Síria: ONU renova pedido pela investigação sobre uso de armas químicas

Foco inicial da equipe será um incidente envolvendo o suposto uso de armamentos químicas na região de Kfar Dael, província de Aleppo.

Menina caminha em Aleppo. Foto: UNICEF/Romenzi

Menina caminha em Aleppo. Foto: UNICEF/Romenzi

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou nesta sexta-feira (14) a necessidade de uma investigação em terra sobre as alegações do uso de armas químicas na Síria.

Ban pediu novamente ao país que permita o acesso, solicitado há muito tempo, de uma averiguação da ONU no país.

“Dr. [Åke] Sellström e sua equipe continuam a coletar e analisar informações e materiais que foram disponibilizados por vários Estados-membros, para quem eu mais uma vez expresso minha profunda gratidão”, disse Ban a jornalistas em Nova York, Estados Unidos.

“A validade de qualquer informação sobre a alegada utilização de armas químicas não pode ser assegurada sem provas convincentes pela equipe”, acrescentou.

O cientista sueco Sellström lidera a missão de investigação, que foi lançada em março pelo secretário-geral na sequência de um pedido formal do governo sírio. O foco inicial da equipe será um incidente envolvendo o suposto uso de armas químicas na região de Kfar Dael, província de Aleppo.

“Nosso objetivo continua a ser uma investigação totalmente independente e imparcial. Eu tenho total confiança na integridade e profissionalismo de Sellström Åke e sua equipe”, disse Ban.

Ban afirmou que, junto ao representante especial conjunto das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, vai continuar a pressionar uma transição negociada e reunir as partes do conflito para o diálogo em Genebra, Suíça, “o mais rápido possível”.

Representações da Rússia e dos Estados Unidos anunciaram no mês passado sua intenção de convocar uma conferência internacional, que deverá ser realizada em Genebra, para encontrar uma solução política para a crise na Síria.

“A solução militar aponta diretamente para a maior desintegração do país, desestabilização da região e inflamação das tensões religiosas e comunitárias”, disse Ban, em referência aos conflitos que deixaram mais de 93 mil mortos, mais de 1,6 milhão de deslocados e 6,8 milhões sob necessidade de assistência humanitária.

A violência na Síria começou em março de 2011 em razão dos levantes contra o presidente Bashar al-Asssad.