Status quo entre Israel e Palestina é insustentável, diz funcionário da ONU

Robert Serry diz que a intensificação da violência na região ressalta a necessidade urgente de retomar o processo de paz israelense-palestino.

O Coordenador Especial para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, cumprimenta um menino em Gaza.

“A recente intensificação da violência ressalta a necessidade urgente de colocar o processo de paz israelense-palestino de volta nos trilhos”, disse hoje  (27) o Coordenador Especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Robert Serry, em reunião do Conselho de Segurança da ONU.  A reunião do Conselho, ocorre quase uma semana após o cessar-fogo mediado pelo Egito que começou em 21 de novembro, pondo fim ao recente ciclo de violência entre Gaza e Israel.

O encontro acontece também antes da votação de quinta-feira (29) na Assembleia Geral, onde os palestinos devem apresentar uma resolução para tentar obter o status de  Estado Observador não membro da ONU. Segundo Serry, a violência na região e a revindicação palestina demonstram que o status quo  é insustentável, e por isso deve-se encontrar um caminho para o retomar o processo de paz entre Israel e a Palestina. “Ambos têm de retornar as negociações interrompidas em setembro de 2010, depois que o primeiro recomeçou a atividade de assentamento no Território Palestino ocupado”.

Sobre a revindicação palestina que será votada na quinta-feira, Serry acredita que a formação do Estado palestino é fundamental para a estabilidade da região e para legitimar as aspirações locais. Ele também disse que  o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, compartilha da mesma opinião. “O Secretário-Geral afirmou em diversas ocasiões que os palestinos devem ter um Estado independente e viável, vivendo lado  a lado com o Estado de Israel em paz e segurança”.

No domingo, Serry visitou e verificou a destruição em Gaza e em Rishon Letzion, um subúrbio de Tel Aviv, em Israel. Os oito dias de violência deixaram 158 palestinos mortos, incluindo 103 civis, e 1269 feridos. Os confrontos também mataram seis israelenses – quatro civis e dois soldados – e deixaram 224 feridos, a maioria civis em Israel.