Sociedade civil se reúne com equipe conjunta do UNAIDS para debater plano de ação com foco em 2019

Para definir as atividades da ONU no Brasil voltadas para a epidemia de HIV, representantes da sociedade civil reuniram-se neste mês (18), em Brasília, com a equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). Encontro teve a participação de pessoas que vivem com HIV e que atuam em movimentos sociais em prol da saúde e dos direitos da população soropositiva.

Encontro reuniu profissionais do UNAIDS e representantes da sociedade civil com o objetivo de discutir estratégias para 2019. Foto: UNAIDS

Encontro reuniu profissionais do UNAIDS e representantes da sociedade civil com o objetivo de discutir estratégias para 2019. Foto: UNAIDS

Para definir as atividades da ONU no Brasil voltadas para a epidemia de HIV, representantes da sociedade civil reuniram-se neste mês (18), em Brasília, com a equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS). Encontro teve a participação de pessoas que vivem com HIV e que atuam em movimentos sociais em prol da saúde e dos direitos da população soropositiva.

“É muito importante ouvir o que a sociedade civil tem a dizer para contribuir com o planejamento de nossas ações para 2019. É uma visão diferente de quem está na ponta, e uma reunião apenas para falar sobre isso nos dá tempo para aprofundar questões importantes”, afirmou a diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, durante o encontro.

“Mais do que apenas apoiar na construção das ações, a sociedade civil também tem um papel importante no apoio à implementação e à articulação locais”, acrescentou a representante do programa da ONU.

O diálogo na capital federal discutiu as estratégias do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS no Brasil para o próximo ano. Também foram debatidas as ações já realizadas em 2018. O UNAIDS destina recursos financeiros e implementa iniciativas para acelerar a resposta à epidemia de HIV em países considerados prioritários, como é o caso do Estado brasileiro.

Uma das pautas levantadas pelos representantes da sociedade civil foi a necessidade de ampliar o público-alvo das intervenções de saúde pública, para além das populações-chave. “O importante é que ninguém seja deixado para trás, por isso precisamos sair das caixinhas e ampliar a nossa visão sobre como abordar as práticas envolvendo o HIV”, disse Jorge Beloqui, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+).

Também estiveram na reunião os ativistas Silvia Aloia, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), Emerson Faria Correia, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJHVA), Rafael Batista e Alberto Carlos Andrade de Souza, representantes eleitos pelo Encontro Nacional de ONGs/Aids (ENONG).

Os participantes do encontro também representam a sociedade civil dentro do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids (GT UNAIDS).


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