro recente em Roma com representantes do país sul-americano e também de países africanos, o dirigente lembrou que o programa brasileiro de refeições em escolas é o segundo maior do mundo, o que representa “um grande compromisso”.

Promovido em novembro (26) pela Agência Brasileira de Cooperação, do Itamaraty, o evento discutiu a parceria entre o PMA e o Brasil, que criaram em 2011 o Centro de Excelência contra a Fome. A instituição apoia países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina a criar projetos nas áreas de agricultura familiar e alimentação escolar, com base em experiências bem-sucedidas em território brasileiro.

“Nós todos sabemos o que acontece quando crianças recebem boa nutrição: melhor aprendizado, melhor desempenho, o que significa melhores empregos”, afirmou Beasley durante a reunião.

O diálogo apresentou os marcos normativos do Brasil que respaldam a participação do país em iniciativas de cooperação Sul-Sul e trilateral, com o intuito de contribuir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). Essas metas preveem a eliminação da fome e da pobreza até 2030 e o crescimento agrícola responsável.

Também presente no encontro, o chefe de gabinete do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rogério Lot, disse que “o programa de alimentação escolar brasileiro provê alimentação de qualidade para 41 milhões de estudantes em mais de 160 mil escolas”.

Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência, explicou que organismo dedica-se a combater a subnutrição por meio do compartilhamento de conhecimentos, tecnologias e recursos, principalmente sobre o fornecimento de refeições em colégios. “Nós acreditamos que esta é uma das melhores formas e uma das maiores oportunidades de eliminar essas lacunas, já que tem o enorme potencial de alcançar 73 milhões de crianças que vão para a escola com fome e ainda não recebem alimentação escolar.”

Na avaliação do ministro de Desenvolvimento Social do Brasil, Alberto Beltrame, “o Brasil está em uma jornada virtuosa rumo à segurança alimentar e nutricional, com um sistema que integra ações desenvolvidas em diferentes níveis, inclusive pela sociedade civil, e políticas inovadoras e coordenadas”.

Durante as discussões, o embaixador Ruy Pereira, diretor da Agência Brasileira de Cooperação, informou que o Brasil tem um papel crescente no estabelecimento de parcerias com a ONU, especialmente com as agências que trabalham com temas multissetoriais.

Convidada para acompanhar o encontro, a ministra da Educação da Gâmbia, Claudiana Cole, agradeceu ao “PMA, ao governo brasileiro e ao Centro de Excelência por seu investimento em alimentação escolar em todo o mundo e por seu compromisso com o diálogo Sul-Sul sobre alimentação escolar”.

O país africano tem recebido apoio técnico do Centro de Excelência desde 2014. Segundo a dirigente, a assistência melhorou a capacidade do governo de implementar iniciativas de alimentação escolar, além de ampliar o compromisso e investimento local nesses projetos. “A cooperação Sul-Sul foi estratégica para acessar tecnologias e recursos, com impactos positivos nas crianças”, completou Cole.

A reunião aconteceu às margens da plenária do Conselho Executivo do PMA, realizada em novembro na sede do organismo, em Roma.


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