Sociedade civil quer ter participação ativa na Conferência Rio+20

Encontro, encerrado na sexta-feira (1/7) no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 150 organizações e movimentos sociais para ‘mostrar aos governos que a sociedade quer soluções e compromissos’ da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Encontro, encerrado na sexta-feira (1/7) no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 150 organizações e movimentos sociais para ‘mostrar aos governos que a sociedade quer soluções e compromissos’ da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Julia Mandil, do UNIC Rio de de Janeiro, para a Rádio ONU (*).

Evento contou com cerca de 150 organizações e movimentos sociais do Brasil e de outros países. Foto: Julia Mandil/UNIC Rio

Evento contou com cerca de 150 organizações e movimentos sociais do Brasil e de outros países. Foto: Julia Mandil/UNIC Rio

Ouça a matéria da Rádio ONU:
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Água, florestas, biodiversidade e serviços públicos são bens comuns e, por isso, “não podem ficar nas mãos do mercado, a serviço do lucro”.

Esse foi um dos temas lançados no Seminário Internacional “Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental”, encerrada na sexta-feira (1/7), no Instituto Bennet, no Rio de Janeiro.

Governos e Sociedade

O evento contou com representantes de cerca de 150 organizações e movimentos sociais do Brasil e de outros países. Organizado pelo Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20, o encontro teve como objetivo iniciar as primeiras discussões da programação da conferência, que ocorrerá em paralelo à Conferência das Nações Unidas Rio+20, marcada para junho de 2012.

Em entrevista a jornalistas, a representante da Rede Brasileira Pela Integração dos Povos (Rebrip) e da FASE, Fátima Mello, disse que o objetivo da Cúpula era fazer “uma grande mobilização de massas, para mostrar aos governos que a sociedade está pressionando por soluções e por compromissos efetivos”. Ela disse ainda que pretende abrir um amplo diálogo com a opinião pública e com a sociedade.

Segundo os organizadores, foram definidos alguns eixos que nortearão as discussões da Cúpula dos Povos. O primeiro é a questão do fim do que eles chamaram de “mercantilização da vida e da natureza, e o resgate da ideia de bens comuns.”

Economia Verde

Fátima Mello afirmou que “água, florestas, biodiversidade e serviços públicos são bens comuns, e por isso não podem ficar nas mãos do mercado, a serviço do lucro”.

Enquanto o evento principal deve ter como um dos focos a economia verde, a Cúpula dos Povos pretende discutir novos modelos, como a economia solidária, a agroecologia e a economia ecológica, a partir de experiências adquiridas em todo o mundo.

Além disso, o seminário definiu como um dos pontos da programação as campanhas – não só aquelas veiculadas até junho de 2012, mas também as que serão definidas no evento em questão.

Ouça a entrevista na íntegra com a representante da Rede Brasileira Pela Integração dos Povos (Rebrip) e da FASE, Fátima Mello.

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(*) Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.