Solicitantes de refúgio terão intérpretes nas entrevistas em Brasília

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As entrevistas de solicitação de refúgio no Brasil terão uma ajuda extra em 2018. Quaisquer cidadãos com disponibilidade de horário e conhecimento avançado em outros idiomas poderão se cadastrar em um banco de intérpretes.

O trabalho voluntário é resultado de acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e a Universidade de Brasília. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

De acordo com o secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro, o Brasil recebe solicitações de refúgio de diversos países, alguns com dialetos pouco conhecidos. Foto: ONU

De acordo com o secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro, o Brasil recebe solicitações de refúgio de diversos países, alguns com dialetos pouco conhecidos. Foto: ONU

As entrevistas de solicitação de refúgio no Brasil terão uma ajuda extra em 2018. Quaisquer cidadãos com disponibilidade de horário e conhecimento avançado em outros idiomas poderão se cadastrar em um banco de intérpretes.

O trabalho voluntário é resultado de acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e a Universidade de Brasília.

As inscrições para o banco de intérpretes estão disponíveis pelo e-mail projetomobilang@gmail.com. Os interessados devem enviar uma solicitação de cadastro e aguardar contato para saber os próximos passos do processo.

Entre fevereiro e março de 2018, a Universidade de Brasília realizará reuniões com os inscritos e, posteriormente, entrevistas. O Comitê Nacional para Refugiados (CONARE) convocará, então, os selecionados para uma preparação para as entrevistas com os migrantes.

De acordo com o secretário nacional de Justiça, Rogério Galloro, o Brasil recebe solicitações de refúgio de diversos países, alguns com dialetos pouco conhecidos.

“Percebemos a necessidade da presença de um intérprete para que o solicitante se sinta à vontade, contando com detalhes os motivos que o fizeram buscar o Brasil para viver. Dessa forma, o CONARE poderá analisar com maior efetividade se o caso é ou não um caso de refúgio”, explicou.

Para Galloro, a cooperação é bem-vinda, uma vez que o processo ganha qualidade e celeridade com a segurança necessária.

“Em contrapartida, o trabalho contribui para a formação de cidadãos envolvidos na temática, promovendo a sensibilização social em relação aos movimentos migratórios e à manutenção da garantia dos direitos humanos”, disse o secretário e presidente do CONARE.

O CONARE é o órgão responsável por analisar e deliberar os pedidos de reconhecimento da condição de refugiado.

“É importante lembrar que o refúgio é concedido ao migrante que sofre perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas ou que tenha fugido de quadro grave e generalizada violação de direitos humanos”, esclareceu Galloro.

As entrevistas são realizadas por oficiais de elegibilidade do CONARE e terão o auxílio de tradutores que deverão assinar termo de compromisso e de sigilo das informações.

Os voluntários que concluírem o trabalho proposto receberão certificado de atividade de extensão emitido pela Universidade de Brasília.


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