‘Situação no Sahel desafia todos’, diz chefe da ONU ao Conselho de Segurança

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Conselho de Segurança discutiu apoio à força internacional que combate extremismo na região africana. Secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu reforço do órgão, composto por Burkina Faso, Chade, Mali, Níger e Mauritânia.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (ao centro), durante reunião do Conselho de Segurança sobre a Força Conjunta do Grupo dos Cinco para o Sahel. Foto: ONU/Rick Bajornas

O secretário-geral da ONU, António Guterres (ao centro), durante reunião do Conselho de Segurança sobre a Força Conjunta do Grupo dos Cinco para o Sahel. Foto: ONU/Rick Bajornas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse ao Conselho de Segurança que a urgência da situação na região do Sahel requer ações inovadoras para apoiar os esforços da chamada Força G-5-Sahel em áreas como segurança, desenvolvimento e governança.

Na segunda-feira (30), o órgão realizou um debate dedicado à força internacional de combate ao extremismo, composto por Burkina Faso, Chade, Mali, Níger e Mauritânia.

Discursando em francês, Guterres declarou que está se esgotando o tempo da ação e que é preciso unir esforços para abordar as causas profundas da instabilidade na região africana. Para o chefe da ONU, a falta de ação poderia ter graves consequências para a região – e além dela. “A situação no Sahel desafia todos nós”, alertou.

António Guterres declarou que a criação da Força Conjunta expressa a vontade dos integrantes de cooperar e enfrentar a ameaça coletivamente. Ele disse haver oportunidade de apoiar estas nações para que revertam o curso dos eventos.

Outro pedido de Guterres ao Conselho é que haja mais ambição nas suas opções, tendo destacado que é crucial um forte apoio político, bem como apoio material e operacional ‘compatíveis’ para o G5 do Sahel.

O secretário-geral acrescentou que, embora a cooperação em segurança seja essencial, apenas uma resposta multidimensional irá pôr fim à instabilidade na região. Essa intervenção deve ser reforçada nas áreas de governança, desenvolvimento e resiliência.

(Com Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque)


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