Síria: ONU pede acesso urgente a 60 mil pessoas em cidades sob cerco

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O coordenador da ONU para a Síria, Ali Al-Za’tari, pediu que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário imediato e irrestrito às cerca de 60 mil pessoas presas nas cidades sírias Al-Zabadani, Al-Fu’ah, Kafraya e Madaya.

Em Madaya, Damasco Rural, famílias esperam permissão para deixar a cidade sob cerco. UNICEF/Omar Sanadiki

Em Madaya, Damasco Rural, famílias esperam permissão para deixar a cidade sob cerco. UNICEF/Omar Sanadiki

O coordenador residente e humanitário da ONU para a Síria pediu na segunda-feira (13) que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário imediato e irrestrito às cerca de 60 mil pessoas presas nas cidades sírias Al-Zabadani, Al-Fu’ah, Kafraya e Madaya.

Essas regiões foram referidas especificamente no chamado Acordo das Quatro Cidades, para facilitar o acesso humanitário às pessoas necessitadas. No entanto, os locais permaneceram inacessíveis para os trabalhadores humanitários desde novembro do ano passado.

“O bloqueio injusto e totalmente injustificado é agravado pelo acordo entre as quatro cidades, que torna o acesso humanitário propenso a negociações cuidadosas que não se baseiam em princípios humanitários”, disse Ali Al-Za’tari, em um comunicado à imprensa.

O coordenador sublinhou que a situação é uma catástrofe humanitária iminente e apelou a todas as forças diretamente envolvidas e às partes que têm influência que ajudem a convencer os lados em conflito a permitir que a ajuda seja entregue sem demora, incluindo as evacuações médicas.

“Isso impediu casos médicos de receber tratamento adequado e evacuação. As pessoas estão em necessidade, e não podem esperar mais. Precisamos agir agora”, frisou.

Recordando que o princípio do livre acesso às pessoas necessitadas deve ser implementado, ele destacou que os civis presos nas quatro cidades continuam sofrendo um ciclo de violência e privação diária, prevalecendo a desnutrição e a falta de tratamentos médicos adequados.

“A responsabilidade é moral e ética para todos os que impedem esse acesso. A ONU e os parceiros humanitários estão prontos para prestar assistência humanitária às quatro cidades, assim que as negociações com as partes chegarem à conclusão”, acrescentou.

Por meio de negociações bilaterais, e a negociação de Genebra, a ONU busca uma solução duradoura para o conflito que já dura seis anos.


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