Síria: ONU pede acesso irrestrito a Idlib e Afrin para envio de ajuda humanitária

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O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al Za’atari, pediu no início de outubro (4) que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário irrestrito às cerca de 13 milhões de pessoas que precisam de assistência vital, especialmente nas cidades de Idlib e Afrin.

“Não há mais confrontos armados em muitas cidades e territórios sírios, mas essa ameaça ainda existe em algumas áreas, e as pessoas ainda estão assustadas e inseguras”, ressaltou.

Cerca de 400 famílias foram abrigadas em um campo de refugiados improvisado no norte de Idlib, na Síria, após fugir da violência no início de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Cerca de 400 famílias foram abrigadas em um campo de refugiados improvisado no norte de Idlib, na Síria, após fugir da violência no início de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al Za’atari, pediu no início de outubro (4) que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário irrestrito às cerca de 13 milhões de pessoas que precisam de assistência vital, especialmente nas cidades de Idlib e Afrin.

“A Síria ainda está passando por uma séria crise humanitária e isso afeta cerca de 13 milhões de cidadãos sírios e refugiados também”, disse ele em comunicado à imprensa.

Segundo o oficial da ONU, dada a escala dos contínuos movimentos populacionais e das necessidades nos setores de alimentação, saúde, educação, recuperação econômica e reconstrução, é provável que a crise continue por anos.

“Não há mais confrontos armados em muitas cidades e territórios sírios, mas essa ameaça ainda existe em algumas áreas, e as pessoas ainda estão assustadas e inseguras”, ressaltou.

O coordenador humanitário sublinhou que apesar do apoio “generoso” dos países, o Plano de Resposta Humanitária de 2018, que precisava de quase 3,4 bilhões de dólares, recebeu apenas 46% de financiamento.

“Isso limita o nosso trabalho na Síria”, salientou Al Za’atari, acrescentando que está confiante de que mais recursos serão recebidos até o final do ano.

De acordo com ele, embora 14 agências da ONU estejam sediadas no país, fornecer assistência humanitária permanece um desafio por causa das restrições no acesso aos territórios sírios, especialmente nas cidades de Idlib e Afrin, uma vez que “a região está fora do controle do governo” e “pode ser um processo muito longo e complicado conseguir acesso”.

Nos bastidores da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, em setembro, Al Za’atari afirmou que um plano para facilitar o acesso no país foi acordado entre os funcionários humanitários das Nações Unidas e a delegação do governo sírio. Segundo ele, o plano também permite que sejam conduzidas avaliações sobre a situação dos necessitados.

“Se as coisas continuarem bem, conforme o combinado, esperamos ter um plano de resposta acordado até março de 2019”, declarou.


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