Situação em usina nuclear japonesa permanece “muito grave”

A situação na usina nuclear de Fukushima Daiichi continua muito grave, quase dois meses depois de ter sido danificada em um terremoto, segundo informou ontem (05/05) o Vice-Diretor do Departamento de Segurança Nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Denis Flory, enquanto descrevia as medidas em curso tomadas pelas autoridades japonesas em resposta ao acidente.

Denis FloryA situação na usina nuclear de Fukushima Daiichi continua muito grave, quase dois meses depois de ter sido danificada em um terremoto, segundo informou ontem (05/05) o Vice-Diretor do Departamento de Segurança Nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Denis Flory, enquanto descrevia as medidas em curso tomadas pelas autoridades japonesas em resposta ao acidente. “No geral, a situação na usina nuclear de Fukushima Daiichi continua muito grave”, disse em entrevista coletiva realizada em Viena.

Ele observou que o percentual estimado dos danos principais de diversas unidades da usina foi revisado. Os danos da Unidade 1 foram reavaliados de 70% para 55%, enquanto na Unidade 2 foram revistos de 30% para 35% e 25% para 30% na Unidade 3.

Flory apresentou uma série de medidas que estão sendo realizadas pelas autoridades japonesas nas últimas semanas como parte de sua resposta ao acidente, incluindo a adoção de medidas contra a saída de água para o mar, para evitar uma propagação de radiatividade na água. O Governo também anunciou um plano de isolamento, evacuação e a criação de zonas de evacuação de emergência a serem criadas em áreas específicas nas imediações da usina.

Além disso, a radiação continua sendo monitorada por 47 prefeituras, e os valores divulgados mostram que a radiação ainda atinge determinados lugares. “Mas os valores da radiação são significativamente menores do que os encontrados nas primeiras semanas da emergência e o número de prefeituras afetadas está diminuindo”, disse Flory, observando que restrições à distribuição e/ou ao consumo de leite e tipos específicos de vegetais foram implementadas em cinco províncias em 21 de março. No dia 3 de maio, as únicas restrições restantes ocorriam na prefeitura de Fukushima e em duas cidades na província de Ibaraki.

Flory acrescentou que o monitoramento marinho continua sendo realizado perto das áreas de descarga da usina pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), proprietária da usina, bem como em estações em alto mar pelo Governo japonês.