Somália: enviado da ONU saúda libertação de tripulação de navio detido por piratas desde 2010

Enviado das Nações Unidas para a Somália faz um apelo para a libertação de outros 38 reféns dos piratas somalis.

Embarque em um navio pirata na costa da Somália. Foto: UE (foto de arquivo)

Embarque em um navio pirata na costa da Somália. Foto: UE (foto de arquivo)

O enviado das Nações Unidas para a Somália, Nicholas Kay, saudou a liberação no último sábado (9) de 11 marinheiros que tinham sido sequestrados em um navio por piratas somalis há quase quatro anos. O enviado fez ainda um apelo para a libertação de todos os prisioneiros restantes que continuam detidos por esses grupos criminosos.

“Embora notemos uma redução significativa da pirataria ao longo da costa da Somália nos últimos anos, mostro a minha preocupação profunda com os outros 38 tripulantes que continuam sendo mantidos como reféns por piratas somalis”, disse Kay.

De acordo com a Missão de Assistência das Nações Unidas na Somália (UNSOM), os 11 sobreviventes da tripulação MV Albedo foram liberados para os funcionários do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC) na Somália e agora se encontram com segurança no Quênia. Os tripulantes serão repatriados para seus países de origem – Índia, Irã, Bangladesh e Sri Lanka – nos próximos dias.

O navio MV Albedo foi retido por piratas somalis armados no dia 12 de novembro de 2010, mas afundou perto da costa da Somália em julho de 2013 devido a uma falha mecânica e ao mau tempo. A tripulação sobrevivente foi levada para terra e se encontrava detida no país desde então.

“Por mais de três anos, os membros da tripulação e suas famílias sofreram uma angústia inimaginável. A equipe sofreu o trauma da pirataria, o naufrágio do navio e, em seguida, a detenção em terra em condições muito difíceis”, disse Kay, que chefia a UNSOM.

Kay elogiou os esforços dos colegas do UNODC e as autoridades locais, que facilitaram o retorno seguro dos marinheiros. O Programa contra a Pirataria do UNODC, agora em seu quarto ano de funcionamento, apoia os profissionais de justiça penal dos Estados da região do Oceano Índico que estão lidando com a pirataria somali. O programa desenvolveu uma polícia e um contingente da guarda costeira, bem como uma divisão que trata da liberação de reféns e de seu repatriamento.