Srebrenica 22 anos depois: ONU pede reconhecimento de genocídio e garantia de não repetição

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No vigésimo segundo aniversário do massacre de Srebrenica – a maior atrocidade em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou todos a “olhar com honestidade” para o passado, reconhecendo os crimes e a falta de ação que permitiu esses crimes ocorressem. Ele também pediu a garantia de que tais atrocidades nunca mais se repitam. A data é lembrada no dia 11 de julho.

Em 1995, um soldado do governo lê os nomes de soldados sobreviventes ou que conseguiram fugir de Srebrenica. Foto: UNICEF/LeMoyne

Em 1995, um soldado do governo lê os nomes de soldados sobreviventes ou que conseguiram fugir de Srebrenica. Foto: UNICEF/LeMoyne

No vigésimo segundo aniversário do massacre de Srebrenica – a maior atrocidade em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou todos a “olhar com honestidade” para o passado, reconhecendo os crimes e a falta de ação que permitiu esses crimes ocorressem. Ele também pediu a garantia de que tais atrocidades nunca mais se repitam. A data é lembrada no dia 11 de julho.

“A comunidade internacional e, em particular, a ONU, aceitou sua responsabilidade em relação à tragédia em Srebrenica e tem trabalhado muito para aprender com as lições de suas falhas”, disse Guterres.

“A difícil tarefa de construir confiança para permitir a plena reconciliação na Bósnia e Herzegovina reside nas pessoas das várias comunidades do país. Para construir um futuro melhor e comum, as tragédias do passado devem ser reconhecidas por essas comunidades”, acrescentou, reafirmando os esforços de não repetição e reconciliação do apoio da ONU.

Em sua mensagem, o chefe da ONU também observou que 2017 marca o encerramento do Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPIJ), uma corte da ONU criada para processar as pessoas responsáveis por violações graves do direito internacional humanitário cometidas no território da ex-Iugoslávia.

Tanto o TPIJ quanto a Corte Internacional de Justiça (CIJ) concluíram que os atos cometidos em Srebrenica constituíam genocídio. O TPIJ determinou a responsabilidade penal de diferentes indivíduos pelo massacre de Srebrenica e os condenou por genocídio.

“Os terríveis eventos […] são fatos históricos e foram documentados extensivamente”, disse Guterres, falando sobre o assassinato de 8 mil meninos e homens pelas forças sérvias da Bósnia após a invasão de Srebrenica, em julho de 1995.

“Neste dia, lembremos e honramos os milhares de homens e meninos que foram mortos e expressamos nossa solidariedade com as famílias e amigos daqueles cujas vidas foram levadas”, acrescentou.


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