Síria: secretário-geral da ONU faz pedido oficial para equipe investigue novo uso de armas químicas

Ban Ki-moon mandou pedido oficial para o governo sírio deixar que uma equipe da ONU investigue o incidente ocorrido esta semana sobre o uso de armas químicas contra civis.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com o cientista sueco Ake Sellström. Foto: ONU/Eskinder Debebe (arquivo)

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com o cientista sueco Ake Sellström. Foto: ONU/Eskinder Debebe (arquivo)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira (22) para o governo sírio que permita que a equipe de especialistas das Nações Unidas que estão no país investigue as recentes denúncias do uso de armas químicas no subúrbio de Damasco.

Ele também está enviando a alta representante para assuntos de desarmamento, Angela Kane, para a capital da Síria.

A ONU enviou uma equipe para o país para passar pelo menos 14 dias investigando as alegações de uso de armas químicas pelas forças nacionais contra civis em três ocasiões.

Ban pediu ao governo sírio que a equipe liderada pelo cientista sueco Ake Sellström tenha permissão para também investigar o incidente que ocorreu na manhã da quarta-feira (21).

Também nesta quinta-feira a alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, classificou as alegações como “um assunto de extrema urgência” e também pediu que o governo sírio permita as investigações.

O vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, teve uma reunião a portas fechadas na quarta-feira (21) à tarde com o Conselho de Segurança da ONU para informá-los sobre o assunto. Após a reunião, a presidente do Conselho neste mês de agosto, Maria Cristina Perceval, disse que os 15 membros estão muito preocupados com as acusações e que a situação deve ser seguida de perto.

Desde março de 2011, forças da oposição tentam derrubar o presidente Bashar Al-Assad. O conflito já matou mais de 100 mil pessoas, deixou quase 2 milhões de refugiados nos países vizinhos e 4 milhões de deslocados internos. Pelo menos 6,8 milhões de sírios necessitam de assistência humanitária urgente, metade dos quais crianças.