Situação humanitária em Gaza preocupa agências da ONU

Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, UNICEF e o Programa Mundial de Alimentos emitiram comunicados sobre o conflito.

Estragos do bombardeio de Israel sobre um estádio palestino em Gaza. (Foto: ONU/ Shareef Sarthan)O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Filippo Grandi, destacou a necessidade de evitar qualquer nova escalada de violência a entre Gaza e Israel. “Esperamos que uma ofensiva terrestre não aconteça, porque — entre outras coisas — causará também uma série de problemas humanitários”.

Lar de cerca de 1,7 milhão de pessoas, Gaza é uma área pequena, mas densamente povoada, que tem estado sob bloqueio israelense desde 2006 e já sofre com uma economia frágil e um empobrecimento crescente.

Outras agências da ONU também estão alarmadas com o impacto humanitário da violência em curso. “Dos dois lados da fronteira, as crianças são as mais afetadas – e ficaram marcadas para o resto de suas vidas pelas balas e bombas”, afirma o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). “Aterrorizadas com os sons de sirenes de ataques aéreos, as crianças no sul de Israel e Tel Aviv correm para abrigos várias vezes ao dia para escapar da morte”, acrescentou. “Em Gaza, muitas dormem no frio. Janelas ficam abertas por conta do medo de causar ferimentos com cacos de vidro caso quebrem com as explosões. Presos pelo bloqueio de seis anos e pela pobreza, elas não têm para onde ir.”

A maioria das atividades do UNICEF em Gaza está suspensa devido à insegurança, mas cinco equipes de emergência de apoio psicossocial estão visitando crianças e famílias afetadas pela violência em suas casas ou em hospitais sempre que as condições são favoráveis. “Não podemos esquecer que as crianças em Gaza precisam mais do que nunca de nós. Neste clima de incerteza, e em função dos seus compromissos para com o povo palestino, a ONU e as suas agências têm a responsabilidade de mitigar esta crise humanitária”, disse o Representante Especial do UNICEF para o Território Palestino Ocupado, Jean Gough.

Ao mesmo tempo, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) estava programado para começar a distribuição de alimentos para mais de 30 mil pessoas para evitar que o conflito piore a fome em Gaza, uma área considerada de insegurança alimentar. “Estamos profundamente preocupados com a situação em Gaza e vamos continuar a ajudar as famílias mais vulneráveis, muitas das quais têm sido afetadas pela violência”, disse o Diretor do PMA nos Territórios Palestinos Ocupados, Pablo Recalde.