Site do ACNUR lança página dedicada à exposição ‘Arte e Refúgio no Brasil’

A exposição “Arte e Refúgio no Brasil: uma celebração do 150º aniversário de Fridtjof Nansen”, que será aberta ao público na próxima terça-feira (11/10), em Brasília, ganhou hoje uma página especial no website do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), com informações sobre a exposição, galeria de fotos e uma coleção de painéis com a vida e obra do norueguês Fridtjof Nansen, homenageado pela mostra.

A exposição “Arte e Refúgio no Brasil: uma celebração do 150º aniversário de Fridtjof Nansen”, que será aberta ao público na próxima terça-feira (11/10), em Brasília, ganhou hoje (6/10) uma página especial no website do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), com informações sobre a exposição, galeria de fotos e uma coleção de painéis com a vida e obra do norueguês Fridtjof Nansen, homenageado pela mostra.

A exposição é organizada pelo ACNUR e pela Embaixada da Noruega, com o apoio da Caixa Cultural, e está montada no Átrio dos Vitrais do Edifício Sede da Caixa Econômica Federal. Com entrada franca, a mostra reunirá 18 artistas, sendo cinco refugiados. Estarão expostas 22 obras – a maioria inédita – que dialogam entre si, tendo o refúgio como tema. A exposição fica em cartaz até o próximo dia 30 de outubro.

Cientista, diplomata e explorador polar, o norueguês Fridtjof Nansen integrou a delegação norueguesa na Liga das Nações – organização que antecedeu a ONU – entre 1920 e 1930 (ano de sua morte). Após a I Guerra Mundial, organizou a repatriação de aproximadamente 450 mil prisioneiros para 26 diferentes países de origem. Em 1921, foi nomeado o primeiro Alto Comissário para Refugiados, trabalhando com centenas de milhares de refugiados e apátridas – esses últimos beneficiados pelo chamado “Passaporte Nansen”, reconhecido em 52 países. Por todos os seus esforços humanitários, Nansen ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1922.

Os artistas refugiados – todos vivendo no Brasil – são originários de Angola, Colômbia e República Democrática do Congo, países com maior representatividade na população refugiada do país (cerca de 4,5 mil refugiados, de 77 nacionalidades).

A exposição é parte das comemorações feitas pelo ACNUR em todo o mundo para celebrar o 150º aniversário de nascimento do norueguês Fridtjof Nansen, o primeiro Alto Comissário para Refugiados da Liga das Nações. Neste ano, o ACNUR também comemora o 60º aniversário da Convenção de 1951 sobre o Estatuto do Refugiado e o 50º aniversário da Convenção de 1961 sobre Redução de Apatridia.

Além de apresentar pinturas e esculturas, a exposição trará um espaço dedicado ao trabalho e legado de Nansen. A exposição evidencia a solidariedade da sociedade brasileira, em um ano turbulento que convive com uma quantidade significativa de novos conflitos em meio a lutas antigas que perduram. É também uma mostra eloquente da resiliência e talento dos refugiados.