Delegação da Suazilândia visita o Brasil para conhecer programas de combate à fome

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

De 31 de julho a 4 de agosto, o Centro de Excelência contra a Fome receberá ministros e secretários da Suazilândia para apresentar as iniciativas brasileiras de combate à fome. Representantes do país africano conhecerão o Fome Zero, o programa de alimentação escolar e as políticas de apoio aos agricultores familiares. Visitas de campo também estão previstas na agenda dos enviados.

Mulheres secam o milho na lataria do carro da família, na Suazilândia. De dezembro de 2015 a março de 2016, o país entrou para a lista das nações que precisam de assistência externa para alimentar suas populações. Foto: FAO / Giulio Napolitano

Mulheres secam o milho na lataria do carro da família, na Suazilândia. De dezembro de 2015 a março de 2016, o país entrou para a lista das nações que precisam de assistência externa para alimentar suas populações. Foto: FAO/Giulio Napolitano

De 31 de julho a 4 de agosto, o Centro de Excelência contra a Fome receberá ministros e secretários da Suazilândia para apresentar as iniciativas brasileiras de combate à fome. Representantes do país africano conhecerão o Fome Zero, o programa de alimentação escolar e as políticas de apoio aos agricultores familiares. Visitas de campo também estão previstas na agenda dos enviados.

Desde 2010, o governo da Suazilândia vem implementando, com a ajuda de parceiros, um projeto de alimentação escolar em colégios primários e secundários de todo o país. Atualmente, 340 mil crianças são beneficiadas. O principal objetivo do programa é fornecer uma refeição quente e nutritiva para os estudantes todos os dias letivos.

A estratégia faz parte da abordagem Cuidado e Educação para a Pré-infância, que é a base dos esforços do país para promover o desenvolvimento de recursos humanos. A meta do Estado é expandir o acesso igualitário a educação para todas as crianças do país de três a seis anos de idade. Segundo o Centro de Excelência contra a Fome, jovens mais vulneráveis estão comumente fora do sistema educacional.

Com a vinda ao Brasil, o governo da Suazilândia espera compreender os marcos institucionais, legais, financeiros e de políticas públicas que estão vigentes na nação sul-americana e que garantem a manutenção da proteção social. O interesse da delegação é entender como a agricultura familiar é conectada aos programas de alimentação escolar. Também serão discutidas as formas de apoio que o Centro de Excelência poderá dar para adaptar metodologias brasileiras ao contexto suazilandês.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) — ao qual o Centro de Excelência é vinculado — é um dos parceiros do governo da Suazilândia. Há sete anos, o organismo internacional presta assistência técnica às autoridades nacionais. Em 2010, a agência da ONU começou o processo de transferência das suas iniciativas de alimentação escolar, que ficaram a cargo do poder público.


Mais notícias de:

Comente

comentários