Sírios em zonas sitiadas passam dezembro sem receber assistência humanitária, alerta ONU

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Na Síria, a lista de pessoas que precisam de assistência médica em zonas sitiadas está diminuindo. Não porque a população está sendo evacuada ou recebendo tratamento, mas sim, porque os sírios estão morrendo. É o alerta do conselheiro especial da ONU, Jan Egeland. Em pronunciamento neste mês (21), representante lamentou que, em dezembro, agências humanitárias não conseguiram entregar assistência para nenhum morador de regiões sob cerco.

Rua na região da Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Rua na região da Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Na Síria, a lista de pessoas que precisam de assistência médica em zonas sitiadas está diminuindo. Não porque a população está sendo evacuada ou recebendo tratamento, mas sim, porque os sírios estão morrendo. É o alerta do conselheiro especial da ONU, Jan Egeland. Em pronunciamento neste mês (21), representante lamentou que, em dezembro, agências humanitárias não conseguiram entregar assistência para nenhum morador de regiões sob cerco.

“Em muitos meses, alcançamos apenas 10% ou, no máximo, 20% das pessoas em áreas sitiadas. Em dezembro, não alcançamos uma única alma”, criticou Egeland em coletiva de imprensa. Declaração foi dada após encontro com delegações de Estados-membros da ONU que têm influência sobre as partes do conflito sírio.

O assessor lembrou que, atualmente, 14 milhões de pessoas na Síria precisam de assistência humanitária. Bem mais da metade desse contingente recebe ajuda todos os meses. Mas para os 3,4 milhões de sírios sobrevivendo em locais sitiados ou nas chamadas “áreas de difícil alcance”, como a Ghouta Oriental, Foah, Kafraya e Yarmuk, o cenário é grave.

Embora uma força-tarefa humanitária internacional tenha garantido a circulação de dezenas de comboios de assistência por regiões previamente inacessíveis, muitos outros lugares permanecem fora do alcance da ONU e de instituições parceiras.

Na Ghouta Oriental, região dominada por grupos de oposição ao regime sírio, cerca de 400 mil pessoas vivem sitiadas, em meio a constantes ataques de mísseis realizados pelos rebeldes para atingir a capital Damasco.

Egeland acrescentou que, atualmente, alimentos só estão disponíveis para os “mais ricos”. Na segunda semana de dezembro, um bebê de nove meses morreu de má nutrição aguda e severa na Ghouta Oriental.


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