Síria: retomada de combates piora situação já grave, diz agência de ajuda alimentar da ONU

Em meio a condições já desesperadoras na região de Ghouta Oriental e no noroeste da província de Idlib, devastadas pela guerra da Síria, um aumento da violência está intensificando a insegurança, disse a agência de ajuda alimentar das Nações Unidas nesta terça-feira (16).

Comboio humanitário para Duma, em Ghouta Oriental, na zona neutra que atravessa a linha de conflito. Foto: OCHA / Ghalia Seifo (arquivo)

Comboio humanitário para Duma, em Ghouta Oriental, na zona neutra que atravessa a linha de conflito. Foto: OCHA / Ghalia Seifo (arquivo)

Em meio a condições já desesperadoras na região de Ghouta Oriental e no noroeste da província de Idlib, devastadas pela guerra da Síria, um aumento da violência está intensificando a insegurança, disse a agência de ajuda alimentar das Nações Unidas nesta terça-feira (16).

“Desde o final do ano passado, ataques aéreos destruíram inúmeros edifícios civis, matando centenas de pessoas em ambos os lugares e, no caso de Idlib, deslocando cerca de 100 mil pessoas”, disse a diretora de comunicação do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Bettina Luescher, em Genebra.

Em Idlib, os conflitos armados entre forças do governo, seus aliados e grupos armados de oposição se intensificaram, com a insegurança também se espalhando para partes do nordeste de Hama, Alepo rural ocidental e no sul de Idlib.

Os combates forçaram 100 mil pessoas a abandonar suas casas perto da linha de frente e avançar para áreas mais seguras. As condições em Idlib são terríveis, informou a agência da ONU, com muitas pessoas deslocadas forçadas a ficar em abrigos abertos durante o período de inverno intenso.

“O PMA havia ajudado um total de 70 mil pessoas deslocadas em Idlib em dezembro e janeiro com alimentos prontos para cinco dias; [e] havia planos para distribuir alimentos adicionais nos próximos dias”, disse Luescher, acrescentando que o PMA havia preposicionado mais de 27 mil mantimentos em Idlib e Alepo. Além disso, os embarques de fornecimento de emergência da Turquia também estavam em andamento.

Os conflitos continuam no enclave de Ghouta Oriental, onde quase 400 mil pessoas vivem em terríveis condições, com escassez severa de alimentos, combustível e água potável.